Ep.25 Desvendando a Mentalidade de Escassez: Uma Perspectiva Natalina
2 Dec 2025 · 25 min
Madeleine explores scarcity mindset during the holidays, showing how social comparisons trigger thoughts that shape emotions, actions, and money outcomes. She offers three concrete strategies: notice your thoughts and practice gratitude, set realistic expectations, and plan ahead with savings. A social media fast helps when comparisons get loud.
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[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá Furiosas! Bem-vindas ao Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast, onde conversamos todas as semanas em como você pode se tornar boa com o dinheiro, no bolso e na mente, usando ferramentas práticas do coach pessoal e maneiras simples e eficientes de lidar com a matemática do dinheiro. Está pronta? Invista em você mesma e vamos lá! Bem-vindos a mais um episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast. Meu nome é Madeleine e eu sou sua host. Estamos aqui para mais um episódio e eu tenho uma pergunta para você. Existe uma temporada do ano que você se sente pior em relação aos seus bens materiais do que o Natal? Nossa, que assunto feliz, né? Mas, na verdade, a época de Natal traz muito para as pessoas a lembrança das coisas que elas não têm, das coisas que estão faltando na vida delas. E é interessante notar que as pessoas sempre se comparam com pessoas que estão bem melhores do que elas. E aí você olha para o outro que está melhor e você vê... Puxa, eu não posso dar isso para o meu filho. Puxa vida, eu não posso ganhar isso. Puxa, eu não posso pagar por isso esse ano. Olha aquela pessoa. No Brasil, a temporada de Natal é no verão. Então, o que acontece? Muita gente vai para a praia, vai passear, vai viajar durante o fim de ano. E quantas pessoas não olham para essas pessoas e se comparam? E acham que a vida delas é terrível porque elas não podem viajar naquela época do ano. ou então elas se sentem pressionadas a ir, a participar da festa, a participar da visita e acaba se endividando porque não tem as condições financeiras de fazer aquilo. Por que a gente faz isso? Por que a gente acaba se entregando e fazendo coisas que a gente sabe que não são boas pra nós, que é o gastar o dinheiro que a gente não tem, mas a gente acaba fazendo e cedendo a pressão do grupo? Parece que é menos comum as pessoas que estão bem, que querem fazer a visita, pressionarem as outras de fazerem junto. Acontece, principalmente em família. Quando as pessoas estão trabalhando para sair das dívidas, como são o caso dos meus clientes, muitas vezes os pais ou as mães, a família, insiste que eles gastem com uma coisa ou com outra que eles não estão podendo no momento. E isso pode acontecer no fim de ano, na época de Natal. Mas, na maioria das vezes, esses problemas são criados pelo jeito como a gente pensa. Num dos primeiros episódios do podcast, nós falamos sobre essa ferramenta modelo que foi desenvolvida pela minha professora e mentora Brooke Castillo. e nela nós temos as cinco partes da vida. Tem as circunstâncias, que são os fatos, as coisas que acontecem fora da gente, tem os pensamentos, que são as coisas como a gente vê, é a nossa perspectiva, são sentenças da nossa cabeça, daí temos a emoção ou o sentimento, que é criado pelo jeito que a gente pensa, baseado no que a gente acha das circunstâncias. Próximo, nós vamos ter as nossas ações. As ações, elas vêm do sentimento que estamos tendo. Se nós temos motivação, se sentimos determinados, se sentimos felizes, nós vamos agir de certas maneiras. Se estamos tristes, devastados, sentimos vitimizados, nós vamos agir de outra maneira. E é mais provável que a gente não faça nada. A vontade de fazer é zero. E no fim de tudo, iremos ter o nosso resultado. O resultado é consequência das nossas ações ou falta de ações. No momento em que comparamos o que temos com os outros ou ficamos bravos quando uma pessoa recebe uma coisa e a gente não, geralmente acontece quando os nossos pensamentos, a nossa mentalidade é uma de escassez. Eu não sei porquê, mas a gente acha que por uma pessoa ter uma coisa, nós não podemos ter. Que só tem aquilo e que vai acabar. Ou então a gente não pode dividir, porque