Visualização 3D na Construção Civil: Eficiência em projetos de arquitetura e engenharia | Ep. #105

Conversation between host Paulo and guest Bruno (3D visualization specialist) about the importance and practical use of 3D visualization in architecture and construction. Bruno describes his path into 3D (technical course, AutoCAD to 3D), explains 3D’s role as a communication tool that reduces misunderstandings, lists benefits for architects/engineers and investors (faster approvals, sales), notes market challenges (lack of recognition, client expectations, need for education), outlines typical workflow/tools (BIM, SketchUp, renderers, AI) and gives practical advice (partnerships for small firms, perseverance). The episode includes case examples (port/intermodal project, exhibition stand) and closes with event promotion and contact invitation.
Chapters
Sejam bem-vindos a mais um episódio do Constrycast. Hoje vamos falar sobre a importância de visualização 3D. Este episódio é um oferecimento produtora de vídeos Infinity Plus. Como você que vai executar uma obra e você que vai contratar uma obra deve se atentar para esse tema, porque a partir do momento que você tem noção daquilo que está executando, facilita demais. E quem está contratando, óbvio que ela consegue de fato, checar e aceitar ou não aquele projeto que está sendo entregue. Porque eu vi em 3D, foi isso que você me prometeu, então eu não aceito nada menos que isso. E o convidado de hoje tem mais de 15 anos de experiência e vai te dar tudo isso aqui de graça. Então, fica até o final, vai comentando durante esse episódio, porque, como eu falo, é por conta de você que está acompanhando esse episódio, que eu estou aqui fazendo esse esforço. para gerar conteúdos cada vez melhores para vocês aí do Spotify, do YouTube e das nossas redes sociais. Bruno, seja bem-vindo e obrigado por vir de tão longe para fazer esse bate-papo aqui e gerar esse conteúdo gratuito para a nossa audiência.
Não, eu que agradeço, Paulo. Você é um privilégio estar aqui. Confesso que eu nem acreditei pelo convite, né? Espero de alguma forma aqui poder sanar alguma dúvida, ajudar de alguma forma.
E eu te fiz o convite porque você foi tão gentil, né? Logo no começo do podcast, você me mandou uma mensagem falando do quão o canal era importante pra você naquela época. Então a gente demorou um pouco pra te trazer por conta de logística, né? Você tá em Minas, então hoje eu me sinto muito feliz por você ser um inscrito ali, ou seja, você acompanhar nossos conteúdos e hoje está aqui na função de gerador de conteúdo pra nossa audiência.
Obrigado, Paulo.
Bruno, e pra gente iniciar o nosso bate-papo, eu queria que você falasse um pouco como que você entrou na área, falasse um pouco, desde o seu desejo de desenvolver projetos, qual que é a familiaridade que você tem com design e o que até chegar hoje... Perfeito.
Eu fui influenciado por alguns primos e tios que são da área de construção. Eu não tinha muito norte, para ser sincero, no meu processo de formação, mas eles falaram, olha, Bruno, faz um curso técnico para que você entre no mercado, sempre muito influenciado ali. E aí eu falei, ah, vou fazer. eu entrei num curso técnico voltado especificamente para projetos, e ali eu conheci o 3D. Passei por todo um processo, desenvolvendo a mão, fazia primeiro com caneta nanquim, papel manteiga, e a partir disso, Parti ali para um AutoCAD e depois conheci o 3D. E ali o 3D me chamou muita atenção, porque eu conseguia trazer aquela minha ideia de uma outra forma que o 2D não me permitia. Então, eu podia testar se aquilo fazia sentido, se não fazia sentido, e aí eu passei por esse processo de formação, ali em 2010, eu me formei, era uma escola técnica que buscava excelência, eu pude desenvolver um projeto como um próprio TCC de faculdade, onde se apresentava um projeto completo e esse complementar do 3D, passava por uma bancada de aprovação e passado esse período eu vim buscando, eu demorei um tempo a acordar para esse mercado também, porque ali 2010 era algo um pouco distante, você não tinha muita informação, muitas das vezes você estava ali no Orkut, você tinha algumas comunidades que tratavam aquilo, e era um mercado um pouco mais fechado ali. E desde então eu vim buscando ali, e pouco a pouco eu entrei para a área de construção civil, então sim, nesse meio tempo eu me perdi um pouco, porque eu trabalhava em empresas que essa área 3D não era um foco na maior parte. E ali 2015 para 2016, aí sim eu falei, coloquei para mim como algo a me desenvolver mesmo, e aí desde então eu venho trabalhando nisso, trazendo ali do 2D para o 3D de uma maneira a comunicar melhor esses projetos.
