Ep. 37 🌍💰Dicas Práticas para Conquistar a Estabilidade Financeira, Onde Quer que Esteja - Lucia Pires
2 Dec 2025 · 43 min
Lúcia Pires left Brazil in 2019 and rebuilt her finances through hypnosis, spiritual study, and simple rules: save 10% and only use credit cards if you have cash to pay them. She shares how to teach kids healthy money habits and budget for moving countries.
Chapters
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Bem-vindas ao Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast, onde conversamos todas as semanas em como você pode se tornar boa com o dinheiro, no bolso e na mente, usando ferramentas práticas do coach pessoal e maneiras simples e eficientes de lidar com a matemática do dinheiro.
Está pronta?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Invista em você mesma e vamos lá!
Bem-vindos a mais um episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema. Hoje eu tenho uma convidada muito especial que tem várias experiências. Ela já viajou o mundo e vai ser bem legal ouvir dela. Lúcia, se apresenta aqui pro pessoal que tá ouvindo a gente.
Olá a cada um que está nos ouvindo, eu me chamo Lúcia Pires, eu sou brasileira e saí do Brasil em 2019 e tenho rodado o mundo e estou agora nos Estados Unidos. Sou primeiro esposa, mãe e avó e agora uma profissional aqui em Utah.
Que legal e a gente não vai deixar ela ir embora. Bom, então nós vamos conversar sobre a sua vida financeira, como que você aprendeu, como foi quando cresceu e as coisas que você tem aprendido. Então vamos começar assim, olhando pra trás, como foi a sua, como a sua família encarava o dinheiro.
Perfeito, vamos lá. O meu pai, ele trabalhou em duas empresas em São Paulo, assim, bem famosas, posso falar o nome de empresa? Uma foi na Metal Leve e a outra foi na Rulamento Schaefer, ele trabalhou nessas duas empresas, ele tinha um propósito, ele tinha um objetivo, trabalhar somente em duas empresas pra depois ele criar o negócio dele, e dito e feito. Quando ele saiu da última empresa, se não me falha a memória, foi a Rulamento Schaefer, Ali ele já criou, ele mesmo construiu e comprou uma casa nova, e essa casa tinha um espaço enorme na frente onde ele construiu um bar. E esse bar era uma novidade no bairro, então ele passou a ser o bar dos taxistas. Então os taxistas faziam suas trocas de horários nos pontos lá próximo e ia pra lá. Então meu pai nessa época, ele gastou, não, ele ganhou muito dinheiro. Só que, você me pergunta com relação à vida financeira, eu acho que não teve muito equilíbrio. Tinha muito dinheiro, gastava muito e ficava muito sem nada. E isso não foi bom para mim. Para o meu aprendizado com relação ao dinheiro, ele não foi bom para mim. Então, eu tive que aprender a duras penas, depois que eu fiz o curso de hipnose clínica, que eu tinha o modelo de dinheiro do meu pai. E não o meu. A partir daí eu comecei a construir o meu modelo de dinheiro, o meu modelo de financeiro.
E você percebeu, não sei que idade você tinha, mas você percebeu uma mudança de quando ele trabalhava para as empresas, para quando ele abriu o negócio dele, em termos financeiros?
Sim, sim. Quando ele trabalhava, infelizmente eu tenho que falar, existia um equilíbrio maior, porque ele sabia exatamente o quanto ele teria no final do mês, o quanto ele teria de contra-cheque, de valor. Então, entre eles, meu pai e minha mãe, eles faziam o controle mensal deles. Quando ele foi, porque ele começou a ganhar muito dinheiro com este bar, então eu acho que assim, Eu ouço muito falar isso e é uma verdade. Quanto mais se ganha, mais se gasta. O que não é o certo, né?
Isso, na verdade, umas pessoas passam as coisas pra gente. É assim, né? O normal é assim. É o quanto você faz, menos o quanto você gasta e aí dá o lucro.
Isso.
E esse modelo, ele não é ótimo. porque aí você gasta muito e aí você faz um lucro muito pequeno e aí você quer reinvestir então você nunca viu o dinheiro.
Eu nunca vi o dinheiro então mas eu demorei bastante para poder enxergar isso para poder mudar isso e até hoje aos 60 anos eu ainda sofro um pouco com isso, mas eu consigo, hoje eu consigo, eu sei o quanto a gente vai ter no final do mês, eu sei o quanto nós ganhamos, então eu consigo controlar. E isso pra mim foi muito bacana. Quando a gente chegou agora no banco, o banco falou, nossa, tá perfeita a conta de vocês. Não tá sobrando, mas também não tá devedora. Tudo tá sendo pago na data certa. Então assim, tá tudo pra gente. Pra mim, já é uma vitória isso. Pra mim é uma vitória, porque eu não tive essa educação financeira. Eu vi totalmente o contrário disso, entendeu?
Sua mãe trabalhava?
Não, ela ficava em casa. Mas trabalhava em casa, né?
Sim, sim, nem falha. Quantos da sua família?
Somos em quatro irmãos. Eu sou a mais velha dos quatro. meu pai e minha mãe.
Certo, então uma família de seis, que é grande no Brasil.
É grande, uma família grande.
E teve algum evento específico ou uma experiência definidora que ajudou você na sua jornada financeira?
Sim, quando nós saímos do Brasil em 2019 para a Itália, nós saímos com uma herança no de uma casa que era do meu marido, dos pais do meu marido, e a nossa casa, que era no mesmo quintal, nós construímos atrás. E, modéstia a parte, nós construímos uma casa muito melhor atrás do que a que tinha na frente, bem mais moderna em todos os aspectos, maior. E mais 10 anos de TV Cultura. Trabalhou na TV Cultura. E nós trouxemos conosco a nossa última filha que corria o risco de ficar lá, mas ela decidiu vir conosco, que é ela, o marido e os nossos dois netos. Então, na Itália, não é fácil porque eles não alugam para pessoas que não têm uma busta paga, que seria o contra-cheque, ou o alerite, ou o comprovante de salário mensal. E nós precisávamos de um imóvel para registrar no comune para poder dar entrada na cidadania do meu marido, da minha filha e dos meus netos.
