Soluções e Inovações em Pavers, Blocos e Meio Fio | Thauana Pudell | Mulheres que Constroem

YouTube interview (ConstrueCast / Mulheres que Constroem) with Thauana Pudell, CEO of Hama Solutions, about pavers, concrete blocks and curbs. Thauana describes joining the family construction company, founding a factory ~12–13 years ago, and selling imported block/paver machines for about 10 years. She explains production: materials (sand, pedrisco, pó de pedra, cimento, água), dry vs wet concrete, mold swapping, vibration/compaction and curing. Innovations discussed include washed/granilha surface finishes, multi-color pigmentation, permeable (drenante) pavers (used where high rainfall requires drainage; guest mentioned possible 70–80% drainage depending on local study), double-layer (dupla capa) machines that place a coarse-aggregate base and a thin fine top layer to save cement/pigment/additives (guest estimated ~40–50% cement savings vs manual), and structural blocks (load-bearing units) that can reach high strengths (guest cited up to 24 MPa) requiring high-vibration machines. Themes: sustainability (cement/CO2 reduction), automation/industrialization (faster production, less waste, cleaner sites), workforce development (recruiting/training women, Senai partnerships), and outreach (factory visits, industry experts). Guest recommends possible interviewees Idário "Dr. Bloco" and Mário from Cimentos Apodi.
Questions this video answers
About 12–13 years ago (guest's statement).
Approximately 10 years (guest's statement).
Up to 24 MPa (guest cited this as an example requirement).
Guest estimated around 40–50% cement savings.
Guest mentioned they can drain up to around 70–80%, depending on local studies.
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Sejam bem-vindos. Está no ar mais um episódio do Constrycast. E hoje eu tenho a honra de receber Tauana Apudel, que é CEO da Hama Solutions. Nós vamos conversar sobre paver, blocos, enfim, meio fios. Não sei se vocês sabem o que é, mas vamos contextualizar tudo para você. Vamos falar principalmente de solução. Tauana, seja bem-vinda ao nosso podcast.
Obrigada, Paulo. Obrigada por ter me convidado.
Não, e aproveitar, agradecer a quem que criou essa conexão. Fala pra nossa audiência, quem que conectou?
A Suelen Pedreira, nossa rainha.
Nossa rainha, nossa musa da construção.
Sim.
Aquela mulher que faz, de fato, a coisa acontecer ali na ponta.
Sim, uma mulher de excelência.
Não, ela é sensacional. Então, Ana, e fala pra gente como que... o que que te levou para o mundo da engenharia. Só para contextualizar, antes da gente falar propriamente do paver personalizado, enfim, de máquinas e como é criado tudo isso, eu queria que você falasse um pouquinho, né?
Então, com os 20 e poucos anos, eu comecei a trabalhar na construtora da minha família, né? Que era do meu irmão, da minha cunhada e eu, que a gente tocava. E a gente viu que tinha uma demanda muito grande por blocos e pavers e não tinha fornecedores suficientes na cidade. Então, a gente decidiu ir para o exterior ver algumas máquinas para produção de blocos, que a mesma máquina produz tanto blocos, pavers como meio-fio. E eu decidi abrir então a fábrica, eu estartei a fábrica há uns 12, 13 anos atrás, e acabou que eu vi que a máquina era boa, importada, e decidi começar a vender essas máquinas. E como eu já tinha um consultor da área que ficou um amigo próximo e também tinha O próprio técnico que instalava as máquinas no Brasil, eu falei, então eu tenho uma máquina boa, a equipe técnica no Brasil eu vou vender. E há 10 anos atrás eu comecei a vender as máquinas de blocos.
E hoje você atende todo o Brasil?
E a gente atende todo o Brasil, América do Sul também, no Paraguai a gente também é líder de mercado, no Brasil também a gente está entre os líderes de mercado. E estão aí 10 anos, né?
E aí, olha que interessante, que eu chamo a atenção. E aí, vocês têm dúvida que lugar de mulher, de fato, onde ela quer, onde ela queira estar? Você construiu tudo isso, né? A gente só começou o podcast. E você construiu isso, assim... Foi uma inquietação sua ou foi alguém, de repente, que tentou te parar? De repente, você via que tinha, de fato, oportunidade. Porque eu entendo que, quando vocês começaram esse processo na construtora e vocês tinham dificuldade com o tipo de material, das duas, uma, ou você ia reclamar ou você ia atrás de uma solução. E buscar essa solução partiu de quem?
Então, acho que na época partiu da família que eles viram que precisava produzir blocos e pavers. E depois eu vi que muita gente elogiava a máquina e falei, nossa, aí está uma oportunidade de mercado, de trazer uma máquina para o Brasil que, teoricamente, era um pouco melhor que as máquinas brasileiras, a máquina que eu trabalhava na época. Então, eu falei, está aí uma oportunidade de mercado e comecei a seguir nisso. Eu sempre fui uma mulher estudiosa, que vai atrás das coisas, que não tem medo de se arriscar, de se jogar, de ir. Então, eu entrei nesse mercado que hoje você vê. É um mercado só de homens, inclusive aqui no Brasil como no exterior. e eu vou instalar máquinas. Imagine, junta construção civil, fábricas, indústrias, concreto, é só homem. Mas, graças a Deus, eu acho que qualquer um pode fazer qualquer coisa, desde que queira fazer, que tenha dentro dele um objetivo. Eu realmente quero isso. Você pode ser qualquer coisa.
