TRATAMENTO DE PISCINA: O Segredo da Casa de Máquinas, Segurança e Profissionalização | Podcast

Renato and Uenes discuss ANAP's new standard procedure for pool treatment, which sets safety and water quality guidelines aligned with ABNT norms. The POP enables fair pricing, risk consulting like requiring DR devices in pump rooms, and better client communication, available free on ANAP's platform.
Chapters
E mais um episódio diretamente da Expo Lazer 2026, uma parceria ConstruiCash e ArquiCash. Estou com dois construtores de projetos de piscina, os caras que fazem sua piscina não ter problema. Acho que não só piscina, mas os caras até ajudam você com área de lazer. Afinal, se você tem piscina em casa, você sabe que você tem ali um filho para sempre. Então vamos lá, Renato e Uenes. Renato, conta um pouquinho rapidinho quem é o Renato.
O Renato hoje ele é consultor técnico, sou consultor técnico de uma empresa que é a Aquamarine e também da minha empresa, da JDS Serviços Técnicos. Então hoje eu presto serviço de limpeza e manutenção de piscina e as consultorias, que aí entra O que você falou. Então eu dou consultoria para arquiteto, para engenheiro, para algumas pessoas do segmento que trabalham com revestimento. Então a gente presta esse tipo de consultoria hoje.
Maravilha! Agora tá me perguntando aqui, ó, no meu ponto, qual é a pauta antes de você passar para o próximo convidado? Qual é a pauta, gente? O que é pop? Então fiquem ligados que vale muito a pena. Agora, se você quer ajudar a gente a chegar muito mais longe, Comente, compartilhe, que dessa forma você vai ajudar no processo de colaborar com conhecimento. Agora, Uenes, se apresente um pouquinho para nossa audiência.
Meu nome é Uenes, também sou consultor técnico da Acomarine, sou engenheiro agrônomo, tratador de piscinas, já estou no mercado há 9 anos e também fiz parte do mercado, tá?
Só para saber, ele é menino, é o mascote, porque eu estou há 41 anos no mercado.
Eu posso chamar ele de pai, tá tranquilo.
Saiu será? Agora vamos lá para a pauta de hoje. A gente tem uma não só no mercado de piscinas, mas no mercado como um todo. Poucas pessoas sabem o que é POP. Começa com você, Renato.
POP é o procedimento operacional padrão que foi lançado recentemente essa semana, no dia onze foi o lançamento oficial do documento.
Onze de agosto de dois mil e vinte e seis.
Isso foi lançado agora dia onze. E ontem nós tivemos uma palestra de apresentação, que foi até onde a gente se conheceu, falando sobre o documento, né, o Procedimento Operacional Padrão.
Que que é isso?
Isso daí é um documento que ele dá a diretriz de uma forma mais segura do trabalho do tratador e de uma forma mais profissional de apresentação desse trabalho para o consumidor. Esse é o primeiro passo que a gente tá dando em busca do reconhecimento da categoria como uma profissão propriamente dita.
Agora, Werner, essa pergunta vai tanto para você quanto para o Renato: qual a importância do POP, Procedimento Operacional Padrão, para ajudar nessa profissionalização do setor, tendo em vista que você acaba unificando essa comunicação com toda a cadeia?
Sim, na verdade o POP ele não veio só para trazer o procedimento operacional padrão na prática, como ele também veio abrir um leque de conhecimento para o tratador. O tratador hoje ele tem uma dificuldade, é bem, bem de forma bem rasa para você entender, até na precificação do teu trabalho, na abordagem com cliente, como a gente tava conversando em off aqui. Então isso vai trazer um leque de conhecimento para ele também. A partir do momento que ele começar a colocar o operacional padrão na prática, aí sim ele vai começar a entender o que realmente ele precisa enxergar.