Você já tinha cidadania?
Não, não, não, só por parte dele, duas das nossas filhas já moravam fora do Brasil, conta da cidadania, e é por isso que eu falo que essa foi a nossa última filha que estava lá e que veio conosco, foi a melhor notícia assim ela resolver vir conosco, onde eles moram na Inglaterra. Então, foi isso. E existia muito essa dificuldade pra dar entrada na cidadania, é necessário, antes de mais nada, a residência, o registro de residência. E o italiano, não estou aqui pra falar mal dos italianos, e eu gosto, e eu quero voltar, e eu amo aquilo tudo, Acho que não é somente o italiano, mas se as pessoas percebem a sua necessidade, e era 50 euros, passa a ser 100, e assim por diante. Então a gente sofreu muito por conta disso, mas conseguimos sair com tudo ok, tudo certinho, conseguimos o registro, conseguimos a cidadania. Então foi aí que eu vi que eu precisava caminhar De acordo com o que eu tinha, que eu tinha a mim, meu marido e uma família que era minha filha, os netos e o marido E eu precisava ter o controle financeiro pra não faltar nada pra ele, foi a partir daí Então esse foi.
Seu divisor de águas.
Foi meu divisor de águas. A chegada na Itália, porque eu não podia vender um bolo, porque eu não conhecia. Eu ainda não tinha experiência com a hipnose, porque eu só tinha feito curso. Eu não podia fazer acupuntura, porque eu não... Pô, nada eu poderia aplicar ali na Itália. Eu poderia ser denunciada e não poderia correr esse risco por conta da cidadania deles.
Claro.
Entendeu? Então eu não tinha como pensar assim, ah não, se eu gastar aqui, eu tenho como trazer do Brasil ou eu tenho um bolo que eu posso... Foi aí meu divisor de águas, aí eu aprendi. E aí quando eu cheguei aqui, eu fui fazer especialização em hipnose e acupuntura e eu tenho aprendido mais. Eu, assim, quanto antes, eu acho que a educação financeira deveria vir desde a escola. Desde lá do fundamental já deveria vir, mas se não vem, acho que quanto antes a gente tiver a consciência dessa educação financeira, ela é pra todos.
Exatamente, porque é um daqueles tópicos que a gente usa, é fundamental para você ter uma vida boa.
Exatamente.
Porque agora você está aqui, você parece bem confiante e sabe o que fazer. Você não está com aquele peso nas costas, de que as coisas, não sabe o que fazer, não tem ideia. É muito diferente quando tem essa informação. Importante também não é só ter informação, é aplicar.
É aplicar. O conhecimento de nada vale se você não aplica. Conheceu, aplicou. Conheceu, aplicou. Isso sim. Agora não adianta você...
Pratica, né? Tem que praticar. É, e mesmo que a gente dê umas topadas aí, né? A prática é que ajuda a gente a aprender mais, né?
Exatamente, exatamente. E vamos sempre dar umas tropeçadinhas, né, médica?
Sempre.
Sempre vai acontecer alguma coisa. Porque precisa, né? O equilíbrio, né? O equilíbrio das nossas leis naturais. É isso mesmo. É a lei da compensação, né?
E é aquele negócio 50%, né? Tem as coisas assim, de coisas que você faz que às vezes dão certo, às vezes não dão certo, né? E é tirar o aprendizado delas.
Igual hoje aqui, as pessoas me pedem, falam sempre alguma coisa. Ah, você pode comprar isso, você pode comprar aquilo, você pode fazer... Eu falo assim, eu posso andar até aqui? Porque hoje somos nós dois por nós dois. Nós nunca tivemos o hábito de pedir dinheiro emprestado pra ninguém, né? Mas antigamente nós tínhamos os nossos pais por perto, o meu sogro e a minha sogra, entendeu? Hoje somos nós dois por nós dois. Então assim, pra gente, se as nossas filhas precisarem de nós, nós vamos ajudá-las. A gente já consegue hoje, não com muita coisa, mas nós já conseguimos ajudá-las, mas nós preferimos que elas não precisem, porque se elas não precisarem, elas já estão amadurecidas financeiramente.
É verdade, elas já estão alguns passos à frente, enquanto você está na idade delas.
Exatamente, exatamente.
E assim você vai passando, melhorando a próxima geração.
Isso, isso.
A sua espiritualidade teve alguma coisa a ver com o seu desenvolvimento em relação à situação financeira, com a vida?
A espiritualidade, sim, e mais do que eu venho estudando. Como você sabe, que é a mecânica plântica, que aí eu já engato ela na hipnose, nas terapias, que aí já vem a neurociência junto. E espiritualidade não é religião e também não é espiritismo, é como você falou, é espiritualidade. Tudo isso, esse amadurecimento, sim, me ajudou muito. Muito, com toda certeza.
Que bom. E existe alguma pessoa que te ajudou a desenvolver esse lado seu financeiro? Você teve um mentor ou alguém do família que te deu umas dicas?
Sim, eu não tive uma mentoria, nunca tive um mentor direto, só pra mim uma pergunta. Eu nunca contratei um mentor financeiro, nada, mas eu tenho uma pessoa na família que é o meu genro e você conhece ele. Ele é contador formado no Brasil e ele vem aprendendo ao longo desses anos com Pablo Marçal, E tem um outro rapaz do digital que é muito famoso também.
