Soluções de Impermeabilização | Priscila Bezerra | Construecast | Paulo Barros

Podcast episode (ConstrueCast) in which host Paulo Barros interviews engineer Priscila Bezerra (founder of Obra Seca) about her personal trajectory from technical course to engineering and specialization in impermeabilização. The conversation covers common pathology causes (infiltration, capillarity, condensation), practical prevention/repair guidance for foundations and floors, career/entrepreneurship challenges (including gender pay gap and anxiety during transition from CLT to entrepreneurship), and proposals to produce more technical, visual content to educate applicators and clients.
Questions this video answers
83%
2010
Since 2014
Argamassa polimérica (impermeabilizante) + proteção mecânica + pintura/emulsão asfáltica (barreira de vapor)
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Constricash. Como vocês podem ver, eu estou de rosa, porque eu estou com uma engenheira que é especializada em uma área que eu admiro muito, gente, impermeabilização. Ela é fundadora da Obra Seca. Priscila Bezerra, seja bem-vinda ao nosso podcast.
Muito obrigada, e eu vim de azul em sua homenagem. Tá vendo?
Você viu que troca.
Que troca, né?
Então, pra quem tá ouvindo pelas plataformas de áudio, vai lá no YouTube, né?
Sim.
Dá uma olhada no cenário, olha essa luz. Inclusive, você veio trazer beleza pro nosso podcast, viu?
Obrigada. É Photoshop, gente.
Não se engana, não. Photoshop? Só que quem é do audiovisual sabe que com vídeo não dá pra brincar.
Não dá, né?
Não tem... Maquiagem aqui, é tudo real. Você veio trazer mais beleza.
Obrigada.
Porque eu já estou aqui.
Boa, boa. Muito bom.
Bom, brincadeiras à parte. Priscila, o que te levou para esse mundo de impermeabilização e como que a engenharia entra na sua vida? Essa é uma pergunta meio de prática aqui, tá?
Muito bem, então posso contar desde o começo?
Claro, inclusive eu quero saber, assim, desde a sua história de vida mesmo, como que você sabe, desde os seus pais, enfim, criação, porque eu acho que o trabalho que você desenvolve hoje, né, até como influencer aí no meio, influenciando outras engenheiras, outros engenheiros, eu acho que faz todo sentido, porque as pessoas tendem a ver o resultado e não imaginam...
A trajetória.
A trajetória, razão pela qual acho super importante você falar um pouquinho aí, voltar bem no início.
Bem no início, então vamos lá. Eu venho de família humilde, meu pai é mecânico, minha mãe, muitos anos ela era do lar, hoje em dia ela voltou a estudar, então, mas durante muitos anos ela era do lar. E por ser de família humilde, a gente sempre pensa em querer mais, né? Estudar, fazer diferente do que os nossos pais fizeram. E meus pais sempre incentivaram demais a gente. Então, nós somos em três filhas. Eu sou a mais nova. E aí, a mais velha fez Direito. A do meio fez Enfermagem. E eu sempre gostei da área de Engenharia. Não sei te dizer o porquê.
Você era aquela pessoa que resolvia tudo em casa?
Não, resolver tudo em casa não, mas eu sempre fui muito prática, muito assim, objetiva. Quando eu vi a minha irmã estudando, a mais velha, aquele montão de livros, né, que direito, estuda muito, códigos, e você vai conversar com ela, nada é objetivo, tudo depende. Aí eu falei, aquilo não é pra mim. Um dia, eu fui também na faculdade da minha irmã do meio, que fez enfermagem, né? E eu vi umas peças que eles chamam... Peças de corpo humano. Eles chamam de peças. Então, eu vi uma mão, eu vi um fígado. Eu falei, isso também não é pra mim.
Isso não é pra mim. É legal.
E aí, como eu já gostava de engenharia, só que eu não tinha condições de pagar a faculdade de engenharia, eu fui fazer um curso técnico em edificações, que é gratuito. Então, assim que eu entrei dentro da academia, né, digamos assim, estudantil. Porém, a gente precisou trabalhar desde muito cedo.
Só uma coisa, até pra... a ideia também que a gente motive outros jovens, né, ou adolescentes que também não têm condição de ingressar numa faculdade, eu queria que você falasse, antes da gente continuar, como funciona esse curso técnico de edificação.
Ah, esse curso é fantástico, são diversas ETECs que tem do Centro Paula Souza, aqui em São Paulo tem diversas, Litoral também tem, várias regiões do Brasil tem essas ETECs que são gratuitas, então você faz uma prova, e aí você entra na faixa de corte, você conseguindo passar dessa nota mínima, você garante a sua vaga. E pelo fato de ter cada vez mais unidades, a tendência é que fica cada vez menos complexo você conseguir adentrar nessas escolas técnicas. Então, recomendo quem tem um sonho, não só na engenharia, né, mas quem tem um sonho de atuar numa área, mas não consegue pagar a faculdade, um bom caminho é você fazer um curso técnico gratuito antes.
Até pra se encontrar.
Até pra se encontrar, porque olha, faculdade geralmente são cinco anos, quatro anos, é muito tempo pra você saber se é realmente aquilo que você quer. Agora, o curso técnico é um ano e meio, então você consegue ter um petit experiência ali do que é aquela profissão e ver se você se identifica mesmo ou não. Um dos motivos também foi esse, foi a parte financeira e foi saber, será que eu gosto mesmo de obras, será que eu gosto mesmo da área de Exatas, então foi ótimo por causa disso.
Não, bacana, agora pode continuar. Falando da sua trajetória.
Olha só, era gratuito, mas eu já tinha dívidas, né? Porque a gente vai adquirindo dívidas. Então, com 18 anos, eu comprei o meu primeiro carro.
Nossa. É. Parece que você tá falando de mim ou de você?
Né? Por isso que a gente se identificou.
Meu, foi... Deu match de carro, assim. Exato.
Eu trabalhava como vendedora de roupa em shopping. E aí eu comecei a estudar, então o dinheiro que eu tinha à parte era para as minhas dívidas já feitas, no caso carro, e para por aí, tá? Não ganhava muito bem, então para por aí.
Que legal, só coisa óbvia. Gente, eu comprei meu primeiro carro, foi um Chevette 84, e ficou muito marcado, porque 84 foi o ano que eu nasci. Olha!
Que demais! Que demais! Mas aí, olha só, comecei a fazer o curso técnico em edificações e queria atuar na área. Só que, embora não ganhasse bem, também não ganhava mal. Eu ganhava para equilibrar as minhas contas e pagar o que eu já tinha feito de dívida. E aí eu estava no shopping, atendendo um homem. E assim, quem trabalha com vendas sabe que você precisa encontrar um ponto em comum com a pessoa. Pra você conseguir quebrar aquela barreira, pra você conseguir vender pra ela, né? Então, nem tinha tempo de procurar trabalho, porque eu tava ali no dia-a-dia das vendas e queria atuar na área, só que, enfim, não fui atrás, não tinha tido oportunidade. Eu tava com um homem tentando quebrar a barreira pra conseguir vender mais pra ele.
Efetivar aquela venda, né?
Efetivar aquela venda. Puxei um assunto, não deu. Puxei outro assunto, não deu. Até que eu falei, ai, poxa, hoje eu tenho prova do nada. Ele, prova? Você estuda? Eu falei, sim, eu faço curso técnico. Ele, eu tenho uma construtora. Me envia seu currículo." E me deu o cartão dele.
Que loucura!
Que loucura! Aí eu pensei, currículo? O que eu coloco nesse currículo? Eu sei dobrar roupa, eu sei... Mas enfim, estava estudando, eu queria atuar na área. Porém, eu sabia que seria como estagiária, né? Fui fazer entrevista, eu acabei passando, só que era pra ganhar 400 reais. E só a parcela do carro era 500, né? Então, já não ia pagar as contas mesmo, mas eu aceitei, porque eu falei, é a minha oportunidade. Mulher, sem experiência na área, alguém está me dando uma experiência, então eu vou aceitar. Então, durante um ano, eu fui estagiária de uma construtora e garçonete de final de semana, pra poder equilibrar as contas e não morrer de fome, Não, mas.
Sabe o que é legal? Porque, assim, você viu a oportunidade.
Sim.
Né? Você entendeu que ali você poderia se desenvolver.
Sim.
Muitas vezes você poderia crescer se não fosse lá, mas você tava numa área que, de fato, ia, sabe, pensando a longo prazo. Porque onde as pessoas se perdem é no imediatismo.
Exato.
Né? Então, assim, existe formas. Ah, tudo bem, eu preciso de mais renda. Eu vou trabalhar de sábado e domingo.
Exato.
Eu vou esticar, de repente, o meu horário, que não seja... naquele trabalho, mas assim, de alguma forma, sempre vou dar um jeito.
Exato, exato.
Que história bonita, acho que a gente nem vai falar de empreendedorização aqui.
Vai entrar agora. Aí eu me formei como técnica em edificações. Só que essa construtora, embora seja muito grata por essa oportunidade, eles buscavam estagiários, né, pra ter aquele ciclo, enfim, era a filosofia da empresa. Quando eu me formei, a proposta que eles me fizeram como técnica Estava bem aquém do que eu imaginava, então eu comecei a procurar trabalho como técnica mesmo, não mais como estagiária. E aí eu mandei currículo para diversas empresas e acabei fazendo entrevista numa impermeabilizadora, isso em 2010. Nessa entrevista eu passei e comecei a atuar como técnica de edificações, o que me deu condições de entrar na faculdade de engenharia.
