Ep.21 O Impacto que Fazemos na nossa Família e na Sociedade com a CFM e Advogada Roberta N De Camargo
2 Dec 2025 · 48 min
Podcast episode (recorded Sept 8, 2023) in which CFM Coach Assistant AI interviews Dr. Roberta Negrande Camargo — a Brazilian family lawyer and mother — about her upbringing, career path, financial decisions, and work supporting women facing domestic and financial violence. Topics include intergenerational money beliefs, entrepreneurship as a route to flexibility, specific financial mistakes (selling a good car in crisis; impulse purchases), parenting money-education, the role of networking for professionals, and legal dimensions of financial control (Lei Maria da Penha and 2022 criminalization of psychological violence). The episode mixes practical advice, personal anecdotes, and resources/contact info (São Paulo office and Instagram handles).
Chapters
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá, Furiosas! Bem-vindas ao Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast, onde conversamos todas as semanas em como você pode se tornar boa com o dinheiro, no bolso e na mente, usando ferramentas práticas do coach pessoal e maneiras simples e eficientes de lidar com a matemática do dinheiro. Está pronta? Invista em você mesma e vamos lá! Fala aí, Furiosos. Tudo bem? Estamos aqui no episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast. E eu tenho uma entrevista com uma convidada muito especial, que eu conheço há muito tempo. Acho que ela me conhece há mais tempo do que eu conheço ela, na verdade. A doutora Roberta Negrande Camargo. Ela é amigona da gente desde que eu nasci. A Beta já estava na minha vida. Era muito amiga da nossa família. E estou muito feliz de ter a Roberta aqui com a gente. Então, Beta, se introduza aí e fala para as pessoas. que não conhecem você, um pouquinho da sua vida, o que você faz?
Eu acho que o mais importante da minha vida é que eu sou mãe da Beatriz, então muito da minha profissão eu moldei para cuidar da minha filha e não me arrependo, porque hoje eu tenho os dois. Sou advogada, eu já atuo na área há 27 anos, porque eu já atuava como estagiária desde o primeiro ano e estou na UAB desde 25.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nossa, que legal!
Tem o meu escritório próprio, já desde 2005. Trabalho bastante com a área civil, mas principalmente com a área de família. Divórcio, sucessão, alimento, né? E tenho me dedicado, de uns anos pra cá, contra a violência doméstica, né? Apoiando as mulheres que passam por essa situação.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Poxa, que interessante. Aí veio aqui na cabeça pra mim. Você já teve algum caso que foi o contrário?
Sim. Geralmente o homem não gosta de falar que sofreu violência, mas ele sofre sim muita violência psicológica, de mulheres narcisistas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nossa, que interessante.
Já que muitas vezes o homem tem que ir por um outro caminho, então ele passa por um sofrimento psicológico maior, até mesmo pelo machismo da sociedade, ele tem mais vergonha de falar que sofre isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, ainda mais na cultura do Brasil, né? Para vocês que estão aí ouvindo a gente, ela mora no Brasil, ela é amiga da gente há muito tempo lá do Brasil, né? Considera internacional ela também, fazer entrevista internacional. Então... Mas hoje a gente não vai ficar falando muito sobre o seu trabalho, o que você faz no dia a dia. Hoje nós vamos nos aprofundar mais na sua área, como na sua situação, relacionamento com dinheiro, como você desenvolveu seu progresso e como isso foi iniciado na sua vida, né? Porque a maioria das minhas clientes elas são mães, e elas são mães que trabalham e cuidam dos filhos. Eu chamo elas de mãe executiva financeira, porque na parte de casa, do lar, elas lidam e elas são uma parte muito importante. Não importa se elas estão divorciadas, viúvas, se elas estão... E às vezes até a definição vai além de ser só o filho que foi seu, que nasceu seu. Pode ser também o papel de tia, o papel de professora que cuida, que nutre outras pessoas, que ajuda, que faz aquele impacto.
A voz, né Madeline? A voz aqui.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente, a voz.
Aqui no Brasil, a classe baixa, a classe C, a maioria das avós assumem a família.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, elas são o pilar da família muitas vezes, né? Aqui também tem muito, muito disso, de a avó ser a única pessoa que é estável na vida de uma criança, ou dar aquele apoio para a filha que acabou ficando sozinha com a criança e tal, né?
Mesmo estável financeiramente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente, né? Vamos na sua vida, vamos entrar na sua vida, no seu passado, você pode falar o quanto você quiser ou o quanto você não quiser, tudo bem. o assunto de dinheiro às vezes é difícil para as pessoas e eu sou muito grata que você aceitou e tá aqui com a gente para conversar sobre isso porque às vezes a gente fica achando que nós temos que aprender coisas com pessoas que são celebridades que são muito experts no assunto mas na verdade tem as pessoas em volta da gente que tem tanta sabedoria né que elas podem nos ajudar então As pessoas que a gente considera normais, né, são as pessoas que estão ali, elas estão acessíveis pra gente. Então, é por isso que eu gosto de convidar as minhas amigas, convidar pessoas que estão ali, pé no chão, todo mundo sabe que está ali, todo dia, batalhando, né. Então, fala pra gente, assim, fala um pouquinho da sua infância e da sua juventude.
A minha infância foi difícil, a minha família já veio com aquela dívida histórica, né? Eu tenho uma avó que é negra e por parte de mãe, casada com italianos imigrantes aqui no Brasil, que são pessoas que vieram ao Brasil pra trabalho escravo, porque até mesmo os imigrantes italianos chegaram aqui pra trabalho escravo, praticamente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Muitos deles também fugiram da Itália, eram pessoas foragidas.
Exato, e vieram para cá para procurar um trabalho e foram praticamente escravizados, porque ficavam devendo para o próprio patrão, ficavam aprisionados ali. Então, e a parte do meu pai vem de judeus fugidos também, que deixaram tudo que tinham em Portugal e chegaram aqui, certo? E meu pai teve uma infância muito difícil, porque tinha um pai abusador, família, um narcisista, e ele até viveu alguns anos na rua, como menino de rua.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nossa!