senão a gente vai ficar sem. Um exemplo prático disso seriam alguns empreendedores, algumas pessoas que eu conheço que estão começando o seu negócio. seu negócio e elas querem promover o seu negócio. Em vez delas usarem algo que elas possam ajudar as pessoas, os futuros clientes a já começarem a fazer transformações nas suas vidas, em qualquer área que for, elas ficam com medo de compartilhar as coisas de graça para que não sejam roubadas. É uma maneira importante de fazer propaganda, você providenciar para a pessoa algumas vitórias logo de cara, sem elas terem comprado nada de você. Pois assim elas desenvolvem um relacionamento que é tão importante entre o cliente e o fornecedor. É aquele relacionamento de confiança e de gostar da pessoa. Principalmente se é um serviço, se é um curso que você está fazendo, se é algo que vai te ajudar, se é uma pessoa que está fornecendo um serviço para você. Eu por mim, eu não compro um curso, eu não compro algo se eu não tive algum resultado com o que aquela pessoa está me ensinando. Se eu pratiquei algumas das coisas que ela me deu de graça e começou a dar certo na minha vida, eu sou mais aberta a fazer negócio com aquela pessoa. com o Dave Ramsey, que foi o meu mentor financeiro. Foi assim com a Brooke Castile, com a Judy Moore, Stacey Baiman, Pedro Calabres. Todos esses, eu sempre consumo algo que é de graça, faço, aplico na minha vida e começo a ver os resultados. E aí eu vou e me aprofundo mais no que eles têm pra oferecer, que são coisas pagas. E pra mim está ótimo, porque eu ganho muito com isso. Aliás, se você escuta podcast, são podcasts que te ajudam, tá aí, é uma coisa gratuita que as pessoas estão fazendo, que estamos fazendo, para que vocês comecem a ter um resultado na sua vida que seja positivo. E daí pra frente, você vai confiar na pessoa, você vai conhecer a pessoa. Eu sei que a minha mentora, Bruka Sio, ela diz que ela sai na rua e as pessoas conhecem ela, mesmo se ela nunca ter visto a pessoa na vida. Porque a pessoa escuta o podcast dela, escuta as histórias, histórias sobre os filhos e as coisas que ela está fazendo, os hobbies dela, além das coisas de trabalho dela. Então as pessoas confiam nela, gostam dela como pessoa e continuam aprendendo com ela. É claro, essas pessoas, empresários, precisamos tomar conta das coisas que a gente cria. né, dos direitos autorais, para que outros não roubem, porque é uma coisa muito normal, especialmente hoje em dia com a tecnologia do jeito que é. Então tá tudo bem, o senhor vai te abençoar porque você está fazendo a coisa certa. A pessoa não fez a coisa certa, é com ela. Não é porque alguém pegou que você não pode ter mais, que tem um limite, que é limitado e ninguém mais pode ter aquilo. Mesmo jeito com o dinheiro, se você está trabalhando para conseguir um dinheiro e uma pessoa está num cargo melhor e você fica chateada porque aquela pessoa pegou a promoção que você queria ou ela está ganhando mais, não quer dizer que por ela ganhar mais, não tem mais dinheiro disponível para você ir ganhar também. Então, talvez a gente tenha falado de escassez e talvez as pessoas não saibam definir o que é isso. A minha professora Brooke Castillo, ela descreve a escassez como uma mentalidade onde acreditamos que nunca há o suficiente. E essa mentalidade pode ser tanto para dinheiro, tanto para amizade, tanto para relacionamentos amorosos, ela tá em todo lugar. A tendência de você ter mais mentalidade escassez ou menos depende bastante da sua personalidade, do seu grau de estabilidade emocional, neuroticismo e conscienciosidade. Aliás, quem fala bastante de personalidade e o efeito da nossa personalidade e os nossos comportamentos é o professor Pedro Calabres, neurocientista. Ele acrescenta que não se trata apenas de falta física, é sobre nossa percepção do que nos falta. Lembra, nós falamos do pensamento, o que você acha que aquilo está faltando na sua vida. Geralmente, o que causa dor pra gente, o que causa o problema, é quando a gente olha pra circunstância ou pra situação e Aquilo lá representa algo em relação a gente. Nós estamos, nós somos menores, nós somos inferiores, nós somos piores. É sempre algo que tem a ver com a gente. Às vezes nem parece que é isso, mas é por isso que é um