R$12 Bi para a Construção Civil? | Crise, Inovação e Futuro da Indústria no Brasil | Podcast

Portuguese-language podcast episode (DesconstruyCast) with Rafael and Paulo Barros that links a philosophical idea of "desconstruir" (demolish/rebuild) to the construction industry and to personal growth (therapy). The hosts discuss how Brazil's construction sector must modernize—especially via technology and process industrialization—and examine geopolitical pressures (US/China) that affect investment and sovereignty. A concrete policy item highlighted is a R$12 billion credit line by BNDES and FINEP to modernize the construction industry (with R$2 billion earmarked for North/Northeast/Central-West), plus concerns about foreign consortia (Salvador–Itaparica bridge) and opportunities for technology transfer and regional development. The episode ends with innovation-index context (Brazil ranked ~50th in the Global Innovation Index) and a motivational close.
Chapters
Bem-vindos ao DesconstruyCast, eu não sou Paulo Barros e mais uma vez estamos eu aqui, Pink e Cérebro e juntos vamos dominar o mundo!
ConstruyCast Arquitetu...
Eu não sou Paulo Barros!
Ah, deixa, posso te mandar uma pergunta antes?
Ah, pergunta.
O que que é desconstruir cash? O que que é desconstruir algo pra, enfim, pra construir de novo? Me explica.
É, então... É, a gente às vezes se constrói, constrói conceito, constrói uma empresa, constrói algo. Imagina uma casa. Você começa a construir ela errada. Você coloca o pilar no lugar errado, a viga ou a parede. Você começa a subir. O que que vai acontecer? Essa casa, se você continuar... É... Ela vai ficando cada vez pior. Se começar um prédio errado, ele fica cada vez pior ao ponto que ele vai desmoronar, ele vai se destruir. Agora, por isso que muitas das vezes, tanto na construção civil quanto na vida, pra gente fazer as coisas corretamente é mais fácil. Quantas vezes você não chegou lá com um projeto de casa errado e alguém falou assim, é melhor jogar tudo no chão e construir de novo, sai mais barato. Custa menos. Então, isso não é só nas coisas, às vezes na vida. É melhor a gente se desconstruir e construir-se da maneira correta do que a gente se manter tentando ajustar um trem que está andando. Um prédio que está crescendo, está crescendo errado. É melhor ir lá, demolir ele e começar correto do que a gente tentar ajustar ele no meio do caminho. Então essas decisões, disso parte o conceito de a gente falar sobre construção e desconstrução. O nosso mercado da construção, Paulo, quando você traz isso, eu percebo que ele precisa se desconstruir para construir novamente. A gente errou muito com mão de obra, a gente errou com a forma como a gente está fazendo a gestão disso. E isso está refletindo no mercado da construção.
Mas existem exceções, né? Quando a gente fala de desconstruir, ou seja, às vezes precisa demolir algo para construir algo do zero, isso para a vida, né? Enfim, a gente está falando aqui não só de construção, mas também de vida. Quando a gente fala de, até trazer exemplos aqui, de retrofit, que não é objeto dessa conversa agora, às vezes a gente precisa fazer uma análise do que a gente consegue aproveitar daquele edifício. para que a gente consiga... Ou seja, também entra a questão de sustentabilidade nesse processo de desconstruir. Ou seja, será que é melhor derrubar para construir um prédio novo ou buscar soluções no mercado que eu consiga reaproveitar aquilo?
Sim, mas aí você parte do pressuposto de que aquilo funciona. O que acontece? Quando a gente fala de desconstruir algo, é algo que a gente fala de funcionamento. A gente não fala de aparência.
Entendi.
A gente só faz um retrofit de um prédio que já funciona e eu preciso modernizá-lo. Então, eu não pego um indivíduo e simplesmente faço uma atualização dele. Quando eu percebo um problema no funcionamento, se eu não desconstruir, eu não construo. Um exemplo. Eu sou autista, com superdotação. Se eu não desconstruir a maneira com que eu me relaciono com as emoções e com a minha vida, em cima da minha construção de emoções e de circunstâncias, eu não consigo operar corretamente. Então, quando eu vou pra terapia, um beijo pra Bia, é assim ó, gostar da terapia eu taquei, mas gostar da terapia pra mim é algo que é estranho. Porque normalmente, pelo menos pra mim, a terapia me desconforta.
A minha também.
Muito. E assim, é... E existem tempos em que a gente não quer fazer terapia. Sabe? E... E a gente entendeu o quanto isso é importante porque, por exemplo, agora, a gente pode ter agora ouvindo a gente, um dono de empresa que tem um potencial gigantesco, que tem uma construtora, alguma coisa, e ele tá passando por alguma coisa, e ele entende que assim, não, eu não vou fazer terapia porque isso aqui não é pra mim.
Eu, inclusive, sou uma dessas pessoas que entendia que terapia não era pra mim.
E quando é que foi a sua virada de chave de entender que a terapia que poderia fazer alguma coisa diferente na sua vida e te ajudar?