Mas ele terminou a vida dele como diretor geral de uma ONG internacional.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que legal!
Foi diretor financeiro do Instituto Latinoamericano, que criou assim, diversas políticas internacionais aqui pro Mercosul. Se você entrevistasse homens, ele era uma pessoa pra você entrevistar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Muito bom, vou chegar lá, vou chegar lá.
Então, a minha infância foi meio complicada, né? Então, a gente teve que aprender e eu lembro muito da palavra que o meu pai usava, que era parcimônia. Vamos usar nossos recursos com parcimônia.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E você entendia isso?
É, porque ele... Ah, vou contar o segredinho. Meu pai Quando a gente era criança, ele fazia o seguinte, ele pegava livros e ele escondia ou dinheiro ou ele escondia pistas que a gente tinha que saber pra achar dinheiro. Então a gente lia muitos livros pra poder achar o dinheiro. E ele colocava, ele fazia uma brincadeira. Todos os dias de manhã, quando a gente ia pra escola, ele no carro, ele falava uma palavra do dicionário que ele pegava e a gente sabia o que era. Então, ele falava palavras diferentes. Então, o parsimônia virou muito comum na minha família porque ele usava e se a gente não entendia, a gente tinha que ir pro dicionário.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, que legal! Muito bom, né? Aprender assim. Assim é bem útil, né?
Sim. E também fez a gente aprender a trabalhar para conseguir o dinheiro, né? Ele não dava metade para a gente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sim.
A gente tem que apresentar trabalhos escritos para poder ganhar. Bom, enfim. E aí, conforme eu fui crescendo, fui aprendendo a lidar com isso, passei dificuldade, mas meu pai sempre achou que, meu pai e minha mãe, que era o estudo que a herança que ele ia deixar. Deram um sacrifício enorme, estudei em escola particular até o colegial e fui para a faculdade. Nisso meu pai já tinha melhorado também, ele entrou como cuidado da PM, ele já tinha subido de posto, já estava no Instituto Latino, a nossa vida já estava melhorando financeiramente. Então eu estudei e foi isso, assim, trabalhando muito, estudando e desistindo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá certo, né? Olhando assim pra trás, como é que era no dia a dia? Você contou essas experiências com seu pai. No dia a dia, como que vocês encaravam o dinheiro? O dinheiro era uma coisa ruim? Era uma coisa boa? Era uma coisa difícil? Como que isso...
Não é difícil. Eu trouxe pra mim. Eu tive que fazer um trabalho... Ainda fácil, porque quando a gente cresce assim, fica meio introspectado, né? Então a gente tem que estar sempre trabalhando isso. que era uma coisa difícil e que o dinheiro vinha depois de muito trabalho. Então você meio que cocria isso na sua vida, né? Então você tem que trabalhar muito pra poder ter aquele dinheiro. Eu não sei se o pessoal fala que é energia, cocriação, mas eu acho que é você define as suas metas de acordo com as suas crenças interiores. Então, eu tive que parar um tempo. Sempre foi muito trabalho pra poder ganhar. E eu tive um cliente que foi meu mentor. e ele falava pra mim, eu falava, senhor negro, eu preciso ganhar dinheiro, vamos arranjar cliente, porque ele falava, calma doutora, primeiro a gente arruma o trabalho, o dinheiro vem em consequência, então eu sempre tive isso de trabalhar bastante, então no princípio o dinheiro era difícil muito sacrificado.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E é verdade isso que você falou mesmo, porque como a gente tem isso integrado dentro da gente, faz parte de quem a gente é, e é o que você falou, a gente continua recriando isso, a gente continua vendo isso, porque o que a gente pensa é o que a gente faz a gente sentir de uma maneira e a gente age daquela maneira, e aí cria mais. Então foi bom que você teve esse acesso com esse mentor que te ajudou a ver não, peraí, tem possibilidade da gente pensar diferente, que não é assim que você tem que se matar para receber o dinheiro, né? Tem uma possibilidade, né? Isso é muito importante. E aí teve algum evento específico ou uma experiência assim que foi definidora na sua jornada financeira? No seu progresso, né? Porque você veio de uma situação difícil e aí foi crescendo.
O meu estudo, sabe? Eu entender que eu precisava me colocar no mercado. Como nós já falamos aqui, o mundo é machista. Muito embora nós sejamos hoje 55% Os advogados no Brasil são mulheres, somente 3% são em cargos de liderança. Então o machismo é muito forte, estou no mercado machista, então eu tive que me sobressair por capacitação mesmo. Eu entendi que eu estudando e eu fazendo o melhor que eu pude, eu entendi isso logo que eu tirei o AB no trabalho onde eu estava. Eu aprendi isso com o patrão. Ele era terrível, mas isso eu posso dizer que ele me ensinou, que é excelente. me traria frutos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Às vezes, mesmo as situações difíceis, elas são boas oportunidades de aprendizagem, né?
Exato.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: A gente que tem que decidir o que elas fazem pra gente, né?
E o que mudou a minha carreira foi a minha filha falar com sotaque da empregada. Minha filha era pequena, E eu pegava ela na escolinha às sete da manhã, e ela vinha de espírito escolar, né? De escolar pra casa, e eu tinha uma babá que pegava ela às cinco. Ela era nordestina, baiana. Tinha um sotaque muito forte, né? Então, ela falava pra ela às cinco. vamos tomar banho porque manhã tá chegando né aí eu chegava em casa e geralmente ela tava dormindo porque eu trabalhava na berrine para quem não conhece longe longe muito trânsito eu fazia até a unha na marginal dentro do carro nossa eu lia livro era duas horas e meia Eu chegava, a minha bebê estava dormindo e aí eu cheguei um dia e falei não aguento mais.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então essa experiência que aconteceu para você mudou a sua carreira, como que ela mudou?
Eu saí, peguei a minha indenização e o próprio escritório.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você acredita que tendo o seu próprio negócio é uma ferramenta para você atingir a sua liberdade financeira?
