Portas Gigantes | ACM | Instalação | Fabricação | Felipe Xavier | Arquitetura

Transcrição de um episódio de podcast com Felipe Xavier (CEO da Projeta), que narra sua trajetória desde Uberlândia até liderar uma empresa referência mundial em fabricação e instalação de portas pivotantes em ACM. O diálogo aborda formação (pós em Segurança do Trabalho, MBA em Gestão de Projetos), início da empresa em 2013, expansão internacional (vendas para 35 países; instalações em 21), processos de fabricação e controle de qualidade (liner, inspeção por luzes especiais), relações com fornecedores e arquitetos, cuidados de segurança e pós-venda, motorização e dimensões recorde (portas até 8,20 m), e planos de crescimento e ensino técnico para o mercado.
Chapters
O convidado de hoje é engenheiro. Em 2011, ele fez pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho e vocês vão entender como isso é importante durante a conversa que vamos ter aqui. Em 2017, ele fez MBA em Gestão de Projetos. Ele também é louco por processos. Este episódio é um oferecimento hub e construção. Ele é CEO de uma empresa que é a maior referência em fabricação e instalação de portas no mundo. Mas a história dele começa em Uberlândia, em Minas Gerais. Seja bem-vindo, Felipe, ao nosso podcast.
Isso aí, eu quero primeiramente agradecer, né? Aqui é o meu primeiro podcast.
Que honra!
Que honra! Então assim, assim como eu... Quando eu fui convidado pra minha primeira palestra, eu quero te dizer que agora você faz parte da minha história, né? Porque é o meu primeiro podcast, então isso vai ficar marcado pra sempre aí na minha vida, né? Como Felipe e pessoa física, também como empresário. Então, te agradecer por eu estar aqui, né? E ser o primeiro.
E diga-se de passagem que eu assisti já a palestra sua. É sensacional! Você faz história com a sua forma de falar e com a sua empolgação, como você faz as coisas. Então, eu queria, antes da gente continuar, pedir para você que está acompanhando pelas plataformas de áudio e de vídeo, Prestem bem atenção nesse conteúdo, porque eu sempre falo que os loucos vão dominar o mundo. E, Felipe, me permita, você é um louco, mas um louco consciente. Não à toa que o que a gente vai falar hoje aqui, que basicamente é um pouco da sua história no universo da arquitetura, da construção de portas gigantes, você se especializou, é um estudioso, do tema, então por isso que eu fiz questão de falar da sua especialização em segurança do trabalho, na engenharia, porque vamos entender ao longo desse bate-papo e aproveitar para... agradecer nossos patrocinadores, que é por conta de vocês que a gente chega onde estamos hoje. Felipe, eu queria que você começasse falando um pouco como que você entra nesse universo de portas gigantes.
Certo, então começou lá em Uberlândia, Minas Gerais, Eu trabalhei numa empresa que trabalhava com esquadrilho de alumínio, com vidro temperado, com móveis planejados. E eu sou formado em engenharia, minha paixão sempre foi projetos, né? Então eu fui muito... É... Assim, eu treinei muito a parte de projeto, eu treinei muito a minha parte de desenvolvimento de produtos, né? Eu estava trabalhando sempre em metalúrgicas, então eu trabalhei numa fábrica que produzia equipamentos para figuríficos. E nisso apareceu essa oportunidade pra eu trabalhar com móveis planejados nessa indústria. em Uberlândia, então ali eu entrei no Móveis Planejados, Móveis Planejados eu fui pro Inox, do Inox eu fui pro Alumínio, onde que eu já comecei nesse universo do Alumínio, e lá nessa empresa foram onde que eu vi as primeiras portas em ACM da minha vida, e é onde eu arrisco a dizer que foram as primeiras portas de ACM do Brasil e se não do mundo. Então ali eu conheci aquele universo, E utilizando sempre aquela coisa do segredo. Não importa nem como, nem quando, nem onde. Eu tinha aquele desejo de ter uma empresa. Eu falei pro Universo, eu quero agora a ideia. E pedi a ideia, pedi a ideia, pedi a ideia. E um dia eu ali nessa empresa, eu ouvi o Rafael. O Rafael, ele é filho de um dos donos de uma empresa que produz ACM aqui no Brasil. E ele falou, nossa, o ACM vai dominar o mundo. O pessoal tá revestindo churrasqueira, banheiro. E na hora que ele falou aquilo, deu aquele estalo na minha cabeça. Eu falei, pronto, é isso. Naquele momento, eu tava ali com 22 anos, eu formei com 21, eu simplesmente decidi pedir conta, sair daquela estabilidade que eu tinha, também a gente é criado nessa questão da estabilidade e tudo mais, decidi simplesmente pedir conta e começar a empresa. Então, eu comecei ali, né, em 2023, a gente começou a empresa, mas também, só retornando um pouco antes, eu pedi primeiro a ideia, né, então eu pedi a ideia, daí a ideia apareceu, aí depois eu falei de novo, não importa como, nem quando, nem onde, como que eu vou começar essa empresa?
Você acredita na lei da atração?
100%. Tudo essas coisas eu tenho ou escrito num caderno ou eu tenho no meu quadro a visualização. Se eu pegar o meu caderno hoje e ver coisas que eu escrevi há 8, 10 anos atrás, 99% elas estão realizadas, né?
Que legal.
Então eu sou o louco também dessa questão do segredo, né? É difícil, às vezes, no dia a dia, se acompanhar tudo, que ali ficar o pensamento positivo, ver o seu quadro da visualização, escrever, mas eu sou uma pessoa que tenta seguir a risca e a minha vida inteira foi assim, desde o primeiro carro que eu ganhei, o segundo carro, então sim, depois a gente pode ter um outro papo sobre isso, né? Mas então eu pedi a primeira ideia, veio a ideia, então eu tinha 21 anos, mas eu não tinha condição, eu era um menino de 21 anos, recém formado, como que eu ia abrir uma empresa? Com que dinheiro eu ia abrir uma empresa? Como que eu ia abrir uma empresa? E aí de novo, não importa quando, nem como, nem onde, eu falei, eu vou abrir e que venha a oportunidade. E nisso veio uma pessoa que eu conheci há muitos anos, lá de Uberlândia, E ele falou, Filipe, vamos abrir uma empresa. Isso uma sim, foi tudo uma semana. Uma semana veio a ideia, uma semana eu pedi uma oportunidade, apareceu, ele chegou e falou, vamos abrir um negócio, eu quero mexer com vidro. Eu falei, não, vidro não, vamos então trabalhar com a porta de ACM. Ele, o que é porta de ACM? Ninguém sabia o que era isso. Você pega isso aí de 2013, 2012, não tinha rede social, não tinha essa divulgação que tem hoje. E aí assim a gente começou. Então eu comecei com a ideia, da ideia e me apareceu a oportunidade. E assim eu comecei com essa pessoa, a Lumberlandia. E eu fiquei seis meses com ele, não deu certo, porque eu tinha 21 anos, chamava Mahini, SK-8 e Portas SM.
Já começou errado.
Já começou errado, né? Não tinha como pegar esse nome.
Não, com o nome dele se ele esquece.
E aí tinha a loja de skate e do lado tinha um bar. A gente quebrou o bar inteiro e colocou as máquinas lá dentro. Assim, era horrível o local. A gente ficou ali seis meses, não deu certo. E aí nisso a gente chegou num consenso e falou, vamos parar porque não vai dar certo. Eu só entendia um pouco ali de porta. Ele tocava o outro negócio dele. Eu não tinha experiência nenhuma com administração, com funcionários. E nisso quase que eu desisti. E aí eu já tava quase voltando a trabalhar na empresa que eu trabalhava. Aí eu falei, não importa nem como, nem quando, nem onde, eu vou continuar. E aí uma mulher que eu já tinha feito um projeto pra ela nessa marrinha, SK8 e portas de ACM, me ligou e procurou, Filipe, eu quero duas portas, não lembro se eram uma ou duas, eu vou te pagar a vista. Eu não tinha máquina, não tinha equipamento, não tinha funcionário, não tinha barracão, não tinha nada.
Não tinha mais a empresa, inclusive.
Aí ela falou, a vista ainda, né, o olhinho brilhou, eu falei, é a oportunidade que o universo tá me dando. Falei, eu faço. Sempre assim, eu só falei, eu faço. E aí, nisso, eu fiquei, e agora? Eu não tenho barracão, não tenho máquina, não tenho chapa, não tenho CNPJ, não tenho nada. E aí, de novo, não importa quando, nem como, nem onde, o Magalhães, né, que... meu gratidão aí pro Magalhães aí, que me ajudou, e também se eu tô aqui hoje porque me deu essa primeira oportunidade, me ligou e falou assim, Filipe, essas máquinas tá tudo aqui parada, o povo quer me pagar preço de banana, ou eu vou botar fogo, ou você pega essas máquinas e me paga do jeito que você quiser, quando você quiser. E dessa forma realmente aí começou a projeta. O Felipe com zero reais. com as máquinas que vieram dessa forma, pra eu pagar quando eu pudesse, da forma que eu pudesse, né? Então aí eu já tinha as máquinas, só que eu precisava de um espaço. E como é que eu ia conseguir, com 21 anos, alugar um barracão, né? Eu já tava ali um tempo sem CLT, porque eu fiquei ali com esse rapaz seis meses.
Você já gostou tudo, né?
É, e assim, foi tudo, né? Eu fiquei seis meses no começo ali, me virando ali com o acerto que eu tinha e tudo mais. O meu fuso, enquanto contei que eu tinha, com 21 anos eu vendi pra ele.
Que naquela época hoje era um belo carro, né?
Então assim, aí eu comecei, aí meu pai me ajudou também, graças a Deus, né? A conseguir um barracão, ele conseguiu um barracão pequenininho, né? E conseguiu pagar ali seis meses antecipado. Então, com a ajuda do Magalhães, né, que a gente sempre tem que ser grato.
Até aproveitar, né, pra mandar um abraço pra você, Magalhães. Eu acho que na vida a gente precisa de oportunidade, a gente nunca chega lá.
E ele é meu amigo até hoje, né. Então, Magalhães, com a ajuda do meu pai, né, pra gente conseguir alugar o primeiro barracão, e com mais dois funcionários, começa a Projeto Alumínio em 1º... janeiro, fevereiro, março, abril... maio. 1º de maio de 2013. No dia do trabalho, né, 1º de maio. Eu lembro que era feriado, tipo, agora é esta, né?
Aí você... Então foi, nasceu num dia bem marcante.