problema. Porque nos faz sentir de uma maneira que a gente não quer. Que quer dizer na nossa cabeça alguma coisa negativa sobre nós mesmos. Durante o Natal, isso pode se manifestar como sentir que não temos dinheiro, tempo ou até mesmo energia emocional suficientes. Entender o que está por trás desses seus pensamentos, dessa sua mentalidade de escassez, é o primeiro passo para você conseguir combatê-lo. Quando eu me casei aqui nos Estados Unidos, a família do meu marido fazia um monte de festa. E as festas eram na casa da minha cunhada. da irmã dele, que morava num lugar muito chique, muito caro, em Orange County, Califórnia. E a casa dela era maravilhosa, ela tinha tudo do bom e do melhor, e tudo que ela fazia sempre parecia, pro meu ver, que era perfeito, porque todo mundo vivia falando. E eu me sentia muito mal, porque eu não conseguia atingir aquele patamar de sucesso. E eu não tinha percebido que o problema era eu, que era eu achando que por ela ter sucesso, eu era uma fracassada. Que não tinha nada a ver, não tem nada a ver. Mas eu tinha isso na cabeça, que como ela era melhor, então eu era pior. Como ela fazia as coisas de um jeito, eu fazia do jeito errado. E essa escassez e sempre os comentários de como a casa dela era chique, como era isso, como era aquilo, sempre me fizeram me sentir muito mal. Pensando que com a mentalidade escassez mesmo, que eu nunca ia conseguir nada, que não tinha pra mim, que não ia dar certo pra mim. Depois de muito tempo, levou para eu perceber que era o que eu pensava, que era o que eu fazia, aquilo significava sobre a minha pessoa o sucesso dela. E são completamente exclusivos, não tem uma coisa a ver com a outra. O sucesso dela é dela e o sucesso que eu alcançar é meu. Está disponível para todo mundo. E aliás, se você olhar na situação de trabalho hoje em dia, das carreiras e emprego disponível, é conhecido mundialmente esse problema que as pessoas estão tendo em contratar funcionários, que vários funcionários não performam na capacidade que eles podem por um simples problema. distração. Eles não têm ética de trabalho, eles vivem grudados no celular, se distraindo com tudo, chegando atrasado, não levando as responsabilidades a sério. Então, qualquer pessoa que fizer o mínimo, chegar no trabalho na hora certa, às vezes um pouquinho antes e ficar um pouquinho depois, trabalhar enquanto estiver no trabalho, você já vai ter uma vantagem muito maior. Uma vantagem que vai te colocar na frente dos outros. Esses outros que ficam para trás, olhando rede social o tempo inteiro, se distraindo, indo bater papo com as pessoas e fica usando o trabalho, a hora do trabalho, pra fazer outras coisas. Tá, mas voltando pro caso com a minha cunhada, voltando pro caso 10K6, não é porque uma pessoa consegue uma coisa, você não pode. Infelizmente, na época do Natal é muito mais fácil de você ver isso. E é claro que você está vendo o exterior das coisas. Outras pessoas talvez não tenham as condições financeiras de pagar pra tudo aquilo. Elas estão geralmente financiando as coisas ou usando cartão de crédito. Aqui nos Estados Unidos, quase 8 pessoas entre 10 vivem de um cheque a outro de pagamento. De um dia de pagamento a outro. Significa, se alguma emergência acontecer, a pessoa não vai ter dinheiro, não vai ter margem no seu orçamento pra lidar com aquele problema. E como as pessoas ficam assistindo nas redes sociais e ficam assistindo as propagandas por aí, elas se sentem na obrigação de comprar mais presentes do que podem, gastar mais do que devem e usar o cartão de crédito e ficar pagando o cartão até fevereiro ou março do ano seguinte. Aqui, vamos ver um exemplo bem prático de mãe, tá bom? Você tem essa mentalidade de escassez e você entra numa loja e vê todas as decorações, os presentes e as pessoas se movimentando. Você sente uma sentação de sobrecarga pensando em suas próprias limitações do seu orçamento ou nas expectativas da sua família. E essa é a escassez em ação. É aquela voz te dizendo que o que você tem ou o que você pode dar não é suficiente. Às vezes a gente acha que a gente não é suficiente. É uma mentalidade escassez. Se você tem filhos crianças, você sabe muito bem, e nós já passamos por isso. Crianças não têm o cérebro desenvolvido