Para mim foi, para mim foi. Porque eu vi, como eu disse, somente 3% das mulheres aqui advogadas alcançam os maiores postos nos escritórios grandes aqui. E ainda existe muito preconceito, né? Porque a mulher ainda acumula diversas funções. Ela é profissional, mas mãe e tal, e você tem que sair para Então, a minha chance de crescer no mercado era pequena dentro de um escritório, a competição grande. Eu montando o meu escritório, eu tive chance de fazer os meus horários, tive chance de crescer dentro da profissão, de ser reconhecida na profissão.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, isso é muito bom, né? E te deu uma flexibilidade que você não tinha de outra maneira. E só não ter que ficar no trânsito já te deu o quê? Cinco horas de vida?
Exatamente. Eram duas horas e meia pra ir, duas horas e meia pra voltar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nossa, que tristeza, né? Bom, e das pessoas que você teve na sua vida, quem que você acha que foi a maior influência nesse seu desenvolvimento de empresária, desenvolvimento financeiro?
Meu pai, como eu já falei, ele é um grande exemplo pra mim. Ele sempre, sempre que eu achei que não vai dar certo, eu acho que você já entrevistou bastante gente, já passou por isso, às vezes você para e fala, Por quê, né? O que eu fiz? Será que vai dar certo? E aí eu sempre pensava no meu pai por tudo que ele passou, criando três filhas, com salário de soldado, e ainda não parou, né? E conseguiu. E a Daniela Moreto. Ela foi uma pessoa que me incentivava muito, ela me dava muita força, e assim, eu sempre penso nela também, ela sempre foi um exemplo pra mim. de trabalho.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, eu lembro também. Um exemplo que eu tenho sempre vivo na memória é dela trabalhando. Alguma coisa em relação ao trabalho também.
Ela tinha, né, esse empreendedorismo nela. fábrica e ela não ela não se continha ela fazia ela tudo mais ela me mostrou bastante coisa porque eu venho de uma família de funcionários públicos né e depois empregados eu não tinha essa visão de empreendedorismo eu tinha segurança. Tanto é que nisso eu fugi um pouco dos meus pais. Não segui porque eles são da época ainda que precisa ter a segurança, o salário no final do mês. E a Daniela eu assisti ela investindo, né? Então eu pude assistir por mais tempo, mas o tempo viveu junto, ela me influenciou bastante.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É interessante porque as pessoas acham que o trabalho é que vai ser a segurança delas, né? No caso do trabalho público, né? Que é a garantia, né? A garantia. Mas, na verdade, a única garantia que a gente tem é as nossas próprias habilidades e talentos, né? E a nossa determinação e ética de trabalho. Porque, se tirarem da gente, se alguma coisa acontecer, com isso tudo que você tem, você consegue criar de novo.
Eu tenho uma amiga que era advogada e seguiu a carreira mesmo, galgando dentro de escritórios. Chegou uma hora que ela era uma advogada sênior, super capacitada na matéria dela, que era duaneira, e ela foi mandada embora. Ela não tinha o escritório e não era mais contratada porque já estava mais velha e o salário era alto.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então não tem garantia nenhuma. A garantia tá na gente mesmo de saber levantar e sacudir a poeira e ir pra frente, né? E se desenvolver. Isso é muito interessante, né? Importante da educação, né? De você dar o valor e continuar crescendo e estudando, né? Nunca parar, né? Porque a gente tem que continuar crescendo, né? Então, você ainda carrega essas coisas com você, então, das coisas que você aprendeu dessas pessoas?
Carrego, mas ao longo da vida, eu tô com 52 anos, 27 de carreira, né? Então, ao longo da vida, a gente vai aprendendo com muitas pessoas. Aprendendo desde a época que eu comecei, com o Nigro, que já foi numa fase. Quando eu saí do escritório, ele me seguiu, ele era do outro escritório e ele preferiu trabalhar comigo pela ética. Então, o meu escritório já começou com uma banca de clientes que vieram atrás de mim, me procuraram.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Por você, pela profissional que você era.
Isso me ajudou muito. Então, são várias pessoas. Por exemplo, a minha sócia atual, que eu montei meu escritório, Nós unificamos o meu e o dela. Ela é mais nova do que eu, então ela entende mais de informática.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tecnologia.
Ela me abriu os olhos para um monte de coisa que facilitou o meu trabalho. na manivela. Então ela me mostrou. Então a gente tem que ir aprendendo com tudo, né? Com todas as oportunidades.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E agora, olhando para o passado, teve alguma coisa assim negativa em termos de com dinheiro que você teve que fazer as fases? E como que você fez isso? Alguma coisa que você fez em termos de alguma escolha financeira que não foi boa, mas depois você meio que se perdoou ou que você ressignificou de uma maneira?
Eu acho que foi a pior escolha financeira que eu fiz. Parece uma coisa boa, mas eu me arrependo até hoje, mas enfim. Eu estou reconstruindo. Meu marido faleceu, você sabe, né, Leni? De três anos de câncer e a gente perdeu muito dinheiro nisso. Depende porque na época ele não podia trabalhar, eu não podia estar o tempo todo no escritório e quando ele faleceu ficaram dívidas e uma das minhas funcionárias pediu a demissão e eu tava muito perdida e eu não queria ficar com mais dívida então eu vendi o nosso carro que era novo eu tinha acabado de comprar para pagar algumas dívidas e peguei um carro horroroso não vou falar a mais mas era horroroso Três meses eu perdi o carro. Ele veio com um monte de problema e tal. E bateram no meu carro. Enfim, um monte de história que eu não consegui nem que a loja, que é concessionária, me devolvesse o valor, porque já tinha passado. Era um carro usado, enfim. Vendeu o meu que era bom e pegar um ruimzinho. Isso eu penso hoje, com mais maturidade, isso faz o quê? Oito anos atrás, por exemplo, eu não era tão nova. Mas agora, com mais maturidade, tendo passado por isso, eu penso, eu não precisava ter feito nas pressas. Eu podia renegociar minha dívida no banco. de fazer um acordo com a minha funcionária para pagar em um ano as verbas dela, a indenização dela. Então hoje eu vejo até parceiros, né, ou advogado, ou amigos que são mais novos que às vezes falam, eu estou em desespero. E hoje eu consigo até falar, para, calma, eu passei por isso, eu sei que nada de cabeça quente é bom. Nenhuma decisão financeira com a cabeça quente é boa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não, nem mesmo feliz demais, né? Não pode fazer com emoção, né? A decisão financeira você tem que parar, mas como você falou, dar uma parada, né? Pensar, dormir, né? Às vezes dormir ajuda, né?
