Tipos De Impermeabilização | Anderson Oliveira | Construecast

Podcast episode in which civil engineer Anderson Oliveira explains why waterproofing (impermeabilização) is a design solution to control infiltration, not just a product purchase. He describes core concepts (construction materials are porous; the performance goal is estanqueidade), differences between flexible vs. rigid systems, and how water action types (soil moisture, rain, condensation) and pressure direction (positive vs. negative) determine appropriate systems. Practical applications and advice cover pools (consider positive vs negative hydrostatic pressure; materials differ if buried or elevated), bathrooms (ventilation, barrier to vapor, recommend waterproofing box up to ~2.10 m as a practical tip), slabs/sacadas (drainage, caimento, ralos) and foundations (critical: waterproof everything in contact with soil). He emphasizes project design (NBR 9575), specialist involvement, quality of execution, and consumer vigilance when buying or building.
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Está no ar mais um episódio do Constricast e hoje, como de costume, eu tenho a honra de receber um convidado que vai dar uma aula pra gente sobre tipos impermeabilização. Tenho certeza que você que me ouve, você que me assiste, já se deparou com algum problema de vazamento, goteira, enfim, você vai ver que impermeabilização não é só isso. Anderson Oliveira é o nome do nosso convidado de hoje e que é engenheiro civil. Anderson, seja bem-vindo ao nosso podcast.
Muito obrigado, uma honra estar aqui com vocês, poder compartilhar um pouquinho, trocar experiências e quem sabe a gente possa passar um pouco desse conhecimento aí para evitar patologias. A gente costuma brincar que problema de empermeização, empermeização não é o problema, é a solução de um problema que é a infiltração.
Então a palavra solução é o que resume o episódio de hoje. Dando continuidade, Anderson, eu queria primeiro que você falasse um pouco como a engenharia entra na sua vida e na sequência a gente fala, né, dessas porquê e se especializar em permeabilização.
Bom, a engenharia civil também surgiu na minha vida meio que por acaso, né? Eu fui criado para... você vai ter que ser médico, vai ter que ser médico. Meus avós, né, criados lá no interior de Minas, olha, médico é uma profissão do futuro e etc. No fim das contas, ao longo do estudo, eu acabei indo mais para a área de exatas e aí prestei vestibular. Aí passei, fiz engenharia e me encantei com a engenharia. A área de exatos realmente é a área para a qual eu nasci para trabalhar. Após a formatura, formei ali no final de 98 aproximadamente, e aí fui trabalhar no mercado em construções, trabalhei em construtoras e etc. E aí eu estive recém-formado ainda, tive a oportunidade de participar de um processo de trainee. para uma indústria de produtos de impermeabilizante, onde eu fui selecionado. E desde então fui evoluindo lá dentro, aprendendo, entrei sem saber nada de impermeabilização, passei por uma série de empresas, várias empresas multinacionais que me deram um grande aprendizado ao longo desse tempo. Tive a oportunidade também de dar aulas na UNESP, no campus de Bauru. na área de impermeabilização. Hoje eu dou aula no Instituto IDD, que é a única universidade que tem um curso de pós-graduação na área de impermeabilização.
E antes da gente falar especificamente de impermeabilização, eu queria que você falasse um pouquinho com a sua experiência. Qual que é o grande desafio de um engenheiro que está se formando hoje? Tendo em vista que, de fato, é uma profissão que traz grandes responsabilidades.
Na minha opinião, o grande desafio para a área de engenharia hoje é o engenheiro ter noção dos seus limites. Eu sempre brinco, nos meus alunos, eu falo assim, o importante não é saber, mas ter o telefone, quem sabe. Os engenheiros da minha geração, de uma maneira geral, a gente é formado e a gente é acostumado a pensar, éramos acostumados a pensar o seguinte, engenheiro faz tudo. A gente estuda ponte, ferrovia, rodovia, E realmente, na nossa grade curricular, nós temos tudo isso, mas existem as especializações.
Você se forma, na verdade, de uma forma mais generalista, né?
Generalista. Que é muito parecido com a medicina também. A medicina, cara, ele sai lá um clínico geral, só que depois você se especializa, né? Ortopedia, pediatria e etc. Onde que está o grande problema, estava na minha geração, era que poucos colegas dos formados antes de 2000 partiam para áreas específicas. Ah, eu trabalho com pontes. E ainda assim, quando um irmão, um parente fala, oh, eu estou construindo uma casa, você me ajuda? Ele teria como se ele falasse assim, não, minha especialização é ponte. A grande maioria se metia a fazer de tudo um pouco. Então, eu acho que o grande desafio é justamente você perceber que a engenharia hoje, sempre foi, mas hoje, principalmente, ela tem um grau de especialização muito grande em tudo. E você se dedicar ao que você realmente gosta e você é bom.
E aí na sua fala, você acabou trazendo um ponto muito importante, né? Quando você fala, você não precisa saber tudo, você não precisa saber ali fazer, mas de repente você, ó, tem o telefone... De quem sabe. De quem sabe. Então, isso é um ponto bem importante que fala principalmente da questão do ciclo, do meio network, que isso é muito importante. É, sabe, nunca parar de estudar. E às vezes numa conversa ali, num bate-papo, de repente você tá num projeto, eu conversei com outro engenheiro mais experiente, ele acaba me dando uma luz. Para que de repente ilumine ali um, sei lá, um desafio que eu não estava conseguindo resolver.
Um outro ponto importante, só para ilustrar isso que eu estou comentando, um engenheiro que sai da faculdade e vai para uma obra, quantos itens existem em uma obra? Se a gente pegar a ladeira, a madeira, desmoldante, prego, armadura, tanto itens mais básicos quanto itens mais complexos, E ninguém no mundo tem um Google na cabeça. Quando se fala em prego, existem normas, uma série de detalhes específicos de prego, madeira, tijolo, concreto, tudo tem especificidades e ninguém sabe tudo. É por isso que eu falo. de uma informação mais detalhada, eu tenho que procurar o especialista. Ah, eu quero fazer um isolamento acústico dentro dessa sala. Pega um engenheiro que saiu da faculdade e não vai saber fazer.
Acústica aí tá boa ou não?
Tá boa.
Foi eu que fiz.
Tá boa. Mas pra isso foi necessário estudo, perguntar.
Sim. Testar, né? Principalmente.
