Sustentabilidade na Construção | Podcast de Engenharia | Arquitetura | Construção | ConstrueCast

Podcast episode (ConstreCast) in which host Paulo interviews Henrique Martins about sustainability in construction. They define sustainability by the three pillars (social, environmental, economic) and discuss practical solutions applicable to new and existing buildings: photovoltaic and solar heating, rainwater harvesting, wastewater treatment (ETEs) and water reuse, low-impact construction methods (steel frame, wood frame, eco-brick, bioconstruction), and integration with architecture and interiors. They cover economic aspects (payback/ROI), municipal incentives (IPTU Verde), certifications/ESG contributions (LEED, ODS/UN goals), community and university engagement, and present a case study (retrofitted rainwater system in Vila Real, Itu). The episode aims to educate practitioners and homeowners on feasible sustainable upgrades.
Questions this video answers
February 15, 2024
Social, environmental, and economic
About 70%
At most 5 years (can be as short as ~2 years with higher investment)
From 5,000 litres up to 80,000 litres
Chapters
Mostra e creche arquitetura, engenharia e construção. Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Constra e Cash e hoje eu vou conversar sobre um tema que vocês sabem que eu gosto muito que é sustentabilidade. Para falar sobre o assunto eu recebo um amigo Henrique Martins que vem transformando aí o mercado de construção sustentável e vocês vão entender ao longo da nossa conversa. Fiquem ligados, você que é engenheiro, que é arquiteto, que mora em casa, mora em apartamento, eu tenho certeza que esse episódio é pra você. Porque quando a gente fala de sustentabilidade, No caso desse episódio, não necessariamente será aplicado só para uma nova construção. Você que já tem uma casa também pode pegar as soluções que vamos conversar aqui hoje e dar uma repaginada e você vai se tornar uma pessoa que pratica sustentabilidade na sua casa. Henrique, seja bem-vindo ao nosso podcast. É um prazer receber você aqui. Espero que a gente consiga passar muito conteúdo para a galera.
Obrigado, Paulo. É um prazer estar aqui com você. E é minha primeira vez no podcast, como eu comentei com você, então talvez eu esteja um pouco nervoso.
Não, imagina. Você está super à vontade. Para mim, você está super à vontade.
Mas vou tentar transmitir um pouquinho do meu conhecimento. Ainda tenho muito a aprender, mas também não estou totalmente cru para contribuir com o pessoal.
Não, apesar assim... Apesar da pouca idade que você tem, nós conversamos um pouco antes... Sim. E eu me sinto muito à vontade pra fazer perguntas, por exemplos, como essa, olha só. Antes de fazer essa pergunta, eu peço que, ó... pega um papel, uma caneta. Quero agradecer já de cara ao apoio da produtora de vídeo Infinity Plus, que é especializada na indústria, construção, arquitetura e engenharia. Então, você que precisa de conteúdo, audiovisual de qualidade e não quer ter trabalho, é a Infinity Plus a melhor solução. Henrique, pra começar o nosso bate-papo, de cara eu já tenho essa pergunta aqui, ó... Como você define a sustentabilidade na construção? Mas vamos falar de... Tira a palavra construção e como você define sustentabilidade.
Bom, como eu comentei com você, a sustentabilidade, no nosso conceito, ela envolve três grandes pilares. Quando a gente procura definição de sustentabilidade, envolve um pilar que é o social, um pilar ambiental e um pilar econômico. Então, no nosso conceito, a gente entende que as soluções que a gente oferece para o mercado, tanto de serviços e produtos, Elas têm que ter o mínimo de envolvimento social, responsabilidade social. Isso significa favorecer a microeconomia local, entender que qualquer mão de obra local é capaz de instalar os nossos produtos. Quando a gente desenvolve um projeto, profissionais locais são capazes de construir aquela casa. Então, favorecendo o pilar social. Pilar ambiental é a preservação. É a gente cuidar do futuro, de quem está ali, de quem vai utilizar a solução. oferecer os recursos. Isso é preservar a natureza e o local em que a gente está inserido. E o pilar econômico é que tudo isso tem que ser viável economicamente, senão não fecha a conta. Senão a gente acaba inviabilizando o projeto e já deixa de ser sustentável.
Olha só... Vocês perceberam a clareza da explicação. Nem precisei perguntar os pilares. Você já respondeu de uma forma clara e objetiva. Agora, eu queria perguntar... Queria que você falasse um pouquinho... E que solução você está trazendo para o mercado de construção? E quando eu falo construção, também é para aquelas pessoas que vão... Por exemplo, no meu caso, a minha casa não foi pensada de uma forma sustentável.