A minha virada de chave, na verdade, eu conheci pessoas que faziam terapia e aí eu ia vendo, analisando o comportamento da pessoa e tal. Se a pessoa chegou a... Eu, inclusive, nesse momento estava tentando fazer terapia também, mas eu não encontrava ali alguém que... Ou seja, Parece que não somava, sabe, assim? Quando eu ia fazendo algumas trocas. E aí, às vezes, eu falava, acho que, sei lá, essa pessoa... Essa terapia dessa pessoa tá mais atrapalhando do que ajudando. Aí chegou um momento que eu falei, não, peraí. Outras pessoas vinham, compartilhava a importância da terapia na vida dela, como mudou. Aí eu comecei a me permitir. Busquei ajuda com indicação de terapeuta. Tentei acho que uns 5, 6. Até que um colega indicou essa pessoa que eu estou agora. E assim, a primeira sessão com ela, ela me trouxe um direcionamento que virou, assim, foi uma virada de chave da minha vida. E aquilo começou de fato.
Fazer sentido, então... Então, mas quando você é um indivíduo que tá montado, que tá dentro do ambiente da construção, você não entende que, nesse momento, o que você chama de terapia não é uma forma que ela pegou, que ela tinha... Existia um Paulo, e ela começa a te... Ela, de alguma forma, ela não te desconstruiu, e agora tá nascendo Vem uma nova pessoa, porque a maneira como você traz, que você tentou e não foi benéfico... Olha, você usa a palavra somar. O processo de industrializar é justamente alterar alguma coisa. Quando eu altero, eu modifico. Então, se eu estou modificando, o que está não pode estar. E se ele não está, ele não tem Aquela construção precisa ser modificada. Eu consigo, igual no Minecraft, mudar uma fachada sem quebrar a fachada?
Não.
Eu tenho que tirar o que está ali. Quando fala em quebrar, é assim. Então, essa desconstrução, o retrofit, e voltando ao que a gente estava falando, e anexando com a questão da terapia, é como se o prédio fizesse terapia. Então, ele busca lá na arquiteta uma terapeuta que entenda suas dores, e que possa modernizá-lo, alterá-lo e ajustá-lo para que ele possa estar mais pleno das suas funcionalidades. Então, quando a gente traz o tema terapia para cá e a gente consegue trazer uma visão de que o que é, então, que nós estamos falando aqui no Desconstruicast, o porquê que a gente consegue sair um pouco do tema da construção, mas a construção não sai de nós.
E aí eu me questiono, será que saímos de verdade? Porque o que a gente tá falando? No fundo, no fundo, somos pessoas.
Sim, e como uma construção... Lembra quando eu vim aqui e comentei que as construções são como pessoas? Que os ossos são como aço, que os músculos são como concreto, que os nossos vasos sanguíneos são como as instalações, a nossa... Tudo... A gente é igualzinho uma construção. Igual a gente precisa de terapia, o prédio também precisa. Ele precisa de alguém que pense sobre ele. e que pergunte para essa edificação, para esse edifício, se ele ainda atende da melhor maneira e se ele funciona da melhor maneira. Ninguém procura terapia se está funcionando perfeitamente bem. Procura para melhorar alguma coisa. Ninguém procura uma arquiteta para fazer um retrofit para um prédio se o prédio está operando tudo que ele pode operar.
Aquele exemplo que você deu lá no início, quando você começa uma construção de forma errada, E isso... Eu falei, será que ele tá falando da minha casa?
Não.
Não é porque... O que que acontece? Mas a minha casa é um exemplo, que os banheiros, eles ficam todos nos quartos. E no meio de um processo de um término de relacionamento, eu falei, ah, quer saber? Pra tentar... Pra eu não ir pro mundo, eu vou pegar mesmo, vou fazer essa autoconstrução aqui, eu continuei aquela construção de forma errada e hoje eu tô pagando as consequências.
E pensa assim... Teria que derrubar tudo, porque... Então, por quê? Mas mesmo que você for mexer, mesmo que você for atualizar o seu banheiro, você vai ter que desconstruir.
Sim.
Vai ter que quebrar.
Vai ter que quebrar.
É aí que eu volto em que não há construção sem desconstrução. Nem que ela seja local. A gente precisa desconstruir pra construir.
É que é o próprio exemplo que eu trouxe aqui outro dia, não lembro se eu tava falando com você e com mais um convidado, que quando a gente faz... até eu usei a palavra caos, né? Toda vez que a gente vai fazer uma obra pra alguma melhoria, a gente precisa quebrar algo, né? E aí os vizinhos dizem, não, mas aí vai incomodar, vai ter trânsito. Então você tem aquele incômodo que... isso eu tô falando de uma obra, né? E na vida não é diferente.
Sim, e você fez uma pergunta, e eu vou responder agora. O que é o desconstruicast? Desconstruicast é a capacidade que nós temos, Paulo e Rafael, de olhar para a construção de uma maneira que não está ensacada, envelopada, pronta. Porque hoje o mercado está cheio de soluções prontas. Está cheio de gente sem sensibilidade. Está cheio de gente que pega uma inteligência artificial, um programa, coloca dentro da empresa e faz... Isso não tem aqui dentro da HUB. Isso, é para isso que nós estamos conversando. Porque o que é o que nós estamos fazendo aqui? Nós estamos trazendo sensibilidade, profundidade e intensidade pra dentro da construção civil pra que cada empresa que se relaciona conosco saiba que nós não tratamos essas empresas como se fossem qualquer tipo mais uma. Cada empresa, cada empreendimento, ele é único, cada vídeo Cada conteúdo, cada serviço, cada conexão, ela é única. Por isso nós ligamos propósitos a negócios. Por isso nós somos hobby. Nós ligamos propósitos a negócios. Pra quem não tem propósito, não nos serve. Porque existem outras opções no mercado. Se você só quer um software, vai buscar no mercado. Se você só quer aquele produto, vai buscar no mercado. Agora, se você quer um propósito, algo por trás, que seja sustentável, que seja real, que seja verdadeiro, que pulse, que vibre, que seja, que sinta, que possa transmitir e que isso possa gerar um conteúdo verdadeiro. Por quê? A empresa pode ter entrega. A empresa pode ter Ela pode dar um show, mas se ela não proporcionar experiência, ela não vai se manter no mercado. E nós entregamos experiência.
