Ep. 29 Emoções e Finanças: Workshop na Chief Financial Mom Academy
2 Dec 2025 · 22 min
A workshop on how emotions drive spending and what to do about it. The host breaks down three ways to respond to feelings: resist, react, or feel. A real case shows why moving credit-card debt around doesn't work without changing the behavior that created it.
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[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Bem-vindas ao Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast, onde conversamos todas as semanas em como você pode se tornar boa com o dinheiro, no bolso e na mente, usando ferramentas práticas do coach pessoal e maneiras simples e eficientes de lidar com a matemática do dinheiro. Está pronta? Invista em você mesma e vamos lá! Bem-vindos a mais um episódio do podcast Dinheiro Não É O Seu Problema. Eu sou a Madeleine, sua anfitriã, e hoje eu tenho para vocês um episódio bem curtinho. É um episódio introdutório sobre emoções. Eu fiz esse workshop no meu programa CFM Academy e eu gostaria de compartilhar com vocês. Ele é curtinho, mas ele tem muitas coisas interessantes sobre emoções. Então, vamos lá. Bem-vindas à nossa sessão hoje. Hoje nós vamos falar sobre emoções. Parece que eu falo sempre sobre emoções. Mas por que a gente fala sempre sobre emoções? Porque emoções são coisas muito importantes. Tudo que a gente procura na vida é porque a gente acha que a gente vai se sentir de uma certa maneira quando a gente alcançar aquilo. O mais interessante é que nós podemos nos sentir da maneira que queremos agora mesmo. Nós não precisamos atingir aquilo para poder nos sentirmos bem. Aliás, fica aí a dica. Para você alcançar aquilo mais rápido, você já acessando essa emoção, a emoção que você quer sentir, vai te ajudar a chegar no objetivo que você está procurando. Como que é isso? Bom, porque as emoções, elas vêm do que a gente pensa. E as emoções, elas que motivam como nós vamos agir. Se você está se sentindo mal, você não vai querer fazer muitas coisas. Você pode querer ficar deitada, dormindo. Você pode querer não falar com ninguém. Você pode não fazer coisas diferentes na sua vida. Você pode brigar com seus filhos porque você está se sentindo brava, se sentindo com raiva. E tudo isso afeta os seus resultados, porque como a gente age é o que vai dar o nosso resultado. Mas para a gente agir, nós temos que estar nos sentindo de uma certa maneira. E tem três coisas importantes que a gente pode fazer com uma emoção, um sentimento. Lembre que a emoção é aquilo que é inconsciente e o sentimento é quando a gente se torna consciente do que a gente está sentindo. Então, o que você pode fazer com os seus sentimentos? Então, quando você percebe que você está com uma emoção, com um sentimento, você pode fazer três coisas. Uma delas, nós todos fazemos isso. Resistir àquela emoção. Nós podemos reagir ao sentimento e nós podemos sentir. Parece até esquisito falar sentir o sentimento, né? Mas quando a gente olha nessas três coisas que a gente pode fazer com o sentimento, com a emoção, a gente consegue entender por que é importante, cada um deles é importante. Resistir. Quando uma emoção vem e você não quer aceitar aquela emoção, você quer fingir que ela não está acontecendo, seria resistir. Então, se você está brava e você fala, não, eu não vou ficar brava. E você está tentando se auto-enganar de que você não está se sentindo brava ou que você está triste, você tenta fazer outras coisas para esquecer da tristeza, para não ter que lidar com aquela tristeza. Então você vai, vai passear, vai para o shopping, Aí acontece, né? Quando você tá triste, você acha, ah, eu preciso comprar alguma coisa pra ficar feliz. Aí você compra, gasta sem poder, vamos supor que você não planejou aquela compra, gasta, ainda fica pior, né? Fica uma situação ainda