Ep.12 AMA 1
30 Mar 2023 · 33 min
Podcast episode (Ep.12 AMA 1) hosted by Madeleine (Strasbourg Coaching) answering listener questions about money and family. Covers: whether children should be expected to support aging parents (focus on expectations, transparency, and legal context in Brazil), practical steps to cope with high inflation (mindset, limit media, budgeting, conserve and prepare), and how to involve children in financial conversations age-appropriately. Emphasizes planning (recommendation to save for retirement), open family communication, and faith-informed mindset.
Questions this episode answers
March 30, 2023
About 15% of your annual salary
Article 229 of the Brazilian Federal Constitution
Chapters
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá pessoal, aqui é a Madeleine do Strasbourg Coaching e vocês estão ouvindo o podcast O Dinheiro Não É O Seu Problema. Eu uso o que mais amo, minha fé suje, o bom senso do plano do Dave Ramsey e as ferramentas de coaching pessoal da Brooke Castillo para ajudá-los a identificar e superar os verdadeiros problemas por trás dos seus revésios financeiros. Olá furiosos, bem vindos a mais um episódio do Dinheiro Não é o Seu Problema Podcast. O formato do episódio dessa semana vai ser um pouquinho diferente. Em vez da gente discutir um assunto, ou de eu ter uma convidada pra gente bater um papo. Eu resolvi selecionar algumas perguntas que algumas clientes minhas já fizeram e também algumas postagens que eu vi na internet de algumas situações que relativamente são comuns entre as pessoas. Vocês são prontos? Vamos começar com uma pergunta sobre aposentadoria. Pais envelhecendo, os filhos crescidos e como lidar com essa situação quando o dinheiro está envolvido. Para muitos pais, os filhos são seu plano de aposentadoria. É errado exigir que os filhos sustentem os pais? Esse é um problema que, tecnicamente, não é só sobre o dinheiro. Na verdade, é relacionado com as expectativas que as duas partes têm, dos pais e os filhos. Vamos supor que os pais Tiveram sempre na mente que eles fazem tudo para os filhos. Que tudo que eles tiveram era para os filhos. Sempre colocaram os filhos em primeiro lugar. Às vezes eles esperam que os pais sejam a prioridade dos filhos quando eles cresçam. e até contam com eles pra sustentá-los pro resto da vida. Eu fiz tudo por você, eu paguei tudo por você, então nada mais justo você fazer de volta pra mim. Isso cria uma situação muito difícil, porque os filhos, teoricamente, vão falar que eles não participaram dessa decisão, eles não pediram pra nascer. Não foi um acordo, você faz por mim e depois eu faço por você. Isso não foi feito. Quando os pais decidem ter um filho, Eles não decidem baseado no que os filhos vão trazer pra eles em termos de finanças e tal. Eles decidem ter um filho porque eles querem ter um filho. Então, quando eles põem na cabeça, os pais põem na cabeça o que os filhos devem pra eles, aí cria-se um problema. Percebe que não é o dinheiro que é o problema. O problema é a história que eles contam para si mesmos. Tantos os pais quanto os filhos. Então como resolver isso? Errado não é querer que seus filhos paguem suas contas. Ou esperar que os filhos vão cuidar de você durante a sua velhice. Não é errado. Mas o que está sendo criado aqui são expectativas. E essas expectativas podem não estar sendo condizentes com a realidade. E aí é que vem o problema. A pessoa fica com aquilo na cabeça, espera demais, se ressente, dos dois lados, do lado dos pais ou do lado dos filhos. Bom, tudo bem. E aí, fazer o que com isso? Bom, na realidade tem duas maneiras. Uma, se o filho decide ajudar os pais, então é importante que tenha essa transparência entre os dois lados. Os pais sejam dispostos a mostrar a situação financeira deles. onde dinheiro está saindo, qual dinheiro está entrando para que possa se determinar qual é a verdadeira necessidade