Ep.34 Fé e Empreendedorismo - Como Marleide Damasio Transformou Desafios em Oportunidades
4 Aug 2024 · 45 min
Marleide Damasio survived polio as a child in Goiânia and built her way from street vending to retail leadership, then lost everything in a business partnership. She rebuilt in Portugal and Utah, crediting her faith in The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints for her resilience through each collapse and restart.
Questions this episode answers
Goiânia, Brazil.
She moved from Brazil to Portugal, and (as of the episode) has been living in Utah for seven months.
Andrei and Kawan.
Poliomyelitis at nine months of age.
Selling her house in Goiânia.
Chapters
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Bem-vindas ao Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast, onde conversamos todas as semanas em como você pode se tornar boa com o dinheiro, no bolso e na mente, usando ferramentas práticas do coach pessoal e maneiras simples e eficientes de lidar com a matemática do dinheiro.
Está pronta?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Invista em você mesma e vamos lá!
Bem-vindos a mais um episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast. Hoje eu tenho para vocês uma conversa com uma pessoa incrível, a Marleide. Conheci ela só fazem dois meses atrás, mas parece que eu já conheço ela de outras datas. Fala Marleide, tudo bem com você?
Oi Madalene, tudo bem sim e você?
Tudo jóia. Então fala um pouquinho para as pessoas que não te conhecem e estão ouvindo o nosso podcast. Fala para elas um pouquinho sobre você.
Meu nome é Marlene Damagio. É um privilégio muito grande, Madalene, receber esse convite seu. Me senti muito honrada com esse momento. Eu vim do Brasil, tá? Eu sou brasileira, morava em Goiânia e depois mudei para Portugal e há sete meses estou aqui em Utah.
Você está com um filho aqui, certo?
Sim, com o meu filho aqui.
E lá em Portugal você morava com dois filhos, é isso?
Com meus dois filhos, né? O Andrei e o Kawan. E em Goiânia eu tenho uma filha que é casada e tenho quatro netos.
Vamos lá atrás, quando você era pequena, crescendo. Fala um pouquinho, porque isso aqui é um podcast sobre dinheiro. E eu sei que você, as coisas que você trabalha, elas viram ouro, elas se dão muito bem. Então você tem um senso aguçado pra quando a coisa vai bem ou quando a coisa vai mal. Então, por isso que eu achei importante e claro, sua história de superação é muito importante também. Então, vamos falar um pouquinho sobre a sua infância, sua adolescência. Como é que foi? Olhando pra trás, como que a sua.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Família encarava o dinheiro?
Ah, primeiro sim. Eu vim de uma família extremamente pobre, tanto financeiramente, infelizmente, mentalmente, mas não era por culpa deles, né? Então assim, eu tinha uma mãe que não teve uma educação, nunca foi à escola. Meu pai naquela época estudou até a quarta série. Então assim, naquela época falava quarto grau. Então eu vim de uma família totalmente desestruturada com relação à cultura. Então minha mãe nunca Ela sempre tinha aversão à questão de dinheiro. Ela não acreditava que podia mudar de vida. Mas no meu íntimo, Madalena, é tão interessante que eu tinha por volta dos seis anos e eu me lembro muito bem eu subindo em cima de um pé de amora e falava quando eu crescer eu nunca vou deixar ninguém cobrar aluguel na minha porta. Isso aconteceu muito lá e eu falava eu vou fazer muita compra porque nós tínhamos assim não passávamos fome mas tínhamos somente o básico. Eu não quero essa vida para mim. Eu tinha por volta de uns seis anos de idade, eu me lembro. Eu vendo aquela situação e falando, eu não quero passar isso. E o tempo, Madeleine, foi tão interessante. Foi passando e eu nunca me conformava com aquela situação. Então quando eu fiquei jovem, com oito anos, eu me batizei na igreja de Jesus Cristo do Santo, nos últimos dias. E começou a época do seminário e eu ficava vendo as outras jovens diferentes, com as roupas melhores. Eu falava, eu não quero isso para mim. Aí eu comecei a trabalhar na casa de algumas pessoas como doméstica para ter um dinheiro extra mas não entrava na minha cabeça que eu tinha que continuar naquela vida. E depois logo eu comecei a vender também coisas na rua. Peguei uma. Eu tive uma proposta de um emprego e eu sempre gostei de ser empreendedora. numa loja, uma das melhores lojas de Goiânia chamava Casa do Colegial na época e eu tive a proposta de trabalhar lá e a minha amiga também queria trabalhar lá e eu falei pra ela se você me der uma caixa de isopor pra eu colocar um suco dentro da caixa e vender você pode ficar com a minha vaga no meu emprego Estava trocando, né?
Já estava vendo o potencial de fazer mais dinheiro, né?
Isso, porque eu não entrava na minha cabeça trabalhar tantas horas por dia e não ganhar quase nada, ganhar um salário mínimo. E aí, ela falou, tá certo então. Como eu não tinha dinheiro nem para comprar a caixa de isopor, eu fiz essa proposta comprar a caixa de sopor. E aí foi aí que eu fui vendo que dinheiro não é questão para mim dinheiro não fazia sentido você despender trabalhar muito com o corpo e pouco com a mente. Foi aí que eu comecei a fazer lá em Goiânia chamava Tucão. E eu descobri uma forma de vender mais rápido. Então eu fazia aquele suco de maracujá tudo muito bem feito e eu saía como cinco e meia da manhã e chegava na feira umas seis e meia da manhã e vendia aquele suco junto com o sanduíche que eu comprava pronto na panificadora que eu pedia para eles fazerem para mim. E quando era 10 e meia 11 horas já tinha feito todo o meu trabalho estava com o meu dinheiro vendido tudo vendido. dividido tudo quando voltava enquanto eu não vendesse tudo e também com a feira de casa toda toda comigo também que.