Que no fundo, a experiência é o que fica.
Exatamente. E enquanto o mercado não entender isso, ele não vai prosperar. A gente tá passando por inúmeras coisas agora, Paulo. No nosso cenário. Inúmeras coisas.
Exemplo.
A gente está passando tarifas e instruções por conta dos Estados Unidos para o nosso país. A gente está correndo o risco do colapso do nosso sistema bancário, que está vinculado ao sistema americano. O nosso sistema de geoposicionamento global, GPS, está vinculado ao sistema americano. A gente está vivendo uma crise geopolítica que influencia diretamente no mercado da construção civil. Olha que interessante, quando a gente olha Para os Estados Unidos, e olha para o Brasil, e olha para a China, a gente percebe algumas coisas. A gente tem quanto da nossa, do que a gente tem de negócio com os Estados Unidos, ele é importante para a gente se manter. Por quê? A gente está numa situação em que se a gente correr, Como que é aquele negócio, né? Se ficar, o bicho come.
É, se ficar, o bicho pega. Se correr, o bicho come.
Isso. A gente tá dessa forma.
Ô, autista, entende isso?
Cara, eu prefiro as coisas mais literais. Eu entendo, mas... É que não tem saída. A gente vai estar sempre numa situação difícil. E o mercado ainda não entendeu que essa situação... É assim, ó. Se a gente não fizer o que os Estados Unidos querem que a gente faça, o que ele quer? No campo da geopolítica não existe ajuda e nem país legal. Existe interesse. Em tudo existe interesse.
Inclusive até nas relações, né?
Tudo é negócio. Dentro da geopolítica. Ou seja, os Estados Unidos não é bonzinho na história e nem a China é bonzinha na história. Mas, Qual é a nossa posição? Como eles nos veem? E aí eu faço a reflexão. Se a gente cede a pressão estrangeira com os nossos sistemas soberanos, nossa justiça e outros, nossa justiça e nosso sistema, se a gente cede essas pressões externas, o que mais esse país vai falar? Pô, peraí, se eu, Estados Unidos, eu falo para que a justiça brasileira não funcione e eu estou lá fora, e eles acatam, a China vai fazer a mesma coisa. A gente vai virar terra de ninguém. Terra sem lei, terra sem dono. Cadê a soberania do povo brasileiro? Cadê o orgulho do povo brasileiro em ser brasileiro? Ninguém tem que determinar o que acontece dentro do nosso território. Quem toma as decisões e a soberania do país somos nós. Se a gente decidir errado ou certo, somos nós que decidimos. Então, se a gente cede ao Estado americano, é isso. Se não cede, a gente sofre sanções. tarifas, a gente pode ter outros problemas relacionados a essas questões. Então, tudo isso afeta o nosso crescimento. A produção interna bruta brasileira depende muito da cadeia da construção civil. Por quê? Porque ela é sistema motor da nossa economia. Nós temos uma economia que ela... a gente teve os períodos de maior crescimento junto a programas de aceleração de crescimento voltados à infraestrutura. Nós temos um povo que está acostumado a ser um canteiro de obras. O grande problema do Brasil vem com a desindustrialização, não só do Brasil, mas dos Estados Unidos. Então, a gente vê a ascensão dessas grandes potências mundiais, globais, relacionadas à industrialização. Então, você pega, por exemplo, a economia de base americana. De todo o PIB, de tudo que os Estados Unidos produz, você sabe qual é o ponto onde os Estados Unidos, ele tem o maior valor dos setores americanos? Não. Setor de saúde.
Saúde?
Saúde. E todo mundo acha que é indústria bélica, todo mundo acha que é inovação, não. Os Estados Unidos é o lugar de primeiro mundo no quê? Eu desafio, os Estados Unidos é o primeiro no quê? Ele não é primeiro em expectativa de vida, ele não é primeiro em educação, ele não é primeiro em saúde, ele não é primeiro em distribuição de renda, ele não é primeiro em gênios, produção de gênios, ele não é primeiro em inovação.
É bem interessante essa fala, Rafa.
Então, mas a gente vai ser quintal dos Estados Unidos até quando? A gente precisa pensar na soberania. E outra, a gente tem que pensar em médio, em curto e em longo prazo. Então, quando a gente pensa, se a gente vira vassalo americano é um problema, mas também ser um vassalo chinês também é um problema. Mas a minha reflexão é como eles nos veem. Os Estados Unidos nos veem como o quintal da América. Quando a gente pega toda a questão de construção do Estado americano, como assim americano? Nós somos a América. O que os Estados Unidos é para o norte, nós somos para o sul. Nós somos a grande potência sul-global na parte das Américas. Mas como nos vem? Na hora, as opções, as situações, elas são unilaterais ou multilaterais? Quando a gente pega na China, por exemplo. A China, como a China nos vê? Nos vê como um parceiro comercial. Os Estados Unidos nos vê como um quintal.
