Tomada de Decisões Para Ocupação e Operação de Uma Empresa | Construecast | Paulo Barros

Paulo Barros, Ana Toledo, e dois especialistas da Vise discutem como empresas decidem ocupar e operar espaços. Abordam gestão de obras, impactos do trabalho híbrido, envolvimento de stakeholders e a escolha entre espaços prontos e soluções customizadas.
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Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Está no ar mais um episódio do Constra e Cash. E hoje nós vamos conversar sobre um tema muito importante, que não sou eu que vou falar o tema, vai ser minha convidada. Eu tenho a honra de receber aqui a Ana Toledo como minha co-host, que vai falar o tema deste episódio e inclusive apresentar os nossos convidados. Então fiquem ligados que hoje o episódio promete. Vamos lá, Ana. Seja bem-vinda ao nosso podcast.
Muito obrigada, é um prazer estar aqui hoje. Hoje a gente vai falar sobre as tomadas de decisão para a ocupação e operação de uma empresa.
Guana, apresenta os convidados.
Bom, a gente tem aqui hoje José Luiz de Toledo Barros e o José Estevão Neves. Os dois são sócios, um da Vise Estratégia Imobiliária e o outro da Vise Integra. São empresas irmãs que trabalham juntas e separadas, cada um com foco, mas bem especializadas na ocupação e na operação das empresas.
Então, como todos sabem, nossos bate-papos geralmente são com arquitetos, engenheiros e profissionais de obras. Hoje nós vamos conversar sobre a operação desses projetos, dessas obras. Ana, pode conduzir o bate-papo.
E principalmente em cima da gestão. Acho que a grande questão aqui é a consultoria, é a gestão e principalmente focado no cliente. Então, vocês dois são dois executivos que trabalham focados na melhor qualidade de serviço do cliente. Então, queria perguntar para vocês um pouco do trabalho de José e do Estevam, fazer essa separação, porque os dois são José. Mas é um pouco nesse lugar, aonde que vocês representam o cliente de vocês, em que estágio de operação, né? Então aqui para separar um pouquinho, o José trabalha mais na parte tanto de pesquisa, na necessidade da localização do cliente, a ocupação do cliente no escritório, estudo do Hoje em dia que a gente fala tanto da questão do trabalho híbrido, então toda essa gestão, quantas pessoas, a localização, a gestão de contrato desses clientes, renovação de contrato e toda essa parte.
Negociação também.
Negociação, investimento também, a gente trabalha dentro disso. E trabalha, tem uma fase que é uma fase de transição de um para o outro, que seria a parte de gerenciamento de obra. Então, o José trabalha na parte de vamos negociar, vamos achar o lugar, a parte de gerenciar essa obra para a operação da empresa, e aí entra o Estevam, que trabalha todo o gerenciamento de operação de uma empresa lá dentro, que também pode acontecer em momentos separados, dá para fazer só um estudo de operação. Mas então, um pouquinho de vocês, como essa parte, acho que essa questão de representação do cliente é uma filosofia, um pilar nas duas empresas. Então, um pouco no seu área e no Estevam.
Só para colocar aqui para vocês, quer dizer, é um pilar, a empresa foi construída dessa forma, eu sei que a gente está falando conceitualmente, mas por que que nós achamos importante? A gente entendeu desde cedo e entende desde cedo que quando uma empresa sai para procurar um lugar ou procure entender se ela está bem localizada e operacionalmente funciona bem, a gente está entrando e a gente sempre se preocupou com a empresa, com quem usa o imóvel, tá certo? São sempre os usuários dos imóveis e como aqueles locais e aquelas instalações respondem para o uso das empresas. Então, isso é uma coisa que começa em um processo que a gente procura fazer um 360 graus em cima dessa história, que vai desde olhar e pensar, como a Ana falou, esse imóvel está adequado, não está adequado, as pessoas têm condição de ter uma boa acessibilidade, não tem, o imóvel tem uma imagem que responde ao que a empresa pretende, lá dentro ele está funcionando bem, É fácil, é muito melhor se a gente estiver lá dentro, tem jeito da gente arrumar isso daqui, ele precisa aumentar, diminuir, e a questão da pandemia e pós-pandemia, que é o que a gente vive hoje, que são as dúvidas de todos. Puxa, que espaço de verdade eu preciso ter? Então, a gente sempre atuou negociando, verificando como é que essas decisões impactam as empresas em longo prazo, E ato contínuo disso, eu não posso fazer uma decisão, porque quando você faz uma negociação de um local, ou de uma renegociação de um local, ou da manutenção de um local, você está fazendo uma coisa estanque e que depois alguém vai operar. Alguém vai ter que mexer nessas instalações para que aquilo responda. O que a gente julga que não é suficiente que alguém que faz o processo de negociação não tenha conhecimento do que vem pela frente. Então a gente agrega esse conhecimento, muito do que a gente faz, eu e o Estevam juntos, eu diria mais pra você, mais do que um depois o outro, o que a gente faz juntos, que é fazer toda a negociação, as escolhas se fica ou se vai, como implanta quem escolhe os processos, sempre com a cabeça Qual é o melhor resultado para essa turma? E, principalmente, dentro da cultura que o Estevam trouxe para nós, para a organização, é como é que esta operação responde, essa decisão responde, de fato, na operação. Porque as coisas são dinâmicas. Os processos, em geral, você, por uma questão dinâmica da operação de uma empresa, você trabalha com processos estanques e fechados. Ah, fechei, negociei, terminou. Sai fora todo mundo, entram outros caras aqui. Ah, vou implantar, implantei, sai fora, alguém vai operar. Ninguém tá pensando no todo, será que aquela decisão, como é que ela encadeou com aquilo tudo. Então, essa é uma preocupação que a gente tem, que a gente acha que os tomadores de decisão deveriam ter essa preocupação. que é muito do que a nossa cultura traz para dentro desses processos, e a gente faz porque acredita, e a gente vai fazendo para que os processos não tenham conflito de interesse o tempo inteiro. Essa é uma filosofia que a gente entende que as empresas deveriam operar dentro disso aqui, acho que isso é o que funciona. é o que... alguém vai operar lá na frente. Eu resolvo uma coisa aqui, alguém vai operar lá na frente.
Nesse sentido, Zé, a gente tem também uma questão cultural, por exemplo, falando de Brasil, porque se você pega os Estados Unidos, por exemplo, isso é muito mais fácil trabalhar pelos decisores.
Não sei.
Não necessariamente?
Não necessariamente. Não necessariamente. A gente opera... nós somos representantes de uma companhia americana multinacional muito grande, E não necessariamente, entendeu? Os departamentos são separados. Quando a gente está conversando, as coisas às vezes não conversam, tá? Nós temos diversas experiências, né Estêvão? Quando troca, troca completamente a equipe lá. Às vezes o cara que chega... não sabe, vou usar uma expressão, não sabe onde passou o bonde antes. E tem uma porção de bondes combinados aqui que vão estourar em cima da execução e da operação. Não sei se você quer acrescentar alguma coisa, Estevam.
Não sei se eu falo um pouco do histórico antes.
Acho que fala do histórico, fala da.