Antes da gente passar pro assunto, vou te fazer outra pergunta. Você dá palestras pra mulheres? Sabe, pra ter essa... Porque, assim, você passa uma credibilidade, sabe? Uma inteligência, uma força absurda. Desde o primeiro dia que eu te conheci e hoje não foi diferente, assim. Sabe? A sua leveza, o seu sorriso, a sua alegria. Enfim, você é uma pessoa encantadora.
Obrigada.
De cara. E você é essa pessoa porque, de fato, você tem muita segurança naquilo que você faz.
Tenho. Eu acho que todo mundo tem muito valor. Todo mundo. Mas você tem que ser autêntico. Quando você quer agradar muitas outras pessoas ou seguir a manada, que todo mundo está fazendo as mesmas coisas, ou deixar de fazer aquilo que ama, ou agir de uma maneira diferente porque a sociedade ou a tua família diz que você deveria fazer aquilo, aí você acaba sendo... aquela tua estrela não tem força. Agora, quando você realmente é o que você é, e você faz o que você quer fazer, e é autêntico, aí você brilha.
Posso mandar um abraço para duas mulheres, por coincidência, não sei, elas são do mesmo signo que você, que a... Viviane Sestari, que é diretora comercial, e a Thaís Trentin, que é CEO de um dos maiores escritórios de arquitetura corporativa do Brasil e da América Latina. Ela está fazendo muitas obras fora do Brasil. E, assim, eu associei, de fato, assim, a sua fala agora a elas, assim, porque são mulheres incríveis, que eu admiro muito. E eu acho... eu fui recentemente pra Argentina acompanhar um projeto da Thais Trintinho. Eu fiquei encantado da forma como ela liderava toda aquela galera num país que passa por um momento aí já há muito tempo com a economia complicada, uma cultura... totalmente diferente da do Brasil, porque o brasileiro, ele ainda... Saiu do horário comercial, você tem que entregar a obra, eles vão vir à noite, você consegue. Agora, o argentino, geralmente, assim, a cultura é, ó, deu o meu horário, tô indo.
Sim.
Você entende?
Então... Entendo.
Por essa razão, eu falei, não, deixa eu mandar um abraço pra essas duas mulheres que, na verdade, que me incentivam muito. Elas são... Que legal.
Espelho. É, um abraço pra elas. Quero conhecê-las.
Não, com certeza. A Thaís, com certeza, você vai conhecer e a Vivi também.
Eu fico tão feliz quando eu vejo uma mulher nesse setor. Eu já falo, não, já quero me juntar, virar melhores amigas, que é a coisa com a Suelen. Eu vi ela, falei, essa aí vai ser minha brother.
Suelen... Ai, detalhe! uma pedreira incrível, que fala um espanhol brilhantemente. Sim. Entende? Então, ó, Suellen, ó, pra você. Ah, esse episódio, ele... Todos os episódios aqui, eles são transmitidos em todas as plataformas de áudio e vídeo. Quem tá vendo pelo YouTube, tá vendo eu mandando coraçãozinho pra essa galera e você também.
Sim.
Então, vamos falar de... de pavers. Antes de começar, eu gostaria que você contextualizasse, tendo em vista que a gente tem muitos jovens estudantes de engenharia e arquitetura, enfim, da área da construção como um todo, o que é paver?
Eu vou explicar um pouco o que é paver e, depois, mais ou menos, como se produz um paver. Então, pavers são pavimentos intertravados de concreto. E aí a gente também tem, que é esses que você vê... Às vezes, você vê até ruas feitas deles ou calçadas. Também a gente tem os blocos de concreto que são usados para fazer muros, fazer prédios, também casas. E a gente tem o meio-fio. então como que você faz esses produtos? você vai misturar areia, pó de pedra, pedrisco, água, cimento aí você bate tudo aquilo no misturador mistura aí às vezes joga aditivos ou pigmentos aí aquilo vai para uma máquina e nessa máquina você vai encher um molde E daí, esse molde que é ali que você troca. Ah, eu quero colocar hoje molde de meio fio. Você vai lá e coloca o molde de meio fio. Ah, não, eu quero produzir paver. Daí, você coloca o molde de paver ou bloco. Então, tem uma infinidade de produtos que você pode fazer. Aí, esse concreto vai para dentro desse molde. Aí, com a vibração e com a compactação da máquina, você já tira um produto praticamente pronto, que a gente fala que é o concreto seco. porque é um concreto que você consegue desformar já na hora. O concreto molhado é quando você faz aquele paver que você coloca numa forma e o concreto é bem molhado, por isso chama concreto molhado, e daí você tem que esperar um dia para desformar, porque se você já vai desformar antes, ele se dissolve.
Se dissolve.
Então, esse é o concreto seco. Aí, você deixa numa área de cura durante um dia secando, depois você paletiza, daí você leva que nem esses paletes que às vezes você vê na rua, paletes cheio de paver. Então, depois de um dia que você faz isso, você coloca para paletizar, aí leva ali para o quintal da fábrica, ou o que seja, na área externa, e ele fica ali uns dias para terminar a cura para poder ser instalado. Então, seria mais ou menos isso, se você entende.
Você que tá ouvindo pelas plataformas de áudio, se você for no YouTube, você vai conseguir ver imagens de tudo isso que tá sendo falado aqui, de paver, de meio fio, de blocos, enfim.
É, você pode até olhar no YouTube da Rama Solution. Você coloca ramasolution.com e ali tem vários vídeos. É super legal pra entender como funciona uma produção, assim, automática desses produtos, né?