Sim.
E conversando com você aqui fora das gravações, eu entendi que eu posso trazer soluções sustentáveis hoje para a minha casa.
Sim, com certeza.
Então, de verdade... Inclusive, depois a gente vai conversar para entender um pouco mais como funciona, porque assim como eu tenho esse desejo de como que eu trago aí, por exemplo, soluções de reuso de água para a minha casa, eu tenho certeza que vai ajudar várias outras pessoas que também têm esse desejo. Eu queria que você falasse um pouquinho aí de soluções sustentáveis e ao longo do nosso bate-papo a gente vai se aprofundando mais.
Certo. Bom, o mercado tem grandes ofertas de soluções sustentáveis para todos os bolsos, para todas as tamanhas de construções, para novas e para construções já existentes. O mais comum que a gente vê hoje em dia é o fotovoltaico. É uma prática que deve ser incentivada, porque todo mundo, tendo uma pequena usina de energia em cima da sua própria casa, contribui para a gente reduzir o consumo dos mananciais, das represas e diminuir o impacto ambiental que esse tipo de operação gera. A mesma coisa serve para um aquecimento solar para banho, que também é bem viável. Dentro do nosso portfólio, para essas soluções energéticas, a gente tem muitos parceiros a indicar. Inclusive, a gente pode depois compartilhar esses contatos sem problema nenhum.
Inclusive, no final, depois, a gente tem um quadro que você já conhece, quando você assistir o episódio completo, que é Convidado Convida. Você já pode trazer alguém para falar sobre esse assunto, que também acho que faz sentido a gente criar essa série de sustentabilidade.
Com certeza. Dentro do portfólio hoje do grupo que nós estamos, a gente tem soluções especificamente para a água. Esse é o nosso know-how hoje. Ao longo dos nossos 20 e poucos anos de atividade, a gente chegou a um momento que foi um divisor de águas para nós, onde a gente escolheu se especializar em algo. E essa escolha foi para a água. que é o nosso recurso natural, que muitas pessoas acabam negligenciando. Já tivemos crises hídricas, mas as pessoas às vezes acabam esquecendo que precisa ser uma preservação constante. E para ajudar nessa preservação a gente se especializou principalmente em aproveitamento de água de chuva, tratamento de esgoto com qualidade, tanto para infiltração em solos sem contaminações, ou até mesmo descarte em corpos hídricos sem contaminações, ou até mesmo reuso do esgoto tratado. E tratamento de efluentes gerais. Então, águas cinzas, efluentes industriais, efluentes de produção, tudo isso a gente tem engenharia e especialidade para desenvolver tratamento. para a gente poder descartar essa água pós-tratamento de uma forma que não agrida a natureza e a gente devolva esse recurso para ela. Então a gente fecha o ciclo. Paralelo a isso, a gente também tem outras soluções como projetos de arquitetura, interiores, engenharia, dentre outros, que a gente envolve a sustentabilidade como uma qualidade de vida para as pessoas. Então, quando a gente pensa em construir uma casa do zero, a gente escolhe métodos construtivos de baixo impacto que vão atrelar tanto a expectativa arquitetônica que o nosso cliente tem para o acabamento da casa, para o design, os conceitos arquitetônicos em si, quanto para a qualidade de vida que ele vai ter e o bem-estar que ele vai vivenciar lá dentro. Então, por exemplo, na sua casa, que já é uma construção pré-existente, a gente pode fazer um trabalho de interiores, por exemplo, olhando para soluções, produtos e adequações sustentáveis. É quase que o retrofit que a gente conhece. E além dos acabamentos que a gente pode trabalhar, a gente trabalha muito com a natureza a nosso favor. Então utilizar a iluminação natural, utilizar as ventilações adequadamente, levar para sua casa o recurso hídrico, fazer você aproveitar esses recursos e economizar o teu recurso potável. Tudo isso vai agregando qualidade de vida e a sustentabilidade no seu dia a dia.
Muito bacana. Agora eu queria chamar a atenção aqui, a gente vai falar, inclusive, também aí de certificações e etc. Mas quando a gente fala dessa questão de tratamento de água da chuva e tratamento de esgoto, que a gente chama dessas estações que é ETE e tal. Eu queria entender como que funciona, como que eu implanto uma ETE dentro do meu projeto. Existe a possibilidade de eu fazer essa implantação no projeto já existente. Agora, quando eu vou construir do zero, vocês trabalham de forma integrada com arquitetura. Como que funciona e como eu, enquanto investidor, enquanto estou realizando esse sonho, como que eu penso na sustentabilidade, como que eu penso em uma construção sustentável, inclusive já colocando uma estação de tratamento de água e esgoto no meu projeto.