pior, porque se você gastou e não tinha o dinheiro pra gastar, ou você pôs no cartão de crédito, você vai ter que pagar depois, ou você vai estourar o cartão, ou vai estourar o cheque especial. Ou você vai ter que tirar dinheiro de outra coisa que é importante para poder cobrir aquela compra. Eu fiz isso muito. Eu gastava numa coisa e tirava da outra. E ficava fazendo esse jogo de ficar balançando uma coisa com a outra. E na hora que eu precisava pagar uma coisa que era séria, eu não tinha o dinheiro. Aí eu tinha que tirar de outra coisa. Então, é por isso que é importante a gente prestar atenção nas emoções, nos sentimentos. Porque eles vão nos lidar a fazer as coisas que vão ser produtivas para a nossa vida ou que vão criar mais problemas. Então resistir à emoção é uma das coisas que a gente pode fazer. Não é errado, é simplesmente você tem que olhar para o resultado e ver se você está tendo aquilo que você quer. Se você não está tendo, não está alcançando aquilo que você quer, então nós temos que reavaliar como você está agindo com as suas emoções. Segundo, reagir. Eu sei que reagir parece ruim, parece assim meio conotativo, né? Uma conotação meio negativa, mas não é. Reagir é simplesmente agir de acordo com a emoção, né? Então reagir. A coisa aconteceu, você pum, papum, né? Você faz outra coisa. Então vamos supor, quem está bravo vai e grita. Isso é uma reação, né? Quem está bravo vai e bate em alguém ou joga uma coisa. Isso são todas reações. Existem reações positivas? Sim, existem reações positivas. Se você está feliz, a sua reação é dar risada, é abraçar os outros, é ficar feliz, é pagar conta de todo mundo. Então, isso também é uma reação. Não quer dizer que reagir é uma coisa ruim. Depende da emoção. É simplesmente o que você vai fazer quando a emoção aparece, quando o sentimento tá lá. Eu vou supor, se você está triste, uma das reações é chorar, né? Faz sentido. Você está reagindo à emoção. A emoção veio, você está reagindo. Às vezes, o que é o problema é quando a gente reage sem parar pra pensar. Quando a gente reage só da emoção. A gente age na emoção, reage na emoção e é só isso. Não leva ninguém em consideração, não pensa em nada e não pensa no que vai causar pra gente. Às vezes as pessoas reagem ao medo, vamos supor, elas sentem a pressão do grupo e alguém oferece uma bebida, oferece drogas ou alguma coisa assim, a pessoa fica com tanto medo da rejeição do grupo, nosso cérebro não gosta disso, o nosso cérebro é design para nos deixar parte do grupo. Nós queremos fazer parte do grupo, porque era como mantíamos a nossa sobrevivência. Se você não fosse parte do grupo, o leão vinha e te comia, ou o urso vinha e te pegava. Então, nós queremos fazer parte do grupo. E se você está no meio de uma situação de pressão, onde todo mundo tá bebendo e eles te forçam, eles te oferecem uma bebida e você tem aquele medo, aquela pressão de que tem que beber, senão ninguém vai gostar de você, aí você reage e você bebe. sem pensar, porque é uma coisa automática do nosso cérebro de querer fazer as coisas para nos proteger e para nos tirar o sentimento ruim da gente. Nós queremos se sentir bem. Prazer também é outra parte do cérebro que é importante, que também mantinha a gente vivo quando estava na época dos australopithecus, vai saber, né? Nas eras das cavernas. Mas agora nós temos a capacidade, nós como seres humanos, temos o córtex pré-frontal, que ajuda-nos a decidir as coisas. Então, quando sente a emoção, a gente não precisa agir sem pensar. A gente pode reagir, mas pensando. Eu vou agir dessa maneira. Reagir é assim, é mais automático, né? Coisa acontece e você age sem pensar. Esse é o sentido mais negativo do reação, né? Reagir. E o terceiro é sentir, que é o que faz mais sentido, mas às vezes a gente não faz, porque a gente está fazendo uma das outras duas coisas. Então, ou