Sim.
Muito famoso. É o 6em1, eu não sei, 7em1, sabe quem é? Então, o meu genro tá sempre fazendo workshops e mentorias com eles. E ele fez do livro também, Pense e Enriqueça. Ele fez a mentoria com... Com o T. Harvey. no Brasil, ele fez. Então o pouco que eu sei daqueles 10% para conhecimento, 10% para lazer e para aprendizado e tudo isso eu aprendi dele, veio dele, já veio dele.
Foi bem legal quando ele fez aquela apresentação pra gente naquele evento, foi de noite, perto da piscina, foi uma maravilha. Mas foi muito legal como ele abordou o assunto, como ele começou e falando das possibilidades que a gente tem. Então foi bem legal ver essa abertura, né? E que legal que ele tem sido uma boa influência pra vocês.
Sim, bastante, bastante.
Aí ajuda a família dele também, que é sua filha, né?
Sim, isso é ótimo.
E tem alguma coisa que você carrega, vamos supor, algo que ele te ensinou que foi fundamental, que você sempre faz?
Que o meu gerro ensinou, que eu sempre faço, que eu não faço sempre, mas o que não sai da minha cabeça e que eu tenho foi que até a minha filha perguntou, mãe, você tem a conta savings, é isso? Eu falei sim, tenho filha. Aí até agora, até hoje, não me lembro porque ela me fez essa pergunta. Mas eu falei com tanta leveza, com tanta rapidez, porque é ali que eu guardo os meus 10% disso, meus 10% daquilo.
É dentro dessa conta.
Isso aí foi uma coisa que ele me ensinou e que eu procuro sempre manter. Esses 10% pra caixas, pra tudo que a gente precisa. Tá lá.
Que legal. É automático isso.
Isso, já sai direto.
Isso é muito melhor, né? Porque aí você não sente, né? Porque se vem na mão da gente, às vezes é difícil, né? E você contou da experiência com o seu pai. Você ainda carrega consigo... Tem alguma experiência do passado, alguma coisa que te marcou quando você era pequena que você teve que fazer as pazes? E como que você fez isso?
Olha, Merde, tem que ser... Eu realmente tive que fazer as pazes com essa cena. Que eu vivi essa cena, ninguém me contou, eu vivi essa cena. Meu pai, eu e o meu irmão tomávamos conta do bar quando meu pai estava ausente.
Que idade vocês tinham?
Nós tínhamos 10, 12 anos, eu sou a mais velha, então nós que tomávamos conta, né? E isso foi muito traumático pra mim, muito triste também. E hoje eu consigo ver meu irmão rindo, como eu já fiz auto hipnose, como vocês sabem, meu pai saiu em determinado dia e meu irmão ficou no bar. Quando meu pai chegou, eu criei que quando perto do horário dele chegar ou quando ele chegou, eu também fui lá pro bar, fiquei lá com meu irmão. Aí o meu pai falou pro meu irmão assim, você mexeu no caixa. Meu irmão falou assim, não, eu não mexi pai, né? Aí meu pai falou assim, você mexeu sim. Mas aí, nossa, isso foi muito triste. Aí meu pai pediu pra ele, né, tirar o boné, pra ver se tava o dinheiro lá, entendeu? Tirar o tênis, essas coisas assim. E isso pra mim foi um momento que eu não fiquei muito feliz não com isso.
Não, foi trauma, né? Foi, foi.
Foi, porque eu sei que meu irmão não faria isso. Nem eu né, mas nós não faríamos isso, meu pai sabe que nós não faríamos isso, o que acontece é que meu pai deve ter pego o dinheiro do caixa, não deve ter feito o caixa certo, entendeu, apavorado pra sair, pra fazer alguma coisa que provavelmente ele foi fazer alguma coisa que não era muito legal, Aí ele já é castigado até, por isso hoje a gente entende, né? Quando você consegue modificar situações e as cenas, você sabe que aquilo te levou pra fazer aquilo por um motivo, né? Então, eu creio que tenha sido ele mesmo que tenha feito as contas erradas, eu tenho certeza disso, que não foi meu irmão e nem filho.
É, eu acho que a dificuldade, né, de você ver essa cena, é de ver que seu pai tava dando mais valor para o dinheiro, procurando, né, a despeito do seu irmão. Talvez ele não queira fazer isso, mas.
É... Pode ter sido inconsciente, né? O que mais falou ali, o que mais falou alto ali foi o dinheiro.
E foi isso que te deu aquela sensação ruim?
Foi.
Foi isso que você pensou?
Foi.
Puxa vida. E como que você fez as pazes com isso?
Auto-hipnose. Auto-hipnose. Eu tenho feito há bastante tempo já e tenho me resolvido bastante com isso. Bastante. Às vezes eu ainda me pego com algumas coisinhas, mas assim, como é mais fácil eu estar presente hoje e pegar os meus pensamentos, sabe? Meio que são sorrateiros. E aí eu percebo e falo, não, não é comigo não. E aí a gente já conversa. E eu converso comigo e assim, Mary, não é hoje e resolveu a tarde. Falei de manhã, a tarde tá resolvido. Não, é um processo.
É porque aquele pensamento ficou na sua cabeça tanto tempo, né? Então pra você tirar o caminho dos neurônios é difícil, né?
É isso que a gente aprende da neurociência, né? Que é a neuroplasticidade, né? Quando você encontra novos caminhos, então o nosso cérebro ele é plástico, Então nós vamos construindo novos caminhos. Quando você começa a construir novos caminhos, os outros começam a deixar de existir.
É verdade. E aí você tem que praticar, né? O novo pensamento tem que estar ali de propósito, né?
Exatamente.
