Sistema Construtivo Bloco BR: Inovação e Produtividade na Obra | Podcast de Construção

In this ConstruCast podcast episode, host Paulo interviews Neolimar, a self‑made entrepreneur from a humble background. The conversation begins with a reflective exercise where Neolimar lists positive and negative life events across four age brackets, revealing a childhood of scarcity, the impact of his parents' separation, and a life‑changing motorcycle accident at age 28 that left his right arm partially paralyzed. He attributes his resilience to faith, family, and a drive to turn adversity into purpose. Neolimar recounts his early work in construction alongside his father, his rise to coordinating works, the creation of his own construction company, and a later financial setback caused by a misguided partnership. A spiritual awakening leads him to develop the Bloco BR system – a lightweight, EPS‑core wall panel with an interlocking polypropylene mesh. The system’s dimensions (90 × 68 cm, thicknesses 10‑20 mm), weight (≈55 kg/m² versus ~200 kg/m² for conventional masonry), rapid installation (≈10 days for a 100 m² house versus 77‑80 days), thermal and acoustic benefits, and structural weight savings (reduced foundations, steel, and pillar sections) are detailed. Safety aspects such as fire‑retardant EPS, the mesh preventing delamination, and anchoring capabilities are explained. Neolimar emphasizes the product’s cost competitiveness, claiming it is cheaper per square meter than traditional block while delivering higher performance, and notes that the market share for alternative systems is currently ~10 % versus 90 % for conventional brick. The episode closes with Neolimar’s vision of leaving a legacy of innovation for the construction industry, inviting listeners to visit the factory and underscoring the message that one can choose to be a victim or a change‑maker. The episode is sponsored by Hub e Construção.
Chapters
Sejam bem-vindos! Hoje vocês vão conhecer uma história surpreendente no episódio, e o melhor, eu vou fazer uma dinâmica, uma surpresa. O convidado não tá esperando, mas eu já tô avisando aqui, então fiquem até o final. E inclusive, antes de finalizar, vai ter uma surpresa para você. ConstruCast Arquitetura e Engenharia em Construção. Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. O convidado de hoje, ele tem uma história muito parecida com a minha, e a gente vai entender o que que essas pessoas que passam dificuldade, que tem um pouco mais de difícil acesso para chegar em alguns lugares, como isso a gente usa de combustível para quebrar barreiras e vencer na vida. Neolimar, seja bem-vindo.
Obrigado, Paulo, satisfação, prazer estar com você aqui hoje.
Neolimar, primeiramente obrigado por sair de tão longe para vir aqui participar desse bate-papo. A gente fala aqui que a gente não se conecta com as empresas, a gente se conecta com as pessoas e a sua trajetória de vida é muito bacana, é muito motivadora e eu faço questão de compartilhar aqui com a nossa audiência agora para começar. Quem é o Neolimar?
Eu sou um homem que tem sonhos, que cresceu numa família humilde e que até hoje, diante das dificuldades, diante dos percalços que aconteceram na minha vida, eu consegui vencer as barreiras e chegar até onde eu cheguei. Mas o principal disso tudo, eu me considero uma pessoa iluminada, onde Deus colocou me deu as mãos e me mostrou o caminho que eu deveria seguir sempre. Colocou as pessoas no momento certo e na hora certa. E eu acredito que estar aqui hoje nesse podcast com você também é o momento e a hora certa para que eu possa contar um pouco dessas maravilhas, dessas bênçãos que eu recebi.
Obrigado, Neulimar. Agora eu vou fazer uma, vou começar pela primeira vez, eu vou começar esse episódio. Você que ac acompanhando pelas plataformas de áudio, você não vai conseguir participar dessa dinâmica, mas eu tô com uma folha de sulfite, eu vou te dar essa folha, tá? Eu quero que você escreva aí rapidinho, só para você lembrar a sua memória, de uma coisa boa ou duas coisas boas que aconteceu na sua vida, do 0 aos 10. Dos 0 aos 10 anos de idade.
Boa, boa.
E você que tá acompanhando de casa também, seria muito bacana, vocês vão entender depois. Agora faz um risco embaixo e escreve duas que você considera ruins dos 0 aos 10 anos, acontecimentos na sua vida. E no final desse episódio vocês vão entender o porquê disso. Pode ser uma mesmo, tá, Núria? Mas pode ser um ponto marcante, tá? Agora você pega, continua embaixo, só mais uma, tá? Agora uma, é, uma coisa ou duas ruins que aconteceu do, dos 10 aos 20 anos de idade. Agora duas coisas boas que aconteceu nessa época dos 10 aos 20 anos. Agora coloca dos 20 aos 40, a mesma coisa. Você pode anotar aqui, tá? 0 a 10, 20. Terminou, né, Olimar?
Terminei.
Você se sente à vontade para compartilhar algumas coisas do que você escreveu com a nossa audiência?
Tudo que tá aqui, não tem nada que eu queira esconder ou não possa falar.
Então vamos lá, o que que aconteceu assim que te marcou de bom dos 0 aos 10 anos de idade?
De bom, Eu coloquei que foi através do trabalho, que eu via minha mãe, meu pai trabalhando. Eu entendi que se a gente se esforçasse, se a gente trabalhasse, dedicasse, a gente tinha possibilidade de crescer e ter algo e mudar aquela realidade de escassez que a gente vivia.
Bacana. Agora, o que que você colocou de ruim nessa fase da sua vida, dos 0 aos 10 anos?
Exatamente isso que eu falei, a vida escassa Porque a vontade de ter, até de comer as coisas e não ter, essa escassez de comida, de se vestir, de não poder fazer as coisas. E também a vontade de, né, a vontade, mas quando eu vi as pessoas com a condição melhor naquela situação, eu pensava: o que que eu tenho que fazer para poder um dia viver isso? Então essa escassez, essa falta me mostrou exatamente isso. O que que eu tinha que fazer? Era ruim, mas foi um combustível também para eu poder dar um passo à frente.