da família. E do outro lado é a situação dos pais aceitarem a ajuda dos filhos, aceitarem os filhos virem e ficar sabendo dessa parte financeira deles. É importante salientar também que às vezes os filhos não têm condições de sustentar os pais. E é importante, porque se eles não conseguem nem sustentar ou tem o sol suficiente para sustentar a própria família, não é uma questão de ser má índole de não querer ajudar os pais, simplesmente eles não têm essa possibilidade financeira de ajudar. E muitas vezes cria-se outro problema. Os pais fazem o filho se sentir mal. Isso existe? Não. Os pais fazem comentários. O pai ou a mãe fazem comentários de como o filho não está ajudando, de como eles precisam da ajuda e que eles fizeram tudo por aquele filho. Na verdade, eles estão tentando manipular a situação. Se a pessoa tem condições de ajudar e está disposta a ajudar, Então é um win-win para os dois lados. Todo mundo fica bem, só precisam decidir exatamente quanto dinheiro, qual ajuda e outros detalhes. A situação fica mais complicada quando os filhos ou o filho ou a filha não tem condições de ajudar e não pode ajudar. E tem os pais, o pai ou a mãe ou os dois falando para eles assim. Puxa, eu fiz tudo isso por você. Puxa, eu dei a minha vida para você. E o filho Recebe essas palavras e faz se sentir como um filho ruim por não estar fazendo o que o pai ou a mãe está pedindo. Perceba que não é o pai ou a mãe que está fazendo o filho se sentir mal. As palavras são neutras. é o que a gente faz elas significarem a respeito da gente mesmo. Então no caso desse filho ele está ouvindo as palavras da mãe ou do pai dizendo que ele não está fazendo a parte dele como filho. Eu sou um filho péssimo porque eu não estou fazendo isso que meus pais estão pedindo. Lembre-se nós não podemos controlar as outras pessoas. No caso esse filho ou essa filha não podem controlar o que os pais falam, mas eles têm a capacidade mental de poder ouvir as palavras e não fazer significar nada ruim a respeito deles. Se eles não têm capacidade financeira de poder ajudar ou se eles não querem ajudar por algum motivo, então eles são responsáveis de ouvir o que foi falado e decidir o que fazer com aquela informação. conscientemente decidir que aquilo não diz nada sobre a pessoa que eles são. Eu falando até parece que é fácil, né? Não é fácil, mas é possível. E com prática você chega lá. A gente escuta as pessoas falando e mostrando pra gente quais são as expectativas que elas têm da gente todos os dias. E temos várias oportunidades então pra gente praticar e não aceitar que tudo que elas falam é verdade, ou que elas estão falando representa exatamente que nós somos. Na verdade eu aprendi um pensamento que é muito legal, que sempre me vem à mente quando alguém não vê o que eu fiz, que foi uma coisa boa, ou me acusa de alguma coisa, ou interpreta algo que eu fiz de uma maneira diferente. O pensamento que vem pra mim, que me ajuda muito, é eu permito que as pessoas estejam erradas a meu respeito. Dessa maneira, eu entendo que mesmo que eu fiz algo e foi mal interpretado, ou eu fiz algo e a pessoa não viu o que eu fiz e está me questionando, ou acha que eu sou uma pessoa péssima e me falou um monte de abobrinha, um monte de coisas ruins, eu penso comigo, eu permito que essa pessoa esteja errada ao meu respeito. A gente não vai conseguir convencer os outros de qualquer coisa. Então, o melhor é aceitar. Aceitar que a pessoa pode estar errada ao meu respeito, aceitar que a pessoa pode ter outra opinião, aceitar que a pessoa não goste de mim, aceitar que a pessoa é quem ela é. É a opinião dela e acabou. Quando a gente decide fazer as coisas, por um motivo que faz sentido pra gente, não vai ter ressentimento, de um jeito ou de outro. Ou fazer o que a pessoa está pedindo, ou não fazer o que a pessoa está pedindo, mas sendo verdadeiro aos seus valores, ao que você acha certo, é