Soluções para Infiltração | Impermeabilização | ConstrueCast | Construção Civil | Michael

YouTube interview (ConstrueCast) with guest Michael Waltingoger about infiltration (infiltração) and waterproofing in building construction. Michael—born in São Paulo (Barra do Brás)—describes common infiltration types (rising damp/rodapé, construction faults, negative pressure on buried structures), defines infiltração as water or moisture entering an asset, and emphasizes correct product selection, surface preparation and process discipline. Key practical points: wait 28 days for concrete/laje curing before waterproofing; argamassa polimérica is recommended for negative-pressure (external/buried) walls; mantas asfálticas (even with aluminum film) must not be left permanently exposed and require proteção mecânica; partial/patch treatments commonly fail. The conversation also covers contractor ethics, pricing, the need for engineer-designed projects and follow-up, and health/financial impacts of persistent moisture.
Questions this video answers
São Paulo — Barra do Brás (Hospital São José do Brás).
28 days.
Argamassa polimérica.
No — even aluminized versions require proteção mecânica and are not meant for permanent exposure.
Chapters
Constri, cache, arquitetura, engenharia e construção. Soluções.
Para Infiltrações é o tema do nosso bate-papo de hoje. E para falar sobre o assunto eu recebo Michael Waltingoger, que vai dar uma aula para você que está acompanhando este episódio. Michael, seja bem-vindo ao nosso podcast. É uma honra receber você aqui.
Olá Paulo, obrigado, a honra é toda minha, obrigado aqui pelo convite, estou muito feliz e espero poder contribuir com o canal.
Vamos nessa, tenho certeza que quem tiver problema com infiltração, vamos deixar o seu contato aqui, todos que estão assistindo ou vindo pela plataforma de áudio ou de vídeo vai ter Enfim, essa facilidade de entrar em contato com você para tirar dúvidas e sobretudo, já adianto, quem tá ouvindo pelas plataformas de áudio, a gente vai colocar aqui algumas imagens durante o nosso podcast para falar, ó, tá vendo essa situação desse telhado? O problema era esse, como solucionamos? Está vendo essa laje? O problema era esse, como solucionamos? Então, eu penso que quando a gente traz exemplos de cases de sucesso, ou seja, de cases bem sucedido, a gente acaba, de certa forma, ajudando muito mais a nossa audiência.
Com certeza, isso só não vai resolver quem não quer.
Só não vai resolver quem não quer, mas o nosso objetivo é esse. Michel, antes da gente começar a falar propriamente dito do tema, que é soluções para infiltrações, eu queria que você falasse um pouco como você entra nesse mercado de impermeabilização.
Olha, eu entro enxergando uma grande oportunidade, um grande buraco, um oceano azul, como a gente gosta de... Eu uso o termo, né? Tá muito popular esse termo.
Vamos voltar um pouquinho. E como... Onde você nasceu? Como que... Só queria entender um pouquinho antes, né? Antes de você chegar, propriamente dito, no tema do nosso bate-papo.
Bom, eu nasci em São Paulo, Barra do Brás, no Hospital São José do Brás, né? Morei muitos anos aqui no centro de São Paulo, depois fui com a família para São Miguel Paulista, casei e fui para Guarulhos. Trabalho desde muito novo, desde que nessa companhia meu pai, numa escola despletiva que ele tinha no passado. Estou acostumado já a acompanhar ele como empreendedor. Casei muito novo também, casei aos 21 anos. Com 3, 4 anos de casada, eu já comecei a empreender. Então, comecei a trabalhar com caça-vasamento, uma área muito técnica, onde a gente localiza vazamento subterrâneo com aparelho de geofone. É um aparelho de escuta, similar ao estetoscópio do médico, só que a gente vai ali procurando debaixo do solo onde é que está o vazamento na tubulação.
Aí, deve ser divertido. Imagina, eu estou aqui, você fala esse caça-vasamento, eu estou imaginando aqui como funciona. Imagina eu, até criança ou adolescente, ali brincando de caçar vazamento.
Olha, é divertido, é estressante ao mesmo tempo, é recompensador também.
E quando encontra o vazamento? Imagina a sensação.
Puxa, para o cliente isso é ótimo. Para a gente que consegue realizar o trabalho, é muito bom a satisfação de poder encontrar o vazamento e falar, pô, ganhei o dia aqui, né? E para o cliente, então, nem se falha. Então, imagina que você tem lá no seu quintal, na área externa da sua casa, Você tem a tubulação subterrânea passando e você não sabe onde está esse vazamento. E você já pensa logo, vou ter que quebrar tudo. Vou ter que trocar toda a tubulação. E de repente você já pensa, vou ter que trocar todo o piso também. Mas você tem lá no fundo da sua casa guardado uma pedra, duas pedrinhas de cerâmica, uma caixinha que sobrou da aplicação do seu piso. E você encontra o vazamento no local exato. E você quebra uma pedrinha de cerâmica e você vai poder ir lá no fundo do seu quintal pegar aquela cerâmica que ficou guardada e resolve o problema. Não precisa quebrar tudo, não precisa trocar tudo. Para o cliente, é uma satisfação enorme. Isso falando em termos de residência. Quando você fala de uma indústria, por exemplo, tubulações que circulam toda uma área industrial e você vai lá e localiza o ponto exato. Para o cliente, é se livrar de um grande problema.
É interessante até, ou seja, tá tudo muito ligado, né? Ou seja, caça vazamento, aí depois você avança pra essa parte de infiltrações e tal. Eu queria entender, até voltar um pouquinho, já que você tocou em um ponto também sensível, né? Que é vazamento. E como que funciona esse processo? Como que funcionava ou como funciona? esse processo de procurar vazamento, tendo em vista que, imagina, você tem a tubulação. Nem sempre eu, enquanto dono de uma casa, de uma residência, eu tenho projeto para saber onde está passando ali o encanamento e tal. Como que funciona? Você tem acesso a um projeto de encanamento?
Não, não. Projeto é, olha, Foram raras as vezes que eu tive acesso a um projeto, raríssimos. Com uma mão aqui, eu escolho os dedos aqui, eu conto quantas vezes eu tive acesso a um projeto, não só em residência, até mesmo em imóveis comerciais e industriais. Porque muitas das vezes, um imóvel industrial, por exemplo, você até tem um projeto, mas aquilo passa por mudanças. E o projeto muitas das vezes não é atualizado. Mas você tem sempre alguém que tem uma ideia de onde essa tubulação passa. Já teve caso, por exemplo, eu atendi uma residência, e eu estou do lado de fora do imóvel, escutando o ruído do vazamento que está vindo do lado de dentro. Então, esse cliente tinha um piso de mármore na sala dele, e eu falei, olha, o teu vazamento está vindo lá de dentro da sua sala. E ele bateu o pé e falou, não, dei na minha sala, não passa tubulação. Eu falei, então. Mas pelo ruído, eu tô rodeando aqui e tá vindo um barulho daquela direção.
Você tava com algum aparelho, alguma coisa?
Um aparelho de geofone.
Ah, tá.
Então, eu tava circulando pelo lado de fora do imóvel e eu já escutava um ruído de vazamento. Mas pela sensibilidade, a vivência, a gente tem uma noção da direção que aquilo vem. E eu sabia que ele não tava lá fora. E eu falei, olha, eu quero escutar desde a sua sala. E esse cliente ficou extremamente nervoso na hora, falou, não, você não vai entrar dentro da minha casa. Não tem tubulação, você tá falando da minha sala, não tem tubulação passando na sala. Eu falei, então, mas esse vazamento não tá aqui fora. Me deixa só ouvir. E ele, com muito custo, ele deixou eu entrar dentro do imóvel dele. E o vazamento estava debaixo da mesa de centro dele. E na hora que eu falei pra ele, ele falou, olha, tá aqui o vazamento. Nossa, ele ficou muito nervoso. Ele falou, você não vai quebrar a minha sala. Eu falei, mas ele tá aqui.
E tava.
E tava. Imagina a responsabilidade. Era imóvel de alto padrão. Mas graças a Deus, eu achei. E se eu não achasse, aquilo ia custar muito caro.
É bem interessante, imagino, parece mais aquele ciúme de caça ao tesouro, sabe? Que você tem, enfim...
