Soluções para Microdrenagem | ConstrueCast | Douglas Biazotto

Transcrição de episódio do podcast ConstrueCast com o engenheiro Douglas Biazotto sobre microdrenagem e soluções de drenagem residenciais, comerciais e para piscinas. O diálogo explica diferenças entre macrodrenagem e microdrenagem, descreve ralos lineares (tipos, vantagens, instalação e cuidados), discute materiais (plástico, alumínio, inox 304/316), normas de classe de carga (EN 1433 referências) e práticas de obra (contrapiso, impermeabilização, caixa sifonada, camada dupla de argamassa, rejuntes). Também apresenta cases (Parque Global, Roda Gigante de São Paulo) e a empresa ADG/Colori/Vinílico como fornecedora.
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Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Constricash. Hoje eu recebo o engenheiro de produção Douglas Biazotto. Ele entende tudo sobre construção ágil. E por essa razão o episódio de hoje é muito especial porque a gente fala muito de construção industrializada. Mas o tema específico é solução para drenagem. Então a gente vai falar de micro drenagem, solução para drenagem residencial, solução para drenagem corporativa. Douglas, seja bem-vindo ao nosso podcast. É um prazer receber você aqui.
Muito obrigado Paulo, um prazer estar aqui com vocês, admiro muito o canal, acredito que é uma oportunidade para esclarecer e trazer conhecimento aqui para as pessoas que trabalham na área da construção civil e um prazer estar aqui com vocês, passando um pouquinho de informação e também aprendendo um pouco aqui com vocês.
Douglas, só para a gente introduzir um pouquinho o nosso bate-papo. Primeiro, eu queria que você falasse um pouquinho o que é essa microdrenagem, o que é a drenagem residencial que a gente vai falar aqui. E aí, na sequência, eu queria que você falasse um pouquinho de você, como você se enveredou para o mercado de construção, você sendo um engenheiro de produção. Então, geralmente, as pessoas fazem o contrário, mas só para introduzir o que é a pauta do podcast, a gente fala Primeiro do que é o podcast e depois um pouquinho de você para a gente continuar o nosso mais fácil.
Perfeito. Bom, microdrenagem, a gente meio que separa macrodrenagem da microdrenagem. Macrodrenagem é aquelas drenagens mais amplas para as áreas da cidade, vias públicas, etc.
Ou um grande terreno, né? Quando você vai iniciar uma grande construção, sei lá.
Exatamente. Na fase inicial da obra e tudo mais, você faz a macrodrenagem para poder coletar todas essas águas pluviais e etc, esses fluidos e destinar. A microdrenagem a gente está falando mais das áreas internas e externas ao empreendimento, a casa em si, o apartamento, o prédio, o escritório, etc. Tanto na parte residencial quanto na parte comercial. indústrias, fábricas, você vai ter a drenagem externa e a interna também nas linhas de produção etc. Então o que a gente trata muito é a parte de micro drenagem que está mais ligada a essa parte de drenar essas águas, esses fluidos internos e externos aos empreendimentos. Agora falando sobre mim.
Agora vamos falar sobre o Douglas, quem é o Douglas e como você entra no mercado de construção civil.
Perfeito. Eu sou engenheiro de produção, como você comentou. Tenho pós-graduação na área de economia, porque sempre tratei na área comercial. Iniciei minha carreira numa indústria de máquinas, parti para uma empresa de autopeças, mexia com rolamento. posteriormente fui para outras empresas trabalhei também com parte automotiva e finalmente cheguei a uma indústria que fabricava partes e peças automotivas, mas também que tinha uma área de gerenciamento de águas. Ela é uma holding que é proprietária de uma fábrica, chama-se NDS nos Estados Unidos, que faz essa parte de gerenciamento de águas. Inclusive, esse é o slogan da empresa. E eu era responsável na América Latina, não só pela parte de aftermarket da linha automotiva, mas também pela parte de gerenciamento de águas. Então, existia um departamento que se chamava Distribution Services. e nesse departamento, então, a gente tinha essas duas áreas e eu era o responsável por ambas. Nisso foi onde eu entrei na área da construção civil, porque eu comecei a tomar ciência desses produtos e com o passar do tempo ali na empresa, eu fui tratando de ampliar as vendas e iniciar as vendas daqueles materiais no Brasil, materiais modulares, então a gente sempre entende como materiais lá fora são muito mais plásticos e muito mais modulares ou muito mais não necessariamente plásticos né mas muito mais montáveis, né, do que aqui no Brasil, que é muito mais alvenaria, muito mais tailor-made, né?
É uma construção mais pensada, né, antes.
Exatamente, lá os projetos são mais, enfim, os materiais são mais projetados, digamos assim, do que feitos na hora ali, né? É claro que todo mundo vai seguir um projeto, são modelos de construção diferentes, só que é engraçado e eu acabei percebendo isso na empresa de que lá os materiais eram todos modulares praticamente né então na linha de drenagem nós tínhamos muitos materiais que no Brasil não existiam desde drenos franceses que é mais para macro drenagem que é aquele que faz a coleta então tínhamos materiais para acumulação de água e devolução da água para o solo em baixo nível, então devagarzinho, que são os direitos franceses, por exemplo, até também produtos mais relacionados ao que nós temos no Brasil, que são os ralos, esses outros materiais que foram aqueles que nós iniciamos lá atrás a trazer e começar a vender aqui no Brasil, principalmente essa linha de ralos modulares plásticos.
Douglas, e até vou trazer algumas perguntas assim, minhas mesmo, como eu visito muitas obras e vejo aí os perrengues que as pessoas passam nos apartamentos, eu tô falando não só de apartamentos que já tem moradores, mas também de apartamentos que estão em processo de construção e pelo fato de eu entender um pouquinho de construção, às vezes eu fico curioso para ver as caídas aí dessas Como está a qualidade da caída desses ralos, por exemplo, eu estou falando de banheiro, de borda de piscina e etc. Então, eu já vou iniciar com a provocação. Como está a qualidade construtiva brasileira quando você recebe ali a obra para entrar com o seu produto?
Eu não posso aqui ser generalista e dizer que existe uma situação que se repete em todas as obras, mas sem dúvida nenhuma toda a empresa, toda a construtora principalmente, tem muito receio da assistência técnica.
É, até porque é uma área bem desafiadora que vocês mexem.
Exato, exato. E ali é um ponto que normalmente dá muito problema de assistência técnica, né? Então, com o crescimento dos formatos dos pisos e tudo mais, o pessoal evoluiu no piso, mas ainda continua no ralinho quadrado, plástico PVC. E a gente hoje tem soluções aí de inox, alumínio, outros materiais que são os lineares, para poder fazer a drenagem de perímetro. Não ficar ali no quadradinho e aí o assentador ali na hora de fazer a queda vai ter dificuldade, vai ter que cortar o piso, vai ficar ou feio ou mal feito, infelizmente, porque não consegue dar a queda correta para o ralo.