Nossa, que legal!
Fantástico, né? E aí, de 2010 pra cá, nunca mais saí da impermeabilização. Então, foi por isso. Foi meu primeiro emprego como técnica, não como estagiária, né?
E é muito legal, porque assim, é... Eu sempre falo que eu não sou engenheiro, não sou arquiteto. Enfim, hoje, atualmente, não atuo diretamente dentro da obra, mas eu entendo as nomenclaturas, né? Ou seja, eu entendo todo esse processo que você precisou passar e que você conseguiu um primeiro trabalho, né? Depois desse estágio, como técnica e edificação.
Sim.
Sensacional!
Sensacional!
Entendi.
Demais, nossa, foi fantástico, de verdade. Atuar como técnica foi fantástico.
E antes da gente entrar, propriamente dito, no quesito, né, enfim, soluções pra impermeabilização, qual foi o grande desafio, né, nesse momento, assim... que você tava passando, você pensou em desistir, né? Onde você buscava forças pra continuar, tendo em vista que você, na sua criação, você não tinha ninguém da família que você pudesse fazer aquela troca, e geralmente quando você não tem ali um ciclo dentro da família, você, enfim, você fica meio solitária, porque as pessoas não falam sua língua.
Sim. É, embora meus pais tenham sido humildes, né, na criação, eles sempre foram muito apoiadores. na... Então, meu pai sempre trabalhou e colocou o que precisava dentro de casa, minha mãe sempre incentivou a gente, vai estudar, vocês precisam estudar, as três precisam estudar, então ela sempre incentivou a gente, vá. E aí, quando a gente decide atuar numa área, que foi o que aconteceu comigo, o meu sonho era fazer engenharia. Então, desafios tiveram muitos, muitos mesmo, assim como qualquer pessoa que se decide atuar em alguma área vai enfrentar. Mulher, dentro da engenharia, vai ter algumas questões a mais, que infelizmente existem, né?
Infelizmente, a mulher tem que provar um pouco mais, né? Sim.
Então, durante toda a minha carreira CLT, infelizmente, Eu acabei ganhando menos do que homens que estavam na mesma posição do que eu, só pelo fato de eu ser mulher. Então, isso acontece, infelizmente, hoje em dia, mas tá aí a gente pra poder mudar essa realidade. Mas desafios sempre existiram, e como eu sempre estava com a cabeça no futuro, quando você tá mirando no futuro, se você tropeça, não tem problema, porque eu tô mirando pra lá. Então, você segue.
Você pula o obstáculo de forma muito fácil.
Quando você não tem um objetivo, vamos supor, alguém que tá assistindo a gente, levou uma bronca do chefe, acabou o dia. Por que acabou o dia? Porque ela não tá mirando no futuro, ela tá vendo só o agora. Talvez ela não esteja mirando onde ela quer chegar. E se o chefe briga com ela, acabou o dia.
E muitas vezes as pessoas não conseguem medir, na verdade, o calor do momento, porque muitas vezes você tem um chefe legal, uma pessoa super legal que te incentiva, te motiva, mas em função de um momento você acaba deixando, jogando tudo pro alto.
Exato, exato. E quando você mira em algo maior... auxilia também você entender que aquilo foi só uma coisinha ruim pontual e bora.
É que a gente precisa olhar, inclusive, na verdade tentar olhar o lado bom das coisas.
Exato.
Porque quando a gente começa a olhar sempre o lado ruim, sabe, assim, cara, acho que tudo muda.
Tudo muda, todo instante.
Todo instante até. Eu vou trazer uma pergunta agora pra você, antes da gente continuar. Naqueles momentos que você... imagino, né? Você tá ali trabalhando numa empresa, nitidamente, e eu imagino que você já se destacava naquela época.
Vendedora, né?
Vendedora.
Gente, vendedora.
Você tá o tempo se vendendo, tanto é que você se vendeu pra mim, lá na Concrete Show, a ponto de eu ir lá entrevistar você. E ficar encantado de te trazer aqui.
Exato. Eu tenho dois filhos, né Paulo? Só pra fazer um parêntese. Eu não sei o que eles serão quando eles crescerem. Mas eu falo pra eles. Primeiro de qualquer coisa, antes de qualquer coisa, vocês serão vendedores. Não importa se vai ser cabeleireiro, se vai ser médico, se vai ser advogado, se vai ser nutricionista ou se vai ser... Não importa. Vai ser vendedor primeiro. Porque você, sendo vendedor, você se dá bem em qualquer área.
Se dá bem em qualquer área. É. Porque eu acho que quando você vende, na verdade, venda que você tem que ter empatia pra tentar entender, ó, por que que essa pessoa não tá comprando?
É, qual é a resistência que ela tem.
Qual é a resistência que ela tem. E quando eu falo vender, até é importante a gente, você entende bem disso, talvez as pessoas não entendam, mas assim, quando fala vender, você pode estar se vendendo, né? O tempo todo, quando eu falo em se vender é, eu tô numa roda com alguém, a partir do momento que eu tô participando daquilo, eu estou me vendendo, porque eu entendo o que que tá acontecendo. E se numa situação daquela, alguém tem algum problema... Sim. Como eu acompanhei aquele processo, eu consigo ajudar.
Sim.
E isso é vender, né? Vender é você tá ali numa cozinha, alguém tá cozinhando e você vai comer daquela comida, você vai usar daquela casa... Você participa, então você tá ao tempo se vendendo.
Sim, sim. Perfeito.
Vendendo algo.
Vendendo algo.
Né? Então, eu tenho certeza. Eu não vendo nada, tá?
Não!
Não. Mas as pessoas compram de mim.
Que legal. Então, você vende no subconsciente, né?
No subconsciente, porque eu acho que as pessoas compram confiança.
Sim, simpatia, confiança.
Sim. Então, quando eu vi você daquela forma, na feira, alegre, leve, sabe? Aí eu fui, lógico, entrei nas suas redes sociais, eu vi um pouquinho como que é o seu dia a dia. a sua relação, né, que você tem em casa, com seus filhos, com seu esposo. Falo, cara... Entende? Essa é a pessoa que eu quero pra minha vida.
Que legal! Obrigada!
Entende? Vamos transformar esse mercado, vamos... Acho que a sua história serve, né, como inspiração pra tantas outras mulheres, porque se você tá enfrentando um canteiro de obra.
Sim.
Né? Sendo uma mulher livre, sabe?
Sem precisar se masculinizar.
Sem precisar se... Sim.
Que, infelizmente, na engenharia, tem um rótulo, né? De que mulher, ela precisa ser máscula pra poder se aceita dentro da obra. Não. Claro, tem a vestimenta adequada, né? Pra você poder ter aquele respeito que você espera, mas você pode ser vaidosa, pode ser delicada, você não precisa se masculinizar pra poder ter respeito. Eu acho que você tem que ser você. E respeitar o próximo, né? Sim.
Eu acho que assim, você tem que viver a sua essência.
Sim, perfeito.
Porque sempre que você sai da sua essência, você não passa a verdade.
Sim, de fato.
Então, de fato, todo mundo que sonha alto, né? Eu acho que assim, pra você sonhar alto, você sofre muito, você encara umas barreiras que nem todo mundo tem coragem de... de encarar.
De fato.
Tanto quando você falou, nossa, sou engenheira especializada em permeabilização, eu falo, como assim? Aí eu falei de um episódio que eu tinha gravado aqui, falei, ah, eu conheço ele, nossa, que legal. Então, assim, a gente criou uma certa Conexão. Conexão imediata.
Exato.
Né? Então, assim, eu acho que você não... Pra mim, você não tem que provar nada.
Sim, sim. Né?
Agora, o que eu gostaria, de fato, é que o mercado começasse a entender, né? Que lugar de obra é lugar de mulher. Sim, lugar de mulher é onde ela quiser.
Sim, sim. E dentro da obra, dentro do contexto da obra, não tô nem falando só o canteiro, né, mas a administração, o contexto da obra, a mulher tem um olhar diferente do homem, que nem a gente tava aqui, vou contar. Pode contar, pode contar. Aí a Gabi veio e falou, Pri, tem uns fiozinhos aqui na sua blusa, ela veio e cortou. Você teria visto isso, Paulo?
Não.
Não, você tá vendo? Então mulher tem... Parabéns, Gabi.
Gabi, você... Você é top. Gabi é.
Mulher tem esse olhar, né? E o homem tem outro. Então o homem tem capacidade de... Vamos supor, a gente tá numa reunião, você xinga, você grita, acabou a reunião, a gente vai tomar um café e é brother...
É tudo assim, é.
É. Então o homem tem essa característica. A mulher já é um pouquinho mais melindrosa, né? A gente já sofre, sente e tal. Então cada um tem a sua característica. E a mulher tem propriedades dentro da engenharia, que são muito benéficas.
Não, mas essa questão do detalhe, assim... Por exemplo, ah, eu tenho uma forma de... Eu respeito muito, valorizo muito, né? Eu tô falando muito de mulher, porque eu sempre falo que a minha primeira casa foi uma mulher.
Aham.
Né? Então, cara, quando eu fui pai, eu não gosto de falar, porque foi tenso, né? A minha esposa passou por momentos bem tensos, assim... Aham. E naquele momento... Ah, eu não pude acompanhar, porque eu tava indo pra uma obra, né? Eu tava indo pra aquela obra... Aquela... A construção daquela... Da... Aquela obra em Altamira.