O jeito mais fácil de explicar isso é começando pela construção a ser construída. Quando a gente tem um projeto que vai iniciar do zero, o melhor dos mundos é a gente já, no projeto hidrossanitário, especificar essas soluções. Então, quando você está construindo num lugar onde você não tem acesso à coleta da companhia de esgoto, você precisa tratar no seu próprio terreno. Então, normalmente, o pessoal adquire aquela famosa fossa, né? A fossa séptica ou soluções alternativas com biodigestor e algo do tipo. O que acontece quando a gente vai para esse tipo de solução, que é a solução anaeróbia, que a gente chama, que é um tratamento anaeróbico? A taxa de eficiência é muito baixa. Então, você não tem garantia de tratamento eficiente para poder fazer o descarte desse esgoto que você vai estar gerando sem nenhum risco de contaminação. Então quando a gente especifica uma estação de tratamento, quando a gente fala de ETE, a gente está especificando uma solução que é aeróbia, ou seja, ela vai ter uma taxa de eficiência de tratamento muito maior na remoção de matéria orgânica e aí sim você pode fazer um discard com zero risco de contaminação e até mesmo fazer o reuso. Quando a gente pensa em fazer reuso de esgoto tratado, você já começa a fechar o ciclo da água dentro do seu próprio terreno. Então, por exemplo, se nesse projeto você colocar uma ETE para fazer reuso do esgoto tratado e colocar uma cisterna para fazer aproveitamento de água de chuva, você pode fazer um blend dessas águas e você vai ser praticamente autônomo para fazer a irrigação do seu paisagismo, por exemplo.
Quando eu faço esse investimento na minha casa, eu tenho algum tipo de incentivo fiscal? Por exemplo, porque tudo bem, para eu fazer esse investimento, entendo que não é um investimento que eu tenho que pensar a curto prazo, tem um investimento, eu entendo, a longo prazo. Existe algum tipo de redução? Quando você fala de uma estação de energia solar, tudo bem, se eu estou pagando, por exemplo, R$1.000 na minha conta de luz, a gente faz uma conta ali, legal, beleza, instala essa solução, a minha conta de energia vai reduzir para, sei lá, R$100. E a diferença que eu estava pagando, eu vou estar investindo ali durante uns 5, 10 anos nessa solução. Após esse período, beleza, está quitado, basicamente, a minha conta vai continuar aquele mesmo valor. Então, eu pensei a longo prazo. No caso de vocês, tem essa conta? Vocês já fizeram essa conta? E como que funciona?
O raciocínio é muito parecido, porque quando a gente fala de aproveitar água, quando a gente fala de reutilizar água em fins não potáveis, a gente está falando de cerca de 70% de consumo de uma casa. Então, 70% da sua casa você pode trocar por água não potável, que é a água de chuva.
Sim.
Então, lavagem de áreas externas, vacias sanitárias, irrigação de paisagismo, máquina de lavar, dentre outros fins não potáveis da casa, você pode substituir. E aí você vai estar poupando na sua conta de água. Esse é o primeiro ponto. O outro ponto é que em alguns municípios hoje no Brasil já existe o incentivo do IPTU Verde. Para quem tem essas soluções, o IPTU já tem um certo desconto por conta da prática sustentável. Então isso varia muito de lei municipal, mas existem já municípios que já estão adequados para isso e acaba sendo um incentivo governamental para você ter esse payback.
Pode continuar, desculpa.
É que eu só ia comentar que o ROE é muito interessante, porque o ROE hoje, de aproveitar a água de chuva, ele tá tão rápido quanto o do fotovoltaico. E isso, às vezes, o pessoal acaba esquecendo.
Você tem uma média, assim, Henrique, mais ou menos, assim, qual que é o ROE, assim?
Quando a gente fala de uma construção, vamos usar uma construção aí de em torno de 250, 300 metros quadrados, a gente está falando de um Hoid no máximo 5 anos.
No máximo 5 anos?
No máximo 5 anos.
E dependendo se esse investidor, se essa pessoa tiver uma grana ali, não diria sobrando, mas fala, cara, eu quero de repente reduzir esses 5 anos, aí você consegue fazer, de repente, um projeto desse em 2 anos, que não é nada, né? Assim, se você diluir isso aí ao.
