Por Dentro da Obra | Construção do Lotus Tower em Brasília | Desafios de Engenharia | Podcast

Podcast episode (YouTube) covering the construction of the Lotus Tower in Brasília. The episode features interviews with architect Hanna Brandino, engineer Aníbal and site leaders (Mestre Cláudio/Mike, Ana Marcela, Jailson, others) and describes project scale, excavation and foundation works, structural design choices, formwork and prefabrication strategies, site logistics, quality-control and concrete testing, and specific construction challenges (deep excavation to five sublevels, large radier pours, long cantilevers). The discussion emphasizes coordination between design and field teams, speed/agility through preassembly (cut-and-bend, welded reinforcement, precast elements), site safety and cleanliness, and sustainability-minded design oversight.
Questions this video answers
33 mil metros quadrados
Em torno de 170 mil metros quadrados
Cinco subsolos
Cerca de 185 estacas escavadas com diâmetro de 60 (cm)
Mais de 320 tirantes executados
Chapters
O Por Dentro da Obra de hoje é diretamente de Brasília. Eu estou falando da maior obra corporativa privada em andamento da América Latina.
Para.
Nos contar mais detalhes sobre essa obra, conversamos com a arquiteta Hanna Brandino.
Aqui é uma obra gigantesca, são 33 mil metros quadrados de canteiro de obra, com uma obra de em torno de 170 mil metros quadrados, cinco subsolos de garagem e instalações para o empreendimento, uma obra corporativa situada no setor de autarquias norte de Brasília, uma região que ainda está em expansão em Brasília, são poucos empreendimentos do mesmo nível que o nosso, que está situado neste local. Estamos a contribuir com a cidade, Queremos isso, esse é o nosso propósito. Me sinto privilegiada, eu acho que é essa palavra. Eu realmente me propus a mudar um pouco da minha experiência profissional para estar em obra, porque eu acho que o arquiteto precisa ter essa experiência no cotidiano, para a gente ver a dificuldade e colocar no projeto o que vale a pena, porque muitas vezes o arquiteto perde muito tempo com uma demanda que chega na obra e muitas vezes não tem um grande valor como outras coisas poderiam ter e não tem a mesma atenção.
Obras desse porte exigem uma combinação de fatores para garantir agilidade e precisão. E ninguém melhor que o engenheiro Aníbal para explicar. Vamos conhecer um pouco mais sobre os processos construtivos adotados aqui?
Primeiramente eu queria agradecer a oportunidade do canal. E essa obra foi um desafio, eu acho que o mais importante é que, nesse tempo todo da minha carreira, foi a obra que eu mais debrucei em projeto antes de iniciar a obra. Então, desde a contratação do projetício estrutural, do modelo estrutural, da utilização de cordoalhas, isso aí já encaixou com os materiais subsequentes. O escoramento que a gente escolheu, o próprio plasterite que a gente escolheu, o método construtivo saiu do papel, realmente. É uma obra com planos grandes, lajes maciças que vocês viram aí, planas, com uma velocidade tremenda e que a gente teve a felicidade de ter o apoio de vários profissionais em todas as áreas e está possibilitando esse sucesso nosso. Eu estou no mercado aqui de Brasília há mais de 20 anos e os prédios aqui em volta, eles sofreram muito no período de escavação. Então, nós tivemos uma felicidade muito grande de contratar uma empresa que tinha grandes máquinas de mineração, de escavação. Então, a nossa escavação foi um recorde. A gente não imaginava que ia ganhar tanto tempo na escavação. Isso foi preponderante. Segundo aspecto, a gente fez um projeto de fundações diretas, com sapatas. Então, é uma fundação raso devido à capacidade de suporte do solo, saiu muito rápido. E depois, tudo que eu falei da questão de projeto, veio contribuindo para essa evolução, que foi a concepção do projeto estrutural, o escoramento utilizado, os demais equipamentos que foram agregando, forma metálica para pilares, plasteiristas, paslagens, o tipo de instalação, o tipo de esquadria, é uma soma de fatores que tem que encaixar perfeitamente para a gente ter essa velocidade.
Quer entender melhor as etapas desse projeto? Então acompanhe nosso bate-papo com o mestre Cláudio, que vai nos guiar por esse caminho. Mestre, você que vai falar sobre essa parte de contenção, fundação?
Essa parte de contenção que eu vou falar é o Mike. O engenheiro Mike é que está aqui desde o início com essa pegada nessa contenção. o cara da contenção.
O que você pôde acompanhar aqui no dia a dia desde a fundação até a etapa da obra atual?