É muito bacana, Bruno, vendo os seus projetos, o trabalho que você desenvolve, você tem uma facilidade para entender, muitas vezes, a dor de uma pessoa que tem uma ideia e tal, e essa pessoa, quando ela transmite aquilo para você, você conseguir captar isso. e transformar num projeto pra que essa pessoa consiga, muitas vezes até idealizar aquilo e fechar com o investidor, isso é um grande diferencial, porque poucas pessoas têm essa capacidade de fazer um projeto Dessa forma, esse diferencial que você tem, pra mim, é um... Assim, eu falo que é a cereja do bolo, né? Que é interpretar algo que tá na cabeça das pessoas e transmitir pra um projeto que nem tá fechado. Ó, eu abracei a sua ideia, vamos juntos aqui seguir com esse desafio, né? Porque se esse cara fecha o projeto, automaticamente ele vai te contratar pra executar e seguir com aquilo adiante.
O grande desafio, que eu acredito, é você conseguir trazer a ideia, traduzir essa ideia bem colocada para aquilo que é o desejo dele. Porque muitas vezes a gente já tem algumas ideias e aí eu quero implementar a minha ideia. Eu vejo hoje, e nos projetos que eu desenvolvo, o que eu busco sempre é entender o desejo dele, que é muito diferente. Eu posso ter até uma técnica, conhecer ali de soluções técnicas, mas muitas das vezes esse desejo dele não é compatível, então eu tenho que entender. Eu posso, sem dúvida, mostrar para ele, olha, através do 3D você vai ver aqui o resultado, mas eu também tenho que te apresentar o seguinte, numa possível execução, existem desafios, mas falando de projeto, eu gosto sempre de apontar que é um sonho de alguém que você está tratando ali, então eu preciso de me colocar no lugar do outro, E é isso que eu procuro fazer nos meus projetos, entender, traduzir, como você bem disse ali, aquilo que é o desejo dele para que eu o atenda da melhor forma possível através do 3D.
E como eu falo, essa sensibilidade fina que alguns profissionais têm em suas áreas, eu confesso que isso é um dom. E para você, qual que é o papel da visualização 3D num projeto arquitetônico de construção civil como um todo?
Eu vejo assim como a comunicação, você traduzir realmente aquele projeto, você trazer pra realidade, você apresentar aquilo que vai ser entregue no final de uma obra. Então assim, é a comunicação.
Ou seja, é uma forma clara, né? de comunicar aquilo que eu quero entregar, né? Aquilo que a gente vai entregar.
Exato.
Seria isso.
Exatamente isso.
Isso é muito, muito bacana. Ô, Bruno, e nesse processo todo, tem alguma dificuldade, assim, que você gostaria de destacar? Já pra gente falar.
Sim.
No início, até aproveitar a nossa audiência aqui. Ó, preciso que você comente, tá? Você que tá acompanhando pelas plataformas de áudio, eu descobri também que dá pra comentar. Dá pra comentar, dá pra interagir, porque se você tem um desejo de fazer também, ou seja, eu gostaria de ter esse projeto numa planta 3D, mas de repente a empresa que eu tô contratando não me fornece. Você tem o contato do Bruno aqui, dá pra entender mais ou menos, fala a sua dor. pra ele que ele vai te ajudar com isso. Ó, a gente tá criando pontes aqui, tá quebrando aquelas barreiras muitas vezes entre você e a empresa que você contratou. Vamos falar de qualidade e de segurança nas contratações de projetos.
Perfeito. São vários os desafios, mas o maior desafio que eu vejo hoje é você receber muitas vezes uma informação mais completa para o desenvolvimento do projeto. Você ter ali referências, é sempre importante, porque muitas vezes aquilo que a pessoa está trazendo para você, ela tem ali na mente dela, mas ela não consegue trazer de alguma forma. Então, essa pessoa, ela trazer esse material, trazer referência, aquilo que ela pensa, e aí você montar esse quebra-cabeça para atender à necessidade dela, atingir a expectativa que ela deseja. E também o desafio do próprio mercado. Muitas das vezes, a visualização 3 dela não é reconhecida como um item importante do processo. muitas vezes ela é deixada de lado porque eu tenho uma pressa em desenvolver o projeto a gente vai pular essa parte e muitas vezes ao final do projeto tem-se o feedback não muito bom sobre, ah, eu pensei que era isso e foi me entregue outra coisa. Então, assim, esse deixar de lado a visualização 3D também é um desafio.