Foi, foi, exatamente. Então assim, aí foi ali que a gente começou. E assim, sempre acreditando, né? Uma coisa que eu sempre faço com as coisas é acreditar. É claro que a gente tem que acreditar, mas com o pé no chão. Não adianta eu acreditar que eu vou fabricar um avião, que eu não vou, mas aonde eu sei que é possível, dentro do meu conhecimento, dentro da minha experiência, eu sempre vou acreditando, acreditando, acreditando, acreditando, e o negócio dá errado, mas sempre eu vou, vai dar certo, vai dar certo, vai dar certo, e assim, eu venho seguindo aí. até hoje.
Felipe, aproveitando, porque quando você fala de uma história de superação como foi a sua, até você também era muito novo, que conselho você daria para quem está passando por situações, afinal a gente vive no Brasil, tenho certeza que quem está assistindo esse podcast está passando por situações como você passou no passado, mas o que foi fundamental pra você, além desse apoio que você teve, né? Porque seu pai ali, felizmente, te ajudou, enfim.
É, assim, não é fácil ter empresa no Brasil, né? Ainda mais novo, como eu comecei. Então, assim, eu tinha aquela ideia do sonho da empresa, né? Ah, vai ser uma empresa legal, coisa de, tipo, as escolas americanas, que você vê aqui aqueles armarinhos bonitinhos. Então, assim, pra mim foi um pouco mais difícil, eu sempre tive sorte também, porque eu queria que fosse tudo muito legal. E eu aprendi com o tempo que empresa só vai pra frente se ela fizer as coisas certas. E como que eu aprendi isso? Errando. Errando, errando, errando. E tendo pessoas com mais experiência ao meu lado. Então, o meu pai... Ele me ajudou no começo com o barracão, aí eu fiquei sozinho, depois de um certo tempo ele aposentou, e ele veio pra me ajudar e trabalhar comigo. Então sim, ele me trouxe uma experiência um pouco diferente, porque pra mim era tudo legal. Imagina, eu tinha 23 anos, eu sou skatista até hoje, eu andava de skate dentro da empresa, eu tinha um som tocando, aí o pessoal daquele jeito, e o líder hoje, ele é o espelho de tudo que acontece. Então quando meu pai entra, entra o que mais? Organização. mais cuidado com o carro, mais isso, mais aquilo. Por mais que ele nunca teve uma empresa, mas ele trabalhou 30 anos de encarregado numa empresa. Então, hoje, pra quem tá começando, o mais difícil é o quê? É ter experiência. Só que você só vai ter experiência com o tempo. Então, se você não tem experiência, como foi no meu caso, a gente tem que tentar pelo menos ter alguém do nosso lado, seja um consultor, seja um amigo, seja um familiar, tem um nível acima para você poder aprender, porque a gente não aprende na escola sobre administrar empresa, a gente não aprende na escola sobre administrar funcionários, a gente não aprende na escola nem sobre financeiro, então hoje no Brasil é um país de oportunidade, eu vejo que tem muitas pessoas que abrem facilmente o negócio, só que a gente não tem Como saber como tocar sem presa? E a gente vai aprender o que? Só com a vida. E eu tive muita sorte que eu fui tomando as porradas, fui conseguindo levantar e adquirindo experiência. Consegui levantar e adquirir experiência. Levantar. Só que tem muita gente que às vezes não consegue levantar.
E essa resiliência que você teve, tudo bem, isso é importante. Agora, quando você traz essa história, é legal, porque é uma história de superação. E, por outro lado, a gente tá vivendo a era das redes sociais, né? Que tudo é lindo, você vê as pessoas ali postando só o melhor prato. meu dia tá lindo", quando na realidade, assim, o mundo real dessas pessoas não é aquilo, né? Então, eu te conheço, você é um cara muito... você trabalha, sabe? Uma pessoa que trabalha. Só que você não traz esse sentimento de estou trabalhando porque é notório como você ama o que faz.
É, assim, eu deixo muito claro, assim, as pessoas, meus clientes, todo mundo sabe o jeito que eu amo o que eu faço. É o que você falou, a rede social hoje não mostra o bastidor. Então tem muitas pessoas que olham o Felipe de longe. Nossa, olha onde que ele tá. Olha, foi fácil. Fica viajando o mundo inteiro. Só que qualquer uma dessas pessoas, se passar uma semana comigo viajando fora do Brasil, eu te garanto que eles não vão querer voltar.
Não, não aguentam. Isso eu tenho certeza.
Nós temos o fuso horário, comida, cultura. E é o que você falou, eu tô lá pra trabalhar. Então, eu tô no andame de cima e embaixo, não tô acostumado, eu fico mais no computador. Então, assim, eu trabalho muito quando eu tô fora do Brasil, porque eu tô ali pra auxiliar o pessoal, né, que tá comigo, na questão do inglês. Então, assim, eu trabalho muito. Só que pra mim acaba sendo um hobby, né? Então, assim, o tanto que eu gosto do que eu faço, eu não me canso. Então, assim, a gente tem pessoas que falam assim, nossa, como é que faz? Você não para, você não para, você não para. E realmente, assim, eu não paro, porque eu gosto que eu faço.
E é legal, eu sou elétrico também, é muito bom estar com você. Felipe, já que você tocou nesse assunto de viagens internacionais, etc. Quando e como foi sua primeira venda internacional? Sua venda pra fora do Brasil.
Isso aí também vem do segredo, né? Eu comecei a impulsionar no Brasil inteiro em 2017. Aquela época não tinha o boom que é hoje de rede social. Então eu comecei a impulsionar, nem sei porquê, eu só apertei, tinha um botãozinho lá de impulsionar, eu cliquei em impulsionar, coloquei mil reais e pronto. E aí deu aquele boom, né? Porque não eram conhecidas essas portas gigantes no Brasil. E aí começou gente do Brasil inteiro me procurar, procurar, eu quero porta, eu quero porta, eu quero porta. E aí eu falei, gente, se deu certo aqui no Brasil, por que não no mundo inteiro? E aí foi a mesma coisa, não importa como, nem quanto, nem onde, eu vou vendendo o mundo inteiro. E aí, do nada, eu peguei aquele botãozinho do Instagram e só coloquei, assim, Impulsionage. Eu nem lembro da época, eu sei que eu também fiz umas doidas. Eu falei assim, vai 5 mil reais, era muito dinheiro.
Sim.
E eu não coloquei direcionado como é hoje, que você escolhe o nicho, a cidade, o estado, o país, eu só coloquei. E aí nisso, não sei porquê, foi Deus, foi o povo de Dubai. O povo de Dubai encheu o meu direct. E tudo assim, muito rápido, porque eu penso que quando vem uma oportunidade, você tem que abraçar, se você tiver certeza. Eu tenho a certeza também dos sentimentos. Se o negócio pegar fogo dentro de mim, eu falo, vai e vai. Eu impulsionei, uma semana na outra eu já estava em Dubai. Tinha uma feira lá, me chamaram, e aí eu fiz o quê? Eu fiz uma portinha pequenininha, Coloquei dentro de uma mala, né? Eu nunca tinha viajado pra fora do Brasil sozinho, né? Não falava uma palavra em inglês. Só que aí, de novo, eu preciso ir. Veio o sentimento pra mim. Eu vou deixar de ir porque eu não falo inglês?
Felipe, e você tinha grana nesse momento pra fazer esse investimento?
Cara, eu tinha pra ir. Eu tinha. Graças a Deus, eu tinha. E se não tivesse também, era no cartão de crédito.
Não, porque isso é importante. Porque muitas vezes, quando surge uma oportunidade dessa, aí vem a questão financeira. Porque muita gente tem coragem, mas aí tem uns...
É, mas assim, eu acredito que do jeito que eu sou hoje, que eu sempre fui, mesmo eu não tendo, eu iria, mas com o pé no chão, que de alguma maneira, ou com alguma ação, eu conseguiria recobrir aquilo. Eu nunca faço algo que eu falo, não, eu vou na doideira mesmo, Na parte financeira, eu não vou muito nessa questão, vai dar certo, porque a gente tem que ser pé no chão, né? Mas acabou que eu fui. E aí o que eu fiz? Eu decorei 100% tudo do que eu tinha que falar. Então eu entrei no Google, olá, eu sou o Filipe, sou do Brasil, faço as portas de alumínio, tatatatatata. Eu decorei, assim, umas 50, 100 frases. Aí eu ficava lá, hello, how are you, my name is Filipe from Brazil, I produce aluminum doors, e fui. Então, assim, com uma malinha, com uma portinha dentro, sem falar inglês, eu entrei no avião, 14 horas, cheguei no aeroporto já, assim, com... Um monte de reunião marcada.
Então você fez um protótipo aqui e levou.
Levei dentro de uma mala. Porque lá tinha uma feira que se chama Big Five. E eu andava lá na feira e o povo todo dia me conhecia. Foi coisa de louco. Aí o povo... Hello, Felipe. Hello, how are you? Aí no meio da feira, sem nada, eu abria a mala no chão da feira, tirava a porta e mostrava para o pessoal. E foi desse jeito que eu comecei. E lá, nessa primeira viagem, eu já saí de lá com a primeira porta vendida.
E qual a altura dessa porta?
É uma porta que ela... Ela deve ter mais de 5 metros de altura. Ela parece uma igreja. Ela tem um bico assim, ó. Ela tem um bico. E aí eu fui pra Dubai a primeira vez, com a cara, com a coragem. E o pessoal falava assim, não, mas você fala... Primeira coisa que eu falava, você me desculpa, eu não falo inglês. Só que quando eles me perguntavam alguma coisa da porta, eu tinha decorado tanto o sotaque, as palavras, que eu falava como se fosse fluente. Ele, não, mas você fala super bem inglês. Aí eu saía do assunto da porta e ia de qualquer outra coisa. Aí, como é que é no Brasil? Eu ia pro celular, porque eu não tinha decorado.
Felipe, em quantos países você já viajou pra... Enfim, pra instalar portas, né? Porque elas são fabricadas aqui no Brasil. Queria que você contasse um pouquinho, né? Dessa experiência internacional.