Mexe muito com o psicológico, né? Você precisa de um ambiente muito silencioso, os ruídos externos atrapalham muito. Então, por exemplo, você está caçando um almoçamento, o cliente está atrás de você, ele fica andando. E você escuta os passos dele. Você escuta a pata do cachorro no seu quintal. Você escuta tudo. Então, é um momento de muita concentração. São momentos que, às vezes, você fica muito estressado pelo nível de concentração que você precisa ter. Então, tudo que é externo te atrapalha. E, enfim... Aí, às vezes, você tem que parar, respirar, volta... Mas é... Quando você acha, aí compensa tudo, né? É muito bom.
É bacana. Agora, vamos... falar da pauta do episódio. Antes de fazer a primeira pergunta, eu gostaria de agradecer ao patrocínio do portal Hub Construção. Então, tudo o que você quiser saber sobre construção, conteúdos, inclusive sobre impermeabilização, vai lá no portal que você vai passar por uma viagem quando o assunto é conteúdo de qualidade para construção, arquitetura e engenharia. Michel, agora eu queria que você falasse o que é infiltração e quais são os pontos mais comuns para acontecer infiltrações.
Infiltração nada mais é do que a passagem de água ou umidade para dentro do seu imóvel, seja sua fachada, sua piscina, seu telhado, sua laje, então tudo que é umidade que está de trazer um problema para o seu imóvel, a gente pode chamar de infiltração. Problemas mais comuns de infiltração são os que não deveriam existir. Umidade de rodapé, por exemplo, é o tipo de infiltração mais comum que existe. Umidade que vem do solo para dentro do imóvel, o muro de arrimo, por exemplo, é muito comum, então não deveria existir. E depois vem os problemas de infiltrações por falha no processo construtivo, que são muito comuns. Então, por exemplo, você faz o seu telhado e você erra no madeiramento, você não acerta no esquadro das suas ripas, você não faz um cálculo estrutural correto para suportar o peso das telhas, Você faz a furação das telhas no local errado. Então, por exemplo, telha fibrocimento. Eu já vi... Isso é muito frequente. O cidadão coloca os parafusos no local onde a água corre, na calha da telha.
Também já vi muito isso.
Então, é... Por que o cidadão faz isso? Eu não sei. De repente, chegou os parafusos pra ele, ele viu que o parafuso era curto, Em vez dele pedir um parafuso correto, ele vai lá e coloca aquele mesmo. Não sei porquê, mas é muito comum a gente ver essas coisas. Então, ou é uma falha do processo construtivo ou são os velhos mitos. Então, por exemplo, coloca piso na sua laje que vai resolver e você não vai ter problema de filtração. Isso é uma mentira. É um mito. Quer ver outro mito? Olha só, no alto padrão a gente vê acontecer isso. O cidadão tem uma piscina e ele me procura para fazer a parte de impermeabilização. E eu informo esse cidadão que depois da impermeabilização ele vai ter que fazer a proteção mecânica. Então, colocar uma cerâmica, por exemplo. E ele já logo rebate. Fala, bom, se eu vou pôr cerâmica, então não preciso impermeabilizar. Isso é um erro. A cerâmica não vai impedir você de ter infiltração. Outro problema muito comum que a gente vê acontecer, por exemplo, em piscina enterrada. Você está com a parede exposta da sua piscina, você cavou o buraco, você levantou as paredes. Por que antes de você encostar a terra, você já não impermeabiliza a parte de fora da sua piscina? Isso eu vejo acontecer no alto padrão. Casa de milionário, que não devia acontecer, mas o cidadão vai lá e joga a terra para depois fazer a parte interna Tudo bem, ele vai ter que impermeabilizar a parte interna, mas ele poderia ter feito um preventivo na externa também para prevenir a parte da negativa, a pressão negativa. A gente vê isso acontecer muitas das vezes por falha, é humano mesmo.
Joel, eu vou conduzir esse bate-papo com você de uma forma que o consumidor final se atente, de repente, ali no processo de construção da casa, desde o baldrame ali até a construção de uma piscina, porque muitas vezes a gente estava até conversando um pouco antes de iniciar o nosso bate-papo aqui, É que às vezes eu contrato ali um empreiteiro e falo, ó, o projeto é esse, vai lá e se vira. Agora, se eu não tenho um conhecimento, fico muito refém daquilo que ele está me entregando. Agora, se está com qualidade ou não, enfim. O tempo vai dizer. Agora, eu vou iniciar por quando você fala de uma laje, por exemplo. Tudo bem, tem a laje e aí eu preciso colocar uma proteção mecânica, só que antes eu preciso impermeabilizar, para que eu não tenha esse problema futuro. O que um consumidor final tem que fazer pra ele não cair numa situação dessa? Por exemplo, porque muitas vezes pra o cara pegar o trabalho, pegar esse projeto ali pra fazer, ele fala, pô, peraí, se eu tiver que impermeabilizar, vou ter um trabalho muito maior e por esse valor que eu estou cobrando, eu vou tomar prejuízo. Então, ou seja, esse cara acha que tá na vantagem e o cara que tá contratando também acha que tá na vantagem, porque ele tá falando que só colocar o piso resolve. Como que esse consumidor tem que agir dentro de uma situação como essa?
Olha, é o que a gente tava falando anteriormente, né? Problema cultural, né? É problema cultural da parte do prestador, problema cultural da parte do cliente, é um querendo levar vantagem sobre o outro. Na hora da gente construir pé no chão, não tem mágica, não dá para fazer mais ou menos, e a parte da impermeabilização é extremamente importante. Então, não dá para evitar. Não tem como você fugir disso. Então, acho que o primeiro passo é você consultar o fabricante. Então, se eu tenho que fazer uma premiumização e eu recebo uma orientação de um prestador de serviços, por exemplo, de aplicar um determinado produto, vai no fabricante, confirma, acessa a área técnica deles. Todo fabricante tem uma área técnica. consulta, vê se aquele produto é para aquela finalidade. Existem situações, por exemplo, o cidadão aplica argamassa polimérica em uma laje que vai ficar exposta, sendo que a argamassa polimérica não é para essa finalidade. A argamassa polimérica é para áreas frias. Mas isso é um problema cultural. Então, tem um determinado grupo de pessoas que acreditam na argamassa polimérica como um impermeabilizante para uma laje que vai ficar exposta. Não deve ficar. Outra situação, por exemplo, manta asfáltica. também não deve ficar exposta, a gente tem que fazer uma proteção mecânica.
É, aí eu ia trazer um ponto, inclusive, para você citar, porque quando você fala de argamassa polimétrica, ela não é... Ou seja, esse não é um termo tão comum, tão fácil de assimilar para um consumidor final. A manta já é. Porque muitas das pessoas, acho que a maioria das pessoas, tende uma vez ou outra a ver uma manta exposta a altas temperaturas. Então, queria que você trouxesse esse exemplo da manta para a gente.
No caso da manta asfáltica?
Isso.
A manta asfáltica, a gente tem duas versões da manta asfáltica. A gente tem a manta asfáltica sem a película de alumínio e com a película de alumínio. A com a película de alumínio, ela foi feita, na verdade, porque É numa tentativa de solucionar problemas entelhados. Ela não é feita para ficar exposta ao tempo. Essa é a verdade.
Mesmo aquela parte metálica?
Mesmo aquela que tem a parte metálica. Se eu consultar um fabricante, isso eu estou falando um fabricante de renome, os caras fortes do mercado, você consultar a área técnica, você vai ver eles falarem que aquilo não é para ficar exposto. que aquilo precisa de uma proteção mecânica. Fazer um contrapiso, por exemplo, tem que proteger da incidência solar. É um erro muito grande. Olha, eu não acredito em você. Eu acho que o que você está falando é bobagem. Então, pega uma manta asfáltica, o tipo que você quiser, do fabricante que você quiser, com película de alumínio, sem película de alumínio. Eu desafio você, você pegar essa manta asfáltica, largar na tua calçada num dia de sol quente. e você faz isso pela manhã e no final da tarde você veja o estado que ela vai estar. Ela não é feita para aquilo. Teve até um caso famoso do Celso Russomano, fui atender um chamado de um consumidor, onde o prestador de serviço fez a aplicação de uma manta asfáltica com película de alumínio. Isso deu problema. Deu infiltrações, o consumidor foi lá, acessou a patrulha do consumidor, o Celso foi lá, E aí o Celso Russomano questionou o prestador de serviço e o prestador falou, olha, mas eu falei pra ela que aquela manta asfáltica ali, aquela película de alumínio é algo temporário. Mas que ela tinha que fazer proteção mecânica, ela não quis fazer a proteção mecânica. E o Celso Russomano perguntou a ele, quem é o profissional? É você ou ela? Não, sou eu. Então se você é o profissional e você sabe que tinha que fazer proteção mecânica. Ela não quis fazer a proteção mecânica. E você aplicou a manta asfáltica, então você está errado. Porque você é profissional, não ela.