Então, já que contextualizamos tudo agora, vamos falar um pouco agora da personalização. Porque qual que é o grande diferencial que eu entendo quando eu te conheci? A gente fala hoje da beleza, né? Das cidades, da beleza. Por exemplo, você vai fazer um condomínio. O que que traz diferencial pra esse condomínio, por exemplo? quando você tem um desafio construtivo, mas, ah, tudo bem, o arquiteto, o paisagista, ele pode até ter a ideia daquele tipo de construção, mas quando você não tem como produzir aquele material, você não fazendo aquele projeto, não viabilizando da forma que você gostaria. acaba... E agora, falando de personalização, a gente vai falar também um pouquinho das questões de sustentabilidade, por exemplo. Quando você vai falar agora de personalização, como funciona esse processo de pigmentação, eu queria entender depois, na sequência, que você falasse, eu consigo fazer esses pavers utilizando, sei lá, que ele seja um pouco, sei lá, um material com dreno, porque dependendo do tipo de solo que eu.
Aplico... Pode ser um paver drenante.
Um paver drenante, porque eu posso evitar enchentes, uma série de coisas. Então, você pode falar um pouquinho como que funciona a personalização e falar também se é possível fazer ele um paver drenante, sim ou não, e onde é mais utilizado esse tipo de solução drenante.
Então, a drenante, o paver drenante, ele é muito bom para principalmente lugares que chovem muito. Se eu não me engano, em Santa Catarina já tem umas cidades que exigem que seja drenante as calçadas, para que drene essa água, porque pode chegar a passar até 70, 80%, se eu não me engano, depende a drenagem da água.
E isso já está no plano diretor da cidade?
Pode, eu acho que está, sim, algumas, agora não lembro muito bem. Mas, assim, tudo depende, assim, você tem que fazer um estudo da cidade de quanto que chove, para saber também o quanto que aquele paver precisa ser drenante. Aí eles têm que criar uma norma, precisa drenar até tanto. depende da cidade chover mais ou menos, então, seria mais ou menos isso. E acho que a tua outra pergunta foi em relação a mais produtos personalizados, com acabamento especial.
Isso. Então, por exemplo, eu quero uma cor específica, porque eu vi que você tem, inclusive, no mesmo paver, várias cores. Eu tenho várias cores, né? Então, como que funciona aquele tipo de solução de criação, enfim?
Então, o que acontece? Hoje em dia, no Brasil, a gente fabrica muito... Muitos pavers todos iguais, eles são assim uma camada só, que é um paver de uma camada, ou ele é todo vermelho, ou ele é todo amarelo, ou ele é todo preto, e formatos sempre padrões, são produtos muito básicos, E a gente vê hoje em dia que tem como se fosse... paver virou uma commodity. Então, assim, não tem um alto valor agregado. E quando você vai para os Estados Unidos, para países de primeiro mundo, Europa, você vê uma infinidade de cores e tipos de pavers, de acabamentos especiais que deixam os lugares lindos. Cada lugar é diferente um do outro. Então, a gente tem toda essa gama de produtos diferentes. que a gente consegue fabricar. E o que a gente está fazendo agora com a minha empresa é trazer essas máquinas e equipamentos para o Brasil para produzir isso de forma automática. A gente é a primeira empresa que está trazendo isso. Um exemplo, tem o piso Fugê. O que é o piso Fugê? É quando a parte de cima fica como se fossem uns pedriscos, granilhas aparentes, que ele fica meio áspero e tem a granilha que você só vê a granilha assim. Então, a gente tem uma máquina que você produz o paver e depois você lava a superfície para ficar isso aparente. Hoje, no Brasil, eles fazem, só que de forma manual. A forma manual consome muito mais cimento do que a forma automática, e a gente sabe que o cimento é o grande vilão do CO2.
Então, Ana, isso é uma... Antes da gente continuar, quando você faz de forma manual, você também não consegue assertividade em todas as peças.
Eu não sei, você até consegue, só que a questão é que você tem que fazer aquele concreto que eu te falei molhado, o concreto plástico. Esse concreto plástico usa muito mais cimento e é um trabalho manual. É você fazer um cimento e jogar dentro de uma forma e depois esformar, enquanto uma máquina sai, não sei, 2 mil metros quadrados por dia, em 8 horas, e vai produzindo e vai saindo, vai saindo, às vezes, com três funcionários.
Tem um controle também.
Tem um controle de qualidade. É mais fácil porque você ajusta a máquina para que ela saia naquela altura correta, que vai encher o molde naquela altura correta. Então, você vai ter um paver de 6 centímetros, não às vezes um paver de 6.5 ou 5.5. Você vai ter um paver mais exato. Então, assim, esse é um produto que a gente está trazendo. Outro é o paver com cores mescladas. Então, você fica o paver, assim, com várias cores. E aí, você tem uma infinidade de tipos de produtos que você pode fazer, porque você pode misturar cinza com branco, preto, branco e cinza, vermelho e, não sei, marrom, creme com marrom. Você faz, assim, diversas possibilidades de produtos especiais.
Quando você tá falando dessa questão de personalização, eu vejo isso muito dentro das prefeituras, né? Por exemplo, quando você quer transformar uma cidade, quando você quer trazer personalidade pra uma cidade, sabe? Então, você desenvolve uma coisa única, igual a gente vai pra Europa, por exemplo, você tem muito isso, né? Aquela rua, aquele bairro, ele fica muito marcado por conta daquela... personalização que você tem. Então, você personaliza o bairro. Por exemplo, você tem uma praça e você desenvolve, você tem uma possibilidade de desenvolver uma solução exclusiva para aquela praça. Então, eu vejo muito esse conteúdo voltado aí. Para essas prefeituras.