você resiste ou você reage. Mas a terceira é muito importante, porque se você permite sentir a emoção, muitas vezes a gente não faz coisas que não são produtivas para a gente, senão simplesmente sentir. Eu, como uso muito a ferramenta modelo, eu uso muito essas coisas que eu tenho aprendido, que eu ensino para vocês. E uma das coisas que eu faço é, eu não quero ficar sentindo, se eu tô me sentindo mal, eu quero logo já pensar como que eu vou sair dali. E às vezes a gente precisa aceitar que a gente tem que sentir um pouco. Que se a gente parar um pouco e sentir a emoção, ela perde um pouco daquela força que ela tem na gente. Principalmente as negativas. Em vez de ficar pulando direto pra, ah não, eu sei como resolver isso, eu já pego outro pensamento e já troco a emoção. Mas é importante dar tempo. e processar aquela emoção. Eu estava falando com uma coach amiga minha, e eu estava processando, estava contando para ela umas coisas na minha sessão de coaching, e ela falou para mim assim, ela percebeu na minha feição que eu estava tentando pular muito rápido para outra emoção, para outro pensamento, para eu parar de ficar aqui. Ela falou assim, não tem nada de errado você parar e sentir a emoção. O que a gente não é recomendável é ficar muito tempo na emoção, a gente fala de indulgir, indulging. Quando a pessoa se permite a ficar só naquilo, só naquilo, né? Ficar mais tempo do que precisa. Às vezes a gente faz isso com doce, né? A gente come um doce e aí come muito, muito, muito mais. Fica comendo doce, né? É a mesma coisa. Quando a gente... Tudo sem limitação, tudo sem moderação, cria um certo problema pra gente. Então, mesma coisa com as emoções. Se você tá triste, você tá simplesmente... Hoje eu vou ficar triste. Te dá aí uma meia hora, uns 40 minutos, chora. Não tem vergonha, chora mesmo. Quer deitar, deita. E quer conversar com alguém, quer chorar as pitangas pra alguém, pode. Mas... Sinta a emoção, deixa ela processar no corpo, sente onde ela está amolando, onde ela está mais forte e depois vai pra frente. Depois decide o que você vai fazer. Em vez de simplesmente reagir, a emoção veio, você fez outra coisa e depois você se arrepende muitas vezes do que aconteceu. Como a gente falou do caso de comprar uma coisa, né? Então, às vezes a gente fica brava e aí fala coisas que não devem, né? A gente sempre fala isso porque você falou sem pensar. Então, por causa da emoção. A emoção, né? A pessoa te deixa... Você acha que a pessoa te deixa tão brava que você culpa ela. Ah, eu falei porque ela fez isso. Mas não é. Nós sabemos que é o que a gente pensa que faz a diferença de como a gente vai se sentir. Então, Se você tem uma discussão com alguém, tudo bem você estar bravo, aceita que você ficou brava, não reaja, não reaja, porque a maioria das vezes você vai reagir de uma maneira que acabe se arrependendo e não vai trazer nenhuma resolução positiva e nenhuma coisa que vai te ajudar. Muitas vezes a gente vê, né, as pessoas aí, né, como a gente fala do dinheiro, né, quando a pessoa não consegue resistir à emoção de que ela se sente menos porque ela não pode gastar o dinheiro como outras pessoas que têm mais dinheiro, ela usa o cartão de crédito e ela vai e financia um monte de coisa, porque o cartão é praticamente você tá financiando, né, e a pessoa vai e compra um monte de coisa. Quando a conta chega, aí tem aquele a pessoa se sente mal porque ela gastou o que não tinha e agora tem que pagar a conta e ela não tem dinheiro para pagar a conta, então fica um ciclo vicioso, né? Então, por isso que eu recomendo não ter um cartão de crédito, eu recomendo você fazer um orçamento, né? Na planilha, no papel, direitinho, que é para você saber os seus limites em certas coisas, seus, como se diz, constraints. ter os seus limites nas coisas que você vai gastar. Você sabe que é tudo bem. Eu