Isso, vamos lá. De início, o total foi a contenção. Aqui a gente tem cerca de 185 estacas escavadas com diâmetro de 60, tanto na parte norte quanto na sul. São um total de mais de 320 tirantes executados aqui. E hoje a gente tem um total de 285 mil metros cúbicos escavados acumulados aqui na obra. Finalizando a contenção, a execução, a proteção com esses perfis metálicos maravilhosos, a gente entrou na parte de fundação, com as sapatas. O Lotus Tower tem sapatas muito grandes e teve sapatas, por exemplo, o Radier, que contou com três concretagens devido ao calor do concreto.
1.490 metros cúbicos de concreto e um único radiê. Pra gente poder escavar, que hoje nós estamos aqui chegando no quinto subsolo. Cavou, fez o tirante de novo, botou a viga, você vai descendo por etapa. Você não pode chegar e escavar. Se você estiver cavando num local que tiver muito espaço, A gente faz o talude. Tem talude, a gente tem estaca escavada de proteção e a gente tem também submuração. Então, para a gente poder ir desse, a gente tem que garantir que as ruas ao vizinho esteja segura, né? Então, por isso que existe esse estirante, essas vigas metálicas, que a gente tem a opção de fazê-la metálica ou de concreto. A gente fez metálica para quê? Para quando a gente soltar a proteção, a gente reaproveitar essas vigas. Então, a gente já pensou também em reaproveitamento das vigas. Então, assim, é um assunto bem complexo escavar cinco subsolos. Não é fácil, não. Por ser um planteiro muito grande, tem muita água. O que a gente fez? A gente fez algumas bacias de contenção com bombas e das bombas joga numa caixa e a caixa leva águas fluviais. Então a gente tem toda uma logística já pensando aonde deu para desviar a água, a gente desviou. Aonde a gente não tem como desviar, a gente fez captação e jogamos para a rua. A equipe, a gente tem o Aníbal como gerente, a coordenadora do projeto, a Rana, E a equipe de engenharia com o Mike, o César, que são os dois engenheiros de campo, e seus auxiliares, a Marcela, o Nikos e outros, a gente tem uma equipe fantástica.
Entre as soluções adotadas aqui nesse empreendimento, nós temos o sistema incubeta. A Ana Marcela vai explicar pra gente quais as vantagens dessa solução aqui pra esse empreendimento.
O nosso projeto dessa laje do avanço da obra, que é composto pelas garagens, ele foi projetado em laje nervurada. Então, decidimos adotar o sistema de cubetas da UMA. Então, nós montamos 1.412 metros quadrados de laje em cubetas em três dias. Então, é um sistema que proporciona qualidade, segurança e também agilidade. Esses três pilares juntos é o que a gente tem de resultado aqui na nossa obra.
Bom, dando um giro com o mestre aqui na obra, o que que você quer me mostrar de tão importante aqui, que você acha que vai brilhar meus olhos, mestre?
A gente tem balança, a gente controla a chegada dos caminhões, então a gente pesa todo caminhão que entra e sai, nós temos lava-bica, lava-roda, a gente tem uns diferenciais aqui que você vai gostar muito.
E entre os diferenciais tem... A limpeza do canteiro, que diga-se de passagem, eu não paro de elogiar vocês porque é um baita diferencial, tá?
Isso é gratificante. Graças a Deus a gente colocou na cabeça da equipe que obra organizada, limpa e organizada, a produtividade vem automaticamente. E isso é engajado entre mestres, encarregados, engenharia, funcionários de campo, todos têm essa mentalidade. É o que a gente passa no nosso DDS todas as segundas-feiras. Limpeza e organização é primordial.
Agora estamos aqui com a galera responsável pela qualidade do concreto, ou seja, eles fazem toda a medição do concreto quando chega e quando sai. É uma importância grande, né? Tem a responsabilidade de saber se o.
Concreto está bem e está apto a estar na laje.
Aí pra gente é um responsável grande, entre moldar ele, deixar tudo organizado. Meu nome é Josivaldo, tenho 21 anos e é muito importante para todos nós jovens poder participar e ter grandes oportunidades. Eu mesmo fui classificado agora há pouco.
Eles pegam o concreto no carrinho. Coloca na moldagem, tira o slump e traz aqui para os corpos de prova. Aqui eles fazem a moldagem e daqui depois da moldagem, no outro dia eles disformam, levam para os tanques de cura e de lá vai feito o rompimento. E esses meninos que estão aqui que você está vendo são as pessoas responsáveis por essa área aqui.
Agora gente, essa galera merece um abraço, porque ó, essa galera que faz acontecer aqui ó gente, isso aí. E parabéns por contribuir com a construção do país, vocês que vão fazer a diferença, que já fazem hoje e vão fazer no futuro, tá? Após a moldagem do corpo de prova, o concreto segue para o laboratório, onde passa pelo teste de resistência. Vamos ver como esse processo acontece?
Aqui no laboratório é aquela sequência que a gente viu lá embaixo. A retirada do slump, a feita dos corpos de prova, e aqui é o resultado, que chegou o corpo de prova. Colocou no tanque e depois vai pro rompimento. E aqui, dali pra frente, agora é com o Jailson.