Inclusive, isso atrasa também o processo de assentamento dos pisos, né?
Sem dúvida, sem dúvida, então pensa que num box padrão de 90 centímetros ele vai colocar um piso de 60 por 60, 70 ou até mesmo de 90 por 90 dentro desse box, se ele tem um ralo linear coletando essa água ele vai colocar uma queda só para a face do ralo e vai coletar essa água, agora se ele vai colocar um ralo quadrado no meio ele já vai ter que cortar o piso para poder fazer as quedas corretas para dentro do ralo ou ele vai fazer um trabalho que vai acabar empoçando a água em algum momento em algum lugar então numa obra extensa com muitos banheiros num prédio por exemplo É bem comum que muitos deem problema, porque realmente o ralo quadrado para esses pisos maiores não é a solução ideal. Então, em box com pisos grandes, em varandas também, que é muito comum ter formatos maiores, opta-se cada vez mais pelo ralo linear, que é a solução ideal até para evitar esses riscos de assistência técnica.
Agora, para quem está ouvindo pelas plataformas, de áudio, se você vier para as plataformas de vídeo, você vai ver o que é um ralo linear. Douglas, o que é um ralo linear? Fala para a nossa audiência, assim, bom, lógico que as pessoas vão conseguir ver aqui no vídeo, mas para quem está ouvindo pelas plataformas de áudio.
Perfeito, ralo linear, basicamente, é uma estrutura como o próprio nome diz, linear, que vai fazer a coleta dessas águas e conduzir até os pontos de saída, até a tubulação, no caso. Então, um ralo linear vai fazer, por exemplo, a coleta da água de um box ou da água de uma varanda ou da água de um estacionamento e vai conduzir essa água até os pontos de saída ou acumulação da água, porque também tem a questão de muitas obras hoje exigirem que essa água seja acumulada para não devolver em velocidade para a rede. Basicamente esse é o trabalho do ralo, é coletar e conduzir.
E quais são as vantagens do ralo linear?
O principal eu diria que sim é a redução dos riscos nessa coleta, então você evitar empolsamento, evitar diminuir o rodo que a gente fala, o serviço depois pra limpeza. e obviamente facilitar a limpeza, ter uma facilitação maior na instalação do piso para o assentador poder ter essa facilidade de conduzir também na queda do piso até o ralo essas águas e obviamente em áreas maiores para drenagem de perímetro, em áreas por exemplo de estacionamento, entradas e saídas de condomínios e prédios e etc. Aí sim, para fazer essa coleta maior de água e conduzir da maneira mais correta.
É, eu acrescentaria aqui a parte estética, também eu gosto muito da estética, né?
Sem dúvida.
Do ralo linear e sobretudo aquilo que você citou, né? Que é a questão de facilitar também ali a mão de obra. do profissional que está aplicando ali o revestimento.
Sem dúvida, como eu sou da área comercial, eu costumo ter um speech para cada ouvinte, né? Então, quando a gente vai falar com o proprietário, nós sempre falamos sobre a facilidade de limpeza, a redução do rodo, do trabalho, esse tipo de situação. Para o instalador, a gente vai sempre falar com o assentador a questão da instalação, da queda do piso, da assistência técnica, né? E assim, obviamente, a facilidade também de você instalar um ralo linear frente a um ralo quadrado. Já para o arquiteto, normalmente a gente vai falar em design, a gente vai falar em beleza. Então, um ralo oculto, um ralo perfurado ou aparente, que é o que eu mais gosto por acaso, ele traz muito mais sofisticação para o ambiente.
Ralo oculto ou aparente?
Oculto, aparente e perfurado são os três termos principais que a gente utiliza. Oculto é aquele que a gente só vê um risquinho no chão ou um ou dois riscos onde vai ser coletada água, um friso. e aí normalmente é um ralo retangular com uma faixa de piso dentro dele então ele só vai aparecer nos cantos esse friso o aparente é que você vai ver uma chapa de inox ou do material específico, pode ser alumínio, uma chapa aparente onde a água vai ser coletada também nas laterais dessa chapa então é um ralo retangular e nas laterais dessa chapa vai ser feita a coleta da água e a condução dela o perfurado não, é o comum, é o mais comum que a gente tem a grelinha tradicional e aí pode ser de vários materiais também desde o plástico, asco galvanizado, alumínio ou inox aí tem cada um na sua nobreza, cada um na sua característica tem vários materiais e enfim eles servem para a mesma situação a coleta claro do ralo perfurado, a capacidade de vazão e capacidade de coletar a água é muito maior, mas o que define, de novo, não é essa capacidade da grelha e sim do sistema. Ou seja, o ralo em si serve para coletar e conduzir, o que vai definir a vazão do ralo, a quantidade de saídas, porque é definida pela tubulação.
Agora, uma dica para aquele consumidor final, para que ele não fique, de repente, refém de uma construtora ou de alguém que está fazendo ali um... Porque tudo bem que a gente está falando aqui, no seu caso, de grandes obras, grandes construções, mas eu penso que esse tipo de solução você pode aplicar também em uma reforma da sua casa, porque diga-se de passagem, esse tipo de ralo é bonito. Então, até uma dica com Streetcast pra quem tá assistindo esse episódio, pra que essa pessoa não fique refém ali do pedreiro ou da construtora. Eu quero colocar um ralo diferenciado no meu banheiro ou, enfim, ou em alguma área da minha residência, onde que eu busco informação?
Olha, a internet, claro, sempre é um bom caminho, aí você vai ter vários modelos, mas eu acredito que o mais fácil é você entender a funcionalidade e a beleza, principalmente para aquele que vai fazer a reforma, o usuário final, ou mesmo aquelas pessoas que fazem reformas, que também cada vez mais crescem empresas que fazem reformas, que é uma ciência à parte da construção, Então, ali, com certeza, você vai ter soluções diferenciadas. Muitas das vezes, por exemplo, tem um ralo no meio do box, em uma reforma. E aí, como é que você coloca um ralo linear na ponta do box? Você vai ter que fazer uma saída horizontal e conectar com uma tubulação até a posição do tubo anterior.
Então, Douglas, sem te cortar, você trouxe um ponto importante. Geralmente, os ralos tradicionais são colocados, de fato, no meio do box. Só que a gente hoje vive também um problema de mão de obra que a gente precisa trabalhar muito, inclusive vamos trabalhar aqui no ConstructCast, que é uma forma de ajudar esses profissionais. Sabe aqueles pedreiros que estão há anos no mercado, que eles não têm muitas vezes acesso a uma formação ou a dicas de conteúdo. Então, é importante que de repente esses conteúdos, inclusive esse bate-papo que a gente está fazendo aqui agora, chegue para esses profissionais. Porque quando eu vou usar um tipo de solução como essa, eu mudo também a minha forma de fazer o contrapiso, correto? Porque assim, eu tenho... Ah, tudo bem. Nesse... Na forma tradicional, eu joguei a minha queda toda para o centro do boxe. Vamos usar o boxe como exemplo, que é muito mais conhecido, né? Muito mais, enfim, aos olhos de todos. Quando eu vou usar um ralo linear, que eu vou jogar esse ralo lá para o canto, muitas vezes, da parede ou para um ponto central ali, que eu vou escolher, eu tenho que ter isso definido... Antes de fazer o contrapiso, correto?
