Tecnologia na Gestão de Obras | Podcast de Engenharia | Arquitetura | Construção | ConstrueCast

Podcast episode (YouTube) in Portuguese: a conversation between host Paulo and guest Danilo about technology in construction project management. They cover Danilo’s background (business/finance, founded a construction services company), challenges of digital adoption in construction (archaic mindset, pandemic-driven acceleration), practical uses of tech (daily reports/diary, documentation in the cloud, cronogram/finance integration), AI for reading project data and forecasting, drones for inspection and mapping, and the importance of pairing technology with education and change management. The episode also introduces TOC (TOC Gestão de Obras), a tool Danilo’s team developed to help small-to-medium contractors with project, financial and documentation management.
Chapters
Constricast, arquitetura, engenharia e construção. Sejam bem-vindos a mais um episódio do Constricast. Hoje vamos conversar sobre tecnologia na gestão de obra. Para falar sobre o assunto, eu recebo o convidado de um cara que entende de pessoas e, sobretudo, de tecnologia. Eu entendo o quê? Para falar de tecnologia, é importante também entender de pessoas. Danilo, seja bem-vindo ao nosso podcast. Tenho certeza que o bate-papo de hoje vai resolver o problema, as dores de muita gente. Eu diria que não só de condição civil.
Legal. Paulo, obrigado pelo convite. Foi um prazer bater um papo sobre tecnologia, pessoas, processos. Estou bastante animado com a nossa conversa.
Agora, para iniciar nosso bate-papo, Danilo, eu queria que você falasse um pouquinho de você, como que você se enveredou, como que você chegou na construção civil, tendo em vista que você não é engenheiro e também não é arquiteto.
Isso. Paulo, bom, o meu histórico vem de finanças, eu sou formado em administração, e acabei entrando no mercado de construção civil, vivendo um pouco das dores que esse mercado traz para quando um cliente tenta fazer uma obra. Então, eu e um amigo meu, a gente passou por um processo bastante traumático quando a gente foi reformar o apartamento e a gente viu que tinha vários problemas ao longo da cadeia, desde contratar o fornecedor até acompanhar a obra, fazer os pagamentos, enfim. Foi bastante problemático e aí a gente entendeu que ali tinha um potencial para a gente entrar nesse mercado e colocar mais processo, mais ferramenta. A gente acabou iniciando uma empresa de obras de construção e foi assim que a gente entrou no mercado. Foi bastante desafiador no início, porque apesar de ser um mercado com bastante potencial, um dos maiores mercados que a gente tem hoje na nossa economia, é um mercado bastante problemático. Pouco digitalizado.
É, até pela formação, né? Das pessoas.
Exato. Mas, assim, aos nossos olhos é aí que está a oportunidade, né? Então, um mercado grande, com muita gente envolvida, com várias cadeias ali conectadas, né? Então, a gente acabou entrando nesse mercado, começou a trabalhar com ele e viu que, de fato, tem muita oportunidade para ser trabalhada, principalmente em relação à tecnologia.
Bacana, Danilo. E até ali, antes da pandemia, a gente tinha... Assim, a tecnologia, ela já tava muito avançada. E no pós-pandemia, isso, assim... Acho que avançamos aí muitos anos, assim, num período muito curto. E como a tecnologia tem impactado a gestão de obras, assim? Até por conta da dificuldade, né? Assim, são muitas cadeias envolvidas e tal. E como que a gente une em tudo isso, assim?
Paulo, apesar de a gente ter tido vários avanços, tem uma pesquisa recente da Harvard que diz que, pensando em digitalização e tecnologia, o setor de construção é um dos mais atrasados. Se eu não me engano, a gente está só na frente do setor de pesca. Então, apesar de a gente ter avançado bastante, a gente ainda tem muito para fazer. Mas acho que, de fato, a tecnologia consegue auxiliar o setor de várias formas. Então, desde o canteiro de obra, desde coisas mais simples, até como armazenamento de documentação, toda a parte de compras, parte de gestão de pessoas, parte até educacional. Eu acho que você mencionou bem a pandemia, eu acho que acelerou muito a questão da tecnologia, até em relação à educação. Então, hoje é muito mais fácil as pessoas terem acesso à educação. A educação era muito presencial antes da pandemia, né? A pandemia acelerou um pouco esse processo mais digital. Então, de fato, hoje eu acho que a tecnologia vem ajudando muito o nosso setor, apesar de ter muita coisa ainda pra fazer. Mas eu acho que avança e, principalmente, eu acho que o mindset das pessoas tá mudando. Então, o mercado era um mercado muito arcaico. Ao passo que vão entrando novas pessoas no mercado, a gente vai vendo, de fato, os resultados positivos da tecnologia quando são implementadas. Eu acho que as pessoas também estão começando a mudar um pouco o mindset. E o nosso mercado também é muito concorrido. Então, quem consegue ali colocar a tecnologia no seu dia a dia, de certa forma, sai na frente da concorrência. Então, hoje as pessoas pedem também melhores profissionais, empresas melhores estruturadas, mais previsibilidade numa contratação de serviço. Então, acho que a tecnologia tem tudo aí para ajudar o nosso setor.
Muito bacana. Queria já aproveitar e pedir para você pegar um papel e uma caneta, porque a nota está sendo aqui uma verdadeira aula. Aproveitar também para agradecer o apoio da produtora de vídeos Infinity Plus, que é especializada em produção de vídeo para arquitetura, engenharia, construção e indústria. Danilo, e nesse sentido de tecnologia, qual que é o grande desafio de implantar tecnologia principalmente no setor de construção civil. Quando eu falo construção civil, desde as construtoras, canteiros de obra e dentro da própria indústria também que eu noto essas dificuldades aí.