Legal nossa eu acho legal porque assim tiver as pessoas falam assim ah você pode ser o que você quiser né e na verdade eu não posso ser uma jogadora da WNBA das mulheres que jogam basquete Mas não importa, eu não tenho talento e tal, mas eu nem tenho aquela vontade. E você sempre teve aquela vontade, que você sabia que você queria mais. E eu acredito que aquilo é dado pra gente pelo Pai Celestial, que Ele nos dá essa vontade de alguma coisa. E aí se a gente quer fazer, a gente consegue, né? Como você com seis anos já tinha essa ideia de que você não queria viver na situação financeira como seus pais estavam. E aquilo estava dentro de você. E aí já trouxe aquele espírito empreendedor que O mais importante, o que você acabou de falar, é uma verdade que muitas pessoas não entendem, que o nosso dinheiro não é relacionado ao número de horas que a gente trabalha, né? O valor que a gente traz para as outras pessoas, né? Você trouxe um suco delicioso, um sanduíche, quem estava com fome comprou de você, aquilo não tinha preço para a pessoa, aquilo lá estava perfeito, né? E aí você terminava de trabalhar, fazia mais dinheiro do que na loja, não é verdade?
Justamente essa é a minha visão. Eu pensava que eu posso fazer mais mais dinheiro que com o vendedor do que eu ficar ali oito dez horas em pé e não ter aquele retorno e não ter um tempo para mim que eu pensava sempre assim eu não entro na minha cabeça eu não tenho um tempo para eu poder desfrutar das coisas para viver naquela situação caótica. Nós vivíamos na época, eu ainda pensava nessa questão. Então minha visão sempre foi de empreender. Empreender, eu queria empreender desde pequena. Antes também na adolescência eu trabalhei na casa de uma mulher para fazer um dinheiro. Então sempre eu estava buscando. E na minha cabeça sempre falava, se você trabalhar para as pessoas, você vai enriquecer as pessoas, mas você vai continuar na mesma situação.
Trabalhando pra você, você não tem um teto de quanto você pode fazer, né? Só depende do seu empenho pra você fazer o dinheiro que você quer.
E naquela época, Madalena, interessante que ninguém acreditava na gente. Então como eu saía muito pra pensar, eu já vendia balinha de coco, tinha até uma frase que eu peguei do meu amigo, eu vendia balinha de coco nos terminais e meu amigo disse uma frase que falava assim, bala de coco e mel, quem não comprar não vai pro céu. a pessoa sempre achava muito interessante então eu estava sempre querendo inovar para fazer dinheiro e a minha família as vezes falava assim não o seu problema não é isso você precisa trabalhar de carteira assinada CLT né. Minha mãe falava não o seu problema é que você gosta muito de andar o rico ele é miserável mas vale um passo é mais válido é um camelo entrando no fundo da agulha do que um rico entrar no reino do céu. O dinheiro é a raiz de todo mundo mas não tem lógica uma coisa dessa. Pra mim não entrava, mas foi uma cultura assim que meus pais criaram, porque eles foram vítima das vítimas. Eu sempre falo isso. Não é porque eles fizeram o melhor na condição que eles tinham e no tamanho da mentalidade que foi passada, eles não conseguiram mudar isso.
O que eu vejo também é assim, as pessoas quando uma coisa é dissonante, é uma coisa que ela é, uma coisa que ela acredita e as coisas não estão certas, que nem ela pensar que uma pessoa rica era uma pessoa boa, mostra que então eu sou pobre, eu sou ruim, ou ao contrário. Então, o cérebro faz essas coisas pra gente ficar de bem com a gente mesmo e não ficar nessa confusão. Então, era melhor falar não, porque na Bíblia tá falando que o dinheiro é a raiz do mal, mas não é. É o amor ao dinheiro, né? Mas aquilo, aquele pensamento, aquela crença ajudava, no caso sua mãe e o seu pai, a ter paz com a situação que eles estavam, né?
Pra não ter conflito mental, né?
Exatamente.
E é interessante, Madalene, que eu acredito assim, eu sou, eu tive poliomielite aos nove meses de idade, onde o médico me falou assim, ou seu lado esquerdo todo vai ser paralisado ou eu iria morrer. Mas graças ao senhor nada disso aconteceu. Mas com o tempo eu comecei a pisar na ponta dos pés e eu não queria, as pessoas falavam que era orgulho, mas não era só orgulho, eu queria provar pra mim mesma que eu não via aquela eficiência não me atrapalhar em nada que a questão está mais na mente não no corpo. Então eu sempre busquei meios para que eu não dependesse do governo mesmo que eu tivesse direito. Eu nunca peguei nada do governo ajuda de governo nada. Então assim isso me deu eu falava não porque se eu pegar ajuda do governo ganhar um salário mínimo eu vou ficar estacionada e eu não vou crescer e o governo ajuda quem não tem condições e eu tenho condições.
Isso é muito importante.
Então eu cresci eu mesma com essa mentalidade.
E deve ter sido difícil você crescer com todas as pessoas pensando de uma maneira e você internamente sabendo que aquilo era um conflito, que você não acreditava naquilo. Existe alguma coisa do pensamento de como eles agiam que afetou você?
A questão de ter muita dó de mim. Eu acho que como pais, eles achavam assim, poxa minha filha é deficiente, então ela é limitada. nada. Eu não aceitava isso só que eu entendia também como pais. Então quando eu ia fazer alguma coisa minha mãe sempre ela me apoiava mas você sentia que não era aquele apoio que vinha do coração tipo coitado da minha filha deixa ela sonhar. Você entendeu. Então assim foram muitas porque a dona você é louca às vezes os irmãos falavam você é doida. Então não era não era só um sonho era uma realidade que eu sabia que ia acontecer comigo. Então isso assim foi bem difícil porque mesmo assim minha família da minha mãe era um povo muito branco e a família do meu pai era o povo mais negro. E eu sentia também essa diferença. Sabe essa questão de discriminação racial questão do deficiente né. Coitadinho deficiente não tem capacidade de nada. Antigamente era assim. Então isso foi muito difícil para mim os bullying que a gente sofria mesmo dentro da família. Então não foi fácil. Então para mudar essa mente eu ainda estou em processo de mudança mas assim eu já dei um salto muito grande e o Madalene.