Exatamente. Exatamente. Então, existem especialistas em cada uma das áreas. E é isso que o engenheiro, que eu acho que é o grande desafio, é ter consciência de que nós não sabemos tudo. Nós temos um panorama geral e temos como buscar. Mas a melhor forma é você consultar um colega que é especialista nisso. Quando a gente fala, por exemplo, essa umidade que eu comentei, que o pessoal chama de umidade ascendente, que é aquela que tem no rodapé, que aí acontece, a massa às vezes com o tempo está esfarelando. A gente precisa entender um pouquinho do conceito. E aí eu vou fazer uma brincadeira com você. Quando a gente pensa em impermeabilização, por que precisa de impermeabilizar? Já pararam para pensar? Quando eu dou aula, as pessoas respondem assim, para valorizar o patrimônio. Claro, eu estou protegendo a estrutura do acesso à umidade, para minha casa não ter cheiro de mofo também. Mas tudo isso são consequências de eu proteger a estrutura da impermeabilização. Então, quando eu falo do motivo pelo qual qualquer construção precisa ser impermeizada, eu gosto de dar alguns exemplos. Se nós pegarmos um corpo de prova de concreto devidamente curado e colocar em um recipiente que parte da altura dele tem água, em coisa de meia hora, uma hora, você vai perceber que o nível de água começa a baixar e a mancha começa a subir. Porque o bloco absorveu a umidade. Fizemos essa mesma brincadeira com um tijolo, um bloco cerâmico. Vai acontecer a mesma coisa. Então, no geral, os materiais que nós empregamos na construção civil são grandes esponjas. Guardada a proporção, cada um vai absorver na sua proporção, mas são produtos que naturalmente absorvem a umidade. Essa umidade pode vir do solo, pode vir de condensação, pode vir de chuva e etc. Então, a função da impermeabilização é criar uma camada de proteção. Você quer ver um outro ponto interessante, que é conceitual, e por vezes as pessoas confundem. E às vezes imagine, por exemplo, que você tem um problema de uma fissura na laje. O que que normalmente as pessoas, e às vezes até alguns técnicos também, confundem? Ah, eu tenho que tratar aquela fissura. Só que não é assim que funciona, porque... Pensa numa mangueira, que eu tenho vários furinhos. Onde vai sair o maior volume de água? Onde eu tenho o maior furo? A fissura. A hora que você tampar aquele furo, a pressão vai ser distribuída. Na mangueira tem pressão. Numa chuva, o que vai acontecer se você tampar só aquela trinca? O concreto, como eu disse, ele é poroso, ele vai absorver e você vai procurar um outro lugar para infiltrar. Então, por isso, quando se pensa em impermeação, se pensa na área inteira. Não apenas em um ponto para poder estancar.
Um ponto importante dessa sua fala de agora é Então eu entendo que uma construção precisa ter proteção por completo. Não é só aquela área que vai tomar chuva. Exatamente. Até mais um exemplo. Eu tenho uma coluna, eu tenho ferro, na sequência eu tenho concreto. Eu preciso fazer um tratamento no ferro. e no concreto, porque assim, primeiro eu faço esse tratamento ali de impermeabilizante do ferro, depois que eu coloco o concreto, eu tenho a proteção de fazer uma impermeabilização externa. É importante eu fazer essa proteção do ferro ou não necessariamente?
Não necessariamente. Depende muito do tipo de estrutura.
Se eu estou numa área de praia, por exemplo.
Normalmente, fora do Brasil, existe uma técnica que eles chamam de building envelope, que é envelopamento do prédio como um todo. Não na barra de ferro, mas na estrutura como um todo. Então existem técnicas.
Porque você acaba criando uma membrana de proteção.
De proteção para a estrutura como um todo. Por exemplo, imagine que você vai fazer uma estrutura que vai reter esgoto, que é extremamente agressivo. Não é um concreto comum. Ali eu tenho que usar um concreto que tenha resistência, aquele tipo de agressividade. Por vezes eu vou utilizar como impermeabilizante um revestimento epóxi para poder reforçar. Diferente de uma obra que eu vou fazer em uma habitação, uma residência. Tudo tem que ser avaliado. Uma coisa importante que a gente tem que ter na cabeça é assim, você é especialista em impermeabilização? Tem que contatar um projetista se você não é. Volto lá pro início.
Mas existe um projeto de impermeabilização também, né?
Sim, sim, sim. É uma das ciências, tendo em vista exatamente a grande variedade de áreas, de classes de agressividade, de tipos de sistemas de impermeabilizantes disponíveis no mercado, e principalmente, quando a gente pensa em projeto, Existe uma norma, a BNT-NBR 9575, que é de seleção e projeto de impermeabilização, que é onde os especialistas se baseiam para desenvolver os projetos de impermeabilização. Por que eu estou citando a norma? Só complementando, não sei se você percebeu no final da história que eu dei da laje aqui, eu comentei que a minha palavra final foi manter a estanqueidade. Por que manter estanqueidade? Se eu procurar na norma desempenho, a norma desempenho fala que a área tem que estar estanque. Nos diversos requisitos da norma desempenho, o requisito que se fala é estanqueidade. Não está escrito requisito impermeabilidade. Qual que é a diferença? Já parou para pensar?
Boa pergunta. Eu vou voltar com essa pergunta pra você, que eu também fiquei curioso.
Eu vou dar um exemplo muito interessante. Essa xícara, ela é cerâmica.
Sim.
Ela está estanque. A água está aqui dentro, não está vazando. A cerâmica é impermeável. Certo?
Sim.
Se eu virar, vai estar estanque?
Não.
A cerâmica deixou de ser impermeável?
Não.
Então, não é o produto, é a forma de uso. Se eu virar aqui, eu, um aplicador que não soube usar o produto, não vai estar estanque.
Entendeu? Interessante.