a melhor maneira de você ficar num espaço mais neutro e um espaço de aceitar outra pessoa mais fácil. E lembre-se, o ressentimento é em relação a você. tá bom? Não é outra pessoa. Outra pessoa pode ficar ressentida com você, não tem jeito. Você não pode controlar a emoção da outra pessoa. Mas eu vou te falar, eu achei uma coisa muito interessante aqui. Cuidado, tá? Se você mora no Brasil e você tem os pais que estão querendo pedir dinheiro pra você, tenha um cuidado. Porque há casas de pais que entram na justiça pra pedir dinheiro aos filhos através de pensão. É Na Constituição Federal tem um artigo, o artigo 229, que diz, os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores. Em contrapartida, aos filhos cabe o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidades. O auxílio é solidário, que significa que embora todos os filhos tenham a obrigação legal de ajudar os pais, a ação poderá ser movida somente contra o que tiver a melhor situação financeira. O não pagamento de uma pensão estipulada pela justiça pode resultar na prisão do filho inadimplente. Olha isso! No entanto, caso fique comprovado que os familiares não têm condições financeiras de suprir essa necessidade, a responsabilidade passa para o Estado e cai na conta do INSS. E sabe qual a melhor maneira de você não estar nessa situação no futuro? no caso você sendo o pai e você tendo seus filhos e não esperar que seus filhos cuidem de você, é planejar a sua aposentadoria agora mesmo. E como você faz isso? Bom, primeiro paga todas as suas dívidas junto ao seu fundo de emergência e daí você começa a investir no plano de aposentadoria. Quanto você precisa investir? A minha recomendação é 15% do seu salário anual. E se você continuar investindo por 20, 30 anos, você vai conseguir se aposentar com dignidade e não vai ter que precisar de ninguém sustentar você. Talvez você pense que ainda é muito cedo para pensar nisso agora, mas é muito importante, porque o tempo aqui é o seu amigo. O tempo é que vai fazer o dinheiro crescer. E a sua consistência de investir todo mês também. Essa é muito importante. Eu já falei para vocês que a minha filha mais velha já falou que ela não vai tomar conta da gente, que ela não quer saber. Eu estaria sendo muito burra e insensata se com ela falando isso pra gente, eu esperasse que no futuro ela mudasse de ideia e tomasse conta de mim. Na verdade, eu não estou disposta a pagar o preço de chegar até lá e descobrir que era verdade, que ela estava falando a verdade, que ela não quer cuidar da gente. Então, o importante é mesmo eu ter um plano. E o plano não é esperar meus filhos cuidarem de mim no futuro. Vamos lá, vamos para a segunda pergunta. A segunda pergunta que eu tenho aqui é, que a inflação está alta, todo mundo sabe, mas o que fazer para pagar as contas e ainda sobrar dinheiro? Vamos analisar essa situação de uma maneira, primeiro nós vamos fazer bem macro, bem ampla e depois a gente vai chegar bem focada nela mesmo. Olhando no geral de tudo, se a gente tem uma visão da vida como uma coisa eterna, como um processo de aperfeiçoamento, todas as dificuldades que a gente tem aqui na Terra, o que a gente passa, coisas que acontecem no mundo, elas fazem parte do nosso crescimento e fazem parte da nossa experiência aqui na Terra. E apesar de a gente não querê-las, durante os momentos difíceis é quando a gente desenvolve várias características que a gente não desenvolveria de outra maneira. Nesse momento a gente identifica alguns buracos nas nossas crenças e a gente questiona, mas ao mesmo tempo a gente pode restabelecer e vir com uma fé muito mais forte ou desenvolvê-la pela primeira vez. Às vezes a gente questiona Deus, Pai Celestial, pelas coisas que estão acontecendo, o momento que estão acontecendo, por que algo não está acontecendo do jeito que a gente quer, por que isso está acontecendo no mundo, tantas desgraças, tantas