Olha, como eu comentei, o nosso setor ainda é bastante arcaico em relação a várias coisas. Então acho que o principal desafio em relação à tecnologia talvez não seja nem na criação em si da tecnologia. Eu acho que o maior desafio é a mudança de mindset que eu tava comentando de fato. Então as pessoas dentro do nosso setor acabam fazendo muito mais do mesmo. É sempre aquela história, ah eu sempre fiz assim, sempre deu certo, eu me organizo dessa forma. Então, acho que a mentalidade do mercado talvez seja o maior desafio.
E o excesso de tecnologia? Porque, assim, também está havendo um excesso.
Sim, sim.
Como escolher a melhor? Só para complementar um pouco o que você fala.
É, eu acho que a tecnologia acaba tendo que ser um meio e não o fim em si. Então, quando você utiliza a tecnologia para gerar mais produtividade, diminuir custos, ou aumentar uma rentabilidade, ou gerar mais previsibilidade, ou antecipar alguma situação, eu acho que ela é muito benéfica. A gente tem que tomar cuidado para não utilizar a tecnologia por utilizar. Porque aí você acaba, de certa forma, até burocratizando mais o processo. Imagina, por exemplo, num canteiro de obra, você obriga o seu time, de certa forma, a usar uma tecnologia que não gera valor. Então, eles estão desperdiçando horas ali, que eles poderiam estar fazendo outras coisas. De fato, aquela tecnologia, aquele relatório, aquela visão ali, talvez não traga muito benefício. Então acho que a gente não pode ir para nenhum dos extremos, a gente não pode desmerecer a tecnologia ou negligenciar, na verdade, a tecnologia, como também a gente não pode achar que a tecnologia vai ser a única coisa que vai salvar um canteiro de obra.
E quando eu falo de excesso de tecnologia, quando eu me refiro à questão do desafio de escolher a melhor opção, enfim, e aí tem a questão, como que eu vou trabalhar a educação das pessoas para utilizar essa ferramenta. Só que, ao mesmo tempo, a gente tem um desafio, porque muitas tecnologias, elas são muito engessadas, né? E como que você está vindo aqui hoje para, inclusive, trazer uma solução que é uma coisa mais customizada, de acordo com a necessidade daquela pessoa, por exemplo, que tem uma pequena empresa, uma média empresa, enfim, porque quando você é uma grande construtora, esse cara já tá consolidado no mercado. Agora, quando eu tô começando, que eu não tenho uma formação sólida pra uso de tecnologia, o que que você traz aí pra essas pessoas?
A gente enxerga que, de fato, o mercado, quando a gente vai para um segmento que já está mais consolidado, uma grande construtora, você tem uma mentalidade diferente, você tem pessoas melhores preparadas, você já tem tecnologia personalizada ali para aquelas grandes construtoras, por exemplo. Mas o mercado de fato menor, digamos assim, que é boa parte do nosso mercado, aquele empreiteiro que está começando, uma empresa de engenharia que está começando, ou tem menos funcionários, enfim, de fato acaba sendo um pouco desassistida nesse sentido. E acaba que as tecnologias que a gente tem hoje no mercado não são adequadas ao que ela precisa para o dia a dia. Então eu estava comentando sobre o desafio de fazer com que as pessoas coloquem tecnologia no seu dia a dia. Então, acho que o primeiro desafio é conseguir entender qual é a dor dessa pessoa. Ela não vai simplesmente contratar um aplicativo que vai melhorar o gerenciamento de obra dela só porque ele está prometendo que vai gerenciar. De fato, a gente tem que entender a dor daquele usuário. Vou citar um exemplo. o cronograma de obra, né? Que eu acho que obra atrasada, todo mundo já passou por isso, né? A gente sabe quando a obra começa, mas não sabe quando ela termina.
Por falta de gestão e planejamento.
Tem sempre esse mote, né? Mas no final do dia, assim, quando você conversa ali com quem tá trabalhando na obra, né? É meio óbvio você falar, olha, a obra não pode atrasar. Mas talvez para aquela pessoa não seja aquela dor. Talvez você veja uma tecnologia, uma ferramenta, um processo que fala, olha, se você utilizar essa ferramenta, a sua obra não vai atrasar e, por consequência, não atrasando a sua obra, você termina ela antes, você vai gerar uma boa experiência para o seu cliente. Terminando ela antes, você consegue começar uma outra obra e isso vai impactar diretamente na sua lucratividade. Concorda que a abordagem é completamente diferente? De novo, eu estou usando a tecnologia como um meio e não como um fim. Eu não estou falando, você tem que fazer o cronograma ser seguido. Eu estou falando, olha, se você usar isso daqui, você vai ter maior lucratividade no seu negócio.
Inclusive a própria organização dele, né? Para a empresa até complementando o que você está falando. Quando você tem as grandes construtoras, elas precisam de pequenos construtores. E se esse pequeno construtor está pensando na tecnologia de uma forma que ele consiga... Ah, eu entrei em um grande projeto junto com várias outras pequenas... construtoras para atender uma grande. Você entende que se ele já está ali organizado na questão de projetos e processos, amigo da tecnologia, ele sai na frente para prestar serviço para essas grandes construtoras?
Com certeza. Eu acho que o nosso mercado Não só o nosso mercado, acho que o público de maneira geral. A gente é cada vez mais exigente. A gente quer cada vez as coisas com mais qualidade em menos tempo. Hoje a gente, extrapolando a questão da tecnologia, se você pegar os últimos anos, hoje está tudo muito fácil. Você não precisa ir na livraria para comprar um livro. Você não precisa ir em um restaurante para comer a comida que você quer. Você não precisa ter um carro para se transportar. Tudo hoje está muito mais fácil. O acesso está muito mais fácil. Então, as pessoas criam essa expectativa. Então, com certeza, um prestador de serviço que adere à tecnologia como um meio para gerar uma experiência melhor para o seu cliente, aí pode ser vários caminhos. Fazer mais rápido, fazer um custo-benefício melhor, dar maior previsibilidade, gerar uma experiência melhor, tudo isso faz ele sair com certeza na frente.