Dormir, pensar, conversar. que eu tivesse conversado mais, achado uma pessoa, tivesse ligado pra Maris e falado, Maris, me ajuda a pensar, ela fria, né, uma amiga.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso, alguém de fora, né?
Que estivesse fria, sem emoção, teria me falado, calma, não vai dilapidar o seu patrimônio, dá pra resolver, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, às vezes é só o que a gente precisa ouvir, né? Que aí dá um freio, né? Que a gente não toma aquela... Porque a gente acha que a coisa parece urgente, né? A gente acha que a gente tem que fazer na mesma hora, né?
Ah, vou morrer, né? Se não tiver isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que horror!
Mas é, a gente tem que... Eu estava desesperada não posso ter ação trabalhista eu não posso deixar meu banco assim eu não posso de lapidei o patrimônio.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E agora agora isso é ótimo porque você pode ajudar outras pessoas que talvez venham com você no momento do divórcio momento que está acontecendo alguma coisa bem tempestade na vida emocional delas e você sendo de fora já com a sua experiência já é uma ajuda tão imensa que elas não têm nem ideia.
Agora, depois dos 50, que eu tô entendendo que as pessoas falam da sabedoria, da maturidade. Eu sempre ouvi falar, tem as pessoas falando, eu gosto da minha idade porque agora eu não me importo mais com o que as pessoas falam. E, realmente, eu tô sentindo essa mudança, essa tranquilidade pra ouvir os outros e falar, isso não cabe a mim. Ou ouvir e ponderar. É, pode ser, mas nada com muita emoção. A calma veio. Até pra parte financeira a gente tem mais essa calma pra pensar, ponderar, o que é melhor, o que eu vou fazer. Me sinto mais segura com isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade. Uma das coisas que me ajudou muito foi aprender a pensar assim, as pessoas podem estar erradas ao meu respeito. Deixa elas pensarem o que elas quiserem. Elas estão erradas a meu respeito. Eu tô fazendo o meu melhor, né? E aí a gente cria esse espaço, né? Essa proteção aí que a gente não precisa ficar defensivo, a gente não precisa ficar brigando.
Entender que cada um tem a sua verdade, a sua realidade, né? Como eu tenho a minha história de vida, você tem a sua. Pessoas têm as suas histórias. elas são verdade, eu também não posso tentar mudar ninguém. Então tem a sua verdade, se a gente viver respeitando a verdade de cada um, todo mundo vive feliz.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu acho que tem certas coisas que tem aquela verdade, é como se fosse assim, vamos supor, uma bússola, né? Só porque eu acho que o Norte é pra lá, né? Fica difícil, porque são coisas externas que determinam aquela verdade, né? Mas na maioria das vezes, a nossa perspectiva, nós temos diferentes perspectivas em relação às coisas, e isso a gente tem que respeitar um ao outro mesmo, como a gente vê as coisas, né?
A gente pode até falar, ó, norte é pra lá, como eu vou chegar no norte, cada um decide.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente, né? Isso é muito interessante. É como a gente decide os caminhos que a gente vai levando, né? E aí, com toda essa sua experiência que você tem desenvolvido e tal, como que você tem ensinado a sua filha? Isso tem ajudado você a conversar sobre dinheiro com ela ou não?
Sempre conversei, Madeline. Teve uma fase que eu fiquei internada por quatro meses. Nesse ano, a minha filha, ela tinha nove anos. Desde pequenininha, eu ensino ela a trabalhar para conquistar as coisas. E nessa fase ela queria um... como chama aquele joguinho que abria? PS? Não tem nada. Esse aí. Ela queria um rosa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É um Game Boy, é isso?
Não, é um DS. Então, o que ela fez? Ela tirou pó da sala da minha mãe e engraxou os sapatos do meu pai por quase seis meses. E eles davam, tipo, 50 reais pra ela. Eu guardava. E quando eu fiquei internada, não tinha mais isso. Porque eu tinha o dia que eu levava ela lá, fazia o jantar. E eu internada não. E aí ela ficou com meu pai, com minha mãe, com meus irmãos, né? E meu pai falou assim, quanto que falta pra esse DS? Aí meu pai ia dar. Eu falei, não pai, vai tirar todo o valor do que ela fez. Aí ele comprou quadrinhos, ela pintou os quadrinhos e vendeu os quadrinhos pra família. E aí comprou o DS. Foi com meu pai lá e comprou o DS lá na Paulista. Então eu ensinei ela sim. E ela sabe música, ela sabe inglês, então... E ela hoje faz psicologia, ela tem um curso de terapia, é terapeuta aba, trabalha com autistas, então assim... Que legal! Eu criei ela pra quê? Pra que ela aprenda a se sustentar, porque aí acaba, se eu não ensinar ela a ter responsabilidade, o que eu deixar de dinheiro acaba rápido. Tem histórias que eu vejo, a pessoa gasta... Eu ganhei dois milhões por uma cliente e ela gastou em um ano. E hoje ela tá me pedindo pra eu entrar com uma ação pro ex-marido, ajudar ela a pagar o plano de saúde, que ela tá doente, entendeu? Então precisa dessa educação mesmo. E ela trabalha, né? Então hoje, muito embora a faculdade dela seja paga, a gente pague pra ela, ela ainda trabalha pra ter o dinheirinho dela. Eu não cobro água, luz, nada. Mas as coisinhas dela, xampu, passeio... Extra.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ela que compra.