coisas horríveis. E mesmo a gente sabendo que isso vai fazer parte da nossa experiência aqui na Terra, ainda assim é bem difícil. E mostra claramente que existe a presença do adversário sobre a terra também. Agora que a gente já estabeleceu essa eternidade da terra, esse plano, então vamos focar aqui de volta na inflação, certo? Todo mundo tá vendo os preços mais altos no mercado, os preços do combustível, Preços de tudo estão muito altos, fazendo com que a gente perca esse poder de compra que o nosso salário antigamente dava, que agora não dá mais. A minha primeira sugestão para você, então, é a seguinte. Primeiro, pare de ficar assistindo só o canal de notícias. Se você passar o dia inteiro consumindo somente as notícias, a sua cabeça vai ficar super cheia, muito mais preocupada e vai te trazer uma ansiedade danada. Eu posso estar errada, mas eu não acho que isso vai te ajudar a resolver os problemas que você tem na sua frente. É bom estar informado, é importante estar informado e saber o que está acontecendo. Ao mesmo tempo, você tem que ter um limite de quanto tempo você vai passar consumindo essas coisas. Porque, como nós sabemos, a mídia, eles têm que chamar atenção, eles têm que atrair o público. Então, o que atrai o público é desgraça, é coisa ruim. O quanto mais chocante e sensacionalista, mais atrai as pessoas. Parece mais relevante para o nosso cérebro quando algo causa uma emoção muito forte. sabendo disso, dessa nossa disposição humana de ser atraída para essas coisas que causam emoções mais fortes, das coisas negativas. Então os produtores desses canais de notícia, de televisão, eles vão usar isso para atrair mais telespectadores ou uma maior audiência. E isso é o que traz dinheiro. E eles vão continuar usando isso. Então você tem que outsmart them e fazer uma decisão consciente de quanto tempo você vai passar assistindo esses canais ou esses programas. A minha segunda sugestão seria estabelecer um plano de ação. Então, vamos lá. O primeiro passo desse plano de ação seria pare e tente dar um passo pra trás e olhar pra situação de uma maneira mais objetiva. Como que a gente faz isso? É tentar olhar pra situação sem se envolver na emoção, fora da emoção. Então, se é necessário, dá um passo pra trás, literal, para você se pôr naquele frame of mind. E aí você olha para a situação. Bom, qual é a situação de verdade? Quais são os fatos? Esquece o que as pessoas estão falando e preste atenção nas coisas que estão em sua volta. O aumento do combustível, o aumento das compras no mercado, se está podendo comprar menos, o aumento na conta de luz, de água, de gás. Daí você vai olhar para o quanto de dinheiro que você está trazendo. Então você sabe o seu salário, você sabe quanto você vai receber e analisa a sua situação em termos de trabalho. Se tá com perigo de perder emprego, tem outras pessoas que já perderam emprego de você no mesmo andar ou no mesmo setor. E se você for casado, analisa a mesma coisa em relação ao seu cônjuge, se ele também tem emprego, se ela tem emprego também. Sem estar envolvido na emoção, você consegue oferecer pro seu cérebro um problema que é mais claro, mais direto, e que é mais fácil de ser resolvido. Porque você sabe o que o nosso cérebro adora fazer? Responder perguntas e resolver problemas. Com essa situação mais bem definida, mais clara na sua mente. É mais fácil para você estabelecer um plano de ação de como você vai enfrentar essa tempestade que está passando. Porque é uma coisa certa. Nada dura para sempre. Nem o que é ruim, nem o que é bom nessa Terra. E o meu segundo passo para esse plano seria reservar e conservar. Então, nesse momento que você está passando por essa tempestade, que seria a inflação, para você alcançar os seus objetivos, é possível. E uma coisa é você acreditar que é possível. E talvez seja certo, você não consiga fazer tanto progresso quanto você gostaria. Mas, já