Gente da Vine, segue o... Eu acho que fica mais fácil pra quem tá ouvindo pelas plataformas de áudio, inclusive pra quem tá pelas plataformas de vídeo.
Bom, eu tenho um pouco mais de 25 anos de estrada em empresas multinacionais, principalmente americanas. Trabalhei na IBM, na Microsoft, e mais recentemente eu acabei migrando pro Itaú, uma experiência em empresa brasileira. E é importante ressaltar quando você muda, uma empresa brasileira como o Itaú, mas uma diferença cultural absurda frente às empresas americanas, pontos positivos e negativos. E em 2018, mudei de lado, eu já era cliente da Visio, em diferentes oportunidades, tanto na Microsoft quanto no Itaú. E como o Zé comentou, a minha escola é bem essa de separação de responsabilidade, zero conflito de interesses, uma formação baseada em processo. Então a gente conversou e aí saiu daí a ideia de se juntar, criar a Visio Integra, porque era um portfólio de serviço que complementaria toda a parte de busca imobiliária, agregando com mais robustez os processos de gestão de obra e até de consultoria e gestão de operação, sempre com o mesmo viés. O que o cliente precisa? Então, de lá pra cá, tem sido umas experiências muito ricas. E como o Zé comentou, não tem um padrão no mercado. Na verdade, a gente percebe que no mercado brasileiro, a visão do gerenciamento de obras, de um gerenciador independente, ainda é raro, não é uma coisa que está no plano do cliente. Ele muitas vezes acaba colocando tudo em um mesmo pacote, com um turnkey. E a gente tem, na verdade, evidências muito fortes do valor agregado de você ter uma gestão independente justamente pra proteger os interesses do cliente. Quando você faz um projeto, são muitas variáveis. Entra nesse aspecto você ter que articular dentro da casa do cliente os stakeholders. Então, muitas vezes o processo começa com o head real estate. ele que vai ver o espaço, ele que vai botar uma pressão danada por custo, né? E muitas vezes também vendo a necessidade de locomoção e de trânsito. Mas é pouco provável que ele vai entender da operação, porque aí já é uma outra área. E aí você tem a área do RH, que tem aquelas preocupações do aconchego, do acolhimento do funcionário, que quer um monte de coisa. Você tem a parte de tecnologia, que demanda uma infraestrutura, Então, não é raro a gente pegar projetos que vêm de empresas multinacionais e isso tá solto. Então, com essa abordagem, a gente consegue oferecer pro cliente essa visão conjugada. E isso significa pra ele um ganho de velocidade. e de redução de custo ou de custo evitado, que em grande maioria das vezes é até difícil de estimar. Porque simula o quê? Não faço, quanto é que ia custar? Faço com vocês, quanto é que está custando? A gente procura sempre evidenciar nos nossos processos, mas é algo que a gente acredita muito que veio para ficar. Não vemos isso como um atrapalhador na operação do mercado, Pelo contrário, a gente traz muita vantagem para os próprios operadores, como empresas de arquitetura e engenharia, ao fazer toda a administração do relacionamento com o próprio cliente. Então, quando a gente faz a gestão, a gente não está fazendo só a gestão de escopo. A gente tem a parte de gestão de concorrência, de negociação. Muitas vezes identificamos custos muito altos ou disparatados. A gente senta com o cliente e fala, vamos tirar isso do escopo. compra direto, a gente suporta isso. E o mais importante, a gente faz toda a amarração financeira do projeto. O projeto é executado, o projeto tem que ser pago, a gente faz toda essa amarração para o cliente.
Queria falar sobre a importância de contratar uma empresa, né, gerenciadora independente. Quais as vantagens, né, para os dois lados? E uma pergunta já emendando. Esse gerenciamento, ele se paga com a própria economia que muitas vezes pode acontecer em função dessa contratação independente?
É, acho que assim, nós vamos dividir o campo da resposta aqui. Eu acho que assim, é fundamental porque você tem alguém independente, você tem alguém que está pensando no resultado deste cliente. Você tem alguém que não está ganhando por conta do resultado da negociação, na hora da negociação, não tem conflito de interesse, não está escolhendo fornecedor, não tem benefício nenhum com relação a isso, está focado única e exclusivamente no resultado para o cliente, certo? Você tem benefícios do ponto de vista de organização que são às vezes imponderáveis, que é isso que o Estêvão já colocou aqui na discussão. E para as empresas que operam conosco, normalmente no formato que a gente opera, o processo acaba ficando numa organização tal que eles operam melhor internamente porque eles conseguem focar no que eles são bons para executar. Eu acho que você pode... Você que está mais no... Eu estou muito mais na conceituação porque eu sou o mais velho aqui do nosso time, então eu acho que eu posso ser considerado um conceituador. O Estevão, ele opera essa turma, ele está no dia a dia, ele é o sócio que mete a mão na massa em cima disso daí, ele pode te dar detalhes um pouco mais, vamos dizer, mais práticos, mais do dia a dia mesmo dessa operação.
Tem inúmeros exemplos, Paulo. Desde falar de tecnologia, desde falar de definição de escopo. A gente tem algumas discussões, às vezes, que o cliente está repensando o seu espaço. Então, ele tem lá 75 estações de trabalho, todas elas cabeadas, todas elas com ponto de rede elétrica, blá mas com modelo híbrido, puta, eu não preciso mais de 75 mas eu preciso de uma área colaborativa, como é que eu mudo isso? então a gente entra ajudando a desenvolver um conceito de necessidade, um programa de necessidade mas peraí Estevam, todo mundo tem isso mas o nosso programa de necessidade ele não tem um viés técnico de layout e arquitetura ele tem o viés mais de quantitativos, de conceituação. Então, a gente já está, e acho que o mercado de uma forma geral está muito forte, por exemplo, tecnologia. É muito raro hoje você ter, em cada estação de trabalho, um ponto de rede. Wi-Fi hoje é poderoso, você tem uma série de soluções que permite você ter todo um ambiente muito bem operando com Wi-Fi. a gente entra com isso, já pondera logo de entrada na definição de escopo. Então, isso já economiza um tempo danado de propostas, de revisões, etc e tal, que vai afetar lá na frente a operação.
Inclusive, redução do próprio material, né?
Sim.
Própria, enfim, da própria infra, né?