É o correto. Numa reforma, claro que você não vai conseguir fazer isso. Numa construção, sim. Então o contrapiso, ele tem que seguir os padrões lá, que normalmente é 1% de queda para a posição do ralo. Isso é dado por conta da aspereza dos pisos, então pede-se 1% de queda para dar fluxo para a água. Agora, em uma reforma você não vai ter essa possibilidade, então você normalmente vai fazer esse ajuste na massa. Então na hora de colocar o revestimento, o assentador vai ajustar na massa e fazer a queda correspondente. até o ralo e aí por baixo claro que você vai ter que fazer todo o trabalho de quebrar e conectar com o tubo anterior e ajustar a impermeabilização também o que é muito importante então sempre a gente recomenda né faz toda a regularização do contrapiso, depois você vem com a impermeabilização, vira a impermeabilização para dentro do tubo e aí sim entra com o ralo. E no caso do box, sempre temos o conjunto do box e o ralo externo ao box. então o ralo linear tem uma dificuldade muito para aqueles perfis menores de 5, 6 centímetros a gente não consegue acessar para limpeza e a gente sabe que no box acumula muito sujeira cabelo e tudo mais né então tem que sempre conectar numa caixa sifonada externa ao box onde você coloca uma grelha maior oculta ou não para poder tirar e limpar na caixa sifonada porque também é muito comum que o pessoal conecta o ralo linear direto na tubulação e manda para a rede, e aí não pode porque a clara em algum momento vai entupir. Então, tem essa outra dicasinha para esse público, onde também, não só na reforma, mas nas construções acontece, né?
Inclusive, vamos fazer um vídeo até explicando essa sua fala, que é bem legal a gente fazer um vídeo no momento de uma aplicação, né? Para mostrar na prática como funciona.
Ah, sem dúvida nenhuma, né? É, porque você tem que conectar, né? O ralo linear, a não ser que ele tenha uma largura de 10 centímetros ou mais, você não consegue acessar e aí você tem que colocar uma saída também correspondente para poder entrar a mão, a mão ela vai entrar mais ou menos com 75mm que seria o DN75 então ali já consegue entrar apertada a mão para poder limpar e tudo mais algum instrumento O ideal é que o ralo não necessariamente precisa ter essa largura, até por questão de custo, quanto mais largo, mais caro, quanto maior a resistência, mais caro também. Então tem a questão do custo que a gente sempre pensa e a gente sempre instrui o cliente. Então a gente pensa nisso, como o ralo. normalmente tem uma largura menor, conecta-se com uma caixa sifonada, que normalmente vai estar do lado de fora do box, ali do lado do vaso, é colocado um ralo, também para fazer a limpeza do banheiro e coletar aquela água da limpeza, coloca-se a caixa sifonada e um acabamento superior, oculto, perfurado ou aparente, como for normalmente o conjunto, de acordo com o que tiver no box.
Essa é uma dica de ouro para você, audiência do Constricast. Douglas, agora eu queria que você falasse alguns cases, vividos por você em grandes construtoras, até citar o nome de algumas obras, que vocês estão presentes fornecendo esse tipo de material, esse tipo de drenagem, enfim, se você tiver algum caso de alguma residência também, borda de piscinas.
Eu acho que o maior case hoje que nós ainda, inclusive, estamos trabalhando nele é o Parque Global, um empreendimento feito pela Bueno Neto, pela BN, com as instaladoras, com o FR e outras e nós lá temos toda a área interna de drenagem tanto nas varandas quanto nos boxes então é um case super interessante porque é um empreendimento gigantesco com 5 torres, 50 andares cada torre e acaba que é um desafio. Imagina a sequência de instalações que essa obra tem. Cada torre praticamente é uma obra à parte. Na verdade, eles dividem em três obras separadas, torres 2 e 3, 1 e 4, se não me engano, e a 5 é uma terceira obra. E é muito complicado de você também ter esse cronograma ajustado com a obra, também as entregas, e a própria instaladora depois vir e fazer a instalação do material, tudo casadinho, porque é muita coisa, imagina só, são muitos apartamentos.
E nesse sentido, Douglas, quando você fornece para uma obra como essa, a gente... Recentemente aqui eu recebi alguns engenheiros especialistas em permeabilização, E a gente falou muito dos problemas que causa, por exemplo, em varandas. Enfim, você está aí no dia a dia, você sabe que isso, de fato, acaba causando muito problema. E como que funciona esse processo? Eu sei que você não é da área técnica, você é da área comercial, só que você é um comercial que... Um consultor.
Um técnico comercial.
Entende? Que você está ali, de fato, envolvido porque... Então, você não consegue falar a língua ali das pessoas para que, de fato, você consiga fornecer para as construtoras que vocês fornecem. Como que funciona nesse processo todo, assim, de aplicação? Tem o acompanho, por exemplo, você tem a fornecer o seu material. Tudo bem que você fornece o material, você não está lá no dia a dia para acompanhar essa aplicação, mas, enfim, você está fornecendo, você, de alguma forma, tem alguma responsabilidade. Como que funciona esse processo de acompanhamento de um especialista, né, em permeabilização?
É, isso é bastante importante. É claro que as obras já têm esse conhecimento, no geral, principalmente obras grandes, mas já é conhecido do mercado as maiores soluções para imprimibilização. Então, normalmente em varandas, tem muitas construtoras hoje que já abrem mão de fazer imprimibilização da varanda inteira. mas tem que tomar muito cuidado com o rejunte dos pisos mas no coxo, onde vai o ralo, se for um ralo linear ou qualquer outro tipo de ralo no coxo é feita a impermeabilização, pelo menos próximo da onde vai ser feita a instalação então depende muito, tem empresas que optam por fazer a regularização, o contrapiso bonitinho impermeabiliza tudo, inclusive o coxo, depois vem com o ralo, inclusive sempre a gente indica colocar a bitola da saída do tubo, da saída do ralo, menor do que a bitola do tubo instalado na laje, porque você, eventualmente, na falha do rejunte, essa água vai ter para onde correr.
Ah, entendi.
Então, na hora que vem com a regularização, impermeabilização, vai colocar o ralo, assenta o piso com a massa, Então tem que se tomar um cuidado de fazer sempre a camada dupla na argamassa para que essa água tenha para onde correr e não tenha como ficar alojada embaixo dos pisos. Então camada dupla nos pisos, no assentamento e eventualmente na falha do rejunte ela vai ter para onde correr no coxo, embaixo do ralo.