Teve um caso, até nessa linha que você está falando agora, eu tenho um parceiro que é um escritório de arquitetura corporativa, e eles estavam participando de um bid de um grande projeto, e eles acabaram perdendo, deixaram de fazer porque o cliente queria um tipo de solução que ia contra as normas do bombeiro. Eles entenderam e falaram, não, eu não vou colocar o nome da nossa empresa à prova no mercado. Então, eles deixaram de fazer, perderam esse projeto e depois de um ano e pouco mais ou menos, esse mesmo cliente chamou eles para participar de um outro projeto em função do comportamento idôneo que eles tiveram seguindo essas normas. Até é interessante esse ponto que você trouxe.
É, e o prestador de serviço tem que estar pronto para recusar o cliente, recusar o serviço. Ele precisa estar pronto. Às vezes, eu tenho alguns clientes que falam assim, olha, Michel, eu estou com um problema aqui pelo preço. Eu estou com outro concorrente oferecendo um preço muito mais abaixo. O que eu faço? Eu falo, deixa ele fechar. Você vai se comprometer com algo que você não vai poder cumprir. Você, além de ter o seu custo de obra, além de ter a sua margem de lucro, você ainda tem que dar cinco anos de garantia. Existe a possibilidade de uma falha humana, por exemplo, ou de um dano causado por terceiro, e você tem que retornar essa obra. E você vai retornar como? Se você não precificou o seu serviço.
É igual quando você fala de lucro para a empresa. Imagina, você não trabalha com a margem de lucro adequada, ou então você compromete de alguma forma essa margem, e aí você tem um problema. futuro, como que eu vou arcar com esse prejuízo?
Exatamente. E assim, margem de lucro, cada um tem a sua. O quanto você vai ganhar, isso é um problema seu.
Não, mas tudo bem. Mas isso tem que estar dentro do risco.
Exato. Então, mas aí já não é mais lucro. Aí já é caixa da empresa, que você não tem. Então, uma coisa é o teu lucro. É aquilo que você tira que é seu. Agora, tem uma parte dessa grana que não é sua. Ela é de seu caixa. Exemplo disso é pandemia. Deu a pandemia, muitas empresas fecharam. Por quê? Porque empresários confundiram lucro com reserva de caixa. Então, se você começar a misturar as duas coisas, você vai ter problema.
Vai ter problema.
Então, o lucro, a reserva de caixa não é teu, aquele dinheiro não é seu.
Não faz parte desse... Enfim, não faz parte do lucro.
Exatamente. Às vezes, eu olho para o meu caixa e eu falo... Esse dinheiro não é meu. É uma ilusão. Eu acho que ele é meu, mas ele não é. Ele só está lá porque se der um problema, como foi a pandemia de você ter que fechar, graças a Deus a gente não precisou fechar. Quem faz prestação de serviço ou está ligado à consórcio civil teve esse benefício de poder continuar trabalhando. Muitos não tiveram esse benefício. Estava conversando com uma pessoa esses dias e ele teve que ficar dois anos fechado e a empresa dele tem que contribuir para uma determinada instituição. E ele não fez essa contribuição, porque estava fechado. Eles reabriram essa instituição, cobrou o que era deles. Ele falou, olha, eu não tenho como te pagar, porque eu fiquei fechado. Eu falei, não, mas a gente quer a nossa parte. E cobraram dele. E ele não pagou, aplicaram em uma multa de 10 mil. E aí ele recorreu à justiça, e a justiça disse, você tem que pagar. Olha só a loucura. Se esse cidadão não tem uma reserva de caixa, ele estava fechado agora.
Sim, vai ter problema.
Então, você que é apresentador de serviço, está ligado à Constituição Civil, você tem compromisso com o cliente, você tem que dar garantia daquilo que você faz, seja elétrica, hidráulica, impermeabilização, estrutural, tudo tem garantia.
E esse é um ponto de atenção, inclusive, para quem está contratando, se atentar, se acontecer alguma coisa onde esse profissional tiver que refazer alguma coisa, ou de repente até custear algum produto que ele aplicou de forma inadequada, será que ele vai ter condição?
Exatamente.
É bem interessante. Então, da mesma forma que eu preciso me atentar à qualidade de um produto, eu também preciso me atentar à qualidade da mão de obra que eu estou contratando. Para que esse... Para que eu tenha ali... um serviço bem aplicado, porque se eu não tiver esse cuidado, eu estou o tempo todo correndo risco.
Exatamente. E eu acho que é aí que mora o grande problema, porque às vezes não é só isso. Por exemplo, Colaborador cedo teve um acidente de trabalho, por exemplo, se acidentou. Isso até aqui é um custo para a sua empresa. Tudo é custo. E aí que mora o grande problema, porque está todo mundo brigando pelo preço. É o prestador que quer ganhar, ele não consegue ganhar. Esse dia eu estava conversando com outra pessoa, a área da construção civil está deixando de atrair pessoas. As pessoas estão deixando de entrar na área da construção civil. Por quê? Porque ela não está sendo atrativa no termo financeiro. As pessoas não estão ganhando como deveriam ganhar. Porque também, por outro lado, tem o consumidor que está brigando pelo preço. E até aí é normal, a gente precisa brigar, ninguém vai rasgar dinheiro.
Negociar faz parte do dia a dia.
Negociar faz parte, mas aí o que acontece? O camarada está espremendo tanto que na outra ponta o prestador começa, ele pula processos. Ele vai pulando processos para baratear. Um exemplo disso é o caso que a gente acabou de falar da manta asfáltica. Como eu tenho um consumidor que está brigando muito pelo preço, Aí o que eu faço? Eu deixo de regularizar a superfície. Eu deixo de fazer uma meia-cana. Eu deixo de fazer proteção mecânica. Eu vou pulando etapas. Ao invés de usar uma manta de 4mm, eu uso uma de 2mm. Eu já cheguei a visitar a obra. O cidadão tinha acabado de aplicar a manta asfáltica. Ele me aplicou uma manta asfáltica de 2mm para ficar exposta ao tempo. Então é extremamente fina para a dimensão da laje que ele tinha. E o cidadão, ele colou a manta só nas emendas e nos cantos. No centro, a manta estava solta, literalmente falando. A gente tirou essa manta, soltando ela pelas pontas, pelos cantinhos. Na hora que soltou pelos cantinhos, ela veio inteira. Ela não foi colada. Então ali houve uma briga de preço tão grande, que eu fiquei imaginando, o camarada pra se sujeitar a colocar uma manta de dois milímetros da laje, É porque realmente ele brigou muito pelo preço.
E aí tem um agravante, né? Muitas vezes teve essa disputa tão grande de preço, que esse contratante nem sequer cogitou a possibilidade de contratar um engenheiro pra projeto de empreendedorização.
Não, isso que você tá falando é luxo, né?
É luxo?
É luxo, isso aí a gente só vê no alto padrão, enfim... Olha, peraí... Condomínio...
Não, agora, peraí, eu vou defender meus amigos aqui, que fazem projeto de impermeabilização, eu preciso entender, peraí, vocês estão... Será que tá naquela mesma pegada de pedreiro? Quer saber se você é rico ou pobre e tente contratar um pedreiro? Será que essa mesma frase serve para os meus amigos engenheiros de impermeabilização?
Nossa, ele contratou um engenheiro para projeto de impermeabilização. Ele é rico!
Interessante. Agora eu queria trazer uma provocação aqui. Você que está assistindo ou ouvindo esse episódio, coloca nos comentários. Você já pensou em contratar um engenheiro para fazer um projeto de impermeabilização para a sua obra? Coloca para a gente, eu quero testar isso aqui.
Olha, vai ser difícil, mas eu sei que tem. Tem gente que contrata, já recebi cliente que vem com essa abordagem, olha... Eu contratei um engenheiro, enfim... E aí.
Tem uma outra continuação, né? Tudo bem, quando você contrata esse engenheiro, ele vai na obra, ele vai averiguar para ver se está tudo ali acontento, porque nesse caso, você pegou aquela situação da manta. E quem tem que validar isso numa situação quando ele tem esse projeto de imprimibilização é o engenheiro que ele contratou.