Legal. Agora você que tá acompanhando, que tá assistindo os nossos canais, se puder compartilhar esses trechos também da sua vida, fazer essa dinâmica junto com a gente, vai ser muito legal. Agora, Neolimar, próxima fase. Você agora tá dos 10 aos 20, uma pessoa mais consciente. Duas coisas ruins que você entendeu que aconteceu na sua vida.
Talvez um divisor de águas foi a separação dos meus pais. Se tornar— eu tinha referência de família, meu pai, minha mãe, e de repente meu pai nos deixa para ficar com outra pessoa e minha mãe é que assume a família. Eu e minhas duas irmãs fizemos parte de uma família onde a mãe era o pilar, a sustentação de tudo. Não tinha mais aquele pai como referência. Então eu entendi que Aquela família que eu olhava e entendia que era algo bom, ela se acabou.
É, mais uma vez a mulher sendo protagonista aí numa família. E de bom, o que aconteceu nessa fase na sua vida?
De bom, dos 10 aos 20 anos?
Dos 10 aos 20.
Aí foi onde eu tive a minha profissionalização, aonde eu me aperfeiçoei na área que eu trabalhava, me tornei profissional. E a partir daí eu também tive a minha independência financeira. Foi aonde eu fiz o quê? Eu me separei. Que eu trabalhava com meu pai, mesmo depois dele separado com a minha mãe, eu fui trabalhar com ele e houve um rompimento ali, mas não foi um rompimento de briga, mas eu segui um caminho e ele continuou sendo o profissional na área de construção, que ele era pedreiro, ele continuou com as obras e eu me tornei uma pessoa que passou a coordenar obras e tocar obras sozinho.
Já com essa idade?
20 anos.
Basicamente um bebê.
Um bebê.
Agora vão compartilhando vocês que estão acompanhando também, por favor, agora o último trecho que é: dos 20 aos 40, duas coisas ruins que aconteceram e duas ruins e duas boas. Tá.
A primeira—
Pode ser uma também, tá?
Não, foram duas e duas eu falo que acho que tem coisas aqui que marcaram muito. O acidente que eu sofri, que foi em 2005, dia 26 de fevereiro. Tive a oportunidade, eu nasci de novo ali naquele dia depois de um acidente de moto. Eu tive uma lesão de plexo, perdi parcialmente os movimentos do braço direito. E aquilo ali foi o quê? Eu tava vindo numa escalada profissional muito boa, estava muito bem, tanto financeiramente quanto profissionalmente. Mas ali a minha vida parou, eu senti o chão sair debaixo dos meus pés naquele momento. Eu tive que dar o quê? Uma nova direção para minha vida, começar de uma nova forma, entender o que eu estava vivendo para eu, a partir daí, trilhar essa nova direção. E também eu consegui, depois disso tudo, que eu falei assim, agora tudo Foi ruim, aconteceu isso e tal, mas eu peguei e comecei de novo a minha vida, comecei a minha vida financeira, fui bem-sucedido. Mas também nesse período aí aconteceu o quê? Eu fiz investimentos errados e infelizmente eu tive o quê? Como dizem, né, no termo, eu quebrei financeiramente, experimentei o gosto amargo disso. Porque tinha pessoas que estavam no meu convívio o tempo todo junto comigo, vivendo comigo, e essas pessoas fizeram o quê? Se afastaram.
Então você tinha quantos anos quando aconteceu esse acidente? Você perdeu, você perdeu o movimento do braço direito?
Perdi. Eu tinha 28 anos.
28 anos. E o que que aconteceu de bom nesse período dos 20 aos 40?
Eu casei. O casamento, ter uma família, saber que eu tava começando a minha vida junto com uma outra pessoa e nós juntos iremos construir um futuro. E nesse período eu falo que o divisor de águas para minha vida foi o nascimento da nossa primeira filha, a Clarice. Porque quando eu tive esse problema financeiro que eu contei para você, tava bem-sucedido, aí você toma um tombo financeiramente, você vê as pessoas se afastando, as pessoas indo embora, e você começa a ter dentro da sua vida aquele pensamento: o que que eu fiz de errado? Para que direção que eu escolhi que não era certa? E você costuma até questionar Deus, né, de falar assim: Por que comigo? E nesse momento eu tenho um momento muito pessoal meu que eu compartilho com você, que é o seguinte: Marcela grávida. Aí, no dia 17 de junho de 2016, foi o nascimento da Clarice. Eu acompanhando o parto da Clarice, eu me lembro da cena. Eu dentro da sala de parto, a médica fez o corte para fazer a cesariana, e quando eu Eu levantei para ver por cima assim do pano, eu lembro quando ela pegou no rostinho dela assim, que ela torceu o rostinho da Clarice, eu vi aqueles olhos olhando para mim assim, eu falei: aquele dia eu senti o olhar de Deus na minha vida, algo que penetrou dentro dos meus olhos e foi no coração, porque eu senti assim Deus me mostrando: eu estou te dando uma nova chance.
Eu vou chorar no chão.
É muito forte porque Não era um filho que tava nascendo, mas era o próprio Deus mostrando para mim: não é, o erro não tá em você, não tá, mas é o caminho que você escolheu, e eu vou te mostrar que você tem algo a mais para você pensar. E ver aquele filho, né, que dependia só de mim e da Marcela naquele momento, eu falei assim: poxa, olha a generosidade de Deus! Ele me deu alguém, ele cuida de mim, mas ele me deu responsabilidade para cuidar de alguém também. E aquilo ali Foi o combustível e o motor para eu disparar e hoje estar onde que eu estou na minha vida.