já ouvi muita gente falar, muitos coaches falar assim, se você controla sua mente, gerencia sua mente direito, você não precisa tirar as coisas que você tem tentação de dentro de casa para você perder peso. Tá certo, né? Você desenvolve uma força se você consegue sentir a emoção vir de que você quer comer alguma coisa e a coisa tá lá na sua geladeira e você não come. Tem uma força, você desenvolve muita força, mas você tem que decidir qual é a batalha nesse momento. Se a batalha é eu quero entrar no hábito de comer direito, Em vez de você ter que ficar gastando energia, gerenciando a sua vontade de comer uma coisa que você sabe que tá ali na geladeira, né? O mais fácil então, pra te ajudar a ter mais sucesso, é mesmo nem ter em casa, certo? Então você tem que decidir qual é a escolha. Você quer desenvolver mais força em resistir qualquer tentação, em qualquer lugar que você for, é uma escolha. Ou você quer primeiro desenvolver um hábito, fazer uma coisa ser mais fácil agora, pra você se sentir que tá tendo um momento, que tá um aumento no seu progresso, né, que tá tendo um progresso. Então, tira as coisas de dentro de casa. Você escolhe qual que é que você deve fazer. Muita gente fala que não importa o que tem em casa. E eu já sou a favor de que, se isso não é importante, se você está querendo ir numa outra direção, é melhor não ter em casa. Mas é uma escolha que você faz, porque a emoção vai vir forte. Então, aquela vontade de comer alguma coisa. Mas é uma coisa de gastar, por isso que eu falo, não tem o cartão de crédito. Porque vai vir aquela vontade de gastar, mas você não tem como financiar essa vontade. Aceite que a vontade está lá. Muitas vezes, quando a gente processa, a vontade passa. A gente não reage, a gente simplesmente senta e fica prestando atenção, o que está acontecendo com a gente fisicamente. Às vezes, quando eu fico nervosa, a dor de cabeça piora. Eu percebo essas mudanças no meu corpo, então é importante você prestar atenção. E às vezes a gente faz as coisas piores porque a gente não aceita em deixar e sentir o que está acontecendo mesmo. Então não tem o cartão de crédito, né? Porque quando vier aquela vontade você nem vai usar e depois não vai te dar um problema mais pra frente, né? Mas isso é de cada um, certo? Você tem que entender quais são os seus limites lá. Eu sou contra o cartão de crédito, então esse daqui vai ser meu go-to, a minha escolha, né? Você tem que ter o seu orçamento bonitinho, você tendo dinheiro, tem dinheiro pra gastar, quer gastar, vai e gasta. Não vai te trazer outra consequência negativa, fora da emoção que você já tá sentindo. O professor Pedro Calabres faz um exercício de que a pessoa, quando ela tá sentindo qualquer coisa assim, que ou ela não quer sentir, ou simplesmente só pra sentir, fecha os olhos e imagina a onda no mar. E fazendo isso, imaginando a onda, imaginando outras coisas. Por quê? Porque o nosso pensamento mudando, a gente muda como sente, né? Então, ele visualizando a onda, ele ajuda a emoção dele acalmar, ficar menos forte, e aí ele consegue gerenciar melhor, a gente consegue gerenciar melhor. Todas essas são alternativas, mas lembre-se que tem três coisas que a gente pode fazer com a emoção. Lembre-se de resistir, reagir e sentir. Eu recomendo você sentir. Aceite as suas emoções e escolha o que vai fazer depois delas, porque elas vão direcionar como nós vamos agir e como a gente age traz os nossos resultados. Eu não tô vendo nenhuma mão aí levantada pra gente fazer um coach live, então eu vou fazer um modelo aqui que eu fiz com uma cliente essa semana. Então, a história dela foi a seguinte, a pergunta dela foi Ele e eu temos três cartões de crédito. Nós estamos tentando pagar dívidas. Nós já pagamos uma vez, mas já estamos de dívida em dívida de novo. Nós temos três cartões e estou pensando em passar o