Ah, eu sei, né? Das coisas que a gente já conversou, né? Off camera, a gente já conversou e você me contou essa história, né? Mas eu entendo, porque é verdade, né? O nosso cérebro, ele procura por evidência das coisas que a gente pensa. E crescer ouvindo... Ah, coitadinha! ou então ela não sabe o que ela está falando, ela é doida, e aí você começa a achar a evidência das coisas que as pessoas falam para você. É muito difícil, a gente faz isso, precisa de muito treino, você está sempre trabalhando na mente para poder não trazer essas crenças do passado, essas vozes do passado que não estavam te ajudando.
E isso acabou me levando a uma depressão muito profunda porque você acaba não se encaixando no mundo que as pessoas querem que você se encaixe. E isso me trouxe uma depressão muito grande. Então foi muito difícil porque eu tinha que tomar muita decisão, que era só eu. Eu tinha que tomar decisão na época de mudar. E você brigar contra o mundo não é porque eles faziam isso, não é porque eles eram ruins, mas era a realidade deles. E eu não queria fazer parte daquela realidade. Então, é uma briga interna muito grande consigo mesmo. O maior monstro que nós combatemos não é o outro, é a nossa mente. Essa transformação, ela traz dor, ela traz confusão, ela traz conflito. Porque você está querendo fazer uma coisa, a sua crença limitante fala, não, fica desse jeito. Porque o cérebro, ele não gosta de gastar energia. Tem essa questão também.
E tudo que é diferente, o cérebro gosta do automático. Pra você ficar diferente, você tem que pôr mais energia e ele não gosta. Então ele quer que você fique só na sobrevivência. Se você ficar quietinha, ninguém briga com você. Você fica pequenininha na sua, mas a gente sabe que a gente é criada pra mais.
Eu assim eu sempre quando depois eu resolvi trabalhar um tempo de carteira assinada mas não entrava na minha cabeça. Mesmo assim eu conseguia arrumar um emprego de meio período. Naquela época ganhava-se muito bem nesse emprego. E depois daí eu falei poxa eu preciso fazer mais porque naquela época sete salários mínimos era muita coisa no Brasil. Então eu sempre fui muito abençoada com relação a dinheiro e eu resolvi empreender. E eu conheci uma empresa onde eu comecei a crescer nessa empresa. Eu aprendi muito sobre técnicas de venda. Foi lá que eu consegui. Chama Nautis Life onde eu fui gerente. Chama líder de varejo. Uma gerente nessa empresa. Eu então atendia a Nápoles, Goiânia e os arredores ali. E eu era campeã de venda no Centro-Oeste.
Batia sempre as metas né.
Batia sempre as metas e as pessoas não entendiam isso mas é porque eu tinha dentro de mim. Eu não posso ficar só. Ah tá bom eu ganhei 10 mil reais. Vou dar um exemplo. Naquela época eu ganhei 10 mil. Tá bom não para mim não era o que eu pensava eu posso fazer mais e posso ajudar pessoas também a entender o potencial delas. Então isso é muito importante Madalena quando você sai da situação que minha história de vida é bonita. Eu passei muitas coisas e você entende que outras pessoas também elas podem podem chegar onde elas quiserem só querendo pagar o preço para isso. Às vezes o mesmo esforço que você gasta em não ficar pobre é o mesmo esforço que você gasta para ficar rica.
É, né? Às vezes é interessante isso, né? Fala pra mim então, Marleide, teve algum evento específico, alguma experiência que foi definidora, assim, divisor de águas pra você, que ajudou você na sua jornada financeira?
Sim. Eu trabalhava nessa empresa eu era na Nautilus Life e eu via que eu não era submissa a ninguém porque é uma empresa bem aberta. Agradeço muito o que eu aprendi lá dentro mas chegou a época que eu falei eu estou gastando muita hora fazendo muito dinheiro mas não é o suficiente para mim. E foi quando eu mudei para Portugal. Eu mudei para Portugal. Vamos pular aí um pouco. Eu mudei para Portugal e eu comecei a ver que eu queria alcançar algo mas tinha algo dentro de mim que me segurava Madalena. Era como se você falasse. Você via seu potencial. Você tinha chegado. Estava uma vida legal. Eu não podia reclamar. Eu já tinha comprado um carro em Portugal. Eu já tinha viajado para alguns países mas para mim é que lá tinha alguma coisa me segurando ainda. E o maior divisor de água para mim foi quando eu busquei o autoconhecimento e o amor próprio. Então esse divisor foi uma luta muito grande para eu ver que eu podia mais. Foi quando eu ingressei em uma empresa com o meu filho nós dois nessa empresa em Portugal e eu pude falar para o meu filho nós podemos mais e nós batemos metas e eu não posso falar valores mas metas assim que eu pensava que jamais estaria estaria longe do meu alcance. Mas quando eu vi isso eu comecei a crescer e estudar a Madalena quer ter um divisor de água estuda. Pessoas pensam que não. Não precisa de uma faculdade quem não quer ir. Tem nas internet.
É, hoje em dia tem em tanto lugar, né?
E esse foi o maior tesouro de água. Foi quando eu vi... quando meu filho fez a proposta pra mim de entrar na empresa com ele. E eu em seis meses eu levantei uma empresa. Em seis meses. Eu estava falando... e depois nós ficamos um tempo para estruturar as coisas. Então eu vi ali que foi difícil, viu Madalene?
Lógico.