Ela que é dela. É responsabilidade dela. Eu posso até... Alguém pode achar que eu sou malvada, né? Eu sei que eu não tô fazendo a menina. Mas eu acho que ela aprende a dar valor ao que ela conquista. Eu lembro quando eu fui morar sozinha, Madeline. Eu saí de casa... Eu tinha uma casa, não era luxuosa, mas eu tinha tudo. Cama, comida, água, luz, plano de saúde, né? Então, com 28 anos, eu falei, eu vou morar sozinha e fui. Eu tinha a minha cama de solteiro. Eu lembro que eu comprei da sua irmã um sofá que ela tava trocando. E eu tinha nem geladeira, nem nada. Eu tinha um micro-ondas, que eu consegui comprar. E aí, eu mandei fazer almofadas, eu fiz uma sala de estar tipo árabe, assim, no chão. Era pouca coisa no começo, depois eu fui comprando e montando minha casa, né? Mas quando eu olhava, eu tinha orgulho da minha casa. Eu comprei, eu fiz, então eu acho que isso é legal. É assim que eu ensino a minha filha. E também, você vai estar casada, Por amor. Você não vai estar dependente de ninguém. Você não vai ficar casada com uma pessoa que você não ama ou que te maltrata porque você precisa. Então quando você se casar, você vai estar com uma pessoa porque você ama. Você sempre tem que ser independente. parceira, equidade lá. Os dois lavam a louça, os dois põem o dinheiro em casa. É isso que eu tenho ensinado para minha filha.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É interessante porque as pessoas ficam espalhando essa mentira, né? De que, ah, é a minha melhor metade, né? Ah, ele se completa. Não, vocês são uma pessoa inteira e vocês estão juntos aqui. Um ao outro tá aí pra você amar, ele não espera nada dele. Que a pessoa vai fazer isso pra você ou que ela vai te sustentar.
A obrigação disso, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Vai cuidar da casa, né? Tem que ser uma coisa assim, ensino muito que você tem que decidir os porquês de você fazer as coisas. E quando algo não tá bom, a gente não fala o que a gente quer, a gente não fala o que a gente não quer e a gente se ressente com a pessoa. Porque a pessoa não atendeu uma expectativa que a gente tinha na nossa cabeça que a gente não compartilhou.
E ela nem sabe que você tem. Eu sempre fui assim, na minha casa, com o meu marido, que foi casada, a gente tinha um acordo. Dinheiro em casa era assim, na proporção que a gente ganhava. Como ele também tinha uma imobiliária, ele tinha uma loja de casa, e eu tinha uma advocacia, o dinheiro não é o certo, aquele fixo no meio. Então a gente dividia as contas de casa na proporção que a gente ganhava. Era uma parceria. Eu tinha a minha conta, ele tinha a dele. Eu não precisava pedir dinheiro pra comprar roupa íntima, entendeu? E dentro de casa, quando a gente precisava fazer, não dava pra pagar uma pessoa pra nos ajudar, né, porque não tava tempo, a gente dividia o serviço de casa. Só comida eu fazia, porque ele não sabia cozinhar. E eu odeio! limpar a cozinha. Eu odeio Madeleine. Eu odeio. Isso era dele.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E ele fazia numa boa.
Numa boa. Eu cozinhava de manhã e tarde de noite. Fazia almoço, jantar, tudo. Mas a louça, a cozinha, ele limpava. Então a gente dividiu pra comprar todo mundo. Sabe? Ninguém sabe se estão fazendo mais, se estão fazendo menos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente, né? E eu acho isso interessante também, porque trabalhar do jeito que funciona o casal, não com uma expectativa de como os pais dele faziam, ou os seus pais faziam.
E a sociedade manda.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você tem que achar o que é o que dá certo para o casal, né? Eu acho legal esse negócio de, geralmente, eu encorajo as pessoas, eu acho que é legal botar todo o dinheiro junto, mas cada um ter o seu, a sua parte separada, assim, de o gasolina, não sei o que, entendeu? Porque é o que você falou, você não tem que pedir autorização para comprar. ou seu uso e era dinheiro de outra coisa, né?
Tem uma coisa, aqui tem uma legislação muito própria, a Lei Maria da Penha, que já prevê a violência financeira, a violência patrimonial.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É mesmo?
E agora foi aprovada uma legislação, em 2022, 147B do Código Penal, que prevê a violência psicológica, bem específico, já tinha na Maria da Penha. Então, o controle unilateral do homem, do dinheiro, eu conheço muitas mulheres que vêm pra mim e assim, Ou você é uma empresária, sai do seu emprego porque vale mais a pena você me ajudar, só que ele controla o dinheiro. Então ela recebe tipo uma mesada. Ou tipo, você não sabe, você não sabe mexer com dinheiro, você é muito atrapalhada pra isso, deixa que eu controlo. E aí dilapida o bem e a pessoa já quer se divorciar, então ela vai tirando o bem.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Vai tirando o dinheiro, é.
Põe o dinheiro todo em casa e quando ela vai se separar, ela não tem mais nada e fica nessa dependência de ter que prestar contas de tudo que ela faz com o dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ou então nem poder sair do relacionamento ruim porque não tem a estrutura dela financeira, né?
Eu tenho muitas clientes que são classe média alta, classe alta, que são empresários, só que saíram, trabalham na empresa do marido e elas não têm condições de sair de casa porque todo o dinheiro tá na conta da empresa do marido.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, não recebe um salário delas, nada. É.
Ela tem o cartão. Quando ela tá boazinha e faz o que ele quer, ela gasta tudo que ela quer. Mas se ela briga, ele corta o cartão.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nossa, é verdade, é isso mesmo, é uma tristeza isso.
Isso é crime no Brasil, é crime.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, mas tá certo, porque se não é identificado que isso é errado, as pessoas continuam fazendo, né?