de você conseguir se manter onde está ou fazer pequenos progressos, já é uma grande coisa. Algumas sugestões que eu ofereço para você seriam Olha o seu orçamento mensal e corte tudo aquilo que é supérfluo ou coisas que você tem um excedente de dinheiro que você usava antes. Reduza o quanto você tem alocado para ir passear, para comer fora, para essas coisas que gastam mais e que não são necessárias. É muito importante também você lembrar de não fazer novas dívidas. Muitas vezes a pessoa pensa que no momento de crise Esse é o momento de usar o cartão de crédito, porque, ah, é para uma emergência. Adivinha só, daqui a um mês a conta vem de novo. Se as coisas ainda não estão bem, o que vai garantir que você vai ter o dinheiro para pagar essa conta, se você não tem o dinheiro para comprar a coisa agora? E tudo a gente acha uma desculpa para o que a gente está fazendo. A gente acha uma razão pela qual nós estamos fazendo. Se você achar, não, eu preciso disso, isso é uma emergência, tudo vai virar uma emergência. Fazer as suas unhas vai virar uma emergência. Tudo vira emergência. E aí você acaba usando cartão de crédito e bom. mês que vem você recebe a conta e você não tem o dinheiro para pagar de qualquer jeito. É por isso que eu sou tão contra as pessoas financiarem carro. Carros perdem o valor com o tempo passando. Se você dirigir do estacionamento da concessionária e depois mudar de ideia e voltar e querer trazer o carro de volta, você não vai receber o mesmo quanto você financiou lá. E o que acontece é o seguinte, Em momentos em que as coisas estão indo bem, as pessoas pensam, ah, eu posso pagar a prestação do carro. Mas quando um momento aperta e a pessoa acaba perdendo o emprego, ou alguma outra coisa acontece e ela perde aquela fonte de renda, com o que você vai pagar a prestação do carro? E aí você tá preso, porque você financiou e aquela conta vai vir. Agora, se você tem um carro, mesmo que seja um carro mais velhinho, e está pago, não tem problema. A única coisa que você vai ter que pagar é o seguro e as taxas. E é uma vez por ano. E aí o que acontece? Talvez... Na próxima vez que você vai ter que pagar suas taxas, as coisas já estejam um pouco melhor. Bom, mas se você já tem um carro financiado, não tem outro jeito. O máximo que você pode fazer é então cortar as coisas que estão ao seu alcance para reduzir o seu gasto mensal. E fazer mesmo um orçamento de emergência. Lembre-se, não vai durar para sempre. Mas você precisa fazer isso agora. Isso é uma das maneiras que você tem de conservar e reservar. Outra coisa é colocar tudo que dinheiro que entra, uso o máximo possível na poupança. Você pode até vender certas coisas, coisas que você tem na casa, que a gente tem tanta tanta coisa na casa, vende o que você tem e junta mais dinheiro. Coloca lá na poupança. Se você está pagando as dívidas, não pague nada a mais. Deixe esse momento passar. Enquanto isso, coloque o dinheiro na poupança. É conservar e reservar. E o terceiro passo então seria você se preparar para várias oportunidades que podem aparecer, talvez não agora, mas no futuro. Se você percebe que as pessoas no seu setor ou no seu departamento estão perdendo o emprego, é importante você já estar se preparando, se por acaso vier acontecer com você. Lembre-se daquela escritura, se estiver preparados, não temeras. Isso ajuda a acalmar a mente da gente, a reduzir o estresse, a reduzir a ansiedade, os pensamentos que criam essas emoções na gente. E essas emoções não ajudam a gente a tomar as melhores decisões. Lembre-se de novo, não é a situação que é o problema, você pode ter progresso em qualquer situação. É o que você pensa da situação, é o que você pensa da circunstância. Por exemplo, investidores que estão bem financeiramente, porque eles se prepararam e pouparam e investiram em momentos anteriores, aprenderam de erros que fizeram no passado, agora eles estão