Exatamente. Ah, tá bom, não vou investir em cabo, vou investir em equipamento de Wi-Fi, vou fazer uma mudança. Então, de novo, é isso que um gerenciador independente, ele vai com essa... a abordagem ampla de olhar todas as possibilidades discutindo previamente com o cliente. Você tem clientes que tem uma necessidade, uma identidade de eu quero móveis de marca, eu tenho uma necessidade de ter uma aparência que impacte, e assim por diante. Ah, então eu vou gastar X, Y, Z com fornecedores desse padrão, a gente entra suportando, porque a gente acaba conhecendo todo o mercado. O que o Escritório de Arquitetura e de Engenharia conhece do mercado de fornecedores, o gerenciador também tem que conhecer. Então a gente consegue trazer essas informações previamente. E é aí que a gente agrega uma discussão sem paixão, porque como eu não estou envolvido no processo do ponto de vista comercial, eu represento a área de facilities, a área de real estate, a área de procurement, Eu sou o braço deles com essa expertise do mercado para trazer os pontos de discussão e auxiliar a tomada de decisão pelos stakeholders. Então a gente deixa o processo mais rico de informação para essa tomada de decisão. E isso tem sido praticado bastante. Então como a gente foca no processo, a gente acaba atuando como o chato. A gente vai na TI, a gente vai no RH, a gente alinha muito forte com o financeiro, que o financeiro é o goalkeeper lá, pra garantir que não haja um estouro de orçamento, que não haja desvios. Então a gente oferece esse portfólio de serviços amarrando o objetivo original quando se fez a escolha do espaço. Quer seja a decisão de ficar reformar, mudar, reduzir, qualquer ação depois no gerenciamento de projetos e obras, o conceito é o mesmo de manter o interesse do cliente vivo e os objetivos serem alcançados. Eu tenho o prazer de, pelo menos, compartilhar que 100% dos nossos projetos ficaram dentro do budget ou abaixo.
O cronograma também.
E cronograma aí varia, porque tem cliente que, às vezes, não passa 100% do que foi do programa de necessidade. E aí, no meio do caminho, ah, já que... O arquiteto já que, né? Já que eu tô fazendo isso, vamos fazer aquilo também? Mas você não pediu isso.
Mas aí é uma nova necessidade.
Geralmente é mais...
É.
É uma nova necessidade, mas, de fato, no fim do dia entra na mesma necessidade, né? É isso que ele tá falando.
A gente tem um conceito que a gente procura evitar ao máximo e todas as empresas que trabalham conosco em projetos que gerenciamos, a gente fala, este projeto não pode ter change order. Change order é quando alguma coisa errada e você vai ter que fazer algo diferente a mais. A única exceção, sim, é quando o cliente pede uma coisa nova, algo diferente. Aí, ok, é uma demanda nova. Mas o nosso trabalho, o objetivo é que não tenha isso. Por que? Porque tudo foi pensado. Dependendo do projeto, dependendo do cliente, você acaba tendo algumas demandas novas e aí a gente entra pesado para garantir que o custo e a execução ocorram de uma forma integrada. Não raro a gente acaba dependendo do que o cliente pede a Visio faz o processo de procurement para o cliente. Tira do projeto para reduzir custos, reduzir gastos, porque tudo que vai no turnkey, você tem FIIs, você tem adicionais, às vezes o processo poderia ser conduzido de uma forma melhor. Então a gente tem no nosso portfólio e bagagem, a gente tem equipe para conduzir esses processos para o cliente.
É bacana que vocês trazem muito conhecimento do mercado para agregar em toda essa operação.
Só quero fazer uma ressalva. Nós não somos os chatos, como ele falou. Eu acho que a gente é aquele que é o assertivo da brincadeira para que a coisa não fuja do controle.
Posso fazer outra ressalva? Professores chatos formam melhores alunos.
Sim. Tá um pouco fora de moda hoje, mas...
Não, mas uma coisa interessante, assim, pegando o que vocês falaram, é que parece ser um trabalho muito sob medida pra um cliente, né? É uma coisa que parece não ter uma receita de bolo, porque às vezes você tem algumas coisas que parece, ah, não, funciona assim, é assim, ah, o cliente trabalha no setor tal, é assim que funciona. Não muito, né?
É uma coisa muito... Tem um conceito, que é esse conceito que nós estamos colocando, mas que ele vai ser feito sob medida, o tailor-made, ou como vocês queiram colocar, para cada caso particular. Nós nunca entramos nisso... Nós temos 20 anos de empresa. Nós nunca... impusemos receita nenhuma a cliente nenhuma nestes 20 anos da empresa. O nosso recall, eu chamo de recall, o nosso retorno dos clientes que mantém quem trabalhou conosco é muito alto, você entendeu? E a gente, por conta de, a gente ouve as empresas, a gente ouve as situações e a mesma empresa vai ter que ter Vou usar o mesmo conceito, conceito de proteger, de não haver conflito de interesse, mas na mesma empresa vão haver soluções diferentes dependendo do contexto, no tempo e no momento de cada empresa. Pode acrescentar.
A receita do bolo, ela existe do ponto de vista de processo. O processo é uma receita de bolo, tem que ser seguido. O que muda são os ingredientes do bolo. Então, cada cliente tem a sua demanda, tem a sua necessidade, tem cliente que quer aproveitar um imobiliário existente, tem um cliente que quer expandir, o outro vai reduzir, o outro tá mudando a base tecnológica, o outro quer aconchego pros funcionários. Aí você entra numa discussão normal, você vai pagar 100 reais o metro quadrado pra botar uma salinha de massagem. Então, a gente cria também essas discussões pro cliente entender, assim, certas decisões que são feitas, se não forem bem discutidas agora, no momento pré-obra, vai virar uma despesa gigante depois. Então... depende também da maturidade do cliente em saber conduzir essas discussões e o processo decisório, aí acaba, é tailor made porque cada um tem o seu momento.
Ô Estevão, nesse sentido de maturidade do cliente, às vezes num bate-papo ali você já sabe mais ou menos como conduzir, qual é o momento daquele cliente? Até pela experiência de vocês.
Temos indicações, mas às vezes isso altera no meio do caminho, porque às vezes muda o stakeholder, aparece um novo dentro da história, existem modificações no meio do processo, não tem uma receita. A gente normalmente tenta detectar, mas a gente procura a cada reunião tá ouvindo, ouvindo, ouvindo, porque às vezes no meio do caminho, né? A gente, você tem, você, nós temos casos aqui de implantação de operação, aquele lado pessoal ligado à área de saúde, né, Estêvão? Que começou, foi, falou. Quando eles começaram a operar, o Estêvão começou a ir fundo, descobriu-se um monte de coisa que os caras não tinham discutido internamente com as pessoas, que iam usar o espaço. E aí, A coisa complicou, né? Tem um caso simples, né? Comia-se dentro do escritório, não tinha nenhuma instalação preparada pra fazer isso e era pré-condição. Então, descobriu-se quando? O projeto tá andando. Isso...
Assim, existe uma coisa comum em todos os clientes quando a gente vai falar de plano de ocupação, expansão, obra, ansiedade. Todos são, sem exceção. Quer seja por prazo, quer seja por budget. E não raro agora, após pandemia, o que eu tenho que fazer para deixar meu ambiente atraente para os colaboradores voltarem. Então a gente entra justamente conversando, discutindo e assim por diante. Quando se fala da maturidade, é muito a maturidade de ouvir e de saber discutir os temas, porque não existe verdade absoluta. Então a gente tem visto que a ocupação ela depende muito da indústria, do perfil da população, da empresa, do grau de instrução da empresa e das atividades associadas. Quando a gente falava lá atrás de plano de ocupação, você tinha as posições âncora. que eram aqueles que ficavam sempre em uma estação de trabalho, tinham que estar lá. Tinha os outros que era virtual, não era virtual, era o cara de vendedor, o cara ia lá de vez em quando. E aí você já tinha algumas métricas de ocupação. Com a pandemia isso bagunçou todo o racional anterior. E as pessoas ficam assim, nossa, e agora o que eu faço? Então, de novo, a gente vem com a nossa bagagem, a gente senta com as pessoas, conversa e vai discutindo. E aí é importante ter os diferentes stakeholders, porque também tem outro aspecto. Dependendo da empresa e da sua maturidade, ou até da sua própria governança, quem toma a decisão? Tem multinacionais, que o HED Global toma a decisão. Local não dá palpite. Não, mas eu quero dar palpite.