É, isso não é um manual, tá? Para ficar claro, não é um manual. Não queremos aqui colocar isso como manual. É um documento que ele gera um padrão justamente para que fique melhor. Então assim, se você segue aquele padrão, se você optou por seguir aquele padrão, você vai entrar numa escala diferente. Então você consegue atender o cliente de uma forma muito mais eficiente.
Sim.
E o que é bacana que você tá trazendo, Enes, para quando a gente fala de comercial, imagina que eu sou um tratador e muitas vezes eu tenho dificuldade para lidar ali no dia a dia com o dono daquela residência que eu trato, que eu lido ali no dia a dia. E essa pessoa faz uma indicação para um outro cliente. Quando eu tenho de repente um direcionamento, como eu devo tratar comercialmente falando? Até, pera aí, como que eu faço espelhamento com esse cara que eu tô indo vender ali um serviço, né? Queria que você falasse um pouquinho dessas caixinhas, né, que é o POP. Então, ah, você tem ali o básico, pelo menos do comercial, o básico para você fazer marketing, o básico até para questão de segurança também. Queria que você detalhasse um pouco mais.
O POP, na verdade, ele aborda muito a questão de segurança. Segurança e o básico sobre o tratamento da piscina. Quais são os parâmetros básicos? Quais são as operações básicas? E quais são os princípios de segurança básicos? Por exemplo, questão de casa de máquinas. O que é o básico de uma questão de segurança? Que tipo de cenário que você encontra que você sabe que aquele cenário é o correto ou errado? Então isso tá no POP, porque por exemplo, você tem que identificar que aquela caixa de máquina tem que ter uma proteção elétrica pra você não sofrer uma descarga elétrica ou pra que essa descarga elétrica ela não chegue no usuário final, que há um risco disso acontecer. Então é mais nesse sentido.
Vocês estão indo mais nesse caso mais pra área de segurança.
Segurança, segurança e operação.
Segurança e operação.
Porque a parte comercial aí ela já vai pra uma outra esfera, aí já é um outro tipo de ela sai do POP, por exemplo.
Tá, então só reformulando a minha pergunta, porque como foi falado aqui, né, o Enes? Então nesse caso do POP, desse segmento, vocês estão, tá muito mais voltado para a parte de segurança e tratamento.
O que o Enes falou, que assim, para aprender, como é que ele vai aprender a precificar com o POP, mas de que maneira? Porque ele sabe que o risco que ele tá correndo, por exemplo, entende? Talvez tenha hoje um tratador que ele não sabe que ele tá correndo um risco Porque aquela casa de máquinas não tem um dispositivo DR. Ele não sabe, ele simplesmente não tem o conhecimento porque não tem nada explicando isso para ele. O POP está explicando isso para ele, que lá na casa de máquina ele deveria ter um dispositivo DR para proteger tanto ele quanto o próprio usuário. Então assim, a partir do momento que ele identifica que ali está debilitado, ele sabe que ele está correndo risco. Então ele sabe que aquele valor daquele lugar tem que ser um pouco diferenciado ou que ele vai ter que prestar uma consultoria para esse cliente, informando que o cliente precisa fazer uma alteração, resolver esse problema e tal, tal. Talvez não seja ele que vai resolver, talvez seja um outro profissional, é um eletricista ou alguém que seja qualificado para esse tipo de serviço, mas ele já sabe que ele vai prestar uma consultoria. Então, a partir do momento que você se torna um consultor, você é um profissional mais gabaritado, é um profissional que, que precifica diferente, que é o que o Enes quis dizer, entendeu?
É, e o bacana desse processo é, a partir do momento que você, de fato, eu como tratador, eu identifico que ali naquela caixa precisa de um equipamento DR, opa, peraí, eu informo isso, que ali existe um risco tanto para o dono da casa também. Sim, de fato eu acabo elevando o meu padrão profissional, ou seja, elevo a régua. É exatamente isso, do meu profissionalismo. Então eu queria aproveitar, o que que vocês estão trabalhando mais no POP?