Tem que acompanhar essa obra, né? Não é só assinar o projeto, né? É, e a gente vê isso acontecer também. O camarada assina, Mas não tem o acompanhamento, né? Se não tiver todo o processo. Mas eu também vejo o outro lado. Eu vejo pessoas que são extremamente criteriosas, sabe? Tem que estar tudo muito certinho. Então, a gente tem os dois lados, né?
Bacana. Eu trouxe essa discussão aqui porque acontece muito, sabe? Eu tenho muitos amigos, inclusive, que muitos já vieram aqui para falar de projeto de imprimibilização. E eu gostaria que, de fato, as pessoas começassem a se preocupar mais com esse tema, porque, meu amigo, quando dá um problema de impermeabilização, é arrancar piso, é esvaziar a piscina, tenta achar o problema, enfim. Então, quando você investe um pouco mais ali no profissional, o que ele vai trazer para você é um projeto pensado, depois você vem à execução e o cara vai, confere que está tudo ok, raramente você vai ter problema. Está certo?
E a gente vê o inverso também. Às vezes a gente vê, por exemplo, o cliente teve uma orientação de um determinado profissional, E aí o cliente bate no fabricante e o fabricante fala, olha, isso aqui tá errado. E aí o cliente fala assim, não, mas o meu prestador falou que é isso aqui. Então às vezes você também se duvida um pouco da própria área técnica, né? Então você quer dar uma orientação e às vezes você entra em conflito porque o prestador de serviço... Porque alguém te deu uma ideia diferente e aí você deixa de ouvir a área técnica. Isso é um problema, né?
Michel, eu queria... Até falar um pouco mais de forma aprofundada dessa parte de aplicação. Porque a gente vive também, às vezes, o contratante... compra um bom produto, e aí o aplicador, na hora de aplicar, principalmente porque a gente vive muito naquela pegada da produtividade a todo custo, produtividade a todo custo, e acaba abrindo mão um pouco da qualidade. Imagina, ah, tudo bem, eu contratei um produto de uma determinada indústria. Esse aplicador que está acostumado com o tipo de produto dessa indústria, ele pode aplicar de uma outra indústria que ele não teve treinamento? Ou que ele não conhece ali de repente a composição química daquele tipo de produto? Como que funciona?
Olha, acho que muito depende do produto, né? Tem produtos que envolvem uma técnica. Então, por exemplo... Não que os outros não tenham técnica, né? Vou deixar bem claro isso.
Mas tem produto que é mais simples, assim?
Tem produto que é mais simples, mas... Vou voltar aqui, fala se eu vou numa manta asfáltica. Manta asfáltica, eu tenho que regularizar a superfície. Se é uma área já pronta, eu tenho que quebrar, fazer a regularização. Eu tenho que fazer meia-cana. O que é meia-cana? São os cantos arredondados. Não pode ser quina-viva. Depois eu tenho a aplicação do primer. O primer eu aplico hoje, espero 24 horas para depois fazer a colagem da manta. Fez a colagem da manta, vem camada separadora, vem proteção mecânica, enfim, tem uma série de processos. E aí o que a gente vê? De repente um camarada que era um ajudante, por exemplo, Ele fala, não, eu agora sou emprimermizador, eu vou trabalhar por conta. Problema nenhum você trabalhar por conta. Mas ele ignora os processos, ele faz algo que ele não sabe que ele está fazendo. Por que eu tenho esse processo? Ah, isso aqui não precisa não. Ele não entende por que ele está fazendo. E aí ele vai e passa a trabalhar por conta e é onde a gente vê os problemas. Então, tem produto que é extremamente técnico. Você tem que saber o porquê você está fazendo aquilo e você não pode pular e tapa.
Você tem que respeitar o tempo de cura e, sobretudo, ter, inclusive, a avaliação do clima. Como que está o clima no dia daquela aplicação.
Exatamente.
Porque isso o próprio produto também determina. Eu estou trabalhando, estou aplicando num determinado... Imagina que hoje o dia está 21 graus. No outro dia que eu estou aplicando, está... Sei lá, 28 ou 33, sei lá. Isso muda também, né? O tempo que ele tem que respeitar de cura para uma segunda demão.
Sim, com certeza. Agora, eu vou ter outros produtos, por exemplo, aplicação em forma de pintura, por exemplo, que ele é mais simples de fazer. E aí, é como a gente brinca. Minha mãe faz, minha vózinha faz, enfim. Tem produtos que são muito simples de fazer. Agora, não quer dizer que não tem uma técnica por trás disso. Então, vou dar um exemplo prático. Bati a laje. Posso impermeabilizar? Não. Você tem que esperar 28 dias.
28 dias. Então, eu bati uma laje, eu não posso impermeabilizar essa laje antes dos 28 dias.
De jeito nenhum. Não importa qual é o processo que você vai utilizar. Você vai esperar 28 dias para a cura da massa. Mas o que a gente vê é a pessoa ignorar esse processo. Então, se você não tem conhecimento na área, você pode buscar com o fabricante as orientações. Olha, quais são os processos aqui para eu aplicar esse produto? E aí você também, por favor, dê as informações corretas para o fabricante, porque se você deixa, omite alguma informação, ele não vai poder te orientar adequadamente. Mas você, com o fabricante ali, você consegue conversar e se orientar dependendo do que você vai fazer. E aí um ajudante consegue aplicar aquele produto pra você. Não precisa ser um técnico de impermeização. Agora, dependendo do produto, eu já preciso de um técnico. Agora, como eu disse, você tem que ter alguns conceitos. Então, por exemplo, a laje tem que estar curada. Quer ver um exemplo que a gente vê acontecer muito? O camarada reboca a parede hoje e amanhã ele pinta a parede. Aí a parede do camarada vive fissurada, ele não entende porque a parede dele tá sempre com fissura. E ele pinta, ele passa massa corrida, passa massa crepe, ele passa tudo. E a parede tá sempre fissurada. Por quê? Porque ele não respeitou uma coisa simples, que é o processo de cura da argamassa.
Da argamassa. Agora, nesse ponto de reboco também, eu queria até... Qual que é o tempo, geralmente, aproximado pra que esses pedreiros esperem o tempo de cura? Porque, ó, a gente tava falando muito da pressão, produtividade. Imagina, eu sou um pedreiro. E aí o meu cliente falou, ó, eu tenho que mudar tal dia. Cara, eu reboquei, tá rebocado. E esse ponto que você falou, amanhã o cara já vem com a tinta, eu também já vi isso. Qual que é um tempo geralmente médio pra esse pedreiro respeitar o tempo de cura da argamassa pra vir com a pintura?
28 dias.
Também?
Ele pode usar um aditivo nessa argamassa e melhorar ou antecipar esse tempo. Mas ele tem que respeitar a cura, não tem jeito. E é o que você falou, o cliente acelerar é o mais comum, né? Eu... teve um prestador que chegou até mim uns tempos atrás e falou, olha bicho, eu tô com a piscina aqui pra fazer e tem um cantinho, aqui a piscina tá seca, a gente já esvaziou a piscina, tá mais de uma semana sem chover, só tem esse cantinho que tem essa mancha, mas eu coloco a mão e parece até que tá seca. Se essa mancha não é sujeira, não é um produto químico, então é umidade. Pela imagem que você está me mandando, parece ser umidade. Pode estar quase seco, mas não está. Aqui é um equipamento que os programadores deveriam ter, que é um medidor para ver a umidade da superfície. Mas não se vê isso, é luxo também, é igual projeto de privilegiação. Mas amém, aquilo estava visível.
Acho que eu vou começar a sortear esses equipamentos aqui, eu vou ver com algum fabricante que tem, porque de repente já que é luxo, a gente proporciona esse luxo para os aplicadores.
Muita gente nem sabe que existe, mas essa é a verdade.
O nosso propósito aqui no Constricash é promover ideias e soluções para o mercado.