Mesmo o dia a dia sendo local.
Exatamente. Então, assim, é muito rico. É muito rico.
Ana, você tem alguma pergunta agora? Só para me permitir fazer um... Pode, pode. Aproveitar esse momento, né? De pandemia, pós-pandemia, enfim. Você tocou em um ponto que eu reputo importante, que é essa questão do local, né? Local. E a gente, imagina, você lida com pessoas, tem aquela... Tem aquelas pessoas que elas... Ah, esse espaço aqui é meu. Eu vejo muito isso, mesmo quando você fala de espaço open space. Né, onde ninguém é dono. Ó, você chegou primeiro e tal. Tem um caso de um grande cliente, de um grande player que... Tem uma amiga que ela entra às oito. Ela sai da casa muito cedo. Ela chega na empresa antes das sete pra pegar um lugarzinho ali perto da janela.
Uhum.
Como que é, como que tá sendo isso pra vocês? E, principalmente, já quero emendar na sequência, falar dessa tão discutida cultura híbrida. Como que tá sendo essa movimentação? Porque, tudo bem, eu tenho 400 funcionários, Só que, de repente, eu só preciso de, sei lá, 200 espaços. Mas tem um dia que, de repente, não tenho só 200 pessoas. De repente, outras pessoas resolvem ir para... Quero ver gente, quero respirar um ar, quero sair da minha casa. Como que está sendo tudo isso para vocês?
Está gastando um pouco esse... Como tudo hoje gasta. Está gastando, inclusive, rapidamente esse nome híbrido. Está gastando. As pessoas estão começando a ficar meio cansadas desse nome. Mas é uma verdade. É uma questão de trabalho em casa, não trabalho em casa, trabalho em qualquer outro lugar, porque essa é a verdade.
As discussões, de novo, não são simples.
Mas nesse ponto, principalmente nessa questão de comportamento desse tipo de funcionário, vocês entram também ou não para discutir junto com as áreas de RH, de comportamento?
A gente entra, Paulo, quando vai discutir o programa. Então o programa não entra necessariamente nesse nível de detalhe. Porque quando a gente desenvolve um programa, você vai estar no modelo híbrido? Sim. No modelo híbrido, alguém terá um ambiente fixo? Se sim, quais áreas? Então não tem discussão.
Já está estabelecido.
O problema todo é que muitas empresas ainda não tem isso bem equacionado dentro da cultura pós-pandemia. E aí você tem de tudo. Você tem empresas que adotaram software de gestão de espaço, aonde o cara já vai lá, reserva o seu espacinho, e que funcionam muito bem, tem umas soluções muito bacanas no mercado. E sim, quando a gente senta pra conversar sobre programas de necessidade, a gente expõe que existem isso, e fala pro cliente, olha, tem solução tal, solução x, solução y. Ah, não sabia.
Custos bem interessantes, não tem nada de...
Que ajuda nessa futura ocupação. Mas o que eu vejo da população é... O que vai ter de interessante para eu fazer aqui quando eu estiver trabalhando ou naquele momento do cafezinho? Então, a gente, sim, tem feito alguns projetos, alguns trabalhos de buscar soluções que tragam um maior acolhimento. Ou seja, o cara está lá, a hora do almoço, a hora do lanche da tarde, que solução eu tenho de alimentos e bebidas que eu não preciso ir para a rua? Ou algo que seja patrocinado pela empresa ou algo que seja subsidiado pela empresa. A gente ajuda nessa implantação. Assim como a gente acaba ajudando também, tá bom, é modelo híbrido. São duzentas e poucas, pegando o teu exemplo, né? 250 posições de trabalho, 400 funcionários. Como é que você cuida da limpeza disso? Como é que você cuida da manutenção disso? Como é que você cuida da recepção disso? A gente ajuda na implantação de acordo com o uso previsto. Eu não preciso fazer um super dimensionamento de equipes, etc e tal. A gente faz toda uma análise, estudo, e o cliente precisando, a gente faz até o processo de concorrência e implantação. Por quê? Não existe mais uma verdade absoluta. Eu consigo desenhar soluções de acordo com o perfil do futuro uso desse escritório. O que tem acontecido, quando você vai fazer uma mudança de layout, tem aumentado a área colaborativa. Aí você reduz as estações de trabalho fixas. Ficam lá bancões, mesas, sofá, arquibancada. Arquibancada tá na moda, né? Já há algum tempo. E aí tá lá, o cara vai lá com o seu note, pum, trabalha dali, trabalha lá, é almofadão... Todo mundo meio que adotou as diferentes formas.
Tá funcionando?
Tá funcionando, tá dando resultado. Essa é uma pergunta que...
Geralmente me dá dor na coluna, quando eu vou no espaço que tem, eu.
Me sinto... Aí vai o pessoal da SIPA dizer, opa, tá errado. Então, até isso também.
O cliente pede, eu vou fazer.
Exatamente.
Agora, essa questão que você colocou da pessoa que vai mais cedo, Isso é uma questão comportamental. O que a gente recomenda é que existem profissionais especializados em treinamento desse mind de viver no novo espaço, tá? Existem alguns profissionais especializados porque as pessoas precisam ser esclarecidas de como aquilo é, como aquilo interfere, pra que você não tenha essa posição que é claramente individualista, quer dizer, eu não tô nem aí com o que roda, eu vou chegar mais cedo porque eu quero aquele lugar, eu gosto daquele lugar, eu vou ficar naquele lugar. e não tem um conceito público mais colaborativo. Estou sendo individualista lá dentro. Isso é uma questão de treinamento. Não adianta isso aqui. Foge da nossa capacidade, porque aquele ponto final do indivíduo. A gente não consegue entrar no indivíduo, a gente está entrando na operação da empresa, no processo, e não consigo entrar no indivíduo.
Luana, será que vai ter aqui nos comentários alguma coisa de algum colega que falar, ó, tem aqui na minha empresa, tem, a gente vive muito isso.
É, então, porque eu fico pensando assim, é uma interferência geracional, né, nesse costume dentro da empresa, assim, e também dependendo do setor, né. Então, dependendo, por exemplo, um escritório de advocacia, Tem um formato diferente, às vezes tem advogado que quer ter a própria mesa, não só. Um pouco dessas diferenças de ocupação.
Não derrubaram as salas fechadas, mas por outro lado, esse é o tipo de profissional que pode trabalhar de casa e que é muito eficiente trabalhando de casa. Tá certo? Por quê? Porque ele em geral é alguém que ganha bem, que mora bem e que consegue acessar as bibliotecas dele muito bem e que consegue trabalhar de casa. Então assim, esse é uma... nós temos muitos clientes advogados, muitos. Quando eu falo advogados, grandes escritórios de advocacia, tá? Muitos clientes. É um desafio contínuo porque, assim, ok, é bom estar todo mundo junto, é bom estar todo mundo junto, mas eu uso minha sala separada por quê? Porque eu preciso de privacidade para trabalhar. Não é que é, ah, eu gosto porque tenho o meu estado. Não, o sujeito trabalha com coisas confidenciais, tá certo? São, em geral, coisas muito sensíveis que eles estão trabalhando.