quanto eu devo neles para um cartão que é 0%. Você acha que isso é uma boa ideia? Então, basicamente, eles têm cartões de crédito e ela quer combinar todos esses cartões, todas as dívidas desses cartões em um cartão só, transferir tudo para o que é de 0% APR, que é o juros de 0%. Lembre-se que a circunstância sempre e muito é um fato, não tem emoção, não tem nada ligado, é fato. Então, no caso aqui, são três cartões de crédito, transferir o balanço dos cartões de crédito para um zero por cento. Então, esse é o fato. O fato é a transferência, ela está questionando a transferência, a viabilidade da transferência do balanço para o terceiro cartão a 0% de juros. O pensamento dela é, qual será que é o pensamento dela? Que vai resolver o problema dela. Vamos ver se ela fala aqui. Ela não me falou qual era o pensamento dela, eu acho que era, eu não me lembro direito, mas eu acho que era algo assim, é, vai resolver o problema, vamos comprovar, vai resolver Ela acha que vai resolver o problema. É o que ela tá pensando se ela colocar todas as dívidas em um cartão só. O sentimento que ela tem é de... Ela não tá quase certa que vai resolver o problema. Ela tá meio que se questionando se ia resolver o problema. Porque ela veio pra mim e perguntou. Será que eu faço isso, né? Então, ela acha que vai resolver o problema, mas ela não está certa. Ela não tem certeza que isso vai resolver o problema, né? Então aqui, não sei se vai resolver o problema. Para ela questionar se ela deve fazer isso ou não, ela deve estar com aquela dúvida, porque no fundo, ela sabe que não vai resolver o problema. Mas em todo caso, ela está pensando, não sei se vai resolver o problema. O sentimento aqui é dúvida. Ela está tendo dúvida, ela está se sentindo incerta. Vamos colocar incerta. Ela não tem certeza de que aquilo vai resolver o problema. E aí, quando ela se sente assim, por pensar que ela não sabe se vai resolver o problema, por ela ter essa dúvida, ela vai ficar... talvez ela pergunte para várias pessoas as opiniões dela. Porque quando a gente fica perguntando, é que nem quando a gente assiste um monte de coisa na internet, ou quando a gente fica procurando um monte de resposta em outros lugares, a gente não quer tomar uma decisão. Então aqui, no caso, ela não sabe se ela deve tomar essa decisão, ela tá incerta. Porque, na verdade, ela sabe que isso não é a maneira que vai resolver o problema. O problema aqui, como é dinheiro, é matemático. Ela tem que parar de gastar. E para ela parar de gastar, ela tem que pensar de uma maneira diferente. Porque agora, toda vez que ela vê alguma coisa, ela e o marido veem alguma coisa, eles vão e compram. Sem analisar se eles têm o dinheiro ou não. Então, quando ela se sente incerta, quando ela não tem essa certeza, ela pergunta, fica procurando, procurando resposta. Mas não assim, suficiente para ela tomar a decisão. Fica perguntando pra todo mundo pra ver a opinião de todo mundo. Porque cada um vai falar uma coisa pra ela. Ela vai ficar pensando na cabeça dela. A gente chama de spinning. Ela vai ficar spinning na cabeça dela. Porque ela sabe que isso não vai resolver o problema dela. Mas ela fica se questionando. Vai resolver ou não vai resolver? Então procurando a resposta, ela fica spinning na cabeça dela. O que mais que ela faz? Ela não toma uma decisão, é uma coisa que ela não faz. Enquanto ela fica procurando, pesquisando, vamos lá, procurando respostas, pesquisando, assistindo coisas na internet, ela não toma decisão. Não toma decisão. Uma decisão que vai resolver esse problema e não uma solução que vai ser temporária. Como ela mesma já falou, ela e o marido já pagaram dívidas antes, mas eles estão de novo na dívida. Por que isso acontece? Porque a pessoa não pensa, não muda como ela pensa. Muitas vezes as pessoas acabam ganhando uma herança ou vendendo alguma