Ponte Estaiada em Paulínia: os bastidores de uma obra de R$290 milhões! | Por Dentro da Obra

Trecho de um episódio do canal Por Dentro da Obra — entrevista em Paulínia com o engenheiro Luiz Arthur sobre a construção de uma ponte estaiada que faz a interligação norte-sul atravessando o rio Atibaia. O diálogo aborda desafios de fundação e estrutura (duas sapatas por apoio com 910 m³ de concreto cada), logística de materiais (aço cortado e dobrado, barras Ø32 mm), uso de concreto refrigerado (‘concreto com gelo’) e a escala financeira e técnica do projeto (obras de ~R$290 milhões; ~3.000 m³ de concreto citados).
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O Por Dentro da Obra de hoje é diretamente de Paulinha e eu vou conversar com o engenheiro Luiz Arthur, que vai explicar pra gente um pouquinho de quais são os desafios de tocar uma obra importante como essa de infraestrutura que está acontecendo aqui na cidade. Este episódio é um oferecimento hub e construção. Luiz, eu queria que você contextualizasse um pouquinho dos desafios dessa obra, começando pela fundação. E quais são as ligações que essa obra vai fazer aqui na cidade?
A obra aqui em Paulínia é uma interligação norte-sul, cortando o rio Atibaia, que é um rio que passa aqui no município. Os desafios enfrentados na obra, desde a fundação, vão desde a complexidade das estruturas. Aqui a gente está falando de dois mastros. É uma fundação direta, né? É a sapata ali, onde a gente aplicou 910 metros cúbicos de concreto em cada uma dessas sapatas. São duas sapatas por apoio. Foi um concreto especial, um concreto com gelo, né? A gente tem todos ali um estudo feito anteriormente. Tem sido desafiadora essa obra, não só pelo porte dela, a gente está falando aqui de uma obra de quase 290 milhões, mas pelo dia a dia, a gente tem muito trabalho em altura. Falando em trabalho em altura, a gente já tem um risco de segurança, então a gente sempre busca alinhar segurança, alinhar produção e qualidade, peça fundamental do consórcio aqui.
Falando um pouco ainda dessa parte estrutural e nessa parte de ferragem, né? Como vocês estão recebendo esse material? Até para agilizar o canteiro, esse material ele já chega aqui cortado e dobrado ou vocês recebem esse material e dobram ele aqui?
Todo o nosso aço aqui ele já vem cortado e dobrado. A gente tem achado essa essa solução muito legal aqui pra gente, né? A gente tira essa etapa de corte e dobra da obra, que às vezes demoraria tempo, demandaria um esforço a mais, traz toda essa comodidade de já vir esse aço cortado e dobrado pronto pra sua aplicação. A gente tem aços ali de diâmetro 32 milímetros, barras de 32 em pé. É muito desafiador olhar uma estrutura dessa, executar uma estrutura dessa. Nós tivemos esse desafio desse aço estar em pé, uma barra desse peso. Vai muitos metros de concreto também, se você pensar. Acho que em torno de 3 mil metros cúbicos de concreto. A gente tem esse desafio também para encarar. Temos soluções hoje na engenharia, graças a toda a tecnologia do concreto. Aqui, essas concretagens de grande porte, a gente utiliza o concreto com gelo. Então, assim, são diversos desafios. Para mim é muito gratificante estar aqui numa obra de esporte, uma obra multimilionária, uma obra com um sistema estrutural que você não vê muito por aí, nós estamos falando de uma ponte estalhada, de uma maravilha para mim da engenharia. E assim, o planejamento para mim é fundamental. Hoje a gente tem um setor aqui só para isso, só para planejamento, cronograma de obra. Isso tem nos auxiliado, hoje eu atuo aqui na produção, mas a gente sempre conversa ali, são frentes que se conversam, produção, planejamento, qualidade, para que no final a gente possa entregar uma belíssima obra para o município de Paulina, um cartão postal, que com certeza ficará marcado na minha carreira, na minha caminhada profissional como engenheiro.
E Luiz, para você, como é participar? Para você, como que é participar de uma obra e que dica você daria para os novos engenheiros que estão surgindo no mercado?
O que eu diria para outras pessoas que queiram entrar nesse mundo é que busquem, né? Busquem o conhecimento, porque às vezes a oportunidade vai bater na sua porta, mas se você não estiver preparado, vão chamar o próximo. Então seria isso, estar sempre preparado para quando a oportunidade chegar, você possa abraçar ela da melhor forma possível.
E você que chegou até aqui, é importante, ó, coloca qual sua profissão aqui nos comentários e o que você tá fazendo pra se diferenciar, pra se destacar no mercado. Porque não basta só isso da engenharia, né, ali durante o período da faculdade. Você tem que, de fato, se atualizar pra conseguir tocar desafios que surgem aqui no dia-a-dia de uma obra como essa. Então, até o nosso próximo encontro em alguma obra aí pelo Brasil que pode ser, inclusive, sugerida por você.
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