Então, não é simplesmente eu ir em uma loja e comprar um produto qualquer, porque o vendedor fala, não, aquilo ali é mais barato, então eu vou naquele dali porque eu usei na outra obra. Cada obra tem a sua característica. Então, por isso que a norma fala em estanqueidade. Pra chegar na estanqueidade, eu preciso de um profissional que seja capacitado, que vai chegar e vai olhar, olha, aqui, Não, aqui é só água de condensação. Por exemplo, quando eu falo em condensação, condensação é um tipo de problema que pode acontecer na sua casa, é muito comum acontecer nas casas e as pessoas pouco se preocupam, não ligam diretamente com a questão da impermeabilização. Vou te dar um exemplo de onde acontece condensação. Primeiro, todo mundo sabe o que é condensação? Condensação é quando a umidade relativa, ela encontra a superfície mais fria, e aí ela acaba grudando e condensando. Um exemplo, um dia muito quente, que a gente vai tomar uma cervejinha, e aí você pega o copo de vidro, que é impermeável, e por fora fica cheio de gotículas. Então isso é água que condensou. Onde isso acontece na sua casa? No banheiro. Nessa época fria, você toma banho, se você olhar para os azulejos na parte alta, você vai ver que está escorrendo por vezes o próprio teto. E aí o teto fica manchado de preto. que é justamente porque não tem uma pintura de proteção contra essa umidade e condensação. Então assim, já falando em indo para outro caminho, mas quais são os tipos de ação de água ou de umidade que podemos ter dentro de uma residência? Que vem do solo. Qualquer solo, qualquer região do Brasil, por mais árida que seja, se você começar a cavar coisa de 50 centímetros, 60 centímetros, vai perceber que o solo começa a estar úmido. Essa umidade vai subir pelas fundações e é o que vai causar aquela umidade ascendente nas paredes. Umidade da chuva, que vem proveniente da chuva, águas ploviais, e aí tem Apesar de ser a origem ser a mesma, quando a gente pensa em chuva, mas eu tenho que avaliar como um projeto importante. Chuva em uma laje, a água fica parada, então eu vou ter algum tipo de pressão de percolação, de penetração dessa água. Chuva batendo na parede, ela tende a bater e escorrer. Mas eu preciso ter uma pintura impermeabilizante para impedir que essa... Mas é uma coisa mais rápida, bate e escorre. E a parte interna que é a parte de condensação. O que o projetista ou quem vai fazer a impermeabilização precisa ter em mente? Qual é o tipo de umidade que eu quero combater? Porque se eu usar um produto que não é adequado para aquilo, eu vou estar gastando o produto errado, você vai estar gastando dinheiro e não vai dar a eficiência que você espera que é a expectativa de vida e durabilidade.
Dentro desse tipo de proteção que esse profissional vai sugerir, vai identificar nesse projeto de imprimibilização, Vou fazer uma pergunta mesmo para Leigo. O nosso canal também tem pessoas que são fora do mercado, por exemplo, o investidor, aquele cara que está contratando ali, os profissionais, enfim. Imagina que eu tenho uma parede ali, um quarto, uma sala e ela recebe, sei lá, sol e chuva.
Perfeito.
E aí você falou dessa parte de condensação. Nesse caso eu não preciso proteger sua parte externa, eu tenho que proteger também a parte interna?
A gente precisa entender que a condensação é um fenômeno natural.
Sim, por essa razão a minha pergunta.
Existem duas formas de eu evitar a condensação. Como é que você faz isso com a cerveja? Você coloca naquela... caixinha de isopor, na camisinha de isopor do recipiente com isopor. Num ambiente desse, pra evitar esse choque térmico, ou eu tenho uma boa circulação de ar, ou eu tenho isolamento térmico também. Então se você pegar um banheiro que tem uma boa ventilação, por exemplo, toda essa condensação tende a sair rápido, então esse banheiro vai demorar muito mais para poder se degradar na parte superior. Você observa que, por que não é somente o produto? O conceito da estanqueidade é uma questão de projeto.
Sim, sim.
Então eu providencio mais ventilação, Eu não vou ter condensação, não vou ter essa troca.
Você sabe que aqui também a gente tem a dica com street cash.
Vamos lá.
A maioria dos banheiros, geralmente tem, por alguma razão, né? Por tempo de... Às vezes precisa reformar, pintar, de tempos em tempos. Sempre tem, às vezes, uma manchinha escura ali no teto, né? Por conta desse... Do calor do chuveiro.
Perfeito.
Você tem alguma dica pra evitar isso? Eu tenho, tá? Se você não tiver, vamos lá.
Vamos lá. Primeira coisa, vamos pelo fator sustentável, reduzir o tempo de banho.
Boa!
Primeira coisa. Mas assim, tudo vai, como eu disse, de acordo com o projeto. Se você tem um banheiro e tem uma boa ventilação, isso já é muito baixo. Ah, meu banheiro não tem uma boa ventilação. Podemos pensar aí em aumentar o tamanho dessa ventilação, circulação e etc. De uma maneira geral, se o seu banheiro já está daquele jeito, primeira coisa é fazer lixar. Porque não adianta aplicar nenhum produto antimofo em cima do mofo. Porque se o mofo já está instaurado, ele tende a ir comendo ali a membrana por detrás. Então, a primeira coisa é fazer uma lixagem, tirar toda a parte de matéria viva, mofo que estiver lá, tem que ser eliminada. Seja com limpeza química, seja com raspagem, etc. Não vamos entrar no detalhe sobre o solvente, etc. E, posteriormente, utilizar um material que tenha características antimofo. Uma pintura antimofo.
Imagina que a obra está nova e tal, mas esse banheiro tem uma janela pra sair o ar quente ali. Isso pode ser evitado ou não? Por exemplo, se eu tomar banho, tudo bem. O chuveiro está quente e tal. E essa fumaça ali, aquele vapor, sai pela janela. Eu evito isso?
De certa forma, você vai evitar. Porque você está tendo a troca térmica, né? Naturalmente, as temperaturas tendem a se equilibrar e ela vai pra fora.
Então, dica constricast, se você quer evitar esse tipo de problema no banheiro, toma em banho, deixa uma circulação de janela para esse vapor sair. Deu certo?
Certíssimo.
E agora, continuando, falando dos tipos de impermeabilizantes, de impermeabilização por ambientes, vamos falar de piscina primeiro? Vamos lá, piscinas.
Quais são... Só um detalhe, se a gente for por área, nós vamos fazer uns 4, 5 podcasts aqui.
Não, não, vamos pegar os principais.
Vamos lá.
Vamos pegar os principais. Quais são os tipos de impermeabilização para piscinas? Ou seja, como que funciona a impermeabilização de uma piscina?
Vamos lá. Antes de a gente falar quais são os possíveis tipos de soluções que podemos utilizar na piscina, a gente precisa entender alguns conceitos. Quando nós falamos em produtos empenhados antes, a gente pode classificá-los entre produtos que são flexíveis. O que são produtos flexíveis? Que eu vou utilizar em áreas que estão sujeitas a movimentação. Uma laje, ela dilata, contrai, dilata, contrai. Se eu colocar um produto rígido, Na primeira dilatação, ele vai fissurar e a água vai passar, perfeito? E um outro conceito muito importante que tem quando vai fazer o dimensionamento, é com relação ao tipo de pressão de água.
Até isso também.
Existem produtos, por exemplo, se eu tenho pressão positiva, o que seria pressão positiva? Imagina que isso aqui é uma piscina e essa cortina é o impermeabilizante. A água vai fazer pressão em cima dessa cortina e ela tem uma base. Então, isso é positiva. Imagine o contrário, que nós vaziamos a piscina, lá fora é solo, choveu, então a água vem de lá pra cá, então isso é pressão negativa.
Entendi.