E agora eu peço uma pausa para você que tá ouvindo, assistindo. Você acha que a sua vida é difícil até aqui? Cacetada de vida, né, Limar? Se eu te admirava, eu tenho certeza que você não contou nem 1%, porque quando eu fiz essa dinâmica com você, pelo que a gente conversou aqui nos bastidores, pouquinhas, pouca coisa, eu tenho certeza que você o forte mesmo você não tá compartilhando aqui com a gente. Mas isso é para mostrar para vocês que por toda a história de sucesso, sabe aquela coisa que eu falo, né? Eu ouço muito às vezes as pessoas falando: o empresário no Brasil, ele é sempre vilão, né? É o cara que enfim tá ali e as pessoas não têm noção do que que essas pessoas passaram para chegar Onde está? E você contou essa história até os 40 anos. Hoje você tá com quantos anos?
49.
Você teve alguma dificuldade depois aí desse movimento dos 40 aos 49?
Tive.
Conta uma pra gente.
O grande desafio foi nesse período, eu estava financeiramente quebrado, eu não tinha direção. Acabei de falar para você, nasce a primeira filha, aí a responsabilidade de ter que alimentar, sustentar alguém E ali surge a oportunidade da minha vida. Eu falo que até então eu vivi uma vida não mundana, mas uma vida que eu não entendia o agir de Deus dentro de mim e no que eu fazia. E a partir daí eu comecei a entender, porque depois do nascimento da Clarice eu comecei a olhar o mundo de outra forma. Eu falei: eu tenho que buscar algo mais. E me veio um sentimento: eu preciso de servir a Deus de alguma forma. E lembro que nesse dia, conversando com a Marcela, que é minha esposa, estava na missa, assistindo a missa, e eu falei para ela: eu tenho vontade de fazer alguma coisa aqui na igreja, servir. Ela falou assim: se coloque à disposição. E foi incrível como essas coisas foram acontecendo. Primeiro convite para fazer um retiro, né, no final de semana. Logo depois, o convite para poder participar do Ministério da Palavra, se tornar ministro da palavra dentro da igreja. Fiz esse aperfeiçoamento, esse curso. E junto com isso, não que eu estou dizendo que porque eu busquei Deus e ele me deu algo financeiro Foi o contrário, as coisas foram acontecendo naturalmente. Eu conheci o produto que eu trabalho hoje, eu comecei a trabalhar com o produto.
Mas não fala ainda o produto.
Isso, eu vou só falar um pouquinho do como foi essa experiência. Às vezes a gente imagina o seguinte, tem que ter uma visão 3D do que a gente vai fazer. E no dia que eu conheci esse produto, que eu comecei a trabalhar com ele, eu enxerguei as coisas para frente. Eu vi casas, eu vi prédios, eu vi ele em todos os lugares, mas eu não vi assim porque eu enxerguei numa revista ou na TV. Nos meus olhos isso estava assim, era uma imagem que tava na minha frente. Eu fiquei assim um tempo mudo, calado, para entender que tinha um propósito maior. E a partir daí as coisas foram acontecendo. O aprofundamento que eu tive dentro da palavra de Deus, na busca por Deus, me mostrou que Se eu não tivesse ele como o centro de todas as coisas, se ele não fosse o caminho, a direção para eu ir, eu também não iria encontrar mais nada na minha vida. E ali foi a grande virada de chave. As dificuldades aconteceram, claro. O produto que eu hoje trabalho, ele não era conhecido no mercado. O desafio era trazer ele para o mercado, fazer com que as pessoas conhecessem, entendessem o porquê desse produto e como era a concepção dele. Hoje, ver ele posicionado no mercado, as pessoas vão olhar e falar assim: ah, poxa, não tem história. Tem uma história muito forte e tem uma dedicação à palavra de Deus em tudo isso. Depois, quando as pessoas conhecerem, quando a gente entrar nesse assunto, eu vou falar um pouquinho mais dele. E volto para minha vida e digo assim: eu achei que até os 40, quando eu tive lá a minha prosperidade financeira, minha independência, tinha sido o melhor momento. O melhor momento é hoje, que eu tô vivendo.
E agora eu queria te interromper um pouquinho, você falou uma coisa que é muito legal. O melhor momento é hoje, é agora, não importa o que você tá passando.
Sim.
Mas o melhor momento é hoje. E agora, eu não ia falar do seu produto, não ia mostrar seu produto neste episódio, a gente ia fazer um episódio especial para você falar da sua trajetória, do produto, da empresa e etc., mas eu faço questão nesse episódio de mostrar O que que uma vida sofrida é capaz de fazer com um homem que tem garra, que tem coragem, que tem vontade? Então não precisa falar do seu produto, eu vou chamar daqui a pouco, pedir para minha produção trazer, e eu faço questão de mostrar. E eu tenho exatamente a certeza do porquê e como esse produto nasceu. Não é à toa que quem tá acompanhando e prestando atenção nesse podcast tá, já entendeu que ele nasceu na obra O pai dele era pedreiro, com toda dificuldade de separação dos pais, ele continuou ali. A mãe continuou tocando a casa, mas você continuou na vida de obra, muitas vezes ferido com a situação da separação dos seus pais. Perfeito. E isso eu tenho certeza que é o resultado do produto que hoje de fato está revolucionando a construção. E o melhor, você não precisa de uma mão de obra qualificada. O mesmo pedreiro que tava sofrendo no sol A mesma família que tava sofrendo no calor, seu produto traz qualidade de vida para quem tá construindo, um pedreiro normal tradicional, não precisa nem de qualificação profissional. E aquelas casas que as pessoas sofrem de calor ou de frio, esse produto resolve tanto um quanto outro.
Perfeito.