Longo de 24 meses, O nosso indicador de retorno financeiro são dois. O primeiro é o consumo e o segundo é a fonte, que é a chuva. Então, em lugares que chove mais, você tem um índice pluviométrico maior, você vai ter mais fonte de água não potável para você utilizar. Se você tiver um consumo grande, você vai estar trocando constantemente nessa água. Então, sim, o seu ROI pode diminuir. Mas quando você pega lugares que chove um pouco menos, aí você fica refém um pouco dessa fonte natural. Mas, independente disso, a regra do 70% de consumo é universal no território brasileiro, por conta da cultura que a gente tem implantada nas nossas casas, do uso de água.
Nossa, que bacana! Confesso que eu estou aprendendo muito aqui com você, tá? Já queria de cara agradecer, enfim... Então...
Imagina!
Agora eu queria falar um pouquinho dessa questão de sustentabilidade, né? A gente tem certificações LEED e tal... Eu não sei se vocês atuam aí em grandes projetos, mas, por exemplo... Você tem aí casos em São Paulo, por exemplo, do primeiro prédio que recebeu a certificação Lead Gold, graças às certificações, a rastreabilidade dos materiais e tal. Como funciona, por exemplo, no mercado de residência? Existem também essas certificações e como o produto de vocês se encaixa, como contribui para essa certificação?
Dentro do LEED, existem várias diretrizes para você conseguir o selo. Esses produtos nossos entram nas diretrizes de água e saneamento. Então, elas contribuem, sim. Tanto é que todos os produtos são homologáveis em órgãos ambientais, eles atendem as normas da NBR e atendem os LEEDs de certificação também. Recentemente, a gente entregou um projeto aqui em Cajamar, onde a empresa está se certificando ESG. E o nosso projeto, além de ajudar nas diretrizes ESG para eles conseguirem se adequar e tudo mais, atendeu duas ODSs da ONU, que são os índices de desenvolvimento sustentável, os objetivos de desenvolvimento sustentável. Então a gente conseguiu atender lá a ODS de água e saneamento, e água limpa, se não me engano, e de infraestrutura e inovação.
Isso é que é legal. E a gente... Às vezes, a gente tá conversando aqui com os convidados e a gente tá vivendo aí a palavra ESG, ESG, ESG, ESG... E muita gente não sabe, não tem a menor noção, né? Tem muita gente, inclusive, fazendo marketing com isso. Ah, eu pratico sustentabilidade, enfim, somos uma empresa sustentável e tal. Agora, quais são os benefícios de você ter essa certificação no projeto?
Eu não vou saber te dizer com tanto critério, porque ainda não...
Mas alguns, alguns benefícios.
Eu sei que o principal benefício disso é o compliance. Hoje no Brasil, até onde eu sei, O ESG contribui muito no posicionamento institucional, principalmente para quem faz negócios internacionais. Existem empresas e grandes negócios, grandes corporações que não fazem negócios com quem não tem um compliance adequado e alinhado com o deles, com os próprios princípios ali. Então, o SG está vindo para mudar esse tipo de negociação entre as corporações.
Então, se a empresa não segue algumas normas, por exemplo, de sustentabilidade, ela acaba perdendo, deixando de fazer negócios. Porque está fora ali... Está fora do.
Escopo desejável para fornecedores, por exemplo. Isso já existe. No Brasil, eu ainda não soube de nenhum benefício fiscal ou governamental para essas empresas. Posso estar enganado. Mas o ESG é muito interessante porque é uma prática que veio para favorecer até mesmo os colaboradores das empresas. Porque você vai estar mexendo ali no dia a dia. Você vai estar mexendo na cultura, você vai estar mexendo na vivência do ambiente. trazendo biofilia para dentro dos escritórios. Tudo isso é para favorecer a qualidade do trabalho, a qualidade do colaborador, porque a gente passa mais tempo no trabalho do que em casa.
E você, inclusive, acaba, de certa forma, aquilo que você falou, educando, vai além ali da empresa. Muitas vezes aquela pessoa que está tendo uma experiência na empresa em que ele trabalha, ele acaba levando isso para casa e praticando também com os filhos, com a família, com os amigos.
Exato, é um movimento cultural.
Bem interessante. Tenho agora uma outra pergunta aqui. Como a gestão de resíduos é abordada em projeto sustentável?
Na construção, você fala?
Sim, na construção.
Quando a gente pensa em construir uma casa sustentável, os métodos construtivos norteiam muito esse pilar da gestão de resíduos. Então a gente está acostumado muito a ver a obra de alvenaria convencional. Ela exige muita água e gera muito entulho. Quando a gente usa métodos alternativos que podem variar desde o steel frame, o wood frame, o tijolo ecológico, até mesmo a bioconstrução, que já está voltando com força, são métodos que geram pouco resíduo. por conta... O steel frame e o de frame saem prontos de fábrica praticamente, né? São modulares, eles chegam na obra e são encaixados ali, montados.