Foi uma briga mental que eu falava... não, você não consegue, é muita coisa. E eu tive que gritar com o meu subconsciente... eu tive que falar... não, eu tenho condição disso. Então ver que eu precisava ajudar a minha família e não estava tendo como ajudar. Entendeu? Aí eu falei... se eu não estou ajudando é porque eu não estou conseguindo me ajudar... me conhecer. Então esse processo de autoconhecimento e amor próprio... você começa a ver um... ver mais ramificações das coisas... ver que você não é só sobre você. Se Deus te deu essa meta de você crescer... igual aconteceu comigo... eu estou pagando o preço desse autoconhecimento. Então não era só sobre eu... a minha pessoa... é sobre uma missão que eu tenho aqui nessa Terra. Para eu ajudar as pessoas, eu tenho que estar bem. Então isso foi o maior divisor de água. Não é só sobre a minha família estar bem. Ah, meus filhos estarem bem. Não, não era só sobre eu. Esse foi o maior divisor de água. Porque às vezes você fica só naquele mundinho. Que é só, olha, sua família está bem. Seus filhos, seus netos estão bem. Está tudo ótimo. O mundo que se exploda. Então isso, essa vontade de chegar a ajudar outras pessoas fez eu buscar maior conhecimento, trabalhar mais. Porque hoje o meu foco é totalmente mudado. É para ajudar as pessoas. Eu quero que as mulheres cresçam, que as pessoas cresçam e vejam que é possível.
Eu acho muito interessante porque você trouxe que você vê o seu propósito dado por Deus. A sua espiritualidade teve alguma influência nessa sua jornada financeira?
A minha espiritualidade tem tudo a ver com a minha vida financeira. Eu sou de a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. E desde criança eu tenho um amor incrível pelo livro de Mormon. Eu fiz seminário. Eu sempre fui muito voltada para Deus. Meu coração sempre foi muito voltado para o Salvador Jesus Cristo. E eu fiz seminário na igreja. O evangelho de Jesus Cristo, hoje eu estava parada e pensei, nossa, hoje eu estou nos Estados Unidos. Se não fosse o evangelho de Jesus Cristo, eu não estaria onde eu estou hoje. Se não fosse as escrituras, porque eu estudo muitas pessoas que falam sobre lei da atração, tudo. Mas se nós formos estudar, tudo está nas escrituras. Eu o meu maior ídolo é o salvador Jesus Cristo. Então assim ele é o professor de química ele é meu professor de matemática de física ele sabe tudo psicólogo psiquiatra. Isso não descarta eu estudar outros livros entendeu. Mas o meu mestre É ele. Então isso, o evangelho de Jesus Cristo, o amor que eu tenho pelo Salvador, o meu coração voltado pra ele. Se não fosse o evangelho, eu não seria a pessoa que eu sou hoje. Não é sobre dinheiro, Madalene.
Não, não é.
Não é sobre dinheiro. Porque o dinheiro você pode perder ele. E é só papel. Mas é sobre quem você é. É de quem você é filha. Então... porque quando você tem Deus na sua vida... você passa todas as tempestades... mas você tem paz e sabe que você vai chegar onde você deseja chegar. Então o evangelho é de Jesus Cristo para mim... o Salvador Jesus Cristo. Sem ele... sem ele... eu não sou nada. Porque não adianta eu ter dinheiro e não ter Deus na minha vida. E esse testemunho que eu tenho, ele é muito forte dentro de mim. Eu tenho uma necessidade, eu sou 100% dependente do meu salvador Jesus Cristo. Claro que eu faço a minha parte, né Madalena?
Lógico, porque a gente sempre está de frente.
Festa em obras é morta.
E outra, você percebe o seu propósito, sua missão, você vê isso como ajudando outras pessoas e foi o mandamento que ele nos deu. E por falar em pessoa, as pessoas que... existe alguém, alguma pessoa ou pessoas que te influenciaram durante essa sua evolução financeira?
Olha, eu vou falar assim, às vezes a pessoa fala que eu sou muito evangélica. Mas assim, eu admiro muito a história dos líderes da igreja, sabe? Que são assim, você fala, nossa, mas tem tantas outras pessoas, mas eu estudo muito sobre os profetas. E eu via muito como as mulheres deles agiam naquele momento, então isso me influenciou muito. Eu vi as mulheres, os pioneiros, tá? Como aquelas mulheres, os líderes agiam. Eu não estou dizendo, ah, não tem pessoa, não estou falando de perfeição, estou falando de garra. de confiança. Exemplo aquelas mulheres que estavam naquela época tão difícil onde a mulher não tinha muita autonomia. Mas mesmo assim elas estavam lutando para ajudar no suporte. Poxa se elas conseguiram e passaram muita mais coisa que eu. E hoje o evangelho de Jesus Cristo está todo aí devido a essa história. Por que não eu.
As pessoas pensam nela e falam assim por quê. Por que eu. Mas na verdade é por que não eu. Para o bom ou para o ruim.
Então assim então assim eu sempre fui muito voltada ao Madalém porque hoje o mundo prega o seguinte tantas pessoas ficando rica mas fulano não segue a Deus. Só que não é sobre dinheiro. Ele é consequência dos seus atos, mas você conhece como está a vida dessa pessoa? Não se engane, porque tudo que é gente hoje, você tem que estar alicerçado em algo. Tem que estar alicerçado em algo. Então eu sempre procurei exemplos de pessoas que entraram na política, que eram da igreja. Então esses foram meus alvos. Primeiro Jesus Cristo. Porque esses homens íntegros, essas mulheres íntegras, elas conseguiram se basear nos ensinamentos do Salvador Jesus Cristo. E você vê uma vida tranquila. Não é uma vida sem dificuldade, mas uma vida que ela tem fundamento.
É paz de espírito, né? É a paz de que tá fazendo as coisas que elas devem e que o resultado é do Senhor, né? Consequências vêm, mas quando elas estão alicerçadas, como você falou no Salvador, né? Mesmo que não seja agora, que seja a retribuição ou qualquer coisa, né? O tempo vem.
Interessante. Eu vim de uma família muito pobre onde eu agradeço muito. Minha mãe era uma mulher muito honesta muito honesta. A honestidade dela era impecável. Mas se não fosse hoje eu estava parada ali olhando para a natureza pensando se não fosse o evangelho de Jesus Cristo meu filho não estaria estudando nos Estados Unidos. Ele fez uma missão e ele formou aqui em Utah em Salt Lake. O meu outro filho de Portugal não teria uma empresa. E a minha filha em Goiânia... ela não teria todo o suporte que ela tem hoje... e meu filho de 17 anos não teria a perspectiva que ele está tendo... que ele vai vir agora para Salt Lake... isso tudo por quê? Por causa da espiritualidade... do evangelho... então essas oportunidades... eu olhei para as outras pessoas e pensei... se elas fazem a mesma dificuldade... se elas seguiram o Salvador e elas conseguiram... eu também consigo.