E a beleza também. Enquanto a gente faz um muro só de blocos, lá eles fazem um muro com um bloco splitter, que você rompe o bloco no meio e ele fica com um aspecto como se fosse uma pedra mesmo. Então, um muro que você olha, ó, que bonito, parece uma pedra, dá um aspecto bonito, não um concreto. Só liso. Então, essas diferenças. Ou, por exemplo, a gente tem um dispositivo que você coloca na máquina para produzir blocos com isopor no meio. Então, isso é muito utilizado, como em Dubai, para ter mais isolamento térmico-acústico e economizar em outros isolantes térmicos e acústicos. Então, você já monta a parede e já dentro dela já tem o isopor que vai te trazer isso. Então, são essas coisas que a gente vê muito fora, que a gente tem que trazer urgentemente isso. E, às vezes, tem cliente que fala, mas isso não tem demanda. Não tem demanda porque ninguém faz. As pessoas nem sabem que existe esse produto.
E esse tipo de produto que você está trazendo para mim, agora, você não está falando só de economia de concreto, você está falando de leveza. Você está falando de acústica. Muitas vezes, como você tem o isopor ali dentro, nessa mistura, nessa composição, você também tem um controle térmico muito grande, que resulta em qualidade de energia, né? Porque se você tem... Tudo bem, o calor, ele não entra para o ambiente, você reduz no uso de ar-condicionado.
Reduz muito, e eu vejo, por exemplo, a diferença que é quando você vai para a Europa num lugar de menos 5, 10 graus, por mais que você não coloque aquecimento, e você vai para o Brasil, gente, no Brasil as coisas são... os apartamentos são frios. Você passa frio. Agora na Europa, todo mundo usa, por exemplo, janela com vidro duplo. Aqui no Brasil quase não existe, e é uma coisa assim, você vai alugar um apartamento, comprar, é básico que tenha janela com vidro duplo, pelo isolamento acústico, até pra proteção do frio e muitas outras coisas, do calor, pra manter a temperatura do ambiente. Agora aqui em São Paulo deveria ser tudo esse vidro duplo, pelo tanto de barulho que tem lá fora. São coisas que fora já tá muito... eles já exigem que seja o melhor. E a gente vai migrar para isso, porque a gente está evoluindo. E, consequentemente, eu acho que daqui a uns 5, 10 anos, a gente vai estar fazendo tudo isso que eles fazem lá. E tem que a gente começar a trazer essas inovações, essas melhorias, né?
É, e eu nem te chamo de inovação, viu? Acho que isso é uma coisa tão necessária, porque se teve... Eu não sei se você acompanha essas novas... Por exemplo, essa mudança... de plano diretor, enfim, mudança de normas que vem acontecendo na construção civil. Então, por exemplo, as janelas que se usava, sei lá, de repente há 10 anos atrás, por mais que você tenha ali uma construção de baixa renda, a gente vem melhorando isso aos poucos. E assim, a tecnologia já tá aí, né? Tá fora, a gente pode trazer. Se a gente começa a aderir, começa a ter qualidade, consequentemente, você tem redução de custo. Porque aumenta a demanda, baixa o custo.
É, tem muita inovação. Até eu tenho um amigo meu, o Mário, da Cimentos Apodi, E ele agora tá fazendo, por exemplo, um concreto de alta resistência. Então, esse concreto tem tanta resistência que você pode fazer, por exemplo, um pilar menor. Então, você ganha espaço na obra. E ele falou que, consequentemente, eu não sei explicar, muitas outras partes da obra você acaba economizando em material, porque a estrutura é mais forte, então acaba economizando. Então, no final, é esse tipo de coisa que a gente tem que estar evoluindo, aderindo a essas novas tecnologias, esses novos produtos.
É, inclusive é uma coisa que eu defendo muito aqui no Constricast, que é essa questão da união, né? Das... dos materiais, né? Porque, por exemplo, quando eu falo de aço, muitas vezes eu vou escolher uma solução metálica porque eu consigo ali uma coluna, uma viga mais esbelta. Mas, de repente, se eu já tenho uma solução que está sendo construída, Aí, sei lá, de repente que eu tenho uma coluna com a espessura X, mas aí eu uso um cimento com outro tipo de tecnologia, eu consigo tornar aquela coluna muito mais esbelta, e no final eu consigo até evitar, por exemplo, um pilar a mais, né? Então, vai depender muito da questão empenho da engenharia e do apoio da indústria para desenvolver uma solução ali que, de fato, do... faça sentido, para tornar aquela construção muito mais, acho que, eficiente. Porque, imagina, esse prédio mesmo que a gente está falando aqui, você para no estacionamento, o que tem de gente batendo no... Ah, é!
Não, isso, acho que, para o estacionamento, é a melhor parte, né?
É sensacional!
Então, assim... Todas aquelas espadas...
É, e quando a gente fala de, né? De solução, de inovação, está tudo muito ligado. Agora, o que a gente tem que fazer agora é fomentar esse movimento para que... Opa, espera aí! Quem sabe esses conteúdos que a gente está fazendo aqui agora, ele chega ali, de repente, naquele vestidor... Para alguém, chega. Chega.
Chega aos pouquinhos, a gente vai... O mercado vai se educando, assim, e querendo aderir a essas novas tecnologias.
Não, é legal. Igual eu estava falando outro dia que recebi algumas pessoas para falar sobre uma coisa que eu tenho defendido muito, que é impermeabilização.
Sim.
Gente, como isso é importante. Só que, muitas vezes, quando você está com um problema, cara, a casa já está construída, o apartamento já está pronto, a varanda já está pronta, aí você vai ter todo um dor de cabeça, entende? E, muitas vezes, é por falta de conhecimento de quem está contratando. Ah, eu vou economizar nisso. Mas eu sempre falo aqui hoje da importância de um projeto de impermeabilização.