É, o POP agora ele acabou, acabou a parte de formulação do documento, né? Agora já começam os procedimentos de divulgação, de soltar o documento na plataforma da ANAP, de ter tido a nossa palestra ontem. Aí hoje um podcast que tá sendo dedicado a informar sobre o documento, e isso é importante para todo, todo setor. E aí, quando a gente fala todo setor, para indústria, para o lojista, para o consumidor final, para o arquiteto, para o síndico, para o engenheiro. Porque se ele tem acesso ao documento, ele também consegue escolher um profissional mais qualificado. Se a indústria tem acesso ao documento, ele consegue dar um direcionamento de um treinamento mais qualitativo pro profissional que tá no mercado, que quer aprender melhor a trabalhar com o produto dele. Ou seja, a gente começa a cortar os riscos de acidente. Porque imagina uma marca de produtos químicos dar um treinamento legal, bacana, com bastante informação, e através daquele treinamento você evitar uma morte, por exemplo, por manuseio errado de um produto químico. Ou a operação em uma casa de máquinas, voltando na questão da elétrica, uma marca que traz um treinamento legal, que ele vai entender que aquilo que ele encontrou num determinado cenário tá errado. Então ele tá qualificando o profissional, ele tá vendendo a marca dele e tá melhorando o mercado, entendeu?
E um ponto importante que você fala dessa parte de operação do dia a dia, né, muitas vezes até da mistura de um produto. A gente teve o caso recente aqui em São Paulo daquela academia.
Sim.
Que aconteceu. Então isso vai trazer uma segurança para aquele dono daquela academia quando precisa contratar alguém que tá treinado e conhece os procedimentos. E ele também, de certa forma, vai ter pelo menos o mínimo ali para— eu tenho, eu tenho de repente algumas perguntas que eu posso fazer para essa pessoa que vem tratar, que vem tratar a piscina. Então nesse sentido traz muita segurança. E imagina que eu sou um tratador, sou um profissional do setor, O que que eu preciso fazer para ter acesso a esse documento? É gratuito, não é?
O documento é gratuito, ele tá disponível na plataforma da ANAP. Tem uma aba lá dentro da plataforma onde você baixa todos os materiais que são disponíveis. Então você tem uma lista de checklist que é legal você fazer quando você chega numa residência, esse material tá disponível. O POP é um dos documentos que tá lá disponível. Então a própria plataforma da ANAP tem isso. E para o tratador isso é gratuito, totalmente gratuito, porque hoje o tratador ele se associa à ANAP de forma gratuita. E aí ele tem os benefícios de ser um associado, ele pode usar o logotipo da ANAP, então isso traz uma credibilidade para ele, de novo sobe a régua, né? Então você consegue ter uns checklists de verificação. Então imagina eu fazendo um orçamento para você com um checklist na mão. Olha, sua borda tá legal. A ralo de fundo, ó, tá faltando um ralo de fundo, Paulo, teria que ser dois. Então tá ali no checklist. Aí imagina um outro tratador, por exemplo, ele chega lá e fala: ah, tá legal. Automaticamente você vai fazer uma seleção. E aí você fala assim: não, aquele primeiro que veio com checklist, ele tá mais preparado para atender a minha demanda, é a minha família que tá em risco. Então você vai também vai enxergar esse cara de uma forma diferente.
O Ernest, e nesse processo, como você tá aí também participando, vocês têm uma preocupação também com a questão da linguagem, tendo em vista que a gente tem um mercado muito diverso, nem todo mundo tem ali uma boa formação acadêmica às vezes para entender um documento, às vezes que ele pode ser complexo dependendo da situação, ou ele pode ser facilitado. Como que vocês estão tratando isso?
A gente tentou deixar o mais prático possível, né, a linguagem mais, mais fácil possível para eles compreenderem. É óbvio que a gente vai estar à disposição, né, para tá tirando quaisquer dúvidas que esse tratador tiver. Mas como a gente vai fazer uma abordagem muito forte em cima disso, eu acredito que de alguma forma a gente vai conseguir abranger para todos os tratadores. Eu acredito que não tá de uma forma tão difícil assim, tá bem prático.