Exatamente... esse é um pensamento que é muito forte... que te ajuda... te alicerça para seguir em frente.
Isso... isso me ajuda muito... é o que me fortalece... eu sei que tudo que eu tenho hoje foi graças a pessoas que eu observei que eram pessoas íntegras e retas. Eu nunca olhava para fulano e falava... ah... porque fulano faz tanta coisa ruim e é milionário... porque para mim não é só sobre dinheiro... dinheiro é uma consequência. Entendeu?
E tem alguma coisa específica que você carrega com você de algum líder que você leu ou de uma dessas mulheres específica ou é só o geral?
Não. Eu gosto muito do David O'Mackey. O David O'Mackey sempre falou sobre o dia do Senhor. E eu não estou generalizando, tá bom? Mas são coisas que eu tomei por mim. Eu trabalhava e uma vez eu li os manuais e o David O'Mackey falou o seguinte... Quando nós trabalhamos no dia do Senhor, nós somos fracos na fé. Mas eu entendi. Aí foi uma polêmica muito grande. Mas se eu tenho a oportunidade de não fazer isso no dia do Senhor, por que eu vou fazer? Eu já trabalhei no dia do Senhor. Eu já trabalhei porque eu precisava sustentar meus filhos. Mas eu sempre arrumava um jeito para ir à igreja. Eu trocava de turno. Mas na minha mente eu falava assim, Senhor, o meu maior sonho é eu poder no seu dia te servir. livre das preocupações do mundo. Então eu comecei a trabalhar com isso. O David O. McKay foi para mim um grande exemplo disso. Porque ele falava assim olha quando vocês estão entrando adentrando a capela vocês estão adentrando a presença do senhor. Então ir para a igreja e a igreja todos os domingos cumprir o dia do senhor para mim era algo era e é algo fundamental na minha vida. Então sim isso sou eu.
Sim.
Pessoas pensam diferente, mas esse é o meu testemunho. Quando ele falou isso, desde que eu marquei ele falou isso pra mim, eu lembro que é manual civil pra mim. Com a resposta que eu precisava. Então eu tenho seis dias pra trabalhar. Então no sétimo eu posso, né, eu descansar no Senhor. Ter mais tempo pra minha família, pra tempo pra mim. Porque o dia do Senhor, ele é pra você recarregar suas energias pra você voltar a trabalhar. Então esse profeta, desde que eu marquei para mim, foi um exemplo muito grande.
E vamos então falar dos seus filhos. Você falou que o seu filho... você tem dois no Portugal, uma no Brasil e um aqui em Utah. O que você ensinou os seus filhos sobre dinheiro?
Olha, Madalene, eu vou falar uma coisa pra você séria. O que acontecia comigo? Eu procurava mostrar pros meus filhos que dinheiro não era algo inimaginável. Eles queriam trabalhar na época. No Brasil é diferente, tá? No Brasil não é igual aos Estados Unidos e outros países. Os meus filhos eu trabalhava sozinha, eu tinha os quatro. E eles queriam deixar o seminário para ele trabalhar, ou escola. Eu falava, olha, eu sei que vocês querem trabalhar, mas eu fazia as contas com ele. Olha, você vai trabalhar, você vai ganhar 300 reais. Você vai perder um conhecimento que você poderia estar adquirindo, tá? Por causa de poucas horas, isso não vai somar nada na nossa vida, não vai deixar nós nem mais ricos, nem mais pobres. Eu falava isso para ele naquela época que era difícil. Eu falava, então você precisa do quê? Dinheiro a gente se faz com a mente. Não com o corpo não com o corpo. Então se qualifiquem. Vocês são jovens ainda. Vocês são jovens vocês têm que pensar o que o jovem pode fazer agora se qualificar se qualifiquem. Façam algo que vai. Vocês querem fazer para fazer dinheiro não trabalhar. Eu sempre entusiasmei meus filhos a não trabalhar para o Madalena. Então sim eu falar para eles que o dinheiro não era esse monstro que as pessoas pegavam. Porque o dinheiro é para o bem. É para o nosso bem. Nós tínhamos que aprender a administrar isso. Então assim é essa visão que eu passava com meus filhos quando era jovem. Tanto que eles foram para a missão com 18 anos e as pessoas me criticavam. Por que você não põe seus filhos para trabalhar no jovem aprendiz. Não vou colocar meu filho no jovem aprendiz porque meus filhos estão além disso. As pessoas achavam que eu era orgulhosa. Mas não era orgulho. É visão.
É visão.
Porque naquela época eles estavam aprendendo um idioma. Eles estavam aprendendo, se autocualificando, porque eles faziam música. Eu sei que isso não é a realidade dos brasileiros. Mas era a minha e eu podia fazer.
É verdade. Você ofereceu essas oportunidades. Então isso vem... minha próxima pergunta. Tem alguma coisa, algum ensinamento, algum conselho financeiro que você deu e que eles não seguiram? E como que você lidou com isso?
Teve. Quando eles voltaram da missão, eles começaram a trabalhar numa empresa. O Endo, que mora aqui nos Estados Unidos, começou a trabalhar na Oi, lá no Brasil. E o Andrei também. Eu falei pra eles o seguinte, vocês querem ficar ricos. Não adianta trabalhar de CLT. Então assim eles não seguiram isso. Mas depois Madalene eles resolveram seguir. Isso que é o mais importante. Mas mas assim eles viram que não era para eles porque eles estavam trabalhando muito muito muito e não fazia dinheiro.
É verdade. Então eles só demoraram um pouquinho mais para ver.