Você vai evitar infiltrações para o andar de baixo.
Você evita que, em qualquer das hipóteses, vai acontecer qualquer tipo de infiltração no andar de baixo, exatamente.
E soluções para a piscina, sim. Você falou de banheiro, falamos de varandas e soluções para a piscina de ralos.
É, a gente tem as soluções variadas, né? O que é muito comum hoje são aqueles modelos de margem de piscina, que a gente chama de ranhurado, inclusive é um modelo que a gente utilizou na Roda Gigante de São Paulo, né?
Inclusive mandar um abraço para o Roger de Oliveira.
Sim, o Roger.
Para a Giovana também.
Sim, são os engenheiros responsáveis lá da obra. Tive contato com ele na época, com a Giovana também. Eles utilizaram tanto o modelo tradicional, com grelha, canal plástico e grelha plástica para a parte do mezanino, quanto o modelo ranhurado, que é só uma faixa, um risco, um friso no chão, coletando a água e conduzindo para as áreas de coleta e acumulação ou destinação da água mesmo. Então, quem tiver a oportunidade de conhecer a roda gigante de São Paulo lá, né? Hoje é a roda rico, né?
Fica aqui no Parque Vila Lobos, ao lado da Marginal Pinheiros, em São Paulo.
Exatamente, exatamente.
Quem estiver ouvindo vai prestar atenção agora nos ralos ali.
Exatamente, vai conhecer os ralos da empresa que a gente traz da Polônia, por acaso, né? E a gente utilizou um modelo plástico ali na roda rico. mas tem os modelos de alumínio e os modelos de inox que são muito utilizados nas piscinas porque fica muito sofisticado, bonito, ali nas bordas você só tem aquele friso coletando a água, jogando a água para um coxo, conduzindo aquela água e às vezes até em bordas infinitas você tem até um coxo maior fazendo esse refluxo da água para dentro da piscina tem as soluções com canal, sem canal, que é o modelo ranhurado, mas também tem as soluções tradicionais com grelhas aparentes, que não é muito recomendado por conta da questão térmica, eles esquentam e pode ter ali o contato com a pele acabar queimando, dependendo se for um inox por exemplo, e tem os modelos ocultos que também são muito conhecidos e muito utilizados para essa aplicação.
Douglas, outro dia eu vi numa... eu tava... agora eu não lembro, eu tava num hotel e em volta da piscina eu lembro que tinha uma... assim, eu sabia que era um ralo, porque eu vi água, teve um momento lá que jogaram uma água e essa água escoou, né? Então, só que você não percebia que aquilo era um ralo, porque o... Entre um lado e outro, parecia que tinha só como se fosse uma junta de um material, mas ele não estava de fato rejuntado. Eu falei, não, isso aqui deve ser um ralo. E parecia que era uma pedra que simulava o mesmo acabamento ali, que estava dos revestimentos. Parece que ela ficava solta no meio.
Existem soluções que o pessoal corta o próprio piso ou mármore ou porcelanato para fazer a furação como se fosse a grelha, existem até algumas fábricas que fornecem esse tipo de material. que pode ou não ser recomendado dependendo da aplicação porque ele perde muito a resistência quando você faz qualquer tipo de corte no piso ou no mármore ele tende a perder resistência e numa área de piscina você tem com muita movimentação, uma piscina mais movimentada você tem ali pessoas pisando com força para pular e tal e isso não pode não ser o mais recomendado para algumas aplicações né mas sim existem tanto o modelo ranhurado como esse que eu te falei que é só um friso como também a própria grelha desenhada recortada no próprio piso e aí faz-se o coxo ou de algum material como alumínio inox ou na própria alvenaria e conduz isso para um coxo maior, para retorno para a piscina ou até mesmo conduz para águas pluviais.
E existe uma norma que determina o tipo de ralo que pode ser utilizado numa situação como essa de piscina, até porque você tem ali a movimentação de gente, você tem criança, enfim, você tem uma variação de público absurda e por essa razão a minha pergunta.
É, eu desconheço alguma norma que doutrine sobre algum aspecto em relação ao modelo de rala que tenha que ser utilizado. É claro que você tem algumas normas, principalmente a gente utiliza algumas normas europeias e americanas pra questão de salto alto, pra questão de cadeira de roda, bicicleta, até pras classes de carga, né? Então, quando a gente vai falar, por exemplo, de tráfego de veículos ou outro tipo de tráfego, A gente usa uma norma europeia, que é a EN 1433, que determina essas classes de carga, no Brasil a gente só tem a norma que determina a classe de carga, por exemplo, para produtos que vão em vias públicas, né?
Entendi.
Que aí é a classe D400, para 40 toneladas, né? Ou 40 newtons, né? De força. Ou melhor, 40 quilogramas-força, não lembro exatamente, mas é para 40 toneladas, que a gente resume, né? E aí a gente tem norma para isso. Agora, residencial e comercial não. Então a gente utiliza essa norma EN 1433, que aí ela tem as classificações A15 para tráfego de pessoas, que é por exemplo o caso lá da Roda Rico, que tem lá o modelo no mezanino que é uma classe de carga A15, que é para tráfego de pessoas. Tem o B125 que é para 12,5 toneladas para tráfego de veículos leves e médios. Aí a gente costuma dizer até um HR pequeno carregado, um caminhãozinho pequeno.
Depende do que tem nesse HR, né?
É, mas carregado a baixa velocidade não tem problema, porque a gente calcula sempre com carga dinâmica, então no A15 a baixa velocidade passa caminhão em cima, a baixa velocidade, então a gente sempre fala assim, ele suporta até 12 toneladas e meia, mas num caminhão trocado pequeno vai ter oito toneladas, só que ele está dividido em seis pneus. Então no pneu em si a força exercida sobre a grelha é muito menor, então ele suporta, só que em velocidade não dá.
Entendi.
Então por exemplo em uma área de estacionamento é recomendado menor do que B125? Não. É ideal? para onde tem tráfego de caminhões também não, mas suporta, entendeu? Agora se é numa via pública onde os veículos vão passar em velocidade, não pode, ou com tráfego de empilhadeiras e tudo mais, então a gente tem o A15 para pessoas, B125 para veículos leves e médios, C250 para caminhões médios, trocados, aí até 25 toneladas, D400 que é o que é especificado para as vias públicas, aí tem o E600 e o F900, E600 e F900 mais para portos, aeroportos, outras aplicações. Agora nas linhas residenciais normalmente é o A15 mesmo, então o que a gente tem que garantir é mais a resistência do material, tomar cuidado com essa questão térmica, de não colocar um material ali que pode só queimar as pessoas, o inox mesmo, ele tem que tomar esse cuidado se estiver muito próximo da piscina se ele não tiver o tempo todo banhado ele sim sem dúvida nenhuma pode ser uma aquece e num dia muito solarado pode super aquecer e até marcar não vai queimar mas vai marcar a pele de alguém né então tem que tomar esses cuidados Agora, em relação a design, beleza, com certeza os ranhurados e os ocultos são os mais utilizados para as piscinas, das casas de alto padrão, dos empreendimentos e tudo mais.