Às vezes as pessoas só escutam o que vem na cabeça, né? Mas tem que falar de volta, né?
Exatamente. Por isso que eu sempre falo. Para de vez em quando, no meio do dia, do nada. Porque você é louca. Não sei. Para. Qual é o seu sentimento? Ai, meu sentimento é bom. O pensamento é ótimo, então. Mas eu não tô me sentindo muito bem, então o pensamento não era legal. Porque é pensamento e sentimento.
E emoção. Eu acho isso muito interessante também, porque a gente pode criar do mesmo jeito que a emoção vem por causa de qualquer pensamento. Então quer dizer que se a gente pensar diferente, a gente se sente diferente. Você vê quando a gente vai no cinema, por eles nos mostrarem pensamentos diferentes, a história que a gente tá contando, a gente se emociona, a gente dá risada e tal. Tudo num lugar só em uma hora, duas horas, né? Exatamente.
Vocês sabem que isso é um estado hipnótico, Mary? É? É, é um estado hipnótico. Interessante, né?
Interessante. Então, agora que você já fez paz com isso, seu pai já faleceu?
Faleceram. Ele e a minha mãe, os dois.
Então, tá tudo certo.
Tá tudo certo, Mary. Até porque se você não se reconcilia com seus pais, principalmente com o pai, a mãe, você não prospera financeiramente. A prosperidade não é só financeira, são vários aspectos, prosperidade no seu relacionamento, prosperidade profissional, mas você não prospera, se você não se reconcilia com pai e mãe, você não prospera.
É porque tem aquela, meio que dessegura, né?
Você fica preso, você não fecha o ciclo.
E eu acho também porque eles eram tão importantes no começo, né? Desde o comecinho. Então a pessoa, a dificuldade é uma coisa que já vem, né? Que a pessoa já carrega com ela, se ela tem ressentimento, né?
Exatamente, exatamente. Então, dessa época, o que eu digo foi assim, sempre teve muito dinheiro, mesmo quando trabalhava nas empresas, sempre foi considerado um homem próspero, Mas eu, Lúcia, sentia a instabilidade, a vulnerabilidade, e a instabilidade era muito, era pouco. Isso mexe um pouco com a gente.
Sim, era mais a escassez, né? Assim, ele fazia muito dinheiro, mas como gastava, então não tinha aquela, não era abundante, né? De feliz com o que tinha.
É isso, isso, isso. Ele podia ter. Meu irmão tinha carro, minha mãe tinha carro, ele tinha carro. Eu usava da mãe, né? Porque eu nem dirigia ainda. Meu irmão dirigia, foi dirigir antes da idade também. Enfim, no Brasil ele dirigia a partir de 8 anos. Meu marido dirigia com 17 anos, né? Eu não. Então... Ainda assim não sentia prosperidade.
Mesmo tendo, mesmo se tivesse só, não sente, né? E você trabalhou antes de ir para a Itália, você trabalhou no Brasil?
Trabalhei, trabalhei no Brasil, fiz direito, né?
Ah, eu não sabia disso.
Não, eu fiz direito e eu estava aos 51 anos de idade, foi minha segunda faculdade.
O que você fez o primeiro?
Estética e cosmética.
Olha aí!
Boleira, Estética, Cosmética, de Direito.
Nossa, que legal.
Minha faculdade de Direito, na realidade, eu sempre tive vontade de fazer Medicina. Você gosta dessas coisas. Então, eram essas duas faculdades que eu tive muita vontade de fazer Direito e Medicina. Então direito eu fiz, eu estava quase para me formar, eu tinha que fazer a OAB, a OAB seria em outubro, e quando foi final seria outubro de 2019, E quando foi no final de 2018, mais ou menos, a gente já tinha resolvido sair do Brasil. Eu já saí da faculdade e não fiz a UAB. Então eu só fazia trabalhos administrativos, né? Mas foi direito que eu fiz. E os outros cursos foram todos cursos livres, né? De confeitaria, de congelamento, tudo isso eu fiz.
Foi fazendo aos poucos, né? Sem ter que ser um promisso assim.
Isso, uma faculdade, por exemplo, de confeitaria, alguma coisa.
Não, não.
Eu fui fazendo cursos livres. Aquilo que mais me interessava e precisava naquele momento, eu ia fazer.
Ah, que legal. Isso é muito bom. E a sua primeira faculdade você trabalhou com estética?
Não, não. Eu não gostava. Fui cabeleireira. Até hoje eu corto o cabelo, faço essas coisas, mas não é uma coisa que eu gosto de fazer. Tudo o que eu fiz foi pra ter um dinheiro pra poder ajudar.
Naquele momento. Naquele momento. Onde você conheceu seu marido?
Conheci meu marido no bar do meu pai. Quando eu conheci meu marido, ele entrou no bar, ficou no cantinho e eu tava dentro do balcão. Eu tinha 13 anos, ele tinha 17. Foi quando a gente começou a namorar.
Com 13 anos eu comecei a namorar.
Mas casei com 25.
Namorou um bom tempo. 12 anos!
A mesma quantidade de vida de um.
Lado para o outro.
Exatamente, exatamente.
Olha isso.
Foi lá que nós nos conhecemos. Foi no bar, ele tinha acabado de mudar para lá. Havia pouco tempo, ele estava morando ali naquele bairro, mas foi muito bom, foi muito bom. Até hoje é bom.
É, né? Ele parece bem legal. Ainda bem que você não saiu mais dele. Lógico. Então agora vamos passar para o seu lado de mãe. Você aprendeu essas coisas, sua filha já tinha filhos e tal, mas como que você ensinou? Você ensinou sobre dinheiro para os seus filhos? Como que foi isso?