Você deixa as coisas mais transparentes entre as partes. O Danilo, e o que você tem feito aí também que eu noto no mercado, que a gente tem uma grande dificuldade, que é na parte de diário de obra. Porque a partir do momento que eu contrato ali um fornecedor, uma construtora, enfim, qualquer pessoa do setor, e eu consigo trabalhar bem essa questão da tecnologia no diário de obra de modo que eu não Fique fazendo isso manual, porque a gente tem dificuldade, inclusive, de acesso de internet.
Sim.
Né? Então, como que você... O que que você traz aí de dicas? O que que você já tem aí pra oferecer pra essa galera?
Hoje, eu vejo assim que... principalmente o empreiteiro, o engenheiro, ele acaba utilizando ferramentas que não são próprias para isso, para gerar esse tipo de informação. Então, o cara faz o diário de obra dele no próprio WhatsApp, relata o que aconteceu, tira foto e manda eventualmente para o cliente. É informação? É. Mas se você consegue estruturar isso de uma maneira mais otimizada, digamos assim, por exemplo, existem hoje softwares que você consegue fazer um relatório de obra muito mais fácil, fica na nuvem. Então assim, você não consome memória do seu celular. Outra coisa assim, você acaba tendo mais facilidade para encontrar essa informação, que isso é um grande problema. As obras, uma obra de um apartamento de 100 metros quadrados, às vezes ela pode durar 3, 4 meses. E depois que você fechou a parede, por exemplo, Se você tiver que resgatar uma foto da instalação hidráulica que você fez dentro de um grupo no WhatsApp que você tinha com o cliente, nota a ineficiência que isso traz. Então assim, para você conseguir... Isso se você tiver a foto. Às vezes, pô, tive meu celular roubado.
Ou então é do próprio funcionário.
Exato, seu funcionário amanhã saiu e levou as fotos. Então assim, só para citar um dos exemplos. Hoje a gente tem tecnologia o bastante para fazer relatórios de obra de uma maneira muito mais otimizada, muito mais rápida, muito mais organizada. E uma coisa que eu sinto, o nosso mercado de certa forma é um mercado que não tem uma boa fama, digamos assim. Então todo mundo foge de fazer uma obra, de fazer uma reforma, de construir uma casa. Então, o cliente já entra com uma certa carga do tipo, vou me enganar, vai dar errado, vai atrasar, eu sou leigo nisso. Quando você, por menor que você seja, pensando como prestador de serviço, se você consegue se mostrar de uma maneira mais profissional, você melhora naturalmente a experiência do seu cliente. Então, de novo, a gente não está falando do relatório de obra como uma tecnologia, não, a gente está falando de um relatório de obra, como uma tecnologia que vai, inclusive, te ajudar a passar uma impressão melhor para o seu cliente de organização.
Inclusive, quebrando um pouco aquela ansiedade. Como que tá? Avançou, não avançou? Então... Ah, o cara viu algum detalhe ali que está incomodando. De repente, se ele tem acesso àquilo em tempo real, por exemplo. Tudo bem, eu vi ontem. Ah, deixa eu ver como que tá hoje. Quebra um pouco aquela ansiedade, né? Acho que do ser humano, inclusive.
A gente brinca assim, quando o cliente está em obra, geralmente ele causa problema. Pode estar tudo muito certo, mas assim, o cliente é leigo, né? Então assim, quando ele vai na obra e eventualmente vê uma atividade ali que está rolando e não tem a explicação de maneira adequada, ele vai ficar inseguro, ele vai questionar, e aí a gente volta na questão da ineficiência. Se você consegue gerar, por exemplo, uma coisa simples, que é um relatório de obra com um relatório fotográfico, com as explicações das atividades, com um cronograma bem postado ali para o seu cliente ver de maneira remota, naturalmente ele vai ficar menos preocupado, naturalmente ele vai menos na obra, naturalmente ele vai te questionar menos. Então assim, de novo, a gente está voltando num ponto de eficiência. O relatório por si só, ele é só um relatório, mas ele vai te gerar horas que você vai ter ali com menos interação com o cliente, com menos questionamento e fora a questão da confiança que você gera.
Não, bacana. E o nosso público que tá ouvindo pelas plataformas de áudio, assistindo pelas plataformas de vídeo... Ah, será que o Danilo tem aí uma solução pra mim? Você tem essa solução? Sim.
A gente começou fazendo obras, né? Então, a nossa empresa fez aí algumas dezenas de obras e a gente viu que precisava profissionalizar. E dentro do que a gente sentiu de dores, a gente criou uma ferramenta própria para a gente conseguir fazer, por exemplo, relatórios diários de obra, acompanhar o cronograma, acompanhar o financeiro. Então hoje a gente utiliza essa ferramenta. Mas essa ferramenta, por exemplo, de relatório, tem diversas outras ferramentas do mercado que você consegue acessar num custo muito baixo, relativamente baixo, pelo ganho que ela gera. Então, hoje a gente usa dentro da nossa empresa a nossa própria ferramenta, que a gente disponibiliza inclusive para o mercado como um todo, mas não é uma ferramenta tão difícil de você conseguir. Tem várias ferramentas aí no mercado para dar essa solução do relatório, por exemplo.
E você que quer saber qual que é a ferramenta, só coloca nos comentários aqui que o Danilo vai mandar pra vocês. O Danilo, deixa eu te perguntar, e essa parte de inteligência artificial, como que você tá trabalhando isso hoje? tem evoluído cada vez mais, e confesso que eu tô assustado no meu seguimento.