Altamira?
A usina de... Não de Itaipu. A usina em Altamira, no Pará.
Sim. Eu não lembro o nome dela agora.
Enfim, mas assim, eu... E aí ela ficou, né, muito chateada. Mas assim, eu falei assim... Eu vou voltar.
Uhum.
O momento... Assim, eu só tenho essa oportunidade de viver essa obra.
Uhum.
Né? Viver momentos incríveis, assim.
Que legal.
Queria mandar um abraço pro Flávio, da Uma Construction, que é um cliente amigo. E a gente tem essa história. Eu tenho essa história... Junto com ele.
Ficou marcado, né?
Ficou marcado. Inclusive, é um... Sim, é um grande amigo. E a gente fala dessa questão da... Das relações, né? Naquele momento, eu poderia... Não, não. Não vou nessa obra, sabe? Eu vou ficar. Deu tempo. Ficar, acompanhar um pouquinho ali e tal. Mas, enfim. Sofro as consequências disso. De vir e mexe, ela joga na minha cara. Mas eu falei... Eu vivi aquele momento. Tipo assim, eu tenho registro dessa obra. que ninguém tem. Ninguém conseguiu fazer, eu consegui. Então, são coisas que são decisões que eu tomei lá atrás, que talvez eu sofra as consequências hoje ou não, mas eu não tô nem aí, porque o importante é você se conhecer.
E também tem uma questão, Paulo, que eu trabalho bastante dentro da minha mente, porque pelo fato de ser mãe de dois, e trabalhar, e participar de eventos, ter a minha empresa, A gente acaba perdendo algumas coisas, sabe? É inevitável a gente perder algumas coisas da criação deles. Mas a gente não cria eles pra gente. A gente cria eles pro mundo. Então, é interessante a gente ter esse equilíbrio, né? A vida profissional, ela é importante, a vida como pai, como mãe, também é importante. Mas entender que a gente não vai estar juntos em todos os momentos e que tá tudo bem. Porque quando você está com o seu filho, eu tenho certeza que você se doa.
Sim.
Você tá ali com ele. Assim como eu também, quando estou com meus filhos, eu me dou 100%. Você é outra pessoa, né? Então, daqui uns anos, eles estão lá formados...
Eles nem querem andar com você.
Exato. Então, assim, a gente tem que dar o nosso melhor. A gente tem, pra todas as áreas, a gente tem que dar muito carinho, dar exemplo. Olha só que exemplo que o seu filho tem. Que exemplo que meus filhos têm. Tenho certeza que eu crio eles pra isso. Que eles vão respeitar mulheres no futuro.
Lógico.
Porque eu crio eles pra falar, olha, mulher tem tanto potencial quanto você, precisa ser respeitada tanto quanto você. Porque muitas vezes a gente reclama, né, da sociedade e tal, mas como que tá a criação do seu filho? Você já cria ele pensando que ele tem que respeitar a mulher? Então, tudo isso é importante e a gente tá criando eles pro mundo. Então, desapega desse sentimento aí.
E essa questão, quando eu falo do Pedro, do meu filho, porque assim, ele tem um tipo de tratamento comigo e tem um tipo de tratamento com a minha esposa.
Normal.
E também com a minha sogra, entende? Então, quando eu vejo algum tipo de situação, meu, eu olho pra ele e falo, tem que respeitar a sua mãe, você tem que respeitar a sua sogra.
Exato.
Porque muitas vezes, eu acho que talvez a relação dele na escola, vendo a forma como outros amiguinhos tratam, né? Tipo, as empregadas, as babás. Então, eu falo, cara, a vida não é isso não.
Exato.
Você sujou, vai limpar.
Exato.
Entende? Você deixou, você comeu, vai limbar. Você quer mexer no celular? Então, beleza. Vai ler primeiro uma horinha de livro.
É...
Entende?
Equilíbrio, né?
Então, eu acho que é equilíbrio, porque... Eu falo... Às vezes, ele... Ah, papai, eu não quero ler e tal. Eu falo... Filho, às vezes, eu também não quero.
Uhum.
Entende? Mas você vai entender que lá na frente vai fazer diferença.
Com certeza.
Né? Ele tem oito anos. E ele tá vendo... Ah, papai... É, o podcast não tem tantos inscritos como esse canal e tal, por quê? Aí eu vou explicar, ó filho, porque a maioria das pessoas preferem esse tipo de conteúdo por isso, por isso, por isso, por isso. Ó, mas elas são rasas.
Sim, é um conhecimento aqui, é um conhecimento profundo, técnico, né?
É, e aí eu falo, ó, quem quer se destacar, se aprofunda nas coisas.
Sim, sem dúvida.
E aí a gente traz exemplos. Eu falo, ó, tá vendo tal pessoa que você admira tanto, que você gosta tanto, o tio tal, o tio tal, o fulano ciclano. Então a gente começa a trazer, sabe, é uma criança de oito anos.
Que já começa a pensar, né?
Que já começa, mas ele olha, ele olha, por exemplo, papai, então eu vou te ajudar. Ele pega um, ontem mesmo aconteceu isso, ele pegou um vídeo de um influencer lá, Ele começou a me explicar, ó, papai, tá vendo aqui o seu vídeo? Ele tá dando, ó, o gráfico aqui, você faz isso… Isso aqui começou a ter uma queda. Sabe por quê, papai? Porque ele falou que a dica que ele queria dar, o segredo era esse. Agora, se ele tivesse falado, ó, o segredo é esse e tem mais um que eu vou dar no final… Sabe, uma criança de oito anos, ele falou.
Ó… Já tem essa sacada.
Esse gráfico não teria caído e você teria audiência até o final. Então, aqui tem que dar mais de 50. Eu tô falando de uma criança de oito anos.
Olha só, ele já analisa métricas. Métricas. É isso aí. Dá pra você me passar o WhatsApp dele, por favor?
Claro, tanto é que ele falou, agora ele tá estudando lá.
Olha que legal.
Ele falou, papai, eu vou te ajudar com isso. Só que promete uma coisa pra mim, papai. Ó, começa a observar a sua comunicação, porque esse problema é culpa da sua comunicação. Eu vi com o influencer tal.
Olha, que legal.
Ah, legal. Entende? Faz todo sentido.
Faz todo sentido.
Gabi, próxima lição de casa. Vamos dar uma olhada, né, como que.
As coisas... Nas métricas.
Entende? Estou ouvindo uma criança de oito anos.
Oito anos. Eu também ouço.
Eu ouço de dois, de três e quatro, porque as crianças são muito verdadeiras.
Sim, de fato.
Meu filho fala se eu tô com bafo, meu amigo talvez não.
É verdade, é verdade.
Meu filho fala se eu tô gordinho, se eu tô magrinho ou não.
O meu também. Eu tava contando aqui pra Gabi, como eu tenho dois filhos, né? Quando o meu segundo filho nasceu, o meu mais velho tinha três, mas ele já era falante, já era sincero. A gente tava tomando banho juntos. O meu mais novinho já tinha nascido. Ele olhou pra minha barriga e falou, mamãe, o bebê não saiu ainda?
Você vê?
Ai, tô tão barriguda, entendi.
Pô, assim, bicho, o trabalho é isso.
Exato, exato. E ninguém vai te falar isso, né?
Não, ninguém.
Vai falar, nossa, como você tá linda, nem parece a TV Filho. Ah, mentirosa.
É, e também isso é um problema das relações, né? Sim, sim. As pessoas têm medo de falar a verdade, sabe? É, verdade. Acho que a verdade, quando você fala... a verdade agora, você pode estar evitando que essa pessoa tenha um problema lá na frente, sabe?
É verdade.
Então, vamos viver relações verdadeiras. Agora, vamos falar de impermeabilização.
Bora! Que é minha paixão. Bora lá!
Bom, eu queria que você primeiro falasse quais são os tipos mais comuns de problemas que as pessoas têm, principalmente falando de residências, que a gente tem aí muitos problemas, principalmente causadas pelas infiltrações que vêm pelo rodapé. Eu entendo que isso acontece até por falta de conhecimento. tanto de quem tá contratando e muitas vezes dos pedreiros. Aí a gente vai resolver como que a gente vai conversar, como que a gente resolve isso e chamar atenção para aquelas pessoas que tem casa, apartamento, que vai construir prédios. Gente, dê atenção pra impermeabilização.
Sem dúvida.
Porque isso, inclusive, causa muitas doenças. Eu vejo gente tendo que mudar de casa por conta de, ah, meu filho tem asma, tem isso.
Tem uma pesquisa feita recentemente que levantou que aqui em São Paulo, 83% das construções têm problemas relacionados a infiltrações e umidade. Então, você já vê que é uma coisa muito recorrente. E por que é tão recorrente? Porque, como você falou, a impermeabilização, que é o remédio para evitar... Não é nem remédio, porque remédio é quando tem um problema. Para evitar é uma vitamina, digamos assim. Então, é algo para evitar problemas com infiltrações e com umidade. Mas vamos lá. Quando a gente vai pensar em construir uma casa, por exemplo. Qual que é a nossa preocupação como leigo, não como engenheiro, né? Que revestimento que eu vou colocar? Qual vai ser o meu mármore da pia? Qual vai ser... É aquela coisa que a gente consegue visualizar. Exato. Natural. É assim. É a casca. Ser humano é assim. É natural. Não tem nenhum demérito nisso. O que a gente precisa acrescentar nessa fórmula é que se eu não cuidar da impermeabilização, se eu não olhar para ela, se eu não executar ela corretamente, vai danificar o seu revestimento, vai danificar o seu forro, vai danificar tudo, porque os materiais da construção civil são porosos e sofrem com a ação da intrusão da água, com a entrada da água. Então falando sobre o rodapé da alvenaria que você comentou. O solo, a terra, ela tem umidade. E como os materiais são porosos, a umidade ela consegue subir, né? Por capilaridade, que é uma... esse é o nome técnico que a gente chama.