É, em just time, né?
Exato. Quando a gente trabalha com tijolo ecológico, ele tem as vantagens estruturais, tem junta seca, você não precisa ficar fazendo grandes volumes de argamassa, você gera menos resíduo também. E todo esse trabalho de utilizar esses métodos conscientes, você além de estar gerando além de estar diminuindo a geração de resíduos na obra, você diminui o seu custo com caçamba para fazer a remoção desses resíduos, então já favorece o pilar econômico. E você também está preservando o seu terreno. É muito comum a gente visitar a obra e aí o nosso cliente compra aquele paisagismo de milhões e a planta que veio lá da Indonésia morre no primeiro mês. Aí na hora que vai mexer ali, o solo tá todo contaminado de entulho de obra.
Entendi. Você cobre na hora ali, quando tá fazendo o estudo. Exato.
Aí você tá preservando a flora que já existe ali, não contaminando aquele solo. Porque o resíduo da obra civil, ele é altamente contaminante no meio ambiente.
Interessante. E agora uma outra pergunta que também veio da internet. Além dos aspectos ambientais, de que forma a construção sustentável impacta a comunidade local? Você falou um pouco lá no início dos pilares, enfim.
Sim.
Bom, quando a gente... Porque até, se possível, você falar um pouco... Porque quando você tem ali a escola, a própria universidade, se você tem exemplo para mostrar, acho que facilita um pouco para você levar esses alunos ali em loco para mostrar, para explicar, para que, de fato, você trabalhar essa transformação do futuro, enfim.
Exatamente. consiga... As faculdades hoje, infelizmente, ainda abordam muito pouco, ou brevemente, os assuntos de métodos construtivos de baixo impacto. E isso é uma pena, porque a gente acaba tendo cada vez mais profissionais rumando para o mesmo caminho econômico que o mercado segue. E quando a gente traz essas alternativas, a gente precisa desenvolver essa mão de obra, porque ela ainda não existe com tanto critério. Então, é muito comum nos nossos projetos, a gente tem muitas casas de Airbnb, cabanas espalhadas pelo Brasil, que a gente desenvolveu para alguns clientes. E aí, na hora da construção, eles envolvem a comunidade. Acabam fazendo mutirões, acabam envolvendo as pessoas ali, o que acaba especializando essas pessoas e até mesmo pode gerar uma fonte de renda futura pra ela. Que ela pode se interessar por aquilo e se dedicar a trabalhar com isso.
Que legal, o que é o novo, né? Você está despertando ali algo... Porra, esse aqui eu nunca vi.
Exatamente, você acaba fazendo um movimento cultural e a gente já participou de alguns mutirões onde pessoas saíram com o conhecimento da obra e construíram a própria casa, com método alternativo, com um custo reduzido e hoje tem qualidade de vida pra viver.
E hoje vocês têm feito algum trabalho dentro das universidades? Porque assim, quando a gente fala das universidades, muitas vezes essa ausência de geração de conteúdo, né?
Sim.
Para os alunos, para os estudantes. muitas vezes é por falta de conhecimento de mercado, né? Então, assim, como que vocês estão trabalhando hoje essa... A promoção, né? Desses conteúdos, a promoção dessas soluções, porque o que você tá fazendo aqui hoje, tudo bem a gente tá? Através dos nossos canais, as pessoas vão conhecer e tudo mais. E o que vocês têm feito na empresa de vocês aí? para levar esse trabalho para dentro das universidades e das escolas.
Certo. Desde a pandemia, a gente veio se estruturando. A gente mudou muito o modelo de atuação no mercado e até ano passado a gente estava arrumando a casa. E aí foi até engraçado, porque coincidiu muito o momento. Na hora que a gente terminou de fazer as nossas organizações, nunca acaba, mas a gente conseguiu atingir a estabilidade, surgiram oportunidades. E uma das oportunidades foi que a gente conseguiu agora entrar dentro do Instituto Federal, daqui de São Paulo, de arquitetura. O coordenador de cursos lá é o nosso consultor de desenvolvimento de projetos. Junto com ele, a gente está levando para o instituto feiras. A gente vai começar a promover feiras, a gente vai fazer palestras. Recentemente, eu fui convidado para palestrar na Universidade de São Paulo de Arquitetura também. E coincidiu também de um grupo da PUC de Minas nos pedir um apoio, porque eles estavam usando os nossos projetos para uma tese de TCC. E isso era muito comum na nossa jornada, até antes da pandemia, toda a construção que o meu pai fez. Só que por conta do movimento de mercado, as prioridades, a gente acabou não trabalhando muito nisso. Mas agora a gente está retomando com força. E a gente tem interesse completamente em levar esse conhecimento que a gente tem para as universidades.