Onde isso vai entrar no conceito de piscina? Se é uma piscina de um condomínio, que ela é em cima do estacionamento, pressão positiva. Se é uma piscina que eu vou fazer na minha casa, dentro da terra, é negativa. Quando eu trabalho com pressão negativa, não dá pra trabalhar com produtos flexíveis. Como a cortina é flexível, qualquer força que venha aqui, ela vai fazer.
Entendi.
Entendeu? Então, por isso que é importante o conceito antes de chegar na piscina. E aí eu vou te perguntar, tá, essa piscina, ela é elevada, acima do nível do solo, e aí a gente poderia trabalhar com mantas asfálticas, com poliuretanos, uma série de coisas, né? Mantas de PVC, ou essa piscina, ela é enterrada e ela vai estar sobre risco de ter, em algum momento, pressão negativa. E aí eu vou trabalhar com materiais cimentícios, materiais que tem, que suportam a pressão negativa, que são materiais rígidos. Então, é por isso que eu falo, nada é tão simples assim. É, porque você tem que usar soluções.
Que evite ali essa movimentação para que, de fato, você não tenha problema futuro.
Exatamente. Então, depende de outra coisa que vai mudar. Ah, essa piscina, ela vai ser de alvenaria, vai ser uma piscina completamente em concreto, Como é que estão lá as instalações elétricas? Vai ter LED, não vai ter LED? Porque nós precisamos pensar no isolamento de cada um desses pontos que vão ter lá, de entrada de água, de saída de água e etc. Entenda que, de novo, a estanqueidade não é o produto. É o conjunto de técnicas que nós vamos utilizar. E é por isso que a norma de desempenho fala em estanqueidade. E é por isso que as normas falam na estanqueidade como resultado de um conjunto de operações. Inclusive, a estanqueidade vai variar de acordo com o tipo de área. Volto a te dar um exemplo. Imagine que isso aqui é um reservatório. Perfeito? E eu vou utilizar um determinado material para fazer parede e piso de reservatório. Há algum método de altura. É uma determinada pressão que esse impermeanzante vai utilizar. Há condensação lá em cima. Eu não tenho pressão na condensação, então ali a estanqueidade vai ser garantida com um consumo menor, com um produto mais simples, por exemplo. E não é porque deu certo aqui, aqui no mesmo material, que vai funcionar aqui embaixo, que é a pressão. Então é por isso que é importantíssimo o estudo de cada caso.
De cada ambiente, de cada situação.
Exatamente. É por isso que normalmente a gente tem departamento de prescrição, que é justamente para apoiar Os projetistas e os leigos. Eu não sou especialista, mas também não sei fazer. Primeira coisa, você vai procurar um projetista.
Anderson, sabe uma coisa que está me chamando muito a atenção nesse nosso bate-papo aqui? É que eu noto que, geralmente, tem muito problema na construção de casas, até em função da maioria dessas residências serem construídas por um pedreiro, um profissional generalista que acaba fazendo tudo. Ah, estou com um problema aqui, resolve isso. Ah, é mofo, vou derrubar, vou rebocar de novo e aquele problema acaba voltando. Enfim, por essa razão, eu tenho falado tanto aqui dessa questão da qualificação da mão de obra, da industrialização, da construção, de você ter especialistas ali, de fato, para resolver cada situação, porque acho que dessa forma a gente acaba Sim. Resolvendo, né? E é muito chato. Imagina, você tem uma chuva... Aí aquele ambiente, até por falta de uma impermeabilização, acaba... Atrapalhado. É, você tem ali problemas muitas vezes de... Até de saúde, né? Sim, sim, sim. Porque, teimo ou fofo, você acaba remetendo ali a um problema de saúde.
Sim, sim.
Enfim, nesse sentido, né? Nesse contexto que eu estou falando, você tem, assim, alguma dica para essas pessoas que estão construindo esse tipo de construção, assim? Como que eles resolvem isso?
Eu vou dar um exemplo. pegando referências externas. Por que a gente tem muito problema de imperialização no Brasil? Aliás, da falta de imperialização ou da má execução? Porque, de uma maneira geral, não se dá o valor adequado para essa ciência. São poucas universidades que tem cadeira que trata exatamente sobre o tema de empresas de ação. Quando a gente vai para fora do Brasil, países que estão acostumados com isso, na própria metodologia construtiva, mesmo quando as autoconstruções se preocupam muito com a questão da humidade. Por quê? A umidade, a água é um elemento estranho.
Muito.
Muito estranho. Tanto que é um dos poucos elementos que no frio expande.
Geralmente é o contrário.
Geralmente é o contrário. Então você pega, por exemplo, uma fissura. Vamos pensar como é o ciclo de vida de uma estrutura de concreto. Olha que coisa mais maluca. Então, imagina que isso aqui é uma laje de concreto. Como você mesmo falou, eu tenho aqui ferro, armadura, e tenho concreto em cima. Dilata contra a água e surge uma fissura. A água entrou pela fissura, chegou na armadura, chegou na barra de aço. Ela começa a enferrujar. O que é a ferrugem? Ela faz com que expanda. Expandindo gera uma tensão de dentro para fora no concreto. Vai aumentar a fissura, vai entrar mais água, vai expandir mais, vai enferrujar mais. Por isso que a estrutura, em determinado momento, ela cai.
Por isso também, por isso que geralmente quando dá esse tipo de infiltração, ela cria aquela linha nas vigas, onde você tem aquele ferro.
Exatamente, exatamente. Começa a atacar a armadura, ela começa a enferrujar e vai marcando. Quando nós estamos falando aqui de países mais frios, então se você imagina, água dentro da estrutura, baixou a temperatura, ela expandiu, ela vai forçar mais indo concreto. Então, o que eu quero dizer é que, por conta disso, fora do Brasil, já se pensa muito mais em economização do que no Brasil. E aqui o pessoal vai fazendo.
Cultural, então.
Infelizmente, cultural. Então, assim, quando a gente pensa em construir uma casa, Principalmente naquela casa. Pensa que nós somos um país que tem um déficit operacional altíssimo. E eu faço muita essa brincadeira. E aí, para conseguir a casa própria, por vezes, a família vai chegar e vai fazer endividamento de financiamento de 20, 30 anos. Numa casa que, às vezes, por negligência, que eu falo que é negligência, não é desconhecimento, porque se eu tenho um engenheiro, se eu tenho um arquiteto, se eu tenho um técnico que preencheu ali uma RT, uma ART, seja lá a responsabilidade técnica, ele é contratado para orientar. Não justifica você falar, ah, eu não sabia, meu amigo, eu te contratei para isso.
Tem que seguir as normas de desempenho ali.