Como um quintal. Rafa, mas aí não tem uma questão também da forma como a população se comporta em relação a isso, sabe? Você pega no próprio campo político, né?
Sim.
Brasileiros ali, sabe? Colocando bonés na cabeça, defendendo, sabe? Ou seja, As pessoas deixam de olhar para o país e começam a defender um partido, política, etc. Isso não é prejudicial para todo esse ponto que a gente está discutindo aqui agora?
Com certeza. Por quê? Mas isso foi postado justamente quando a gente começa a ser doutrinado. Por quê? A dualidade Ou seja, a questão de polarização, ou seja, só tem um ou outro, é um discurso que agrada ao imperialismo norte-americano. Lá, apesar de haver vários partidos, praticamente a gente tem as eleições definidas entre democratas e republicanos sempre. A diferença é que agora, com Donald Trump, isso está acontecendo de maneira escancarada. Porque a gente vê o seguinte, Estados Unidos, quando ele começa a perceber que ele vai perder, ele inventa um motivo para poder invadir. O país que teve a crise do ópio, no final da década de 70, o país que teve uma crise de droga, falar que agora ele pode invadir a Venezuela porque ele não reconhece o governo do Nicolas Maduro. Mas a questão é, ele não reconhece, ele coloca isso, e aí eu vou combater cartel com bomba?
Bem contraditório, né?
Você quer impedir que a droga chegue, vai, protege tua fronteira. Agora, você tá atacando o país, mas ele vai atacar o país que tem a maior reserva de petróleo do mundo? E quem ele pegou anteriormente? O Iraque? Também por conta da petróleo? E o Vietnã? Também tem petróleo? Peraí. E o que o Brasil agora descobriu recentemente? Lá na Amazônia. Quem faz divisa lá na Amazônia com a gente? A Venezuela? Há uma briga, há uma disputa na guiana francesa que envolve a Venezuela. E onde que está? Onde a gente descobriu essa guerra de petróleo? Lá em cima.
Sim.
O que que os Estados Unidos está de olho?
Ou seja, chegou na Venezuela, está aqui.
A Venezuela, ela é mata amazônica? Ela é o bioma amazônico também? Então, assim, como nós, como soberania e hegemonia nacional, podemos nos posicionar? Você está vendo que nós somos só um quintal. Ah, agora eu quero, vou invadir, você entendeu? E outra, se invadiu a Venezuela com esse motivo, ainda bem que o Brasil agora declarou essa questão de desmantelamento do PCC e todo esse esquema e mostrando combate. Porque senão uma hora os Estados Unidos vão falar assim, olha, o Brasil é controlado pelo PCC, logo eu vou... Vou me aliar. Não, vou me aliar não. Eu vou ocupar o Brasil.
Entendi.
Eu vou atacar o Brasil. Porque ele está controlado pelo PCC. Porque a gente precisa se unir como povo com um viés nacional. A gente tem que realmente ser patriota. Mas isso não significa entregar as nossas riquezas, as nossas empresas para o capital estrangeiro.
Cara, bem interessante esse tema.
E isso entra as questões da Constituição Civil.
Sim, e aí... E como a construção é afetada com tudo isso?
Porque o nosso princípio motor da nossa economia passa pela Constituição Civil.
Até recentemente, eu fui numa obra aqui, assim, eu não posso divulgar aqui. Cara, toda China que está lá construindo. Tudo, tudo.
Sim.
Um canteiro gigante. Um ponto importante aqui.
Então, mas é a indústria. É aquele ponto. O Brasil, quando ele se desindustrializa... O Brasil cresce quando industrializa. Quando desindustrializa, começa a ter os pontos de recessão. Por exemplo, se desenha uma recessão no Brasil. Por quê? Apesar de a gente estar mantendo o real. muito num ponto de paridade e de equilíbrio em relação ao dólar, a gente tem uma série de questões geopolíticas, que a gente já comentou aqui, que começam a afetar a tomada de decisão. Porque é o seguinte, quando eu começo a mexer com o dólar, eu começo a mexer com reservas dos investidores. Esses caras começam a pensar o seguinte, o que eu faço com a grana? Se eu deixar minha grana em dólar, rendendo, lá no paraíso fiscal e o dólar começa a cair, eu estou perdendo dinheiro. Se eu tenho minha Selic lá a 14, 15%, que seja, o que eu ganho acima disso para eu investir? Então, compensa eu investir na coção? Porque eu estou com o dinheiro investido. O prédio lá não vai sumir.
E aí essa incerteza...
Essa incerteza causa o abandono do investidor estrangeiro aqui. Só que pra nós, a gente tem que pensar até que ponto esse investidor vai tirar dinheiro e levar pra fora. Vai pra fora pra onde? Se o investidor entendeu o mercado, faz sentido ele aproveitar o nosso mercado. Por quê? Por exemplo, na semana passada, na segunda-feira, o BNDES junto ao FINEP colocou um fundo pro impulso da modernização da construção civil no Brasil. E pouca gente falou sobre isso.
Na verdade, eu não vi nada sobre isso, confesso.