A gente já vendeu pra 35 países. Eu já pisei, eu, pessoalmente, junto com a minha equipe, em 21. Tem alguns países que o cliente compra e ele prefere não ter instalação, a gente respeita isso, claro que a gente não vai dar garantia da instalação, mas a gente já pisou em 21 países. Então, assim, é muito legal. É muito legal isso não só pra mim, mas também pros nossos instaladores, porque é uma experiência de vida. A gente viaja, e eles também tem o mesmo sentimento que o meu, que é o fato do líder. Então assim, eles sentem o meu contagio, nem sei se é assim, o meu contágio, né? Da minha empolgação, e eu trago isso pra eles. Não vai adiantar o Felipe ser assim se o cara que tá instalando não é igual. Porque o meu cliente, muitas vezes ele me conhece, ele sabe do jeito que eu sou, ele não conhece ninguém da fábrica, mas o meu instalador, ele é o meu rosto. Ele tem que ser o meu espelho. Então o pessoal que viaja comigo fora do Brasil, eles viajam assim, igual eu. Vai viajar, a gente vai numa empolgação no começo. Claro que lá a gente sofre, como qualquer um.
Tem muito trabalho, né?
Mas a gente viaja o mundo inteiro, a gente come comida de vários países, a gente faz muitos amigos. O mais importante é isso, porque pra uma pessoa que tá do outro lado do mundo, querer comprar a nossa porta é sonho. O cara não compra porta, ele compra sonho. A gente tem, sim, milhares de mensagens disso. Por que que vai comprar a porta do Brasil? Vai pagar pra gente ir lá instalar? Então, o cara, ele segue a gente no Instagram, ele vê a nossa história, ele vê a nossa paixão, ele tá fazendo a casa dele, aí ele sonha com aquela porta, aí ele compra. E quando a gente chega lá, é a coisa mais louca do mundo. Porque realmente é como se fosse um sonho pra ele e pra nós. Porque é um processo tão longo, a gente fica assim um ano da negociação, da medição, da produção, de chegar. E quando a gente chega e encontra os clientes, é como se fosse uma amiga, é abraço, é aqui, daqui. Assim, é um negócio muito mágico pra gente.
Sabe o que é legal? Porque eu tô falando de uma porta de alto valor agregado. Altíssimo, né? Então, altíssimo, né? Altíssimo. Corrigindo. Agora, eu queria até fazer uma pergunta que não estava no escopo. E como você fala, como brilha seus olhos em falar não só do que você faz, mas também do time que trabalha com você. O que você destaca, assim, agora nesse bate-papo, como fator de maior importância em um líder?
Em um líder... Eu acho que tem que ser assim, uma pessoa acessível a escutar. Isso é uma coisa que eu amadureci muito nesses últimos anos. Eu escuto muito. Então, antes eu era uma pessoa mais fechada. Hoje eu escuto muito. Então, a gente tava conversando aqui um pouco antes, a pessoa que tá no chão de fábrica, ou que tá na rua, na ponta, na instalação, às vezes ele sabe muito mais que eu. A gente fica com aquela coisa, ah, eu que desenvolvi, eu que isso, mas a pessoa sabe. Então hoje eu escuto muito, sou muito aberto a isso. A gente tá com uma cultura de feedback também muito grande. Tá fazendo uma diferença. Saber escutar, dar o feedback e também escutar o feedback deles. A gente vem fazendo isso de 6 em 6 meses. A gente senta com o pessoal, faz algumas coisas mais livres, sem nomes, pra deixar a pessoa realmente confortável. Porque o feedback vai vir em coisa boa e claro que ele vai vir em coisas... ruins, mas que essas coisas ruins podem se tornar construtivas. Então a gente tá muito aberto a isso e eu tento ser um espelho pra eles.
É, eu nem chamaria de ruins, né? São apontamentos que são precisos pra melhoria do negócio.
Exatamente.
A gente não deve levar esses pontos de... Ah, tudo bem, a gente tá tratando disso aqui... Mas ó, é para o bem da empresa, a gente precisa melhorar alguns comportamentos, algo nesse sentido.
Mas assim, e vem muita coisa boa, porque às vezes coisas que pra mim tá tudo certo, pra eles não tão, e pode ser uma coisa tão pequenininha que vindo de um feedback, pra gente é a coisa mais simples de resolver, que pra eles fazem muita diferença, né? Pode ser, por exemplo, ah, tá muito quente aqui. A minha às vezes não tá porque eu não tô lá na fábrica, mas se eu não tiver um feedback onde eu consigo pegar a opinião deles, uma coisa que às vezes assim eu consigo resolver, uma coisa que às vezes tá perturbando, tá mexendo às vezes com o sentimento daquela pessoa. E eu tento ser muito aberto, eu tento transparecer tudo que eu sou, tudo que eu gosto, a visão, a missão da empresa tem que estar muito bem alinhada. Então eu como líder eu tenho a visão, a missão da empresa. Só que a empresa tem uma visão e eu como diretor, como líder, eu tenho que seguir aquela visão. Não adianta a empresa ter uma visão e eu ter outra. Minha visão, a missão e os valores da empresa é até a melhor porta. Aí eu chego na produção, ah não, deixa eu passar isso aí. Vamos lá. Não. Então assim, eu tenho que seguir exatamente aquilo ali, tenho que transparecer pra todo mundo da equipe que a gente, assim, é uma família. Eu não faço nada sem eles. Eu brinco sempre, assim, eu falo pra eles. Eu sou só o rostinho bonito que tá aparecendo na internet, né? E eles dão risada. Mas, assim, é nítido isso. É claro que hoje eu sou o rosto, né? Vamos dizer assim, um garoto propaganda da empresa. Mas nada do que tá ali vai acontecer se eu não tiver eles. Eu não vou lá colocar a mão na porta. Eu consigo fabricar? Eu sei fabricar? Eu sei, mas eu sozinho não faço nada. Então a porta não vai estar pronta, não vai ter o... Quem vai cortar? E não é só a parte de produção, gente. Tem parte administrativa também.
Sim, sim.
Que às vezes é uma área que não aparece tanto. Então se eu também jogo muito isso pro pessoal nosso do administrativo. Não vai funcionar se eu não tiver meu financeiro, se eu não tiver meu RH pra manter o engajamento da equipe, manter os benefícios que a gente preza muito também. Então eu tento assim, valorizar lá do menor até o maior. Mas assim, de forma igualitária.
Felipe, e aí você tocou num ponto importante lá atrás, você fala que você está o tempo todo, na verdade, entregando portas que são sonhos, né? E como que você trata isso dentro da sua empresa? Porque uma coisa você, com essa empolgação, imagina, você começou a empresa lá atrás e você passa isso pra outras pessoas que vão levar, né? Ou seja, que vão construir o sonho dessas pessoas que estão adquirindo uma porta de altíssimo padrão. De fato, tem gente que A gente tava conversando antes da gravação, tem gente que muda o projeto, ou seja, o projeto começa pela porta.
Isso, projetou a casa pela porta.
Pela porta, né? Então, como que você trabalha isso dentro? da empresa e depois eu vou falar um pouquinho com você sobre esse trabalho que vocês precisam fazer junto com o arquiteto, porque tudo nasce na arquitetura. Porque quando eu, enquanto cliente, tenho um sonho, eu passo para um arquiteto para ele, de alguma forma, tentar passar aquilo para um projeto e aí entra você como indústria. Então, como que você trata esse tema? A gente trata de sonhos dos clientes lá dentro da sua empresa.
A gente faz muita reunião. Então hoje, principalmente quando eu viajo para fora do Brasil, que eu fico muito tempo fora, 99% das vezes eu chamo todo mundo. Porque a gente volta com um sentimento tão gostoso que eu tento passar preso por osmose. Então a gente estava no Canadá agora, que eu te falei justamente esse caso, que o Clint projetou a casa pela porta, E a gente foi tão bem recebido por ele, que assim, é coisa da gratidão. Então sim, é uma relação cliente-fornecedor, mas passa a ser mais que isso. A maioria dos nossos clientes fora do Brasil viram nossos amigos. Eu tenho um cliente que já tem cinco anos que a gente fez pra ele em Dubai. Ele é não só meu amigo, é meu amigo do antes que eu que viajo comigo pro mundo inteiro.
Um doce, né?
Isso, um doce. Mas em todas ele tá, que ele é nosso encarregado. Não só eu viro amigo dos clientes, como ele. É o que eu falei do espelho de ser a ponta. Só que quem tá na rua comigo sente isso. Quem tá na fábrica não sente isso. Então, quando eu volto dessas experiências muito boas, que enchem o meu coração de gratidão, eu reúno todo mundo e tento passar por osmose. Falo, gente, lembra que eu vivo falando disso, disso, disso, disso? Olha o que aconteceu. Foi assim, assim, assim, assado. Esse cliente abraçou a gente. Esse cliente fez isso. Esse cliente tá mais do que satisfeito. E eles sentem orgulho de pertencer. Eu trabalho muito pertencimento. Eu vi e falo, gente, isso aqui não é nada sem vocês. Não é nada. Eles têm orgulho de trabalhar na empresa. Então, vários falam assim, não. Eu falo com meus parentes, tudo. As portas do Big Brother, quem colou a chapa fui eu. A porta do Ciclone do Fulano, quem fez o quadro fui eu. Então, sim, eles sabem a importância que a gente tem. Eles sabem os produtos que a gente entrega. E, principalmente, eu deixo muito claro, faça como se fosse para a sua casa.
Nossa, que legal. Então eles... você, de alguma forma, passa pra que eles saibam pra onde essa porta e pra quem essa porta está sendo instalada.
Toda e qualquer porta. Então, assim, toda porta pra fora do Brasil, eles sabem pra onde que vai. Então, assim, eles... Primeira coisa, tem que saber a responsabilidade. Então, gente, tá saindo uma porta daqui, que é um sonho da casa de alguém, pra ir 14 mil km de distância. Então, faça como se fosse pra sua casa, mas também sabendo a responsabilidade que tem que sair certo. Então, assim, não adianta dar um risquinho aqui e deixar eu disfarçar, eles já tem o nosso padrão. É pra sair a melhor porta do mundo, pronto, acabou. Não importa se errar 10 vezes a chapa. Vamos trocar 10 vezes, mas tem que sair. Então eles entendem a responsabilidade que eles têm também. E existe também uma responsabilidade por ser funcionário da projeta. Porque a gente é uma empresa muito visada e também a nossa carga é muito grande. Quando um cliente compra a nossa porta, ela tem que estar perfeita, porque a gente transparece isso, então a gente tem que entregar isso. E eles, como estão fabricando, eles sabem que a porta tem que sair perfeita, mas mais do que isso, eles sabem que é o sonho do cliente e meio que a gente tem que viver juntos. Então eles têm essa responsabilidade, eu sempre transpareço isso ao máximo por osmose pra eles.