A gente tentou deixar o menos técnico possível. Lógico, a gente não consegue sair em alguns pontos de uma certa tecnicidade, porque faz parte. Por exemplo, quando você fala de parâmetros, você não consegue não ser técnico quando você fala de parâmetros, mas a gente filtrou a linguagem para atender todo o público. Porque até o próprio, imagina um proprietário, um consumidor final, dependendo do que você falar para ele, você falou com ele, ele vai entender blá blá blá blá blá blá blá blá blá, ele não vai entender nada do que você tá falando, né? Então a gente tem que deixar a linguagem mais simples possível para que todo mundo consiga identificar o que o documento quer dizer.
E nesse caso vocês estão seguindo, tem alguma regra específica específica vocês estão seguindo? Porque você tem uma indústria muito grande que vocês precisam unificar, né? E esse desafio de falar com a indústria, falar com logista e falar com o cara que tá lá na ponta, como que tá sendo?
A regra é seguir as normas vigentes no mercado. Hoje a gente tem duas ABNTs específicas para piscina, que é a 10339, que fala sobre a área construtiva inclusive, E a 10818, que fala sobre a qualidade de água. A 10818, ela tá em fase de publicação, a gente acabou de terminar a revisão dela, agora ela deve estar subindo oficialmente aí daqui uns dias e a gente se baseia muito nisso.
Tá, Renato, quando vocês dois falando de segurança, que tá abordando muito segurança, É, quando você trata desse assunto de segurança, isso envolve muito a parte de projeto das piscinas, que vem na especificação ali junto aos arquitetos. Esse procedimento, ele de alguma forma serve para de repente direcionar o arquiteto no processo de projeto dessas piscinas e casa de máquinas, por exemplo?
Por que que eu falo que sim? Porque voltando no que eu falei um pouquinho anterior, O arquiteto que pegou esse documento na mão, ele já sabe que ele precisa no mínimo daquilo, no mínimo. E aí ele vai falar assim, peraí, eu preciso chamar um profissional para me ajudar nisso aqui. E aí o profissional que ele chamar vai falar para ele, olha, você precisa ler tal norma, a 10.339, que ela exige no mínimo 2 ralos com distância de no mínimo 1,5 m entre os 2 ralos. Equilíbrio hidráulico para que não haja o aprisionamento, o dispositivo de aspiração com fechamento automático e tal. Então assim, o POP talvez seja a porta de entrada para a gente chegar numa norma mais específica. Por isso que é importante para todo mundo do setor. E aí de novo, desde a indústria ao construtor, ao lojista, ao tratador e também ao público final. Consumidor final.
A gente tá aqui no evento Expo Lazer 2026 aproveitando, né, para gerar o máximo de conteúdo possível. Então esse episódio ele vai ser um pouco mais curto, mas eu já deixo aqui o convite, ou melhor, as portas abertas do nosso ecossistema de comunicação de construção, Constricast, Portal Hub Construção. Agora eu vou colocar fogo no parquinho aqui, vou fazer uma pergunta.
É fogo no parquinho, fica à vontade. Tô sossegado de pergunta difícil.
Ontem eu conversei com alguns visitantes, assim, uma coisa que eu fiquei muito feliz, tem muitos, muitos tratadores aqui, eu fiquei muito feliz, tem muita gente de fora vindo buscar conhecimento, ter acesso a soluções e tecnologias. Agora, por unanimidade, tem muita gente reclamando do projeto da casa de máquina. Aí eu preciso fazer manutenção e isso é muito problemático. Agora, isso tá na mão do arquiteto, arquiteto, como que funciona agora?
E aí, eu não quero essa polêmica para mim não.
Vamos lá. Bom, eu tenho muitos amigos arquitetos, tá? Eu assim, mas eu preciso trazer isso para, eu preciso ser direto, né?