É uma linha de crédito, Paulo, de 12 bilhões de reais anunciados com conjunto pela FINEP e BNDES para modernizar a indústria brasileira. Ou seja, é uma oportunidade significativa para a indústria da construção civil, especialmente no que tange à inovação e à otimização dos processos construtivos dentro das construtoras. Então, quando a gente fala, o foco da Excelente Crédito é tecnologia.
E essa informação, você acha que ela chega pra esses empresários?
Tá chegando agora, através do nosso canal. Porque a Hub, ela é inteligência. A Hub leva informação de qualidade. Por isso que é importante, nesse corte aqui, a gente entender que Essa visão geral e essa relevância dessa informação para o mercado da construção, ela auxilia estrategicamente a tomada de decisão. Por quê? Essa linha de crédito está focada em tecnologias como sensoriamento, remonto, inteligência artificial, internet das coisas, robótica. E o que mais falta na construção civil, Paulo?
O que mais falta? Mão de obra, né?
Sim.
Uma das coisas que falta é mão de obra. E se você traz todo... Se você traz investimento com... Ou seja, pra suprir essa mão de obra com tecnologia, né?
Eu vou mudar a pergunta. Não é o que falta, mas... Quando você olha pro setor de carros automobilístico, Ele evoluiu, ele industrializou, ele melhorou? Ele otimizou com o longo do tempo, não otimizou? Você pega um carro lá, um tipo, um brava, um amarela e pega hoje. A gente modernizou?
Muito, sim.
Tá, a gente olha pro ramo da internet das coisas. Como que era a internet lá em 1990 e ela é hoje? Ela otimizou?
Muito.
E como a gente construiu em 1990 e construiu agora? Mudou? A gente industrializou?
E, inclusive, quando se fala de industrialização...
A gente otimizou. Existe tecnologia na construção civil?
Não. Não. Eu falo com propriedade. Tem muita gente fazendo marketing, mas, eu falo, no Brasil, não.
Para quem busca, Paulo, estruturar e otimizar processo usando inteligência artificial, tecnologia e oportunidade, essa que é uma fonte de financiamento estratégico. É a chance que a indústria brasileira tem de utilizar de um financiamento para poder melhorar a sua capacidade de adaptação tecnológica. É necessária uma transformação digital para o setor da construção civil.
Rafa, nesse caso, essas empresas que saem na frente, que vai lá e já, ou seja, já consegue ali sua parte para fazer investimento, esses caras vão sair na frente assim... Anos assim na frente.
Pensa comigo.
Ou você tem um limite por empresa, como que funciona isso?
Então, lógico que tem um limite, porque senão uma empresa consumiria os 12 bilhões, mas veja bem, desde que você consiga mostrar que você vai aplicar isso, vou dar um exemplo, tá? Empresas de construção civil, elas podem, por exemplo, acessar recursos para poder investir em software de gestão integrada, por exemplo, plataforma BIM.
Que é uma das maiores dores do mercado. O mercado sofre muito com isso.
Beleza, mas a gente tem um recurso agora pra investir em software de gestão integrada. Sistema de automação de carteira de obra. Ferramenta de análise de dados pra tomar de decisão. Esse recurso é para isso. Então, quando a gente pensa em aumento da produtividade e eficiência dessas empresas, a modernização através dessas tecnologias, elas permitem a gente reduzir desperdício, otimização de cronograma de obra, permite o melhor controle dos custos, permite um aumento da segurança do trabalho. Por exemplo, a robótica pode ser implementada em tarefas repetitivas, por exemplo, ou de alto risco. liberando a mão de obra que já está escassa para atividades mais complexas ou que exijam um refino melhor.
Um refino melhor, um complemento daquela tecnologia.
Que exija um ser humano.
Sim.
Porque daí eu trago a arte, porque para a arte eu preciso do ser humano. Então eu posso investir tecnologia pra tirar o risco do ser humano e eu melhorar o mercado de trabalho, ao mesmo tempo eu tô otimizando as questões tecnológicas e eu tô trazendo qualidade pro meu canteiro de obra.
Tô adorando esse Desconstrue Cash, cara. Muito, muito, muito legal. Por quê? Porque assim, eu tô... Tá rico? Muito rico. Muito rico. E, assim... Eu estou aqui pensando, a pessoa que está tendo acesso a esse tipo de conteúdo que está sendo gerado aqui... Hoje mesmo eu estava... Geralmente eu acordo e tal, eu pego ali uns 40 minutos para ler ou então ver alguma notícia. E a gente estava falando desse novo túnel que vai ser construído, da ligação ali no Santos-Barujá. E assim, é muito investimento acontecendo. E aí vem uma última pergunta para você aqui da minha parte. Como que está o mercado brasileiro? Ele está preparado para esse tipo de construção? Porque, quando eu falo não só da construção, por exemplo, eu participo de grandes obras com investimento muito maior, como esse que vai ser agora, espero que saia a liberação desse túnel ali, mas a grande questão é, a gente está entrando agora no ano, no próximo ano tem eleições.