Exatamente, e por negligência, não utiliza o material adequado, não utiliza da forma correta, e aí você tem uma família que tem uma dívida nas costas por vinte, trinta anos, mas que em seis meses literalmente o negócio vai por água abaixo, né, já começa a ter cheiro de mofo.
Não consegue muitas vezes se manter naquele lugar.
Exatamente.
Porque não consegue fazer uma reforma.
Exatamente. Então isso é muito complicado e a questão cultural, no Brasil a gente tem muito isso, principalmente em regiões mais interioradas ou regiões com famílias mais simples, digamos assim, que tendem a fazer a autoconstrução. Nós, enquanto fabricantes, temos uma missão importante, que é justamente estar divulgando, fazer diversos treinamentos em pontos de loja e etc., justamente na questão de orientar. Vai resolver? Não, porque como eu te mostrei aqui diversas vezes, é muito mais complexo do que simplesmente, mas está iniciando esse processo de disseminação para que as pessoas tenham consciência de que impermanizar é importante, porque senão a casa dela não vai ficar de pé.
Não, como eu te falei, eu estou presente no mercado de construção há muitos anos, eu visito muitas obras, moro em casa, visito apartamentos, enfim, então eu acabo, de certa forma, tendo algum tipo de noção de uma solução ou outra. Mas agora eu acabo de descobrir que eu estou totalmente equivocado sobre impermeabilização. Eu achava que era legal, impermeabilizei Uma área, por exemplo, está resolvida, mas não, eu vou continuar tendo problema em função de outros fatores ali.
Na verdade, tudo é uma questão de projeto. Vou dar um exemplo interessante aqui para você entender o que eu quero dizer. Quando a gente fala na umidade ascendente, de onde essa umidade vem? Do solo. Então, o solo está saturado, ela percola pela porosidade do concreto, da fundação, da viga baldrame, etc. Ela entra pelos polos do próprio tijolo cerâmico, do bloco cerâmico, e aí, em determinado momento, ela tende a sair pelas paredes. Ok. Como eu impeço isso? Na fase de construção, eu tenho a viga e vou criar uma capa com o produto adequado aqui, de forma que essa umidade não vai subir. Então ela não vai ter contato com a alvenaria, não vai ter contato com nada. Beleza. Para que isso funcione, o que é importante? Parece básico, mas a minha viga baldrame tem que ser mais larga do que a minha alvenaria e o reboco, para que o reboco morra em cima da impregnização. Ele não pode ter contato com o solo. Porque senão vai puxar. E se você pegar as obras antigas, você tem muito menos incidência sobre isso, de humidade ascendente, do que as atuais. Você pegar obras de algumas construtoras, minha casa, minha vida, recentemente, tem muito mais esse problema. Porque por uma questão de economia, reduz a fundação. e o empenho é belizo, coloco no mesmo tamanho do bloco e desço o reboco e encosto no solo. Então aquele efeito que eu mostrei lá, você colocar o tijolo, vai acabar absorvendo da mesma forma.
E você trouxe um ponto importante, hoje a gente está tendo aí muitas construtoras que estão especializadas em vender... Casas, por exemplo. Eu compro um terreno ali, vou lá, construo uma casa e vendo. Existe uma forma eu, como comprador dessa casa, checar se isso foi feito? Porque você entende? Porque geralmente você faz um acompanhamento de projetos, fotos e tal.
Só se você chegar e pedir. Olha, eu queria ver o projeto de imperialização. Não tem. Mas você vai deixar de comprar essa casa por conta disso. É necessário que a sociedade como um todo aprenda a questionar isso porque, na verdade, vou dar um exemplo idiota. Você vai comprar um carro. Usado. Vou comprar o seu carro. Eu não entendo de motor. O que eu faço? Eu levo em uma oficina da minha confiança. Quando você vai comprar uma casa, você já viu alguém chegar e falar assim, vou pegar meu colega engenheiro e vou contratar um engenheiro para ir comigo fazer uma vistoria. Dificilmente. Isso não é cultura brasileira. Existem pessoas que fazem isso, aqueles engenheiros teoricamente especialistas, que vão poder checar, além da implementação de diversas outras ciências, Se.
As pessoas não conheciam o ConstriQuest, o ConstriQuest tá aí pra informar.
Exatamente.
Agora vão consultar.
Então é um mercado, cara, se eu não entendo de carro, eu tenho que levar no mecânico, eu não entendo de casa, eu tô comprando um bem durável. Ninguém compra uma casa, quer dizer, tirando os investidores que compram aqui pra vender daqui dois, três anos, mas de uma maneira geral, você compra uma casa pra sua família morar.
Sim.
Então eu preciso de um bem que seja durável, então eu preciso, sim, contratar alguém para ir comigo verificar a estabilidade dessa casa. Ah não, mas o dono da casa é engenheiro. Ele quer vender, meu amigo.
Ele quer vender.
Porque você quer vender o seu carro.
Um ponto importante que você trouxe agora, que assim, é um investimento que vale a pena, porque você pode evitar problemas. Exemplo, você vai comprar um carro hoje, você tem aquele laudo completo.
Laudo de vistoria.
Outro dia eu fui comprar um carro e acho que eu paguei um valor de 600 reais, se eu não me engano, para fazer esse laudo. Enfim, eu falei, pô, vou pagar esse daí, se não der certo, perdi. Na verdade, de fato, já aconteceu. Não comprei esse carro porque foi identificado que ele estava com uma série de problemas ali na lata. Enfim, foi relatado tudo pra mim. Deixei de comprar. Eu não entendo o que eu perdi. Muito pelo contrário, eu evitei cair num problema muito maior.
Então, por essa razão... E casa, infelizmente, é muito por aí. É muito por aí. Quantas pessoas você já deve ter ouvido falar, quero vender minha casa. O cara vai lá, dá um tapa, Eu entro pra comprar, cheirinho de tinta nova, a casa é nova, mas já tá cheio de problemas. A gente, como engenheiro, arquiteto, como técnico da construção civil, a gente aprende a entrar e o olho já procura. Mas você que é leigo, contrate um engenheiro, um arquiteto, alguém que possa te dar esse suporte, porque você tá comprando um bem pra sua família, pra sua vida.
E nesse sentido, você tem alguma dica, tem algum canal onde a pessoa possa buscar um profissional desse? Porque não é simplesmente buscar um engenheiro somente. O próprio engenheiro já dá o direcionamento.
De uma maneira geral, quando você tem imóveis financiados, o próprio banco já vai mandar um engenheiro fazer. uma vistoria, né? Não quer dizer que ela é especialista em impermeazação, e aqui eu também não tô falando pra você contratar um cara que é especialista em impermeazação.
E se eu for comprar vista? Eu não vou passar pelo banco?