Sim, sim.
Eu tenho até secretária aí, que não existe. Eu peço pra ela fazer um roteiro, ela prepara tudo pra mim, depois eu só vou dar meu toque humano ali.
Legal. Olha, acho que quando a gente fala de inteligência artificial é o assunto do momento, né? Então todos os setores ali de alguma forma estão se movimentando pra tentar colocar inteligência artificial dentro ali de alguma maneira, né? Acho que de fato é um assunto que vai vingar, né? Então a gente tem algumas ondas de tecnologia, né? Então algumas vingam, outras não, né? Então a gente falava lá do metaverso, hoje em dia pouca gente tá falando. Não sei se vai morrer ou não, mas enfim, o assunto do momento. é a inteligência artificial. Quando a gente fala do nosso setor de construção, eu acho que um dos principais ganhos, pensando em inteligência artificial, é a questão de leitura de dados. Então quando a gente fala dentro de uma obra, por mais que às vezes tenha algum imprevisto, tem muita coisa que gera previsibilidade, gera dado, gera informação. Eu acho que talvez esse seja um dos principais ganhos. Você conseguiu utilizar a inteligência artificial para fazer a leitura dos seus dados e antecipar eventuais problemas. Então, acho que talvez não com essa roupagem de inteligência artificial, mas você vê muitas construtoras, principalmente as que são maiores, Elas têm essa metodologia, esse mindset de fazer a leitura do que aconteceu para evitar que isso aconteça no futuro. Então, eu acho que a inteligência artificial pode ajudar dessa forma. Então, antecipar um cronograma, antecipar um problema que sempre pode acontecer. A gente tem dentro da construção diversas variáveis ali que você precisa controlar. Talvez a inteligência artificial também consiga concatenar as coisas muito mais fácil para encontrar uma solução.
É, e eu estou trazendo, inclusive, uma pauta para falar de inteligência artificial, para gerar dados, para facilitar a tomada de decisão. Então, inclusive, já está agendado. O cara é muito bom, entende muito.
Com certeza tem bastante oportunidade. Eu vejo que muita coisa que acontece dentro do nosso setor, ela se repete. E aí tem diversos desafios. A gente está falando de canteiro de obra, mas você tem a questão logística. Por exemplo, você vai construir um prédio. A questão logística é muito complicada. E quando você extrapola isso para obras menores, obras residenciais, casas, enfim, obras corporativas, é uma loucura. Às vezes, você consegue e a indústria ainda não se organizou para isso. Hoje, citando o exemplo de compras, se você for fazer uma obra menor, qual é o caminho mais fácil? Você ir em um home center, você ir em um distribuidor. Hoje a indústria ainda não conseguiu se organizar para atender pequenos sites, pequenas necessidades.
E, nesse sentido, eu estou participando de uma mentoria para um grupo de pequenos construtores do mercado de comunicação visual. Esse projeto é encabeçado por um engenheiro, um grande amigo, o Nilson Tsuji. Então, um abraço para o Nilson. E eu entro ali mais para entender, para contribuir com essa questão de canais de aquisição, o marketing como um todo. E aí eu vou direcionando essa galera. E o que eu percebo que eles têm de problema ali? Muitas vezes o cara tem um bom serviço, só que ele tem muita mistura da coisa pessoal com profissional. Eles não têm ali um RP, porque de fato é muito caro você adquirir uma tecnologia dessa e dependendo do porte você acaba... perdendo competitividade, porque isso vai onerar o seu custo ali. Danilo, você tem alguma solução para esse pequeno construtor? Por que eu estou te perguntando? Porque como o propósito do Constraicast é promover ideias e soluções, é trazer soluções, não importa o tamanho da empresa, enfim, não importa o porte, como que você pode ajudar essas pessoas? Até dando o exemplo do próprio RP, que você concentra tudo ali para, de fato, tomar decisões e facilitar a gestão como um todo.
A gente, quando criou o nosso sistema, Paulo, a gente pensou no seguinte, a gente via muita gente dentro do mercado que tecnicamente era muito boa, pensando na execução da obra, mas o que acabava fazendo essa pessoa às vezes se enrolar ou não gerar uma boa experiência para o cliente dela, às vezes até quebrar, era muito a parte da gestão. E quando a gente fala de gestão, a gente não está falando só de gestão técnica da construção. Um cronograma, um relatório de obra, enfim, a gente está falando de gestão como um todo. Seja financeira, gestão de compras, gestão de financiamento, gestão jurídica, quando a pessoa vai fazer um contrato. A gente fala que o nosso setor é muito... De certa forma, ele não tem muita amarração, mas o prestador serviço também sofre. Às vezes ele não assinou um contrato com o cliente, ele toma um calote e acaba quebrando. Quando a gente criou a nossa solução, a nossa solução se chama TOC Gestão de Obras, mas a gente não foca só na questão da obra, a gente foca também na questão do gerenciamento como um todo, como um negócio, principalmente para esse prestador de serviço menor. Então seja um empreiteiro, uma empresa de engenharia que está começando ou até um próprio profissional autônomo. Dentro dessa ferramenta ele consegue controlar a obra dele e como ele consegue também gerir o negócio dele. Então pra citar um exemplo, a maioria desses prestadores ele acaba quebrando por uma questão financeira. Então assim, dentro dessa ferramenta a gente não só dá a ferramenta pra ele, como a gente ensina ele a fazer minimamente uma gestão financeira do negócio dele. E assim, coisa simples, né? A gente não precisa falar de uma coisa super complexa como gerir o fluxo de caixa e investimentos, enfim, não, nada disso. Se você estiver claro pra ele o controle de uma entrada e uma saída, a entrada do que ele recebe, a saída do que ele recebe, o registro adequado disso, Um contrato bem amarrado é o básico que ele precisa saber. O nosso mercado, de certa forma, esse prestador acaba se enrolando algumas vezes porque ele não faz essa gestão da maneira adequada.