Sim, isso é ótimo. E aí ele mandou a foto e falou, mas pela imagem tem humidade aí. Ele falou, mas o cliente está me acelerando. Eu falei, olha, não aplica. Espera. E os clientes ali na cabeça dele, ele falou, vou aplicar, porque só isso aqui não vai ter problema. Era uma manchinha assim que não dava o palmo da minha mão. E o que aconteceu? Deu bolha. E ele mandou as fotos para mim e falou, Michel, a piscina está cheia de bolha. Eu falei, então, e aquela humidade lá, você aplicou sobre ela? Não, é porque o cliente, o cliente... Falei, então, quem é o técnico? Aí, essa eu peguei do Russomano, né? Toda vez que alguém vem com essa aí, o cliente, o cliente, eu pergunto, mas quem é o profissional? É você ou o teu cliente? E aí a gente mata na hora, né?
De forma resumida, você tá fazendo uma aplicação, você tem consciência que tem que respeitar o tempo de cura, o cliente tá te apressando, tem que entregar, tem que entregar, tem que entregar. Atende o cliente ou respeita o tempo de cura?
Respeita o tempo de cura. Você é pago não só pra resolver o problema, como pra ouvir também. Se o cliente tá lá acelerado, meu amigo, você tem que ser um pouco psicólogo. Você tem que ser psicólogo também. Então, quando o cliente me questionava, ficava fazendo muita pressão na minha cabeça, eu falava, olha, eu sou o profissional. Por favor, deixa eu fazer o meu trabalho.
E aí vou te trazer outra, ainda dentro desse contexto. Cliente me acelerando, eu acabei de novo. Fiz aplicação e tal, não respeitei o tempo de cura, deu ruim. Muitas vezes eles vão culpar quem?
O profissional.
O fabricante.
Ah, sim.
Vão culpar o produto.
Com certeza, é verdade.
E numa situação como essa?
Porque o profissional, ele vai se defender, né?
O profissional vai se defender.
O fabricante tem... Tem tudo a favor dele.
Mas só que ele não tem provas que foi respeitado o tempo de cura. E muitas vezes esse contratante junto com o aplicador pode se unir pra culpar o produto. E aí?
Pode, mas é contrafato no argumento. Porque eu provo... Eu provo que aquilo ali foi feito de maneira errada. Isso é muito fácil. Eu coloco a prova. Eu chego pra alguém e falo assim, olha, faz esse texto aqui, ó. Então... Por exemplo, eu já vi cliente chegar para mim e falar, olha, o produto não está secando. Não está secando? Não, o produto não seca. Seca. Você tem um pouco do produto aí? Tem. Aplica em qualquer lugar aí e vê se não seca. O que acontece? O cliente, às vezes, aplica sobre a superfície úmida. Ou, por exemplo, esses dias eu peguei um cliente que falou, olha, não está secando o produto. Como é que foi o processo? Não, porque eu lavei, deixei secar. Você lavou quando? Eu lavei de manhã. E quando você aplicou? À tarde.
Se entregou. Entendeu?
E ele tinha piso cerâmico. Ele aplicou sobre o piso cerâmico. Meu amigo, aquela água vai se acumular debaixo do piso e depois ela vai querer sair de algum jeito. Não vai secar. Ainda mais se você está trabalhando com um produto que é base água, não vai secar. Teve uma situação muito curiosa que eu peguei uma vez. Quando era aplicador ainda. A gente fez uma loja, uma cidadã. Aplicamos o produto à tarde. E eu falei, olha, eu vou embora aqui. Não vai dar tempo de secar pra hoje. Amanhã eu volto. E eu dou as outras duas de mãos e finalizo seu serviço. No outro dia a gente voltou. Só tinha a tela estruturante em cima da loja dela. A gente aplicou um produto que era na cor cinza. E a tela estruturante que é branca. estava literalmente exposta, a tela limpa, sem resíduo de produto. Aquela água que estava acumulada debaixo da laje dela evaporou e no processo de evaporação carregou o produto. É uma coisa inacreditável, eu nunca vi acontecer isso. Foi a primeira e única vez que eu vi acontecer. Mas é aquela história, contrafato no argumento. Se eu apliquei o produto aqui, depois amanhã esse produto não está mais, alguma coisa aconteceu. E é tudo raciocínio lógico. Então não adianta o cliente se juntar com o pedreiro. Na hora que você vai puxar, meu amigo, tem um cliente, eu fiquei um mês com ele no WhatsApp, dando atenção para ele, Ele tinha um problema com ela dando bolha no produto. Toda vez que chovia, dava bolha. E ele fez a aplicação numa piscina. Aí ela choveu e dava bolha. E ele ia lá, reaplicava. E eu falava pra ele, falava, olha, tem alguma coisa não tá batendo aí nas suas informações que você tá me passando. Tem alguma coisa que tá errada. E ele falava assim, ah, você tá falando isso porque você é vendedor. Eu falei, olha, mas não é o vendedor que tá falando aqui com você agora. Quem está falando com você é uma pessoa que quer te ajudar a resolver o seu problema. Mas, para resolver o seu problema, você precisa me dar a informação que está faltando. E está faltando alguma coisa. E, com muito custo, ele deixou escapar, na verdade. Não é que ele me deu a informação, ele deixou escapar. Que tinha umidade do solo para dentro da piscina. Então, você tem pressão negativa. Você tratou a negativa antes? Porque para você aplicar esse produto, você tem que ter a superfície limpa e seca. E a superfície não está seca.
Michel, quando você fala da pressão negativa, geralmente a maioria, pelo menos pequenas obras, obras mais simples, geralmente eles tratam isso com aquela lona preta. Isso resolve?
Não resolveu nada, eu só maquiei. Na verdade, eu teria que fazer um preventivo, então no caso, piscina enterrada. Se eu estou levantando a estrutura de uma piscina que vai ficar enterrada, significa que quando eu levantei as paredes, essa parede em algum momento ficou exposta. Eu poderia ter impermeabilizado essa parte externa da parede. E tudo bem, não vai matar a pressão negativa porque eu ainda tenho a parte do solo, isso ia chegar nela. Se ainda tem o solo. Então é aí que eu vou trabalhar com argamassa polimérica. Para quem não sabe o que é argamassa polimérica? É um cimento com aditivo. Então a gente tem aí, geralmente, a gente tem as monocomponentes, que você só mistura água. Mas eu tenho também aquelas que são bicomponentes, que é o cimento que vem junto com uma resina. E eu misturo os dois e faço a aplicação. Para a pressão negativa é argamassa polimérica. Eu não posso aplicar nada que seja inflexível ou elástico.
E a argamassa polimérica resolve bem essa parte de pressão negativa?
Resolve. É claro que eu tenho graus de determinadas pressões negativas. Eu posso ter uma incidência um pouco maior de pressão negativa. É aí que vai entrar o meu engenheiro para fazer o projeto de repermunização, porque muitas das vezes só o tratamento da negativa não resolve. Às vezes, eu preciso fazer um sistema de drenagem. Então, não sei se você conhece, deve conhecer o caso que ficou famoso em Alphaville, do muro de uma casa que caiu dentro da piscina do cidadão. Então, o cidadão começou com uma humidade, essa umidade passou a fissurar depois a parede, o cidadão procura o condomínio ao lado e fala, olha, eu estou com umidade e fissuras na minha parede. E o condomínio vira pra ele e fala, não, isso aqui é um problema seu. E aí eu fico imaginando esse cidadão batendo num depósito, ou num determinado fabricante, o fabricante fala, olha, então você tem pressão negativa, aplica argamassa polimérica aí que resolve. Não ia resolver. Porque ele tinha uma carga d'água tão grande, exercendo sobre essa parede, que essa parede ela abriu e caiu por inteiro em cima da piscina dele. Por quê? Porque o solo foi mal compactado, e não teve tubo de drenagem para escoar o excesso de água. A carga é tão grande que a parede não aguentou. Aí já entra o cálculo estrutural junto. E não há cálculo estrutural que resista esse cara. Foi muito peso, muita carga. Então, só o tratamento da negativa vai resolver? Não. Só argamassa polimérica vai resolver? Não.
Então, aquelas problemas de vigas, por exemplo, quando eu quero impermeabilizar uma viga com um tipo de aditivo ali no concreto, nem sempre aquilo resolve?
Na maioria das vezes vai resolver. Você tem aditivo, você tem cristalizantes para isso, para você misturar nessa argamassa. Mas eu tenho que ver também essa questão do excesso de umidade, né? Se eu tenho uma carga d'água muito elevada, aí eu faço um sistema de drenagem pra poder auxiliar.