É, depois eu queria falar também dessa questão de fornecedor, né? Porque você hoje, vocês enquanto empresa, tem uma responsabilidade muito grande na qualidade final daquele produto, né? Então, o seu público, na verdade, os seus clientes, você vai ao público A, A, A mais. Então, realmente, você não pode ter problema. E aí, a gente tem um fator também um pouco desafiador, que é o fornecedor, principalmente, tratando, assim, do ACN, porque você... Quando você tira o line ali, você pode ter surpresa.
Exatamente.
Se você não tiver um fornecedor parceiro ali pra assumir esses B.O.s junto com você...
É complicado.
É um desafio. Felipe, eu não queria tocar nesse assunto ainda, mas voltar agora e falar do... Qual que é o perfil de... um projeto que vocês fazem muito, assim, perfil de cliente, vocês atendem só projetos corporativos ou também tem algum, ou seja, fez alguma instalação em projetos, empresas, por exemplo?
Então, assim, como a gente tem um único produto... que é a porta pivotante de ACM, que é a estrutura de iluminação ACM. A gente atende qualquer público, seja pessoa física ou jurídica, seja projeto residencial ou comercial. A gente já colocou algumas portas em prédios, alguns prédios residenciais também, que tem a porta de entrada, prédio corporativo. Então, tendo um espaço que caiba uma porta, a gente vai atender, a gente não tem essa questão dessa restrição. Só que a gente hoje trabalha só com um produto. E por que eu foquei também em um único produto? Porque eu coloco toda a minha energia nele. Então eu estou 24 horas pensando só em um único produto, e a gente conseguiu trazer essa excelência, e a gente faz isso também na fábrica, o pessoal faz exatamente uma única função, então não é tudo meio que misturado, a pessoa que faz o quadro só faz o quadro, a pessoa que cola só cola, a pessoa da seccionadora só faz aquele serviço, da router só faz aquele, que eu tento focar toda a energia num único processo, num único produto para ter excelência.
E nesse fator de você atender um cliente de altíssimo padrão, quais são os desafios enfrentados por você no dia a dia?
Qualidade. Assim, a qualidade... Porque assim, por que eu pergunto isso?
Porque muitas vezes você não participa daquele projeto. Imagina que eu tô fazendo uma casa, aí eu pensei numa porta, eu vou adaptar aquele meu projeto pra receber uma porta sua. Então, assim, como que você lida com esses fatores aí que acontecem? Você sabe que é normal acontecer.
Então, assim, o que a gente mais é cobrado, claro, é a qualidade pelo nome. Segunda coisa, claro, é segurança, né? A gente tem que ter segurança nessa questão da porta. E também a gente é muito cobrado em questão de pós-venda. Porque tudo vem pelo nome. Então, assim, como você é visto como o melhor, tudo seu vai ter que ser o melhor. Então, a gente é cobrado justamente nessa forma. A gente também desenvolve muita coisa. Então, como você falou do arquiteto, às vezes o cliente chega com um projeto diferente, alguma coisa específica, como a gente tem tempo por ser um único produto, a gente consegue desenvolver a solução. Então, a gente tem porta no Canadá, que é menos 20 graus. A gente tem porta no Catar, que é mais 60. As portas em Miami, que tem hurricane. Então, a gente vai adaptando, né? de todas as formas aí, de acordo com o que o cliente precisa e o que ele quer.
E até um fato importante nessa pergunta que eu vou te fazer agora, quando você vai instalar uma porta em uma obra, qual que é o momento ideal pra você chegar com essa porta pra instalar? Porque tem aquele cliente apressado, muitas vezes ele tá pressionando o arquiteto e essa... Enfim, tem essa pressão que chega em você.
Tem. Então assim, a gente foi evoluindo, tudo que a gente erra na vida, a gente evolui lá. Então, a fase ideal é na hora que já não tem quase mais ninguém na obra e ela não pode estar 100% pronta, mas nem perto de estar crua. Porque é uma porta que é passagem. Então, toda hora está passando escada, está passando carrinho de mão, está passando andaime. Então, assim, a gente já pegou cliente que precisava, às vezes, de uma liberação da caixa ou que queria que instalasse de qualquer jeito para fechar o vão e 99% dos casos acontece alguma coisa. Por quê? Tem muita movimentação. Ele vai lixar a parede, vai criar aquele pozinho, aí vem pintor, vem tinta, vem isso, vem aquilo. O ideal é antes da última mão de tinta das paredes ali onde está perto da porta.
Naquela região da porta.
Esse é o ideal. Você já não tem mais aquela lixa, você não tem mais andame, não tem gesso, não tem eletricista. Esse é o ponto ideal. E a gente está trabalhando o quê? Trabalhando em contrato, trabalhando principalmente em orientação, porque o cliente ele não sabe. Ele quer e ele acha que vai dar tudo certo. Só que se eu autorizar, ele vai ser prejudicado. Então a gente tá fazendo o que? Orientação. A gente orienta, olha, não tá na hora, já pode acontecer isso, já aconteceu isso, já aconteceu aquilo. E aí, como a gente é o expert, ele acaba escutando a nossa orientação e graças a Deus tá dando certo.
E nesses fatores de garantias, né, por exemplo, quando você... Tudo bem, você tem ali o momento ideal. E a porta, ela tem o line, né? Pra quem não sabe o que é o line, o ACM, ele tem uma capa de proteção.
Isso, é um plástico de proteção.
É um plástico de proteção. Quando você faz essa instalação, você já precisa tirar essa... Esse line pra poder fazer o checklist ali, como que funciona isso?
Isso aí foi uma evolução grande, viu? Porque é dois problemas. Se você manter o liner, você vai ter problema. Se você tirar o liner, você vai ter problema. E aí, como que a gente consegue resolver esse problema? Foi o que a gente tentou fazer. Então tem muito cliente que prefere deixar o liner, porque ele quer proteger a porta de eventuais respingos de tinta e assim por diante. Só que se eu deixo o liner, o cliente não consegue fazer a conferência do que tá embaixo dele. Pode ser que tenha um defeito de tinta ali embaixo, pode ser que tenha alguma coisa. Então se eu não tiro o liner, E o cliente tira depois e tem um defeito, vai vir um problema. Olha, sua porta tá com defeito, mas como que ele não conferiu antes? E se eu também mantenho o liner, ele tem que ser retirado em no máximo 30 dias. Porque aquele liner tem uma cola nele e tá escrito, de forma pequenininha, mas tá escrito. Remover 30 dias após instalação. E já teve inúmeros casos que o cliente deixou 6 meses aquele plástico ali. E na hora que ele vai tirar, Ele não sai mais, ele sai tudo picotadinho e fica cheio de cola. Então hoje, por obrigação de contrato, a gente retira 100% de todos os plásticos. Então a gente terminou de instalar a porta, a gente retira o plástico, o cliente confere a qualidade, vê se não tem amassado, se não tem nenhum risco. Só que aí vem o outro problema, como é que ele protege de novo? Porque se ele não tiver orientação, ele vai pegar qualquer tipo de plástico, pegar qualquer fita crepe do 99, vai colocar e na hora que ele arrancar, aquela fita vai estar grudada.
Vai deixar marcas, né?
Isso, então hoje a gente obriga a retirar, mas a gente orienta também como fazer essa nova proteção, né?
E nessa questão, né, do... Quando você tem esse trabalho de... Tudo bem, você fez esse produtivo, essa porta e tal, só que quando você recebe uma chapa de ACM de um determinado fornecedor, você também... Porque você não usa uma chapa só, né? Você corre o risco também de você ter uma diferença ali De lote, de tinta. De lote, de tinta, como você falou. Isso já aconteceu com você?
Já, só que o que a gente faz hoje, né? Chapa de ACM não é tudo a mesma coisa.
Eu ia te perguntar isso, se ACM é tudo igual.
Não, é tudo igual. E aí, qual que é a grande questão? O ACM, ele foi feito pra revestir prédio. Ele não foi feito pra fazer porta de ACM. Então, hoje, a nossa porta, ela não pode ter um milímetro de defeito na tinta, não pode ter um nada, porque o meu cliente vai me exigir isso. Então a gente tem um acordo hoje, né, com um fornecedor nosso, o principal deles, que todo o nosso pedido é feito pra prajeta. Então assim, eles sabem que é chapa pra porta. Então se tiver um negocinho desse tamanho, não serve pra porta. Ele vai pra construção, se viu normal, né? É, então a gente... Tá, mas aí que tá.
Mas como que você consegue controlar ele, tendo em vista que ele vem com aquele line?
Aí que entra. Como que é o nosso processo hoje? Eu tive que importar o liner da Alemanha. Eu importei assim, milhares de reais de liner. Porque a chapa chega, primeiramente a gente consegue colocar ela no chão. E lá a gente tem umas luzes especiais. Eu consigo identificar algum tipo de efeito só no olho. O pessoal já é bem treinado. Então, a gente passa umas 10 vezes por chapa, analisando se tem uma bolinha que é estufado ou punção que é afundada pra baixo. A gente consegue identificar isso com uma luz especial. Só que a gente identificou. Quando a gente vai fabricar a porta, eu retiro a chapa, eu arranco o liner dela inteiro. lá na fábrica, antes de colocar na halter. Aí depois eu volto o meu liner que eu comprei, coloco na halter para usinar. Só que quando eu tô usinando na halter, pode ser que algum fiapinho ali daquele corte vai para baixo e marca.
Daquele alumínio, né?
Então depois que eu corto e usino, eu arranco o liner de novo, confiro e volto ele. Aí vai para dobrar e para refilar. Dobrou e refilou, a gente faz uma a pré-montagem das placas antes de eu colar definitivamente eu arranco o liner de novo aí eu colo de novo e aí depois a gente monta a porta inteira quando ela tá montadinha pronta para sair a gente arranca de novo porque em todo esse processo movimentação furo de fechadura Pode ter alguma coisa. Quando ela tá sem o liner, 100% certinha, a gente passa o último liner, aí depois passa o stress e vem com isopor. Então, assim, eu não sei... Eu acredito que poucas empresas façam esse processo.
Eu confesso, assim, de novo, eu visito muitas empresas, assim, na Constituição Civil. Confesso que eu nunca vi. Eu achava que vocês faziam o processo tradicional.
Não, não.
Não tem como. Que é pegar, então você tem o lote ali, vai lá, faz. O liner tá lá, vai, instala, tirou o liner, o que... Enfim. E o que der, deu. Que é o que é a prática geralmente comum do mercado.