E é muito legal, porque quando eu falo agora, eu estava estudando sobre essa questão de educação e conscientização. Então, o Constrecast, nosso propósito, na verdade, é promover ideias e soluções para o mercado, e não só isso, né? Unir também essa questão de... Pô, pera aí! Essa questão do engenheiro fala mal do arquiteto, arquiteto... Fala mal do amigo... Pera aí, vamos unir, né? No final, todo mundo a gente precisa, né? Um do outro e tal. Então, quando a gente tem esse propósito claro, né? Tudo bem, eu tenho uma solução, mas o que eu estou fazendo para ir além? Ah, tudo bem, porque às vezes a indústria coloca a culpa nas universidades. Mas o que a gente está fazendo enquanto indústria para trabalhar em conjunto com a universidade, para incultir na cabeça desses estudantes, gente, vocês têm solução no mercado, porque tem a solução de vocês. Daqui a pouco vem outro convidado aqui falar de uma nova solução. Vamos unir tudo isso. Então, agora, inclusive, vou até aproveitar para falar que em outubro nós teremos a Modern Construction Show, que vai ser a maior feira de construção industrializada, mas que vai unir soluções industrializadas. Então, lá você não vai falar de um único sistema, você vai falar da união de vários sistemas industrializados. Então, assim, o que a gente tá fazendo enquanto movimento? Porque muitas vezes a gente deixa só na mão das universidades.
Ah, não.
A coisa não flui, assim, não anda.
É. É muito comum a gente ver o pessoal saindo da universidade e não conseguindo se encaixar no mercado de trabalho. Justamente porque, na minha visão, eu acho que tem que ser o inverso. O mercado de trabalho tem que pedir para a universidade o que ele precisa de inovação.
Sim. Você tem que estar, na verdade, provocando.
Exato. Em meados de 2008, o meu pai fundou um instituto de pesquisa de desenvolvimento tecnológico dentro da UFRJ. E durante muito tempo foi muito bom onde ele conseguiu impulsionar várias startups para o mercado, grande parte delas foram para o exterior, por justamente não ter esse incentivo interno aqui no Brasil. Mas hoje a gente entende o oceano que a gente tem para navegar de oportunidades aqui no Brasil, e nós, enquanto Green Tech, a gente quer favorecer isso. Justamente por isso que nós estamos voltando a nos envolver com as universidades e queremos cada vez mais incentivar essa prática sustentável e mostrar que a sustentabilidade não é algo caro, a sustentabilidade não é algo inviável, e ela está acessível para todo mundo.
É, e quanto mais a gente utiliza, quanto mais a gente pratica, mais acessível ela fica.
Exatamente, que daí você equilibra a oferta e a demanda, né?
Equilibra, inclusive... Como a gente está falando dessa questão de educar, de promover ideias e soluções, tem... Por exemplo, você pega o FAO, né? Se você topar um dia, nesse movimento de visitar as universidades, a gente conseguir aí fazer um trabalho junto com o ConstraeCast, de promover essas soluções, essas palestras, por exemplo, que você vai dar numa universidade, a gente preparar alguma coisa, para, de fato, a universidade tal, a gente tem esse material de apoio, a gente tem esse material de apoio para, de fato, você pega Alagoas, aquela riqueza de... de clima que tem e, ao mesmo tempo, dependendo do lugar que você está inserido, você tem a questão aí da falta de água.
Exato.
Aí, se vocês têm uma solução, é tudo bem, mas eu estou indo até que ponto? Você começa a mostrar isso para as universidades, mostrar isso a nível nacional. daqui a pouco você está fazendo a transformação, eu não diria nem nacional, mas de repente você levar soluções para outros países. Então, vocês podem contar aí com o nosso apoio, que eu acho muito bacana o trabalho que vocês estão fazendo. E o nosso propósito aqui, na verdade, é somar, sabe? É construir pontes e, de verdade, eu... Vamos aí! Uniforças!
A gente compartilha disso porque a gente entende que a sustentabilidade é algo que tem que ser desenvolvido conjuntamente. Não existe um dono da razão, da sustentabilidade. Não existe alguém que vai te oferecer uma solução milagrosa que vai resolver todas as dores. É algo que todo mundo tem que praticar. É questão cultural. Então vai ser um prazer envolver.