É, até eu gosto de dar um exemplo, né? Se você pegar uma esponja... Porque às vezes, ah, tal pessoa é esponja, ah... Sabe? Você ouve muito aquilo, ah, tal pessoa é esponja. Ah, mas o que é esponja? Não é porque ela absorve... Ah, a pessoa fala alguma coisa, ela absorve.
Exato.
Aí, fazendo essa analogia, né, trazendo isso pra uma obra, pra uma parede, o que que acontece? Você tem a estrutura, né? Essa água, ela entra ali pelo solo, enfim, por conta de uma chuva ou qualquer coisa do tipo, um vazamento, né? Então, isso é uma esponja que ela vai subindo.
Exato. Perfeito.
Então, e aí, nesse sentido, eu queria que você falasse um pouquinho, por exemplo, Para aquelas pessoas, vou falar mesmo daquelas construções simples. O cara tá fazendo ali muitas vezes um baldrame, uma viga, aquela área que eu entendo que é de extrema importância.
De extrema importância, porque... Como que eu resolvo isso? Então, justamente, uma vez que a água sobe, o problema já está instalado. Então a gente precisa corrigir na origem. E qual que é a correção? É criar uma barreira física. Ali no baldrame, ali na fundação, a gente precisa criar uma barreira física para que essa umidade não suba. Só que tem diversos problemas envolvidos, porque tem material, por exemplo, impermeabilizante, que é impermeável à água, mas ele deixa o vapor da água passar. Ele é aberto à difusão de vapor. Então, quando a gente está falando de um baldrame, eu preciso criar uma barreira física, que é a impermeabilização, para impedir a subida da água, tanto no estado líquido quanto no estado gasoso. Então, existe um erro muito comum dentro das construções de residência, porque ali não tem projeto de impermeabilização, que é o que eu faço. Muitas vezes não tem. Ali muitas vezes também não tem uma empresa especializada em impermeabilização executando, é ali o construtor, o empreiteiro, que acaba executando, como você falou, a entrega da chave com o empreendimento pronto. Então, um erro muito comum é o produto que é utilizado na fundação, ele precisa ser fechado a passagem de vapor. Olha só.
Eu posso trazer só um exemplo rapidinho pra contextualizar? Porque assim, eu tô tentando até trazer uma linguagem que todos entendam. O que eu tô falando aqui agora são coisas, inclusive, que eu já vivi, tá?
Todos nós? É!
Mas tem muita gente... O leigo... Ah, eu vou contratar agora um pedreiro pra fazer minha casa. Muitas vezes esse cara... Não é todo mundo que contrata um arquiteto.
Sim.
Até porque entende-se que o arquiteto vai onerar, né? Ou seja, vai custar mais caro. Muitas vezes não, né? Você vai trazer, de repente, um olhar de um profissional.
Sim.
E isso lá na frente vai ficar muito mais barato. Então, vamos lá. Eu lembro que quando meu pai tava ali construindo casas e outros pedreiros, enfim, quando ele tava fazendo aquela estrutura, a parte da fundação, nas colunas, beleza, vai o concreto, enfim, enchia as colunas, e onde ia as vigas, né, você tem ali as sapatas, os baldrames e tal, eles colocavam, às vezes, eles colocavam uma lona preta.
Lona preta, tá.
Né? É uma barreira física. Só que essa lona, ela estava pegando partes. Por exemplo, ela não estava ali onde você tem a sapata, né? Onde você desce ali agora que me fugiu o nome.
Ela pode sofrer também um rasgo, né?
Um rasgo. Então, quando você põe o concreto ali, dependendo do tipo de pedra ou daquele tipo de material que você está utilizando, a força, ela pode sofrer um rasgo até o próprio... Pela própria estrutura, né? Do aço ali, do ferro. Como que essas pessoas podem, de repente... Onde essas pessoas podem buscar uma forma de resolver aqueles problemas? Enfim, de uma vez por todas.
De uma vez por todas. Então, impermeabilizar...
Dica contra o infeste, vamos lá.
Anota aí, que aí você não tem mais problemas em rodapé de ovenaria. impermeabilizar com produto, não com uma lona, porque a lona acaba sendo algo empírico, não é algo que é técnico, mas ok. Então, se você vai construir a sua casa agora, já considere, pergunte para o construtor o que é que ele vai impermeabilizar a fundação. O ideal é que seja, por exemplo, uma emulsão asfáltica.
O que é uma emulsão asfáltica?
É um material pintado, como se fosse uma pintura, só que com base de asfalto. E o asfalto vai ser essa barreira de vapor, ele vai impedir que essa umidade suba. É muito comum a gente fazer esse sanduíche, argamassa polimérica, proteção mecânica e pintura asfáltica. Esse é o o arroz com feijão que a gente recomenda para baldrames e para afundações como radier. Por quê? A argamassa polimérica é um impermeabilizante que não vai deixar a água passar, mas ele deixa o vapor. A gente faz uma proteção mecânica para proteger ela e aplica uma pintura asfáltica por cima para a barreira de vapor. Não vai ter problema. Anota isso, hein? E se tiver, me liga.
Inclusive, o contato da Pri vai estar aqui, tá? Na descrição de todos os canais. Onde você vê um vídeo com ela, tem o contato, né? Pode falar direto. Só que aí não terminou. Tudo bem, eu fiz essa estrutura. Dependendo do tipo de construção, eu tenho contrapiso. Direto ali na terra. Tudo bem que eu faço ali a barreira com brita, né? Tenho toda aquela drenagem. Como eu resolvo também essa questão do contrapiso? Porque tudo bem, né? Ah, eu resolvi uma parte, mas e essa outra? A água vai passar.
Se for, por exemplo, um piso de madeira, a preocupação tem que ser maior ainda, né?
Sim.
Essa madeira vai canuar, a gente chama, ela vai entortar com aquela umidade. Então, também tem que entrar com um impermeabilizante fechado à barreira de vapor. Não adianta só argamassa polimérica, e esse é muito comum as pessoas impermeabilizarem somente com argamassa polimérica. Só que ela não tem, ela não tem, ela é aberta à difusão de vapor, ela deixa o vapor passar. E o vapor é maléfico também para as nossas estruturas nesses casos.
Entendi. Por que eu estou trazendo esses casos hoje? Porque é onde tem geralmente os maiores problemas. São pessoas que, como eu falei lá atrás e repito, muitos entendem que às vezes isso vai onerar o projeto quando você contrata um profissional. E, às vezes, também por falta de conhecimento.
Sim, sim.
Então, eu quero trazer um pouco desse conhecimento. Inclusive, falar de uma coisa muito importante. A gente tá aqui num podcast. Quem tá do outro lado, entendam que somos pessoas reais, extremamente acessíveis.
Sim, totalmente.
Acho que o que você vê, muitas vezes, numa tela, Sim, gente, é uma pessoa comum, tá? É uma pessoa comum, tá?
Eu tô ali no corpo a corpo com o cliente, é importantíssimo isso que você falou, porque eu não fico em escritório, claro. Eu preciso, parte da minha rotina, ficar também em escritório pra gente poder desenvolver os projetos, né? Mas não existe lugar melhor pra você aprender, pra você se reciclar do que pra obra. Então, eu tô sempre no corpo a corpo com o cliente. Até pra gente se reciclar, pra gente tá ali acompanhando as dificuldades, porque papel aceita tudo, né, Paulo?
Papel aceita tudo.
É, então é muito importante. E aí, você tá falando de custo, né? quanto custa um projeto, vou encarecer se eu contratar um arquiteto, se eu investir nisso vai ser um custo, eventualmente eu posso não ter esse custo, eu entendo perfeitamente, mas se você tiver um problema causado pela falta ou falha da impermeabilização, você vai ter que quebrar o seu revestimento para consertar, você vai ter que quebrar o seu forro de gesso, muitas vezes você pode até danificar o apartamento do vizinho se for um Um apartamento, um edifício. Exato. Então, tudo é análise do que isso pode me reduzir de custo de manutenção futuramente. Então, essa análise é importante você fazer. Por mais que você pense, não, isso eu não preciso, talvez seja uma prevenção de você gastar com o que você não quer daqui a um tempo. Sim.
Então, assim, quanto vai te custar isso lá na frente, né? Porque eu sempre falo, gosto de usar muito... Não filosofar sobre a vida, né? Mas aquelas crianças, por exemplo, que estão muito no celular, que o pai não se dedica em... Ah, dá o celular, tá tudo bem, a conta vem depois.
Sim, vem.
Né? Então, com projeto de impremialização, Ah, eu.
Sou suspeita pra falar. Mas olha só, como eu falei, desde 2014 que eu atuo com impermeabilização. Então, eu trabalhei nove anos executando obra. Então, eu trabalhava em uma empresa de impermeabilização. Então, a gente executava obra. Depois, passei outros três anos dentro de uma fábrica de impermeabilizante.
Da indústria mesmo, né?
Da indústria. Então eu saí da execução e fui pra indústria. Fui entender a parte química do material, desempenho, normas. Ali eu me profissionalizei, assim, de uma forma incrível. Só que também com o olhar da execução.