Sim, inclusive imagens também, né?
Sim. Então, assim, bom, eu fecho, enclausuro. Pô, mas não tá mais na tendência enclausurar, a tendência é estar a abrir. Você começa a enclausurar, as instalações são muito mais caras, principalmente do ponto de vista de ar-condicionado, de coisas que interferem no dia a dia da execução. Mas este cara, ele trabalha de casa muito bem, porque, via de regra, mora num bom apartamento, numa boa casa, tem espaço, tem local, tem infraestrutura, tem internet boa na casa, Então, é um jogo que este, mais do que qualquer outro, não está claro. Tem grandes escritórios que procuram trazer os arquitetos advogados de volta e tem outros que estão mais liberados. Tendo a dizer pra você que talvez quem libera mais tem mais fidelidade da equipe hoje, porque é difícil se deslocar.
Eu vou até além, né? Nas próprias relações. Eu acho que quando você vive uma relação mais livre, a tendência é que essas... Acho que essas relações, elas se tornem cada vez mais, acho que muito mais produtiva, eu diria, porque acho que é onde existe confiança, né? Acho que, de certa forma... Sim.
Você tocou num que a gente conhece bem porque tem uma série de particularidades na operação e tem que ter mesmo porque esses retórios são muito sofisticados do ponto de vista da operação. Só lembrei de uma coisa que você perguntou das empresas americanas que são mais fáceis. Lembrei de um caso concreto que a gente trabalhou de um grande banco internacional, e que é a mistura entre o desejo do Real Estate e a demanda da empresa, que falava de sustentabilidade e que os espaços têm que ter um espaço de baixo consumo e que você tem que procurar, e a gente foi procurando, foi procurando, foi procurando, escolheu e entrou. De repente veio a turma do dia a dia da operação. O cara veio do dia-a-dia da operação, o cara queria uma potência elétrica quatro vezes maior do que nós tínhamos, o cara queria geradores independentes pra ele, o cara queria toda uma ligação completamente diferente com o consumo de carga absurdo de alguém que no primeiro momento estava falando de Então, esse conflito de comunicação, ele existe bastante, tá?
Mas isso ajuda, né? Inclusive, Inácio, por exemplo, até trazendo aqui, já que a gente fala muito de arquitetura, de obra, você pega um... às vezes você tem um escritório ali de arquitetura, ele desenha um projeto, mas esse arquiteto que não tem o hábito de ir até a obra, você acaba criando conflitos ali, muitas vezes desenvolvendo projetos que de fato não vai atender muito bem ali o dia a dia, né? Então, de certa forma...
É, o que a gente comenta, o programa de necessidade, sem envolvimento de desenho, só dizendo o que você precisa para a operação e aí a gente entra quantificando, é o ponto de partida para evitar.
E envolvendo o maior número de stakeholders possível, né?
Quando você diz assim, a discussão é boa, ela é boa se for no início. Se ela for lá na frente, um abraço.
E eu vou trazer outro ponto. A gente está vivendo também as dificuldades da comunicação. Aquelas pessoas que são mais introspectivas. Muitas vezes tem também o lance dos ciúmes. De repente aquela pessoa foi envolvida em um determinado ponto desse processo, mas ela gostaria de ter sido envolvida antes. E muitas vezes ela deixa de colaborar em função de algum comportamento.
Ou ela acha que uma consultoria, uma gestão vai ocupar o espaço dela. Também tem isso. Acho que vou perder o meu emprego, vou perder o meu lugar aqui. Não quero mostrar porque isso aqui vai fazer o que eu estou fazendo. É uma dificuldade.
Zé Barro. Esse papo tá bem interessante.
Essa bola, sabe o que acontece com essa bola? Essa bola realmente ocorre bastante. E ela é, às vezes, difícil de detectar, mas a gente, com experiência, vai perceber determinadas pessoas que estão na periferia do processo e não no processo inteiro, que é o que acontece aí, que não foram envolvidas, não foram ouvidas. A gente vai perceber essas pessoas. Porque não sei se tem até as pessoas que podem entender que uma consultoria independente está tirando o espaço dela, mas nós temos que entender que o nosso processo são processos de uma vez. Eles não são processos do dia-a-dia, a menos da consultoria que a Visio Integrar pode fazer já auxiliando a operação lá na frente, mas os processos anteriores de escolha, definição, execução, são processos de uma vez. Que empresa que tem gente disponível? para ficar gastando tempo em processos de uma vez.
Não, e que entenda com bastante, que tenha muita experiência para agregar ali no dia a dia.
Esse custo, Paulo, às vezes ninguém está olhando, mas alguém tem que ser deslocado para fazer uma coisa que é uma coisa de uma vez, que tem uma especialização muito particular, que é o nosso caso, é uma especialização muito particular. Estevão já foi meu cliente, e sabe muito bem. Cuidava de todo o procurement, mas tem coisas que são particulares da expertise desse nosso mundo aqui. Eu não sei se vale a pena.
Conceitualmente, você tem que obrigatoriamente ter pelo menos as seguintes pessoas ou áreas participando de um processo decisório quando começa a discussão de espaço, layout, futura operação, de preferência alguém que represente o negócio, finanças, RH e alguém da parte TI e real estate facilities. Essas seriam as cinco cabeças que deveriam estar sempre representadas. Quando nós gerenciamos um projeto, a gente cobra a existência desses stakeholders na definição do programa de necessidade. Não, o fulano não precisa. É muito comum. Não vamos envolver o cara, não, que ele é meio confuso, vai atrapalhar. Ele fala, gente, não, vamos lá, a gente converta, tem metodologia, vamos fazer o processo. Então sim, de novo, a gente cai na particularidade. Tem empresas com diferentes graus de maturidade que sabem trabalhar isso bem, tem outras que centralizam. Tem multinacionais que chegam e falam pra gente, a conversa é aqui nos Estados Unidos. o Brasil não toma decisão nenhuma. Começa o projeto, aí a coisa vai avançando, aí você vê que os americanos começam a ficar distantes. E quem vai ter que ter a preocupação com o dia a dia é o brasileiro. Então a gente também gerencia esse relacionamento para deixar tudo gerenciável.
E o bacana é que com a experiência de vocês, às vezes, já deixa eu começar a me preparar porque...
Claramente, por mais que a gente receba esta ordem, a gente vai ouvir os caras locais, porque os caras locais que vão viver aqui. Não adianta, não vou... Então a gente.
Atende as diretrizes globais, a gente recebe, toco o barco, mas massageia o pessoal local com as suas demandas e faz a coisa ser harmonizada. É muito comum ter conflito.
Eu imagino, porque essa coisa do envolvimento.