Demoraram um pouquinho mais. Aí foi quando ele foi ver para os Estados Unidos. Ele veio para estudar aqui. Mas eles sempre tinham em mente o que eu ensinava para ele. Que não encaixava a questão de trabalhar muito. Ele entrou na... meu filho começou a trabalhar em limpeza de casa. E aí ele viu que não era para ele. Ele foi e ele montou a empresa para ele. E o de Portugal... quando foi para Portugal começou a trabalhar também em algumas empresas lá... e eu falava... olha... o tanto que você está trabalhando aí... se você somar isso aí... você faz isso em um dia... porque você está ganhando em um mês... você pode fazer em um dia para você. Foi quando ele resolveu montar a própria empresa dele. Então assim... só passando assim... e a minha filha ainda está nesse processo e não me ouviu ainda.
É difícil, né? É difícil, porque você não pode forçar ninguém a fazer nada, né?
Não posso, tem um potencial muito grande. Agora o mais novo, ele já tem uma visão mais aberta, né? E ele falou, olha, eu tenho meus projetos, ele tem 17 anos, ele é muito visionário e muito tranquilo. Ele falou assim, então ele tá investindo o que ele gosta e agora ele vem agora pra lutar. Então assim, não foi fácil, Madalene, porque às vezes você... Eu tenho uma visão quando uma empresa vai bem, quando ela não vai, eu consigo enxergar. Olha, fazer isso, isso e isso. Mas às vezes os seus filhos, eles não querem te ouvir.
Conta a história da parceria que seu filho fez lá em Portugal. É um exemplo perfeito disso.
Isso, eu fiquei sete meses trabalhando na corretora multinacional de investimentos. Eu entrei com o meu filho na empresa e ele fez uma proposta comigo. E tudo que eu vou fazer, Madalene, eu oro muito ao Senhor. E eu senti que a minha vida... Deus falou pra mim assim, sua vida vai mudar. Pode entrar que sua vida vai mudar. Então não é que eu espero que Deus vai me responder tudo. Não é isso. Mas você tem sentimentos, você tem que conversar com seu pai. E a minha conversa, eu converso muito com Deus sobre as coisas que eu faço. Eu tenho as respostas. E eu entrei, atingi lá um valor muito alto, né, de dinheiro. Só que eu via que meu filho tava fazendo tudo errado. A forma dele administrar, a forma dele fazer todas as coisas. E eu tentava explicar pra ele, olha, não vai dar certo dessa forma. E ele não queria me ouvir. Então, assim, uma experiência muito interessante foi que nós perdemos muito dinheiro. perdemos muitos milhões e com isso tudo foi um desespero muito grande porque eu não gosto de perder dinheiro mas eu descobri nisso tudo Madalene que abriu mais a minha visão para ver quem realmente eu era. Eu poderia ter me afundado e foi um período muito difícil porque foi a morte da minha mãe. Eu não tive tempo de viver o luto da minha mãe e quem carregou a empresa com todo esse suporte emocional fui eu. Depois eu pude falar para o meu filho tudo que estava acontecendo. Hoje ele reconhece nós estamos reconstruindo tudo de novo. Nosso império vai além disso mas eu tive o sonho das três fases da empresa. Então assim foi um momento de aprendizado que eu descobri que eu não perdi. Eu só perdi dinheiro não perdi a minha ciência.
Então você desenvolveu esse processo de poder se posicionar nesse momento.
Foi porque eu via meu filho fazendo as coisas que não deviam fazer na empresa mas eu não tinha eu tinha medo de me posicionar e com isso tudo eu ficava porque ele não eu já sei que eu estou fazendo então eu falava mas não é assim e eu acabei fazendo o que eu não queria porque eu não me posicionava então nesse processo todo hoje eu consigo me posicionar porque uma coisa que eu aprendi depois de ter levantado tanto dinheiro em tão pouco tempo Madalena é que eu aprendi que eu tenho visão de negócio, só que eu não percebia isso por causa das minhas crenças limitantes. Aí fez eu dar um start para falar, nossa, você é uma mulher, você tem uma sensibilidade, uma visão de onde as coisas estão dando certo ou não.
Muito importante.
Eu não sabia disso ainda. Então esse processo eu estava até conversando com meu filho essa semana me ajudou muito a ver a mulher que eu sou a ver que a me posicionar e falar hoje eu tenho coragem de falar para o meu filho não não eu não posso não quero não é assim.
Não vou fazer. Está errado.
Está errado. Ele me chamou inclusive para nós tínhamos uma parceria com as pessoas e eles fizeram reunião comigo pessoal. Olha filho se fosse eu não vou fazer. Olha filho eu não conheço essas pessoas. está envolvendo dinheiro e eu não vou nessa eu não vou entrar. Eu estou com você porque eu te conheço mas essas pessoas eu não conheço então eu não vou fazer. Então isso me ajudou porque se fosse antes eu entrava mesmo querendo mesmo sabendo que isso me ajudou muito a me posicionar está me ajudando ainda.
E Marleite, fala pra mim assim... o que que você faz atualmente pra continuar desenvolvendo a sua habilidade financeira, esse conhecimento que você tem sempre desenvolvido?
Eu cheguei aqui... eu não vou mentir pra você, né... porque eu sou bem sincera... comecei há um tempo a trabalhar de dor d'égua... Eu fiquei assim porque você está numa posição alta e isso foi bom para mim. Eu não falei para quase ninguém isso que eu trabalhei em aplicativo poucos dias. Vou falar poucos dias porque eu desenvolvi humildade. Olha que interessante. Porque eu falava assim, quando eu ia fazer o entregue, eu falava, não, não bate na minha cabeça ficar o dia todo para ganhar tantos poucos dólares, né? Porque eu sou muito minimalista com dinheiro. Eu faço, eu somo quando você está ganhando no dia, quando você está ganhando por hora, quando você está ganhando por minuto. Então eu sou bem assim. Tem que fazer sentido para mim aquelas horas que eu estou ali. Mas nesse período eu não fiz dinheiro. E eu sabia que mais fez eu me tornar mais humilde.
É, isso é uma coisa importante, né?