Aí você vai entrar no escritório de engenharia de confiança, que tem em todas as cidades, falou que você precisa contratar alguém pra fazer uma vistoria num imóvel. E pronto. E aí você vai explicar. Porque quando fala em vistoria imóvel, você tiver esse tipo de vistoria.
Entendi.
Olha, tô adquirindo um imóvel, gostaria de que vocês fossem lá, avaliassem, falassem como é que tá a situação, etc. basicamente vai chegar e vai dar um geral, não somente na área de imobilização, vai dar um geral no imóvel como um todo. Inclusive documentações, olha, aqui foi feita uma ampliação, como é que foi feito, não foi feito, etc. Tá legalizado, não tá legalizado.
Não, eu tô tendo uma aula aqui. Quem tá me ouvindo não tá conseguindo ver a minha cara de, sabe, prestando de fato atenção, enfim. Mas quem tá vendo pelo YouTube tá conseguindo ver a minha cara de, pô, tô prestando muita atenção porque, de fato, estou aprendendo.
E saímos da adipremisação. Nós estamos falando de engenharia de uma maneira geral.
Então, mas você percebe porque, assim, são problemas... do dia a dia, que outro dia eu recebi aqui um convidado que estava falando sobre recuperação de fachadas, e ele estava me falando de problemas que ele encontra em prédios em decorrência de má aplicação de produto. Isso eu estou falando de, imagina, eu vou construir um prédio, eu tenho engenharia, eu tenho arquitetura, eu tenho uma série de profissionais especializados. E tenho esses problemas, imagina, em residências.
Pois é. Então mais uma dica, você vai comprar um imóvel, pesquisa lá no Reclame Aqui, sobre a construtora. Esse tipo de coisa você consegue evitar.
Também funciona.
Cara, você vai ver um monte de construtoras que as reclamações são muito parecidas. Você fala, opa, então tem problema aqui. Então, isso não é pra imóvel, isso é pra qualquer coisa. Hoje, qualquer coisa que eu comprar online, eu faço essa pesquisa. E não quer dizer que eu não vou comprar, mas eu pelo menos sei o risco que eu tô assumindo. Eu quero muito esse produto que você tá me vendendo. Tá, mas qual que é a sua qualificação no mercado livre? vermelhinho, sei não.
É, e às vezes a gente, essa questão, às vezes a gente, muitas vezes, se até se coloca numa situação, assim, sabe, de auto-enganação? Eu já tomei alguns golpes, assim, inclusive pela internet, eu desconfiei, mas eu falei, eu queria tanto aquilo, que eu acabei me colocando... numa situação assim, tomei um golpe, depois... Enfim, é um... Coisas da vida.
Perfeito. Deixa eu só complementar, voltando um pouco do que eu tava comentando de contratar um profissional, seja engenheiro, arquiteto, etc, pra te apoiar, até mesmo quando você vai comprar um imóvel na planta. Tem um empreendimento, que eu visitei recentemente, não vou citar o nome, mas eu imagino um terreno que era relativamente pequeno, e eram três torres muito próximas. formando um triângulo. Três torres muito próximas. De forma, e é um prédio que devia ter algo em torno de quase 30 andares. Três torres muito próximas formando um triângulo. Qual apartamento aqui do meio vai pegar sol? Você acha que na hora de vender algum corretor de se chamar atenção para isso, vai ter apartamento que vai viver morfado simplesmente por não ter circulação. Então, olha, não estou falando aqui de impermeação, gente. Estou falando aqui de profissionalização do profissional de engenharia e arquitetura, dos profissionais da construção civil de uma maneira geral. Vai comprar um imóvel na planta, não confia somente no corretor. Minha esposa vai me matar porque ela é corretora. Procure orientação técnica. Não estou falando que empreendimento é ruim, é bom. Mas é ir acompanhado de alguém que pode te ajudar a avaliar, fazer as perguntas básicas. Qual que é o tipo de construção? Vai ser parede de concreto? Prós e contras disso? Vai ser alvenaria estrutural? Prós e contras disso? Enfim, você tem opção de escolha, mas tem opção de escolha sabendo o que você está adquirindo.
É, e você tá num momento ali de emoção, né? Você tá adquirindo muitas vezes um sonho, né? E acaba, em função disso, você acaba, enfim, ficando cego, deixando de enxergar muitas vezes. E imagina, você vai adquirir um bem, às vezes, pra passar o resto da vida, né?
Então... Vai virar bem que vai passar pros seus filhos, por vezes. Aí você imagina um ano morando lá. Nossa senhora... E não tem como você desfazer. Um carro que você deu problema, você tirou o motor e colocou de novo. Você não tem como pegar o apartamento, vou sair daqui e vou virar pra lá. Não tem como.
Não, é realmente... Mas é importante levar informação. Então, hoje com a internet aí não é problema. Informação a gente... Enfim, se preocupa em passar, se você pesquisar bastante. Ah, não encontrou? Tenta ligar pra alguém um pouco mais experiente. A gente vai sempre encontrar.
O importante é ter a network e saber pra quem você vai ligar.
E dando continuidade ao nosso bate-bala, super.
Legal, saímos do assunto completamente.
Imagina, mas assim, faz todo sentido. Eu queria falar em impermeabilização de banheiro também, que é um problema. Como que funciona uma boa impermeabilização?
De novo, isso vai estar focado no tipo de estrutura. É um banheiro que eu vou ter em contato com o solo? Qual que é a minha grande preocupação? Olha, eu vou trabalhar com um produto cimentício, uma argamassa polimérica, porque é só o solo. Quando eu vou passar, olha, eu tenho um banheiro, a minha suíte é no apartamento, no pavimento superior. já não é mais sobre o solo. É uma área que pode ter pequenas vibrações.
Entendi.
Então tem que trabalhar com material que é flexível. Pode ser um polietano, pode ser algum produto asfáltico e etc. Então a avaliação depende de onde vai ser o banheiro, que tamanho é esse banheiro. Ah, é um banheiro pequenininho, tipo um lavabo. Não, é um banheiro grande, igual a gente vê em algumas mansões aí, que é... banheiro do marido, banheiro da esposa, closet no meio, coisas maiores que duas vezes o meu apartamento. Então tudo isso tem que ser levado em consideração. Tem técnicas, tem produtos para tudo. Produtos mais simples de aplicar, produtos mais complexos para se utilizar em áreas... O que é um dos pontos importantes que tem que ser observado? Vou de novo falar na norma de desempenho, e a gente observa isso ao longo da nossa vida profissional trabalhando em construtoras. A norma desempenho, ela coloca três níveis de desempenho. O nível mínimo normativo, então vamos imaginar, vou comprar uma habitação mais simples, claro a construtora fez o investimento do teto lá do Minha Casa Minha Vida, depois tem o nível intermediário, Como nós estávamos brincando aqui, já sou rico, vou comprar um apartamento mais bem localizado, com um valor agregado maior, e aí a norma de desempenho ela coloca assim, estou dando exemplos apenas, mas ela coloca três níveis de desempenho, que é o mínimo, intermediário e superior. A diferença de performance e expectativa de vida entre o mínimo e o intermediário e superior é de 25% de um para o outro, em termos de durabilidade. O que é muito comum, justamente pela ausência de conhecimento de um projeto de empresas de ação? A construtora, ela faz lá Minha Casa Minha Vida, usa um determinado produto X, vai fazer um de alto padrão, usa o mesmo produto X.