Das pessoas... Vou te dar um exemplo muito claro sobre isso. Localização. São Paulo é uma cidade onde o trânsito da cidade faz com que determinadas regiões, que vamos chamar de distritos comerciais, que às vezes estão a dois quilômetros de distância um do outro, três quilômetros de distância um do outro, tenham comportamentos completamente diferentes do ponto de vista de trânsito, de acessibilidade, valor, E quando o real estate lá de fora domina, ele não conhece a praça e acha que às vezes não tem esse problema de acessibilidade. que é completamente diferente e você vai desagradar totalmente a operação local se você seguir a cabeça do cara lá. Então, nós temos que trabalhar. Na verdade, vamos lá empinando, equilibrando os pires aqui para conseguir mostrar e demonstrar para quem está lá fora que aqui a cidade tem determinadas particularidades, que sim, Muitas vezes faz sentido alguém não querer ir para uma região que está mais na Marginal Pinheiros, um pouco mais afastada. O que é mais afastada? Quatro quilômetros de distância. E o cara prefere ficar mais numa região de Vila Olímpica e Faria Lima por questão do negócio dele, por questão da acessibilidade geral, da imagem dele. Às vezes é muito difícil de mostrar isso, mas a gente vai procurar equilibrar. E essa questão, o cara tá lá fora, você tá mexendo às vezes com gente que tá gerenciando um processo que jamais pisaram no Brasil. Jamais pisaram no Brasil. Não tem nem nada disso aqui. Isso aqui é a terra da jabuticaba, né? Isso aqui tem... Tem coisa que só acontece aqui. Jabutiça sobe em árvore nesse país aqui, você entendeu? Não tem... É muito difícil.
E nesse estudo também você tem a questão desse estudo de ocupação, você tem a... Peraí, isso está perto muitas vezes de uma estação, que vai facilitar ali o dia dos funcionários, né? Bastante. muitas vezes não é só uma decisão de cima da diretoria como um todo. Porque eu ia perguntar, será que, de repente, numa situação dessa, existe esse prédio estar mais próximo de um diretor ou de outro? Mas isso é muito pensado na operação no global.
Vou contar uma história?
Você pode contar, mas assim, eu só vou colocar para você. Existe até empresa maior, mas ela tem uma influência maior, quanto mais média e pequena é a empresa. Inclusive, quanto mais média e pequena é a empresa, ou o número de pessoas dentro, você consegue levar mais em consideração isso. Mas hoje tem um valor, sim. Estar perto de estação tem valor.
Mas assim, a gente tem um exemplo prático e, de novo, a gente sempre vai estar comentando o grau de maturidade da empresa ao definir a sua necessidade. Tivemos um caso onde um banco do segmento de atacado, ele recebeu áreas de negócio que eram do varejo e ficavam em agências. Então, a gente tinha que criar, num espaço de oito a dez meses, 17 novas filiais, espalhadas no Brasil inteiro. Qual era a premessa? O CEP dos clientes, e aí a gente, aviso, fazia uma localização em cada cidade onde estavam os prédios comerciais mais adequados com a área também correspondente, que a gente já tinha um plano de ocupação dessas novas unidades. O resultado foi que a gente fez todas as unidades dentro do prazo e abaixo do budget.
Atendendo a melhor necessidade do cliente.
Nesse caso, focado na localização do cliente.
Na localização do cliente. E aí, o padrão de construção, similar ao padrão que a matriz tinha. Tanto é que a gente ouviu assim, nossa, é a primeira vez que eu entro numa filial que eu não tenho que trazer uma lata de tinta pra terminar a obra. Foi numa gestão nossa.
Ana com você.
Não, é muito interessante pensar nisso. Queria voltar um pouquinho à questão da pandemia, nesse momento pós-pandemia. O que vocês têm sentido um pouco do mercado no geral, desse comportamento das empresas? Porque começou em 2011, teve uma expansão muito grande. Sentir um pouco como está esse mercado hoje, porque é isso, está todo mundo repensando a ocupação. Todo mundo foi obrigado a repensar a ocupação. E nesse repensar, o que tem ficado mais nesse movimento de mercado?
Bom, a gente apanha bastante que tem uma, vamos dizer, uma demanda maior para áreas médias, inclusive para empresas de porte maior, se adaptando a isso que nós estamos falando aqui de menos espaço. A gente escuta muita conversa de, não, agora vamos todo mundo para dentro do escritório de novo, vai todo mundo forçar ir para dentro do escritório de novo. A gente não sente muito na prática isso, tá? Tem empresas que conseguem, claro, depende da natureza da operação da empresa.
É, do negócio, né?
Do negócio. Mas se a empresa tem muito jovem, trabalha com muito talento, trabalha com muita coisa criativa, não vai conseguir fazer todo mundo sentar no banquinho de novo, tá certo? E, assim, essa é uma tendência que a gente entende que veio pra ficar. O mercado vai operar desta forma, tá? Existem regiões muito valorizadas por conta disso. Então, assim, uma região, por exemplo, como a Faria Lima, tá ultra demandada, tá certo? Ultra demandada. Enquanto você tem, na média, regiões pouco demandadas. Então, eu estou citando para você que eu tenho que explicar às vezes a distância de quatro quilômetros para uma pessoa que está lá fora, porque uma coisa custa metade do preço da outra, prédios são similares, às vezes o outro lá até é melhor, é por conta desse tipo de situação, tá certo? Que é uma situação que Alguns determinados nichos procuraram se agregar dentro desses espaços. Existe ainda uma reserva de local, porque ninguém tem coragem, né, Estêvão, de assumir, dizer... É difícil o cara fazer, passa a régua, não, é aqui, daqui pra frente, é assim. Ninguém sabe como é que as coisas, não tá claro ainda.
É cada vez mais difícil tomar uma decisão.
Não tá claro ainda, né?
O que a gente tem percebido assim, quando veio a pandemia e ficamos na pandemia, todas as empresas já tinham com budget aprovado aqueles cursos de ocupação. Então, aquela premissa, nossa, tá vazio. Tem que reduzir? Não, já está aprovado. Na verdade, o cara teve uma redução de custo de OPEX, porque parou de consumir energia, parou de consumir ar-condicionado, parou de consumir uma série de coisas. Então, na verdade, eles tiveram até algum saving. A partir do momento que começou a flexibilizar, volto, não volto, volto, não volto, Aí os financeiros, cobrados, os CFOs, cobrados por resultados, melhorar a margem.
Faz budget por... Putz, pera aí.
Eu tô aqui com mil metros quadrados, cinco mil metros quadrados, não tô usando. Putz, vou cortar. Vou cortar, não vou cortar. Híbrido, colaborativo. Aí começam essas discussões. Aí o que o Zé comentou, dependendo da indústria, dependendo da maturidade, dependendo de uma série de coisas. Tem cliente que a gente ajudou, os caras estavam num prédio, 11 andares. Devolveu. Todos?
Tudo.
Pegaram um co-work pequenininho pra avaliar o que vai ser feito num futuro próximo.
Coragem.