Então, Bruno, aí a gente vive, como a gente estava conversando fora das gravações, a gente vive aquela questão do... da educação, de educar. Então, como eu falo, a gente aqui no Constitutivcast tem a missão de transformar a construção civil no Brasil através da educação. E muitas vezes, esse educar, a gente fica muito sozinho. Nem sempre a gente tem o apoio da indústria, a gente tem o apoio do mercado, porque eles querem, muitas vezes, resultados rápidos. Ah, eu prefiro fazer uma ação numa TV aberta pra ter muita visibilidade, mas qual que é o público que eu tô atingindo? Entende? Muitas vezes essas empresas, essas pessoas, elas não tão, assim, atentas pra essa questão de, peraí, quem que é o público que eu quero atingir? Qual que é o meu nível de comprometimento que eu quero, que eu quero, né, enquanto empresa, enquanto fornecedor, ter? com o meu cliente final. Então, a gente tá fazendo aqui um movimento com o intuito de mudar essa realidade, né? Por isso que eu falo, educar leva tempo, leva paciência e esse fato que você traz, que também é do brasileiro. Ah, mas eu tenho pressa.
Exato.
Pra começar esse projeto, pra entregar. E eu tive um caso aqui, na verdade, vários casos de pessoas que, ah, Paulo, vou entregar esse projeto em seis... Preciso desse projeto em seis meses. Então, eu já contratei isso, isso, isso. Falou, ó, dá uma segurada, faz isso que você pode ter esse projeto em oito meses, né? Contando a parte de projeto, né? O papel aceita tudo ali, você vai discutindo as ideias. Ah, não, não dá. E se não dá, um ano e dois meses depois, eu tô conversando com a pessoa, a pessoa desesperada porque aquela obra ainda não foi entregue. Entende? Então, Bruno, você tem um papel, muitas vezes, importante de convencer essa pessoa, de mostrar pra ela, ó, você investe aqui, Aqui você consegue visualizar, você inclusive ter certeza de se esse fornecedor de fato tá fornecendo esse material que muitas vezes tá especificado naquele projeto. Você consegue visualizar, né? Hoje, através de biblioteca BIM, a indústria tá fornecendo essas informações. Então, acho que a gente consegue aí. Juntos, né? Se a gente tiver mais união, a gente consegue transformar de alguma forma.
Sem dúvida, é o que eu vejo de importante sempre. Muitas vezes as pessoas não se preocupam em dar ênfase a um projeto, desenvolver algo visual mesmo para que ela veja aquilo que ela deseja, e esse processo requer um refinamento constante, porque você vai fazendo revisões. é um material específico? Ah, ele é compatível com o material Z, Y. Então, assim, você vai testando. Ah, eu vou usar um ACM. Ah, não, eu vou usar um material de concreto. Então, o que conversa com o quê? Até eu atingir aquilo que o cliente deseja. Então, assim, muitas vezes isso é deixado de lado, mas na entrega final, isso vira um problema, porque eu pensei num visual tal para a fachada de uma casa, a fachada de um empreendimento. você deixou essa etapa que é tão importante quanto um projeto executivo de lado e, ao final, muitas das vezes você fica frustrado com aquilo. Então, assim, talvez eu vou estar aqui puxando sardinha para o meu lado, né?
Não, eu acho que assim, não é o caso aqui, porque aquilo que eu estou falando, né? A gente está discutindo uma realidade do mercado. Então, quantas pessoas eu... Esse era um tema que eu sempre quis trazer, Bruno, porque quem acompanha o nosso canal, como você sabe, a gente vive muito em obra, mas eu também convivo com muita gente que é leiga, que tá o tempo todo frustrada, muitas vezes, com o projeto que recebe. Está circulando uma imagem de um projeto industrializado. Assim, é triste ver uma realidade daquela, porque empresas fazendo muito marketing, mas não tem comprometimento com entrega. E a partir do momento que essas pessoas que estão contratando consegue ter uma realidade, um projeto real, é isso que você vai ter, ela não vai aceitar um projeto daquele jeito.
Exato.