para poder entender as nuances de situações financeiras e outras coisas. Elas sentem o estresse dentro de casa e elas percebem que a mãe não está bem. Elas não conseguem fazer um raciocínio realista da situação financeira e não pedir presentes. Elas ainda não têm capacidade para isso. É parte do desenvolvimento de cada um. No caso do estresse que ela sente da mãe e do pai, em vez dela pensar que é uma situação relacionada com dinheiro e gastar menos, ela acha que é uma situação relacionada com ela, que ela está criando o problema, que a criança é o problema. Ela não pode entender ainda que a situação é em relação ao dinheiro e o pai e a mãe gastarem menos. Elas acham que elas têm culpa. Então, você deve estar pensando, ah, tudo bem, pra você é fácil, você tá aí nos Estados Unidos, você consegue comprar presentes de Natal, tem os lugares baratinhos pra comprar, tem as promoções, aqui no Brasil não é assim. Eu já passei dos dois lados e eu sei que a situação não muda muito. Se você não mudar como você pensa, a situação não muda, ela só muda de valor. Eu tenho duas filhas e Natal sempre foi um big deal pro meu marido. muito grande... para a família dele inteira... eles comemoram o Natal Level One... do Papai Noel... de comprar presente... essas coisas... então, o que eu tinha que fazer? Sempre botei na minha cabeça que eu tinha que dar um Natal daqueles de TV para a minha família... e foi o que eu fiz por muitos anos. E chegou um ponto que eu comecei a ficar tão ressentida do Natal, porque eu mesmo determinava que eu ia gastar daquela maneira ou passava do meu orçamento. Nunca sim de entrarmos em dívidas. Só quando eu já estava em dívida que eu fiz isso, mas depois que nós saímos das dívidas, eu tinha o dinheiro pra gastar com o Natal. E se passasse a gente tinha como recuperar, a gente trabalhava mais. Meu marido trabalhava um dia a mais de overtime e pronto, resolvido. Mas essa pressão de que eu tinha que fazer esse natal dos sonhos para os meus filhos, foi uma pressão que eu coloquei em mim mesma. Agora, se você decide de uma maneira racional que você vai fazer isso e você tem condições de fazer, vai e faz. Mas se você se comparar com outra pessoa, alguém que tem mais dinheiro, e você continuar com essa mentalidade escassez, você vai se sentir mal da mesma maneira. Da mesma maneira que alguém que não tem dinheiro, que está super quebrado e que não vai poder proporcionar muitas coisas para os filhos. Eu acho que agora você já deve ter percebido que essa mentalidade de escassez vem quando nós comparamos nós mesmos com outras pessoas. E é claro, a gente sempre compara a gente no pior para alguém melhor. E aí sempre a gente se sente inferior. Não tem jeito. Há uns anos atrás, o professor da BYU, chamado JB Ross, foi convidado para fazer um devocional. E quando ele recebeu o convite, ele disse que ele não estava preparado, que ele não queria, que ele não estava se sentindo à altura dos devocionais que já tinham sido feitos antes na BYU. Então ele mandou um e-mail e disse que ele não iria fazer. Mas no outro dia ele acordou com a impressão muito forte de que ele estava se privando de aprender alguma coisa muito importante e inscrever esse devocional. Foi aí que ele começou o discurso lutando com a comparação. Até ele, o professor da BYU, sofre com esse problema de se comparar aos outros. Essa tendência ele fala no discurso que é normal. E todo mundo faz isso o tempo todo. E ele faz isso constantemente. Mas até essa afirmação é um pouco enganosa, ele diz. Dizer faço isso o tempo todo é como dizer respiro o tempo todo. Acontece sem que eu pense sobre isso. Pode quase parecer reflexivo, quase natural. E é esse o ponto. Ele fala uma coisa muito interessante. Que nesse propósito da comparação, a nossa competição não é com as outras pessoas. A nossa competição é com a gente mesmo. O Elder Jeffrey R. Holland diz o seguinte, Deus não mede nossos talentos ou nossa aparência. Ele não mede nossas profissões ou nossas posses. Ele torce para cada corredor, gritando que a corrida é contra o pecado e não um contra o outro. Nós sabemos tudo isso, certo? E sentimos às vezes essas verdades profundamente. Mas, se conhecemos essas verdades, então por que a gente continua se comparando e