Usa o mesmo produto.
Com um detalhe. Qual que é o revestimento de cerâmica que ele coloca no Minha Casa Minha Vida? Ah, vai custar ali 100, 200 reais um metro quadrado. No alto padrão, vai colocar um porcelanato de mil reais um metro quadrado. Quando vazar, O preço é o mesmo?
Não, nunca, né?
Então eu tenho que ter um produto com performance diferente. justamente para que não ocorra o vazamento. Você entende que, na minha visão, não estou nem falando do usuário, a própria construtora tem que gerenciar esse risco. O risco de assistência técnica é muito alto.
É, mas aí nesse caso você não tem ali muitas vezes uma pessoa acompanhando esse tipo de material.
Falta projeto de impermeização. Precisa-se ter mais projeto de impermeização. Eu gostaria de fazer uma sugestão aqui ao vivo.
Não, vamos, claro.
De favor. Draga, que convide aqui as engenheiras notáveis. É um outro podcast, que as duas são projetistas, vão poder falar bastante, são.
Engenheiras... Tá, então a gente tem, inclusive, eu já vou antecipar o quadro convidado-convida. Vamos lá. Então você convida, olha pra câmera e convida as meninas.
Gostaria de convidar, participar do Construecast, as engenheiras notáveis Gisele Azevedo e Marissa Menezes. Venham aqui bater um papo com o pessoal. falar um pouquinho mais sobre a área de impermeabilização, quem sabe aí os dois podcasts juntos vão contribuir muito para a área de engenharia, para as pessoas que querem conhecer a engenharia de uma maneira geral.
Vamos somar forças, né? Tem mais alguém que você gostaria de convidar, que você gostaria de ver aqui?
Cara, uma sugestão interessante que me veio na cabeça, porque uma das subdivisões da Suprema, nós temos também uma empresa de isolamento termoacústico, E uma das grandes pegadas é a questão de proteção contra incêndio. E eu queria convidar também o engenheiro Attilo Júnior. Ele tem uma empresa focada na execução desse tipo de revestimento de proteção contra incêndio. Eu acho que vai ser uma pegada interessante. Tá em alta agora.
Tá convidado e vamos, enfim, vou aprender aqui mais sobre incêndio, acho que sempre somar com o mercado. Eu queria ainda continuar um pouco falando dessas questões de banheiros, porque é um fato também que me chama muito a atenção e às vezes eu vejo situações ali que me tiram um pouco da zona de conforto mesmo eu não sendo engenheiro e não sendo arquiteto, tá? Quando você está fazendo um tipo de impermeabilização dessa, é importante chamar a atenção, um ponto de atenção são os ralos.
Acabamentos de ralos, todos os tubos, ralos, tubos, de uma maneira geral, onde vai sair a bacia. Obviamente, caimento é um negócio importantíssimo, caimentos, ralos e todas as interferências. A gente no mercado técnico usa o termo interferências, ralo, fixação, onde eu vou fixar uma antena parabólica ou qualquer coisa, tudo isso são considerados como interferências. Uma dica, e aí é dica, não é norma, quando você for fazer a impermeização do banheiro, pense em fazer a impermeização do box, pelo menos, até dois metros e dez.
É, eu ia te perguntar isso, se tem uma altura específica, porque geralmente as.
Pessoas fazem ali vinte, trinta centímetros. A norma não fala de rodapés em geral, de vinte centímetros do piso acabado e etc, mas ela não entra no detalhe do box. Então, por isso que eu falei, é uma dica, não é norma, porque você tá tomando banho, a água vai bater na sua cabeça e vai respingar. Então, por isso que eu recomendo extrapolar, mas não é norma isso.
Mas por quê?
Por quê o quê?
É por conta dessa água estar batendo ali, de repente a pessoa usou um rejunte que não deu uma proteção, ele pode...
O rejunte, ele vai te dar uma proteção imediata do bater e escorrer, mas ele não vai impedir de passar. Vou te dar um outro exemplo. Se você pegar um banheiro que é completamente revestido, bem rejuntado, e você coloca um armário atrás. Depois de um tempo você vai perceber que... um armário, um móvel, no outro cômodo, imediatamente atrás. Você vai perceber que depois de um tempo vai começar a mofar. Porque não é a água que tá indo lá.
Entendi.
É o vapor.
Eu já entendi. Já entendi, na verdade, eu tô entendendo muitas coisas aqui.
Então até a impermeazação que você vai usar no banheiro tem que ter uma barreira de vapor. Pra impedir que o mesmo vapor que condensa, ele tá ali. Numa velocidade diferente, porque eu tenho um revestimento, mas ele vai estar atacando.
Bem interessante. Qual que é um outro ambiente que geralmente traz muito... Quando eu falo de banheiro, eu falo de áreas molhadas no geral, mas o banheiro é um caso que você está ali em constante uso, enfim.
Laje, sacadas.
Larges, sacadas.
Larges, sacadas. Principalmente sacada, porque a sacada, efetivamente, ela vai tomar chuva. Ah, fechei minha sacada aqui. Beleza, mas normalmente as sacadas dos apartamentos são entregues abertas. E o pior, ela pega, ela joga para o seu vizinho. É o problema do seu vizinho. Sacada é um negócio tão complicado, que se você der um Google, vê a quantidade de volta e meia aparecem edifícios que caem uma série de sacadas. Por causa do peso. Estourou a de cima, ela vem e bate. E aí sai daquele efeito dominó, derrubando todas. Isso é, infelizmente, algo não tão incomum.
Eu vou te contar um negócio aqui. Eu tô assim, você me falando isso, eu vou falar um troço aqui que é extremamente comprometedor, mas enfim. Eu fiquei puto da vida com... eu tinha escritório em um outro prédio, tava no processo de mudança, as coisas desmontadas. Aconteceu que por alguma razão o prédio, o andar de cima, enfim, deixaram a torneira aberta. A laje era rebaixada, então você tem ali uma altura de rebaixamento, mas encheu o meu andar, danificou tudo, as coisas... Forro, caiu, passou para o andar de baixo do meu. Eu tive um problemaço. Fui falar com um cara de cima que, por coincidência, era o dono da construtora que fez o prédio. E aí eu fico pensando, como que eu evito um tipo de situação dessa? Porque assim... Tendo seguro. Tendo seguro?