E eu gostei tanto desse episódio sobre esse tema, né? Drenagem, enfim... Micro, macro drenagem, enfim... Eu vou trazer depois um episódio aqui. pra falar de drenagem das cidades e grandes drenagens, enfim, como funciona...
A situação toda, né? Então ajudem, por favor, o pessoal de Porto Alegre lá, porque tá precisando... Porto Alegre não, do Rio Grande do Sul, né?
Do Rio Grande do Sul, então acho que... Enfim, igual você falou dessa questão do ralo da piscina, eu não tinha me atentado a essa questão do calor, que aquilo pode queimar, dependendo do revestimento que você coloca ali, então acho que, enfim, então... Pra mim, foi, de fato, um conteúdo muito esclarecido. Lógico que a gente ficaria aqui horas falando, tem muitas outras coisas que eu gostaria de tratar, assim, pra construções menores, mas eu tô criando aí um formato onde eu vou trazer um consumidor comum, né? Pra fazer um bate-papo de repente, um bate-papo como esse, que eu acredito que só dessa forma a gente vai, de fato, transformar a construção civil no Brasil, porque a gente tá com déficit aí de mão de obra Absurdo. E a gente trazer soluções industrializadas, onde a gente coloca mais tempo, igual a gente falou aqui dessa questão do... Quando você escolhe uma solução construtiva, é importante que isso esteja pensado ali no momento. Tudo bem, é uma reforma, mas se eu penso que aquele ralo foi colocado em tal lugar, E eu fiz aquele contrapiso pensado, por quê? Porque eu comprei antes, eu me programei, eu não vou ter problemas futuros, porque... Fiz a impermeabilização correta... Sim, tem a questão da impermeabilização... Eu, assim, eu falo muito, de fato, a língua de quem tá ali no dia a dia, porque eu sou um curioso. Às vezes tem uma obra, eu entro e falo, caramba, você tá colocando o piso, não foi impermeabilizado. Aí a dona daquela obra, daquela reforma, ela está refém daquele pedreiro, mas ele não tem a menor noção. Ele sabe fazer, mas ele não sabe da importância de fazer aquela impermeabilização.
Você veja, por exemplo, a gente está falando de impermeabilização. Às vezes as pessoas... Ótimo, um porcelanato normalmente não é um problema. Você não precisa impermeabilizar o porcelanato, mas o mármore, precisa ser impermeabilizado tanto embaixo quanto nas laterais porque ele mancha então você vai instalar, vai assentar o mármore ali com argamassa e tudo mais e você não impermeabilizou ele pode manchar então você imagina você gasta uma fortuna para fazer um piso maravilhoso e depois fica tudo manchado, então são situações realmente que precisa ser pensadas antes, planejadas direitinho, os modelos, os materiais, a gente tá falando de piscinas agora, a gente tá cansado de ver problemas em piscina, com impermeabilização, com a instalação também dos revestimentos, o pessoal instala no sol, o que não pode, faz impermeabilização no sol, o que não pode.
É, tem uma série de assuntos que a gente vai começar a tratar aqui no podcast, que inclusive é essa questão de assim, quando você tem uma obra, você tem alguém fazendo o gerenciamento?
Exato.
Entende? Porque tudo bem, eu contratei, eu tenho um caso aí de um amigo que comprou lá um terreno, construiu a empresa dele, ele foi lá, fechou, estou falando de obra de alguns milhões. E ele não colocou ninguém pra administrar. É só pra ele ficar o refém da construtora. Então, o que acontece? Eles usaram material péssimos. Quando ele foi, beleza, chegou na parte de... de passar lá a parte elétrica, ele não conseguia passar o conduíte, muito pequena, ou então tinha uma curva que foi danificada ali, enfim, teve muitos problemas. Só que, o que acontece? Ele contratou, ficou refém da construtora. Ele não tem culpa de nada, porque ele não conhecia. Então, o que eu conversei com ele, inclusive ele vem aqui para relatar um pouco dos problemas vividos lá, o que foi tratado e tudo mais. Ele ficou, na cabeça dele estava tudo certo. Então, olha, a construtora cobrou, ele pegou, beleza. Só que ele teve tanto problema futuro com atraso de obra. Então, ele ia fazer evento aí para... trazer, né? Algumas pessoas para conhecer a nova fábrica. Cara, tudo atrasado.
É, incrível.
Entende?
Então... E a gente tem que ter esse gerenciamento mesmo, porque... Principalmente nessa parte de acabamento. Então, a gente está falando mais dos ralos, mas a gente lida muito com acabamentos, até por... Trabalhar com inox, a gente faz outros perfis e outros materiais, tampas e outras coisas. E a gente tem que tomar muito cuidado, porque nessa parte do acabamento fica muito chamativo, chama muito a atenção. desde a escolha do piso, a cor do rejunte, o ralo, a forma como vai ser colocado, o material que vai ser utilizado, um perfil de acabamento, um perfil de transição, um mármore, uma pingadeira, uma soleira, isso parece meio básico mas sem dúvida nenhuma É muito importante ter um gerenciamento e ter uma atenção para a escolha desses materiais no momento onde vai fazer essa instalação, porque, claro, é onde vai ficar à vista, vai ficar à mostra, e o erro é fatal. É como eu disse, se o mármore é excepcional e não fez o básico que é impermeabilizar ele, Não adianta nada, porque ele vai manchar e vai ficar feio.
E alguém vai... E vão começar a procurar o culpado.
E vão procurar o culpado.
Ah, a culpa é do material. Ah, a culpa é de fulano, é do ciclone, é do Beltrano. Então, é importante trazer esse... Assim, eu vou começar a falar muito disso aqui, porque eu acho que se você tem ali alguém gerenciando, alguém responsável, tem um caso mesmo, até na arquitetura corporativa, onde um cliente contrata uma empresa de arquitetura corporativa para fazer uma reforma, sei lá, de repente, num período de, vai, 60 dias. E aí o cara começa a fazer ali a coisa, tandando, tandando, tandando... E tendo gerenciador, tá? Só que muitas vezes esse gerenciador, geralmente as obras acontecem à noite, o cara tá indo pra obra dormir, Então, assim, tem vários casos.
É.
E aí, quando vai uma pessoa pra checar, fazer alguma checagem, não. Muda tudo, arranca esse material e aí vem o prejuízo.
Exatamente.
E atraso de obra. Então é importante que você vai fazer uma obra, se atente a essa questão de ter uma pessoa neutra fazendo o gerenciamento.