E essa educação que você faz é muito importante para que as mulheres vejam que é errado. as mulheres vêm de famílias assim que já tem esse sistema patriarcal abusivo e elas encontram maridos, companheiros que continuam e elas acham que elas estão erradas e elas precisam entender que não, tem os seus direitos e muitos homens que também vêm nesse sistema, que viram avós, tios, eles fazem achando que tá certo É verdade. Então não sabe nem de onde veio.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá tão enraizado na família, na cultura da família. Mesmo como uma parceria, né, que você falou. É assim, trabalhar juntos, né? Um é mais forte que o outro.
O feminismo não é eu sou melhor do que o homem. Isso é feminismo. O feminismo, ele pede equiparação. Ele quer que seja igual. Eu posso votar, eu posso trabalhar e ter o mesmo salário. Em casa as tarefas são iguais. Ele escolhe a roupa dele, eu escolho a minha roupa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade. Mas essa igualdade, né? É como nós somos iguais, né?
E eu acho que dentro de um casamento esse respeito funciona mais na parte financeira do que um só. Como também tem casos da mulher, controlar todo o dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ou ela fazer aquela pressão psicológica, como você falou, aquele abuso psicológico na pessoa também, no homem. E aí, você, voltando pra Bia, você dá os conselhos, você ensina e tal. Tem alguma coisa que você ensinou pra ela que ela foi contra ou que ela não escutou o seu conselho? E como que você lidou com isso?
Teve o fato que eu achava que ela devia... ela fez cursinho e terminou no meio da pandemia, né? Então, na pandemia, fazer cursinho e nada era a mesma coisa. Além de estar difícil você estudar só pela internet, de uma jeito diferente, a pressão que a gente estava sofrendo, a Covid, eu tive Covid.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É uma coisa que era desconhecida, né? Que a gente não sabia.
Eu lembro, a gente vai lembrar sempre dessa época quem viveu, da sensação até psicológica, até hoje, né? As pessoas então com ansiedade, depressão, tudo advindo do sistema emocional que a gente passou nesses anos, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade.
Então eu ofereci pra ela fazer o cursinho por mais tempo e optar por uma escola federal. E ela decidiu já entrar numa particular mesmo, seguir sem precisar da federal. Foi tudo bem, eu respeitei, era o que ela queria. E a profissão também, porque eu lutei tanto pra montar um escritório de advocacia, montou carteira, tantos anos, e ela tem tudo para ser advogada, já pegar isso, já... É difícil quando você começa do zero, mas quando você já...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: O legado, ela já pega o trem andando, né?
O trem andando, é que ela, daqui para lá, ela teria muita oportunidade de aumentar, né? mas não é o que ela queria, então vamos respeitar. Ela não gosta, então não dá para fazer.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, isso é bom que você não forçou, porque tem mães, tem pais que forçam, que querem viver aquilo pelo filho, através do filho, quer que o filho leve o legado e a pessoa acaba seguindo sem querer, só para agradar o pai e a mãe, e é infeliz também.
E também não vai tão longe, né? Não sei, se tivesse ido, mas enfim, estou aqui.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente, né? Agora o que você lembra do seu momento mais difícil? Talvez aquela época em que você trabalhava tão longe, assim, para fechar nossa conversa. Aquela época que você trabalhava longe, vivia no trânsito e você tinha um bebê em casa e você não passava tempo com ela. Pensa no seu momento financeiro mais difícil e pensa naquela mulher que está passando por essa situação agora. O que você falaria para ela? Que conselho você daria para ela?
Foi quando eu tive que gerir, eu sozinha, a casa no financeiro Tinha acabado de sair de seis meses de doença, que eu tive que parar a minha poça até E já entrou na doença do meu marido, entendeu? Foram quatro anos, assim Então, financeiramente, pra mim, foi o maior desafio Consegui manter escritório, consegui manter casa, filho na escola E o que eu falaria pra ela? Aumentar minha rede, minha rede de conhecimento, meu network Eu me privei muito de crescimento por não fazer parte de grupos como eu faço hoje Com fratrias, de empresárias, participar mais da UAB, conhecer gente fazer um network maior e ter uma rede de apoio maior para o meu escritório, abrir, descentralizar um pouco o poder ali.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, porque isso você não é só financeiramente, né? Mas é emocionalmente, tudo você, a gente é, nosso cérebro é design para ter conexão, né? Com a conexão a gente vai melhor.
É, então eu falaria isso, porque aí teria sido mais tranquilo, sabe? Eu teria mais apoio dos meus parceiros da OAB, que estão mais comigo. Eu teria tido mais tranquilidade para cuidar do meu marido e da minha filha. Estar, pelo menos, contratando um monte de funcionário para poder supor minha falta.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é verdade, né? E, às vezes, vai saber quais os recursos que eles poderiam ter te ajudado a encontrar, né? Através de uma outra pessoa que eles conhecem, né?
Exatamente. Eu sinto falta. Hoje, se eu tivesse que recomeçar a minha carreira... que eu ensino pra minha filha, que eu penso muito o que eu faria. Eu começaria esse networking da faculdade.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Manter o contato, né?
Eu faria contato, eu estaria presente em tudo que acontece na faculdade, grêmio, eu faria amizade com professores, eu faria estágio até de graça no escritório deles, eu faria mais esses contatos que me colocariam no centro da minha profissão.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E poderiam te ajudar a abrir outras portas, né?
Com certeza a minha carreira teria tido menos dificuldade, se eu tivesse outros mentores, outros conhecimentos, e assim, sempre buscando me mostrar muito boa no que eu faço, estudando muito e tal, mas mais esse contato, e isso que eu falo para a Beatriz hoje, vai para uma empresa, você trabalhou numa clínica, né, que ela é clínica, inclusive Eu acho que ela aprendeu, porque ela saiu da primeira clínica que ela trabalhou e o psicólogo lá, que era o chefe dela, mandou uma mensagem e falou, quando você quiser voltar, eu já falei aqui, você volta e tudo. E indicou ela, quando ela saiu, para uma outra que ela foi. Então, quer dizer, é isso que eu falo, você ser bem visto dentro do... porque o mundo é pequeno. material, ele gastou a área, né? Ele é pequeno. Então, se você começa a conhecer as pessoas que valem a pena ali, a sua carreira tem uma outra dimensão. Eu faria diferente na minha e é isso. Ele, minha filha, nunca feche portas, mas abra muitas. Fala com muitas amizades, porque essas pessoas gostando de você e você fazendo o seu trabalho direitinho. vão te indicar, elas vão lembrar de você.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sim. É porque a maioria das pessoas, talvez hoje em dia, porque tudo é tão pela internet, tão pelo telefone, mensagens e tal. Quando você faz essa conexão, essa interação com as pessoas ao vivo, presente ali, as pessoas lembram da gente.