Era assim, mas de novo, a gente sempre aprende com os nossos erros de processo, processo, processo, processo. Eu já tive porta instalada de seis metros de altura que a gente tirou o liner e simplesmente estava toda manchada. Aí o que eu tive que fazer? Ligar pro cliente, ó, assim, me aguarda duas semanas que eu vou fazer uma porta nova. Não, e se eu fizer uma porta nova, não é só tirar. Eu falei, eu prefiro fazer uma nova do que mexer no que já está... não é com problema e o cliente ficou super mega gripe satisfeito que falou nenhuma empresa ia fazer isso na vida a gente preza muito pelo nome né então se imagina fora do brasil se eu mando uma porta pro outro lado do mundo tá com problema eu vou ter que fabricar outra porta pagar o container pagar a instalação pagar a remoção né então a gente adotou esse processo que é complexo, custa um valor pra gente de obra, de liner, mas nem se compara com um prejuízo financeiro de ter um problema desse. Só que mais do que esse prejuízo é o mental do cliente.
Não, você causar uma experiência ruim pro cliente.
Exatamente. Então assim, trabalhar com ACM não é fácil. Quem trabalha, sabe, é um material que você tem que tomar muito cuidado em todo o processo. É delicado, de quina, de amassar, de riscar, é excelente, tanto que a gente faz isso há 12 anos, mas tem que saber trabalhar com esse material, tem que saber qual fornecedor você vai escolher, porque a SEMI não é tudo igual. A gente tem lâminas diferentes, núcleos diferentes, pinturas diferentes, você tem que ter o próprio liner, tem alguma empresa que ele tem mais taque, tem empresa que o taque é diferente, e principalmente você tem que ter o que? Uma garantia do pós-venda também. Você imagina eu mandar uma porta para o outro lado do mundo e chegar lá é uma chapa dessa da problema. Se eu não tiver uma relação muito boa com esse meu fornecedor, se ele não for um fornecedor que tem a mesma visão que eu tenho, de cuidar do meu cliente, de fazer como se fosse pra minha casa, quem vai ficar com o prejuízo financeiro vai ser eu e quem vai ter o prejuízo mental vai ser meu cliente e o mais importante é a minha marca, né, que vai ser prejudicada.
Felipe, recentemente eu visitei um condomínio no Nordeste do Brasil e eu fui, na verdade, eu fui a convite de uma empresa e quando eu cheguei lá eu bati o olho na fachada e assim, eu identifiquei e falei, cara, isso aqui Tá errado esse SM aqui. Ah, mas... Enfim, foi um projeto muito caro e não dava pra trocar, porque o cliente não quis trocar aquilo. Enfim, e aí eu falei com o cara, mas você vai deixar dessa forma? Ah, o cliente não quis trocar. Falei com a empresa que forneceu, eles também, ah, me pediram três meses pra ver lá se trocaria ou não. Imagina o retrabalho que ia dar aqui, ó. E aí, por que eu tô te fazendo essa pergunta? Porque você percebe que aí você tem a relação da empresa que fez a instalação, que vendeu, aí você tem o cara que comprou, que quer um projeto decente, e você tem a empresa que forneceu o ACM. Depois fica um jogando pro outro. Só que, felizmente, essa empresa que pegou esse projeto pra instalar não tinha aí esse fôlego financeiro que muitas vezes a sua empresa tem e te possibilita fazer isso. E no final, o cliente ficou com projeto feio, porque está feio, tá? Ninguém resolveu aquilo. Que dica você daria para as pessoas não caírem nesse tipo de situação? Porque é desafiador?
É, o complicado hoje é porque, assim, a gente tá com algumas pessoas como o Nilson, como você, mudando esse mercado da construção civil. O cliente, ele é leigo.
Então, justamente isso porque o cliente não sabe o que tá comprando.
O arquiteto é leigo, né? O arquiteto, ele não entende o que que é um ACM, né? Porque ele chega pra um determinado fornecedor. O cliente pede o projeto pro arquiteto, o arquiteto coloca lá que é ACM, mas não especifica 4mm, não especifica que tem que ser obrigatoriamente Kynar, que tem uma garantia de 15 anos. passa às vezes para um fornecedor, o fornecedor coloca o que é às vezes mais barato para ele ganhar uma concorrência. Então hoje o que a gente precisa é de ter canais e ter pessoas que vão instruir e mudar esse Brasil na relação do ACM. Porque se a gente não tiver conhecimento, como que a gente vai fazer? E eu passo por isso também na área litorânea. A área litorânea é um ACM totalmente diferente, tem que ser um ACM costal. Nem o Cainar, que é o melhor que a gente tem assim, ele não serve. E eu vejo concorrentes vendendo porta madeirada, que é chapa 3mm, na frente do mar. Mas por que eles fazem isso? Porque não tem instrução. Ou não procurou instrução. Também tem casos que tem instrução, mas a pessoa não vai atrás. Então, hoje, o cliente final não tem como, ele vai ter que confiar ou no arquiteto que já vai especificar o correto e esse arquiteto vai ter que aprender o que é o correto Ou vai ter que ser o fornecedor que teria que ser o certo, o fornecedor especificar corretamente. O arquiteto não entende, o cliente não entende. Passou para uma pessoa que é especializada em fachada. Essa pessoa tinha que fazer o serviço de casa. Só que, infelizmente, a gente tem muitas empresas no Brasil que não fazem o serviço de casa, ou seja, por essa mentalidade do mais barato ou realmente por falta de instrução. Então nós vamos ter que tentar mudar um pouco esse mercado.
A gente está vivendo agora o boom da industrialização da construção civil no Brasil. Então você tem aí pessoas que estão falando muito de industrialização, mas muitas dessas pessoas que estão falando não tem uma base de engenharia para sustentar esse marketing todo. Isso é até um alerta que eu deixo aqui. Quando a gente vai tomar a decisão de construir uma casa ou qualquer empreendimento que seja, vou escolher uma solução construtiva. Toda aquela cadeia que está envolvida, eles precisam entender daquela solução que está sendo aplicada para que, de fato, você tenha um projeto ali a contento. Como você fala, tudo nasce no arquiteto. Então, é importante que o arquiteto saiba especificar corretamente para que ele consiga Minimizar também, né? E nesse sentido, quais são os trabalhos que vocês estão fazendo junto com os arquitetos na hora que ele está especificando, por exemplo, uma porta? Porque é importante o arquiteto, enquanto especificador, ter o apoio não só da indústria, mas também da engenharia, né?
Claro. O que a gente está fazendo hoje no Brasil, e eu já comecei no finalzinho do ano passado e vou percorrer esse ano inteiro, é visitar os arquitetos, fazer uma visita técnica, dar instrução, levar catálogos, deixar eles realmente preparados tecnicamente para sair do projeto deles já uma especificação final, vamos dizer assim. Que não seja uma final, mas seja uma muito próxima. E também trazer os arquitetos lá para a indústria. Então, a gente já teve esse primeiro piloto lá em Uberlândia, a gente pegou os arquitetos de Uberlândia, levou para a nossa empresa, e lá eles conseguiram realmente viver um pouquinho do que a gente vive. Então, eles viram máquinas, viram equipamentos, viram perfis, viram ACM, saíram de lá com um pouco mais de instrução. Claro que é uma visita um pouco mais rápida, mas também a gente está fazendo algo mais centralizado. Então vamos marcar uma reunião? Duas, três, quatro horas. Aí nós vamos explicar tudo que a gente falou. A SEME é tudo igual ou não? Nós temos lâmina 018, 021, 03, 05. Onde que usa cada uma? Núcleo é tudo igual ou não? Tem núcleo de polietileno, tem núcleo que é o retardante a fogo. Então sim, quantas pessoas no Brasil sabem que para obras públicas tem que ser um núcleo FR? Porque se pegar fogo ele vai gerar aquela fumaça preta, assim como foi na França que um prédio pegou fogo e o pessoal morreu. Cosquinalou aquela fumaça preta. Então o arquiteto às vezes tá fazendo um prédio comercial e não tá especificado lá que tem que ser um ACM núcleo EFR.
Mas e qual é a norma que trata disso, Felipe?
Eu não sei como é que funciona aqui no Brasil, mas fora do Brasil é obrigatório. Sabe o ABITS, igual a gente tem no Brasil? Então qualquer prédio público que tenha ACM tem que ter o laudo, tem que ter o engenheiro, tem que ter nota fiscal escrito lá, FR. Aí tem o A2, tem o A1, tem umas classificações, né, fora do Brasil. Então aqui no Brasil eu não sei, né, porque eu não sou tanto dessa parte de revestimento. Se existe uma lei que, se não tiver, proíbe. Mas é o correto.
E é importante, pra quem tá acompanhando esse conteúdo, quando for contratar um projeto ou projetar algo parecido, principalmente em ACM, se atentar a essas normas. Porque quando você tem, quando você segue a norma, você consegue fazer essa rastreabilidade. Opa, peraí, de onde vem esse ACM? Qual que é o lote?
Exatamente. E não só o núcleo, né? A gente tem também a forma construtiva. Então, por exemplo, hoje tem vários materiais. A Projetol tem um material fantástico ali de PDF que orienta. Porque você imagina, é a fábrica que está te orientando de qualquer maneira correta. Quem melhor que a fábrica pra falar isso? Então, junta com dilatação, junta com fixação mecânica, pra aquela chapa não descolar e não cair, como você coloca num prédio gigante uma chapa colada. Então, assim, tem muito material hoje. Agora sim, falta um pouco, acho que é disseminar esse conhecimento.
Nós vamos fazer agora, até você falando dessa parte de eventos, a gente tem o apoio do portal Hub Construção, onde a gente vai... o nosso formato de podcast, em algumas situações, ele vai mudar um pouco. Então eu trago um arquiteto, eu trago um engenheiro, muitas vezes até um engenheiro que toca uma obra no dia a dia, ou um engenheiro projetista, né? Calculista, que faz a parte do cálculo estrutural. E traga uma pessoa da indústria. Então, nesses encontros, além de ter essa troca entre esses profissionais, a gente também vai ter estudantes, vai ter um público que, ó, vai ser... Esse estudante de arquitetura hoje é o arquiteto de amanhã. O de engenharia, a mesma coisa. Eu já queria até te aproveitar pra te fazer esse convite aí.
Claro, tô dentro.
Pra ser um desses caras que a gente... Pra gente falar de... de materiais, porque da mesma forma que você fala agora dessa questão do ACM não é tudo igual, de fato, não é, eu sei que não é, mas muita gente não sabe, né? A gente tem o mesmo caso no vidro, né? Então, onde que eu especifico um vidro com dupla proteção? Eu visitei um projeto agora, eu não sou engenheiro de formação, vou começar a engenharia agora, Mas eu bati o olho naquele vidro e falei, ah, esse vidro é temperado. Falei, cara, mas aqui ele teria que ser temperado, laminado. Dupla proteção.