Exato. Você veja, outro dia apareceu um caso lá de uma instalação de um piso vinílico clicado, onde o pessoal não regularizou o piso. Ah, mas é o clicado, que é muito mais fácil, né? Eu tô trazendo um outro caso aqui porque parece bobagem, mas o que aconteceu? Era uma obra corporativa, as cadeiras rodando em cima do piso clicado e o contrapiso mal feito, ele começou a subir e quebrar as flanges do clique. E aí virou um horror, né? Estourou todo o piso, teve que trocar tudo de novo, porque obviamente não foi feito o preparo. E é um pouco básico, mas assim, tem muita gente que, ah, vou fazer a instalação do piso, não tô preocupado com o contrapiso, não tô preocupado com a base. E são situações que a gente tem que realmente ter esse gerenciamento pra poder nos atentar antes de que aconteça o erro e depois o custo fica muito maior, né?
É, e assim, né? E quanto vale a tranquilidade? Então, é importante que quem vai começar uma obra, se você começa de forma organizada, planejada, buscando, né? Entender um pouco sobre, sei lá, de repente os problemas que uma obra pode causar. Porque dá pra, assim, a internet tem muito conteúdo bacana. Tem muito conteúdo. Que dá pra gente se atentar, então... No caso desse meu amigo, ele, assim, ele tá, tô investindo ali 2 milhões na minha obra, tá resolvido.
É, mas não é isso.
Até porque... Acho que não é o dinheiro nesse sentido.
Não é. Eu vou dar um exemplo do ralo novamente. A gente tem diversos materiais que até expliquei aqui. A gente tem um plástico, normalmente os plásticos do Brasil, o pessoal tem muito preconceito porque o pessoal usa um plástico pra fazer as injeções, plástico de baixa qualidade. Lá fora é comum os plásticos de engenharia, produtos um pouquinho mais elaborados, com ligas diferentes, então os plásticos que a gente trabalha costumam ser muito superiores aos plásticos nacionais. A gente tem o aço galvanizado, que tem suas limitações, o aço galvanizado ele vai correr um dia, não tem jeito, é o aço. então por mais que você cuide e tudo mais, ele um dia vai ter algum tipo de ponto de corrosão e em algum momento você vai ter que trocar aquela grelha daqui a 10, 15, 20 anos isso acontece, é normal já o alumínio ele tem sua limitação estética, ele escurece é igual a panela de vó, você vai ariar e vai voltar a cor natural, mas ele escurece então ele tem a limitação do próprio material E eu já vi, a gente só trabalha com aço inox 304 ou 316, que é o aço que o pessoal chama de cirúrgico ou náutico, marítimo. O 304 é o mais usual, mais comum para a área de ralos. Tem muitos que trabalham com 430 e com 200, amarelo. 200 amarelo e 430 tem um nível de aço dentro da liga muito alto, então ele gera pontos de corrosão. e o 304 tem um nível de aço menor que não gera corrosão, mas ele pode eventualmente ter algum tipo de manchamento por contaminação. Então já tive casos de obras que o pessoal corta um aço galvanizado em cima, então aquele corte gera aquela poeira de metal que vai pra cima do ralo ou algum outro tipo de contaminante que mancha, fica aquela mancha, aparecendo o ferrugem mesmo. E depois, infelizmente, não tem outra solução, tem que lixar. para dar o acabamento novamente, a parte boa é que o 304 não corrói, mas sem dúvida nenhuma, tudo isso tem que ser pensado, o material que vai ser utilizado, como utilizar, qual é a limitação do material, tem que tomar muito cuidado, o alumínio por exemplo, ele mancha muito fácil com concreto, com cimento, então tem que tomar cuidado na obra também com a limpeza, etc, para que depois você não tenha prejuízo.
Muito bacana. Tem alguma coisa que eu deixei de te perguntar? Eu vou fazer agora uma pergunta que é convidado com vida e não sei se você já pensou em alguém aí para trazer que a gente tem esse quadro.
Obviamente, tenho aí dentro da minha lista de conhecimento algumas pessoas, não sei se eu poderia especificar alguém.
Claro, pode pegar uma, duas pessoas. Você tem que falar o porquê que você gostaria de ouvir essa pessoa e como que essa pessoa vai contribuir de.
Fato com o nosso universo. O Kuba é uma pessoa conhecida aí no mercado, é um engenheiro responsável da obra do Global, por exemplo. que eu respeito bastante, tenho pouquíssimo contato, só mais de vista com ele, mas tocar aquela obra não é brincadeira, então...
É, ele é o engenheiro responsável pelo projeto.
É o engenheiro responsável pelo projeto, né? Então, eu acho que seria bacana escutá-lo, né? Mostrar um pouquinho da experiência dele naquele empreendimento, porque é fantástico.
Vamos falar do desafio, então, né? Desafio de tocar uma obra como o Global, assim.
Isso, desafio de um empreendimento tão complexo, com tantas frentes diferentes, né? Vários prédios e agora outras obras correndo lateralmente. Então, é interessante entender a experiência e os desafios de gerenciar tanta gente, né? Porque é um, digamos assim, é um canteiro reperto de 3 mil pessoas.
Na verdade, é uma cidade a parte.
É uma cidade, é uma cidade. Então, eu tô chutando 3 mil, mas não sei quantos são. Milhares.
E tem mais alguém? Fala, você tem direito hoje a mais uma pessoa. Gostei de você. É.
Tem meu sócio, né, que é da área de argamassas e rejuntos, né, que a gente também trabalha junto lá nessa parte de revestimentos, né.
E olha que interessante, eu falei ontem com o pedreiro, ele fez um comércio, nós colocamos alguns conteúdos falando de construção industrializada. E outro dia eu entrevistei o Roberto Justus, ele falando que a construção civil no Brasil está muito ultrapassada, que precisamos inovar e tal, tal, tal. E esse pedreiro, ele gentilmente fez um comentário. É, mas você tem que lembrar que nós, pedreiros, não vai acabar nossa profissão porque a gente faz a base para receber Né? Esses materiais em light to frame. E aí eu peguei, enfim, pedi pra minha produção entrar em contato, ele aceitou o convite, a gente vem aqui. Ele vem pra falar um pouco... Legal! do dia-a-dia dele, inclusive falar de argamassa, qualidade das argamassas, né? Outro dia também fiz uma provocação, será que argamassa C1 deveria existir? Eu estava falando com...
Não fabricamos, inclusive. Não deveria existir e não fabricamos. Entendi.
Então, é muito legal quando eu trago aqui essas provocações, né? De fato, eu vivo.
Então, eu... Acolante, tá? Porque pra rebobo é outra coisa.
Sim, acolante, sim, acolante, argamassa acolante. Então, pra que vocês não me interpretem mal, é aquela argamassa acolante. Então, você tem a C1, a C2 e a C3.
E a S1, S2, que são tipos que, inclusive, nós fazemos, né? Pra pedras vulcânicas, tem maior flexibilidade, que são normatizadas até lá fora. Aqui no Brasil, a gente só vai até a C3, né?