Sim, mas você perguntou se está preparado o nosso mercado. Cara, assim, eu acho que nós podemos estar preparados, mas não estamos. Vou dar um exemplo. Essa própria linha de financiamento, ela pode ser usada, por exemplo, para inovação em material e método construtivo. Eu estou na linha de... Para materiais, por quê? Com certeza. Porque esses recursos, eles podem apoiar a pesquisa e desenvolvimento de novos materiais. Pode ser utilizado para pesquisa e desenvolvimento. de novos materiais e recursos, desde que se comprove que isso está sendo utilizado para pesquisa e desenvolvimento. Implementação de método de construção modular pré-fabricado. Ou seja, se você depende fortemente de automação e precisão, é tecnologia, logo a gente consegue utilizar esse recurso.
Entendi.
Financiamento específico. Mas a indústria nossa, ela precisa pensar em geração de valor agregado dentro da cadeia. Porque você tem uma obra, igual você falou do túnel, uma obra complexa. Só que quem vai executar isso? Porque a obra já vai acontecer, já está para acontecer e provavelmente a gente vai trazer um consórcio de fora para poder fazer. Por quê? Porque a gente não desenvolveu aqui dentro. As empresas não estão preocupadas com longo prazo, com médio prazo, de se preparar para essas grandes obras. Como é que nós pedimos um país melhor se nós, como empresários, como empresas, como ramo do setor da construção civil, nós não nos colocamos e nos adaptamos de uma maneira consistente a estar preparado para quando a revolução e a atuação realmente possam acontecer?
As principais obras que acontecem no Brasil atualmente são feitas por consórcios externos.
O que eles precisam entender é o seguinte, utilizar esse recurso e usar essas informações que nós estamos trazendo, a adoção da tecnologia de ponta, ela não só otimiza os processos internos, mas ela também permite que nós possamos oferecer serviços com maior valor agregado. Ou seja, a gente pode oferecer construções inteligentes, edifícios com maior eficiência energética. Tudo isso forma um cenário de geração de valor dentro da cadeia produtiva. Isso faz com que nós nos tornemos referenciais técnicos relacionados à indústria de fora e façamos com que o nosso capital intelectual e o nosso capital produtivo cresçam em relação ao capital estrangeiro. Isso aumenta a soberania nacional, traz inovação, mudança, educação e tecnologia para todo esse setor da construção civil que carece de tudo isso. Porque nós estamos falando de oportunidades regionais. Desses 12 bilhões de reais do FINEP com o BNDES, só para você ter noção, 2 bilhões são exclusivos para a região Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ou seja, isso cria um incentivo direto para essas regiões. Para que empresas de construção civil nessas áreas busquem projetos de modernização e inovação nessas áreas. Isso faz com que a gente tenha algumas vantagens. Você já pensou sobre isso?
Sim, eu fico imaginando, inclusive, a quantidade de gente, de famílias que serão impactadas.
Exatamente. E aí você mexe com a economia local, você fomenta a economia local, porque tem mais gente trabalhando, mais gente consumindo. Consumo aumenta o produto, o produto aumenta a produção interna bruta, ela cria riqueza e ela desenvolve. O desenvolvimento gera desenvolvimento. Pense o seguinte, empresas nessas regiões que souberem aproveitar essas linhas de crédito para modernizar essas operações, elas terão uma vantagem sobre os concorrentes que não investem em tecnologia.
Sim, porque isso dá possibilidades. Se aquela empresa não tem capital pra investir em tecnologia, tá tendo agora. Eu tenho recurso, eu tenho um meio de conseguir.
Exatamente. E pensa o seguinte, o investimento em tecnologia nessas regiões, que hoje não tem tecnologia, ela pode fomentar o surgimento de empresas. Por exemplo, startups, empresas de tecnologia locais. Por quê? Essas soluções pra construção civil precisam acontecer. Então, não só a construção civil, mas toda a cadeia ao redor é afetada. Por quê? Eu tenho uma startup que faz desenvolvimento de software e eu vou ter uma tecnologia empregada dentro da construção. O que vai acontecer?
Eu vou... Sim.
Vão convergir para o mesmo ponto. Eu vou desenvolver a cadeia de valor localmente. E é isso o que a HUB pode auxiliar. Porque nós temos a conexão com essas linhas de crédito. Nós temos a conexão... desenvolvimento local e ajudar também na tomada de decisão. Então, nós não somos meros criadores de conteúdo, nós ajudamos as empresas a tomarem as melhores decisões. E isso é Hub.
É, isso é Hub. Isso é desconstruir. É o que a gente tá fazendo aqui agora. Vocês nunca tiveram acesso a esse tipo de conteúdo agora do lado de cá. Eu estou me permitindo proporcionar, porque, de fato, a gente precisa... Tem a informação, a gente precisa passar isso adiante, né, Rafa?
Com certeza. E você trouxe um ponto e eu vou te trazer um contraponto. Exemplificando o porquê nós não estamos preparados. Recentemente, a gente tem agora, e eu gostaria de falar exatamente desse projeto, que é um dos maiores projetos do setor construtivo no Brasil, e poder trazer especialistas para a gente conversar sobre isso, que é o projeto Salvador Itaparica. É um projeto de uma ponte e ele vai ser executado por um consórcio chinês.
E esse eu faço questão de visitar, porque é perto da minha terra, né?