E o vidro, ele é transparente. Como é que você vai saber se ele é temperado, se ele é laminado? A película tá ali dentro? Tem que ser um insulado? Então, é isso. Só que assim, quantas pessoas não sabem disso? Quantas pessoas colocaram um vidro comum numa janela no 12º andar, que uma criança bate naquele vidro e vai lá pra baixo? Sim, e vai lá pra baixo.
Que é o caso desse projeto que eu vi. Quando eu vi aquilo ali, eu falei pro dono da casa. Eu falei, isso aqui tá errado. Aí, por coincidência, a arquiteta tava chegando. Aí ela falou, ah, mas o fabricante do vidro... Aí eu não quis entrar no mérito. Eu falei, não, mas isso aqui, desculpa, esse vão tá muito grande. Parece simplesmente um vidro temperado.
E pra porta é a mesma coisa. Hoje, como deu esse boom de porta gigante, tem muita empresa despreparada, vamos dizer assim, entrando nesse mercado. E o problema é que tá colocando em risco a vida de algumas famílias. Porta grande, é o que eu falo, Sempre. Ela tem que virar uma parede. Parede, ela não cai. Parede, ela não entra água. Então, a gente tenta transformar algo que gira, que é a nossa porta, numa parede. E tem muitas empresas aí fazendo portas, e eu já vi casos, eu tenho fotos, eu tenho vídeos, de porta que caiu e quase matou uma pessoa. Então, sim, fica esse alerta também. E eu falo muito para cliente meu. Não tem, às vezes, condição financeira para comprar uma porta nossa gigante? Me passa o contato de quem está fazendo, deixa eu ver pelo menos a especificação para não deixar aquela pessoa correr risco. Ah, não tem condição mesmo. Coloca um fixo em cima e faz uma porta menor embaixo. É melhor fazer uma porta menor e manter a família, não só a família e os amigos, bem, do que fazer uma porta gigante, que não é segura, que na hora que for abrir uma porta dessa pode cair. Então a gente tá afrontando uma coisa de realmente segurança, assim, de vida ou morte.
Felipe, e qual que é a altura média que você faz de porta, geralmente as que mais saem?
Entre 5 e 6. Isso, 5 e 6 metros.
8 assim, no Brasil?
8... a gente já fez muito pra fora do Brasil, né?
Nossa, 8 metros de altura, é muito alto.
A porta mais alta que eu já fiz, inclusive, você vê que eu falo das loucuras, né? Vendi a primeira porta em Dubai. A segunda porta que eu vendi foi pro Qatar, pra um shake. Então, a arquiteta me procurou, o Sheik falou que era uma porta de dois metros e vinte por oito metros e vinte. Sem emenda. Isso foi lá em dois mil e... Nem lembro, dois mil e dezenove, alguma coisa assim. Então, eu nunca tinha feito uma porta desse tamanho e não existia chapa sem emenda. Chapa no Brasil só vem com cinco metros. Eu vendi uma porta desse jeito. Falei, eu faço. E aí, eu fui correr atrás. Então, a gente tem duas portas. As maiores que a gente tem é de oito metros e vinte. E as duas estão no Qatar. Então, assim, tem que ser meio louco. Porque pra você comprar a chapa de 8 metros, transportar, estocar, cortar, fazer essa porta, colocar numa caixa de madeira, transportar, descarregar, instalar do outro lado do mundo e ter certeza que aquilo ali vai entrar, vai girar e vai funcionar o resto da vida, que tem que ser, e ainda dá uma garantia de 5 anos, né? Você tem que confiar muito no que você faz.
Muito bacana. Filipe, eu queria que você falasse um pouquinho agora, pra eu não esquecer, como que tá a evolução do ACM? principalmente no Brasil, porque tudo bem, fora você tem a questão aí, você tem muitas normas, né, que são rígidas e tal. E como que tá esse mercado no Brasil, tendo em vista que o ACM é um material que tá, né, com um acabamento final, como é o caso do vidro, enfim.
É, tá tendo muita novidade, né. Então, assim, hoje com a Projeto Aurea, nosso principal fornecedor, 99,9% das chapas a gente compra com eles, a gente tem uma relação muito boa com eles também, porque eu falei, Chapa não é tudo igual, mas não é só a chapa, a gente tem que pensar na chapa, a gente tem que pensar na entrega, a gente tem que pensar no pós-venda, né? E a gente vai pedindo muito também as coisas, olha, chapa de ACM pra porta, fazer isso, fazer aquilo, então eles acatam e a gente tá tendo alguma evolução bacana em questão de acabamentos também, né? Foi lançado agora as cores texturizadas, a gente tinha só aquela cor lisa, então hoje já lançou uma linha que ela é bem texturizada, uma cor bem legal, que ela não marca tanto o dedo, E agora lançaram também uma outra linha que vem uma película em cima da chapa de ACM que é para a maresia, então portas ou revestimentos ou prédios que estão muito em frente ao mar, a maresia não vai pegar direto naquele alumínio, por mais que tenha já uma chapa que chama costal, que ela é para garantir a maresia, então sim, tá.
Evoluindo... Mais uma proteção, né?
Mais uma proteção em cima. Então, assim, o mercado não tá parado, né? A gente conseguiu com o quê também? Fazer chapas maiores. Então, hoje, justamente porque a indústria quer acompanhar o mercado, quer fazer algo diferente. Então, a gente já tem chapa de 5, de 6, de 7, de 8 metros. A gente tem não só cores mais madeiradas, semibrilhos e brilhosas, a gente já tem cores texturizadas. A gente tem essa questão dessa película que eu falei que é uma linha nova, que também tem textura. Então assim, o mercado tá só cada vez crescendo mais. A gente tem hoje aqui no Brasil duas fábricas. E isso eu acho legal também, porque é uma fábrica brasileira. A gente tem duas fábricas hoje no Brasil. Então é um empresário que investiu no Brasil, que tá lá lutando igual a gente. Então eu dou muita preferência em comprar a chapa brasileira, que a gente sabe a luta de cada um. E são fábricas fantásticas. A gente trabalha aí com a Projetual, já visitei, é uma fábrica fantástica. E a gente tá seguindo juntos.
É, isso é importante, né? Então você tem os projetos mais relevantes, eu tenho um fornecedor que eu posso confiar.
Exatamente.
Porque assim, afinal, aquilo que a gente conversou lá atrás, né? É o meu nome, então eu preciso trazer um fornecedor que abrace aquela causa junto comigo.
Ele tem que ter a mesma visão, missão da nossa empresa. Porque o que mais aparece na minha porta? É o ACM. O que mais tem na minha porta? É o ACM. O que é mais caro? É o ACM. Então, a mesma coisa que eu tenho de que eu vou fazer como se fosse para a minha casa, esse fornecedor tem que entender que eu vou ser 20 vezes mais crítico com ele, porque eu vou precisar que ele faça aquilo ali como se fosse para a casa dele, né? E a gente vai trabalhando dessa forma. Eu sou assim, para trabalhar comigo, fornecedores já me conhecem, eu já falo desde o começo, ó, vai acostumando, porque é igual pivô, pivô se tiver um décimo de milímetro fora, eu vou mandar devolver e fazer de novo. Só que eles já sabem o meu nível de exigência e já sabem que é porque o meu cliente me exige, eu vou ter que exigir deles.
A diferença tá no detalhe.
É, então assim, eles já sabem que pra trabalhar comigo tem que ser assim ó, nos trinques.
Eu tenho uma pergunta aqui, de uma seguidora também, que tem um sonho em construir uma porta com você, por coincidência. Ela falou o seguinte, ó, portas muito grandes precisam ser automatizadas? Essa é uma pergunta.
Certo.
E se sim, já existiu alguma que fosse manual? Pergunta porque ela viu a postagem sua, né? Falando que você toca com o dedo e a porta vai pra um lado e pro outro.
É, o que que acontece? Porta gigante, o que que a gente tem que pensar? Claro que pra mim, quanto maior, mais caro vai ser, tá tudo ótimo. Só que quando a gente pensa em porta grande, eu sempre falo com os clientes. Tem filho pequeno? Por quê? É igual você pegar uma Ferrari e colocar na mão de 12 anos, ele vai dirigir, mas ele pode causar um acidente. Uma porta muito grande, a gente tem que pensar que ele vai ser como se fosse uma vela. Então eu, se não estiver ventando, com um dedinho, eu abro uma porta de 3,60 por 7,80. A gente tem estado aqui no Brasil de 3,30 por 7,30, eu abro ela com o meu dedinho, a porta inteira, uma folha única, eu vou abrir e vou fechar. Só que, se tiver ventando de fora pra dentro, e eu abrir essa porta aqui que vai acontecer o vento, toda aquela pressão é igual uma vela, ele vai empurrar essa porta pra dentro.
Entendi.
Então, porta gigante... Tem que ter o quê? Qual que é o cuidado? Não é pra qualquer um abrir, não é pra menino ficar abrindo, fechando. Você tem que ter aquilo ali por uma coisa estética, uma coisa da arquitetura, uma coisa super bacana, mas todo mundo, pelo menos que a gente vende, a gente orienta. Tem como colocar motorização? Tem, e seria o melhor numa porta extremamente gigante, como a gente já colocou aqui em São Paulo. Vai um motor lá em cima, ali você tá 100% seguro.
E ele fica embutido, é isso?
Fica totalmente embutido. Então, você apertou com o controle remoto ou facial, a porta simplesmente vai abrir e você programa ela. Eu quero que abra 45 graus primeiro o mais rápido e o resto lento. Não, eu quero que abra aqui um pouco. Você controla 100% e tem sensor pra tudo quanto é lado. Então, se você colocar pra fechar, aquele monstro de porta. Uma criança vir e ela trava. Então, existe essa solução, claro, que é um valor bem agregado, mas existe. E, de qualquer forma, a gente já fez muita porta grande que não tem. Mas o que a gente tem que pensar também? Você acha que uma porta desse tamanho, ela abre e fecha todo dia?
Não!
A gente fez uma porta na Alemanha de 1,50m por 6m, a primeira e única da Alemanha desse tamanho. Por quê? Lá é muito frio, então se a pessoa abrir essa porta, vai congelar a casa dela.
Sim, vai entrar uma rajada de...