Sim, sim. Então, é importante. Então, eu falo muito daquela larga massa C1, que parece uma areia, né? Se você mexe, parece que...
É, areia com cimento.
Uma areia com cimento.
Um pouquinho de cimento.
Mas, às vezes, eu tenho dúvida se realmente tem cimento.
É.
Tá? Então, gente, eu sou neutro, é que eu não estou para dar opinião, mas... Enfim, na minha obra, de verdade, não entra...
Não, entra a C1, a C2, a C3 e sempre camada dupla.
Por favor, turma. Vamos melhorar a qualidade da construção civil no Brasil porque, enfim, a argamassa C1 é mais fácil de aplicar. Então, todo mundo sempre opta pelo mais fácil, mas nem sempre é o melhor.
Agora vamos ser polêmico?
E o rejunte?
Vai ser rejunte cimentício, o acrílico, o acrílico siliconizado e siliconizado.
Agora, então, inclusive essa questão do polêmico. Outro dia meu irmão contratou uma empresa para fazer o rejunte da piscina. Teve um problema lá na piscina e resolvemos mexer. Aí eu, Paulo, especifiquei o tipo de rejunte.
Mandou um epóxi, que é complicado para instalar para melhor.
Beleza, eu fui, fui, fui, taquei um epóxi lá e tal, beleza. Aí eu comecei a fazer, enfim, tava tudo lindo.
É que o epóxi é um fazendo e outro limpando, um fazendo e outro limpando.
Entendi, mas assim, dá trabalho, beleza. Aí eu, meio da pandemia, precisei subir para São Paulo e tal. Aí ele foi, trouxe lá, contrata uma pessoa para terminar, meu amigo. O cara pegou o rejunte mais fácil, vai, colocou lá pacote de cinco quilos, colocou num balde ali e tal.
Não respeitou o tempo de pote. Não respeitou nada. O prazo máximo de instalação.
E aí, o resultado. Enfim. Ficou uma... Ficou uma merda, resumindo. Falando português, claro. Enfim, poucos meses depois, ele teve que... Refazer. Tivemos que esvaziar a piscina e refazer tudo.
E o epóxi, ele cola muito no revestimento. Então, apesar de ser uma excelente solução, para mão de obra, é um problema. Então, tem que tomar muito cuidado com a mão de obra. E até por isso, nós não acreditamos muito na solução, porque a solução tem que ser um produto de qualidade, que vai atender a aplicação e que também facilite a instalação. Não adianta a gente ter algum problema numa dessas três vertentes, né?
É, você tem que... Igual essa questão que a gente está falando, né? De mão de obra, porque muitas vezes o cara pega um rejunte daquele e não tem a menor noção como fazer.
Sim.
Então, o que aconteceu? Eu saí, ele pegou, tudo bem. O que fizemos lá, eu falo, eu vivo... Eu faço muito, dou muito treinamento, saí para a maioria das empresas de... de revestimentos e tal, então... Ah, esse revestimento que eu resolvi usar nessa piscina, eu tinha feito um treinamento pra essa empresa, nós fechamos na época acho que 18 vídeos, né, pra ensinar a aplicar argamassa e rejunte. Então, quando eu vou fazer algum trabalho dentro de uma empresa, eu acompanho tudo o desenvolvimento, eu tenho uma série de questões... Então, o meu desafio, o meu objetivo é ensinar as pessoas a aplicarem. Só que naquele caso, enfim, eu precisei abandonar o processo.
Porque nós temos, recentemente nós fizemos um projeto grande usando assenta e rejunta, que é um argamassa que assenta e já faz o rejuntamento para pastilhas de um por um, pequenininhas. Então, você tem soluções e produtos específicos para cada aplicação. Tem que tomar muito cuidado com isso.
Douglas, e esses revestimentos de assenta e rejunta, até uma dúvida que eu tenho, até que você pode esclarecer antes da gente encerrar, é a questão da cor do revestimento. Porque quando eu vou aplicar um rejunte, por exemplo, Olha a gente fugindo totalmente do tema, mas tá um pouco ligado ali.
Tá ligado, tá tudo ligado à parte da drenagem, porque de alguma maneira, se você não faz o rejuntamento correto, você vai ter problema na drenagem.
Sim, sim. Então, a gente tem hoje aí as argamassas, essa entrejunta, só que quando eu escolho um tipo de rejunte, tem a questão da cor, né? Nesse caso de assento e rejunta, você também consegue escolher? Você tem uma variedade de cores ali?
Sem dúvida, sem dúvida. No nosso caso lá, nós temos uma paleta extensa de cores, com mais de 40 cores, tá? Tanto para os cimentícios, quanto para os siliconizados, na ordem de preço, tá? Cimentícios, siliconizados, acrílicos, acrílicos siliconizados, que são os da piscina, né? Os de piscina, acrílicos siliconizados. Então a gente tem uma argamassa que tem os polímeros nela para poder ter a característica da hidrofugância, de repelir a água. E ela vai ter que respeitar também a cor do rejunte. Então, no caso, a nossa argamassa acenta e rejunta, ela vai respeitar a cor do rejunte acrílico siliconizado ali, que seria o específico para essas áreas molhadas.
E o produto de vocês está no Home Center? Onde que eu encontro esse produto?
Esse produto você vai encontrar normalmente nas boutiques de piso, nas lojas especializadas de piso. Aí você vai encontrar a Duet Pastilles, Duet Piscina, outros modelos de argamassa sem ter rejunta, os próprios rejuntes, né? Absoluto, Absoluto Piscina, etc.
Você vai encontrar lá. Vocês que estão assistindo ou ouvindo pelas plataformas de áudio e vídeo, a gente vai colocar aqui uma lista de produtos e também tem o contato do Douglas, onde vocês podem tirar dúvidas, enfim. esclarecer. Então, o objetivo, reforçando deste canal, é promover ideias e soluções para o mercado de engenharia, arquitetura e construção. Portanto, curta, compartilhe, comente aí. Se você já viveu alguma experiência que você não gostaria que outras pessoas vivessem, coloca. De repente, você está colaborando para evitar algumas patologias futuras na obra, que não é, sei lá, de um amigo, conhecido. Douglas, antes da gente encerrar, eu queria que você falasse um pouquinho aí, só falasse um pouco da sua empresa e, cara, aprendi muito, assim, foi um bate-papo muito legal.