É porque você tá numa posição lá em cima e de repente você se desespera um pouco. E aí mais depois foi peraí não. Agora eu tô eu tô numa empresa uma ONG né. Faço parte agora de uma ONG e a Suprise for a Better Future. Eu fui convidado como diretora de comunicações e nós estamos fazendo um excelente trabalho agora e vou começar além da minha empresa que nós temos lá em Portugal. Tô com todo o gás novamente na empresa. Não desistimos. E agora eu tô montando algo relacionado a comida aqui. Eu tô inovando, tô com as ideias excelentes, já tô tudo no papel pra eu continuar o que eu vejo aqui em Salt Lake, Madalena. É uma mágica aqui. E aqui a gente se faz dinheiro também. A gente faz dia de todo lugar mas quando você ama o local. Então hoje eu estou com a minha empresa em Portugal. Nós estamos levantando de novo assim Deus tenha abençoado essa última semana para cá muito e como diretora e também com esse novo negócio que nós vamos agora é The Memories Delícia que vai ser o nome.
Que bom né. Então Marleite para a gente começar a terminar aqui a nossa conversa a gente podia conversar muito mais horas. A gente já sabe disso porque semana passada a gente conversou um tempão, né? Mas pra gente terminar aqui o episódio, eu gostaria que você lembrasse do momento mais difícil da sua vida. Você sozinha, com os quatro filhos, trabalhando pra caramba, mas fazendo dinheiro, mas tendo que cuidar de tudo isso sozinho. Pensa numa pessoa, numa mãe que tá passando assim esse momento. e ela não consegue se posicionar, ela faz as coisas às vezes não quer fazer, mas ela tem, mas ela acha que ela tem que fazer por causa das crenças limitantes dela. O que você poderia falar para ela?
Olha, eu falo para essas mães, como mãe, como mulher, é algo bem interessante. A primeira coisa que fez eu mudar, buscar autoconhecimento e amor próprio, buscar se cuidar mais, porque nós mães, Eu já passei por fases onde eu chorava muito... porque eu estava fazendo coisas que eu não queria... com quatro filhos sozinha... eu tinha que me sustentar... eu não tinha tempo para mim... mas chegou uma época em que eu precisei ter esse tempo para mim... então quando você começa a buscar esse amor próprio... e vou falar uma coisa... Onde que eu aprendi isso tudo? Foi segurando nas mãos do Salvador Jesus Cristo. Não é sobre... eu tô falando da minha vida. Então o conselho que eu dou... olhe mais para você... se acolha mais. Eu falo para as mulheres... se acolha mais. Não judie tanto... ah... eu sou uma péssima mãe... não... isso não é verdade... você está fazendo o melhor na condição que você tem. e que não é impossível. Não é impossível nós chegarmos onde nós quisermos porque os nossos filhos são combustível e não um estovo ou um peso para nós alcançarmos os nossos objetivos. Se não fosse os meus filhos hoje na minha vida eu não seria quem eu sou hoje. Então o conselho que eu dou é isso... amor próprio... respeito ao autoconhecimento... porque às vezes Madalene... a amiga minha chegava em mim e falava... olha... está acontecendo isso comigo... eu acalentava a minha amiga... não... não fique assim... você é uma mulher incrível... quando acontecer comigo eu sou uma idiota... eu sou uma burra... não se critique...
É impressionante como a gente faz isso com a gente... não se critique... não.
Deixe as pessoas te definirem... Não deixa, não se critica, você acolhe. Hoje, Madalene, eu falo, não, tá tudo bem, Marcelide, você tá cansada, tá tudo bem, descansa um pouco. Então você acolha mais, como se você estivesse se acolhendo do seu melhor amigo.
Eu fazia isso muito com o passado, com escolhas que eu achava que eu devia ter feito e que eu não fiz. Mas é aquele negócio, é continuar se envenenando com o veneno do passado.
E se as mulheres elas entendessem o potencial e o poder que nós temos de nos ajudar nunca se comparem nunca porque eu me comparei muito e isso é a pior coisa que acontece na vida de uma pessoa.
É por isso que as redes sociais são tão ruins, porque as pessoas elas não ficam contentes com as coisas que elas têm, porque tem sempre alguém com mais, né? Geralmente a gente se compara quando a gente tá no pior com alguém que tá muito melhor, né?
E na realidade, às vezes a vida dessa pessoa tá pior que a nossa.
Exatamente, é as aparências, né?
E parar de olhar. Olha Madalene, quando meus filhos eram menores eu não procurava olhar a vida das pessoas. Eu olhava para a minha vida. Eu não olhava se o filho da vizinha estava fazendo coisa errada porque eu tinha que cuidar dos meus. Quer sair dessa situação? Olhe para a sua vida. Olhe para os seus filhos. Olhe para a sua casa.
É verdade.
Porque é muito difícil resolver a própria vida. A gente imagina ficar falando da vida dos outros. Então é uma coisa que eu cresci, que eu fazia. Eu não tinha tempo de falar mal das vidas das pessoas. Eu não tinha tempo de olhar para a vida das pessoas porque eu estava muito ocupada cuidando que era meu, que era de mim e dos meus filhos.
Construindo a sua vida, né?
Então isso pra mim... eu não perdi o meu tempo. Isso foi uma coisa que... um alicerce muito forte pra mim. Eu não perdi o meu tempo. Se eu pudesse ajudar a pessoa eu estava sempre disposta. Mas eu não perdi o meu tempo sentando e falando mal da vida das pessoas. Então tinha regras na minha casa. Não tinha fofoca. Nós não falávamos mal da vida dos outros. Nós não criticávamos as pessoas. E nós não falávamos mal dos líderes da igreja.
Isso é ótimo.
É uma regra que até hoje tem na minha casa.
Ai, Marlene, muito obrigada por essa conversa, foi tão bom e a sua energia, a sua experiência, a sua história tem tanto para ensinar para as pessoas. Eu sou grata que você cavou esse tempinho aí para conversar com a gente. Agora, para terminar, eu tenho algumas perguntas, assim, umas perguntas rápidas. O que vier na cabeça você responde, tá bom? Qual foi a pior decisão financeira que você já tomou?