Mas o que a pessoa quer? Ela sonhou e ela quer... Cara, eu quero uma porta de seis metros, eu quero que meus amigos tudo olhem essa porta. Ele entra pela garagem, fecha o portão, tá quentinho, e ele entra pra dentro da casa. Então essas portas não... Eu acredito, e eu já escutei esse cliente, não abre e fecha toda hora, né? Sempre tem um acesso lateral. Mas, respondendo a essa pergunta dela, existe sim motorização e porta extremamente gigante, tem que ter só essa cautela referente a vento. Tá ventando demais, já tem que ir lá com um pouquinho mais de força, senão a porta leva.
Eu tenho mais uma pergunta aqui, Felipe, também das redes sociais. Qual a situação mais inusitada ou engraçada que você já passou com as portas gigantes?
Inusitado e engraçado. Eu vou falar uma. Já no Qatar, já teve um fixo nosso que caiu no chão. Meu Deus do céu. A gente colocou a cinta, passou a cinta, programou tudo. E o cara do MOOC, porque assim, lá é 500 línguas falando. E o cliente lá todo empolgadão. Pô, o fixo, que a gente tinha uma parte fixa, o fixo foi tudo pro chão. E o mais engraçado de tudo, ele foi pro chão, graças a Deus, né, ninguém se machucou, porque isso aqui a gente isolou totalmente a área, não tá elevando, ninguém tá embaixo, danificou, mas Deus, é tão bom, porque bateu nas bordas, e é justamente onde que eu tenho os covers, onde que eu tenho os revestimentos assim.
As proteções ali.
Então assim, caiu na frente do cliente, a gente, graças a Deus, conseguiu concluir. Eu nunca saí de uma obra todos esses anos sem uma porta estar concluída. Até nesse caso, que eu falei, não, lascou, vamos embora, cata as malas, vamos voltar para o Brasil, fabricar outra porta nova. A gente conseguiu colocar a porta em pé e está lá até hoje instalada.
E aí, uma última pergunta da internet para a gente continuar aqui. No futuro, com a inovação e tecnologia, podemos esperar portas ainda maiores?
Olha, eu fiz até hoje, até oito metros, porque eu fui forçado. Então, eu comecei com cinco, assim que eu fui pra seis e falei, não tem como fazer mais com seis, porque a barra só vem com seis. Depois eu fiz com sete, depois eu fiz com oito, emendando a barra. Hoje, as minhas barras já vêm com oito metros, então não tem emenda, fora de ser tudo soldado. Falar assim, eu quero uma porta de dez metros, dá pra fazer? Nada! Só que assim, né? É aquela questão, pra quê 10 metros de altura, né? Eu vou tentar diminuir pra 8, porque é uma coisa que eu já cheguei, eu tenho certeza que dá certo, mas se chegar o desafio, com certeza eu vou fazer, eu vou mexer no tubo, eu vou aumentar o tubo, eu vou colocar mais solda, eu vou ter que comprar outra máquina, porque minha máquina só faz até 8 metros, né? Ou vou ter que tupiar na mão, eu sou meio louco do desafio, né? Eu acredito que vai chegar ainda uma porta de 10 metros. Eu tenho certeza disso, porque cada vez tá maior. É porque assim, no Oriente Médio, principalmente, é exclusividade. Então não adianta só você ter o Bugatti, que custa 3 milhões de dólares, você tem que ter o Bugatti banhado de ouro. Aí não adianta você ter o Bugatti banhado de ouro, você tem que ter a placa, porque lá a placa tem placa de 50 milhões de dólares. Lá são números, quanto menos números, mais caro. Então, principalmente lá, é muito exclusividade. Então, se eu tô num condomínio que tem uma porta de 8, o vizinho que vai construir vai querer uma de 10. Ou de 10, vai querer uma de 15. Mas a gente vai sempre mudando. Então, assim, a gente trabalhava só com ACM, a gente saiu do ACM, já tá trabalhando com Corstônica, aquele que ilumina, aquela porta diferentona. Então, assim, uma coisa você pode ter certeza, eu não fico parado.
Agora eu vou transferir essa pergunta pra você que tá acompanhando a gente. Coloque nos comentários. Você que conhece o Felipe, é um cara muito conhecido no mercado, principalmente de ACM. Coloque nos comentários. Você acha que tem limite pra esse cara? Enfim, eu deixo essa pergunta aí, pode colocar nos comentários. Felipe, eu queria agora, aproveitando que a gente falou tanto de materiais, e nós falamos um pouco também dessa questão da divulgação dos conteúdos e de orientar também as pessoas que estão ali comprando, né? Porque muitas vezes a gente entra numa roubada, contrata um fornecedor ruim por conta da falta de conhecimento. Para as pessoas que estão aí no mercado querendo dicas do Felipe, hoje você não tá dando mais cursos, né? Nós não falamos dessa parte também que você fez muito no passado. E quem que você indicaria hoje? Ah, eu quero fazer um curso de porta de ACM, ou curso de ACM como, enfim, ACM. Quem você indicaria? Esse você pode citar o nome, se precisar.
Não, esse aí com certeza é o Nilson, né? O Nilson, eu conheci ele desde que eu comecei minha empresa, então sim. Eu tava lá começando aquele barracãozinho pequenininho, Ele trabalhava num determinado fornecedor e ele foi lá dar um treinamento pra gente de ACM, né? Então, assim, ele é um amigo meu, né? Amigo mesmo, assim, pessoalmente. E ele conhece muito, né? É um cara que conhece muito, é um cara que quer mudar o mercado assim como você. Então, parte de revestimento, parte de fachada, parte de treinamento, né? É um cara que ele é muito fluente, ele tá dentro de qualquer indústria, porque ele tem as portas abertas com qualquer indústria. Então o Nilson hoje, pra quem quer adquirir conhecimento de ACM, qualquer coisa que for ACM, eu assino embaixo o Nilson ali, pode ficar tranquilo assim, como você conhece ele também. Eu conheço. É um cara que tá modificando o mercado, tá trazendo treinamento. É o que eu falei, tem que disseminar, mas também tem que ter interesse das pessoas. Não adianta só disseminar sendo que não tem. Então tem que ter pessoas pra mudar o mercado, mas também tem que mudar os empresários. Não é só abrir uma empresa pra fazer revestimento, vamos primeiro. Antes de abrir, tem alguém que... que tem um treinamento, tem alguma forma de eu ser melhor, de eu aprender alguma coisa, né? E pessoas estão sempre evoluindo, né? Então ele tem lá o CT dele de treinamento, tá trazendo também formas construtivas novas, né? Então a gente tem que tá sempre antenado e colado com gente que também tá crescendo, né?
É, a gente tá falando que a gente tá vivendo o boom da industrialização no Brasil. Quando a gente melhora a qualidade construtiva, a gente também tem que pensar no movimento que... Como um todo, né? Porque a gente tá vivendo aí o déficit de mão de obra, a gente não tem mão de obra. Então, você quer se especializar nessa parte de treinamento, de ACMs, aí fachadas, o centro de treinamento do Rio Santo de Suji, assim, eu também recomendo. de olhos fechados, porque além dele ser um excelente engenheiro, ele também tem um propósito claro de vida, que é transformar a construção civil no Brasil. E ele tá conseguindo.
Tá, claro. E assim, o fachado, igual te falei, eu não sei, eu corro nele. Até pra orientar os arquitetos que me procuram. Ah, isso e aquilo. Não, não, peraí, peraí. Eu já corro no Nilson aí, como faz isso, como faz aquilo. Então assim, a gente tem que Tem que ter pessoas assim do nosso lado, né?
Felipe, você hoje conseguiu chegar muito longe, né? Apesar da pouca idade que tem. Quais são as projeções aí, os planos para o futuro desse louco?
Então assim, tem muita coisa nova aí. Tô com a cabeça assim, burbulhando, né? A gente vai entrar com uma outra linha também de portas. Vão ser portas internas, né? Pra também atender a residência como um todo. Então a gente vai lançar, a gente já tá nessa porra de revestir há quatro anos seguidos. Então cada ano a gente tenta trazer algo novo. A gente trouxe com o Corey Stone, viu? O desafio Corey Stone Retroiluminado. Ano passado a gente fez uma porta com fibra ótica, igual coloca no teto do Rolls Royce. Então assim, parar? Eu nunca vou parar. Eu tô o tempo inteiro pesquisando o catálogo russo, chinês. De tudo quanto é lado do mundo, eu procuro também me inspirar em outras empresas, né? Hoje o berço das portas é na Itália, então sim, eu procuro sempre estar... catálogo, inovação, inovação, inovação, inovação. Não quero parar também, assim, ah, estamos em 35 países, vou parar por aqui? Não. Eu tenho ainda a intenção de ser a maior empresa produtora de portas gigantes do mundo. A gente tem empresas na Itália que tem anos e anos luz na frente, eu também tenho muito tempo pela frente, o negócio falou, eu sou novo, então eu acredito que eu vou estar com muito gás ainda por muitos anos. Então a gente quer ir para um barracão ainda maior, cada vez trazer mais máquinas e tudo nosso é especial. Então a refiladeira que a gente tem, a gente mandou fazer uma máquina nova, a nossa router teve que tem que mandar fazer uma de 8 metros, as fechaduras que a gente usa não existia fechadura de 16, 18 pinos, a gente traz a demanda e vai procurando, procurando, procurando, então sim, e eu gosto muito de mostrar isso nas redes sociais também, então eu vou cada vez mais ir para o mundo, cada vez mais o mundo vai conhecer as nossas portas, já é muito conhecido, só que é claro, estrategicamente, empresarialmente eu vou afunilar as coisas, eu não vou ficar vendendo picadinho. Ah, eu tenho uma porta no Senegal, uma porta na África, uma porta aqui. Eu vou estruturar mais agora, a partir de agora, essa parte comercial, eu vou trazer mais solidez, vamos dizer assim. Eu não quero vender uma porta picada na África, eu quero vender 10 portas, 20 portas naquela cidade. Então eu vou mudar um pouco essa estratégia comercial fora do Brasil, ainda mais agora que o dólar deu uma subidinha boa. Então, assim, a gente tem que estar sempre mudando. No começo, eu não, vamos explodir, que eu quero aparecer. Depois eu dei uma retraída. Não, agora dólar subiu. Então, assim, não tem uma estabilidade, como o próprio Fábio Augusto fala, não existe. A gente vai caminhando de acordo com o mercado, a gente vai tendo ideias novas. Então, o Brasil, eu vou dar uma consolidada muito boa esse ano com os arquitetos, trazendo essa parte de conexão realmente com eles. Não só chegar lá para oferecer meu produto, mas para me oferecer o Felipe como técnico para ajudar. Então sim, minha meta para esses próximos anos é muito coladinho com os arquitetos, com os engenheiros, com os construtores.
E pode contar com o meu apoio.
Porque também é uma coisa que a.