vendo a inflação, estão vendo essas crises e esse problema global como uma futura oportunidade para poder investir mais. Porque quando as coisas ficam difíceis e o preço das ações da bolsa para várias companhias caem, É quando eles compram mais, porque eles podem comprar mais, o dinheiro deles compra mais, então eles estão investindo mais. Então para eles a situação da inflação talvez não seja tão carregada quanto para você ou para mim. É a nossa perspectiva que é baseada nas nossas experiências, um pouco na nossa personalidade, nas coisas que a gente acredita e outros fatores que talvez não estejam ao nosso controle. Isso tudo cria uma experiência, um jeito de a gente ver as coisas. Apesar do nosso cérebro ter o maior crescimento nos primeiros 5 anos de vida, neuroplasticidade é uma coisa real. Se você quer mudar o jeito como você vê certas coisas, ou quer limpar alguma coisa do passado, ou quer simplesmente seguir em frente, alcançar um objetivo, você pode. Você só precisa treinar o seu cérebro para procurar oportunidades, criar novas sinapses e eliminar aqueles caminhos do cérebro que não estão te ajudando a alcançar o que você quer, ou que não estão te servindo mais. De novo, é fácil? Não é. Mas com prática, determinação e propósito, você consegue. Então, aqui só pra gente relembrar, o que fazer pra pagar as contas e ainda sobrar dinheiro durante esse momento de inflação? Bom, você tem que ser estratégico. Primeiro, precisa acreditar que você consegue. Depois você dá um passo para trás, né, take a step back e pensa na situação de uma maneira objetiva. Sem estar envolvido nas emoções tão fortes, você vai conseguir ter mais clareza para determinar quais as possíveis coisas que você pode fazer no seu orçamento, na sua vida, para reservar e conservar os seus recursos financeiros e emocionais que são tão importantes. E aí, por último, você se prepara para possíveis oportunidades que possam vir ou outras coisas que possam acontecer também. Use esse momento para se preparar. E lembre-se de usar uma ferramenta como um orçamento, uma planilha. Daí você, estrategicamente, separa o dinheiro, todos os reais ou todos os dólares, em certas categorias. Não vai ter nada sobrando, não vai sobrar dinheiro. Você vai ter que Intencionalmente, de propósito, criar uma categoria para ter o dinheiro para as coisas que você quer fazer. Isso não tem jeito. Todo aquele dinheiro que sobra no final, quando você só paga as contas, você vai acabar não usando da melhor maneira possível. Então, seja estratégico. faz uma planilha e decide onde o dinheiro vai. É a sua planilha, o seu orçamento. E quanto menos coisas parceladas, ou pagamentos de cartão de crédito, ou outros empréstimos, quanto menos desses você tiver, mais dinheiro você vai ter disponível para colocar nas categorias que você quer de verdade. Por isso que eu sou tão a favor de você pagar as dívidas e não ter mais dívidas. Porque você vai ter uma liberdade com o seu dinheiro vai se sentir mais seguro, principalmente nesses momentos em que a situação fica tão difícil no país inteiro, no mundo inteiro. Então vamos para a nossa última pergunta de hoje. Vamos começar com a pergunta e aí depois eu dou o contexto. Então aqui a pergunta é... Muitas famílias estão vivendo crises financeiras em casa. Como envolver as crianças sem assustá-las? Essa é uma pergunta muito importante. É comprovado por pesquisas, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro, que as pessoas evitam falar sobre finanças com os filhos. Talvez porque as pessoas tenham vergonha de onde elas estão financeiramente, ou não acreditem que elas têm capacidade de ensinar sobre dinheiro, ou porque elas não querem encarar o desconforto que é conversar sobre dinheiro às vezes. As pessoas fazem ser muito pesada essa conversa e não é pra ser, né? Não é quanto de dinheiro a gente tem ou não tem, não faz a gente menos especial