Sim, é importante, realmente.
Você, quando for construir, já sabe.
Sim.
A impermeabilização.
É, eu vou falar com você, então. Esse é meu consulta. É importante.
Eu tenho recebido aqui alguns vídeos das pessoas me mandando, ó, vi o episódio e tal, agora já sei como tratar. Mas eu entendo que eu deveria ter tratado lá atrás, enfim.
Sim. E outra coisa, Paulo, que eu queria te falar é sobre muito... Como a tecnologia também pode vir a economizar no cimento, aditivo e pigmento? Sabe? Então, por exemplo, tem algumas máquinas, né, importadas, que elas têm a dupla capa no paver. Então, o que é isso? Você faz um paver com uma camada mais grossa e outra fininha assim em cima, tá? Você faz... E, geralmente, como são os pavers hoje? É uma camada só. É um produto todo igual. E esse aqui, não. São duas camadas.
Ô, Tônia, e essa... Esse tipo de paver, inclusive, eu vi lá. Você... Eu estava lá na Concrete, onde eu te conheci. Como que funciona essa produção? É a mesma máquina? É o mesmo molde?
Como que funciona? É o mesmo molde, é a mesma máquina, mas tem o dispositivo pra dupla capa junto. Porque, como funciona? Aqui está a prensa, tá? E daqui é uma gaveta onde que tem o concreto com o silo. Tem um silo e uma gaveta embaixo.
Aí ele faz a primeira camada, a central.
É, e aqui também, daqui tem a segunda, a dupla capa, que seria outra gaveta com outro silo. Então, o concreto vem dos misturadores, eles caem nesses silos.
Você tem um na direita e na esquerda e um central. É.
Então, aqui tá o central, a prensa. Onde que tem o molde, o molde tá aqui, uma prensa. Aqui tem dois silos, um pra camada principal, aqui pra dupla capa. E aqui tem duas gavetas. Então, os silos se abrem, cai esse concreto na gaveta. Quando é uma camada só, só tem essa parte. Quando é dupla camada, tem essas três partes. Então, são três partes. Então, como funciona? É... Aqui, a camada principal, vem a gaveta, ela enche o molde, aí, prensa um pouquinho, daí, depois, vem a segunda camada, enche, e daí, dá aquela prensada final, e daí, sai o produto com duas camadas.
Nossa, que interessante! Eu pensei que você usava algum tipo de silicone, alguma coisa de cola pra unir.
Não, é a própria prensa que faz isso. Então, qual é a diferença? Hoje a gente sabe que o agregado grosso, tipo o pedrisco, dá mais existência à peça. e ele usa menos cimento. E o agregado fino, ele não dá tanta resistência, mas ele dá a beleza, fica aquela paver lisinho. Então, o que acontece? Por exemplo, por que o agregado grosso, você vai me perguntar, usa menos cimento? Porque o cimento, ele tem que cobrir toda a pedrinha ali. Pra você cobrir uma pedrinha desse tamanho com cimento, você gasta esse cimento. Agora, imagine que ao invés dessa pedrinha, é um montão de mini pedrinhas. Então, o cimento, ele tem que estar em volta dessa mini pedrinha.
Só pra colar umas, ele tem uma função...
Ele tem que estar em volta. Então, é mais... Você usa menos cimento pra cobrir uma peça grande do que um milhão de mini peças pequenininhas. Então, esse pedrisco, ele vai usar menos cimento. Então, os fabricantes que fazem uma camada só, eles têm que juntar o bom dos dois. a resistência do pedrisco com menos cimento, porém, mais os finos, que seriam tipo areia, às vezes, o pó de pedra que dá liga, pra ficar um produto resistente e bonito. Agora, quando você tem dupla camada, é muito mais fácil, por quê? A parte de baixo, se coloca mais pedrisco. e usa menos cimento e vai estar resistente.
Só que você usa uma camada menor, né? Consequentemente, você reduz.
Daí, a camada de cima, você coloca só areia, porque você só quer beleza. Então, o paver fica muito mais liso, bonitinho, mas você não precisa da resistência, porque a resistência tá na camada de baixo. Tá no centro. E daí, outra coisa. aditivo e pigmento, você não precisa pigmentar a peça inteira e colocar aditivo na peça inteira, você só coloca naquela camada fininha.
Que vai aparecer.
Então você economizou cimento, aditivo, pigmento, é bom pro meio ambiente, você é mais sustentável, você é mais competitivo, você traz um produto mais inovador e mais bonito, porque a parte de cima que vai aparecer vai estar mais bonita.
E no mundo, no momento que a gente fala de tanto SG, que a gente fala hoje das construções inteligentes, por exemplo, de certificação Lead Gold, se você não tiver um processo, de fato, sustentável, você não consegue, por exemplo, uma certificação. Então, meus amigos arquitetos, paisagistas, devem estar adorando esse conteúdo.
Eu acredito que deve ser em torno até dos 40, 50% na economia de cimento em relação a uma feito de forma manual também.
Nossa, que bacana!
E a gente sabe que é o maior custo do paver, eu faço muita análise de negócios para os meus clientes, planos de negócio, a gente vê que o cimento é a parte do maior custo, para produzir um bloco, um paver, um meio fio, e também o vilão do CO2, da poluição. Então, assim, eu acredito que daqui a uns anos vão exigir que tudo seja produzido com máquinas que economizam cimento, né? Porque o certo seria isso. Tudo que a gente puder economizar cimento é o que a gente deveria estar utilizando.