Lembram. E é diferente. Na minha carreira, já tentei de tudo nos escritórios, de marketing. Eu posso. Já fiz artigos para o jornal, já dou palestras para o abono, mas é porque eu quero ajudar por quê? Trazer cliente não traz, Madeline Entendeu? O que traz cliente é indicação, é networking. Eu falo pra Bia, ah, você tá numa festa, gente que você não conhece, tem pessoas adultas, empresários lá, e aí alguém vai falar, ah, essa minha amiga aqui, ela trabalha com autista. Aí você fala, nossa, eu tenho uma sobrinha que é autista e é minha irmã, tá levando. E aí você se interessa pela história dela, não vai te confundir muito. Você conversa e fala, E aí, como é que é? Olha, eu não posso te dizer nada porque eu não examinei, mas eu acho, né, eu trabalho com crianças assim. Procura alguém que faça isso. Dia que der ruim lá, ela vai lembrar. Nossa, eu conversei com uma psicóloga que é na casa...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Naquela festa, amiga de fulana, né?
Vou ligar pra ela, me passar o telefone, porque o que ela me falou me passou confiança.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade.
E isso traz cliente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É.
Cliente que se fideliza. O que vem de internet, eles só querem perguntar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Só querem uma resposta.
Não é cliente que fideliza, porque ele não confiou em você. Você não trocou ali o sentimento, a confiabilidade, o conhecimento. Você não mostrou autoridade na sua conta.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu li isso, tem uma pesquisa que mostra que para uma pessoa fazer negócio com você através da internet, leva de 5 a 8 vezes essa pessoa interagir com você, com o seu produto e tal, para ela depois decidir comprar alguma coisa ou contratar os seus serviços. E muitas vezes as pessoas só fazem uma ou duas vezes e, ah não, tá levando tempo demais e a pessoa desiste, né?
É, e o medo da internet. Será que é bom? Ah, não conheço.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eles falam que para fazer negócio com alguém assim, você tem que gostar, confiar e acreditar na pessoa, que a pessoa vai te ajudar.
A minha área, principalmente que trabalho com direito em família, é empatia. Se a pessoa não tem uma empatia com você e você com ela, ela tá dando ali a vida dela, filhos. Ela construiu. Está num momento difícil. E na área da minha filha, que é psicologia, também. Mas é dito que em tudo, porque você trabalha com finanças, se eu não confiar em você, não tiver essa responsabilidade, eu vou dar o meu dinheiro pra você administrar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não, não sei nenhum.
Então, eu acho que funciona mais, e eu acho que funciona mais para os profissionais prestadores de serviço, principalmente, esse networking pessoal.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é, olha, só essa parte da entrevista aqui, Roberta, já valeu. Quem ouviu, já tirou o melhor, uma melhor lição, porque é isso mesmo, né? Assim, você sabe, quando a gente vai num restaurante que a gente gosta, ou que trataram bem a gente, A gente volta e a gente fala para os outros, vai lá comer, né? Gostei do filme, vai lá assistir. E aí, às vezes, a gente vai só porque a pessoa falou para a gente. E sabe, quando a gente também não gosta de alguma coisa, né?
A pessoa se compensava. Eu falei, perguntou, não seja antipático. Na festa de casamento, alguém quer falar, doutora, meu marido não paga alimento. Aí você vai falar, não estou me ignorando de trabalho, porque eu tenho um advogado que eu fui fazer um acordo com ele, E eu mandei, eram oito horas a mensagem, sabe? Aí ele disse, doutor, estou no meu sagrado momento de descanso. Aí eu falei, não faço mais acordo também, agora só na audiência, só de áudio.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente.
Ele perdeu a oportunidade, porque no dia seguinte meu cliente mudou de ideia com a coisa. Se eu tivesse falado com ele naquela hora, pode ser que eu tivesse conseguido com o meu cliente. No outro dia, ele brigou com a mulher à noite e acabou. Então é... E se você fala com a pessoa, falando... Ah, olha, eu acho que é isso. Você pode explicar tudo que você não conhece. Ó, você sabe que tem um monte de coisa aqui, mas eu preciso conhecer melhor. Me manda um WhatsApp, a gente conversa depois. Seja curioso. Não custa nada com a sua vida ter atenção com uma pessoa. E isso vai dar a empatia que você precisa. E vai te dar a chance de mostrar que você pode sim ajudar aquela pessoa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente, né? Talvez ela não se torne seu cliente ou qualquer coisa, mas você indicou ela para um caminho, você deu uma dica que foi boa para ela e você também ajudou e é para isso que nós estamos aqui na Terra, né?
Exato. Mas é isso que eu falo, eu acalmei o coração dela naquele segundo, não ajudei nem me contratou. Mas o dia que ela tiver um amigo, um parente, alguém, ela vai falar, peraí, que no casamento de tal pessoa, tinha uma advogada lá que ela falou isso aqui pra mim, ó. Vou pegar o telefone e dar espaço.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente.
Acontece.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Entendo perfeitamente. Bom, então pra gente terminar, Beto, muito obrigada por tudo. Nossa, foi incrível essa conversa. Eu tenho umas três perguntas, assim, que são rápidas. O que vier na sua cabeça, você fala. Tá bom? Tá preparada? Você já me falou uma, mas tenta pensar em outra. Qual foi a pior decisão financeira que você já tomou?