ou menos valioso nos olhos de Deus. Mas as pessoas acham isso. E você vê que é sempre o pensamento que faz com que a pessoa aja de uma certa maneira. Como a gente sempre fala do modelo. do modelo CPSAR. Quando a pessoa pensa de um jeito, ela vai se sentir de uma maneira e vai lidar, ela agir de uma certa maneira. O pai que pensa que ele tem menos valor, ou que ele não é tão bom porque ele não faz tanto dinheiro, ele vai ficar se sentindo com vergonha. Talvez ele se compare com uma outra pessoa, ou tenha um irmão que tenha mais dinheiro que ele. Ele se sente com vergonha. O que a gente faz quando a gente está com vergonha, a gente quer se esconder, a gente não quer conversar, a gente não quer se expor, a gente não quer se envolver em nada e é geralmente isso que o pai ou a mãe vão fazer se eles estão se sentindo com vergonha, não vão conversar, não vão estar abertos a responder perguntas para os filhos sobre dinheiro, não vão saber talvez como começar essa conversa e tudo isso vai lhe dar ok, vai levar anos não falando sobre dinheiro. E aí vamos supor, nesse caso aqui, quando a crise financeira aparece, e o pai ou a mãe nunca teve essa conversa sobre dinheiro com os filhos, vai ser ainda mais difícil, porque se os filhos estão acostumados com o padrão de vida, e de repente agora os pais têm que cortar certas coisas, eles podem ficar bravos, porque não estão entendendo o que está acontecendo, e os pais não querem explicar, e aí quando eles perguntam, os pais ficam bravos e gritam, e cria uma situação que não é apropriada para você aprender, não é um lugar que eles vão querer perguntar mais sobre dinheiro, porque só leva patada. Então, isso que acontece, eles vão ter mais dificuldade de aceitar a queda do padrão de vida, ou não vão entender, ou vão ficar perdidos, ou vão procurar informação na internet e aí já viu, a informação não é totalmente válida, ou às vezes dependendo da fonte que eles procuraram, Instagram, TikTok, então é muito importante começar essa conversa. E aí como você faz? Como você então tem esse, essa gap, né? Como que você fecha esse gap entre o que você quer ensinar para os filhos, os pais Querem ensinar para os filhos sobre a situação financeira que eles estão passando e o que é demais, o que eles acham que é demais. É muito importante para os pais saberem que o papel deles em ensinar sobre matemática financeira, sobre como lidar com dinheiro, vai determinar boa parte do sucesso dos filhos no futuro. Mesmo que eles não sigam o que foi ensinado, eles sabem aonde eles podem voltar para ter aquela informação. para saber mudar o curso da vida deles, porque eles vão ter aquela informação que foi ensinada para eles. E eles também vão ter os pais como referência, eles podem voltar e conversar com os pais sobre aquilo, se foi conversado em casa, se foi ensinado e discutido. Muitos pais se enganam achando que por eles não conversarem sobre dinheiro, que os filhos não vão perceber o que está acontecendo. Isso é só pior, porque os filhos sabem que algo está acontecendo por causa do estresse entre os pais, das brigas e dos problemas em casa. Muitas vezes cortam a luz, cortam a água. Perdem a internet, acabou a internet, Netflix, pronto, todo mundo morre, né? Essas coisas acontecem e os filhos estão vivenciando. Na pele eles sentem o que está acontecendo. Eles sentem o clima pesado da anticasa por causa dos problemas de dinheiro. Talvez eles não consigam identificar exatamente que o problema é o cartão de crédito que acabou o limite, mas a mensagem é clara que o dinheiro traz tensão pra dentro de casa. E aí a maioria deles não aprende sobre dinheiro, não tem uma referência boa, acaba indo com as coisas que acontecem na internet, coisas que eles veem no YouTube. E muitas vezes essas fontes não são as melhores para eles receberem essas informações. E daí o que acontece? Bom, aí eles têm os problemas deles com o