Gente defende muito aqui no Construe Cash.
E criar uma rede de conexão para fora do Brasil. Então sim, eu espero nos próximos anos triplicar o nosso tamanho, triplicar o nosso faturamento, Até que tamanho não, porque a gente pode triplicar a quantidade de vendas e a gente não precisa triplicar a nossa indústria, né? Porque ali são poucas pessoas muito bem engajadas com bastante processos, máquinas e equipamentos, é o que eu falo sempre, né? Muito investimento em tecnologia também, né? É, investimento em tecnologia, né? Software, sistema, o tempo inteiro, processo, processo, software, tudo que pode agilizar alguma coisa de software, de sistema, a gente tá ali, né, engajado. E você pode ter certeza que muita gente ainda vai ouvir falar da Projeta Pelo Mundo.
Eu visitei agora, não sei se você chegou a ver, eu visitei muito agora Balneário Camboriú e tem ali umas construtoras que eles têm um padrão de construção diferenciado que vem muito na linha que você trabalha, que é atender esse público bem seleto assim, né? Você tá pensando assim, atender essas construtoras? que constrói alto padrão.
Então, a gente já fez algumas cotações para a porta de entrada do prédio, porque cada vez as coisas estão ficando maiores. Hoje em dia, aquela área central, que é aquela área inferior dos prédios, é direito duplo. Então sim, a gente vai sim, a gente tem capacidade de atender para esse tipo de construtora e também a porta para esse tipo de prédio, porque tem que ser uma porta leve, tem que ser uma porta que ela abre e fecha sozinha, ela tem que ter um soft close, ela tem que ter uma mola hidráulica. Então dá para a gente atender não só na porta de entrada do prédio, mas como eu te falei que são as novidades, das portas Então tem a porta de entrada do apartamento, que a gente vai trabalhar numa linha que não precisa ser uma linha tão parruda pra uma porta de 8 metros, não tem sol, não tem chuva, é um apartamento, e principalmente pras portas internas. Então a gente vai entrar nesse mercado, só que vai ser uma porta interna AAAA. É, quando eu te pergunto isso é.
Justamente sabendo da estrutura que você tem. Então, pelo menos o pouco que eu conheço, você tem uma capacidade de atender esse nível de construtoras. E, por outro lado, a gente tem poucas empresas iguais às suas no Brasil.
E nesse caso de consultor a gente entra o que? Entra no volume.
Sim.
Porque não vai ser uma porta de entrada, vão ser 10 portas num apartamento que vão ser, sei lá, 500 apartamentos. E a gente esse ano agora, começando, graças a Deus, muito bem em janeiro, a gente fechou a primeira obra em larga escala. A gente fechou 50 portas lá em Porto Rico.
Isso aqui é legal.
50 portas, né? E aí vem de novo. Gente, que loucura! O cara procurou a gente, foi um valor extrastro... extrastro... nem sei falar a palavra.
Férico. Adoro isso.
Porque são 50 portas em dólar. E ele falou pra mim, falou Filipe, esse aqui é o menor projeto que eu fiz na minha vida, são 50 casas. Os nossos projetos são 500 casas, são mil casas. Só que esses são 50 casas, porque são 50 casas de um nível muito alto, que a porta tem 5,50 metros. Então a gente vai já entrar nessas 50 portas altíssimas e ele tem projetos de 500 portas menores de 3 metros. E foi muito legal porque... Pelo valor que deu, a pessoa confiar em pagar pra gente 70% antecipado, sem nunca ter vindo visitar a fábrica, assim, me deixa orgulhoso. De saber que a pessoa nos achou... que sonhou com a nossa porta, ele sabe que são 50 casas, ele sabe que ele vai ter que dar uma garantia pra essas 50 casas. Então ele procurou a melhor empresa pra dar essa garantia e ele escolheu a gente, né, e na hora de uma negociação, claro que são 50 casas, a gente fez uma negociação especial ali, né, por causa do volume, mas eu falei pra ele, eu não vou tirar nada de qualidade, você quer um preço? Eu vou fazer, porque eu quero entrar com você, a gente vai manter a qualidade e o cara confiar. confiar, porque fora do Brasil o copo é 70% antecipado, né? São 50 casas.
É porque é um risco, né?
Isso, e assim, vai ser de 10 em 10 ou de 15 em 15 o envio do container. Então eu não vou, ele vai me pagar 70% de 50 casas, mas ele vai receber essas últimas no ano que vem ainda, né? Então isso me deixa muito orgulhoso, né?
Eu fico muito contente, Felipe, de você anunciar essa novidade aqui. Como eu te falo, você é um cara que eu admiro muito e torço muito por você ser... Enfim, falar com você deixa a gente melhor essa sua forma de ver o mundo.
Muito bom. Eu que agradeço.
Felipe, eu queria que você, antes de ir embora daqui hoje, a gente vai depois sair pra jantar, mas eu queria que você indicasse uma pessoa pra vir aqui. Escolha a dedo uma pessoa para vir aqui contar alguma história, de repente alguém que você gostaria de conhecer um pouco mais da história também e compartilhar a história dessa pessoa com o mundo.
Uma pessoa que eu gosto muito, eu admiro muito, é o Nilsson, como você já falou, não sei se ele já veio aqui ou não. O Nilsson já veio. Então ele está descartado.
Mas ele vai vir para falar de outro projeto.
Fora o Nilsson, eu indicarei o Jefferson. É isso. Ele é o sócio-proprietário lá da Projetual. É um cara, assim, extremamente técnico. Então, assim, um cara que ele pode vir aqui tanto pra falar da história dele, porque a Projetual hoje é uma indústria gigantesca. Então, pra chegar no nível que eles chegaram, de estrutura, de qualidade, de nome, não é fácil. Então, com certeza, ele tem uma história muito bonita ali por trás disso tudo.
É interessante saber, né, o que que tá por trás, né, dessas empresas.
Então sim, acho que tem essa parte. E também, como a gente falou de ACM, é o cara que vai te falar assim ó, na pintura Kynar tem 0,35 micras de verniz, 0,36 micras de primer. Como eu tenho um contato muito direto ali com ele, eu já aprendi muito com ele. Então assim, cada vez que eu ligo assim, é na micra. Ah, é menos que um fio de cabelo, tem que ter tantas micas de primer, é isso, é aquilo. Eu tiro muita dúvida com ele. Ou o jefão, nossa, tô com isso aqui, com isso aqui, com isso aqui, o que eu faço? Isso aqui, aquilo ali. Então assim, eu acho que é uma pessoa que você pode trazer aqui, que ele como pessoa, ele como empresário, seja pra falar da projeção atual, pra falar de chapa de ACM, ou pra falar da história dele, vai agregar muito.
Agora eu vou deixar você escolher mais um, agora eu quero um arquiteto ou arquiteta.
Tá, a arquiteta Leonice Alves, né, é uma arquiteta fantástica aqui de São Paulo.
A Leonice, na verdade, faz as portas dos famosos.
Exatamente. Então, assim, também conheci ela mais de próximo, né? É uma pessoa que tem uma responsabilidade muito grande. É uma pessoa que... Ela não vende só o projeto, né? Ela entende realmente ali como que é cada pessoa, porque projeto é isso, né? Projeto é você identificar o sonho da pessoa, é a casa, o sonho da pessoa, né? A Leonice tá aí, pode trazer ela de olho fechado, que vai agregar muito aqui também pro seu canal.
Eu vou trazer a arquiteta. Eu vou trazer também o Nilson, tá? Então, faz o convite pra essa câmera.
Pro Nilson?
Primeiro pro seu primeiro convidado.
Ah, Jeffão, tá aí ó.
O Jeffão, vamos lá.
É o Jefferson, né, da Projeto UAL. Tá aqui ó, convite feito pra você vir aqui participar do podcast, tá? Vai agregar muito aqui pro podcast, muito aí pros... Para a audiência, para os.
Seguidores inscritos no canal.
Para a audiência do Paulo, né? Então tá feito o convite. Tô aqui, pode vir, pode ter certeza. Tô assinando embaixo aqui e validando. Pode vir com certeza que vai dar tudo certo. E agora para a Arquiteta. E agora para a Leonice, né? Leonice, tô aqui em São Paulo. Vou ver se eu consigo visitar ela amanhã. Já vi que você participou de alguns podcasts, né? Eu sei que a gente sempre preocupa muito em saber onde que a gente tá pisando, né? Então, sim, também tá assinado embaixo. Pode vir, tá super convidado.
Então, eu vou viabilizar aqui as agendas do Jefferson. da Leonice e do Nilson. Então, vai ser um bate-papo de alto nível. Por quê? De um lado, eu tenho a arquiteta que projeta. Eu tenho o Nilson, que trabalha com instalação da Treinamentos. Então, é um cara que conhece muito... E é engenheiro. Soube, e também é engenheiro. E aí, eu tenho o Jefferson, que acredito que ele é engenheiro também, né?
Não sei te falar.
Enfim, eu também não sei. Mas tá ali desenvolvendo soluções na indústria, né? Pra tornar tudo isso...
Impossível, né? Impossível.
Então, Felipe, tem alguma coisa que eu deixei de te perguntar, que você gostaria de compartilhar?
Não, acho que não. Assim, a gente é muito dinâmico, né? A gente já tem também a nossa intimidade aí.
Já.
Então, assim, acho que foi um bate-papo super agradável, né? Não tem aquilo, aquilo. Então, assim, é legal porque é natural. Eu sou muito assim, né? Inclusive, a primeira palestra que eu fui, eu fui de toco. Falei, ah, vou do meu jeito mesmo. Fui lá de tocona. E falei, e o povo dá risada, e fala minhas besteiras, né? Eu vim falando que eu sou uma ave exótica, né? O povo me olha de longe, já me enxerga, né? Então é o jeito que eu sou, né? Eu vou falando o que dá na teia, o que dá na cabeça. E é bom ter essa liberdade de falar com você também. É bacana.
E podcast também é isso, né?
Eu achei que eu ia ficar nervoso, não fiquei.
Que bacana, gente. Então, a gente vai encerrando mais um episódio do Constrycast. Só um recadinho, né? Já é o terceiro hoje. Siga a gente no LinkedIn, nas plataformas de áudio de vídeo. Enfim, estamos no Insta, no TikTok, no Face, no YouTube. Eu sei que a gente tem uma audiência muito grande também nas plataformas de áudio, tá? Então é importante que interaja, traga sugestões não só de convidado, mas também de temas pra gente discutir aqui e levar uma informação cada vez de mais qualidade pra você. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constricash.
Até mais, gente!
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