Exatamente. E isso é um exemplo notável da participação das empresas internacionais em grandes projetos no Brasil. Mas a questão é, o que nós estamos aprendendo com isso? Isso vai mudar a infraestrutura no Brasil? Vai trazer reflexão para o nosso setor da construção civil? Por que os nossos líderes não estão aqui na mesa conversando conosco? Por que eles não vêm para dentro desse grande movimento de conexão das soluções de construção civil, que é o que nós propomos para eles? Nós não somos o hoje, eu sou a oportunidade do teu despertar amanhã. A HUB é a oportunidade que o setor da construção civil tem com as empresas de amanhecer com um dia mais claro.
É, e o nosso propósito sempre foi unir, ou seja, derrubar, quebrar aqueles muros, ou seja, desconstruir. Derruba aqueles muros e constrói pontes para que a gente consiga, de fato, ter um país melhor, uma construção melhor. Eu acho que está tudo ali alinhado nesse sentido.
Sim, e são duas empresas chinesas, um consórcio e uma empresa, uma rail, que elas vão, elas têm know-how. Aí a questão é, Será que o nosso governo já está colocando, vai colocar engenheiros nossos pra gente aprender com os chineses? E a gente trazer, e a gente começar a fazer esses projetos? Será que a próxima grande ponte vai vir já com uma empresa brasileira? O que nós podemos aprender com isso?
Porque... E a grande questão, né? De onde vão, ou seja, qual é o material? De onde vem esse material pra construção dessa ponte?
Sim, mas mais importante que isso, Paulo, você citou uma questão importante. Você falou de material, então vamos colocar localmente, tá? Bahia e Itaparica, beleza? Qual é o impacto direto na construção civil? Acho que essa é a primeira coisa. Qual é o impacto direto? Geração de emprego e de demanda. Isso que você traz, material, eu posso dizer o seguinte, um projeto dessa magnitude gera uma demanda substancial por mão de obra, por material, por equipamento, por serviços especializados. por toda a cadeia.
Por tecnologia, né?
Tecnologia.
Que é o que a gente estava.
Falando tanto nesse podcast. Exatamente, perfeito. Então, quando a gente olha isso, isso é um beneficiamento da cadeia produtiva local. Gera serviço, emprego sim, mas gera demanda, que gera mais emprego, que gera mais consumo, que gera mais produto, que fomenta local. E agora, eu estou chamando a atenção para uma coisa importante, que é a transferência de tecnologia e conhecimento.
É, esse ponto eu não tinha me atentado.
É o principal! Porque o que a China fez ao longo do tempo? Abriu as portas do mercado chinês, reduziu o preço da mão de obra, fez com que as empresas estrangeiras fossem pra lá e aprendeu com elas. E hoje tá melhor do que elas. Paulo, eu consigo juntar dinheiro e comprar um carro. O que é mais fácil? Comprar um carro ou ter o conhecimento para construir um carro?
Não, é comprar um carro. É mais fácil.
Então, o que é mais escasso e o que vale mais?
O conhecimento.
Exatamente. Que era aquela nossa conversa. A presença de um consórcio internacional chinês no Brasil, ela pode trazer novas técnicas construtivas que nós ainda não dominamos. Ela pode trazer padrões de engenharia que nós ainda não dominamos. Pode trazer abordagens de gestão de projetos que nós ainda não temos.
Rafa, e aí tem um ponto importante, né? A empresa brasileira que participa de um projeto como esse tem uma oportunidade assim...
De absorver esse conhecimento.
Sim, de absorver esse conhecimento.
Imagina uma técnica construtiva utilizada na China, que os caras constroem prédios em dias, e a gente conseguir trazer pra cá.
Sim.
Olha o tanto de inovação. E o padrão dos processos de engenharia? Quanto nós podemos aprender? Como a gente aborda uma gestão de projeto? É a melhor forma? O que nós podemos aprender em relação a isso? Então, a HUB, ela traz a possibilidade dessas empresas estarem dentro dessas grandes situações, porque a gente consegue avisar com antecedência. A gente consegue deixar isso muito mais claro e dentro de um projeto. Porque quando a gente fala tomada de decisão, às vezes uma visão uma abordagem sobre um determinado assunto ou tema faz com que você tome uma melhor decisão estratégica para o teu negócio.
Inclusive, o próprio tempo da chegada da informação. Quando eu tenho uma informação ali, eu tenho tempo hábil para absorver aquilo e conseguir adotar um plano de ação para, enfim, conseguir tratar aquilo, realmente, eu consigo sair na frente.
E, por exemplo, se a gente pegar... Saiu um resultado recente, desde 2014 a gente verifica os estados líderes em inovação. Por que dois bilhões daqueles 12 bilhões são para a região Norte, Nordeste e Centro-Oeste? Porque você sabe quais são os últimos estados do Brasil em inovação? Os três últimos? E você sabe qual é o primeiro?
Com certeza você sabe.
Lógico.
Qual que é o primeiro, Rafa?
O primeiro é São Paulo.
O primeiro é São Paulo?
Você sabe qual é o último? Você não vai ficar triste?
Espero que não seja a minha cidade.
Alagoas.
Puta que pariu. Sério, Rafa?
Seguido por Maranhão e Acre. Então, desde 2014 que a gente olha, então assim, nós temos lá na ponta, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Na outra ponta, Alagoas, Maranhão e Acre. Em 2015, Santa Catarina era a terceira colocada. São Paulo sempre no topo. E Santa Catarina sobe para o segundo lugar em 2020 e se mantém em 2025. Já o Paraná era o sexto cinco anos atrás e agora é a terceira. O Rio de Janeiro caiu da segunda para a quarta posição.