E é importante esse ponto que você falou, que quem está do outro lado, o cara que é o dono da construtora ou que é o dono do negócio, através da tecnologia, a gente consegue dar permissões. Ah, esse usuário pode ter acesso a uma determinada função. Ah, esse aqui tem acesso ao orçamento. Esse tem acesso à obra. Então, a tecnologia também, ela não vai abrir. Não é todo mundo que vai estar vendo ali o financeiro, não é todo mundo que vai estar vendo o que está acontecendo na obra. Então, é importante também...
Inclusive é engraçado, alguns usuários da nossa ferramenta no começo tinham um pouco desse preconceito. Putz, mas eu vou colocar tudo lá, meu funcionário vai ver qual que é o lucro da obra. Então sim, tem essa questão do permissionamento, que você consegue dar acesso específico para cada tipo de funcionário dentro da sua empresa. Mas, de novo, o ganho de você utilizar a tecnologia, o ganho de você tornar a sua empresa com processos melhor amarrado é infinitamente maior do que, eventualmente, um receio de algum funcionário identificar uma informação que ele não precisa ter acesso. Então, de novo, a gente volta àquela questão do mindset, da cultura que eu comentei. As pessoas acabam... demorando para absorver esse tipo de tecnologia ou pensar mais em processo, porque elas estão acostumadas a fazer aquilo, às vezes elas têm algum receio, ou às vezes elas acham que é caro. E hoje você tem várias soluções que não são caras, perto do retorno que ela pode trazer. Então hoje você tem sistemas de gestão de obra, principalmente para prestadores menores de serviço, que com R$150, R$200, R$300 por mês, você consegue contratar uma solução como essa.
Pô, eu já quero!
E assim, se você parar pra pensar...
Só uma pergunta, mas você contrata módulos ou você consegue contratar pra fazer uma gestão assim, como um todo, onde eu consiga unir aí, financeiro, contratos e obras, por exemplo? Já que você falou em valores, ideias mais ou menos de valores, eu não teria ali financeiro, essa parte de diário de obra...
Na verdade, hoje, dentro do mercado, eu enxergo dois tipos de ferramental nesse sentido. Você tem ferramentas que são bastante específicas, então há uma ferramenta que resolve só o relatório de obra, uma ferramenta que só resolve o cronograma, uma ferramenta que só faz o seu financeiro. Alguma dessas ferramentas mais personalizadas e outras ferramentas, sei lá, falando do controle financeiro, às vezes o cara contrata uma ferramenta que nem é específica para o setor de construção, ele contrata uma ferramenta de prateleira ali para resolver a contabilidade dele, o que também é ruim porque acaba não refletindo a realidade do que ele precisa.
É porque quando você começa a misturar muita coisa, você acaba dificultando. Aquilo que veio para ajudar, você acaba dificultando. Exato.
Hoje a gente acredita muito numa visão de ferramenta consolidada. Por que isso? Primeiro porque as coisas estão conectadas. Então, por exemplo, se você furou o seu cronograma, sua obra atrasou, provavelmente você vai ter um impacto no seu financeiro. Então, como que eu vou conseguir gerir o meu cronograma desconectado do meu financeiro? Dentro de uma obra, por exemplo, as coisas têm muita conexão. Então a ferramenta que a gente desenvolveu é exatamente para dar uma visão geral e é nisso que a gente acredita. Uma visão homogênea e geral de controle do seu negócio e de todos os impactos.
Bacana. Eu tenho aqui algumas perguntas que mandaram para você, mas eu não vou te fazer, quem está perguntando sobre a questão de... drone, a tecnologia de drone na construção civil. Eu acho que essas perguntas, algumas que mandaram aqui não tá muito conectada com o nosso bate-papo. Na verdade, acho que dá pra falar aí, ter um episódio só pra falar de drone, matamento de obra... Que também.
É uma tecnologia que faz bastante sentido e dá muito certo a depender da obra.
Você quer falar um pouquinho sobre...
Eu posso comentar, sim.
Só comentar e depois eu passo para o próximo.
A gente está falando muito de ferramenta de gestão de obra em si, mas quando a gente fala da utilização do drone, não só no nosso setor, de forma geral, tem vários setores que estão usando o drone hoje. Eu vejo alguns ganhos. Primeiro, você consegue diminuir bastante os seus custos. Então imagina, por exemplo, se você vai fazer uma vistoria em um terreno de uma obra. Obviamente que com o drone é muito mais rápido e muito menos custoso do que você colocar um inspetor ali para olhar, às vezes ele vai passar o dia inteiro olhando. Hoje, a tecnologia com o drone, você consegue ter imagens de altíssima resolução. Então, também facilita, inclusive, qualquer rastreamento de algo que está acontecendo de uma maneira inadequada.
E é muito mais preciso, né?
Muito mais. Então, assim, se você for parar para pensar um voo de drone ali, rapidamente você consegue mapear toda a sua obra. Então assim, você economiza em custo, você consegue capturar imagens de uma maneira muito mais fácil de diversos outros ângulos. Você traz mais segurança também, se você pensar, imagina assim, você colocar um fiscal numa obra monitorando aquilo ali. Imagina uma construção vertical, por exemplo. Ele pode estar no andar de baixo e está acontecendo alguma coisa errada no andar de cima. Até ele chegar ali, demora. Então, assim, de fato tem vários ganhos. Eu acho que não é tanto aqui o que a gente está falando sobre o gerenciamento em si de obra, mas ele também ajuda.