Eu que aprendi bastante, agradeço bastante a oportunidade. A nossa empresa chama-se ADG, é uma empresa focada na linha de drenagem, materiais de inox, alumínio, plásticos e aço galvanizado. Então a gente tem desde as grelhas tradicionais até os ralos lineares mais sofisticados aí do mercado. A gente também nos uniu a uma fábrica de argamassas e rejuntos que é a Colori e juntos nós temos uma empresa de revestimentos que é a Vinílico. basicamente nós estamos aí no mundo do revestimento do acabamento tanto com a parte inferior ao piso, o piso a gente ainda só trabalha com os vinílicos não trabalhamos com cerâmico nem com barcelanato mas a gente tem a parte de baixo dos rejuntes da argamassa os acabamentos então os ralos enfim esses perfis de acabamento e os pisos vinílicos. Então, a gente cada vez mais está trazendo soluções e opções para o mercado para que a gente possa oferecer um produto diferenciado, com alta qualidade e, sem dúvida nenhuma, com um custo adequado e que traga realmente a solução para as mais variadas obras, desde um empreendimento gigantesco até uma obra menor de uma casa de médio, alto padrão.
Então, é muito bom trazer esse tipo de bate-papo para informar as pessoas que constroem, de fato, e você está em uma área bem desafiadora. Justo na etapa final.
Na etapa final.
Da obra.
Onde dá o problema, né?
Onde dá o problema.
Exatamente.
Por isso que é muito legal a gente se atentar ao que vem antes.
Sim, sem dúvida nenhuma. Sem dúvida a gente tem que tomar cuidado, por isso que quando nós vamos à obra, a gente sempre olha o substrato, olha como é que é feita a regularização, instrui, mostra como é que faz a condução da água, onde que vai ser instalado. Fala, por exemplo, da camada dupla na argamassa, porque é uma... coisa meio básica hoje em dia, mas que ainda muita gente utiliza a camada simples, fala do rejunte, das aplicações corretas, todo mundo usa ainda o rejunte cimentício, mas também tem essas outras soluções, principalmente para as linhas residenciais, que são muito interessantes e principalmente para as áreas críticas, para evitar patologias, fachadas, piscinas, essas áreas mais críticas, a gente precisa ter o produto adequado e não podemos correr risco. O ralo correto, o rejunte adequado, a argamassa correta, isso é muito importante para que a obra não tenha uma dor de cabeça futura que impacte, obviamente, no bolso do proprietário.
Não, é bacana, então acho que você tocou num ponto bem... bem importante, porque as empresas que estão ali na linha de frente, eu tô falando aí de revestimento, ACM, né, o próprio Pisos, enfim, todo o assunto que a gente tratou aqui, é importante que, assim, tudo bem, quando dá um problema, nem sempre esse problema, ele é desse produto ali, daquele revestimento, ele pode ser muito por conta de etapas anteriores, por isso que eu.
Te fiz aquela pergunta lá no início. É, porque normalmente aparece, é, a DG, o pessoal chama a DG, ah, quebrou minha grelha, mas por que quebrou, né? Aí vai ver a grelha era um 430, um material diferente, frágil, e aí quer substituição, o problema da substituição é que você tem, pra trocar a rala, você tem que mexer com a alvenaria, imagina a dor de cabeça, então, tem que tomar cuidado com o que vai utilizar, assim como na colore lá nas argamassas e nos rejuntes é muito comum, ah aqui o seu rejunte não secou, aí você vai ver o pessoal fez camada simples, tá cheio de água embaixo do piso, não vai secar nunca Então tem algumas questões aí muito da mão de obra da aplicação que tem que tomar muito cuidado e tem que ter atenção sim, porque obviamente hoje em dia a gente tem uma mão de obra cada vez mais qualificada, a gente tem os conteúdos na internet que ajudam bastante nisso, mas é aquela tal história, faço isso há 20 anos e faz há 20 anos errado e as pessoas acabam Não buscando as melhores práticas, né? Porque mudou. Antigamente se assentava com cimento só. E hoje em dia a gente fala de não usar mais a C1. Não pode. A C1 na verdade não deveria nem existir mais.
Não deveria existir.
E é meio básico, mas é um desenvolvimento. Porque nem todo mundo tá no grande centro, na grande obra. Tem aquelas obras pequenas do interior que o pessoal ainda o acesso que tem ao conteúdo da internet, por isso tão valioso o canal aqui que instrui essa turma a cada vez mais buscar conhecimento, materiais, produtos diferenciados no mercado que dêem essas soluções, essa condição de não correr mais nos mesmos problemas de antigamente.
Muito bacana, foi um bate-papo, eu reputo, muito esclarecedor e eu tenho certeza que você contribuiu muito com uma fatia para a transformação da construção civil no Brasil.
Eu agradeço, agradeço muito a oportunidade novamente e é isso aí, bate no sininho, siga o canal, bate no sininho porque eu acho que cada vez mais esse tipo de fórum é importante para que a gente possa desenvolver o mercado de construção civil no Brasil, principalmente porque facilita muito o acesso à informação e esses novos produtos que têm cada vez mais chegado ao mercado nacional. A gente como importador sabe do quão grande, quanta coisa diferente a gente encontra lá fora. E aqui ainda nós estamos engatinhando, caminhando aí para o Steel Frame, buscando produtos modulares, trazendo essas tecnologias inovativas aí para o mercado. Então, agradeço demais aí a sua iniciativa.
Inclusive, teremos agora nos dias 1, 2 e 3 de outubro a Modern Construction Show, que é a maior feira de construção industrializada da América Latina, que a gente vai falar de, na verdade, de união de sistemas. Lá você não tem uma única empresa defendendo um único setor. A gente tem metálica, aço concreto, madeira. Então, inclusive, já quero te fazer aqui um convite para ir lá visitar. E você só vai ver soluções inovadoras para o mercado de construção. É isso.
A gente precisa lembrar que, por mais que a gente ainda tenha uma mão de obra em desenvolvimento, eu vou chamar dessa maneira, ela ainda é o maior custo da obra e cada vez mais vai continuar aumentando esse percentual porque o custo da hora da mão de obra em qualquer obra é o que mais dói no bolso de qualquer empreendimento Então, você trazer esses materiais que reduzem tempo, facilitam a instalação, diminuem os riscos da instalação e, obviamente, melhoram o resultado da obra, sem dúvida nenhuma, é importante para que a gente consiga acessar isso no Brasil cada vez mais. Porque lá fora, de fato, a gente vê muito mais desenvolvimento nessa área de modulares e tudo mais do que aqui.
Isso aí, Douglas. Obrigado mais uma vez pelo bate-papo. Então é isso, gente. Fiquem ligados. Agora a gente vai abrir uma série com plateia. Imagina, um podcast com plateia, onde a gente está aqui fazendo esse bate-papo, a gente tem a participação de plateia ali na nossa frente, onde eles vão ter microfones para Perguntar. Pra perguntar, pra discutir.
Botar contra a parede.
É, inclusive.
Mas eu faço assim.
O cara já pode falar ali na hora. Então, isso é um conteúdo exclusivo aqui do Constricast. Um abraço e até o nosso próximo encontro.
Muito obrigado, um abraço.
Os braços que levantam o mundo sem ter margem pra errar. ação e da união constrique este arquitetura engenharia e construção.
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