Não, nós nunca sentamos para conversar sobre dinheiro com eles, com nenhuma delas. Até mesmo porque na nossa época, meu marido também sempre ganhou muito bem. Ele nunca teve o próprio negócio, mas ele sempre trabalhou no Brasil em empresas muito boas, Onda, TV Cultura, Felipe Morris, que é aquela de cigarros que todo mundo deve conhecer, e na Caterpillar.
Caterpillar é metalúrgica.
E sempre teve empregos bons, mas também nunca tivemos estabilidade financeira. Sempre ganhou bem, mas sempre gastamos.
Não tinha balanço.
Não tivemos uma estabilidade financeira que eu pudesse passar para as meninas. Não consegui, mas é verdade.
Nada faltou em casa.
Nada faltou para elas, como na casa de cada uma delas hoje não falta. Tem bastante estabilidade entre eles e são bem organizados com relação às finanças. Eu tenho muito orgulho porque eu não ensinei e talvez a união com a outra pessoa ou as faculdades que elas fizeram pode ter sido que nesse caso tenha ajudado elas. porque o que ela viu não foi bom... não é uma estável... não foi estável... aliás... não sei... acho que existe coisa muito estável... não sei...
Não... mas eu acho que sim... quando a pessoa... quando os pais conversam... mesmo que falem dos erros... os filhos estão vendo o que está acontecendo... é tudo baseado na idade... porque você também não quer assustar a criança... dependendo... a criança é pequenininha... mas assim... quando você fala... mesmo que seja um erro... E eles viram a sua mudança. Quando perguntaram para a Itália, elas viram o que aconteceu. Então, elas ainda mais poderiam fazer as conexões. Falar assim, olha, isso não estava certo. Olha a minha mãe, agora ela está indo bem com o dinheiro. Então, é um exemplo. Falar assim, a minha mãe pode. E ela é mais velha, né? Então, a pessoa se olha, né? Falar assim, se ela está nessa idade agora, ela está mudando, eu também posso.
Claro, a qualquer momento, né?
Então é um bom exemplo mesmo que não seja assim de pequenininho. Então você vê elas ensinando os seus netos?
Sim, agora sim. Já não tem mais dentro das nossas casas. Eu falo nossas são delas. Eu tenho duas filhas que têm filhos e uma delas não tem. Já não existe mais o lava. Cuidado não pega o dinheiro que o dinheiro é sujo. Já não existe também mais essa ideia. Ela já muda, ah não, lava a mãozinha. Mas não fala, lava a mão porque o dinheiro que você pegou é sujo. Não, porque tudo isso vai criando as crenças limitantes da criança. Por que o dinheiro é sujo? Então eu não quero saber de dinheiro. Isso não. E eles são muito organizados com relação a isso e eles têm as mesadas e, por exemplo, A Larissa hoje, eu sei que ela é a neta mais velha, eu sei que ela tem a mesada dela e sei que se ela quer comprar uma coisa que custa tipo 200 libras, dela são libras, né? 200 libras, ela conversa com a minha filha e com o meu gênio. Ah, eu quero comprar uma coisa que custa 250. Aí não, a gente te empresta, no próximo mês a gente diminui a sua... E é muito bom essa interação, eu acho muito interessante esse modo como eles estão ensinando as crianças.
É bom né, porque aí o dinheiro não vira um assunto que é tabu né, que é para muitas pessoas, as pessoas não gostam de falar, elas se sentem envergonhadas né, e eu tenho uma amiga que eu fiz entrevista com ela e quando eu convidei ela falou para mim assim, eu não sou a melhor pessoa que você tem para falar sobre isso, eu falei assim, mas não é isso, é o momento que a gente às vezes não para para refletir nas lições que você aprendeu, E ver o caminho que você percorreu. Isso é legal a gente parar e ver em qualquer aspecto. Qualquer coisa que você está prosseguindo, indo na vida. Qualquer coisa que você está buscando na vida. Se você está melhorando fisicamente. Se você olhar pra frente com o ideal, você só vai ver a perda. Mas se você olhar de onde você veio, você vê os ganhos.
Exatamente.
Tem um livro muito legal sobre isso, em inglês, chama The Gap and the Gain. É você não se comparar com o ideal. É bom ter o ideal como o seu caminho, como uma direção, mas pra você seguir em frente é sempre bom ver da onde você veio.
Exatamente, exatamente. Nossa, eu tô muito melhor financeiramente. Digo, financeiramente organizada. Muito melhor.
Sim, e aí você tem a esperança de que você vai fazer as coisas e elas vão rendendo.
Exatamente.
Porque também quando você tem as suas crenças limitantes e você não acredita que é capaz de mudar a sua situação, de fazer mais dinheiro, de alcançar um objetivo, aí você vai fazer acontecer, né?
Exatamente.
O que você não quer vai...
Exatamente, quando nós fomos trocar o carro agora, há seis meses, um ano quase, meu marido não acreditava no valor que a gente tinha pra dar entrada, entendeu? Porque ele é assim, ele não sabe quanto ele ganha, ele não sabe de nada.
Ele deixa tudo nas suas mãos.
Aí eu falei pra ele, até junho de 2025 nós estaremos ricos. porque eu vou caminhar para isso, entendeu? Então quando a gente foi trocar o carro, ah, eu quero comprar o carro, mas eu quero sem entrada, né? Ah, mas você tem que dar tanto de entrar, você tem que dar tanto, ele olhava assim para mim e dizia, não, tudo bem, a gente dá. Então assim, ele ficou admirado com o que tinha. tinha para dar de entrada, porque ele nem tinha noção. Então eu quero que ele fique cada vez mais admirado, mas eu entendo também que para você também crescer financeiramente, você também tem que ter as tuas contas na ponta do lápis. Mesmo que sou eu que faça tudo.
Isso, ele tem que saber o que está se passando.