Cara, nossa, essa notícia não é que me deixou triste, mas... Porque eu tenho uma visão, na verdade, se você pegar as melhores notas de alunos, de profissionais, vem da região.
Vem do Ceará e do Maranhão.
Sim, Ceará e Maranhão.
Só que é um movimento recente. Então, o movimento de se criar pessoas inteligentes no Estado não quer dizer que aquele Estado se utiliza daquela mão de obra.
E é justamente sobre isso.
Então, esses caras, onde que eles estão? A maioria do cearense hoje ocupa as cadeiras no Ita, aqui em São Paulo.
Quando você fala de quando você leva essa oportunidade para o local, tem até um caso recente, não recente que aconteceu.
Quando a gente leva esse desenvolvimento da indústria para o local onde estão as mentes pensantes, eu desenvolvo aquele espaço.
Sim, tem o caso do quando na construção aqui da imigrantes, da rodovia dos imigrantes, eu tenho várias pessoas que eu conheci lá que eu vou pro Nordeste e as pessoas fizeram a vida durante essa obra, ou seja, eles vieram com a família pra cá, ficaram durante todo esse processo de construção e voltaram pras suas terras. Show!
E tem uma coisa importante nisso tudo. Quando a gente olha esse movimento de dança das cadeiras, que eu falei lá de cima, e das oportunidades que nós temos, a inovação deixa de ser exclusividade dos grandes centros, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, e ela está se espalhando para outras regiões. Isso é ótimo. E quando a gente percebe que as regiões estão atraindo investimento, que é o caso desse fundo, e isso impulsiona novos negócios, impulsiona o desenvolvimento local. Então a gente vê um avanço no empreendedorismo. naquelas micro-regiões. E a gente vê surgir polos de empresas ligadas à tecnologia na construção. Por exemplo, startups. Empresa que tem potencial de inovação e uso de tecnologia é a definição de startup, certo? Então, elas nascendo em vários locais, faz com que fomente o mercado local e melhore a questão da inovação no país como um todo. Porque não é legal a gente ter polarizado essa questão.
É bem... E, cara, esse episódio tá riquíssimo. Você quer parar por aqui? Quer continuar?
A gente vai finalizar já, porque a gente precisa fechar o ciclo de inovação. Mas a gente precisa primeiro entender que, assim, eu tô falando só de Brasil, mas quando eu olho, por exemplo, existe um índice global de inovação. E aí eu vou deixar essa questão para reflexão. A Organização Mundial da Propriedade Intelectual, olha que interessante, existe uma Organização Mundial de Propriedade Intelectual, ela é a MPI, tá? Ela que mede o IGI, que é o Índice Global de Inovação, beleza? Na edição mais recente do IGI, que foi o ano passado, em 2024, a gente tem o quê? O Brasil Esse índice mede 133 países. O Brasil é o número 50 em inovação.
50, Rafa?
50.
Resumindo, temos muito aí pra... Só que.
Eu vou te alarmar. Em 2023, a gente era o 49. A gente caiu uma posição. Mas, apesar do recuo, a gente avançou numa outra área.
Qual?
Dentro da América Latina, a gente passou Chile e México. Então, localmente, nós estamos bem. Você viu como é importante a gente entender? A gente conectou aqui a relação das questões terifárias dos Estados Unidos, a posição que nós estamos com eles, a questão da China, como a China nos enxerga, como os Estados Unidos nos enxergam. A gente entendeu que tudo não se trata de quem ganha ou quem perde, mas de como que é a nossa negociação. E por que a gente se posiciona globalmente de um lado ou de outro. E o quanto isso pode refletir nas nossas decisões, como você disse, do nosso voto que vai ter eleição ano que vem. Como que isso precisa refletir para os formadores de opinião. Precisa refletir nos donos das empresas porque eles precisam de pessoas para trabalhar. E a gente precisa de boas decisões. Só que o país, ele reflete o seu povo.
É, e diante de tudo isso, né? Como que podemos nos beneficiar?
Sim.
Você trouxe o exemplo, inclusive, dessa transferência de tecnologia.
Com certeza.
Então, isso é um ponto, assim, que ficou bem... Foi um ponto importante desse bate-papo que fizemos agora, pra mim.
E para finalizar, Paulo, fica muito nítido que se nós não nos desconstruirmos como quintal americano, nós nunca seremos soberanos. É necessário uma desconstrução da nossa síndrome de país virar lata, de povo virar lata. A gente precisa confiar mais nas nossas pessoas e não desistir. E o recado que eu deixo Pra você especificamente, não você Paulo, mas você, é que eu sei que as coisas agora parecem inseguras. Eu sei da sua insegurança, eu sei como tá o teu coração. Mas confie nos processos, confie nas pessoas, confie no povo como um todo, porque nós já passamos por muita coisa e vamos passar por mais juntos. Então acredite, nós podemos ser melhores. E aí a única coisa americana que dá pra gente utilizar nisso tudo é a forma como o Barack Obama enfrentou em 2008 a crise do setor imobiliário. E eu até brinco e finalizo com ela. A gente às vezes acha que não vai conseguir. Que nós não podemos. E acho que a resposta nossa, a única que nós podemos dar para o mundo é Yes, we can.
Yes, we can.
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