E sabe o que é legal? Eu já visitei algumas indústrias, né? E o processo construtivo de paver, blocos, né? Enfim, próprio meio fio. é muito trapassado, né? Então, igual, eu tô conversando com você aqui, você falando, você contando pra mim, já me deu curiosidade, já me deu vontade de conhecer a sua empresa.
Sim.
Porque o que acontece, o legal é que eu conheço como que é o tradicional, né? E você me contando assim, eu tô criando uma imagem na minha cabeça.
Não, vou te levar pra conhecer uma fábrica, pra você ver que legal. É legal ver uma indústria assim, um maquinário funcionando, como é o processo, porque que tem aquilo. É bem interessante, você vai gostar.
Você levaria algum estudante de engenharia, de arquitetura, de paisagismo pra conhecer lá?
Sim.
Algum comentário legal?
Sim, com certeza.
Olha, convida pra aquela... É você que tá convidando. Fala onde fica.
Olha, a gente tem vários clientes com indústrias montadas pelo Brasil, né? São vários lugares, inclusive o setor que eu trabalho, que é de produção de blocos, pavers e meio-fio, a gente precisa de muitos profissionais qualificados que a gente não tem no mercado. É muito difícil. Então, é um lugar para quem gosta de concreto, gosta de indústria. Se você se qualifica, se você estuda, você pode ganhar muito bem. É uma profissão que está pagando muito bem, porque a gente não tem profissionais qualificados nessa área. Inclusive, eu faço um convite especial para as mulheres também.
Eu ia tocar nesse assunto.
Porque quando você trabalha com maquinário, você tem que ter muito cuidado com o maquinário, você tem que entender muito bem de hidráulica, elétrica, mecânica, ter um cuidado especial com a máquina, como se fosse um filho, cuidar da máquina ali para que ela funcione muito bem em uma produção, ser mais perfeccionista, detalhista, cuidar bem. Então, eu convido as mulheres, que é um mercado que dá para ganhar super bem.
E detalhe, é uma coisa muito interessante, quando a gente fala de industrialização da construção, Que é uma coisa que a gente vem defendendo aqui e até te agradeço por trazer, de fato, inovação pra esse setor que eu tanto... né? Que eu venho brigando e tal. Inclusive, eu falo muito de uma empresa espanhola que tá trazendo muito a mulher pro canteiro. Tem uma fábrica deles aqui. no Brasil, que se eu não me engano, aí 50%, 55% ou 60% são mulheres. Justamente porque eles investiram em tecnologia e inovação. Então, eles trazem o cuidado da mulher. Se você precisar movimentar uma peça, você tem a ponte, você tem o macaco hidráulico. Então, assim, tem um equilíbrio muito bacana. Sim.
Outro lugar que eu vejo que tem muito espaço para as mulheres é que elas façam a parte de soldagem. Porque a gente vê, o que trabalha com máquinas, às vezes, é aquela solda bem brusca. é, brutas. Então, ao invés disso aqui, tem que colocar uma mulher pra fazer bonitinha aquela solda, perfeitinha, com cuidado, com carinho. Você quer que eu traga uma soldadora? É.
Quer que eu traga uma soldadora aqui pra contar um pouquinho da história dela?
Eu quero.
Então, olha só. Eu tô recebendo vários desafios aqui. Eu vou trazer junto com o Senai. O Senai tá formando várias mulheres na solda. Eu tô acompanhando o trabalho. Eu vou atrás do Senai.
Sim.
Para trazer uma mulher que se formou no Senai, que já está trabalhando, inclusive, aí eu já tenho alguns contatinhos a trazer e vou te mandar esse episódio. Falar, ó, é para você. Tá.
Obrigada.
Pode ter certeza que... Sim.
Para ver se incentiva também mais mulheres fazerem isso.
Sim.
E eu conheço muito fabricantes que estão desesperadas, trazem bons soldadores e... Porque quando.
A gente fala de economia, né? É um troço assim, porque quando você usa uma solda, é um material tão caro, né? e tão importante para a cadeia, né, como tudo, para aquela peça. E, às vezes, eu vejo um tipo de acabamento tão... Vou falar um português claro, porco. Entende? Falo, cara, pô... Não daria para ter caprichado um pouco mais nisso? Será que não foi relaxo?
É muito capricho.
Você entende? Porque quando você... Ah, tem gente que deve estar falando, pô, você não entende de solda, você não entende de construção. Enfim, eu... Eu sou um curioso, eu vou na indústria. Quando eu vejo uma coisa que não está ali de acordo, de acordo com o meu olhar, eu tento ver outro profissional que tem capricho e falar, não, dá para fazer diferente.
Não, mas você está certo. Eu também não sou uma experta em solda, mas o que eu sei é muito do capricho da pessoa. Tem ótimos soldadores, assim.
Sim.
Mas eu acho que a mulher, no geral, né? Vamos falar não generalizando, né? Mas, assim, elas têm mais... A gente tem isso, né? Mais esse cuidado.
Esse episódio vai entrar pra série Mulheres que Constroem.
Sim.
Acabou de entrar pra série. É um movimento que eu estou criando aqui no Constricash. Tenho já alguns episódios com mulheres incríveis. Rosane Bevilacqua, Jasmine Reis.
Sim.
Entre tantas outras. Tem esse movimento já... Esse episódio entrou pra essa série. Antes da gente... Eu queria só trazer mais um ponto. Esse processo de, por exemplo, de meio fio, de blocos, com essas máquinas que você trouxe de fora, enfim, que você tá trazendo esse tipo de inovação, o processo construtivo, ele é igual aos que já existem? aqui no Brasil, que já existia, ou mudou alguma coisa?