Não, é cultural. É cultural. Enfim, agora eu queria que você falasse algum estudo de caso, algum case feito por vocês, para que isso sirva de exemplo. É importante que quando a gente fala de um estudo de caso, a gente pode, de repente, pegar essa solução que você vai falar aqui e como que eu aplico em outras situações. Usem sua imaginação, pessoal.
Tem um caso que... É um caso que a gente guarda no coração lá, porque o cliente virou um grande amigo, é um querido. Mas assim, o cliente já tinha uma casa construída, a casa dele estava pronta.
Onde que é?
No Vila Real, em Itu. Itu, né? E aí ele queria aproveitar a água de chuva. Ele falou assim, eu quero aproveitar a água de chuva na minha casa. Aí a gente falou, tá bom, né? Vamos aí fazer uma visita, vamos ver como é que tá as suas quedas de telhado, a captação, o direcionamento das calhas, tudo mais. A gente fez a visita, fez o dimensionamento do sistema, analisamos tudo. Falou, ó, essa aqui. Beleza, eu quero. Mas tem uma condição. Vocês precisam fazer a cisterna e todo o sistema de captação em um dia. Porque eu vou dar o sábado pra vocês. Porque eu vou sair da minha casa na sexta, vou ficar o sábado fora e eu volto no domingo pra almoçar. E eu não quero ninguém mexer na minha casa. Porque eu não quero que tu cansei de obra. Aí a gente falou, caraca, a gente tem um dia aí das 8 às 18 para fazer. E graças à solução que a gente tem, que é a inovação de mercado, deu super certo. A gente conseguiu fazer com que todo o sistema ficasse instalado, operante, automatizado e pronto para o cliente utilizar. E às seis horas da tarde, o jardineiro estava plantando grama e não tinha um resquício de obra na casa dele.
Henrique, mas essa solução não foi aérea?
Não. É uma solução enterrada que a gente desenvolveu. É uma patente nossa. Posso falar uma?
Pode, claro. Pode falar.
É a cisterna pronta. A cisterna pronta é um reservatório em fibra de vidro modular que varia desde 5 mil litros de aproveitamento até 80 mil litros. Nesse caso, não me lembro exatamente, mas se eu não me engano eram 30 mil litros de água de chuva que ele ia armazenar. E dentro desse reservatório, a gente já manda direto de fábrica, prontinho. Todo o sistema de filtragem que é necessário para ter água com qualidade, todo o sistema de bombeamento que é necessário para automatizar as torneiras e consumos.
E até é importante essa questão quando a gente fala de promover soluções, faz sentido não falar o nome. Agora, eu sei que tem muita gente que vai querer saber mais sobre essa solução, como funciona de forma mais detalhada, porque enfim, aqui a gente está só fazendo Enfim, apresentando o que existe. Então, você que tem um pouco mais de... Quer saber um pouco mais, vamos deixar o contato do Henrique aqui nas transcrições.
Sim.
Não só dos canais de áudio, mas também dos canais de vídeo. Então, enfim, a gente vai conversando aí, interagindo com vocês. O que eu puder também... Enfim, que eu souber responder, eu respondo. Mas a gente... Nosso time de comunicação vai direcionando para vocês. Eu queria agora ir para o nosso quadro que você já conhece, que é Convidado com Vida.
Ah, legal!
Eu queria saber de você quem você gostaria de ver ou ouvir aqui no podcast. De qualquer forma, eu já queria te antecipar, se fosse alguém que a gente consiga dar continuidade a esse tema de sustentabilidade, seria bem interessante, porque como você já trabalha com a solução água, de repente alguém que seja aí também, que a gente consiga fechar Sim. Esse ciclo.
Olha, tem um grande amigo que eu acho que tem muito a agregar, que é o Flávio, da E9 Solar. O Flávio, ele trabalha no mercado de fotovoltaico, mas ele tem uma visão totalmente diferente desse mercado e um produto também inovador. A gente já trabalha com uma parceria com ele há mais de 10 anos e até hoje eu não vi uma empresa tão séria, competente, com uma solução diferente como a deles.
Uma coisa que me chamou a atenção aqui, às vezes as pessoas me perguntam quanto custa uma solução dessa. Gente, vai variar com o que você tem aí no seu terreno, na sua casa e tal. Então, eu já estou antecipando. Você que quer saber mais ou menos ideia de valores, ideia de investimento, você vai falar direto com o Henrique aqui. E eu já queria aproveitar... Eu queria que você falasse um pouquinho agora, vocês atuam em nível nacional? Eu sou, por exemplo, da região Sul, eu consigo falar com vocês? Eu sou da região Norte, Nordeste, eu consigo? ter essa solução na minha obra, no meu projeto, na minha casa, na minha.