fazendo isso sempre? E por que a gente não lembra dessas verdades? E ele diz o seguinte, posso me ouvir pensando, muito obrigada. Agora não só me sinto mal comigo mesmo por causa de todas essas comparações com todos ao meu redor, mas também me sinto mal por realizar que estou pecando ao fazer essas comparações. Isso é ótimo, eu deveria ter ficado em casa hoje, na cama. Se algo disso está sendo interpretado dessa maneira, ele diz, eu entendo, mas acho que a outra maneira de ver isso seria ver como fortalecedor. Podemos notar como essas comparações são frequentemente falsas, ou seja, elas são frequentemente baseadas em falsidades e em premissas erradas, tanto criadas para outros quanto para nós mesmos. Isso vale a pena notar, enfrentar e lembrar constantemente. Quando nos encontramos preocupados com como nos medimos ao nos compararmos com todos ao nosso redor, e quando estamos preocupados com o que os outros pensam de nós, pelo menos estamos em boa companhia. Nas escrituras nós encontramos frequentemente passagens que mostram que até os apóstolos de Jesus Cristo lutaram contra isso, até discutiram sobre isso. Tá, mas e aí, como é que a gente para de fazer essa comparação? Porque é parte da nossa natureza e a gente faz isso constantemente. Uma das coisas importantes é tentar olhar para o próximo como Cristo olharia para nós. Quando nós usamos caridade e olhamos para as pessoas, para os sucessos delas, para as coisas que elas estão conseguindo, que nós ainda não conseguimos, nós podemos ficar felizes pelas outras pessoas. Não precisa significar que por elas conseguirem algo, nós não podemos também. e olhar para ela com esse amor de Cristo nos ajuda muito a não sentir a mágoa e o ressentimento que envenenam a nossa alma. Outra coisa importante também é demonstrar esse tipo de caridade conosco mesmo. É normal a gente comparar com os outros, é normal a gente julgar os outros, mas se nós pararmos e pensarmos no que estamos fazendo, ficarmos conscientes do que estamos fazendo, então, Nós temos que não ficar nos julgando ou falando que nós somos péssimos. Ah, que coisa errada eu tô fazendo. Puxa vida, eu nunca vou melhorar. Essa não é a atitude que vai te levar pra frente. E como que a gente vai, então, combater essa mentalidade de escassez? Eu vou te dar três dicas. A primeira é perceber o que está acontecendo, o que você está pensando. Qual é o pensamento que está na sua cabeça que causa esse sentimento em você, esse sentimento ruim, esse sentimento de mágoa, de rancor, de inveja? Qual é a sentença na sua cabeça que está fazendo você se sentir dessa maneira? Quando você identifica o que você está pensando, você pode definir se aquilo é um pensamento que você quer manter ou não. Os melhores pensamentos para você curar essa inveja, essa mágoa, são pensamentos que vão te trazer gratidão. As coisas que você tem, as bênçãos que você tem, a família que você tem, as pessoas ao seu lado, seus amigos, a oportunidade de estar nessa terra e, logicamente, a vida e a missão de nosso Salvador. Essas são várias coisas que você pode pensar que vão trazer gratidão. Se você quer algo que aquela outra pessoa não tem, você pode trabalhar para conseguir. Às vezes você não vai conseguir, mas às vezes é possível de você desenvolver. Às vezes é uma capacidade que a outra pessoa tem, às vezes é um bem material que você quer construir, ou uma posição na carreira, ou alguma experiência que você quer providenciar para a sua família. Essas coisas são possíveis, mas a inveja e a mágoa não são tão bons combustíveis para que você alcance essas coisas. Quando temos a humildade de perceber os nossos erros, estarmos dispostos a modificar os nossos comportamentos e a pedir ajuda, nós estamos num caminho muito melhor para alcançar aquilo que queremos. Nesse devocional do professor J.B. Ross, ele usa uma citação do Elder Wuchtdorf, que diz o seguinte, Nós não descobrimos humildade em pensando menos de nós mesmos. Nós descobrimos humildade em pensando em nós menos. Significando que quando nós pensamos mais no próximo, a gente não precisa pensar que a gente é inferior. Isso é o que eu quero dizer. A gente descobre a humildade pensando mais nos outros, em vez de ficar achando que a gente é menos, que a gente é inferior. O