Pra quem... pra nossa audiência que tá assistindo e ouvindo, enfim... A gente fala muito daquele efeito esponja, né? Nos rodapés. Aí do nada nem tá chovendo assim, tá muito sol e você percebe umidade ali no seu rodapé. É justamente a falta de impermeabilização na fundação. Então, preste atenção nesse assunto, invista um pouco mais, vá atrás de bons profissionais pra te auxiliar nesse processo de impermeabilização, porque não tem nada mais chato Sabe, aquele troço, aquele mofo, muitas vezes, soltando ali, você tem a parede perfeita como um todo, mas a parte do rodapé ali até, sei lá, uns 40 centímetros acima, muitas vezes, soltando tinta, descascando, e é um problema muitas vezes simples de resolver.
Exatamente. E muitas das vezes a gente acaba maquiando, né? Porque, por exemplo, esses dias eu recebi um colega, Ele falou, olha, eu tô com um problema de filtração aqui no meu rodapé, o que eu faço? Aí eu virei pra ele e falei, olha, eu vou te falar o que é certo você fazer e o que você vai fazer. Eu falei, olha, o certo é você descascar essa parede, quebrar todo o rodapé, cavar o solo e chegar lá na sua fundação e imprimir lá na sua fundação. Ele falou, mas você tá maluco, eu não vou fazer isso. Eu falei, então, eu falei, primeiro o que você deve fazer, mas você não vai fazer. Agora eu vou falar o que você vai fazer. Você vai só descascar a parede e vai passar gamaça polimérica. Porque o que acontece, o que você vai fazer agora é maquiar. Você vai descascar, você vai passar gamaça polimérica, mas a umidade continua lá. Você não matou o problema. Mas eu sei que você não vai cavar, você não vai chegar lá na sua fundação, você não vai ter esse trabalho, eu já sei. Então faz pelo menos, pelo menos descasca aqui o seu rodapé e passa argamassa polimérica.
Michel, numa situação dessa eu resolvo isso dependendo da quantidade de umidade, por quanto tempo? Passando a argamassa polimérica.
Aí é como você disse, depende da quantidade de umidade. Se o cidadão fizer o que ele deveria fazer, ele mata o problema. Porque eu fui lá na fundação e matei isso aí. Então não tenho mais essa umidade ascendente.
Então, mas tudo bem.
Agora...
Mas imagina, eu vou conseguir fazer, vou conseguir resolver o problema de uma vez por todas, tendo em vista que, tudo bem, eu cavei ali pela parte de fora, impermeabilizei. Só que imagina, eu tenho um solo. Eu não tenho um sistema de dreno ali.
Sim.
Muitas vezes, quando essa água... Imagina, choveu muito, essa água passou por baixo do solo e foi para aquela outra parte que eu não alcancei para impermeabilizar. Será que eu resolvo, de fato?
De fato, quando a gente vai no olhar mais clínico, com o microscópio, a gente sabe que tem uma humidade ali ainda. Mas eu, pelo menos até hoje, não vi um cliente que fez o processo de permissão lá desde a fundação corretamente e esse imóvel hoje tem um problema, por mais antigo que seja. Agora, eu vejo a pessoa maquiando o problema, Como, por exemplo, eu não vou lá na fundação, eu passo simplesmente uma massinha, e aí eu já vi cliente que resolve por um ano, por cinco, por dez, e aí tudo depende do grau de pressão negativa que eu tenho.
Eu vi um corte de um vídeo, assim, o cara tava com problema de vazamento, de infiltração numa parede, e aí ele vem, Enfim, limpou, raspou aquela parede, passou uma massa, passou um produto, e ele prometendo resolver aquela situação. Parece massa corrida. Aí, ele falou que resolveu aquilo. Depois, pegou um bloco com dois furos, passou essa massa de um lado, encheu de água. E na parte da massa, aparentemente, a água não passou. De verdade, parece uma massa corrida, mas não é. Só que a parte que não foi aplicada essa massa vazou, enfim, estava dando aquela infiltração, como você conhece. Só que a grande questão... Nesse caso, eu estou passando uma camada na superfície de uma parede. Aquilo, de fato, resolve?
Tem que ver que massa ele passou, e assim, de fato resolver, não, porque ele não foi lá, não foi na raiz do problema.
Então é isso, porque imagina, vai passar por algum lugar ali, pelo rodapé...
Agora esse teste é muito falho, né? Porque se a gente pegar o teste de argamassa polimérica, na verdade, você constrói uma parede, se não me engano, de um metro, um metro e meio de altura, algo assim. E você enche essa parede com água, os blocos, né? Então, é uma parede de bloco vazado, e você enche. Porque você colocar um pouquinho de água...
Você não tem pressão o suficiente.
Eu não tenho pressão! Poxa, não tá valendo esse teste aí, né? Não vai dar certo. É muito superficial. É que nem o camarada eu vejo aí, às vezes... Ah, impermeabilizei meu telhado. Aí ele vai lá, pega a mangueira... E aí? Só essa mangueirinha resolve? Eu vou impermeabilizar minha laje. Um dia de chuva ou uma semana de chuva é suficiente para dizer que a loja está impermeabilizada? De jeito nenhum. Eu tenho que fechar a boca do ralo, colocar uma lâmina d'água, deixar por 72 horas, que é o que manda a norma, mas a norma também não está valendo, porque eu já vi, por exemplo, camarada fez a piscina, encheu com água e dava infiltração uma semana depois. saía na lateral dos tubos de retorno da piscina, merejava água.
Quando você deu aquele exemplo da laje, de impermeabilização de laje, eu ia falar do tratamento que tem que fazer ali com as telas no ralo e nos canos, enfim. E aí, esse ponto que você trouxe é bem interessante, porque nem sempre... Ah, tudo bem, eu tratei parte do problema, mas será que... Que tipo de tratamento eu fiz ali nos ralos? Será que eu fiz um tratamento de acordo com aquilo que tem que realmente fazer?
E essa parte de estruturação, se eu estiver trabalhando com a membrana flexível e elástica, na verdade eu devo estruturar a laje por inteiro. Então não é muito bacana fazer só nos cantos, nos ralos, embora eu já vi casos que a pessoa não faz estruturação nenhuma. Ela simplesmente pinta a laje. Hoje está na moda pintar a laje e chamar isso de impermeabilização. Não é impermeabilização, isso é pintura, literalmente falando.
Eu quero até aproveitar, a gente tem o quadro dicas com strecast. Que dica você, que dica infalível você daria? Qual que é a dica do Michel para quem não quer ter problema com infiltração?
Olha, pensa na água como sua menor parte, H2O. Pensa que a água, esse volume todo que você enxerga na sua piscina, esse volume todo que você vê, essa poça se formando na sua laje, isso é o todo, mas aquilo ali pode se dividir em pequenas partes e se transformar em uma única molécula. E essa única molécula vai passar por onde ela quiser, você não escolhe o caminho da água, a água escolhe o caminho dela. Onde ela achar conveniente, ela vai passar. Então, quando você vai impermeabilizar, não adianta fazer parcial. Tudo que é parcial não pode ser chamado de impermeabilização. A impermeabilização se reflete no todo. Então, se você vai impermeabilizar, faça tudo. Não faça mais ou menos. Não faça uma parte. Um exemplo que a gente vê acontecer muito. Laje. O camarada faz toda a parte plana da laje. Não faz o rodapé. Ele tem uma muretinha ali que é o tijolo exposto e ele sequer deu atenção naquela mureta. Eu já vi cidadão fazer toda a mureta, ou melhor, quase toda. E deixar 10% exposto. Um pedacinho. E aí dá infiltração. Ele não entende porque deu infiltração.
E aí acaba comprometendo todo o resto.
Exatamente. Eu já vi, por exemplo, camarada faz toda a laje. Fez toda a mureta. A mureta é de um metro e meio de altura. E na parte de fora dessa mureta tinha rachaduras. chovia, a água penetrava na rachadora da mureta, caminhava por dentro da laje e saia no bucal de luz. E quando o cliente questionou, eu falei, olha, mas tem que permitir essa parte de fora da mureta. Ele olhou pra mim e falou, mas você não tá entendendo. Tá pingando no meu bucal de luz, lá no centro. E você tá falando da parte de fora da mureta. Eu falei, pois é. Porque essa água tá penetrando aqui, tá percolando por dentro da sua laje. Dito e feito, resolveu a parte de fora da moreta, resolveu o problema de infiltração que ele tinha.