coisa valiosa que consegue pagar a dívida que elas têm, mas isso não muda o comportamento delas, porque não muda como pensa. Veio muito rápido, elas não tiveram que ir mudando aos poucos como elas pensam sobre como gastar dinheiro. Então a pessoa volta a ter a mesma coisa, o resultado que tinha antes, porque ela continua pensando da mesma maneira que pensava antes. Então é que ela não toma uma decisão, Fica procurando na internet respostas, fica perguntando pra todo mundo, fica pesquisando, fica rodando na cabeça dela. E aí o que acontece? O resultado aqui... Lembre que o resultado é sempre o efeito do que a gente está fazendo, né? É o efeito das nossas ações. E prova o nosso pensamento, porque o pensamento nos leva a agir de uma certa maneira por causa do sentimento. Então, no caso aqui, quando ela fica procurando respostas, Ela fica pesquisando, fica só pensando na cabeça dela. Ela fica na internet procurando coisa. Não toma uma decisão. Então o resultado aqui, ela não vai conseguir resolver o problema dela. Ela não resolve o problema. Não resolve o problema. Ela não resolve o problema dela. E você vê que justamente vai aqui de novo, né? Volta a evidência do pensamento. Pensamento era, não sei se isso vai resolver o problema. O sentimento de incerteza leva a só ficar procurando, procurando informação e tentando achar a solução, mas ela não toma a decisão. Porque até um certo ponto, você tá pegando informação, isso que é importante. Mas quando você fica muito, muito tempo sem tomar a decisão, não tem jeito. Tem que tomar a decisão e ir pra frente. E como ela não toma essa decisão, ela não resolve o problema. E aí ela perguntou, mas o que eu faço? Eu falei pra ela, como a parte financeira, né? Se ela estiver disposta, no caso os dois, estiverem dispostos a transferir todos esses balanços pra um cartão só, que é 0%, e cortar todos os outros. E não usar mais esse cartão de 0%, aí talvez funcione. Porque o que acontece, não pode ficar cavando buraco quando você tá pondo terra por cima. Não vai fazer nada, não vai cobrir o buraco e é só um desperdício. Você vê, ela pagou todas as dívidas antes, mas como ela continua a usar o cartão de crédito, voltou a usar o cartão de crédito, teve jeito. Então o que você faz? É como a dieta. Você tira as coisas da geladeira e deixa coisas que vão apoiar o seu plano. O caso dela é o cartão. Tem que cortar o cartão, tem que pagar, finalizar e ligar para a companhia e fechar o cartão. No caso do 0%, transfere lá e paga o mais rápido possível usando o método da bola de neve que a gente já falou. Usa aquele método e paga o cartão. Assim que terminou de pagar, liga para o banco, liga para a companhia, cancela o cartão e fecha a conta. Tá bom? Essa é a única maneira que transferindo os balanços de outros lugares para um cartão funciona. Você tem que decidir não ter mais dívida. E é difícil, mas você consegue. Porque o nosso cérebro é fantástico e você vai conseguir achar um jeito de não ter que usar dívida mais. Você aprende a controlar suas emoções. E lembra, Não reaja às emoções indo lá comprar coisa ou indo lá comer coisa. Tá cansado? Vai dormir. Tá com fome? Come. Mas faz a coisa que é a consequência natural das coisas. Se você está triste, chora. Liga pra uma pessoa, conversa com ela. Não vai gastar dinheiro à toa. Dinheiro que você não tem, tá bom? Então lembre, três coisas da emoção. Resistir, sentir e reagir. Sentir antes de você decidir o que vai fazer é a melhor maneira. Então tá bom, nós vamos terminar a nossa chamada aqui por hoje, e eu vejo vocês até mais, até breve e obrigada. Obrigada por ouvir este episódio. Eu sei, acabou, mas semana que vem tem mais. Lembre-se de se inscrever, curtir e compartilhar. E não se esqueça, você pode se tornar boa com o dinheiro. Até breve e obrigada.
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