Como parceiro do CREA, associado, né, o conselho, eu posso, posso ser bem sincero com vocês, é falha do engenheiro, do arquiteto. Infelizmente eu vejo isso na prática, não, e é muito comum a gente ver isso na prática. E como você disse no papo em off que a gente teve aqui, sempre teve aquela, aquela questão, né, engenheiro, arquiteto, e isso a gente precisa quebrar. E como que a gente consegue quebrar isso? Basicamente seguindo as normas. Ah, eu sou engenheiro, eu sou arquiteto. Tudo bem, não tem problema algum. Quem vai assumir a construção, a gente não quer saber. Mas a gente, eu falo como tratador, a gente precisa que vocês seguem as normas.
Pega a dica, amigos arquitetos.
E se a gente tiver união entre arquitetura, entre engenharia, quem vai executar, se a gente só entender que cada um tá num, não posso falar prateleira porque prateleira colocaria em níveis diferentes, mas cada um tá numa responsabilidade diferente. Você consegue trazer o tratador para te ajudar nisso.
Sim, com certeza.
Porque muitas vezes o que eu vejo, que do orçamento da piscina toda, vamos falar especificamente da piscina, fazem um baita revestimento lindo, um paisagismo no entorno maravilhoso, uma construção impecável. Aí quando chega na casa de máquinas, que ela não é visível, ela não é comercialmente vendável, vamos dizer assim, você abre mão, você abdica até do orçamento. Você fala assim, olha, eu tenho R$10 mil, só que como a casa de máquina ninguém vê, vamos gastar só R$1 mil. Então eu acho que talvez seja aí uma das falhas, uma das falhas. Uma outra possível falha, e isso eu falo por experiência, é que não se tem talvez exatamente como o Enes falou, o total conhecimento das normas, que a casa de máquina precisa seguir uma norma. Quando você pega piscinas de uso coletivo, é obrigatório você seguir aquela norma, ela tem um padrão. Mas as piscinas de uso residencial, ela não tem essa obrigatoriedade. E aí, por não ter a obrigatoriedade, você acaba não fazendo. Mas aí eu vou te fazer uma pergunta: você paga o IPVA do teu carro?
Você gosta de causar, né, Renato?
Você paga o IPVA do teu carro? Mas você paga por quê? Porque você não quer passar, por exemplo, numa blitz, ou você não quer ser multado. Você passar numa blitz com IPVA atrasado, você vai ter o carro recolhido, sua carteira recolhida, você vai tomar multa. Você passar numa câmera, que hoje agora tudo por câmera, e eles pegarem que teu carro tá com IPVA atrasado, você vai pagar uma multa. Então você é obrigado a pagar, mas você paga para evitar problema. Não é melhor seguir a regra para também a piscina residencial do que ter um problema? Do que de repente o Enes é um engenheiro, um arquiteto, um construtor, e ele faz uma casa de máquina debilitada e morre uma pessoa na casa de máquinas, e ele carregar a morte de uma pessoa nas costas dele. Não era melhor ele gastar um pouquinho mais e deixar aquilo dentro da norma e evitar a morte de uma pessoa?
Eu uso uma fala aqui que eu trouxe para o ConstruCast, que é: conhecimento também se constrói. E muitas vezes a gente acaba fazendo coisas por falta de conhecimento.
Sim.
Quando um arquiteto, um engenheiro também que projeta muitas vezes um espaço, se ele tá muito preso ao mundo dele e ele não se abre para ter acesso a outras visões de pessoas e também até a novas soluções e tecnologias, a gente nunca vai mudar a realidade. E é muito triste a gente fazer as coisas por obrigatoriedade. Né, mas as normas existem assim. Ah, se você não tá seguindo, peraí, alguém vai ter que assumir essa bucha.
Sim, tá.