Então agora eu queria que você falasse um pouquinho mais, antes de eu falar do seu produto, que eu que vou apresentar, Fala um pouquinho o que que te faz seguir tão firme nesse propósito, com tanta coisa que aconteceu com você. Eu nunca te perguntei, eu percebi de fato que você não movimenta esse lado do braço, é do direito. E o que que te faz continuar tão firme nesse propósito de vida, Neolimar?
Paulo, o que eu posso te falar é o seguinte, contando um pouquinho dessa trajetória, desse acidente lá atrás. Em 2005, quando o acidente aconteceu, quem está nos ouvindo pode pensar o que que isso impactou. Impactou que você vem na trajetória, você vem naquela, naquela aceleração, né, que você tá com apenas 28 anos, passou toda dificuldade, poxa, tô no melhor momento, e de repente, como eu disse, o chão se abriu e eu caí dentro de um buraco. Nessas horas, duas coisas vão acontecer na vida do ser humano. Você pode buscar uma nova direção ou você pode parar no tempo e dizer o seguinte: me tornei vítima das minhas próprias ações. Porque estar no passeio que eu fui, aconteceu acidente, foi escolha minha, ninguém me colocou lá. Eu entendo que se Deus permitiu, ele sabia do tamanho da cruz que eu posso carregar. E a partir dali, o que que aconteceu? Esses 2 anos que eu fiquei, né, fazendo tratamento, cirurgia para recuperação do plexo e outras coisas mais, eu tive aquele déjà vu na minha vida, que eu voltava e pensava: será que meu braço volta a mexer? Quando eu entendi que a lesão de plexo é muito mais séria do que um simples quebrar braço, perna ou qualquer outra coisa, eu entendi que eu precisava tomar um rumo. E ali que foi a direção, ali começou. Eu peguei e falei assim: não, eu vou fazer a diferença, eu não quero ser vítima, não nunca fui e não vou ser. Se eu já passei por tudo isso lá atrás, hoje é a hora de eu falar assim: então tá, eu quero ser exemplo, eu quero tornar a minha história um legado para que as pessoas entendam que não é porque eu tenho um movimento parcial de um braço que eu não posso ser uma pessoa que crie e que mude a vida das pessoas. Ali naquele primeiro momento eu fiz o quê? Eu criei uma construtora e comecei a trabalhar com obras. O ofício que eu sabia lá atrás, que era trabalhar com obras, que eu aprendi, eu coloquei ele na prática para ganhar dinheiro. E fui bem-sucedido, entendi como é que o sistema funcionava, fui buscar as obras, fiz parcerias com a Caixa Econômica para fazer obras com imóvel na planta, fiz o primeiro imóvel na planta da minha cidade, depois fiz o maior prédio da outra cidade, fui indo. Só que tudo são escolhas, como eu te falei, e a minha escolha errada foi lá no finalzinho, como eu te disse para você, perto dos 40 anos, quando eu decidi fazer um novo negócio. Não era minha experiência, não era o meu ramo. E ali eu escolhi as pessoas. Eu demorei um tempo para entender que também eram escolhas. Eu me sentia mal falando que os meus sócios fizeram isso. Eles não fizeram isso sozinhos. Eu escolhi eles, eles me escolheram, e nós juntos tomamos as decisões erradas. E quando você passa a ter consciência que a sua vida são decisões e você assume os seus erros, muda tudo. A direção vai mudar. E quando eu cheguei lá na frente, né, ó, sair dos 30, do acidente, né, 28, cheguei nos 30, montei a construtora perto dos 40, muito bem financeiramente, fui investir em outro negócio, quebrei. Senti, né, uma coisa foi o quebrar físico e o outro esse quebrar financeiro. Esse daí, Paulo, ele tem algo que é amargo. Doído ao extremo. Porque quando você tá muito bem, você vive essa pompa, né, que você tem status, as pessoas te conhecem, todo mundo tá te bajulando e quer alguma coisa de você, porque você é aquela pessoa que proporciona isso para alguém.
Você é útil financeiramente, perfeito.
Você às vezes é escada para alguém chegar em algum lugar. Eles vão te usar dessa forma. E quando isso aconteceu comigo, eu falo assim, pessoas que andavam dentro da minha casa comigo, que viviam dentro da minha casa, simplesmente sumiram. Eu vou falar uma coisa para você que machucava muito. É época de redes sociais, todo mundo vai lá, tá olhando uma rede social. Eu vi a postagem das pessoas que andavam final de semana incrível com pessoas incríveis, e eu não fui convidado. Então eu falei: eu não sou mais uma pessoa incrível, eu não sou uma pessoa legal mais. Mas por quê? Por causa do meu financeiro. E ali Deus me mostrou uma outra coisa. Você tem que entender o propósito da sua vida. Até então eu vivia muito pelo que as pessoas e o mundo me mostrava. E quando eu chego nesses, né, nesses 40 anos que nasce a Clarice e que eu conheço o produto e que eu passo a fazer parte de uma comunidade e viver uma vida espiritual intensa, aí sim eu falo para você que tudo começou a fazer sentido. As pessoas que Deus colocou no meu caminho, as pessoas que passaram a frequentar a minha vida, sim, eram pessoas com o mesmo propósito, mesma direção. Já não existia mais o que você tem, e sim o que nós somos e o que nós buscamos, o que é importante, qual é o centro das nossas vidas. E nesse meio tempo também, até os 49, aí nasceu Heloísa, né, que é a minha filha do meio, que tem 5 anos hoje. A Clarice tem 9, a Heloísa tem 5. E eu falo que se era bom um filho, dois então foi melhor ainda, porque quando eu me tornei pai da Clarice, a situação financeira era apertada. Eu era pai de primeira viagem, Marcela mãe de primeira viagem, não Não sabia muito bem como lidar com filho, como todos não sabem, né? Mas quando nasce a Heloísa, aí vem o curtir, porque o filho chega, você já não tem medo, os medos do primeiro filho, você já começa a curtir mais aquilo, aquilo vai te trazendo cada vez mais alegria, cada vez mais emoção, e você sente que cada vez mais Deus está te mostrando, ó, o caminho é esse, você precisa seguir nesse, é isso que você tem que fazer. E financeiramente você vê as coisas acontecendo Não porque existe uma promessa financeira, mas é porque você passou a fazer o que é a vontade de Deus.