Sim.
Porque laboratório é tudo perfeito, é tudo controlado. Quando você vai pra obra, o bicho pega. Então foi muito bom pra ter esses dois caminhos. E minha empresa, que é uma empresa de projeto de impermeabilização, que faz um ano. Fez um ano ontem.
Olha que legal! Fez um ano dia 9 de agosto.
Exato, 9 de agosto de 2003, nós fizemos um ano. Então agora, como projetista, eu trago toda essa experiência de execução, que eu sei que o papel vai aceitar, mas na obra pode ser que não seja execuível, que eu não consigo executar, e eu trago a experiência de produto, que eu sei as limitações de cada produto, que eu sei o que é bom, o que é ruim, para fazer uma especificação para o meu cliente que vai caber dentro do bolso dele.
Você traz, na verdade, além disso, todo o network, todas as conexões junto.
Isso que é fantástico, Paulo.
E eu vou, Pri, vou te trazer uma informação muito importante.
Tá.
Pra você, ontem, a sua empresa completou?
Um ano.
Tem certeza?
Não, realmente não. Porque quando eu abri a minha boca falando, eu vou empreender, eu vou projetar, eu já comecei com contratos.
Você já começou com contratos. Detalhe, eu até tenho um escritório de arquitetura que eles se comunicavam, a gente tem um ano de existência. E eu sempre falei, não, não tem um ano.
Não tem, é toda a história, né?
É toda a história. Entende? Então, quando a gente começou a fazer esse bate-papo aqui, eu voltei lá atrás, em 2010, 2014.
Você entende?
Então, a sua empresa...
É desde lá. Eu aprendi desde lá, é verdade.
De fato. É um ponto importante. Gente, a empresa dela não tem um ano só, tá?
É, e nesse meio do caminho aí, ó, nesse um ano, que não tem só um ano, mas desde quando a CNPJ ficou ativa até hoje, que é dia 10, né? Como eu aprendi?
É, o que muda são as responsabilidades.
Não é só isso não, Paulo, posso te contar a minha experiência? Claro! Então vamos voltar lá na história. Meus pais sempre colocaram na nossa cabeça, vocês precisam estudar pra ter um bom emprego, O que é ter um bom emprego? É ser funcionário. Essa era a minha meta de vida. Não estou dizendo que é ruim você ser funcionário. Estou te contando o meu relato para vocês entenderem o meu contexto. Então, meus pais me ensinaram de que eu tinha que estudar para conseguir um bom emprego. Cheguei na faculdade, os professores ensinavam, seja uma boa engenheira para conseguir um bom emprego. Então, eu fui programada dessa forma. E aí a gente fica na ânsia de conseguir um bom emprego. Conseguir um bom emprego. Agora, eu tenho um bom emprego. O que eu tenho que fazer? Ser uma boa funcionária. Então, sempre fui com essa mentalidade. E sempre fui muito controlada financeiramente. Então, eu sabia quanto que ia me sobrar de dinheiro em dezembro do ano que vem, por exemplo.
Um ebendo. Gente, eu quero você na minha vida. Porque, assim, uma escorpiana econômica, controlada financeiramente... Ó, fala com a minha esposa. Ó, nossa amiga, tá?
Então, mas o fato de eu ser controladora me gerou uma crise de ansiedade, que era o que ia complementar agora. Então, vamos supor, decidi empreender, meu marido me ajudou muito nessa transição, porque ele é estrategista de mercado, ele é consultor, então tudo pra ele é plano de negócios. Você quer empreender? Ok, você vai largar o seu emprego, embora o nosso salário seja comprometido pra gente se manter, né? Ele falou, eu te apoio, mas vamos fazer um plano de negócios antes, você não vai empreender no deixa a vida me levar não. Então a gente fez uma análise de mercado, a gente levantou números de construtoras, quantos empreendimentos iam ser lançados naquele ano, a gente fez uma análise bem Planejamento.
A longo prazo, se não der certo até aqui eu consigo, a gente consegue se ajudar.
Exato. Então isso eu como se ele ainda não tinha anunciado que eu ia sair. Então a gente traçou toda aquela estratégia de mercado, qual seria o meu diferencial. Ele perguntou qual que é o seu diferencial. Ai, uai, eu sou legal. Isso não é diferencial.
Não, não é diferencial, imagina.
Demorei três dias pra responder essa pergunta pra ele. Isso assim, viver naquela intensidade.
Como que é o nome do seu marido?
Rodolfo. Um beijo, meu amor.
Rodolfo, vou fazer essa pergunta aqui pra todo mundo, tá? Pri, qual que é seu diferencial?
Meu diferencial é toda a minha história que eu trago. Então, eu trabalhei em obras complexas. Eu trabalhei em obras de saneamento básico, eu trabalhei em obra de infraestrutura, eu trabalhei em obra de indústria. Então, quando você fala em projeto de impermeabilização, tem alguns projetistas no mercado focados na área predial. O que são a área predial? Edifícios, comerciais, residenciais. Então, a maioria dos projetistas que atuam como eu estão mirando nesta área predial. Eu não tenho medo de fazer projeto para obra complexa. Porque essa é minha raiz. Esse é meu diferencial, entende?
Tem certeza que esse é o seu diferencial?
Absoluta. Mas você quer me dar uma outra ideia?
Eu quero.
Então vai.
Pega essa dica, Rodolfo. Sabe qual que é o diferencial dela? É abraçar a causa.
Abraçar a causa. É, pode ser. Abraçar é a obra complexa, né?
É, porque, assim, você abraça qualquer tipo de projeto.
Sim.
Não importa, porque, assim...
Desafios me motivam.
É desafio. Desafio te motiva, te move.
Sim, me move.
Entende? Então, assim, muitas vezes você não tem aquela solução. Só que a forma, essa empolgação, esse brilho no olho, a forma como você fala de impermeabilização... Sim, sim. Entende?
Falta comer essa mesa aqui.
Você entende?
É.
Então, assim...
Esse é um outro diferencial, então. Obrigada.
Não, não seria. Eu diria que é o único diferencial.
O único diferencial. Boa. É uma boa ótica.
Porque você tem a sua trajetória profissional.
Aham.
De ter atuado em obras complexas. Só que você tem também outras pessoas que atuaram junto com você.
Sim. Sim.
Entende?
Eu queria até fazer um adendo aqui pra não parecer arrogante, que obras prediais são fantásticas. Eu também atendo projetos pra obras prediais. Não estou menosprezando, tá?
Sim, não. Lógico.
Nem esse tipo de obra, nem atuar com esse tipo de obra. É fantástico também. É que naquele momento ele colocou uma arma na minha cabeça e falou, qual que é seu diferencial? Então, eu tive ali que apertar, escorrer pra entender que Ter essa postura de aceitar desafios é realmente um diferencial, né?
Então, e essa questão do aceitar desafios, né? É igual, quando a gente terminar a nossa gravação, um cliente, um amigo, parceiro, o Bruno, que é diretor da Fuplastique, uma empresa que tá inovando, tá voando no setor de construção sustentável, construção reciclada, né? Imagina, ele tira lixo, assim, toneladas de lixos, da rua, do meio ambiente.
Que legal.
Passa por um processo de reciclagem, ele constrói casas.
Uau!
100% reciclada.
Uau, que incrível.
Entende? Ele falou, Paulo, eu preciso de um... Tenho um... Tô com um desafio aqui, vamos participar de uma feira sensata. Cara, quero que você me ajude com isso. Eu tava com um monte de... Falei, meu, vamos nessa.
Aham.
E claro, e Gabi, você vai comigo. Entende?
A Gabi é parceira.
Não, a Gabi é parceira. A Gabi, assim, se joga mesmo. Se joga, é aquela pessoa que abraça. Então, eu tô falando aqui, publicamente. Tem gente que fala, é um defeito, você é muito... Mas dane-se. Entende? Então, assim, isso é um diferencial que eu demorei a entender.
Ah, entendi. Perfeito.
Tá? Que eu também, assim, ó... Daqui a pouco estarei lá, na Fuplastique.
Que legal.
Pra gente discutir. Vamos, vamos impactar, porque... A gente tá falando hoje muito de SG, SG, SG. E muita gente não tem a menor noção do que é, de fato, sustentabilidade.
Sim, sim.
Então, eu gosto dessas pessoas que são arrojadas. Que falam, não, vamos resolver o problema daquela pessoa. Vamos arregar essa manga. Não importa se é de graça ou se é um milhão de projetos.
É um desafio. É um desafio. E é assim que a gente lida lá dentro da nossa empresa. Não importa... aceitou o desafio? Tá aceitado.
Tá aceitado.
Desafio... tarefa dada é tarefa cumprida.
Não tem desculpa.
Não tem desculpa.
Não tem desculpa. E assim, de verdade, começo a olhar pra você dessa forma. Porque se eu tiver um problema hoje de impremiabilização, só se eu for muito tonto. Entendi. Eu conheço você, ah, eu conheço outras pessoas, mas o brilho no olho que você tem, me passa muita segurança pra falar, deixa eu ligar pra Pri que ela vai me ajudar com isso.