Então é esse o nosso papel aqui no Constricast, é por isso que a gente defende a industrialização da construção, mas não a industrialização a qualquer custo, porque cada obra pede um tipo de material específico. Tem obra que pede um aço, tem obra que pede uma madeira, tem obra que pede um concreto. Então, a partir do momento que a nossa audiência começa a ter noção, um pouco de noção, ela não vai, ah, tudo bem, eu vou aceitar um projeto só em concreto, mas por quê? Por que só em aço? Por que só em madeira? Por que só em light steel frame? Então a gente começa a ter conhecimento, e conhecimento é poder.
Perfeito. E, assim, a gente falando aqui de indústria, mas muitas das vezes um projeto 3D ali é um cliente mais simples, aí é uma casa que sonha, aí é um espaço interno que sonha. Então, assim, ao desenvolver isso, olha, você apresenta o sonho para aquela pessoa. E, sendo desconsiderado, pode ser que futuramente vire uma frustração para ela. Então, assim, essa parte de desenvolver É muito importante, porque você tá mexendo com pessoas. Ah, eu tô trabalhando com empresas. Ah, deu errado, a empresa pode fazer ali, né, uma revisão do projeto ali, demolir. Mas e se é alguém que tá investindo ali o sonho que ela tem? E ela, ao final daquilo, fica frustrada. Então, assim, eu entendo que essa parte da comunicação através da visualização 3D, ela é de suma importância nos projetos.
Bruno, e pensando ali no arquiteto, no engenheiro, quais os benefícios que essa visualização 3D traz para esses profissionais?
O que eu penso disso? Primeiro, você vai mostrar para ele realmente aquilo que é o desejo, é o projeto que o cliente quer, ao final. Mas também ajuda ele tecnicamente. Ah, ele está desenvolvendo uma parte daquele projeto. Ah, peraí, eu não entendi muito bem o que está na planta arquitetônica aqui, como que essa estrutura está aqui fixada. o material aqui, ele foi fixado como? Então, através do 3D, eu consigo ver ali, o material aplicado ali na realidade. Eu faço um teste aqui, será que está realmente atendendo aquilo ali? Vai funcionar? Então, isso ajuda, tecnicamente, visualmente, às vezes, um leigo fazendo uma leitura de um projeto, ele não vai conseguir ver, mas a partir do momento que ele tem um projeto 3D ali para ele ver, ele já consegue entender a despeito daquilo que está desenhado ali numa planta baixa.
O corcho está distribuído, né?
Exatamente.
Bruno, e quais tipo de projetos, qual que é mais impactante no sentido de evitar problemas futuros, assim?
Olha, eu acredito assim, Paulo...
Quando eu falo problemas culturais, de comunicação, tá?
Sim, sim. Olha, todos os nichos que você cita, eles têm pesos, mas quando a gente pega em custo final, né, quando a gente imagina um custo final, a gente tá falando aí de grandes empreendimentos, ah, é um galpão logístico, ah, é um... um prédio comercial, então assim, são produtos, vamos falar assim, que qualquer erro vai ter um custo muito acima para a correção. Então assim, são projetos de grande impacto, que qualquer erro pode inviabilizar talvez até mesmo a obra. uma porta que foi num galpão logístico, a leitura errada, e ela foi instalada num local que ali seria uma acessibilidade, talvez, seria um local específico de locação de carga. Então, assim, tem um peso muito grande, o residencial, o comercial. Então, cada um na sua esfera, mas eu acredito que esses grandes empreendimentos, o custo final, Vai ser preocupante.
Vai ser mais preocupante. E falando agora um pouco de mercado e transformação digital, que a gente está vivendo agora, acho que nunca viveu tanto o boom de tecnologia. Então, eu queria entender de você como a tecnologia 3D tem ajudado a acelerar aprovações e tomada de decisão.
Então, a gente vai pegar grandes empreendimentos, o impacto maior é para investidor. muitas vezes vai apresentar o projeto, uma construtora vai apresentar uma ideia de um grande empreendimento logístico, por exemplo. Muitas vezes quem está à frente desse projeto é uma área mais corporativa, que não tem tanto essa visão em campo. Então, ao apresentar esse 3D bem modelado, é bem detalhado, com foco naquilo que é, assim, o know-how daquele cliente, né? Olha, o impacto é direto, é direto.
Bruno, e essa visualização 3D, ela colabora muito, de forma significativa, na venda, né, desses empreendimentos, das construtoras e incorporadoras?