Não, eu acho que a colocação, o processo em si, eu acredito que é o mesmo. Não muda muito.
O que muda, na verdade, é o...
Às vezes é que tem, por exemplo, bloco estrutural. Ao invés de você fazer aquela parte estrutural de um prédio normal, que as pessoas fazem, os engenheiros fazem, usando depois tijolo, mas ter toda aquela estrutura de madeira e tal para fazer estrutura, parte estrutural, você já pode colocar blocos estruturais. E esses blocos estruturais, eles precisam ter alta resistência, às vezes até 24 MPa. E para você conseguir um bloco estrutural de 24 MPa, você tem que ter uma máquina muito top de alta tecnologia.
E essa máquina já tem.
Já tem.
Me conta.
É que, por exemplo, a Hama Solution tem uma máquina dessas. Então, daí você consegue alcançar esse grau de resistência para o bloco. Você tendo bloco estrutural, você elimina todas essas partes. Então, o que a gente fala? A construção de um prédio fica muito mais rápida. muito mais limpo o canteiro, muito menos desperdício. Então, eu vejo que talvez seria isso, de usar mais o bloco estrutural, que aqui em São Paulo, graças a Deus, é muito utilizado.
Posso complementar outros ganhos? Olha como eu estou sendo comercial. Você ganha em forma, você não precisa de forma, porque você elimina, você dá muito mais agilidade no processo.
É mais rápido, né?
Enfim, então, eu não sei se esse tipo de bloco... Eu sou uma pessoa que... A minha conta, eu não faço conta de padaria. Eu gosto de fazer conta aqui. Tudo bem, eu estou comprando, eu estou escolhendo essa solução, mas o que eu vou ganhar? Tempo é um troço muito valioso.
Tempo, vai ganhar tempo.
A partir do momento que eu estou evitando colocar aquele tipo de madeira, opa, eu estou evitando, também eu estou trazendo aí menos, sei lá, problemas para o meio ambiente.
Sim, também.
Eu estou deixando de gerar resíduos naquela obra.
Também.
É menos caçambas ali em circulação. Você entende?
Menos sujeira, não.
Menos sujeira. Então, antes da gente mudar de assunto, eu queria que você falasse um pouquinho como o que é esse bloco estrutural. Imagina que é o leigo. Tudo bem, eu, Paulo, sei o que é. Agora, aquele estudante que está entrando ali agora não sabe.
Então, o que acontece com o bloco estrutural? Tem o bloco de vedação estrutural. O vedação é o quê? Ele não exerce uma função de estrutura, né?
Ele é mais de fechamento.
Ele é mais de fechamento. Então, o que varia de um bloco para outro? Geralmente é a... É a parede, o tamanho da parede, o bloco estrutural, ele é mais, tem as paredes mais grossas, né, do que o de vedação, e também o bloco estrutural, ele consome mais cimento, porque ele tem que ter mais existência. Agora, o que que acontece? Por que que uma máquina você consegue fazer fácil um bloco estrutural e outra não? Porque assim, tudo depende principalmente da vibração na máquina. Então, quando você vibra, é mais fácil encher a forma, porque você vibra e vai caindo e já vai enchendo as cavidades da forma do bloco. Porque é difícil encher, imagine, ter uma parede fininha e ter que entrar concreto ali dentro. Então, com a vibração boa, você consegue ir enchendo essas cavidades.
E dá mais qualidade, né, para aquele produto.
É, porque o que é um produto de alta resistência no concreto? É um produto que não tem vazios. Aí, você tem que ter uma granulometria dos agregados perfeita, que junte essa peça com essa e essa, e suma todos os vazios, assim, que não tenha vazio aquele concreto. Então, também já vai da granulometria. Aí, depois, você tem que colocar a quantidade de água ideal, porque não pode estar faltando água, porque, senão, ele tem vazios também dentro daquele concreto. E o que a máquina ajuda? Que enquanto ela vai fazendo a vibração e está tendo também a compactação, essas partículas vão se acomodando, que vai sobrando o vazio. É que nem, por exemplo, vamos falar uma... Você vai bater um bolo. Você coloca um monte de coisa, está desse tamanho aqui no liquidificador. Aí, você vai batendo, batendo, tirando os vazios, ele fica isso. Isso é um concreto compacto que tem resistência.
É, até trazer, vou dar um outro exemplo.
Então, seria mais ou menos, não sei se eu expliquei bem, mas seria mais ou menos isso.
Ficou muito claro, você deu o exemplo do bolo, eu vou trazer um outro exemplo que às vezes as pessoas podem ver no dia a dia, dependendo do tipo de construção, é claro. Numa construção tradicional, quando o pedreiro está enchendo uma coluna ou uma viga, ele fica muitas vezes batendo com o martelo na forma lateral, às vezes ele pega um sarrafo, alguma coisa, ele fica... socando aquele sarrafo no concreto ali pra ele ir adensando, né? Se você pega uma construção um pouco maior, geralmente você tem um vibrador que a pessoa vai colocando ali pra esse concreto. Isso, então assim, o que a Taôna tá falando em relação à máquina é, ela tem uma alta qualidade na vibração, uma tecnologia Interessante que a própria máquina consegue gerar uma vibração adequada para que consiga resultar um produto muito mais eficiente.
Isso.
Seria isso?
Seria isso, porque essa vibração vai acomodar as partículas, cada um no seu lugar, e elas ficam todas unidinhas, não tem espaço para nada. E esse espaço para nada, que é nenhum vazio, que é o que gera a grande resistência.