segundo passo pra nós combatermos a mentalidade de escassez seria estabelecer expectativas realistas pra nós e pra nossa família. O Natal não precisa ser perfeito pra ser significativo. Então lembre-se, faça o seu melhor, mantenha-se firme ao seu plano, ao seu orçamento e tente fazer as coisas que você pode pra proporcionar um tempo legal com a sua família. Esse fim de semana passado, eu trabalhei de voluntária num parque que tem aqui perto de casa, que tem umas luzes lindas de Natal. E todo ano eu quero ir, mas ninguém quer ir comigo. E é caro. Então, eu como me matriculei para ser voluntária, eu posso ver as luzes a hora que eu quiser, durante a minha escala. Não só isso, mas eu também ganhei mais quatro convites. E eles são muito difíceis, eles geralmente se esgotam e as pessoas ficam correndo atrás dos convites. E eu vou poder dar de presente para uma amiga que gostaria muito de ver, nunca foi e está numa situação financeira mais apertada esse ano. Talvez você consiga ser voluntário em algum evento, alguma atividade que você possa depois levar a sua família, se isso é importante para você. E o terceiro passo, então, seria planejar com antecedência. No caso, nós já estamos em cima do Natal. Então, esse planejamento seu deste ano vai ter que ser mais apressado. Mas, para o ano que vem, como a gente já conversou dois episódios atrás, você pode se preparar antecipadamente, colocando um pouquinho que seja todo mês numa poupança e não mexendo. E vai ser a sua poupança do Natal. Quando você usa orçamento e economia, você consegue aliviar várias das pressões financeiras que a gente sente nessa época do ano. Então vamos recapitular os três passos então. O primeiro é praticar a gratidão e prestar atenção quais são os pensamentos que passam na sua cabeça quando você está sentindo inveja, mágoa, ressentimento, raiva. Preste atenção no que você está pensando. Segundo, lembre-se, estabeleça expectativas realistas para você e sua família. E terceiro, planeje com antecedência. Agora, se você tem uma dificuldade muito grande mesmo de parar de se comparar, eu recomendo você fazer um jejum das redes sociais. Poderia ajudar muito você a passar uns 5, 6, 1 semana, semana antes do Natal, sem ver nada de rede social. Daí você não vê o que os outros estão fazendo, o que as celebridades estão fazendo, como elas estão comemorando o Natal, as festas de fim de ano, o Réveillon, você não precisa saber de nada disso. Olha que momento mais legal pra você fazer esse jejum. Isso ajuda muito. Mas se você não quiser fazer, lembre-se, faça esses 3 passos. Para concluir, eu gostaria de falar para vocês que, à medida que a gente vai passando nessa temporada de festas, concentre-se na abundância, nas coisas que você tem na sua vida, e foque na alegria e no amor que o Natal representa. O Natal é para a gente comemorar o nascimento de Jesus Cristo, a vida, a missão dele, e o que ele fez por nós. Tá bom, não é Páscoa ainda, mas se ele não tivesse nascido, ele não teria feito a missão dele que demonstra tanto amor por nós. Espero que eu tenha podido dar um pouquinho de força para você enfrentar esse momento aí, para você não ficar se comparando, não ficar se sentindo mal quando você encontrar outras pessoas que estão melhor do que você. Lembre das coisas boas que você tem e siga em frente. Se você precisa estabelecer novas metas, metas que você quer alcançar para o ano que vem, nada melhor do que usar esse momento para fazer um balanço de como foi o seu ano, quais as coisas que você quer para o futuro e como você vai chegar lá. Se você está planejando fazer grandes mudanças ano que vem, principalmente na sua área financeira, então você não pode perder o próximo episódio. No próximo episódio eu vou compartilhar com vocês uma ferramenta para você usar para definir essas mudanças que você quer fazer e como elas podem realmente acontecer na sua vida. E eu vou ter um anúncio muito especial para compartilhar com vocês. Então, até breve e obrigada. Obrigada por ouvir este episódio. Eu sei, acabou. Mas semana que vem tem mais. Lembre-se de se inscrever, curtir e compartilhar. E não se esqueça, você pode se tornar boa com o dinheiro. Até breve e obrigada.
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