Sem dúvida, se você pegar hoje o mercado, existem grandes players que o foco deles está no desenvolver esses projetos. Muitas das vezes você pega um empreendimento comercial, residencial, por exemplo. Todo empreendimento é vendido antes até mesmo dele ser construído. Tamanha a qualidade, a expectativa daquele público ali, que aquele projeto quer atingir. Então assim, a visualização é fundamental. Como diz, você nem construiu ainda, mas você já está recebendo o investimento ali para que você comece a desenvolver aquele projeto.
E pensando nesses pequenos escritórios de arquitetura, a gente tem aí muitos escritórios pequenos e eles fazem uma quantidade de obra significativa pelo Brasil inteiro. Não é à toa que 10% dos arquitetos de todo o mundo está no Brasil, razão pela qual eu gostaria muito de trazer agora essa pergunta. Como esse escritório de arquitetura que não tem muitas vezes condição de ter ali uma área 3D nessas empresas para facilitar essa venda de projetos e a visualização desse cliente final que ela está tentando vender, o que você pode trazer de dica pra esses profissionais? Muitas vezes é a pessoa que não tem um escritório fixo, trabalha de casa, acaba fazendo tudo, né? Enfim...
É, eu acredito assim, é talvez buscar parcerias. Por exemplo, é algo que eu aplico muito hoje, né? Eu sou muito orgânico, por exemplo. Então, é a oportunidade. Então assim, eu vou buscar uma parceria com alguém, eu tive uma oportunidade de conversar com alguém e ali eu apresento um projeto e trazer essa unidade mesmo para esse corpo. vamos dizer assim, de arquitetura, de construção, você poder oferecer algo, apresentar algo ali, mesmo que em um primeiro momento você não receba nada por aquilo, mas é um processo de parceria que a gente precisa de ter. Eu vou, de alguma forma, doar para que, quem sabe, no futuro eu tenha um retorno. Então, assim, eu acredito que é por meio de parcerias. Muitas das vezes, um escritório pequeno, ele não tem uma oportunidade de contratar um profissional ou está até mesmo no processo de desenvolver esse profissional, que às vezes é ele mesmo, mas os projetos estão chegando e eu não consigo atender. Então, eu acredito que uma parceria seria fundamental.
É, dica importante. Foque naquilo que você sabe fazer melhor, que você consegue melhor, fazer melhor e traga parceiros pra fazer esse tipo de entrega, né, que requer muito tempo e atenção. Antes de falar de processos, ferramentas e tendências, eu quero falar pra você que quer acompanhar esse episódio completo, mas tá pelas redes sociais, ó, vai lá nos canais do Constrycast, no YouTube, no Spotify e acompanha o episódio completo. Bruno, agora tem uma pergunta aqui bem interessante. Como funciona, na prática, o desenvolvimento de um projeto 3D, desde a concepção até a entrega? Essa pergunta é importante.
O processo ele se dá muito primeiro num conceito que é apresentado e a partir desse conceito de acordo com o tipo de projeto que eu vou desenvolver através dessas ferramentas 3D que hoje a gente tem Um campo vasto, a gente tem muitas ferramentas aí que vão, que nos ajudam, na verdade, bastante. Então, eu já tenho ali, muitas das vezes, sites que você já tem esses blocos prontos de marcas específicas. Então, é você também ter uma biblioteca. A partir disso, eu monto uma biblioteca. uma biblioteca para atender esse meu cliente conforme a necessidade dele e a partir disso eu vou incluindo outras ferramentas e aí para cada projeto eu tenho um tipo de ferramenta que vai me atender melhor eu sempre gosto de dizer assim né e aprendi também que não tem a melhor ferramenta. A melhor ferramenta é aquela que se adapta ao seu trabalho, ao seu nicho, à forma com a qual você trabalha. Então, hoje, a gente tem no mercado diversas ferramentas que vão nos auxiliar. A gente tem BIM, a gente tem SketchUp, a gente tem renderizadores poderosos para atender cada nicho específico. E hoje também a inteligência artificial. A gente tem algumas ferramentas que são muito boas, que facilitam bastante o nosso trabalho também. Então, a gente tem tido um retorno muito positivo dessas ferramentas.