Jailson, fala pra gente o que você faz aqui no laboratório.
Depois da desmoldagem desses corpos de prova, eles vêm aqui pro tanque pra cura submersa, né? Dada a data certa de rompimento, a gente traz pra prensa hidráulica, aí rompe esses corpos de prova com 3, 7 e 28 dias pra... ver a resistência dele. Neste caso aqui, a gente vai fazer um teste com um corpo de prova com 28 dias, com a resistência de 45 MPa. Com essa prensa aqui, ela tem a resistência de até 100 toneladas, que é o suficiente aqui para a gente. E com isso, a gente tem o resultado em tempo real para o pessoal da proteção lá na obra fazer o rompimento dos cabos lá de proteção.
Entre as soluções adotadas nesse projeto, um ponto que chama muita atenção é esse balanço aqui de 5,80 metros. Então, vamos entender quais foram os desafios.
Então, o nosso maior desafio vem desde a fase de projetos e desde toda a logística, porque no início o pessoal queria que essa junta chegasse num nível que a gente conseguisse fazer esse balanço com escoras, mas isso iria prejudicar o andamento da obra. Então a gente falou, não, não tem como fazer desse jeito. Então chamamos todo o pessoal de projetos, da UMA, todo mundo aqui, e adotamos essa ideia das torres MK, que isso é equipamento para fazer ponte. E o maior desafio desse balanço é porque a gente não podia furar a nossa laje, porque a nossa laje passa mais de mil cabos de proteção. Então qualquer furo que a gente fosse fazer ali poderia pegar algum cabo. Então, a gente conseguiu botar o perfil, botar as torres, botar a escora, botar as VMs sem furar a laje. Então, foi a laje mais desafiadora da obra. Isso vai ficar para a história e para a memória do Lotto Tower.
Mestre, outro dia eu ouvi uma fala absurda que o serviço de corte dobra atrasa o processo. O que você tem a dizer para essa pessoa?
Deixa eu te falar uma coisa, hoje na Constituição Civil e mais numa obra que nem a nossa e qualquer obra, a viabilização de corte e dobra é o que mais ajuda a obra hoje. Você receber o aço cortado e dobrado, a agilidade sua, você enxuga a equipe, você diminui a mão de obra, porque o aço já vem praticamente pronto. Então aqui nessa obra aqui, nós além de receber o aço cortado e dobrado, nós recebe o aço soldado. O nosso pilar chega, em cinco minutos, ele está no local, no ponto de fechar a forma. Entendeu? Então, nossas vigas chegam soldadas. Em cinco minutos, você coloca uma viga no lugar e está liberado para o armador ou carpinteiro fechar a forma. Então, isso agiliza o processo de corte e dobra, só tem a ajudar cada vez mais a construção civil.
Então mais uma dica com o Strikast, se você quer agilizar ainda mais sua obra, se atente a esse processo de serviço de corte e dobra.
E a prova está aqui, olha essa viga, ela tem 17 metros. por 2,40 de largura. Essa viga, a groa pega ela, do jeito que está aqui, coloca no lugar, você já pode passar os cabos de proteção, a viga está pronta. Não tem o que, não tem nada para amarrar aqui. Colocou a viga, a viga está pronta. Então aqui, no lugar de uma viga dessa de eu passar dois dias com quatro armador montando ela, em cinco minutos a viga está pronta no local.
E realmente ele já vem cortado, dobrado e soldado.
Eu acho super importante, necessário inclusive, o arquiteto estar dentro da obra ou ter uma visita constante, porque ele é o apoio fundamental para a equipe, para os engenheiros, para o mestre, porque as dúvidas são constantes, dúvidas pequenas e grandes. Uma vez o arquiteto estando ali, A equipe, ela tem essa abertura para questionar e a solução é imediata. Então, ver o problema e já corrigi-lo para as próximas, isso é fundamental. Ganha-se tempo, retrabalho. Eu sou um profissional que detesta quebrar e perder material. Isso, muitas vezes, é frequente nas obras. O arquiteto, depois que está muita coisa feita, ele chega lá e fala, e faz. Então, assim, eu abomino isso. A gente tem que ter um compromisso com a sustentabilidade.
Resumindo, Uma coisa é o papel, outra coisa é a realidade da obra, seria isso?
Exatamente, e aí o que eu quero dizer também é que se não tirarem as dúvidas e o arquiteto não estar lá, saibam que eles vão executar. Certo ou errado vai ser feito.
É com essa vista incrível que encerramos o vídeo de hoje. Não se esqueça de curtir, compartilhar e comentar aqui embaixo o que mais te chamou a atenção nesta obra. A gente se vê no próximo episódio no Por Dentro da Obra, aqui no ConstrueCast.
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