Michel, agora eu, enfim, a gente está finalizando o episódio, mas eu gostaria muito que você trouxesse umas dicas para aquelas pessoas que tem ali um telhado, um telha comum, essas telhas tradicionais e essas telhas de fibra e cimento. Que solução você indica para resolver problemas de infiltração? Eu penso que esse tipo de solução é um pouco mais simples de resolver por conta da queda, que a única coisa que a gente precisa fazer é água. Está chovendo, a água só precisa... Escorreram porque não tem que infiltrar, não vai ter a pressão da água ali para criar infiltrações. Você tem aqui algumas dicas?
Olha, eu vou ter que voltar um pouquinho atrás para falar de novo de tinta. Hoje está na moda a gente aplicar tinta para hipermização. Pelo amor de Deus, vai na Abrafate, vamos ver para que serve tinta. Aqui é o órgão que regulamenta o mercado de tintas. Vamos ver para que serve uma tinta. E aí eu vou lá no Instituto Brasileiro de Permeabilização e vejo o que é classificado como manta impermeabilizante. E eu não vou encontrar tinta nesse meio. Então, se eu quiser resolver o problema de infiltração no telhado, não adianta fazer só pintura. Eu preciso fazer uma estruturação. Então eu vou precisar de uma combinação de duas coisas. Se eu não quero trocar o telhado, se eu não quero gerar resíduo, Se eu não quero ter todo aquele transtorno de de repente eu desmonto o telhado, cai uma chuva e eu tenho infiltração no meu imóvel. Então eu vou procurar duas coisas importantes. Primeiro, fazer estruturação com uma tela. Então no caso hoje para aplicação de manta, membranas líquidas, é a tela BD que é o que combina com esse tipo de serviço. Não adianta ser aquela tela de poliéster para membrana líquida e telhado não combina. E eu preciso de uma manta que vai poder ficar exposta ao tempo. Então, esse é um fator muito importante. Então, não adianta aplicar qualquer manta. Então, será que essa manta pode ficar exposta ao tempo? Será que ela pode receber a incidência solar? É claro que cada manta vai ter o seu tempo de validade, seu tempo de durabilidade, mas eu acho que essa combinação é de dois fatores. A exposição solar e a estruturação. Fez a estruturação e aplicou uma manta de qualidade, você resolve o problema sem gerar resíduos, sem desmontar, sem quebrar nada.
É porque aí tem uma questão também insustentável, né? A partir do momento que eu trago uma solução que eu não precise trocar o meu telhado, enfim, eu acabo reduzindo de forma significativa entulhos, eu tô deixando de gerar entulhos no meio ambiente. Por isso que eu, inclusive quem tá assistindo, quem tá ouvindo este episódio, vai nas plataformas de vídeo que a gente tá projetando aqui algumas fotos enviadas pelo Michel pra vocês entenderem que dá pra tratar essas partes de telhado de uma forma bacana. E quem tiver curiosidade de entender mais, tipo de produto, quiser saber nome de produto, que ele fez essas aplicações, tem o contato embaixo, e fique à vontade para contatá-lo sempre que quiser.
É isso aí. É um caso que a gente vai deixar aí, que eu gosto muito de mostrar, é o telhado metálico, né? Que a gente... Que é um sucesso aí, que a gente... É um orgulho para a gente. 2.500 metros quadrados, telhado coberto de corrosão. em 10 dias resolver o problema do cliente. Entre esses, tem vários outros.
Inclusive, até a parte estética, né? Muda bastante. Por isso, você só vai ter problema a partir de agora, se quiser. Mas a solução, nós, do Constra e Cash, trouxemos pra vocês. Michel, a gente tem um quadro aqui que é convidado com vida. Você gostaria de ver, assim, alguém aqui do seu interesse pra falar sobre determinado tema, determinado assunto?
Poxa, eu vou ter que citar um nome aqui.
Pode citar.
Que é um grande amigo, um grande incentivador, é um cara que... Poxa, se eu tô aqui hoje, é porque esse cara faz parte da minha vida, até hoje, desde 2013. É o professor Marco Antônio Bovolenta. Ele é professor no Senai, no Tatuapé. Ele é mestre da Construção Civil. É um cara de gabarito gigantesco, já trabalhou em obras do metrô, enfim. É um cara muito forte. Conhece muito. Amado pelos seus alunos. Muito querido por todos. E eu adoraria ver ele aqui, cara.
Qual que é o sobrenome dele?
É Bovolenta.
Bovolenta, tá. Matheus tá anotando lá. É... Então, eu acho que o episódio com ele, eu poderia até trazer um aluno dele aqui.
Ah, rapaz!
Você falou com tanta veemência, né, com tanta verdade, que ele é apaixonado pelos alunos.
Dá até emoção, cara, de verdade.
É notório.
Eu amo ele, cara, de verdade. Amo, de verdade.
É notório.
Então, olha pra aquela câmera. Uma pessoa, vai com Antônio Bovolenta. Promessor, espero que o senhor esteja aqui, porque as pessoas precisam te ouvir, precisam ter um pouco mais do seu conhecimento compartilhado com todos, a gente precisa.
E ele vai falar sobre?
Construção civil, é com ele.
Cara, ele tem um chip, ele fala sobre qualquer assunto de construção.
Ele forma mestre de obras, ele dá curso de aplicação de manta impermeabilizante também, mas ele basicamente trabalha com a formação de mestre de obra. Mas ele é um cara que conhece muito, não só que conhece, mas que também tem uma rede de pessoas ao lado dele. É uma pessoa que agrega demais. Enquanto esse homem estiver aqui entre nós, precisamos... Aproveitar o máximo, porque ele é muito bom.
Sensacional. Então, já está convidado o professor Marco Antônio. E tem mais alguma coisa que você gostaria de falar, que não dá pra deixar de falar antes de encerrar esse episódio?
Olha, é muito legal quando a gente está construindo a nossa casa, e a gente pensa naquela porta bonita, naquela janela bonita, naquela tinta de qualidade para dar aquele acabamento, aquele efeito decorativo, aquela cerâmica. Mas não vamos esquecer daquilo que a gente não vê, que é a parte da impermeabilização. Então, você não quer ter prejuízo, você não quer jogar o seu dinheiro fora, não quer rasgar dinheiro. Dê atenção aos detalhes. Tudo que vai ficar em contato com o solo ou tudo que vai receber umidade, que vai receber água de chuva, água de lavagem, aquela umidade que está acumulada no solo, precisa ser impermeabilizado. Tudo, tudo, tudo, tudo, literalmente. Ah, mas o meu pedreiro, o meu mestre falou que aqui não tem muita umidade. Não precisa, precisa sim. Toma cuidado, porque depois você vai ter um problema não só financeiro, como problema de saúde, como eu tive com a minha filha durante muitos anos, que vivia todo mês no hospital todo mês tendo que comprar antialérgico, numa época que eu sequer tinha dinheiro pra fazer uma compra decente no mercado. E essa é a realidade de muitas pessoas, infelizmente. Muitas pessoas têm filho doente, sofrem com problemas psicológicos por conta dos problemas de saúde, porque o problema de saúde, ele gera problema financeiro, que gera problema psicológico, gera problema pras famílias. Então, não deixe de impermeabilizar. E se você é um fabricante, se você é um prestador de serviço, tenha um olhar um pouco mais humano para quem está adquirindo o seu produto ou para quem está contratando o seu serviço, justamente pelo fato da saúde e desses problemas psicológicos que as infiltrações causam. Eu estou falando isso porque eu vivi isso. Eu tive isso e estudei na minha casa. Eu tive minha filha doente e eu não sabia, na época, por que ela estava doente.
E muita gente não sabe por quê, né?
Não sabe por quê. Eu fui entender por que ela ficava doente quando eu mudei daquela casa. Porque ela não ficava mais doente. Entende? Então, a gente precisa ter um olhar um pouco mais humano. Principalmente o prestador de serviços precisa se especializar. Não aceita qualquer coisa. Eu sei que é difícil. Às vezes o seu cliente está brigando pelo preço. É difícil. Eu entendo. Eu já estive no seu lugar. Estou nesse lugar até hoje. Eu entendo essa briga pelo valor, mas você precisa ser profissional, precisa ter esse olhar humano. E você que é cliente, cuidado. Está em contato com humidade, impermeabiliza. Não vacila.