Não, bacana, eu já aproveito, você que quer saber mais não só sobre as ferramentas, mas até sobre o trabalho do Bruno, tem uma matéria super legal do Bruno e com o portfólio dele no portal Hub e Construção, então você pode ir lá e verificar não só o Bruno, mas outros profissionais lá gerando conteúdo qualificado para o setor da construção civil. Então, não dá para se enganar, gente. Tem aqui o ConstriCast, tem o portal Hub Construção, que é o maior portal de comunicação da cadeia da construção. E se tiver um conteúdo que você está atrás, mas não encontrou, manda um direct que a nossa equipe vai produzir pra você um conteúdo direto pra você que vai ajudar várias outras pessoas. Agora, mais uma pergunta, né? A gente tem, queria entender agora, quais são as tendências que você enxerga para os próximos anos? Falando em realidade aumentada, inteligência artificial, gêmeos digitais, enfim, falando agora de tendência.
Certo. No caso de inteligência artificial, a gente tem a facilidade hoje em desenvolver vídeos a partir de imagens. Então, é um caminho que não tem mais volta, eu acredito. Lógico, aí talvez eu vou estar filosofando aqui, tá Paulo?
É verdade, eu adoro filosofar.
Eu acredito assim, essas ferramentas, sem sombra de dúvidas, elas nos auxiliam demais, facilitam demais o nosso trabalho. Muitas das vezes, hoje você tem ferramentas de inteligência artificial que antes, para eu renderizar uma imagem, talvez eu teria que ficar ali meia hora para renderizar uma imagem, em um formato maior para o cliente, por exemplo, um 4K, um 8K, e aquilo dentro do meu processo de desenvolvimento do projeto. Se algo tivesse errado ali, eu teria que pegar mais meia hora para fazer de novo. Hoje eu consigo trabalhar numa imagem, numa qualidade menor, mas por meio de uma ferramenta de inteligência artificial, eu consigo trazer ela para essa alta resolução em segundos, Então, isso é um caminho sem volta que facilita demais. Porém, eu entendo assim, aquilo que a gente como humano tem, a inteligência artificial vai nos ajudar em diversas coisas. Ela vem para facilitar a nossa vida. Mas aquilo que a gente tem, acredito eu, o nosso olhar, o perceber do outro, isso vai ser sempre essencial para desenvolver projetos.
Nenhuma inteligência artificial substitui. Isso é fato. Portanto, isso não é filosofar. Eu acredito... Tanto é que tem gente preocupada com a IA, com o avanço da IA, e eu fico me questionando. O que você está fazendo para eliminar essa preocupação? Porque nenhuma tecnologia substitui o olhar humano. Então, a gente tem que usar o tempo todo a tecnologia Como meio, né? Porque se ela tem igual... Outro dia eu recebi um e-mail feito por IA e embaixo coloca o nome da pessoa. Entende? Então, imagina esse nível de profissional.
Sim.
Tá. Então, é um alerta aqui. Foi muito importante essa parte que você traz aqui. Agora, eu tenho aqui uma outra pergunta que é de... Na verdade, desafios, né? E experiência. Eu queria que você falasse agora de cases que você apresentasse, falasse de alguns cases.
Eu acho que um dos últimos projetos que eu desenvolvi de um porto, parte, porque ainda é um projeto que está em desenvolvimento, parte de um porto, um intermodal, foi um grande desafio, porque é algo novo para mim. Então assim, o nível de detalhe que o cliente desejava ali, o foco nas áreas, o detalhe de entrada desse empreendimento, o próprio galpão ali dele e os detalhes, as minúcias de cada, o estacionamento, como é que ele vai... funcionar, eu tenho o gate de entrada ali, e eu tenho o prédio principal com a logo da empresa, como que o cliente chegando ele vai ver essa entrada, como é que vai ser o foco dele ali, então assim, pensar nessa solução foi um grande desafio, e lógico, sendo uma área diferente de atuação minha, Foi, assim, um grande desafio atender esse cliente, né? Tive, obtive sucesso até então naquilo que ele me deu de feedback, mas foi um grande desafio.
É, projeto portuário é desafiador, porque, enfim, se envolve a questão logística, né? Também de uma forma que as pessoas visualizem onde vai circular cada coisa ali, realmente é bem desafiador. E projetos, assim, menores?