Então. Coragem, mas assim, é aquele tal negócio, né? Muito difícil do sujeito tomar essa decisão. Então, o cara ficou lá, aí o cara sai pra não ter nada, Puta, não tem nada, não existe também, você entendeu? Essa história de que eu vou ficar... São raros os casos que a gente vê, vamos dizer, que alguém quer ter longevidade no mercado, que o cara consegue ir pra dentro de um coworker e se perpetuar dentro do coworker, ele não tem identidade nenhuma lá dentro. Não tem. Então, o que está acontecendo hoje? Tem um movimento interessante que a gente percebe que são proprietários que já entenderam esse movimento, que eles estão oferecendo preparar o espaço para o inquilino. Eles preparam o espaço para o cara. Por quê? Porque eles aumentam a fidelidade do sujeito lá dentro, e o sujeito não gasta dinheiro pra entrar, tá? É bom, não é bom? Funciona melhor pra coisas menores, porque você fazer o CAPEX pra alguém que vai fazer 300 metros quadrados, ele proporcionalmente custa mais caro, né? Por conta de uma série de infraestruturas do que uma área maior, tá certo?
Por metro quadrado.
Por metro quadrado. E a empresa normalmente sofre mais para tirar dinheiro do dia a dia. Não é o caso de uma empresa de 3 mil, 4 mil, então é isso. Mas tem casos muito interessantes. Tem um caso que a gente fechou um prédio inteiro de uma empresa, porque íamos mudar para um prédio, sair de um prédio, ia fazer uma expansão, sair de um prédio de 2.800 que era totalmente inadequado, Fomos para uma solução de 3.200 m². Pô, bárbaro, todo mundo feliz, desenvolveu o projeto, entrou pandemia para tudo. Essa turma ficou dois anos e meio dentro de Coork, como ele está falando. Até o dia que os caras falaram, não estamos mais conseguindo lidar com os clientes, porque ninguém mais se conhece aqui dentro. E aí fizemos um movimento para trazê-los perto de uma estação, mas alguém que é o mesmo tamanho de empresa, alguém que ia fazer três mil e duzentos fez mil, certo? E botou mesa para setenta e cinco, oitenta pessoas, é isso que ele está falando aqui, em cima de uma estação, um puta de uma região, Faria Lima top, em cima da estação. Beleza, melhor acessibilidade, as pessoas conseguem ir mais fácil, mas eu tenho uma identidade, eu tenho uma... o cara sabe pra quem que ele trabalha, entendeu? É muito difícil não ter nada, entendeu? Então, acho que é isso, tem essas... Decisões aí, tá? Que, de novo, funciona bem numa ponta, não funciona bem na outra. No momento em que todo mundo... E a gente faz assim, né? Esse mercado nosso, ele faz assim o tempo inteiro, né? Não tem regra nenhuma. No momento, ninguém quer pôr a mão no bolso. Ah, tá pronto o espaço? Vê pra mim e não sei o que. Daqui a pouco o mercado dá uma melhorada. Eu não quero nada do que tem aí dentro. Tira tudo fora disso aí, porque isso aqui não serve pra mim. E a gente tem que ir acompanhando.
São os momentos, né?
É.
E pensando nessa questão do espaço, Como tem muita empresa repensando, existe muita possibilidade, muita oferta hoje de espaços já mobiliados, nem do proprietário deixar pronto. Uma empresa ficou muito pouco tempo num espaço, repensou, saiu e o espaço está pronto. Existe, tem bastante isso.
Eu acho que os bons foram tomados, Ana. Os bons existiram, mas foram tomados. O que existe é a empresa desejando isto Mas eu acho que a maior parte dos espaços montados que a gente vê, eles carregam um layout velho. E aí tem que ter uma interferência.
Entendi.
Tem que ter uma interferência. Não é que assim... Nós tínhamos uma empresa italiana que o italiano falava Eu quero plug and play, plug and play. Plug and play é muito difícil, plug and play é muito difícil.
Para a nova realidade dele, né?
Existiram algumas opções boas, porque teve gente que veio a pandemia, o cara tinha acabado de montar um espaço, 5 mil metros, estava tudo lá. Quase não usou, quase não usou. Tudo pronto, ok. Adaptou, fez alguma coisa. Mas sempre tem, né, Estêvão, que fazer uma adaptação.
A gente estava tentando participar do gerenciamento, cliente buscando um novo espaço. Mas aí entra o que a gente está comentando do financeiro não querendo investir em capex. Então eles tentam buscar isso de uma forma de encontrar o espaço pronto. Aí começa a briga, é o que o Zé comentou. Estou flexível para pegar algo meio usado demais, mas não vou gastar nada. Ou estou disposto a fazer alguma coisa e aí faço uma adaptação. De qualquer forma, geralmente o cara não usa um gerenciamento. Mas eu acho também que isso está se fechando essa janela de oportunidade, porque os melhores já foram. A pergunta que fica é, nossa, quem é que estava aqui que deixou isso tudo maravilhoso? Como é que o cara fez o write-off desse investimento todo e foi embora?
Inclusive tivemos casos, né, Ana? Não sei se você vai lembrar de um caso. que eu não vou citar aqui, antes da pandemia, uma reforma de um escritório lindo ali na Lameda Santos, aqui em São Paulo, e simplesmente não foi ocupado. Imagina a empresa que veio ocupar essa área depois.
É, então, seguindo esses casos, né? Estava pensando justamente nesse caso.
E cliente nosso, viu? Implantação foi gerenciamento nosso.
Sim.
Implantação foi gerenciamento nosso. A empresa nem entrou.
E eu acompanhei, inclusive, todo o processo de reforma.
Mas eu acho que, nesse caso, viu, Paulo? Eu acho que foi pré-pandemia isso aí.
Foi.
A empresa de verdade mudou o foco e falou, não quero mais ficar no Brasil, e saiu do Brasil, entendeu? Houve uma questão... Já tinha, desde o começo do processo, uma briga muito grande não vou chamar de briga, mas uma diferença de entendimento do que era a empresa da gerência local para o pessoal de fora de como implantar. Os locais forçaram uma coisa que estava claramente acima do que a empresa de verdade deveria usar. Pegou um prédio top, bacana, fez um negócio. O projeto era lindo.
Sim.
Lindo. O projeto era lindo. Só que quem fez isso, antes de começar, falou tchau, foi embora. E aí, ficou, e a companhia, eu tenho a impressão que ela ficou um pouco acéfala aqui. E aí, tiraram a operação.
Para mim isso foi uma... Eu fiquei extremamente surpreso. Como que alguém faz uma obra daquela e assim...
Não usou um dia. Não usou um dia.
Eu achei aquilo assim, enfim...
Mas não é o padrão.
Não, eu gostaria. Eu falei assim, imagina eu aqui ocupando. Eu me imaginei ali.
Mas assim, não é o padrão.
Aproveitando, mandar um beijo para a Marcela.
Marcela, trabalha com a gente.
Um abraço para o Eric também.
O que é importante é o seguinte, essa janela de oportunidade, como o Estêvão está falando, ela está se fechando. Por quê? Porque, claro, Existe uma busca em cima disso, a gente mapeia constantemente isso, porque assim, de novo dentro da nossa filosofia de que o que vale é o que é melhor para o cliente, eu não vou discutir com o cliente, ele está querendo um espaço montado, não tem importância, para nós não tem essa preferência por nada. A gente vai procurar e vai trazer na medida do possível, vai trazer as vantagens e desvantagens do que aquele espaço tem, comparar com o que ele pegar um espaço vazio, como é que impacta isso no resultado deles, se alguém está dando em alguma região algum tipo de benefício, carência de um proprietário para que ele possa executar a própria obra e vai comparar. E o cliente vai tomar a decisão dele.