Que fechamento. E é dessa forma que eu gostaria de te pedir, você que chegou até aqui, eu nunca peço, na maioria das vezes, para se inscrever, para compartilhar, para comentar no início do episódio. Eu penso que se você chegou até aqui, acredito que merecemos aquele comentário sensacional ou então com críticas construtivas para que a gente possa, de fato, melhorar a qualidade. os nossos conteúdos, mas importante não deixe de compartilhar com outras pessoas muitas vezes você que tá com problema com cliente e você não sabe como resolver eu acredito que esse conteúdo vai resolver de repente um cliente final está ali numa discussão e não dá para resolver, talvez depois que ele assistiu ou ouviu um bate-papo como este, alguém, de alguma forma, vai chegar em uma solução plausível para a resolução de um problema. Michel, não tenho nada o que falar. Eu gostaria mais, assim, de conversar com você, até porque esse bate-papo ficou tão leve, porque você começa ali com um desafio, né, no início da sua carreira, que é de buscar vazamento, e aí você continua numa área também de solucionar problemas de vazamento, né, porque é infiltração, tá diretamente ligado, então, foi um bate-papo leve, eu tentei trazer aqui cases, sabe, simples, né? Então, acho que ficou um bate-papo fácil de entender pra qualquer pessoa e eu só tenho a agradecer e agradecer de novo pelo seu tempo de vir aqui compartilhar conhecimento, você que tem uma pegada de falar simples, de entender, você foi aplicador, hoje você é indústria, né? Então, você tem propriedade para falar desde a aplicação até o desenvolvimento de novos produtos, razão pela qual eu falo que esse episódio foi muito especial.
Bom, eu agradeço. Uma palavra que você usou agora e eu compartilho da mesma opinião. Foi um papo leve, gostoso. Muito obrigado pelo espaço de você abrir e de você me permitir estar aqui sentado à sua mesa. Já acompanho outros episódios, já vi outros entrevistados. É um canal que contribui muito para a construção. E por mais episódios assim, com mais pessoas, com mais convidados, para a gente poder trabalhar a parte cultural. que é muito importante, e evitar das pessoas rasgarem o seu dinheiro, desperdiçarem e terem estresse, enfim... É isso aí, muito obrigado!
E uma última pergunta para te encerrar, como que você vê o Constra e Cash que está dentro do portal Hub Construção? Imagina, você tem um portal que concentra todos esses conteúdos... que são gerados aqui dentro do Constricast. E não só isso, a gente gera notícias do mercado, o portal Hub Construção está atento às novidades e tecnologia do setor, principalmente quando a gente fala de escassez de mão de obra. Fala muito da industrialização da construção, mas fala da industrialização como um sistema e não na defesa de um material ou outro. Ou seja, a gente fala muito de união. Como que você vê tudo isso?
Olha, eu vou falar a verdade pra você. Posso ser bem transparente aqui? Lógico. Quando a gente falou da participação, você falou algo que me chamou muita atenção. Você falou, olha, não vamos falar de marca não. Não vamos citar isso. Vamos falar do problema e solução?
Eu até trouxe assim, eu dei o exemplo da pasta de dente, vamos falar de pasta de dente, mas não vamos falar das marcas.
Isso, e eu achei muito bacana, porque a gente não conversou por interesse. É lógico que havia um interesse mesmo de estar aqui, óbvio, mas não houve o interesse da marca. do produto em si, mas o interesse da informação. Você bateu muito nessa tecla. A gente tem que trazer a informação, problema e solução. E isso me chamou a atenção, porque o que a gente vê, no geral, é o contrário. É muita marca, e aí perde muita credibilidade. E essa sua forma de abordar, de trazer esses temas, devolve isso, essa credibilidade. E a gente precisa disso.
É, porque eu penso que você tá aqui, você tá trazendo conhecimento, tá gerando informação de qualidade, tem seus contatos nas transcrições aqui dos nossos canais. Quem quiser informação... Ou seja, as pessoas vão entrar em contato com você em função da qualidade do conteúdo que você trouxe pra gente.
Isso. Isso, cara. Eu vou falar a verdade pra você. Eu fiquei muito feliz por você bater nessa tecla. E você falar, olha, eu não quero falar de produto lá, hein? Eu não quero falar de marca. Eu não quero falar de marca, eu quero falar de solução. Isso me chamou a atenção. Isso me prendeu e isso deu o papo leve, como você abordou. Essa conversa tranquila, sem interesse. Não, o único interesse é o consumidor, é quem está lá na ponta.
É, a gente tem que gerar informação.
Isso, gerar informação. Então, esse gerar informação é muito importante. Então, da minha parte, eu desejo muito sucesso para o podcast. Eu espero que esse podcast arrebente, que ele seja de referência no mercado da construção, como eu acredito que já é para muitas pessoas pela forma de abordar. Então é isso, cara. Eu acho ótimo. E eu acho que a gente precisa de mais conteúdo assim.
É, e vamos continuar divulgando. Eu acho que o caminho é esse, porque eu penso que a gente está vivendo um momento muito desafiador, igual a gente estava conversando sobre aquela fala do Carlos Borges, Quando ele fala que um engenheiro desempregado e um dentista bem-sucedido abrem uma construtora e vendem com a mesma qualidade e credibilidade de uma construtora que está ali há 60, 70 anos no mercado. Então, é importante que esses conteúdos cheguem até o consumidor final para que, peraí, eu estou comprando um apartamento. Quem é a construtora que está fazendo? Quem é o engenheiro responsável? Que credibilidade esse cara tem? Que conhecimento esse cara tem? Porque a gente está vivendo a era das redes sociais. Tem gente que fala muito bem, que se comunica muito bem, mas não sabe fazer, não tem a menor noção do que ele está gerando de informação. para o mercado, enquanto aqueles engenheiros que sabem, que dominam realmente, que sabem fazer, eles não têm aquela habilidade de falar numa rede social e acabam perdendo o mercado. Então, isso é uma reflexão que eu queria trazer aqui para a gente encerrar esse episódio, porque não tome decisão por um recorte que você vê numa rede social. Quem tiver a oportunidade, assista esse episódio completo para entender, de fato, o que é um conteúdo aprofundado. Porque, muitas vezes, quando a gente toma partido por um título... Deixei de ler o livro inteiro e era lá que eu ia pegar a essência, de fato, daquele título.
Isso a gente vê muito acontecer agora nessa época de eleição, é o recorte, né? Geralmente, tira uma fotografia de um determinado momento, mas você não tem o contexto.
Não tem o contexto.
Isso é muito perigoso.
É igual vocês falaram, essa questão de eleição. Tem gente aí com milhões de seguidores que não entende, não sabe o que é política. vou entrar na política. E a população acaba caindo, porque as pessoas falam muito bem, vou nessa. Então, acho que comecem... Você citou, aquela palavra que você falou, começa a olhar para aquilo que não é visível.
Exatamente.
Comece a olhar para aquilo que não é visível. Se você prestar bem atenção, você vai aprender a votar de forma mais assertiva. Então, acho que é importante.
É isso aí.
Também foi bem legal, Michel, mais uma vez.
Obrigado, meu amigo.
Imagina, eu que agradeço e vamos juntos transformar a indústria da construção, arquitetura e engenharia.
More from Andre

Construção Industrializada no Setor Público: Desafios e Inovação em SP | Marcos Monteiro (SIURB)

Mestre de Obras Merecem Reconhecimento e Nós Valorizamos | Podcast | Construção | Engenharia

Muitos Cursos On-line São Divulgados na Internet | Obra se Aprende na Prática | Podcast

Tenha Cuidado Redobrado na Hora de Comprar um Apartamento | Podcast | Construção | Arquitetura

Quanto Ganha um Ajudante de Pedreiro na Construção Civil? Fala do Mestre de Obras Glaudio | Podcast

O Erro na Reforma Tributária que Pode Custar MILHÕES à Sua Empresa | Podcast #202

Valorização Profissional na Construção Civil | Podcast | Engenharia | Arquitetura #obra

Método CHAMA Gravado Com o Engenheiro Boutros Bichara | Pessoas Negativas | Paulo Barros #podcast

Assista ao Vídeo do Roberto Justos Sobre Caso Daniel Vorcaro do Banco Master | Podcast | Construção

AI FIRST #2 . André Abucham e Lauro Fiuza - Os desafios intrageracionais dentro e fora das empresas

Vidro NÃO É Tudo Igual! Descubra o Erro Que Pode Destruir Seu Projeto | Podcast | Arquitetura