Projetos menores. Na verdade, foi uma primeira experiência que eu tive numa empresa de logística, onde eu apresentei para eles um stand. com a marca da empresa. A empresa não tinha esse desejo de desenvolver algo nisso, para uma feira, por exemplo. E aí eu tive a oportunidade de vender essa ideia, sendo uma empresa de grande porte, ela podendo participar de uma grande feira. Então eu tive o privilégio de poder apresentar esse projeto. Ele foi bem quisto ali pela empresa. A gente teve um retorno muito positivo. E a minha expectativa, assim, é que em algum momento esse projeto saia do papel e esteja aí em uma feira, se Deus quiser.
Bruno, e uma última pergunta, a gente já está chegando no final. Como você equilibra técnica, criatividade e eficiência na entrega dos seus projetos?
Olha, Paulo, é assim... É até difícil responder isso, mas o que eu procuro sempre nos projetos é desenvolver com muita tranquilidade. Lógico, a técnica não pode faltar, o conhecimento técnico não pode faltar, mas sempre no desenvolver os projetos, buscar atenção durante o processo de desenvolvimento, Sempre buscar junto ao cliente que estou desenvolvendo o máximo de informação possível, se possível sentar com ele para conversar mais de uma vez se necessário, para pegar o máximo possível de informação para que durante esse processo de desenvolvimento chegar naquilo que ele deseja. Então, por meio dessas ferramentas que eu posso hoje, em tempo real, fazer as modificações. Então, isso facilita muito. Ah, não, eu quero que faça... Ah, eu mudo esse imobiliário aqui de lugar. Então, ali em tempo real também, que essas ferramentas nos dão recurso, isso faz toda a diferença para desenvolver um projeto e entregar com a máxima qualidade e atendendo ali o desejo do cliente.
E aqui a gente tem a dica com o Street Cash. Que conselho o Bruno daria para quem está começando nessa área se destacar no mercado?
Olha, eu acredito que é perseverar. Perseverar, não desistir. Como você bem colocou ali, a gente está falando agora de inteligência artificial. A gente vê tanta coisa aí, e aí você fala, não, para que eu vou aprender alguma coisa se a inteligência artificial já vai me substituir? Eu acredito que é perseverar. Porque uma hora, a sua perseverança vai gerar um resultado. Então é não desistir, é buscar, mais uma vez, ferramenta. Temos diversas ferramentas. É você tentar entender aquela que te atende melhor. Você viu que aquela ferramenta te atende, olha, aí é dedicação. E aí é você buscar referências profissionais na área que estão sempre dispostos a ajudar. A gente tem diversos profissionais de excelência que estão sempre disponíveis para tirar dúvida. Então, eu acredito que é perseverar e assim, é um processo. É não declinar do processo, porque muitas das vezes a gente quer pular etapas. A gente, ah, não, eu já quero pronto para amanhã. E não é assim, é um processo longo, muitas vezes, para gerar... Você tem que suportar esse processo.
Exatamente.
Muitas vezes a gente vai se sentir pressionado, mas a pressão, uma hora ela vai acabar, porque você vai atingir e o resultado vai vir. Eu acredito muito nisso, ele vai vir com o tempo.
Bruno, no início desse bate-papo, você falou sobre a importância desses pequenos escritórios de arquitetura investirem em parcerias, para a gente ter bons projetos. e melhorar essa parte de visualizar aquilo que está sendo entregue, que vai entregar para o cliente final. Nessa medida, o que você pode fazer, pode auxiliar, contribuir pensando nesses profissionais, pensando, imaginar uma indústria que desenvolveu um produto, e ela precisa, muitas vezes, ter uma visibilidade desse produto que, às vezes, está em projeto. Como que você pode ajudar essas empresas? E aproveito para falar que o seu contato estará em todas as nossas redes, onde esse episódio estiver disponível.
É fazer contato mesmo, é ali, é buscar esse profissional no mercado ali. e apresentar para ele a sua ideia, e a partir disso, a gente tentar montar essa parceria talvez, mas num primeiro momento mostrando para ele, olha, eu estou num processo de teste, que é desafiador tanto para mim quanto para você, porque talvez num primeiro momento você não vai ser remunerado por aquilo que você está desenvolvendo, mas que num futuro, você vai ter um retorno. Então, lógico, a gente tem que entrar num consenso, num comum acordo, algo de total transparência. A gente precisa de ser transparente em todos os nossos processos. Isso é algo imprescindível na nossa vida, em qualquer área. Mas falando disso, de, ah, eu vou desenvolver um produto, Eu acredito que é isso, é você trabalhar com a transparência ali com o cliente, com o profissional que vai fazer, e você como cliente, caso você venha a ter um retorno no futuro, olha, eu vou buscar esse profissional que lá no início estava comigo.
