Ponte Estaiada | Jundiaí | Por Dentro da Obra | ConstrueCast | Arquitetura | Engenharia | Construção

Transcrição de episódio do ConstrueCast sobre a construção da ponte estaiada em Jundiaí (SP). O vídeo descreve o objetivo do projeto — alongamento da avenida Frederico Ozanã, ganho de mobilidade e segurança — e apresenta detalhes técnicos: cinco obras especiais do complexo (ponte, túnel), 3,5 km de obras viárias, tipos de concreto usados, desafios de escoramento em seção inclinada e o monitoramento/anteração dos estais com apoio de empresas técnicas.
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O Por Dentro da Obra de hoje é diretamente de Jundiaí, em São Paulo. E vamos contar a história da construção dessa obra de arte pra você aqui no Constricast. Este episódio é um oferecimento, hub e construção. Este é um projeto que promete transformar a vida urbana da cidade. Com design inovador, a ponte estalhada fará o prolongamento da avenida Frederico Ozanã, trazendo mais mobilidade e inovação para motoristas e pedestres. Além de conectar vias estratégicas, essa obra promete mais segurança e agilidade no trânsito. Vamos entender como esta construção está ganhando forma.
Essa obra, ela tende a melhorar o trânsito, principalmente do pessoal que mora aqui no bairro da Vila Hortolândia, mas também melhora o trânsito do pessoal que pega as rodovias, o pessoal que acessa a 9 de julho, que hoje Para quem mora aqui, inclusive eu moro aqui, a gente percebe que nos horários de pico, os trechos em que nós estamos fazendo a obra, eles são trechos que são muito prejudicados pelo trânsito atualmente. Então, essa obra, ela tende a melhorar e viabilizar a segurança e também os acessos e diminuir o tempo de chegada do pessoal nas suas casas, o pessoal que trabalha por aqui por perto. Então, essa obra, além de ser uma obra esteticamente bonita, com a ponte estalhada, com as obras de arte, com o túnel, ela também vai melhorar e viabilizar o acesso do pessoal aos bairros e também às rodovias.
Esse complexo ele conta com cinco obras de artes especiais. Essa é a ponte estalhada, diria você que seria a cereja do bolo da obra, que é uma das obras mais importantes aqui do complexo. Posterior a isso a gente tem aqui um túnel que também faz a mesma ligação dessas pontes. Junto a isso vem todo um contexto de pavimentação, que a gente conta com 3,5 km aproximadamente de obras viárias, que seria a terraplenagem, pavimentação e o sistema de drenagem, para que a gente possa concluir esse projeto.
Eduardo, e quais são as medidas que estão sendo tomadas para minimizar o impacto no trânsito durante o processo de construção da obra?
Bom, primeiramente no nosso projeto eu tenho a ampliação de mais faixas, E eu tenho a extensão da avenida Antônio Frederico Ozanã, que vai viabilizar o pessoal acessar a UNIPE, por exemplo, o bairro da UNIPE e a faculdade, que hoje é acessada somente pela La Torre. Então, dessa maneira eu consigo diminuir o fluxo de apenas uma avenida, entendeu?
E essas ações estão sendo bem sinalizadas no entorno para que não cause um impacto negativo durante o processo de obra, seria isso?
Exatamente. Elas vão ser sinalizadas. Com a implantação de um túnel e a ampliação das faixas, eu vou conseguir melhorar bastante a infraestrutura do local.
Aqui, no coração da obra, A equipe está focada no desenvolvimento de um dos maiores projetos de infraestrutura da cidade. O cruzamento das marginais do córrego das Valquírias já está pronto, ajudando a aliviar o trânsito na região e conectando importantes avenidas. Mas quais foram os principais desafios enfrentados na construção dessa ponte? Quais soluções técnicas foram adotadas para garantir a segurança estrutural e a eficiência desse projeto?
Uma estrutura desse poste, ela é complexa desde a chegada até a saída. Então, quando eu falo da chegada até a saída, está todo um contexto geral referente à estrutura, porque o processo de montagem é muito detalhado por conta de encaixe. Então, tudo aí é detalhado. Então, dentro de uma estrutura dessa, a gente tem cuidado com cada detalhe. montagem, travamento, localização, qualquer tipo de operação de içamento, então assim, tem uma grande complexidade, é uma gama de processos para que possa chegar numa estrutura dessa com sucesso. É uma treliça chamada MK, é um material bem resistente, né, e que tem uma fácil trabalhabilidade. Então, por esse motivo, a gente teve aí como empresa parceira a uma.
Foi um desafio para a gente, inclusive para eles, mas foram feitas diversas reuniões e foram mais de praticamente três meses ali de planejamento antes da execução dos projetos. E foi feito um estudo bem crítico sobre os esforços que a gente teria que suportar, que a ponte teria que suportar. E também, o nosso principal desafio seria conseguir executar esse escoramento na parte inclinada. Porque a ponte estalhada, ao todo, ela vai ficar com 43 metros de altura. Mas, desses 43 metros, 33 são de um trecho inclinado. E para conseguir executar esse trecho inclinado, inclusive fazer a parte das formas, do escoramento e também da concretagem, foi um desafio de atender esse ângulo. Praticamente ela está a 45 graus até eu chegar na parte reta e fazer a viga de travamento. Então, assim, é até bacana falar sobre isso porque foi um desafio para a gente, inclusive agregou muito conhecimento para todo mundo.
Nos blocos de apoio, foi usado aproximadamente 280 metros de concreto por bloco, que é um concreto especial já típico para essa atividade. Posterior a isso, a gente tem a viga travessa, que é tudo que a gente está vendo aqui na parte inferior da ponte. É um outro tipo de concreto, que também pegou um volume bem expressivo. Depois da supraestrutura, vem a estrutura que é o que a gente está fazendo agora. Monta-se a treliça para receber a estrutura de concreto com ferragem. que também é um outro tipo de concreto mais específico para esse tipo de serviço. Ou seja, aqui cada etapa da obra conta com um tipo de concreto. Esse tipo de concreto varia. Às vezes é um concreto de uma resistência X, mas com uma cura Y. Não significa que sejam concretos diferentes. Às vezes o FCK, que seria a resistência mesma. Mas a forma dele se comportar durante a sua secagem, o seu processo de cura, se trata de algo específico para cada atividade.
O alinhamento dos estais é uma das fases mais críticas. Como está sendo feito o monitoramento e a ancoragem dos cabos para garantir a estabilidade da ponte?
Essa questão dos estais foi feita por várias reuniões com o pessoal da UTEC e com o pessoal da PROTEND, que vai ser o nosso executor. que vai auxiliar a gente a fazer o estaiamento. Então, essa questão dos estais é mais sobre, principalmente, o controle do travamento da angulatura, porque cada estaio, assim que é feita a duela, ele precisa ter uma angulatura e essa angulatura não pode ser mexida. Tem sempre que estar atendendo 100% ao que o projeto pede.
Esse é o futuro da mobilidade urbana em Jundiaí, uma cidade cada vez mais conectada, segura e preparada para crescer. O Por Dentro da Obra continua acompanhando cada etapa dessa construção, trazendo detalhe técnico e inovação de engenharia para você. Continue acompanhando nossos conteúdos, se inscreva em nossos canais e se você tiver alguma obra para indicar, esse é o momento, coloca nos comentários e vem com a gente revolucionar a engenharia no Brasil.
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