Agora, agora que o papo ficou quente, a gente vai ter que encerrar. Mas, ó, eu vou— uma pergunta que eu deixei de te fazer, que você não quer sair daqui sem falar, o Enes. Vai, traz uma dica importante.
Eu vou fazer uma pergunta aqui Não uma pergunta, vou fazer uma exigência, tá? Que todos os arquitetos e engenheiros civis fique do nosso lado, tenta, se coloque no nosso lado. Eu como tratador, eu falo como tratador, tá? Não como engenheiro, falo como tratador de piscina. Pense no tratador, como será que o tratador vai enxergar essa sala de máquinas? Acontece muito da gente ver, como o próprio Renato falou, a gente olha por fora, piscina coisa mais linda, Mas na hora que a gente vai para sala de máquinas, que é o coração, é o pulmão daquela piscina, a gente fala assim: meu Deus, por que que eles fizeram isso? Então eu gostaria muito que todos os engenheiros e arquitetos conversasse com a gente, tirasse as dúvidas com a gente. Posso falar, não seja tão arrogante, isso não vai minimizar você de vir conversar com a gente. Troca uma ideia com a gente, fala: isso é legal, Isso tá dentro das normas?
Caso tenha dúvida, atende a sua necessidade, cola, cola com a gente. Você que trabalha no dia a dia, eu posso colocar essa bomba aqui, tá dentro da norma, mas funciona para você? Tá dentro da norma, mas de repente eu não tenho espaço útil para colocar a mão para abrir um cesto de pré-filtro. Tá dentro da norma, mas não tá me atendendo. Dá para afastar ela um pouquinho?
Dá.
Vai atender tecnicamente você como arquiteto? Não atendeu. Então beleza, atendeu eu que vou operar. Entendeu você? E o cliente, ele não precisa nem saber disso. O projeto é seu, assinatura é sua. Eu acho até mais, mais, agrega muito mais valor, já que a gente tá falando de agregar valor. Sim, entreguei essa piscina com esse revestimento, com essa pedra, com isso, com aquecimento, tal, tal. Mas olha a casa de máquina que eu tô entregando para você.
É o que eu falo, né? Quando você se abre para o novo, imagina, eu sou arquiteto, eu especifiquei ali um projeto. Quando eu escuto, quando eu ouço o cara que tá lá vivendo o dia a dia, ele traz muitos insights que eu posso melhorar os próximos. Então por isso que esse ponto que você trouxe, Uanes, é muito importante. E de novo, tá, não é só o mercado de piscina não, tá? Eu tô no mercado de construção civil junto com, tem muitos amigos arquitetos. Acho que talvez Não exista nenhum escritório que eu não tenha o contato ali das pessoas. E de fato, a gente precisa começar a quebrar essas barreiras que existem entre arquitetura, entre engenharia e principalmente entre a linha de frente, a linha de frente, que é aquele cara, o cara que tá lá na obra, ele tem tanto insight porque ele que tá ali no dia a dia.
E se ele, se esse cara for ouvido, a gente pode talvez não saber tecnicamente o que precisa ser aplicado. Mas eu posso falar para você, Paulo, eu precisava que esse tapete não tivesse tão para lá, tivesse mais para cá, para eu poder colocar aquele pedestal ali. Você vai achar uma forma técnica de resolver uma coisa que vai me ajudar. Isso vai agregar valor para você, vai agregar valor para mim, e tá tudo bem. A gente vai crescer junto.
É o cara que vive o dia a dia. Agora eu vou precisar— eu trouxe essa Deixei ele solto para falar agora uma, sei lá, eu deixei de te perguntar alguma coisa que você quer falar nesse episódio. Esse é o momento, Renatão.