Muito bem. Agora eu quero aproveitar para a gente entrar numa outra etapa, que é o que surgiu depois de toda essa história. Aproveitar para agradecer o apoio da Hub Construção, que tá patrocinando esse episódio. Produção, podem trazer o segredo desse, o que tá por trás da história desse produto, por favor? Traga um desmontado que eu quero montar aqui na frente, se possível. O outro lá, o outro. Esse não, o outro. Esse é o— então traz por aqui, pode trazer por aqui. Vamos lá, gente, para quem é pedreiro assim como eu, quem viveu na obra, É só olhar para essas placas, imaginar que isso aqui é um tijolo, tá? Qual que é a diferença de um sistema construtivo tradicional, falando de blocos, tá? Vocês podem ver, ó, tem o mesmo sistema, primeira fileira, segunda fileira, ele segue uma amarração. Só que o segredo desse daqui, o que tá por trás, ele É muito mais leve. O Neolimar vai explicar um pouco para vocês. Quando você vai colocando, ele já fica acabado, já fica rebocado. Para quem é azulejista ou coloca piso, percebe que ele tem aqui algumas amarras aqui que faz a divisão de um bloco entre um bloco e outro. Terminou, já tá rebocado, já tá finalizado. Você só faz a parte de rejunte aqui, de acabamento das juntas. Ah, depois eu quero passar uma massa corrida, você pode usar uma massa mineral para, enfim, deixar ele mais, sabe, aquele acabamento perfeito. Depois vem com a tinta. Mas, ah, não, não quero, só quero colocar tinta por cima, o sistema tá pronto. Neurimar, fala agora o que que é esse produto e que ele proporciona para o mercado, porque isso é só uma parte da história que tá por trás do desenvolvimento desse produto que veio para revolucionar o mercado da construção civil e trazer agilidade para o setor.
Paulo, te apresento o Bloco BR. Isso aí, pareça rápidas. O nome já é Bloco BR porque eu tenho orgulho de ser brasileiro e ter nascido nesse país maravilhoso onde o sol nasce para todos, as oportunidades existem o tempo todo e quem quer fazer a diferença, tem espaço para fazer isso. Esse bloco nasceu com o intuito, se você pegar minha história, que eu falo que lá atrás eu trabalhava desde os 8 anos dentro de obra com meu pai, eu carregava tijolo para poder ajudar ele, ele colocando tijolinho por tijolinho dentro da obra. Se eu fosse voltar lá nos 8 anos, eu jamais imaginaria que hoje, aos 49, eu estaria aqui falando para você de um novo método construtivo. Lá atrás a construção civil, e hoje ainda muitas vezes ela tá atrasada, ela tá caminhando a passos lentos, porque o que nós temos hoje no mercado oferecido, que é o tijolo de barro ou tijolo de cimento, ele é uma construção morosa, pesada, ela não tem eficiência térmica, não tem eficiência acústica. E o bloco BR veio nessa pegada, você falou muito certo, com carreiras, ele segue o assentamento do tijolo normal que a gente tem, só que com uma diferença, uma placa que mede 40 por 68. Ela tem várias espessuras.
E agora, só para quem não é pedreiro, quem não é profissional da área, porque investidores também escutam a gente, assistem aos nossos vídeos, e donos de casa. Às vezes as pessoas falam: Paulo, eu quero construir uma casa. E dependendo do convidado que vier aqui, eu falo: antes de construir sua casa, o seu prédio, dá uma olhada nesse sistema. Qual que é a diferença de uma placa dessa para um tijolo tradicional? Em tamanho, tá? Depois a gente fala da composição, como que funciona o sistema construtivo.
Uma placa mede 90 de comprimento por 68 de altura, tá? Existem espessuras, igual eu te falei, pode ter 10, 13, 15, 20 e outras de acordo com a necessidade da obra. A grande sacada, se você pegar um tijolo de 20 por 30, que é o que se mais usa hoje em obra, você tá falando de 12 placas desse tijolo por vez. Mas talvez o número que vai assustar muito mais as pessoas que estão ouvindo é o seguinte: quando eu pego 1 metro quadrado de parede, se eu cortar 1 metro quadrado de parede chapiscada, rebocada e assentada e colocar em cima de uma balança, por norma, sem erro de prumo, que isso é muito difícil de acontecer, eu tô trabalhando em torno de 200 kg por metro quadrado. Quando eu pego a placa, né, do bloco BR, e se eu cortar 1 metro quadrado e colocar em cima dessa balança, ele vai pesar apenas 55 kg. Eu tô dizendo 1/4 de peso. Além de ser um alívio estrutural, que a gente vai ganhar outras coisas que a gente vai explicar daqui a pouco para você, tem a parte muito melhor nisso tudo. Você tem um produto que ele, pelo tamanho, né, e formato dele, ele vai te proporcionar agilidade no assentamento. Só para a gente poder tratar aqui números, porque isso é muito importante para quem não tem conhecimento, se eu pego uma casa de 100 metros quadrados, eu tenho aí em torno de 180 a 200 metros quadrados de parede nessa casa. Se eu medir todas as paredes, altura, comprimento, eu vou ter em torno de 180 metros quadrados de parede. Vai variar um pouquinho. Se eu pegar alvenaria convencional, colocando tijolinho por tijolinho, depois voltar chapiscando, rebocando, eu vou gastar em torno de 77, 80 dias de trabalho com 2 profissionais fazendo isso. Com o bloco BR, apenas 10 dias.