Contribui, né? Danilo, e antes de a gente passar e a gente está chegando já ao final, tem alguma pergunta que eu deixei de fazer e você gostaria de falar antes de eu passar para você falar um pouquinho da sua empresa?
Legal. Na verdade, não é uma pergunta, mas acho que é mais um complemento, Paulo. Acho que o nosso assunto hoje é tecnologia, mas eu queria fazer um complemento em relação à educação no setor também. Eu acho que...
Inclusive, essa pergunta estava aqui.
Legal. Eu acho que a tecnologia ajuda bastante, mas ela sempre tem que vir aliada com a parte de educação. Isso que a gente acredita bastante na nossa empresa. que tecnologia por si só, ela não vai mudar o mercado. Então, não basta, igual eu estava comentando, você dar uma ferramenta de gerenciamento financeiro para um prestador de serviço que está começando agora, e não ensinar ele a utilizar, e não ensinar a importância daquilo para ele, e não falar o problema que de fato ele resolve. Por exemplo, um dos maiores problemas que eu enxergo dentro do nosso setor, principalmente quando a gente fala de prestadores menores, é a questão da previsibilidade. Então, por que talvez o nosso setor não se estruture de uma maneira melhor? Porque aquele empreiteiro pequenininho, ele não consegue contratar uma ferramenta, ele não consegue contratar profissionais, ele não consegue investir em treinamento, ele não consegue se capacitar, talvez porque ele não saiba se amanhã ele vai ter uma obra. Então, acho que talvez esse seja o grande problema. Se você não tem previsibilidade dentro do nosso setor, As pessoas, naturalmente, elas não se capacitam, porque ela não sabe se aquela capacitação que ela está fazendo, ela vai conseguir utilizar no dia seguinte.
Eu vou trazer agora uma provocação, já que você tocou nesse assunto pessoas e tecnologia. Bom, como você sabe, eu atuo há muitos anos no mercado de construção, com comunicação, através da produtora de vídeos Infinity Plus. E uma vez eu tava em um projeto, ele tava programado pra essa obra entregar num determinado dia e tudo mais, pra inaugurar. Enfim, passou uma semana. Ah, essa obra não inaugurou. E eu lembro que o cara, um ficava jogando a culpa pro outro. Um ficava jogando a culpa pro outro. Beleza, aí marcaram uma nova data de inauguração. Fomos e tal. Quando chegou lá, não inaugurou. E como que você, com sua expertise, como que a gente resolve isso com a tecnologia?
Olha, dentro de uma obra, ou não só numa obra assim, mas tem vários fornecedores envolvidos e principalmente com interesses diferentes. Então quando você comentou isso, ah, um ficou jogando pro outro e tal...
É, a culpa é do cara da esquadrinha, a culpa é do cara do ar-condicionado, enfim...
Isso acontece assim, é engraçado assim, a culpa nunca é de ninguém, E sempre é do outro, né? Então, o cara da pintura vai falar que atrasou a pintura porque a marcenaria não entregou, o cara da marcenaria vai falar que não montou porque o cara da pintura atrapalhou, e assim sucessivamente, né? Então, quando você usa a tecnologia, a gente tá falando, por exemplo, a gente falou do relatório de obra, mas eu acho que mais do que isso, a importância é a do registro. Então assim, tem muita coisa em obra que às vezes é combinada e não é registrada da maneira adequada. E isso daí eu acho que solucionaria muita coisa. Muitos dos problemas que acabam acontecendo acabam incorrendo na falta de comunicação adequada. Comunicação barra registro. Então imagina assim, por exemplo, se eu combino com você Paulo, que é o marceneiro da obra, eu sou o pintor, a gente combina alguma coisa ali, a gente não registra de maneira adequada, a gente não deixa claro a informação, daqui a uma semana a gente brinca assim que quem trabalha em obra ou tem a memória um pouco mais fraca ou tem memória seletiva. No final do dia, quando você faz o registro adequado da informação, você acaba sanando muito desses problemas. A gente fala muito, por exemplo, da eterna briga entre o engenheiro e o arquiteto, né? Então, o engenheiro... E agora não vai ter mais, né?
Depois do consulguete veio para unir isso.
Aí, pelo amor de Deus! Mas, por exemplo, para citar um outro exemplo de tecnologia hoje, a gente tem muitas ferramentas que ajudam o arquiteto a especificar o projeto dele de uma maneira muito melhor. Naturalmente, o projeto melhor especificado vai ser melhor executado pelo engenheiro. E aí, a gente volta na questão do registro, da comunicação, da tecnologia, né? Então, assim... Eu acredito muito nessa tecnologia de novo, mais como um meio. Então assim, uma das soluções é isso, se você tem uma ferramenta que registra as informações de maneira adequada, boa parte desses problemas vão deixar de acontecer.
Tudo bem, mas para registrar precisa de quem?
Precisa da pessoa, saber utilizar a ferramenta. E aí volta um pouco naquilo que a gente comentou da educação. Não adianta eu dar uma ferramenta, sei lá, de ata de reunião para ele falar, olha, faz uma ata da reunião, tudo bem? Porque é importante fazer o registro. e eu não ensino pra ele a fazer a ata da maneira adequada, eu não ensino pra ele o que que é uma ata de reunião. Então, por isso que eu acho que a questão da tecnologia sempre tem que estar pautada na educação.
E essa questão de educação é muito importante, porque a comunicação, na verdade, é sobre o que o outro entende.
Sim.
Nem sempre é tudo bem. Eu falei, ah, eu falei, mas o outro entendeu, ele repetiu, é isso. Então, é um ponto importante. Danilo, antes da gente encerrar, eu queria que você falasse um pouquinho aí das soluções, falasse um pouquinho da sua empresa.
Legal.
E o que você consegue contribuir para o nosso setor?