Uma das coisas que eu aprendi, se você tem alguém que faça ao seu lado financeiro, beleza, mas você tem que saber Como é que está a sua vida financeira? Você precisa tomar conhecimento disso, mesmo que outras pessoas façam isso.
Lógico, porque é normal de uma pessoa ser mais administradora do que a outra, né? É normal. O negócio é que quando você sabe, geralmente é ao contrário, né? Às vezes é mais o homem que tem o entendimento. Aí a gente não quer que isso aconteça, mas aquela pessoa falece e aí a mulher não sabe o que fazer. que não sabe das dinheiras, não sabe o que fazer. E aí é muito mais difícil, porque não só você tem que lidar com a perda, você tem que lidar com o dinheiro. Aprender uma coisa super nova que você nunca mexeu.
Exatamente. Por isso que as minhas filhas têm as senhas de tudo. De todos os bancos, de tudo, entendeu? Eu deixo com elas porque qualquer coisa elas sabem, né?
Sim, sim. Elas já estão preparadas, né?
Por exemplo, com relação ao banco. Minha filha, no ano passado, no final do ano, ela quis ir pra Vegas. Ai, vamos, vamos, vamos. Tudo bem, não tem nenhum problema. Esse ano eu ia falar, vamos de novo viajar, mas filha não. Estou me preparando para ficar rica em junho, eu não posso nesse momento não. Eu prefiro falar não, e vocês têm que me respeitar, igual eu falei com meu marido. Sou eu que estou tomando conta das nossas finanças, então você tem que me respeitar. Se eu falar sim, podemos trocar de carro?
É que pode.
Se eu falar não podemos ir viajar no final do ano, nós não vamos viajar no final do ano.
E essa é uma coisa muito legal de você querer trazê-lo pra ele entender, isso é legal e às vezes a gente não sabe como convidar a pessoa pra fazer parte disso, então pensando nos sonhos, no que vocês querem alcançar e tal, isso é onde a gente está agora. É importante fazer isso. Em casa a gente tem uma... Antes eu tinha uma caixa de madeira. Mas a caixa estragou, né? Porque eu já pus as coisas dentro. E a gente chamava de Legacy Box. Era uma caixa com os papéis que eram para deixar para as pessoas. Então, adentro a gente... Eu tenho agora uma sanfona, né? Aquela que se passa a sanfona. E eu tenho lá dentro passaportes, tá tudo ali. Tem orçamento, tem tudo ali, papel de seguro de vida, porque aí quando a pessoa, vamos supor, alguém falece, nós temos até o plano do nosso funeral. Que roupa que vai usar, quem vai cantar, se vai tocar alguma coisa. A gente já tem que ter isso na cabeça, porque aí as pessoas que ficam, elas não tem que lidar com as outras coisas, né? Já tá tudo meio encaminhado.
Preciso comprar, foi boa ideia essa pasta sanfona. Eu também tenho tudo organizado, os documentos da Itália, os documentos do Brasil, os documentos pessoais, né? Itália, Brasil, passaporte, Itália, Brasil, tudo certinho, só que seria bem... eu tenho numa pasta, mas seria ideal ter tudo teias, de banco, tudo dentro de uma pastinha.
E o legal também é assim, a gente fica pensando, mas se pega a foto, né? Então a gente tem em casa, nós temos um cofre, então a gente tem aquela pasta dentro do cofre, né? num lugar que é protegido porque se alguma coisa acontecer e nossos tratamentos estão com nós temos lá mas nós temos com a pessoa que vai ser a pessoa que vai cuidar.
O advogado.
Não, é um amigo da gente que a gente apontou com aquela pessoa que vai administrar as coisas.
Entendi, entendi.
Então a gente fez uma cópia lá com ele, né? Porque ele não fica pegando fogo nas duas casas.
Não, entendi.
Ele que vai ter que lidar se eu e meu marido morrerem juntos. Então é bom já ter essas coisas e lembrando que se você tem mais de 18 anos, não importa o que você tenha, tem que fazer o seu testamento, seu Will, fazer, não precisa ser nada complicado, mas é bom saber para quem você quer dar as coisas e atualizar de vez em quando. Se você mudar, pelo menos aqui nos Estados Unidos, se você mudar de estado, você tem que fazer um novo. Não pode ser o mesmo, né? Porque cada estado tem uma relação. Bom, vamos ver então. Você já falou sobre as meninas, falou sobre os netos, né? Agora, pensa no seu momento mais difícil e vamos supor que você conhece alguém que está passando por esse momento, em termos financeiros, tá bom? Qual é um conselho que você poderia dar pra essa pessoa, pra essa mulher, pra mãe?
Penso num momento difícil meu.
Talvez antes de se mudar, antes de você ter aquele breakthrough, de você clicar e começar a fazer as coisas com dinheiro. Qual foi o ponto que você chegou pra isso, pra aquilo acontecer?
O ponto que eu cheguei foi que eu me vi responsável e sozinha por toda uma família, né? Por mim, pelo meu marido, pela minha filha e os quatro. Hoje ela tem três filhos, né? Na época ela tava com dois filhos, quatro, eu digo que ela, o marido e as duas crianças, né? E eu e meu marido. Então eu tinha que ter naquele momento sensatez, parcimônia, E saber que eu não poderia gastar além porque eu tinha eles. E qualquer emergência era comigo. Eles não tinham pra onde correr. Então só eu que poderia naquele momento ajudá-los. Então a gente tinha o dinheiro, não passamos dificuldade não. Mas não poderia muito passar daquilo.
Essa transição é difícil, né?
Essa transição é difícil. É nova moeda, é novo país, são novos costumes, novas leis, novas regras, é tudo novo. Assusta um pouco a gente, né?