Com certeza, com certeza. Eu realmente gosto muito da impermeabilização, é algo que eu não aprendi na faculdade, eu não aprendi no curso técnico. Fiz uma pós-graduação em impermeabilização, que foi muito importante pra minha carreira, foi um divisor de águas, É importante a gente estar sempre buscando conhecimento, mas a impermeabilização nas faculdades não são abordadas e é tão importante, né? Infelizmente, a gente começou a entrevista falando que, o podcast na verdade, falando que 83% das construções tem problemas relacionados à infiltração. Então é algo que a gente precisa contar para o mundo todo. Temos que olhar com muita atenção para a impermeabilização e isso eu faço por amor, porque eu gosto mesmo.
Inclusive, eu até queria ver uma forma de como que a gente pode se ajudar, por conta do que eu sempre falo, do propósito do ConstructCast, que é promover ideias e soluções, e indo além, unindo todo o setor da construção, arquitetura e engenharia. E a gente entende, eu entendo que o seu trabalho, ele é muito importante, até para como que eu torno essas construções Seca.
Seca. Essa obra seca.
Imagina. Eu entro num banheiro, assim, eu fico procurando, sabe? Assim, eu fico buscando solução.
Sim.
Né? Pra tudo. Daí eu vejo, olha lá, você tem um banheiro, você vai ter uma banha aí. Pô, tem uma janela. Pra que que eu fecho isso?
Uhum.
Né? Se a intenção daquela janela é tirar esse vapor pra não danificar, né? A condensação, né? Aquela pintura, sabe? Aquelas coisas. Então, eu acho que você, enfim... Deixa.
Eu só concluir a questão da controladoria financeira. Então, seguindo a linha de raciocínio, sempre fui controlada, como CLT, sabia quanto que ia entrar, logo me controlava para equilibrar quanto que ia sair e fazia uma planilha de controle certinho, de quanto que ia ganhar, quanto que ia sair, isso a longo prazo. Aí fiz o plano de negócio com o meu marido, Cheguei na empresa que eu trabalhava, falei, olha, vou passar o bastão com calma, mas estou me desligando. Vou treinar a próxima pessoa que vier, mas estou me desligando. Fiz essa transição muito boa, tenho uma relação excelente com meu antigo empregador, mas fui empreender. Como eu falei, a hora que eu falei estou fazendo projeto, eu já comecei com contratos grandes. Foi fantástico. E até hoje eu fico impressionada o quanto que a obra seca conseguiu atingir de mercado em tão pouco tempo. E como você falou, não é só um ano, tem toda uma trajetória. Só que aí o que aconteceu?
Agora eu fiquei curioso.
Será pandemia?
Será?
Não, não tinha nada a ver com a pandemia. Isso tem dois meses. Dois meses. Olha só, pessoa controlada, que bom, né? Será que é tão bom assim? Por quê? Eu comecei a querer controlar A mesma metodologia, mesmo chip que eu tava como CLT, eu queria implantar ele dentro da empresa. Controlar o financeiro da empresa. Só que você não tem como controlar o financeiro de empresa. Principalmente aquela tipo de empresa que não tem nada recorrente. Então, o meu trabalho não é recorrente. A gente fecha projetos, elabora o projeto, entrega e recebe. É esse fluxo. Ninguém me paga mensal por nada. Até estamos avaliando, eu junto com meu marido, outros produtos pra colocar na nossa esteira. Saindo um pouquinho de projeto dentro da impremialização, o que nós poderíamos ter de recorrência, porque é importante para a saúde financeira da empresa. Mas eu queria fazer esse controle financeiro sem ter essa recorrência. O que começou a acontecer, Paulo? Ansiedade. Eu tive uma crise de ansiedade. Eu nunca tinha tido isso na minha vida.
Imagina, você sai de um CLT, onde você tem ali todo mês aquele valor.
Controlado.
Inclusive, é o que acontece comigo, porque assim, ah, tudo bem, eu sou... cuido da... sou responsável, né, pela Infinity Plus. Só que assim, eu vendo vídeos, eu vendo... Cada vídeo é um produto.
Certo. E você não sabe, né?
Eu não sei. Então, assim, quando alguém me liga, ah, eu quero um vídeo e tal, tal, tal... posso não ter um real na conta. Mas eu não faço esse vídeo se ele, de fato, não for resolver um problema.
É um propósito, né? Esse é o seu propósito, né?
Então, o que acontece? É igual, por exemplo... Ah, tudo bem, hoje a gente atua aí mais de 85% ou 90% dentro da indústria, arquitetura, construção e engenharia, né? O arquiteto, eu falo aqui abertamente, ele, na verdade, ele depende muito da indústria, né? E a gente, como produtora especializada nesse setor, depende muito da indústria também, pra fazer com que os arquitetos especifiquem bons produtos, sabe? Que os arquitetos consigam, de fato, projetar bons projetos e que esses projetos sejam bem executados.
Perfeito.
Né? Agora, o que eu sinto falta às vezes? Ah, tudo bem, você tem ali um exemplo, um impermeabilizante sensacional.
Aham.
Aí você tem uma mão de obra extremamente, eu não diria desqualificada, mas que...
Não tá preparada pra aquela tecnologia.
Pra aquela tecnologia.
Aham.
Aí o cara vai lá e ela faz um manual. Técnico.
Passo a passo.
Um passo a passo escrito. Aí, aquele pedreiro...
Não sabe ler.
Muitas vezes, ele não sabe ler. Aquela pessoa... Ela até sabe ler, porque a questão tem muito analfabeto...
Funcional.
Funcional.
É assim que chama, né?
Analfabeto. Sim. Então, muitas vezes, eu posso saber ler. Mas, de repente, eu posso pegar um manual e não saber interpretar aquilo.
Perfeito, perfeito.
Aí eu volto com essa dor pra indústria, né? Graças ao nosso relacionamento. Então, gente, ó... Tá vendo? Esse problema aqui é por isso, por isso, por isso, por isso. Aí quando você une, né? O segredo do audiovisual é o som com a imagem. Tudo bem, eu posso não ouvir, eu posso não ler, mas eu tô vendo a imagem, eu tô vendo a execução.
Perfeito.
Entende? Ah, a gente tá falando aqui de baldrame, né, de contrapiso.
Condensação.
Condensação. Então, se a gente mostra isso... Na prática, esse produto vai resolver isso. Primeiro você passa essa base, aí depois você vem com esse produto, faz isso, entende? Então, assim, fica muito visual e você consegue atingir o público de A a Z.
Sim.
O pedreiro, quando ele vai convencer, de repente, aquele investidor, o cliente que tá contratando, se ele tem esse material fornecido pela indústria, sabe? Muitas vezes que ele tá comprando esse imprimibilizante, ele vai mostrar pra esse... Cliente, ó... Isso é importante, por isso, por isso, por isso... E você começa a criar educação dupla. Desde o aplicador até quem tá contratando. Você não vai ter problema.
Sim, de fato.
Né? Então é isso que eu defendo muito. Eu só produzo um vídeo. É assim, é regra.
É o seu propósito, né?
É o meu propósito pra todo mundo. Gente, ó... Vídeo qualquer cliente pode fazer. Ele pega o celular, ele vai lá e faz.
Sim.
Agora, o nosso propósito... Vai resolver um problema de alguém. Entende.
Vamos resolver.
Muito bem. Vamos resolver, porque é dessa forma que a gente constrói relações duradouras.
Muito bom. E aí, o que que aconteceu quando eu tive essa crise de ansiedade, né? Primeiro que eu sempre me comuniquei muito bem com o meu corpo. Então, eu tentei entender o que que ele tava passando, por que que ele tava daquele jeito, qual era a causa daquilo, né? E tem um amigo meu que comenta a diferença entre quem trabalha pra alguém, quem é CLT e quem empreende, fazendo uma analogia com os animais. Um animal dentro de um zoológico, ele recebe comida, ele recebe água, ele tá confortável, ele tá seguro, mas ele tá preso. Um animal dentro de uma selva, um dia, ele pode comer um animal gigante sozinho, que ele banquete todo, porque ele caçou, ele tá livre pra caçar, porém ele pode ficar outras duas semanas em jejum, que não caçou nada. Essa é a analogia entre o CLT e o empreendedor. O empreendedor um dia está com a conta bombando de dinheiro, porque fechou e recebeu um contrato, e pode passar um jejum de um mês, dois meses, dependendo do ramo que a pessoa atuar. Então eu estava, de novo, não estou dizendo o que é certo e o que é errado, estou só fazendo o meu contexto do que eu vivi. Então eu era um animal preso dentro de um zoológico, onde eu recebia a comida na hora certinha, no peso certinho, a minha água certinha, a minha vitamina certinha. Só que eu tava presa, né? Eu tinha todo aquele conforto dentro de uma jaula. E quando a gente compara, pega esse animalzinho que tava preso, joga ele na floresta, ele todo... meu mundo é cor de rosa, olha só, cadê minha comida? Gerou ansiedade.
Então, mas é daí que vem as frustrações.
Mas eu não fiquei frustrada.
Não, tudo bem, você não veio porque você tem um... quando eu falo de... o seu comportamento é diferente da grande maioria.
É, de fato. E aí, eu identifiquei, acolhi esse sentimento dentro de mim e comecei a mudar o meu chip. Falei, entendi, eu não tenho mais o controle da situação agora, controle financeiro da empresa. Eu continuo fazendo esse controle, a gente não pode sair gastando adoidado, porque quanto maior é a sua abastância, sabe o que é abastância? Quanto maior é a sua abastância, maior é a sua tranquilidade. Então eu identifiquei, acolhi esse sentimento. e vi que eu não tenho mais que controlar o financeiro, ficar pensando quanto é que eu vou faturar em dezembro. Eu preciso fazer uma projeção, o plano de negócio serve pra isso, ele é um documento vivo que você vai alimentando e mudando ele de acordo com o cenário. Então, projeções é importante, metas são importantes, mas dentro da minha cabeça, que eu tinha esse chip, eu precisei mudar pra entender que tá tudo bem. O que eu não posso fazer, Paulo? Parar.