Bom Paulo, como eu comentei, a gente nasceu fazendo obra, a nossa empresa entregou diversas obras, diversas reformas ao longo dos últimos anos, e a gente notou que tinha uma necessidade muito grande no mercado, que na verdade a gente sentia muitas dores que a gente não conseguia sanar no mercado com as ferramentas que estavam disponíveis, principalmente por conta do que a gente comentou, às vezes elas não refletiam a nossa realidade, ou eram muito complexas e o time não utilizava. E a gente começou a criar algumas ferramentas internas, pegando softwares, coisas que já existiam e começava a juntar para utilizar o nosso dia a dia. E aí a gente começou a desenvolver uma ferramenta interna nossa, porque ainda assim essas outras ferramentas que a gente utilizava não ajudavam na nossa necessidade. E aí a gente percebeu que com essa ferramenta que a gente criou, que chama TOC, a gente não só poderia utilizar dentro da nossa empresa para gerir melhor as nossas obras, como qualquer pessoa que trabalha em obra também poderia se utilizar. Então, a gente criou essa ferramenta pensando na tecnologia, então hoje a gente já tem modos, por exemplo, de gestão de cronograma, relatório de obra, armazenamento de documentação. Então assim, pode parecer uma coisa besta, mas às vezes o projeto que está na parede não é o projeto mais atual. Isso causa um problema na obra, então se isso estiver dentro de uma ferramenta que você consegue acessar sempre atualizado, também te ajuda. Então a gente tem módulos financeiros, módulos de gestão de obra, registro de informações, tudo isso que a gente está falando aqui, os nossos usuários conseguem utilizar dentro da nossa ferramenta.
Bacana, Daniel. Depois eu queria, se possível, marcar um episódio com você, pra gente fazer mostrando. A gente conecta o cabo HDMI aí no nosso sistema de transmissão, pra gente mostrar na prática como funciona. Eu acho que dessa forma, porque tem gente que ele consegue ouvir e entender, tem gente que é muito mais visual, então pela qual eu tô já estendendo aqui esse convite pra você.
Claro, sem problemas. E uma outra coisa que a gente também, Paulo, quando a gente foi desenvolver essa ferramenta, a gente olhou muito pra dentro da nossa empresa pra entender as nossas necessidades, mas também a gente tomou cuidado de olhar pro mercado. Então a gente entrevistou vários empreiteiros, vários engenheiros, arquitetos, clientes, pra entender o que de fato eram as dores desse público. Porque senão a gente voltaria no que a gente comentou, às vezes você desenvolve algo que não faz muito sentido. Então assim, a gente nasceu como uma empresa que fazia obra, ganhou experiência nisso, sentiu essas dores e foi para a tecnologia e não ao contrário. Uma empresa de tecnologia que cria algo que não atende às dores de quem está nesse mercado.
Entendo bem isso. Já passei por isso. Já desenvolvi algo assim que hoje funciona muito bem. Aqui no Constra e Cash a gente tem o quadro Convidado Convida. Quem você gostaria de ver e ouvir aqui no Constra e Cash? Pode ser qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo.
Legal. Olha cara, talvez eu não tenha um nome específico para falar, mas eu gostaria de falar sobre um assunto. Eu acompanho vocês, já vi diversos assuntos relacionados diretamente ao nosso setor, falando de uma parte técnica. Mas eu acho que a gente poderia também explorar bastante essa questão de gestão que eu comentei. Gestão de negócio. Então assim, eu acho que vocês têm um público super qualificado, um público que acompanha vocês e de fato vem buscar conhecimento, então acho que isso já é um primeiro passo. Talvez a gente faça uma mescla, né? Conhecimento técnico e conhecimento de gestão. Como eu comentei, a gente já viu muita gente boa no mercado quebrando por falta de gestão. seja financeira, seja de contrato, seja jurídica, seja até gestão de pessoas. Então tem muito cara que, assim, não é toda empresa que tem um RH, que tem um departamento de pessoas. Então como que esse cara, no dia a dia, dá um feedback? Como que esse cara consegue estruturar um plano de carreira para quem trabalha na empresa dele? Então acho que, não a pessoa em si, um nome específico, mas acho que esses assuntos são legais.
Só tenho vários nomes aqui para trazer, inclusive, a gente está trabalhando muito isso, porque muitas vezes, aquilo que a gente fala muito, às vezes você tira uma pessoa de um cargo ali, ela está executando tão bem aquilo, você coloca ela em um cargo de gestão, aí você perdeu uma pessoa tecnicamente excelente para ter também um péssimo gestor.
A gente vê isso muito acontecer no canteiro de obra.
Sim, acontece direto.
O cara é um ótimo gestor de obra da obra dele. Aí você coloca ele pra gerir outros engenheiros.
Não, eu vivo, né? Como você sabe, eu vivo dentro de canteiro de obra, assim, o mais variado que você imaginar. E assim, o que eu passo em obra é bizarro, assim. Então, vira e mexe, eu chego ali pra um diretor e falo, cara, tira aquela pessoa ali que Aquele cara ali é uma bomba. E, de fato, ele começa a criar problema porque, muitas vezes, o poder sobe a cabeça, as pessoas não estão preparadas para assumir aqueles caras.
E, hoje em dia, a gente está vivendo uma época um pouco nova também. Se você frequentar um canteiro de obra há 20 anos atrás e ver como era a tratativa com as pessoas, talvez hoje não seja ainda tão diferente quanto o restante do mercado se adaptou. Então era muito normal aquela gestão ali, do cara xingar o outro, bater na mesa, brigar.
Faça que eu estou te pagando.
Exato. E hoje em dia, o mundo não funciona mais dessa maneira. Eu acho que os canteiros de obra ainda estão muito nessa pegada. Talvez funcione para quem já estava acostumado com isso, mas tem muita gente nova no mercado entrando que talvez não aceite mais esse tipo de tratativa.