Aquele peso, né? Você sentiu um peso, né?
Sim, eu senti um peso. Então, o que eu digo pra alguém que... Se, por exemplo, vai sair do país, é como uma construção de casa. Se você fez uma reforma, você vai reformar sua casa, você já fez um orçamento muito, muito, muito fino, o máximo que você fez. Ah, eu vou gastar 50 mil. Perfeito, guarda 150.
Entendeu?
Então é isso que eu falo. Quando nós saímos do Brasil, nós saímos com X valor. E pra gente foi maravilhoso aquilo, pra gente deu muito certo. Sim, eu acho que a espiritualidade realmente ajuda muito a gente, né? Então é isso. Se você pensa em fazer alguma coisa, você tá passando por dificuldade hoje, organiza a sua vida financeira dentro dessa dificuldade.
Na ponta do lápis.
Na ponta, tu coloca tudo na ponta do lápis porque você consegue sair dela. Mas não invente de comprar um chocolate fora nesse momento. Busque se organizar dentro do caos que você tá vivendo financeiro, busca se organizar dentro desse caos porque você vai conseguir encontrar as saídas, coloca tudo na ponta do lápis, mas não invente nesse momento, nossa pensei que tava muito mais apertado, dá pra comprar chocolate, não, não dá não, não compra. Esse é o meu conselho.
E o interessante é o que você falou, né? Você planeja uma coisa, mas você tem que já vai com mais, né? Então, no caso, se a pessoa não tem mais, então ela tem que fazer ao contrário. Então, você tem que cortar, mas que você pode fazer um orçamento bem aquele dinheiro durar né.
Infelizmente uma amiga falou esses dias, ah mas fulano precisa desse dinheiro porque ele tá construindo e ele achou que não fosse, por isso que fez isso na minha cabeça, e ele achou que não fosse gastar tudo isso. Aí eu falei assim, então não tivesse que começar. Não é que a gente não tem que achar, a gente tem que ter certeza, porque aí você não consegue terminar a sua reforma, você já não consegue mais comprar comida pra dentro de casa, não consegue colocar gasolina no carro, vai virar uma bola de leve. Se você não quer viver essa situação financeira, pare a sua reforma, se reorganiza, coloca alimento no seu armário, vai fazer.
Trabalhos em outros lugares, né?
É o que eu falo, se organizar dentro do caos.
Exatamente. E é muito interessante isso porque aí geralmente o que a pessoa tem, né? Esse é o normal, pelo menos aqui, a pessoa vai e usa o crédito. E aí na emergência não é hora de você fazer mais dívidas, né? Porque eventualmente a conta vai chegar.
Vai, vai chegar. Eu faço o quê? Meu cartão de crédito tá lá, prontinho, cheinho, né? E eu posso até deixar a minha conta negativa em 50, 20, mas eu não mejo aqui no cartão de crédito.
Entendeu?
Não, não vai fazer tal coisa. Por que a gente usa o cartão de crédito? Pra movimentar, tá? Ele usa pra gasolina. Aí precisa de alguma coisinha, eu até compro, mas é só pra gasolina, só pra lavagem do carro e pra gasolina. Pra gente ter score, aumentar score, essas coisas, mas ele tá enchendo. Aí quando, por exemplo, ele recebe por semana, semana que vem eu já pago. Aí eu gastei 100, gastei 180, eu pago 100, 180.
Paga direto, né? É porque é assim que eles pegam as pessoas... as pessoas não pagam tudo... e aí os juros... já duplica... triplica... esse é um problema.
Eu sei... o meu gerro... já foi falado várias vezes... isso foi feito para não dar certo. para pessoa, não para o banco. Foi feito para dar certo para o banco, mas para quem usa foi feito exatamente. Ele tem todas as medidas, mas não de certo.
É uma armadilha, né? Porque você pode olhar. Às vezes os móveis do banco e os prédios do banco são muito maiores do que a casa da gente, às vezes. Porque eles estão fazendo dinheiro. E quantas pessoas acabam se enforcando por causa disso, né? Ficando tão apertadas e eles acharam que aquilo era pro bem deles, né?
Exatamente. Uma vez o meu genro falou, Dona Lúcia, o cartão de crédito você só gasta se você tiver dinheiro pra pagar, se você já tiver o dinheiro da conta pra pagar. Aí eu falei pro meu marido, nossa, mas isso é injusto, esse menino tá errado. Por que que eu vou usar o cartão de crédito se eu tenho dinheiro pra pagar? Eu uso o meu débito. Aí eu fui entender que é verdade. Se você não tem dinheiro pra pagar, é melhor você não usar. Por exemplo, às vezes eu até uso. Tipo assim, eu preciso de 100 dólares pra alguma coisa e eu não tenho. Eu pego, eu uso do cartão. Mas não dá uma semana receber o meu promisso de lá repor aquele cinto.
E isso é muito interessante ver a sua disciplina, porque você tem esse comprometimento com seus goals, com seus objetivos do futuro. Tem gente que não tem isso, e aí a pessoa acha assim, vamos comer, beber, porque amanhã morreremos e tá tudo certo. Aí rolou, né? You only live once. E aí esse é um problema, né? Então a pessoa aprendendo disciplina, colocando as coisas na ponta do lápis, tendo um objetivo, uma Eu acho que você, Mary.
A disciplina é isso. A disciplina é isso. É você, todos os dias, se desafiar a fazer algo diferente. Porque se você está sem, você está aí há anos ou há meses, não sei, tendo a mesma resposta para a mesma situação da vida, no caso a financeira, Uma coisa não está certa. Então você tem que fazer diferente pra você ter resultado diferente.
Alguma coisa tem que mudar, né?
Tem que mudar.
Porque senão não vai mudar.
Exatamente.