10 dias. Agora uma pergunta que não quer calar, que todo mundo quer saber: preço, quanto custa e tal. A gente vê muitas inovações aí no mercado que, ah, eu tô inovando, eu tô industrializando, e a minha solução construtiva ela é competitiva na questão financeira, tanto quanto a metodologia de fechamento tradicional, que são os blocos de fechamento, etc. Nesse sistema construtivo, ele é competitivo Ou seja, imagina que eu vou fazer um fechamento em parede ali, é importante quando eu vou fazer um fechamento com bloco, qualquer tipo de bloco, eu preciso considerar: coloquei ali os blocos, eu vou chapiscar essas paredes, depois eu venho, faço o reboco, né, que muitos conhecem como embolso, depois eu venho, passo a massa corrida ali, a massa mineral, faço o acabamento, depois vir com a pintura. Esse é um sistema que ele já chega pronto, então é importante considerar essa conta também.
Perfeito.
Considerando tudo isso, ele é competitivo tanto quanto outro sistema?
Eu quero te dar um outro número então, Paulo, antes da gente falar se ele é competitivo ou não. Por que que alvenaria convencional hoje ela domina 90% do mercado? As outras tecnologias, inclusive o bloco BR, tá dentro delas, nós hoje temos uma fatia de 10%, e hoje 90% é o tijolo de barro, com isso que você falou: moroso, sem eficiência térmica, acústica, um processo lento e pesado. E por que que ele funciona? Custo. É o mais barato que tem. É o mais barato que tem. E eu posso te afirmar com todas as certezas e números, porque matemática é uma ciência exata e ela vai provar isso, que o bloco BR ele consegue ser mais barato do que alvenaria convencional por metro quadrado. Ele oferece eficiência térmica, acústica, redução de peso, velocidade de construção e ainda consegue ser mais barato. Então você tem um produto que Ele chega no mercado não prometendo, mas fazendo o que é possível ser feito. Entregar velocidade, diminuir a mão de obra e no final de tudo o custo menor.
Aí o legal de tudo, né, quando você faz essa conta, eu aqui como leigo sobre os sistemas construtivos, eu já entendi que você também vai ter uma economia absurda na estrutura do seu empreendimento.
Cara, você tocou num ponto primordial. Quando nós vamos fazer os cálculos de estrutura da obra, você vai considerar peso, né, por laje, por viga e tudo isso. Aí você coloca alvenaria que você tá colocando, os revestimentos, e tem uma conta para isso por metro linear de parede. Quando nós trabalhamos com o bloco BR, a gente tá reduzindo um quarto para um quarto desse peso. Para você entender, quando você coloca essa carga no cálculo de estrutura, você vai ter uma redução das estacas que você vai bater para obra, vai diminuir quantidade e dimensão das estacas. Depois, os blocos de fundação vão ficar menores e com seção de aço menor. Pilar, automaticamente você vai ter diminuição da seção de aço e seção de pilar. As lajes, você vai reduzir carga nelas também. No final da obra, a redução que você teve, você vai reverter para comprar as paredes com bloco BR. Então, na verdade, ele não traz só economia no fechamento, mas a economia da estrutura ajuda a pagar depois o fechamento.
Da obra. Agora uma curiosidade, aqui é uma, aqui é, essa placa ela tem uma composição, você se sente à vontade para falar como funciona essa composição? Assim que eu fiquei curioso porque aqui dentro é EPS, tá? Você pode falar como que funciona a composição para nossa audiência entender e também eu quero tirar algumas dúvidas.
Vamos lá, quando a gente fala de EPS, que é o poliestireno expandido, a gente tem que deixar bem claro que existe um poliestireno expandido, um EPS próprio para construção civil, que ele não é tóxico e que ele não propaga chama. Então ele tem um extinguinte que você, ele é colocado na composição dele, que quando a chama encosta nele, ele vai queimar sim, você tirou, ele para na hora e ele não produz fumaça preta, fumaça tóxica. Para entender melhor, eu tô falando isso, Paulo, porque as pessoas falam assim: mas eu vou botar isopor na minha obra e se pegar fogo, que eles vão—
é por isso a minha pergunta. Inclusive eu tenho outra pergunta depois que é: mas e essa parte de incêndio, como que isso é tratado, né?
Vamos lá, então vou pular essa parte para depois te responder. Aí eu tenho o EPS no núcleo, aí a grande sacada do bloco BR tá aí, o que a gente não tá vendo aqui agora, que é uma tela que faz o envelopamento. Para quem tá vendo aqui, ó, você tá vendo a marca dela? A tela ela passa em volta de todo EPS e é intertravada, ela passa um gancho de um lado para o outro Exatamente, passa um gancho de um lado para o outro. E quais são as vantagens de você ter essa tela e esse intertravamento? Que bom que essa parede está aqui para eu te explicar. Pensa o seguinte, Paulo, você fez uma parede, aí depois que ela tá pronta você fala assim: quero pendurar um armário de parede aqui. As pessoas perguntam: mas eu posso pendurar armário? Sem problema nenhum, eu tenho uma parede pronta para isso. Quando eu vou pendurar um armário numa parede, é óbvio que você Pela própria inércia, né? Eu coloquei peso aqui, eu vou estar movimentando a parede, o lado de cá. Então, se eu tenho na alvenaria convencional, né? No tijolo que eu reboquei, quem tá ancorando esse reboco é o quê? É o tijolo, no chapisco, tá? E ele é uma estrutura rígida que é feita de barro queimado depois, né? É uma cerâmica queimada. No caso do bloco BR, e por que nós usarmos a tela, é o seguinte: quando eu coloco peso do lado de dentro nesse armário, essa trava que tá do lado de fora com essa tela, ela trabalha o lado de fora. Da placa. Então a placa, eu não tenho movimentação interna, eu não vou ter desplacamento, eu não vou ter perigo que isso aconteça no futuro. Só para você pensar, se eu falasse assim, então, mas se eu não tivesse a tela, qual seria o perigo? O perigo seria o seguinte: se eu fizesse ancoragem dessa argamassa no EPS apenas, o EPS não tem função de tração.