dinheiro. E muitas vezes eles têm que passar por coisas que se tivesse conversado em casa, ou tivesse aprendido em casa, não teriam que passar. Então como que você faz isso? Bom, o negócio é sentar e conversar com todo mundo. Tem que sentar com os crianças, tem que sentar com os adolescentes e conversar o que está acontecendo. Falar, vamos supor, o pai perdeu o emprego, ou tem esse problema da inflação. Tem que conversar de uma maneira clara. mas respeitando a idade emocional e o entendimento de cada criança. Se você tem uma criança de 3 anos e um adolescente de 15, a conversa vai ser totalmente diferente. A de 3 anos talvez nem perceba, mas a de 13 vai precisar um pouquinho mais de explicação. Então é muito importante que você seja claro, seja transparente, Contando o que está acontecendo, mas sem dar muito mais detalhes que é necessário, que eles possam aguentar e tenham capacidade de entender. E o mais importante é falar que é uma coisa temporária, que todo mundo vai vencer junto, trabalhando junto, a família junta, vai passar por esse momento, e as coisas vão se restabelecer ou até ficar melhor. Então é muito importante esse diálogo de dinheiro com os filhos. Sim, você está certa, eu falo de dinheiro com as minhas filhas desde que elas já saíram da barriga. Não, brincadeira. A hora que eu comecei mesmo a aprender mais sobre dinheiro, a Anica devia ter, a minha mais velha devia ter, sei lá, uns 6, 7 anos e a gente já começou a estabelecer desde então o padrão de trabalhar, fazer dinheiro, e conversando das coisas pequenas, das coisas que iam acontecendo no dia a dia. E aí quando as coisas grandes vinham, a gente já tinha estabelecido aquela base e podia conversar sempre, abertamente, sempre respeitando os limites da criança, do adolescente e o entendimento que eles iam ter. A gente não quer causar pânico nas crianças, nos filhos, mas eles precisam estar presentes e entender que essas são circunstâncias da vida e que a gente pode enfrentá-las juntos, com fé e com esforço. E olha, não é garantido que conversando as coisas vão dar tudo certo, que os filhos não vão ficar estressados, que não vai causar ansiedade. Não adianta. Isso é de cada pessoa. Lembra, depende o que a gente tá falando A gente fala com amor, a gente fala com clareza, mas o que a outra pessoa vai entender e como ela vai interpretar vai depender dela, da vida dela, das experiências dela. Então talvez você tenha ainda uma criança que fique mais assustada e uma criança que não se importe, um filho que não tá nem aí. Você tem que adaptar e depois continuar conversando, não é falar só uma vez só e acabou. Por isso que o diálogo constante é sempre importante, como parte da vida, como conversar de uma lição de casa, uma prova ou alguma atividade na igreja. Tem que ser uma coisa constante, uma coisa que acontece sempre, pra não ser aquilo que dê choque. Mas cada um vai responder de uma maneira diferente. Bom, tá aí. Nós cobrimos três perguntas hoje, um formato um pouquinho diferente. Se você tiver alguma pergunta pra mim sobre dinheiro, ou sobre lidar com o dinheiro e a família, e os filhos, e o seu próprio, a sua própria mentalidade, que é uma coisa muito importante pro seu sucesso de dinheiro, Manda aí pra mim, vai na social media, me acha lá, Maddie Strauss Coach E coloca lá a sua pergunta e no próximo... Na nossa próxima edição do Ask Madeline Anything Aí eu respondo a sua pergunta, tá bom? É isso aí, e até breve, e obrigada! Espero que tenha gostado do episódio de hoje. Lembre-se de seguir, avaliar e comentar. E se você está pronto para investir em si mesmo, confira meu site strasbourgcoaching.com para agendar uma sessão de coaching ou tentar meu grupo de membros gratuitamente. Estarei de volta na próxima semana com mais um episódio lucrativo do podcast. O dinheiro não é o seu problema. Até breve e obrigada!
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