Sim.
Eu não posso parar.
Você tem que estar em constante movimento.
Constante movimento. Então quem está assistindo, se já sofreu com alguma crise de ansiedade ou está sofrendo, só não pare.
Só não pare, porque quando você para, você trava.
Você trava, aí é o problema.
Tem uma dica pra isso? Porque assim, a gente está falando nessa, fazendo uma... Você fez uma analogia muito interessante, eu acho muito bacana. Só que assim, mesmo dentro de um zoológico, Essa pessoa pode fazer a diferença também.
Pode. Eu sempre fui empreendedora. Olha só, eu trabalhando dentro de uma... E com toda a humildade do mundo, né? Não pra parecer arrogante, mas eu sempre fui realmente empreendedora dentro do CLT. Isso foi importante pra eu lidar com algumas questões hoje em dia. Mas você pode ser empreendedor dentro do seu trabalho agora.
O que que acontece? Eu aprendi com um amigo, assim, que eu admiro muito, que... você não deve criar limitações, né? Ah, tudo bem, eu quero uma, sei lá, de repente usar uma camisa de marca, ou eu quero fazer tal coisa, eu vou economizar pra isso. Mesmo você sendo CLT, tá? Cria na sua cabeça uma forma como eu ganho mais, como que eu amplio...
Sai da escassez, né?
Entende?
Ao invés de parar de tomar aquele cafezinho que você gasta R$10,00 por dia e no final tá te dando um gasto de R$200,00, R$300,00 por mês, ao invés de parar de tomar aquele café, como que eu posso fazer pra ganhar mais?
Você entende?
E não tirar o meu café.
Não tirar o meu café, porque o que acontece? Você começa a ampliar, porque se você visita um restaurante, um exemplo melhor, você come melhor, Você tem uma qualidade, né, de alimentação muito melhor. Ah, tudo bem, eu gastei mais agora. Nossa, peraí, mas eu não gosto... Aí eu parei de gostar daquele outro, o restaurante, por exemplo. Quando eu começo a visitar aquele outro pra economizar, primeira coisa, eu crio uma sensação de insatisfação. E essa insatisfação não é com a empresa.
Sim, é de fato. É uma frustração que você vai criando.
Pessoal, mas que você... que isso reflete diretamente... Ah, tô ganhando pouco.
Exato. Começa a ficar frustrado.
Perfeito. Então, a gente tem que fazer um... Tem que olhar pra dentro, né? Parar com esse espírito. Isso tá muito ligado, inclusive, à criação, né? Então, eu que sou de família muito humilde, você também. Eu acho que você já passou por esse processo.
A gente vem com É normal. esse chip da escassez.
Da escassez. Então, porque que... Ah, você vai... Às vezes eu tô falando comigo, o cara tá falando ali de milhões e tal, tal, tal... E eu... Nossa, como assim?
É...
Né? Você entende? Então, isso tá muito ligado. Perfeitamente. Por essa razão, eu trouxe aqui essa analogia, né? Porque a gente tá falando muito... A gente vive num mundo de internet, as pessoas olham pra você e de repente... Ah, de fato, você é uma mulher... bonita, uma mulher que de fato chama atenção pela sua aparência, mas cara, você não tá parada.
Não, nunca, nunca estive. Entende?
Você tá estudando.
É, sim.
Entende? Porque assim, quando as pessoas olham a.
Casca... Pode pré-julgar, né?
Pode pré-julgar, mas as pessoas têm que aprender, de fato, olhar o que está por trás.
Perfeito, perfeito.
Porque é uma coisa que eu sempre bato na tecla. Gente, parem de olhar...
A casca.
A casca.
E eu compartilho essa vivência nas minhas redes sociais, porque a internet está muito tóxica. Muito tóxica. A gente olha aquilo e fala, nossa... Empreender, a gente vai ficar rico. Empreender é poder. Gente, é trabalho.
É trabalho.
Nada muda. Claro, você parte, sai daquele zoológico, que você tinha tudo confortável e tal, vai pra selva. Você pode ir onde você quiser. Você não tem mais ninguém te podando. Vai ter que é o cliente, mas não tem mais o chefe.
Ah, isso é legal. Tá tudo bem, mas você não tem o chefe, mas você tem o cliente.
Tem um montão de cliente. Entende?
Você deixa de ter um chefe pra ter vários chefes.
Exato. Mas não é fácil. Não é o que a internet mostra pra gente. Empreender é desafiador, é uma delícia, porque você conquista coisas. E quando eu falo coisas, eu não tô falando de carro, não tô falando de casa, porque tudo isso é consequência de trabalho. Depende se você trabalha pra alguém ou se você trabalha pra você. Trabalha, que você vai conquistar. Mas quando eu falo conquistar coisas, é equipe. Olha a Gabi. Olha o Pedro. Você conheceu ela, que você me contou.
Posso contar a história da Gabi agora publicamente?
Conta. Conta. Acho que daqui a pouco eu que tô no posto. É, daqui a pouco você tá aqui, Gabi.
Eu vou contar, gente. Eu vou contar. Eu vou contar, porque assim... É... E de fato, uma coisa que eu deixo muito claro...
Conquistar a equipe, é...
Né? Eu tô com a Gabi hoje, assim, mas eu sempre falo que amanhã ela pode não estar. Mas é que eu acho que a nossa relação depende muito de cada dia, né? Como que a gente cria uma relação, de fato, de troca.
Sobre isso.
Sobre isso. E aí, eu te falo uma coisa também que eu vou chamar atenção aqui, ó. Eu fui nela quando a gente começou a conversar. Aí ela falou da formação dela, que era da parte de design, de criação.
Não era à toa, né?
Não era à toa, só que assim ó, ela tava vivendo... Ela tava trabalhando numa área totalmente fora da área dela. Mas ela tava... Sabe? Vestindo a camisa da empresa. Ela estava representando. Ela estava sendo fiel àquilo que foi passado pra ela.
E ela tava apaixonada. E quando eu falo conquistar coisas, é isso. Você conquistou a Gabi, conquistou o Pedro. Assim como eu também conquistei a Estero, o Matheus. Um beijo pra vocês, que... A equipe maravilhosa que eu tenho hoje. E eu... sou muito grata a isso, que é alguém que abraça o nosso sonho.
Ninguém consegue nada sozinho.
Não, de forma alguma.
Então, eu falo, ó, gente, a Infinity é nossa.
É um sonho, não é, Paulo?
É um sonho. Sabe, eu sempre falo, ó, eu tenho hoje, no dia dessa gravação, eu tenho 39 anos, mas eu acho que eu devo ter uns, sei lá, Na minha mente, eu devo ter uns 18, 20, não sei. Meu pai também é muito assim, alegre, feliz, enfim. E eu sempre falo que a Infinity hoje tá construída, tá consolidada. A gente atende grandes empresas. Eu sempre tento, de alguma forma, levar todo mundo que trabalha comigo. Nem todo mundo tá preparado pra vencer os desafios. No dia a dia, eu sou muito exigente. Porque da mesma forma que a Gabi tava vendendo aquela academia pra mim, talvez, assim, ela tava muito preocupada comigo. Ó, os professores são muito atenciosos e tal, tal, tal. Qualquer... Sei lá, de repente, divergência, que não batesse com aquilo que ela me apresentou, eu ia cobrar de quem?
Sim.
Eu ia cobrar da Gabi.
É, ela tá ali como linha de frente.
Como linha de frente.
Se tiver alguém aqui assistindo a gente, que, de repente, precisa de um empurrãozinho, né? Ou pra empreender, ou pra empreender dentro do próprio trabalho.
Sim.
Ou enfrentou uma crise de ansiedade, ou qualquer coisa, não era à toa que você assistia esse vídeo.
Olha que louco. Falando da Gabi, mas...
É, e ela tá aqui no bastidor, maravilhosa, gente.
E ela tá aqui, ela tá aqui.
Nos... Rindo com o Pedro.
Né? Com esse sorriso dela encantador. E eu sempre falo pra ela que meu desejo é que esse sorriso nunca pare.
Nunca pare. Nunca pare.
De fato. Porque pessoas que, né? Têm essa certa, sei lá, essa alegria, né?
De viver, né?
Eu falo que a gente sofre um pouco mais. Porque, sei lá, parece que... Não sei se a vida é mais difícil pra gente. Pensam que a gente é mais forte que os outros.
É, a minha criação foi assim.
Entendi.
A minha mãe e meu pai, que amam muito de paixão, mas é tipo assim, né? Vai lá, filha.
Vai lá, se vira e tal.
Bora lá, veste sua roupa de mulher maravilha e bora lá. E tá tudo bem hoje em dia, faço terapia, tá tudo certo.
E as terapias estão resolvendo.
Tá tudo em ordem.
Gente, que legal. E o tempo voou. Tem algum outro assunto? Como a gente falou de um assunto que eu acho muito importante, que são esses projetos de pessoas que geralmente não tem o conhecimento, de fato, na interminabilização. Você quer falar de algum outro assunto? Só antes da gente se encerrar, porque eu tenho uma outra pergunta pra você.