Tá, eu entendi. E para você que é leigo, o que que acontece se eu— depois a gente vai falar sobre, eu tô falando, deixando bem didático, Para quem não entendeu também entender, porque às vezes eu sou pedreiro e eu quero convencer o meu cliente a usar as placas. Então é importante que eu explique também para que o dono dessa residência, desse prédio, entenda. Vamos lá, se ele pega e coloca o reembolso direto no EPS, se acontecer, imagina que ele vai fazer alguma reforma e ocorre algum desplacamento, Ou melhor, isso vai acontecer um desplacamento porque o reboco, ou melhor, essa argamassa, ela tá direto no EPS. Quando ele coloca essa tela, ele cria uma proteção de um lado para o outro.
Então, além da fixação da argamassa no próprio EPS.
Então, mas aí quando você coloca essa tela fazendo essa ancoragem de um lado ao outro, você não vai ter problema de desplacamento. Então é uma segurança a mais.
A verdade, não dá para abrir mão disso, Paulo.
Vamos para pensar. E aí é importante, porque acredito que não sei se existe outros produtos como esse no mercado. E aí é importante se atentar, porque aquela coisa, né? Uma vez veio um grande construtor aqui que história, etc. Então tô trazendo esse alerta para quem, enfim, para quem resolve aí se arriscar no mercado. Ah, mas essa placa é igual. Eu tenho consciência que vidro não é tudo igual, que ACM não é tudo igual. Então é importante entender o que que tá por trás de cada produto que a gente tá usando em nossos projetos. Continue.
É tão importante isso que você falou, Paulo, que nós temos que ir para um outro lado. Quando nós colocamos um produto no mercado, nós somos corresponsáveis por ele, porque a eficiência dele está diretamente ligada a quem criou, a quem concebeu esse produto. E acho que é muito importante eu te dizer uma coisa: se eu colocar ele, ah, eu posso usar em casa, edifício, pode, galpões, o que você quiser. Ele substitui alvenaria convencional como vedação. Onde eu colocaria um, eu coloco o outro com muito mais eficiência. Porém, para para pensar o seguinte: É o alerta que eu faço para quem vai fazer a sua residência e usar esse tipo de tecnologia. Se você faz ancoragem da argamassa direto no EPS com adesivo de cola, que existe, você tá trabalhando um produto químico, que é o EPS, que ele é expandido com vapor de água, e depois você passa uma outra química, que é essa cola. Todo adesivo ele tem um prazo de validade. Se você pegar lá o bujão da cola, ele vai falar: é válido de período tal período tal. Mas depois que você aplicou, quanto tempo de eficiência ele tem? 5 anos, 10 anos? O que que a gente sabe? Que essa placa, quando ela tá exposta às intempéries, sol, chuva, frio, né, o que que acontece? Ela chega até 75, 80 graus de temperatura com sol escaldante da tarde, mas também quando eu tenho o anoitecer, ela vai chegar aí aos seus 15, 16 graus. Então eu pico de aquecimento e resfriamento ao mesmo tempo. E o que tá ali dentro é um adesivo que ele vai ter que esticar e vai ter que retrair ao mesmo tempo, falando a grosso modo. E o EPS tem uma outra coisa: o EPS, quando ele é colocado a essas intempéries, com o tempo ele tende a diminuir de tamanho. Não é visível, mas 1 milímetro ou coisa parecida.
E aí, e aí eu quero, só para complementar, uma última pergunta que faz todo sentido, que As pessoas devem estar se perguntando em casa, mas e como ele tem, né, essa intertravamento, não o intertravamento, mas essa flexibilidade, né, o EPS ele traz essa flexibilidade. Como que você trabalha essa argamassa, né, porque ela tem uma função também, tem que ser antichama, lógico. Como que funciona essa parte de acabamento aqui?
Legal, que pergunta boa.
Tá segurando o EPS, que vai evitar uma série de coisas, inclusive chamas.
Legal. Quando nós começamos, nós pegávamos os materiais que tem hoje no mercado, areia, cimento e plastificantes, e colocávamos nessa argamassa. Só que a gente tinha um problema: o bloco, ele ficava com peso muito elevado, tá, muito elevado. E o grande desafio nosso era o quê? Era diminuir peso Por dois motivos: primeiro, para a gente reduzir na estrutura da obra, mas segundo, para o profissional trabalhar com conforto. A nossa placa, ela mede 90 por 68, pesa apenas 30 kg. Só para você entender, se ela tivesse 90 por 68 e não tivesse a nossa tecnologia, né, com aditivos, o que que ia acontecer? Ela pesaria 47 kg. É uma redução de 36% no peso dessa placa. E essa argamassa que foi desenvolvida com a parceira nossa, que depois nós vamos falar dela também, nos proporciona ter um acabamento único, redução de peso, e a gente não perdeu segurança. A gente ficou com uma placa resistente, leve, e isso que você falou, ela trabalha bem no calor, trabalha bem no frio, e essa tela de polipropileno que nós criamos junto com essa argamassa foi o casamento perfeito. As duas tecnologias se encontraram tão bem que elas não produzem trinca, fissuras. Você tem uma placa o tempo todo estruturada, onde eu não vou ter bigode nessa parede porque a tela não deixa que isso aconteça. Eu vou eliminar verga contra verga da obra, então você vai ganhando só velocidade. E além de tudo, a segurança que você tem, que não vai ter desplacamento, que não vou ter problema futuro, que é o que eu tava falando antes com você. Pensa você fazer um prédio, você tá lá no alto, daqui 5 anos começa a cair pedaço de parede lá de cima. O problema não é cair pedaço de parede, é quem tá embaixo.