É isso que é importante, a gente construir parcerias e ser claro com a comunicação desde o início. Dito isso, agora é uma pergunta muito de comprometimento. A gente vai ter agora a Expo Consumo Offsite nos dias 3, 4, 5 e 6 de junho no Sambódromo A&B. Para quem não conhece o Sambódromo A&B, é onde acontece o desfile das escolas de samba do Carnaval de São Paulo. Bora fazer um projeto do nosso estúdio, 3D, visualização, para o nosso público conhecer um pouco do seu trabalho?
Tá mais que fechado isso.
Quantos dias a gente vai começar esse processo hoje do 3D e quantos dias a gente pode representar para o nosso público?
É, Paulo, conforme a gente finalizar as etapas, talvez uns cinco dias. Acredito. Vou pedir uma semana para a gente alinhar tudo certinho, mas eu sempre busco com os meus clientes entregar antes do prazo estipulado. Então, da minha parte, você pode esperar que eu vou entregar no menor prazo possível e com a melhor qualidade possível.
Então, provavelmente, o nosso estúdio com visualização 3D vai sair, basicamente, junto com este episódio. Então, Bruno, tem mais alguma coisa que eu deixei de perguntar, que você gostaria de falar aqui?
Paulo, na verdade, eu só gostaria mesmo de agradecer vocês aqui, o Matheus, né? A Gabi você pela oportunidade mais uma vez como eu citei não tô aqui fazendo média tá Paulo? Pra mim é incrível tá aqui eu não tô acreditando até agora em tá aqui com vocês de ter sido convidado realmente assim né? Eu acredito muito em Deus e Deus levanta pessoas pra nos abençoar. Então eu tô sendo aqui abençoado por vocês né? É um Espero, de alguma forma, ter contribuído. De alguma forma. E eu só tenho mesmo a agradecer, Paulo. É incrível estar aqui mais uma vez. E, cara, muito obrigado mesmo a vocês, da forma que vocês me receberam, me receberam super bem durante todo o processo, sempre muito gentil comigo, sempre é disponível. Então, assim, obrigado mesmo. Eu, assim, estou sendo muito abençoado, tendo o privilégio aqui de estar com vocês. Obrigado mesmo.
É, Bruno, a gente fala, né, que nós somos a voz da Constituição Civil e, de novo, pra gente também é gratificante ter você aqui. É um cara que faz a diferença no setor e aqui no ConstriCast a gente tá olhando pros profissionais, pros bons profissionais, tá? Então, a gente não tá olhando pras pessoas que têm mídia. Eu costumo dizer que se aqueles profissionais do dia a dia de obra forem ouvidos, eles fazem coisas extraordinárias. As pessoas só precisam ser ouvidas. E isso vai fazer toda a diferença no setor que eu falo. A gente quer transformar a construção civil através da educação. A gente precisa de profissionais assim como você e de tantos outros que estão aí nos canteiros de obras só precisando, de um detalhe, ser ouvido. Então ouçam as pessoas que estão aí no dia a dia das suas obras, nas suas empresas, que elas têm coisas extraordinárias para contribuir com o mundo. E o que você trouxe aqui foi um conteúdo para mim. extraordinário. Você foi claro com o que você trouxe de informação e eu tenho certeza que ajudou muita gente, tá? Obrigado mesmo. Muitos passam, não comentam pelo conteúdo, mas eu tenho certeza que eles foram tocados e de alguma forma saíram desse conteúdo com muito conhecimento para usar no futuro ou já estão aplicando durante o momento em que estão ouvindo ou assistindo esse episódio.
Perfeito.
Tá, Bruno? Obrigado mais uma vez. Espero que... esse conteúdo, de fato, chegue no maior número de pessoas, que as pessoas que estão assistindo ou ouvindo, compartilhe com outras pessoas. E dessa forma, a gente está plantando um pouquinho, transformando algumas pessoas para que essas pessoas transformem a vida de outras pessoas. Parece redundante.
Não, perfeito, Paulo. Muito obrigado. Eu que agradeço aqui, mais uma vez.
Isso aí, e vamos transformar a construção civil através da educação. Esse é o propósito, é a missão do Constricast. Eu conto com você para seguir nesse desafio junto conosco.
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