Primeiro eu quero agradecer pelo convite, por estar aqui, pela oportunidade, por ter conhecido vocês, pessoas incríveis, sua equipe. E segundo, parabenizar pelo trabalho que vocês fazem. E qualquer coisa que eu puder ajudar, estou à disposição. Não só você e a Infinite, mas quem estiver assistindo a gente. Não só como projetista, mas eventualmente como algum curso que de vira e mexe a gente acaba abrindo cursos para ministrar cursos referentes à impermeabilização. Enfim, estou aí para devolver para o universo o que o universo me manda. Eu agradeço e devolvo.
Então, hoje eu vou fazer um pedido, depois a gente vai fazer um podcast mais técnico. Você trazendo apresentação, mostrando patologias... Perfeito. Como resolver isso, porque isso também é um propósito aqui do ConstriCast.
Perfeito.
E agora uma pergunta que não quer calar. Posso fazer a pergunta do convidado com vida, Gabi? Pode. Vamos lá. É alguém que você gostaria de trazer, alguém que você admira como profissional e que você entende que essa pessoa faz a diferença no mundo. Ou seja, ela veio ao mundo pra somar.
O meu marido, e não é porque é meu marido, é porque ele tem uma experiência de gestão e de estratégia de mercado que o mundo da construção precisa, então existem muitas empresas que são constituídas dentro da construção civil, porque o engenheiro, a engenheira, a arquiteta, o arquiteto tem uma experiência técnica ele entende de uma competência dentro da cadeia da construção civil e fala vou empreender nessa área, e quando ele fala vou empreender nessa área ele é muito bom tecnicamente, mas ele não aprendeu a gerir empresa, ele não aprendeu a gerir pessoas, ele não aprendeu a estratégia de mercado, diferencial, público-alvo, como é que você tem uma empresa, sendo que você não sabe qual é o produto que o seu público-alvo precisa, qual é a dor que ele tem. Então é exatamente esse olhar que ele traz para profissionais da construção civil, que é muito importante.
Convida ele naquela câmera, se ele aceitar, porque nem sempre, né, às vezes eu posso fazer um convite aqui e ele não aceita, quem sabe você pedindo... Por.
Favor, Rodolfo Antunes, eu gostaria muito que você viesse aqui, para todo o conhecimento que você me passa, que é muito importante para a minha empresa, é muito importante para o nosso desenvolvimento, eu gostaria que você contribuísse aqui para o público da ConstrueCast, porque é algo muito importante que nós, engenheiros, arquitetos, a gente tem essa deficiência. A gente, muitas vezes, não sabe vender. A gente, muitas vezes, não sabe gerir pessoas. A gente não sabe gerir uma empresa, administração. A gente não sabe tributos. E você tem essa competência. Então, eu acho que vai ser muito importante. Vai agregar muito conhecimento para o seu público.
Não, bacana, porque até uma coisa, não é que a gente fica muito... Você me trouxe um ponto. Você vê que eu sempre gosto de trazer exemplos, né? Eu não sei se isso é bom, enfim.
É ótimo, storytelling.
A gente tem aquela questão, né, do vendedor, né, que eu acho que ele deve agregar muito bem nisso, porque imagina que, ah, tudo bem, eu tô fazendo ali, um exemplo, um vídeo institucional. E naquele momento, quando eu procuro entender a necessidade do cliente, imagina que ele é muito bom, tem um produto muito bom, e ele tá muito focado em... passar a imagem da empresa dele. Só que falar, peraí, deixa eu entender. Ele é bom nisso? Deixa eu tentar mostrar isso que ele é bom pro mercado. Posicionamento de mercado. Então, às vezes, a gente... Ele pode trazer um olhar... E ele.
Traz as empresas que ele se fica como conselheira ou como consultor, muitas vezes a empresa está ali focada, por exemplo, eu vou vender água com gás no estádio de futebol, no exemplo, estou dando um exemplo aleatório. Ali as pessoas querem, muitas vezes, cerveja. Elas não querem, mas, nossa, eu gosto tanto de água com gás, eu tenho certeza que as pessoas também gostam, eu vou vender água com gás. E aí ele não consegue vender aquela água com gás porque aquele público quer cerveja, um exemplo aleatório. Muitas vezes isso acontece dentro da nossa empresa. Eu gosto de atuar com obras prediais, né, que são projetos de impromissão dentro da obra predial. Mas a concorrência tá grande ali. Qual outro mercado que você poderia atuar, Priscila? Poxa, eu poderia atuar com obra de saneamento, com infraestrutura, com obra industrial, com agressividade química. Poxa, então vamos mirar nesse mercado, coloca a sua energia de prospecto nesse mercado. Foi o diferencial da minha empresa.
É interessante.
É interessante, então ele tem esse olhar, de olhar pra você e falar, o que você faz? Muito bem, ele vai anotando. Qual é seu público-alvo? Aí ele vai anotando. Qual é seu produto? Ele vai anotando. Qual é a dor do seu público-alvo? Aí ele vai falar, Paulo, tem uma incongruência aqui. E se você fizesse aqui, assim, assim, assado? E se a dor do seu público-alvo não for essa? E é esse ajuste que faz a empresa decolar.
Não, isso é sensacional. É muito bacana esse ponto de vista, porque às vezes você já tá atendendo um cliente... É. Você tem N possibilidade ali de... Inclusive, de ampliar até a sua receita com esse cliente.
Exato.
Esse cliente, ele tá, sei lá, de repente contratando esse serviço de outras empresas, ele nem tá contente...
É, ele não fez a trajetória do cliente, né?
Não fez a trajetória.
Ao contrário. Você trouxe um exemplo, que eu gostaria de voltar aqui, só pra gente encerrar. Você falou, a arquiteta, um exemplo aleatório também, fez um projeto com passo a passo de como aplica aquele material, de como instala, tudo bonitinho, muito escrito, muito detalhado, só que chegou na obra... Quem vai receber aquilo não consegue entender, interpretar aquilo. Aquele é um bom produto? Aquele é um bom produto. Mas está para o público-alvo, certo? Eu estou conseguindo atingir o objetivo que eu quero? E se ao invés de eu escrever, eu colocasse um QR Code, todo mundo tem um celular na obra, eu tiro foto desse QR Code e me vem um vídeo?
Sim.
Não ia resolver a dor daquele operador que está ali, na linha de frente, que ele precisa ver o vídeo para executar corretamente? Sim. Então são esses ajustes?
Não, é sensacional e eu acho... outro dia eu estava falando com o engenheiro Luiz Henrique Ceotto, enfim, que é um gênio, né, hoje da inovação na engenharia. Ele me trouxe uns números, assim, mas eu vou falar uma coisa que eu achei bem interessante, né. Ele fala que, geralmente, não é só da área da engenharia, né, que geralmente as pessoas têm preguiça de pensar.
Sim.
Mas aí, nesse sentido, eu trago até uma provocação que cabe essas empresas que estão fornecendo soluções de começar a se preocupar um pouco mais com o que eu estou entregando.
Fazer a trajetória do cliente.
Fazer a trajetória do cliente, porque tem até aquele livro que eu já falei aqui em outros episódios, é Não Me Faça Pensar. Então assim, gente, beleza, eu tive um problema aqui. Deixa eu olhar. Como que esse cliente tá olhando? Pra onde que ele tá olhando? Quando eu vou falar, por exemplo, de UX. Ele tá vendo aquele aplicativo, ele tem que analisar a forma pra ele estar olhando pra onde. Então, aí ele vai... A pessoa que está desenvolvendo aquele produto, ele tem que trazer soluções que vão resolver, enfim, o problema da maioria das pessoas. Se você não atingiu esse nível, muitas vezes não é que o outro tem preguiça de pensar. É que você não desenvolveu uma forma adequada de resolver o problema daquela pessoa, os seres humanos. Olha que fechamento interessante.
Muito bom.
Bom, primeiro eu gostaria de agradecer a sua presença aqui. Eu tenho certeza que a gente vai fazer muitas coisas juntos. Tenho certeza disso. Você pode contar agora falando publicamente com esse espaço. É seu.
Muito obrigada.
É nosso. E vou, conforme você já aceitou, vamos fazer esse...
O podcast mais técnico, né?
Esse podcast mais técnico, a gente vai criar aí uma base mesmo para pessoas que de fato têm um interesse, inclusive, para profissionais de obra.
Então já escrevam aqui nos comentários o que vocês gostariam que a gente abordasse nesse próximo episódio, que aí a gente já vem preparado para o que a audiência gostaria de consumir, né?
Bacana! Então a gente vai projetar tanto na TV, quanto inclusive também a gente tem tecnologia onde as pessoas conseguem ver ali na... De fato, né? O que é... Sei lá, a gente tá dando um exemplo, a gente tá mostrando. Enfim, então a gente vai ter, de fato, essa união de som e imagem.
Perfeito.
Fechado?
Fechado.
Então tá, gente, ó. Tá com vocês, a bola tá com vocês. Ó, a Gabi já... A Gabi, a cara da Gabi lá, ó.
Só...
A Gabi tá entendendo tudo de impermeabilização. Gente, então eu vou passar só mais uma vez pra você encerrar. Hoje eu vou fazer diferente, é você que vai encerrar o nosso podcast. Pela primeira vez a convidada encerrando o podcast de hoje.
Eu agradeço você ter ficado até aqui. É uma grande honra fazer parte do ConstrueCast. E nos vemos na próxima. Eu quero ler o seu comentário pra gente já vir preparada pra próxima. Muito obrigada por ter ficado até aqui.
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