E um, só um para complementar antes da gente encerrar. Quando eu uso um, você desenvolveu a placa, se você não usasse essa solução de aditivo para fazer essa parte de ancoragem, etc. Essa placa, ela estaria mais pesada, óbvio. Só que quando eu vou utilizar um sistema construtivo, eu preciso ter acesso, no caso, ah, imagina que, por que que antes era pesado, não deu certo? Aí eu fui atrás do mercado, encontrei um parceiro, ele chegou e trouxe uma solução para o meu produto. Eu, enquanto usuário lá, final, eu preciso certificar que eu estou comprando essa placa de você e eu tenho que ter uma rastreabilidade da empresa que está, que é fornecedora desses aditivos, ou não necessariamente? Não sei se você entendeu a pergunta, porque quando eu, imagina, eu tô usando a placa, se ela gera algum problema para mim, é a pessoa que tá, o fornecedor de aditivo, ele é coautor Sim, se você tem um problema, entendeu? Então eu tô te perguntando isso justamente porque, ah, eu resolvo comprar esse sistema construtivo, de repente ser um distribuidor, e aí, ah, eu vou querer, vou reduzir custo, vou atrás de um fornecedor barato. E sabe aquela coisa, o famoso barato sai caro? Então, para fechar, eu preciso, eu tenho que ter a rastreabilidade de quem que é a empresa que tá fornecendo esse aditivo ou não para Sistema construtivo, sim, tanto que a nossa parceria vai além do fornecimento.
Nós temos os aditivos com o nome próprio do produto, então não tem como você chegar no mercado e falar assim: eu vou comprar esse. Não tem, não é vendido, ele é exclusivo para quem é fabricante, para quem trabalha com o Bloco BR.
Então você respondeu, fechou, já respondeu a pergunta, aquela pergunta que: ah, eu tenho esse produto, Não tem. Então no mercado, se é outra marca, não tem.
Não tem.
Não é o mesmo produto, não é o mesmo aditivo.
Não é o mesmo aditivo.
Ponto, respondeu. Tem mais alguma coisa que você gostaria de falar antes da gente encerrar esse episódio?
Dizer o seguinte, que esse produto nasceu com esse intuito de trazer flexibilidade, facilidade para o mercado, mas pensando que toda vez que você usa uma placa do Bloco BR, você está compartilhando de uma história de alguém que trabalhou e que trabalha para trazer inovação, versatilidade e trazer cada vez mais coisas boas para a construção civil. Eu digo para você que os parceiros que trabalham comigo, as pessoas que trabalham comigo, os colaboradores, todo mundo que tá junto nesse projeto Bloco BR, sente sempre essa energia boa de algo que veio realmente para ficar, para fazer a diferença. E nós temos algo muito diferente de todos, nós não temos medo de falar quem são os nossos parceiros, quem trabalha conosco e por que que nós viemos. As vezes tem aquele negócio: "Ai, eu não posso isso." Se a pessoa falar assim: "Eu queria lá na sua fábrica visitar e conhecer a fábrica do Blockberry." Pode ir, não tem problema. Eu não tenho nada para esconder, muito pelo contrário. O que nós desenvolvemos e que é nosso, só os parceiros têm. Agora, conhecer o produto, tá aberta para visitação a nossa fábrica.
É isso aí, Núlio. Mas eu falo que os loucos fazem coisas extraordinárias. Agora eu queria que você falasse aí suas palavras para a gente encerrar esse episódio, eu já deixo aqui o convite. Eu tenho outras perguntas para fazer, mas acho que esse ainda não é o momento, senão vai ficar muito extenso. Mas eu fiquei muito contente, muito comovido com essa história. Eu choro muito, eu me segurei aqui para não chorar, mas o legal é que a gente consegue entender o que que tá por trás de um produto como esse, porque às vezes a gente vê só o resultado. Mas, ou seja, não é alguém que se aventurou no mercado, ele pegou uma dor e transformou aquilo em algo transformador.
Eu digo para você o seguinte, Paulo, minhas palavras para quem está nos ouvindo e que pensa que tudo é difícil e que só o outro tem facilidade. Lá atrás, quando eu sofri o acidente, que eu falo que foi divisor de águas, onde eu perdi o movimento do braço direito, e que para muitos que hoje, se a gente pensar que 98% das pessoas do mundo são destros e canhotos 2%. Eu me tornei um canhoto não porque eu quis, porque foi necessário. Ali eu entendi uma coisa, já falei isso, vou repetir: eu podia ter sido vítima, eu podia ter me encostado no problema, mas eu disse o seguinte: não, eu não vim nesse mundo para ser vítima, eu vim aqui para fazer diferença e deixar um legado. Exatamente essa história. Eu quero que as pessoas no futuro, quando vêm Quando chegarem numa obra e verem o bloco BR dentro dessa obra, ele acontecendo, sim, o intuito foi ganhar dinheiro para melhorar a vida da minha família, dos que estão próximos a mim, mas acho que o principal legado que eu quero deixar é que eu trouxe uma inovação para a construção civil, eu trouxe algo diferente que vai mudar a vida das pessoas para melhor.
Essa foi a história do Neolimar, que como vocês puderam vê até aqui, cara, teve um, teve todos os motivos do mundo para parar, para se vitimizar, mas não parou e fez, e está fazendo algo que transforma a vida das pessoas. Agora a pergunta que eu deixo aqui para você antes de encerrar: você é vítima ou você é a pessoa que faz a diferença? Esse foi mais um episódio aqui do ConstruCast. Afinal, conhecimento também se constrói.
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