A definição da loucura não é fazer a mesma coisa e esperar um resultado diferente.
Tem como.
Bom, então pra gente terminar, muito obrigada, Lúcia, por esse tempo. E eu vou te falar, ele é pessoal que tá nos ouvindo. Eu aqui já comi um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate quente que estava maravilhoso. A Lúcia sabe que eu sou a maior com a comida dela. Quando ela faz os eventos dela, eu não sei se eu vou pro evento ou se eu vou pra comida, porque é uma delícia. E aí ela fez até um bolinho de fubá com erva doce, coberto com açúcar e canela. Adoro! Tô aqui indo pra casa toda feliz. Bom, mas pra gente terminar então, Lúcia, muito obrigada. Eu queria fazer três perguntas rápidas. Elas não são muito assim profundas, né? O que vier na mente, você fala. Qual foi a pior decisão financeira que você já fez?
A pior decisão financeira que eu já fiz foi comprar um carro antes de vir pra cá, antes de sair do Brasil.
Aí vocês venderam? Eu consegui devolver. Conseguimos devolver?
Conseguimos devolver. Pro banco. O banco pegou de volta e quitou a dívida. Mas esse carro teve um problema. Ele foi bloqueado. Eu comprei de pessoa particular. Essa pessoa tinha uma dívida. E no dia que eu peguei o carro, que eu paguei, a justiça bloqueou todos os bens dela. criou esse carro. E aí o que aconteceu? Eles não me devolveram o dinheiro. O banco me deu todo o dinheiro para pagar o carro. Aí o que aconteceu? Quando eu devolvi o carro, eles resolveram com uma pessoa e tiraram o nome do meu marido. Essa foi a nossa pior experiência.
É verdade que você perdeu o dinheiro. Bom, então tá, você já falou desse que é uma coisa bem grande, então agora vamos falar de uma coisa menor. Qual foi a coisa mais sem utilidade que você já comprou?
A sheng é uma delas. Essa lá, essas porcarias aí, nossa, é isso aí. É mesmo?
É comprar do sheng? É porque a coisa não dura muito.
Não, não, não. E tem tanta coisa desnecessária que eu compro. Compro uma coisa, ah não, não gostei dessa, mas eu vou e compro outra igual, achando que é melhor daquela. Aí fica tudo aconcholado ali. Eu fico tendo sei quantas capinhas de celular.
Ah, que droga.
Não, velho, é isso.
Tá, então agora, qual foi uma coisa que você comprou que acabou sendo melhor do que você esperava?
O nosso carro agora.
Ah, é?
O nosso carro agora. Pra trabalho, é o melhor carro.
É mesmo?
É o melhor.
É econômico?
Super econômico. O outro carro, pra encher o tanque era 44 dólares, hoje é 22. E o carro não quebra.
Que bom que quebra.
É Honda? Não, não é Honda. Meu marido é fã da Honda e da Toyota. É Mitsubishi.
Ah, que bom, que bom, está funcionando bem.
É, funciona muito bem, foi a melhor coisa que a gente fez.
Ah, que legal, muito bom. Então, Lúcia, muito obrigada por esse tempo aqui conversando com a gente e compartilhar a sua experiência, que é tão interessante e ajuda a gente a ter essas reflexões, né? E a gente ter mais energia para seguir.
Seguir sempre adiante, né, Mary? Não adianta olhar para trás. Olhar para trás só para buscar recursos, não mais nada, né?
E pra ver da onde a gente veio.
E eu sou grata, Mary, por hoje, por esse momento aqui com você. E eu nem sabia que eu conseguia falar sobre tudo isso. Foi muito interessante.
Muito legal, né?
Muito gostoso.
Então tá, jóia. Obrigadão, Lúcia. Então, pessoal, aqui termina o nosso episódio dessa semana. A gente se vê no próximo episódio. A gente termina aqui o nosso episódio. Tomara que vocês tenham curtido e tenha alguma coisa, alguma coisa que a gente conversou que talvez deu aí uma para vocês pensarem e fazer alguma coisa diferente ou se sentir inspirado a seguir em frente, tá bom? E lembre-se, o dinheiro não é o seu problema. É breve e obrigado.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Obrigada por ouvir ao nosso episódio dessa semana. Quero aproveitar para estender um convite especial a todas as nossas ouvidas. Se você está pronta para finalmente se tornar boa com o dinheiro, tanto no seu bolso quanto na sua mente, então eu quero te apresentar a uma oportunidade transformadora, a Academia de Finanças para Mães, T Financial Mom Academy. Nosso programa foi criado especificamente para mães de fé que trabalham fora e por enquanto que falam inglês e que estão cansadas de se sentirem sobrecarregadas com suas finanças, sempre equilibrando prioridades e se sentindo constantemente sem dinheiro. Você aprenderá como gerenciar seu dinheiro de forma eficaz, alcançar a segurança que tanto deseja e atingir seus objetivos de longo prazo, por meio de lições práticas, orientações personalizadas e uma comunidade de apoio. Se você está pronta para dizer adeus ao estresse financeiro e olá para a liberdade financeira, Eu te convido a se juntar a nós através do link strasbourgcoaching.com barra joincfm de novo strasbourgcoaching.com barra joincfm Dê o primeiro passo em direção a um futuro mais brilhante para você e sua família hoje. Obrigada mais uma vez por ouvir nosso episódio e lembre-se, a futura você, que é boa com dinheiro, está em suas mãos. Nos vemos na TIFA, até breve e obrigada.
More from Maddie
Ep.40 🚨 Breaking Bad: 10 Urgent Habits Keeping You Broke and How to Change Them this YEAR!!
Ep.33 Building, Growing, and Selling: Entrepreneurial Insights from Paperbell's Laura Roeder