A gente fala muito do salário emocional. Na verdade, eu falo com toda certeza que o salário emocional é o que vai fazer toda a diferença. Porque se você tá num ambiente onde você é acolhido, você faz parte, eu tenho certeza que, de fato, você consegue construir ali um time, uma empresa muito mais sólida. Porque com esse assédio que a gente sofre no mercado... Exemplo disso no casamento, né? Você tem sua esposa e você tem os problemas de vocês, mas vocês têm algo em comum. Que assim, eu não vou me vender por uma... Tudo bem, a pessoa que está querendo sair comigo, ela é multimilionária, entende? Eu tenho um princípio. E no mercado profissional é a mesma coisa. Quando você está bem estabelecido, você acaba recebendo propostas aí. Então, se você está no lugar que você pertence de fato ali, você não vai sair.
É, o nosso setor acho que tem que ter uma preocupação grande em relação a isso, porque são muitas variáveis envolvidas, né? Você demora muito tempo para... Vou pegar um gestor de obra, por exemplo. São muitas variáveis que ele tem que tocar ali, é muito tempo para ele ganhar casca, bagagem, entender como é a cultura da empresa, entender como funciona o processo da empresa. Esse cara, quando ele sai, demora muito tempo para você conseguir outro ali e se adaptar rapidamente.
É, e mesmo quando ele sai, que ele vai para outra empresa, Já aconteceu aí, várias vezes eu já vi o cara bom, sabe? Está dando muito resultado numa empresa, ele vai para outra, recebe uma proposta melhor e pede para voltar, porque, cara, não bateu. A cultura não bateu, não era aquilo. Então, é importante. Tem mais alguma coisa que você gostaria de...
Não, acho que são esses os pontos principais pra mim.
Tem uma última pergunta.
Legal.
O que você tá achando do Constricast? De um canal que é reconhecido pela qualidade e credibilidade dos convidados, né? A credibilidade é essa que eu estendo a você que tá aqui.
Legal. Paulo, eu acho assim, o trabalho que vocês fazem, ele é muito bacana no sentido de você dar voz para os assuntos e, principalmente, um acesso muito mais fácil. Quando a gente fala do nosso setor, às vezes, assim, para a gente é muito fácil. Você fala, pô, eu vou ouvir um podcast, vou aprender sobre um assunto. Se você não escutar um podcast, você pode ir no YouTube, você pode acessar de outras formas. Mas eu acho que é legal quando você consegue trazer diversos assuntos, diversos convidados e dar esse acesso para as pessoas. Voltando no que eu comentei da educação, vocês estão educando as pessoas aqui, né? Então, não é aquela educação formal, né? De sentar aqui com uma lousa, explicar e tudo mais, mas quando vem um convidado aqui que tem uma bagagem, uma experiência num assunto e consegue ter esse tipo de bate-papo aqui com vocês, a pessoa que tá do outro lado escutando, ela acaba querendo uma bagagem muito mais rápida. Então, de assuntos diversos, isso que eu acho que é legal. Não é um assunto específico sobre o setor de construção, não. Aqui eu já vi diversos convidados com assuntos super interessantes. Então, acho que o trabalho que vocês estão fazendo de catapultar esse conhecimento, trazer mais luz a coisas que às vezes são um pouco obscuras dentro do nosso setor, é muito bacana.
É, eu falo que a internet aí tem muita coisa boa, basta você filtrar.
Exato.
Então, todo convidado que vem aqui, a gente filtra muito. A gente tem um time aqui que faz essa pesquisa para entender, faz um bate-papo. Antes, eu não tive contato com você, mas vocês estavam conversando aí com a sua assessoria, enfim, a nossa... Do nosso lado também, tem gente muito bem qualificada para fazer esse filtro. Então, enfim... Mais uma vez, gratidão aí pelo seu tempo de vir aqui compartilhar conhecimento com a nossa audiência.
Eu que agradeço o convite, Paulo. Foi um prazer falar com você.
Obrigado, gente. Então é isso. Você que não está inscrito ainda no nosso canal, você que não compartilha ainda os conteúdos, com seus amigos do setor e não só de construção, né? Porque o que você viu hoje aqui, você pode aplicar em qualquer setor, não importa se é arquitetura, construção, engenharia, enfim. Então, um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstraeCast.
Legal. Valeu, gente. Obrigado.
É isso aí, Danilo. ação e da união constrique este arquitetura engenharia e construção.
More from Andre

Construção Industrializada no Setor Público: Desafios e Inovação em SP | Marcos Monteiro (SIURB)

Mestre de Obras Merecem Reconhecimento e Nós Valorizamos | Podcast | Construção | Engenharia

Muitos Cursos On-line São Divulgados na Internet | Obra se Aprende na Prática | Podcast

Tenha Cuidado Redobrado na Hora de Comprar um Apartamento | Podcast | Construção | Arquitetura

Quanto Ganha um Ajudante de Pedreiro na Construção Civil? Fala do Mestre de Obras Glaudio | Podcast

O Erro na Reforma Tributária que Pode Custar MILHÕES à Sua Empresa | Podcast #202

Valorização Profissional na Construção Civil | Podcast | Engenharia | Arquitetura #obra

Método CHAMA Gravado Com o Engenheiro Boutros Bichara | Pessoas Negativas | Paulo Barros #podcast

Assista ao Vídeo do Roberto Justos Sobre Caso Daniel Vorcaro do Banco Master | Podcast | Construção

AI FIRST #2 . André Abucham e Lauro Fiuza - Os desafios intrageracionais dentro e fora das empresas

Vidro NÃO É Tudo Igual! Descubra o Erro Que Pode Destruir Seu Projeto | Podcast | Arquitetura