Quando eu vendi a minha casa.
Na sua casa em Goiânia ou em Portugal?
Em Goiânia. A pior decisão financeira que eu tomei.
Porque você perdeu dinheiro nela?
Eu perdi dinheiro nela.
Qual foi a coisa mais sem utilidade que você já comprou na vida, se você lembrar?
Vou te contar. Ah, eu comprei muitas roupas desnecessariamente, mas hoje eu me perdoo. que eu queria aquilo era um sonho meu imagina. Eu nem usei.
Aí aqui a última. Qual foi uma coisa que você comprou que acabou sendo melhor do que você esperava.
Uma coisa que eu comprei e acabou sendo melhor do que eu esperava. Olha vou te falar uma coisa. As minhas viagens. Não é físico não é material mas você comprou. Eu comprei as viagens.
A experiência e as experiências foram muito.
Boas porque eu sou muito eu sou muito de eu gosto muito de roupa de calçado. E eu não sou de eu também não sou abusiva com dinheiro. Eu sou uma pessoa que não desperdiça. Não eu não desperdiço igual as pessoas pensam que eu desperdiço não. Eu não desperdiço dinheiro também mas uma coisa que eu gostei que superou foram as minhas viagens eu quero continuar comprando.
Gostoso. Então tá bom. Então tá jóia a maleta.
Um carro zero que eu comprei também. Eu comprei um carro que saiu da loja novinho, em plaqueta, tudo organizado. E no Brasil você sabe que comprar um carro zero top não é tão fácil assim.
Não não na verdade não né. Você financiou. Mata meu coração. Você financiou.
Não. Olha eu vou te falar uma coisa. Eu dei a metade.
Tá vendo essa esperta.
Eu não financei o carro. Eu não financei o carro porque na minha. Não foi bem a metade porque a minha visão. Aquele outro dinheiro você pode investir e pegar do investimento dele pagar a prestação do carro.
Ok.
Entendeu. É um pouco do investimento que a gente faz. Pode investir em outras coisas. Eu sempre tive essa visão e sempre certo. É uma coisa mais uma particularidade que você aprende que eu presentei o dinheiro todo e comprar deu dar certo para mim. Quando eu sempre faço eu vou investir em outra coisa que vai me dar o retorno. Então vou continuar com o meu dinheiro e vou pagar as parcelas certo. E meu dinheiro tá lá intacto, entendeu? Você fica muito focado eu preciso fazer dinheiro eu preciso isso. Eu estou devendo isso não. Viva um dia de cada vez. Eu tenho uma frase que chamo que é de Detroit Christopherson. O pão nosso de cada dia. Tem um discurso que fala então a gente tem que viver um dia de cada vez e viver realmente a vida. Não é sobreviver porque você fica tão preocupado. Hoje eu estou aprendendo isso que não é sobre dinheiro é sobre você. Então quando você faz isso essa energia muda sua energia. Que mesmo nas dificuldades, você tá ali aguentando todas as coisas, você tá com o coração em paz, tá usando não é só positividade, mas sentir aquela vida que você realmente quer, as coisas vão se transformando. Então é aquele negócio, tenha fé, faça a sua parte e deixa que Deus faça dele. E as coisas vão encaixando.
Tá ótimo. Brigadão, Marleide. Um prazer muito grande ter você aqui. Muito obrigada.
De nada, minha amiga. Um prazer todo meu por participar do podcast. Tchau, tchau.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então terminamos aqui com essa conversa com a Marleide, uma mulher batalhadora, sofreu tanto, mas ela sempre deu a volta por cima. A fé dela foi sempre muito forte e ela estava sempre ancorada, mesmo durante os momentos difíceis da vida dela ou quando ela não estava muito perto do Senhor, mas ela sempre esteve ancorada. Ela sabia que o que era certo era certo. E você vê, né, que apesar das.
Dificuldades que ela teve na vida, ela.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sempre conseguiu ter um talento pra fazer dinheiro e pra gerenciar negócios, e isso ajudou muito, porque ela precisou dessas habilidades pra poder criar os quatro filhos sozinha. Muito feliz mesmo que ela passou um tempinho aqui com a gente. Espero que vocês tenham gostado da nossa conversa e eu encorajo vocês também. Não precisa ter um convite para participar de um podcast para você refletir nas lições e nas experiências que vocês tiveram. Pega um dia livre, um domingo é um ótimo dia para isso, senta num lugar bem bonito e escreve as coisas que vocês têm passado e o que vocês têm aprendido com aquilo. Eu vejo vocês no próximo episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast. Até breve e obrigada! Obrigada por ouvir ao nosso episódio dessa semana. Quero aproveitar para estender um convite especial a todas as nossas ouvintes. Se você está pronta para finalmente se tornar boa com o dinheiro, tanto no seu bolso, quanto na sua mente, então eu quero te apresentar a uma oportunidade transformadora. A Academia de Finanças para Mães, Chi Financial Mom Academy. Nosso programa foi criado especificamente para mães de fé que trabalham fora e por enquanto que falam inglês e que estão cansadas de se sentirem sobrecarregadas com suas finanças, sempre equilibrando prioridades e se sentindo constantemente sem dinheiro. Você aprenderá como gerenciar seu dinheiro de forma eficaz, alcançar a segurança que tanto deseja e atingir seus objetivos de longo prazo, por meio de lições práticas, orientações personalizadas e uma comunidade de apoio. Se você está pronta para dizer adeus ao estresse financeiro e olá para a liberdade financeira, eu te convido a se juntar a nós através do link strasbourgcoaching.com De novo, strasbourgcoaching.com barra j o i n c f m. Dê o primeiro passo em direção a um futuro mais brilhante para você e sua família hoje. Obrigada mais uma vez por ouvir nosso episódio e lembre-se, a futura você, que é boa com dinheiro, está em suas mãos. Nos vemos na TIFA, até breve e obrigada.
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