Trazer opções, né?
O cliente vai tomar a decisão dele. A gente nunca vai falar assim... Ah, eu tenho um viés aqui. Não tenho viés nenhum, cara. Nenhum viés. Se tem uma coisa que a gente não tem esse policia, é viés. Não temos viés. Tá aqui, tá tudo aqui, isso aqui funciona dessa forma, isso aqui funciona disto, isso aqui te impacta desta forma, isso aqui eu consigo te preparar assim, vai custar tanto este, vai te impactar no seu operação em 5 anos, 10 anos isto, e ele dá uma decisão. Nós não decidimos por cliente nenhum. Nossa função não é essa. Nossa função é trazer todas as variáveis pra decidir. A mesma coisa ocorre no gerenciamento da obra. Ele quando tá fazendo uma RFP pra resolver qual é a melhor solução, ele não tá olhando lá o coisa, ele tá trazendo o valor, da coisa no fundo, mas está trazendo a característica de cada tipo de solução e algumas são mais caras e elas ficam melhor para o cara lá dentro. Não adianta, essa questão não é questão de barato, não, não é uma questão de resultado operacional lá na frente.
Sim.
Quem vai usar, né? A gente está, infelizmente, chegando aí ao final do nosso podcast. Ana, você tem mais alguma pergunta?
Acho que não. Não tenho.
Foi um bate-papo bem rico. Então, antes de passar a palavra pra vocês, eu gostaria de pedir pra que você que tá até aqui, compartilhe esse conteúdo, coloca nos comentários o que você tá achando e... Porque a sua participação é muito importante pra evolução, né? Pra que esse episódio chegue ao maior número de pessoa possível. Zé, primeiro você queria que você falasse suas considerações finais pra gente, na sequência, passar pro Estevam, pra Ana, pra gente encerrar.
Eu agradeço vocês aí, foi bem bacana isso aqui, porque isso é uma questão que a gente é apaixonado por ela, ela é uma questão que a gente construiu uma empresa ou construiu um modo de planejar e de fazer a operação de solução de cliente que a gente acredita demais, que é essa de ter solução baseada naqueles caras, no cliente, de quem vai usar, de não separar, de ficar frustrado quando eu resolvo uma questão de um espaço e ele não responde lá na frente. da forma como a gente planejou, que aquele número não deu certo lá pra ele e é por isso que a gente vai indo cada vez mais tentando suportar pra chegar até na operação pra que de verdade tudo aquilo que a gente pensou e planejou funcione. Então, agradeço pra você porque a gente é apaixonado por contar esse modo de pensar e de viver o negócio da gente.
Eu que agradeço, Zé. Inclusive, para mim, ficou muito mais claro hoje nesse bate-papo aqui o que é o negócio da Visia. Então, por essa razão, até para mim também foi muito rico.
É, legal. Também agradecer a oportunidade, Paulo. E, de fato, como a gente tem a bagagem no mundo corporativo, a gente acaba tendo essa paixão pela atividade. Então, a gente, quando está atendendo o cliente, a gente assume o papel do cliente. Então, quando a gente interage com TI, com Finanças, com Real Estate, a gente conhece o linguajar técnico dessas áreas. Então, torna todo o relacionamento mais fácil. Então, dizer que a gente atua como facilitador não é da boca pra fora. É realmente um foco que a gente coloca muito grande. E todas as perguntas e as pegadinhas, como é que funciona isso, tem assim, tem assim. vai ter sempre. Então, quando a gente faz um kick-off de um projeto, a gente procura sempre deixar claro para o cliente que, olha, vamos gerenciar expectativas, vamos gerenciar ansiedades, a gente tem um papel de tocador de bumbo, então a gente tem toda uma dinâmica, um processo a ser seguido, que traz uma robustez e tudo é documentado. Então, eu venho de uma escola onde é processo, é documentação, é e-mail, não é WhatsApp, não é SMS, né? É tudo escrito. Porque no fim das contas, esse executivo que contratou a gente, ele vai responder pra uma auditoria quanto que ele gastou, por que que ele gastou, cadê as evidências. E eu tenho o prazer de ter assim nosso backlog 100% dos projetos. A gente entrega toda a documentação certinha, todas as evidências, e aí o cara consegue provar por A mais B mais C quanto que ele gastou. Então, tem sido uma experiência muito boa. Tem muito desafio, é um mercado ainda, como a gente falou, um pouco resistente, ou que desconhece um valor agregado de um gerenciamento independente, mas a gente tá bem confiante de que as coisas vão acontecer com bastante força.
Muito bom, Estevam. Também aprendo muito com você, com a sua forma de, sabe, de registro ali, pra falar, beleza, ó, vamos lá, vamos, registra. Manda e-mail, Whatsapp não. Eu queria agradecer mais uma vez, você deu um show aqui de apresentação e quero te convidar já de antemão para apresentar depois um podcast com um arquiteto. Gostei muito desse bate-papo aqui de ter você aqui comigo.
Vamos, estou dentro.
Fala aí, Ana, suas considerações finais para a gente encerrar. Nesse caso de hoje, minha co-host também pode dar suas considerações. Inclusive, eu queria que você falasse um pouquinho do... Para você, o que é ter um podcast que une toda a cadeia da indústria da construção, arquitetura e engenharia com o propósito de promover ideias e soluções para o mercado?
Queria agradecer você, Paulo, pelo convite, agradecer vocês dois por estarem aqui presentes. Queria só fazer uma referência que sempre vem na minha cabeça nessa conversa, uma coisa que a Marcela, fazer referência à Marcela aqui. Ela sempre fala, né? Que acho que serve para os dois, né? O foco é tirar a dor de cabeça. Então... Do cliente. Tirar a dor de cabeça do cliente. Então é meio... isso acho bem legal de colocar assim.
Bem forte. Tirar a dor de cabeça é bem interessante, sim.
Porque, né, parece encaixar muito nesse lugar, assim, dessa ansiedade, dessa dor de cabeça, né, em todos os âmbitos, assim. Mas agradecer muito a vocês por estarem aqui, por me colocarem nesse lugar. É sempre muito legal participar. Eu acho que é sempre importante a gente trabalhar a comunicação. Acho que a gente sempre a troca com o outro, a conversa, a escuta, principalmente, mais do que falar, escutar. Então, um ambiente que proporciona a escuta, seja para qualquer setor, mas aqui a gente está falando sobre arquitetura, sobre construção, É muito ganho que a gente tem, a gente aprende demais, conversa, troca, troca com outro, desentende e aprende no desentendimento, ouve e fala, não concordo com isso, mas é porque a gente ouve que a gente caminha pra frente como um todo.
Tem todo um processo de evolução. Então, como vocês puderam ouvir e ver esse podcast, de fato, tá muito especial. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constra e Cash. Pra aquela câmera lá, pessoal. Tchau, gente!
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