Empresa, enfim... Sim, hoje o nosso grupo atende todo o Brasil. A gente manda soluções para todo o Brasil, mandamos projetos, atendemos em nível nacional, tanto para produtos e serviços. Não temos nenhum problema com isso. Entendi.
Tem alguma coisa, Henrique, que eu deixei de te perguntar e que você gostaria de falar? Se for algo que vai tomar muito tempo, a gente marca um novo WhatsApp, enfim...
Não, eu acho que a gente abordou por completo, mas acho que é sempre importante dizer que o que a gente desenvolveu até hoje foi com muita responsabilidade e faz parte do nosso propósito e que nós estamos só no começo, que é uma jornada longa. Eu preciso honrar tudo que meu pai construiu até hoje e o nosso propósito é realmente levar a sustentabilidade como uma qualidade de vida para as pessoas.
Muito bacana. E aí, galera? O que vocês estão achando desse conteúdo? Segunda coisa que eu gostaria de saber, de onde você tá ouvindo, de onde você tá assistindo?
Se é uma região que chove muito ou pouco.
Entende? Porque isso é importante. Se chove muito, você tem uma solução específica.
Sim.
Se chove pouco, você tem outra solução.
Na verdade, a solução é a mesma para ambos. A diferença é que um vai ter mais recurso para aproveitar que o outro.
E aí? Dá para perder?
Às vezes tem alguém deixando de economizar aí uma boa grana com água.
E vocês dão todo o estudo, né, para a pessoa?
Totalmente. Todos os nossos produtos são feitos sob demanda e sob necessidade para cada cliente. A gente estuda cada caso e especifica exatamente o que o cliente precisa. Tanto para não ter algo gigantesco que não vai atender, quanto algo pequeno que também não supra.
Interessante. Ô Henrique, antes da gente encerrar, eu gostaria de pedir de novo para que você compartilhe nossos conteúdos, comentem, curtam. A sua opinião é muito importante, porque, por exemplo, sustentabilidade é um assunto que eu não domino. né? Então, eu estou confiando 100% no que você está falando, mas assim, a princípio está tudo certo, eu estou gostando.
Dominar? Eu também não domino, eu só tenho uma pequena vivência.
A gente está fazendo uma troca aqui. Então, inclusive, você que entende que você também pode compartilhar com conteúdos como esse... Por favor. por favor coloca nos comentários de repente a só no comentário não vou conseguir transmitir aquilo o meu conhecimento a gente pode marcar um bate-papo aqui para dar continuidade a esse tema que eu repito é muito legal gente é muito legal imagina você reaproveitar a água, você reaproveitar a energia solar.
Exato.
Imagina, que coisa incrível.
É aproveitar o recurso que está à nossa disposição, para que a gente possa preservar as nossas fontes naturais. É simples assim.
Simples, simples, simples. Henrique, eu queria que você fizesse as suas considerações finais para a gente encerrar esse conteúdo que, enfim, confesso que gostei bastante de conversar com você. Já quero, de antemão, agradecer o seu deslocamento. Você não está aqui tão perto e você fez esse esforço para vir aqui compartilhar conhecimento com a nossa audiência.
Sim, foi um prazer. Como eu disse, é a minha primeira vez, então espero ter contribuído com um pouquinho. E o que você precisar, o que o pessoal precisar de nós, da empresa, a gente está a total disposição para contribuir, para aprender, porque é uma aprendizagem constante. Então, a gente quer realmente somar com as pessoas, agregar. Tanto é que a gente tem uma frase que acompanha a gente nesses 20 anos, que é sustentar ideias e viabilizar soluções.
Que fechamento. Agora eu vou fazer uma outra pergunta, já que você trouxe essa provocação aqui. O que é sustentabilidade pra você?
Sustentabilidade pra mim é a gente conseguir ter qualidade de vida e um propósito de futuro que seja saudável pras próximas gerações.
E aí, gente? O que vocês acharam desse fechamento? Então é isso, galera. Isso não, né? Tudo isso. Então, peço que você que ainda tem dúvidas sobre o que foi tratado aqui, repito, vou deixar o contato do Henrique aqui, ó, pra vocês. Então, Henrique, mais uma vez, obrigado, viu?
Eu que agradeço.
Pra aquela câmera, sobe o som. Música...
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