Nossa Senhora, eu sou polêmico. Eu vou, acho que eu vou na mesma linha que ele, que o arquiteto, engenheiro, enfim, esse profissional ele tem que olhar que ele não precisa saber tudo. Mas ele tem que ter o telefone do cara que sabe. Eu não sei tudo da nossa área, mas eu tenho o telefone de muitas pessoas que sabem. Então assim, se você me fizer uma pergunta agora e eu não souber responder ela, eu não preciso falar eu não sei responder. Eu posso te falar, posso falar com você daqui a pouquinho, ou eu vou te trazer a resposta mais assertiva e a gente vai sentar e vai conversar, e eu vou procurar o melhor. Eu não sou especialista em tratamento de piscina de fibra, que tem um tratamento mais específico, mas esse cara é o melhor do Brasil. E é verdade, ele é mesmo. Se eu tiver alguma dúvida, eu não vou falar eu não sei, eu vou falar assim: calma que eu vou pegar a informação com o cara que sabe, eu vou te passar o telefone do cara mais especialista em tratamento de piscina com fibra.
Renato, agora sim, você tem o contato do cara, eu tenho o seu contato, Depois você me passa o contato do Enes, o melhor do Brasil, que, ó, pode ter certeza, quando eu ligar para ele, assim, ele vai resolver problema de várias pessoas, eu tenho certeza. Mas, ó, todo problema que ele resolver dos meus parceiros, eu vou lembrar de você, porque foi você que me conectou.
É isso que eu tô falando, é essa conexão, juntar esse elo, né? É juntar esse elo, porque aqui nós todos somos uma corrente e nenhum elo é— você já viu uma corrente? A corrente, ela, todos os elos são iguais. Só que ela só é forte enquanto todos eles estiverem interligados. Se eu desconectar de você, acabou. Você ia saber que ele é o tratador que é o maior especialista em piscina de fibra no Brasil? Você não ia saber.
E sabe o que que, ó, a gente tá exatamente vivendo um exemplo. Eu apresento o ConstruCast, que é um podcast consolidado. Vocês podem procurar no Google, enfim, qualquer plataforma. E o que que é louco disso? A gente tá aqui, ó, sabe quem tá aparecendo? Expo Lazer Talks. E a gente tá numa parceria, ConstruCast e ArquiCast, para fortalecer o setor. A gente tá no estúdio que eu apresento um, o Adilson apresenta outro, a Dani apresenta outro. Eu posso sair dessa cadeira e trazer outra pessoa para apresentar. Então, gente, a gente precisa tirar um pouco a vaidade, o ego.
É isso mesmo, que quanto mais você se une a alguém, cara, e uma coisa que eu acho que a gente precisa trazer para todo mundo: network não é tirar foto. Sim, como eu vejo muita gente, ah, eu fui ali na Expo Lazer fazer network. Aí você vai ver, o cara tirou mil e uma fotos. Network não é foto, né? Network é essa troca de informação. É conhecer. Por exemplo, eu hoje eu conheço o Paulo, que eu posso indicar algum alguma coisa. Você conhece o Renato, que você pode indicar alguma coisa que já conhece ou eles que vai indicar uma outra coisa. Você provavelmente conheceu mais gente para indicar mais um monte de coisa. De novo, o importante não é você saber tudo, mas é ter o telefone do cara que sabe.
Sim, sim. E só fortalece o setor.
Só fortalece o setor.
A partir do momento que a gente quebrar esse egocentrismo e essa barreira, essa barreira, todo o mercado evolui.
E agora, suas palavras finais para a gente encerrar, Uenas?
Bom, quero agradecer primeiramente pelo convite e parabenizar pelo trabalho, tá? Só o fato da gente tá falando justamente sobre esse assunto, que é a união desse elo, já para mim é de grande valia.
A união também é POP, pegou a dica? Agora, Renato, suas palavras finais também pra gente encerrar.
Primeiramente, agradecer pelo convite, pela oportunidade da gente estar trazendo o POP pra não só pro setor de piscinas, mas aí a gente já tá levando pra um outro patamar, né, pra uma outra esfera, levar esse conhecimento pra lá e essa oportunidade desse bate-papo, né, que eu acho que essa troca de ideias assim Pra mim, isso aqui é um bate-papo, tá? É um bate-papo.