Gente, eu queria ficar aqui com você mais, só que você vai ter que sair daqui a pouco pra pegar seu voo. Só que antes do nosso... Vou lá.
Pra Cascavel encontrar a Suelen.
Ah, você vai encontrar a Suelen.
Ah, provavelmente.
Com certeza. Ela já me convidou, inclusive, pra ir pra Foz do Iguaçu conhecer as cataratas. Sim, ótimo. Já conheceu. Eu já conheço, mas ela convidou outras pessoas também daqui. A gente vai. Antes da gente encerrar e passar a palavra final pra você, a gente tem um quadro, Convidado com Vida, E eu gostaria de saber de você, quem você gostaria de ver, ouvir aqui no Constru e Cash. Não se limite, pode ser... Posso falar duas pessoas? Claro, até três. Tá.
Eu iria convidar o meu grande amigo, Idário Fernandes. Você iria?
Não vai convidar mais?
Hã?
Você não vai convidar mais?
Tá, eu tô convidando então, Idário. Olha pra aquela câmera você, ó. Idário, eu quero que você venha aqui, porque o Idário, o nome dele comercial é Dr. Bloco. Você pode até olhar no site dele, Dr. Bloco. Ele é referência na América do Sul inteira, principalmente na América do Sul. Ele é a única pessoa do mundo que publicou livro sobre como produzir blocos e pavers e telhas. Ele estava lá na Concrete Show e eu falava que ele era o rei da Concrete Show. Todo mundo conhece ele. E ele é uma pessoa muito técnica, que conhece muito a fundo. Trabalhou muitos anos com cimento, com concreto. Então, eu chamaria ele, porque acho que tem muito a agregar nesse nosso setor.
Está convidado.
Outra pessoa também que eu chamaria é o Mário da Podi, Cimentos da Podi, por esse tema de concreto de alta resistência, que também é algo que ele está colocando no mercado. Às vezes tem um pouco de receio, mas é mais caro e tal, mas no final ele consegue mostrar o quanto economia, Tem uma grande economia que gera na obra, como um todo, por causa disso. Então, eu acho que ele também tem muito para aportar aqui.
Antes da gente se encerrar, o que você achou, depois que você conheceu o Constricast? Imagina, você tem um canal que une todo o setor da construção e promove ideias, traz soluções incríveis, como essa que você trouxe aqui.
Sim.
O que que é pra você? Porque antes só arquiteto dava entrevista, eu sempre falo. Engenheiro só dava entrevista quando a obra caía. Quem foi o engenheiro que fez isso? Entende? Então assim, veio pra onde e tudo? Como que você enxerga tudo isso?
Olha, primeiro... de tudo, eu queria falar que não sei se você percebeu que, quando uma pessoa lá do outro lugar do mundo está pensando em alguma coisa, a outra pessoa está pensando. E parece que as inovações vêm junto. Parece como se tivesse uma luz, uma intuição para todos nós naquele momento daquilo. E eu já venho pensando faz muito tempo sobre isso, que a gente tem que educar mais o nosso setor, passar mais conhecimento. Então, eu acho que o que vocês fazem de lindo é vocês estarem trazendo até essa pessoa, esse especialista nisso, e trazer e mostrar todo esse conhecimento, educando as pessoas. Isso vai ajudar para que o nosso setor cresça, seja cada vez mais sustentável. para essa também inserir mais as mulheres na construção. Então, acho que vocês estão fazendo um trabalho lindo socialmente, ambientalmente, e eu vejo como se fosse a sua missão de vida. Então, acho que é um trabalho muito bonito. Parabéns!
É isso! É propósito.
É isso que eu vejo, é um propósito. E eu estou feliz de estar aqui, podendo passar meu conhecimento, porque eu vejo que as pessoas precisam de educação e o foco é isso, é educação, só com educação, com conhecimento que a gente cresce, que a gente aprende, que a gente evolui.
E quando a gente, igual você, está passando todo esse conhecimento que você viveu, que você vive, eu tenho certeza que você está aprendendo muito com isso. Porque quando você ensina, você aprende muito mais, porque você está reativando aquilo que você já aprendeu um dia. Seria isso.
Sim, e sempre a gente quer aprender mais, né?
E diante de tudo isso que você falou, só é possível a gente realizar, levar esse conhecimento pro mundo, enfim, transformar a vida de tantas outras pessoas, trazer mais mulheres pro mercado se a gente tiver o apoio da indústria. Por essa razão, eu gostaria de agradecer a todas as empresas que vêm aí colaborando, investindo nesse canal que tem esse propósito tão incrível, né? Unir, né? Construir pontes pra que, de fato, a gente construa aí, de fato, um mundo muito melhor.
Sim.
E é dessa forma que eu... E.
Parabéns, então, também, pela Gabi, todo mundo que tá aí trabalhando junto, né? Fazendo isso acontecer.
É isso, é.
E vai ser cada vez mais um sucesso.
E esse espaço aqui é seu, é nosso, tá? Agradecer também a Gabs aí por ter trazido, ter feito toda a ponte aí com você, né? E acho que quando a gente fala de propósito, o propósito é isso, né? Vamos unir cada vez mais da mão aqui. É isso, gente. Ó, pra aquela câmera.
Obrigada, gente, por me escutarem.
Que bate-papo legal. Antes da gente se encerrar, eu peço que você compartilhe esse conhecimento que você acabou de ter aqui. Manda para o maior número de pessoas que você conseguir. Eu tenho certeza que você também estará fazendo a sua parte. Tchau, gente.
Tchau.
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