Eu tava internada. Tinha muito o que fazer, né? Quatro meses lá. E eu tenho doença de Crohn. Eu estava quatro meses sem comer. Porque na televisão eu queria comer, né? E aí passava propaganda de máquina de pão e máquina de suco. E aí eu cortei meu cartão de crédito, Comprei, né? Comprei máquina de pão, comprei juíze, saí do hospital. Sabe quantas vezes eu fiz pão? Um mês fazendo pão, depois pão. Jesus do céu, dá um trabalho desgraçado. Vou cobrar com a Maria, que foi a melhor. E o Juiceman, gastava um monte de truco, sujava aquele inferno. Deixa eu ir no mercado e comprar o suco pronto que resolve minha vida.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade.
Então, isso foi uma péssima escolha, mas de novo vinculada à emoção.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: A gente tá lá no desespero, a.
Gente faz só as compras. Não é? Eu comprei, eu gastei na época, pus meu cartão, parcelei, falei, eu quero esse que eu vou fazer. Quando eu puder comer, te venho em casa. eu vou fazer pão de manhã com aquele cheirinho. É lógico, eu tava sem comer há quatro meses, eu queria sentir o cheiro do pão. Isso me deu uma raivinha depois, que eu olhava pra máquina lá pegando poeira e falava, eu não acredito que eu gastei o menor que tem você e eu não uso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, não, dá muito trabalho. Nossa, tem coisa que não vale a pena.
Tem coisa que não vale a pena.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: A Luia tá aqui comigo, né? E ela assim, tia, você tem um processador? Eu falei, de jeito nenhum que eu tenho um processador.
Processador é o meu advogado.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Aqui, a próxima pergunta. Qual foi a coisa mais sem utilidade que você já comprou?
Além da máquina de pão?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Além da máquina de pão.
Coisinhas assim que você acha que é super legalzinho aí. Negócio de massagem aqui, negócio de coçar as costas, fazer massagem na cara. Essas coisas que você vê, sabe? Você olha no seu banheiro, cheio de coisa ali, você fala assim, o que eu tô com tudo isso aqui?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Roupa.
Eu já comprei roupa pela internet.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É difícil, né?
Sinceramente, coisa que eu compro no impulso, Madeleine. Coisa que eu compro no impulso é sem...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É justamente assim, né? Sem utilidade, geralmente. Sem utilidade. Ou foi a perda de dinheiro, né?
Foi a perda de dinheiro. Sem utilidade, eu juro. Essas que eu falo pra Bia, toda vez eu vou falar, vamos comprar um DSV pra fazer massagem? A minha filha falou, mãe, a gente já tem uns três lá. Você sempre compra isso. E a gente não faz massagem. Não faz. Aqueles negócios que vibra de massagem. barato vou comprar aí a mãe não não deixa você não ainda bem que.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ainda bem que ela tem um pouco de como de bom senso né para parar o impulso né aí agora ao contrário qual foi alguma coisa que você comprou que você que acabou sendo melhor do que você esperava pode ser uma.
Coisa que eu escolhi com dor no coração achando que eu estava exagerando mas no final eu fiquei da imensamente claro eu tinha a opção de comprar alguns celulares eu trabalho muito né um celular com 64 de memória e aí o cara me ofereceu um com 250 toque lá de memória e Será que eu pago essa diferença por isso? E aí eu comprei e depois fiquei com uma dor no coração. Eu falei, eu nunca vou usar isso, isso aí eu fiz uma besteira, vou lá devolver, não vou. E no final, assim, eu tô com ele já há um tempo e essa coisa de tecnologia que mudou muita coisa, inteligência artificial, que tá me ajudando no meu trabalho. E se eu não tivesse um com toda essa memória e tudo isso, eu não teria... Eu não estaria no IA e eu não... Então, pra mim, foi uma coisa muito boa. Eu gastei um pouquinho a mais e tá resolvendo a minha vida. Agora que eu tô com esse monte de palestra pra dar, tô guardando e fazendo slides e tá me resolvendo muito.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade. Então, é isso aí. Então, vamos já entrar no fim. Então, conta pra gente, Beta, o que você tem aí vindo, alguma palestra pra você convidar o pessoal aí que tá ouvindo. E fala um pouquinho sobre o seu trabalho e onde que o pessoal pode te encontrar.
Eu falei, eu sou advogada, né? Faço direito de família. Minha sogra faz direito médico e civil. Civil as duas fases. Meu escritório fica aqui na região de Santana, São Paulo, capital. Pertinho da Brasileme, pra quem é daqui. Pode me achar, tem dois Instagrams. O pessoal é roberta__ncamargo. E o profissional é arrobavianaecamargo.adv E projetos? Nós estamos aí com um projeto no escritório contra, como eu falei no começo, apoiando as mulheres e tentando mudar a conscientização e a educação da sociedade. Projetos em escolas desde crianças e projetos em grupos sociais, para que as pessoas ali sejam uma semente plantada. um ponto de fecundação. E dali as pessoas possam espalhar essas ideias, discutindo lá, discutindo em casa, enfim. Eu fiz agora algumas, vou fazer esse mês ainda, eu vou agora na Câmara de Guarulhos, fiz duas palestras essa semana, e estou com um projeto aí que vai ser legal, que vai ser no Bar O Feijoqueiro, que é de um convidado meu. A gente vai fazer um debate do assunto.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que legal!
E depois vai ter samba e vai ter as curtidinhas lá para o pessoal poder gostar. Então isso vai ser uma coisa mais informal, mas eu acho que vai ser bem legal. É só seguir o Instagram que a gente passa a data.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá ótimo, então. Puxa, muito obrigada, Beta, por ter passado a sua noite aí comigo, né? Conversando com a gente aqui. E é isso aí, então, pessoal. A gente se vê semana que vem, no próximo episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast. Até breve e obrigada.
Obrigada, Mariana. Um beijo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Outro. Tchau. Obrigada por ouvir esse episódio. Eu sei, acabou. Mas semana que vem tem mais. Lembre-se de se inscrever, curtir e compartilhar. E não se esqueça, você pode se tornar boa com o dinheiro! Até breve e obrigada!
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