Tô sem roteiro, assim, eu peguei o celular aqui só pra anotar o sobrenome do Enes Siqueira aqui.
Na hora que eu cheguei ali, que você falou, não tem roteiro, eu falei, graças a Deus, não é pautado. Pautado, qual que era a pauta? Vamos falar do pop, o resto que acontecer é lucro. Então ótimo, perfeito. Eu acho que é por aí.
Você vê, né? Eu sou, eu tô aí, tô antes do lazer e eu tô tratando muito o que eu trouxe para cá. Se tem construção, tem lazer. Tudo nasce na construção. Então eu quero aqui deixar já o convite para vocês dois. A gente tem uma série que é por dentro da obra e também por dentro dos projetos. Se tiver uma oportunidade onde a gente possa ir acompanhar E falar dos desafios de um tratador, dos piscineiros ali, até mostrar cases reais. Eu deixo aí as portas do ConstruCast aberto pra gente estender esse assunto.
Estamos à disposição, você já tem meu contato, daqui a pouco você vai receber o contato dele, estamos à disposição.
E antes de encerrar, eu queria parabenizar o pessoal da organização, o Frankal, a ANAP. E tem mais alguém que você gostaria de estender esse agradecimento aí?
Agradecer a todo mundo que participou do comitê, todos, todos, indústria, lojista, tratador, todo mundo. A gente teve muita colaboração, teve gente que não conseguiu participar das reuniões, mas mandavam muitas ideias pra gente no privado, vamos dizer assim, né, no inbox. É coisa, ah, não pude participar, mas vocês falaram assim, eu queria ter falado assado. Ó, a gente anota aqui, vamos levar pro comitê e a gente debate lá no comitê. Agradecer muito a condução da ANAP, de ter acreditado na ideia, de ter abraçado a causa e entender que hoje a gente precisa disso e que isso só vai agregar mais valor para o mercado e subir cada vez mais a régua.
E para encerrar essa parte de agradecimento, é parabenizar a organização, que assim é tudo muito perfeito, assim a forma como vocês, né, da organização também tratam as pessoas que estão trabalhando essa parte de alimentação é sensacional. Confesso que eu só vejo isso nos eventos da Francal, tá? Então este foi mais um episódio diretamente do Distrito Aimbi, né? Expo Lazer 2026. Conhecimento também se constrói, você precisa construir isso com a gente, ó. Compartilhe esses conteúdos. Se você discorda do que foi tratado aqui, Comente, traga suas sugestões e vamos considerar. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui. Eu vou falar de Constricast porque é onde eu estarei logo mais.
More from Andre

Construção Industrializada no Setor Público: Desafios e Inovação em SP | Marcos Monteiro (SIURB)

Mestre de Obras Merecem Reconhecimento e Nós Valorizamos | Podcast | Construção | Engenharia

Muitos Cursos On-line São Divulgados na Internet | Obra se Aprende na Prática | Podcast

Tenha Cuidado Redobrado na Hora de Comprar um Apartamento | Podcast | Construção | Arquitetura

Quanto Ganha um Ajudante de Pedreiro na Construção Civil? Fala do Mestre de Obras Glaudio | Podcast

O Erro na Reforma Tributária que Pode Custar MILHÕES à Sua Empresa | Podcast #202

Valorização Profissional na Construção Civil | Podcast | Engenharia | Arquitetura #obra

Método CHAMA Gravado Com o Engenheiro Boutros Bichara | Pessoas Negativas | Paulo Barros #podcast

Assista ao Vídeo do Roberto Justos Sobre Caso Daniel Vorcaro do Banco Master | Podcast | Construção

AI FIRST #2 . André Abucham e Lauro Fiuza - Os desafios intrageracionais dentro e fora das empresas

Vidro NÃO É Tudo Igual! Descubra o Erro Que Pode Destruir Seu Projeto | Podcast | Arquitetura