Tendo seguro.
Porque assim, essas lajes, elas não têm impermeabilização. Elas não têm impermeabilização.
É assim, mesmo que essa laje tenha impermeabilização, pensa numa piscina devidamente impermeabilizada. Se eu tenho água entrando, entrando, ela vai transbordar.
Então, mas e os ralos?
Porque... Se tiver mal dimensionado, não vai puxar.
Não vai, né?
Não vai puxar. Então, independente de toda a técnica e etc, é verdade, eu tenho ralos. Se os ralos derem conta, não é para acontecer o que aconteceu. Se tiver caimento, não é para acontecer o que aconteceu. Agora, se eu tenho muita água entrando, ela vai transbordar, como exemplo da pista, vai transbordar e vai andando.
Não, e é uma preocupação, por isso que você me chamou a atenção, eu lembrei desse caso.
Agora você comentou um negócio interessante, e eu vou voltar pra minha dica do Atilio Júnior. Se isso fosse fogo, ao invés de água, ia passar de um andar pro outro.
Passa mesmo?
Não. Aí que tá, de acordo com as novas, o Atilio vai explicar sobre isso. Existe uma série de técnicas hoje, coloco-se nas construtoras, que são formas de setorizar justamente para que dê tempo para as pessoas fugirem. Existe uma série de outras técnicas que ele vai falar para vocês.
Não, bacana. E assim, tem algum outro ambiente que você gostaria de chamar ou alguma outra dica? A gente tá chegando já...
Eu acho que o principal ambiente a ser pensado na forma correta de se tratar, quando você tem a oportunidade de você estar construindo a sua casa, são as fundações. Qualquer outro ambiente você consegue passar caro. Nossa, deu problema. É caro, mas você consegue ir lá, quebrar, tratar, colocar peso de novo. Você não tem como pegar sua casa, levantar, tratar a fundação e colocar de novo. Então a fundação é o ponto, na minha visão, é a área mais crítica.
Então, atenção especial na impermeabilização da fundação. É uma dica importante.
Importantíssima. E quando eu falo fundação, pense em tudo que está em contato com o solo. Vou dar um exemplo aqui. Eu vou colocar um piso laminado. Minha casa é terra e eu vou colocar um piso laminado. Quando eu falo na questão do piso laminado, de madeira, por exemplo, o que a umidade faz com a madeira? empena, ataca madeira, isso tudo de uma maneira geral. Que tipo de empenduração eu vou utilizar para um material como esse? Uma empenduração que sepure umidade e barreira de vapor. Porque quando a gente pega essa umidade do solo, normalmente, se você olhar no contrapiso, não vai estar aquela mancha de umidade. Não vou ver. É aquela umidade tão fininha que ela sobe e ela vai atacando aos poucos. Então, é sob a forma de vapor. E outro exemplo que eu sempre falo disso é quem já teve oportunidade, quem trabalha na construção civil, já teve oportunidade de fazer manutenção em alguma casa que tinha taco de madeira. as mais antigas lá. Taco de madeira, madeira grossa, aquele preguinho em L.
Sim.
E normalmente tinha um negócio preto que o pessoal fala que é piche. Piche. Não, é piche, é que os asfaltos são uma excelente barreira de vapor. E é por isso que se utilizava na época. Entendeu?
Resumindo.
Resumindo. Lembre-se que a Arca de Noé, se você procurar lá, tem lá na Bíblia falando. Noé, pega o betume, passa na Arca e etc, etc, etc.
Nossa, até é interessante, eu achava que aquilo ali era piche mesmo, mas não é, é asfalto.
É asfalto, é asfalto. Tem uma... a diferença é que o piche, ele é mais... depende muito da região, muito parecido, mas piche normalmente é derivado do carvão e é contaminante, e o asfalto, ele não é um material agressivo para se conviver.
E aí pra gente encerrar o nosso bate-papo, queria que você falasse aí suas considerações finais.
Muito obrigado por nos receber pelo convite. É uma honra, eu adoro participar desse tipo de bate-papo, adoro falar sobre engenharia, adoro falar sobre economização. Além disso, eu gostaria só de frisar, porque quando nós estamos buscando uma habitação, quando nós estamos buscando comprar um imóvel, pensa na durabilidade. Vocês já devem ter ouvido falar que o solvente universal é água. E aqui nós estamos falando exatamente evitar que esse solvente universal dissolva o seu sonho da casa própria. A proteção da sua habitação está diretamente ligada à durabilidade, à qualidade de vida e etc. Então, de uma maneira geral, é isso. Não negligencie Busque orientação. Aonde eu vou buscar orientação sobre impermeabilização? Procure os fabricantes, acesse nosso site, vá nos nossos treinamentos, nos siga nas redes sociais. Eu tenho um canal no YouTube, que é um canal sem fins lucrativos nenhum.
Fala o nome do canal pra gente.
Youtube.Com barra mundo da impermeabilização, sem ser Cedilha e sem tio. Mas lá eu falo um pouco de técnicas de empenhosação, então isso ajuda bastante. Visite também lá Suprema Brasil no Instagram, siga, vota em minha reposta de treinamentos, vídeos e etc. Nos visite nas feiras, nós sempre estamos nas grandes feiras do setor, tem treinamento, tem pessoas. Estamos nas lojas também dando treinamento para os vendedores. Nos siga nas redes sociais e estamos à disposição. Se quiser palestra nossa na sua universidade, se quiser palestra nossa na sua loja, entre em contato com a gente, estamos à disposição.
Que final, hein, Anderson? Anderson, não tem nem o que falar, né? Acho que a minha... quem tá vendo, né? Quem tá me assistindo, tá de fato impactado com a minha fisionomia, a forma como eu tô prestando atenção. Nesse episódio, eu queria agradecer mais uma vez a sua presença. E eu vou deixar seu contato aqui na transcrição das plataformas de áudio e vídeo. Tenho certeza que você, de fato, fez a diferença na vida de muita gente. Fez e fará a diferença na vida de muita gente. Para você que me ouve, para você que me assiste, eu peço mais uma vez que compartilhe nossos conteúdos, comentem. É importante a sua participação aqui no Constricash. O Constricash que une toda a cadeia da construção arquitetura e engenharia. Anderson, aquela câmera lá. Tchau, pessoal. Até o nosso próximo encontro.
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