Ep.5 Superação e Significado com Adriana Jarva do Studio Yoga OMline
22 Dec 2022 · 50 min
Adriana Jarva, a yoga instructor and former financial executive, shares how teenage pregnancy and years of debt in her 30s forced her to rebuild her relationship with money. She credits therapy and spirituality with helping her break cycles from her unstable childhood, and now teaches her financially savvy son the lessons she had to learn the hard way.
Questions this episode answers
December 22, 2022
51 years old (turning 52 in December 2022)
31 years old
Ten siblings total; nine alive at the time of the interview
Living in Utah, USA; approximately six years
Chapters
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá pessoal, aqui é a Madeleine do Strasbourg Coaching e vocês estão ouvindo o podcast O Dinheiro Não É O Seu Problema. Eu uso o que mais amo, minha fé suje, o bom senso do plano do Dave Ramsey e as ferramentas de coaching pessoal da Brooke Castillo para ajudá-los a identificar e superar os verdadeiros problemas por trás dos seus revésios financeiros. Então, hoje nós vamos conversar com uma mãe executiva financeira. O nome dela é Adriana Jarva. Adriana, como você está hoje?
Eu estou bem. Estou muito feliz de estar aqui com você. Obrigada pelo convite. Estou muito feliz.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que ótimo. Bom, eu e a Adriana nos conhecemos há muitos anos, mas a história dela vai realmente ajudar muitas de vocês. Então vamos começar pelo começo. Fala um pouquinho sobre a sua vida quando você estava crescendo, na sua infância, na sua juventude.
Então, essa parte eu vou buscar ser bastante objetiva, mas eu quero dar uma ênfase porque é onde tudo começou, né? A minha história de origem, no caso. Então, antes de eu falar, eu só quero colocar aqui, com relação ao meu passado, eu aprendi a ressignificar tantas coisas, mas a relação mais bonita com o meu passado nem é tanto com a parte financeira, mas mais com a minha família de origem, com os meus irmãos. Eu tenho uma relação com eles tão bonita Nós não fomos criados juntos, ficamos muito pouco tempo juntos, muito poucos anos juntos. E a gente procura hoje nas oportunidades que a gente tem de estar juntos e sentir, sabe, como tem uma irmã minha, a Ana. Cada irmão tem uma qualidade, cada irmão tem a sua personalidade. A Ana, ela chama Ana Maria, ela chama de colcha de retalhos. A gente vem fazendo, crescendo nessa colcha de retalhos tão bonita. cada um se respeitando pelas diferenças, sem cobranças, curando as nossas feridas do passado juntos. Então, do meu passado, o que eu tenho de mais precioso é esse ressignificado, essa paz mesmo que a gente fez com tudo que nos aconteceu. Eu sou muito grata à família que eu nasci, eu honro essa família, os meus pais, e eu os amo, assim. Agora, o fato é que eu nasci numa família completamente desestruturada. não só financeiramente... mas de afetos... de estrutura básica mesmo... então... meus pais eram doentes... eles já fizeram a passagem... a minha mãe... ela tinha distúrbios mentais... e o meu pai... alcoólatra... ele era alcoólatra... e com isso a gente se separou... somos dez irmãos... Hoje nove vivos, nós perdemos um irmão, o Fabinho... e três irmãs minha mãe colocou no orfanato... e dois irmãos minha mãe deu... e eu e um irmão... meu irmão ficou morando com o meu pai, mas como o meu pai era alcoólatra, ele ficava o dia inteiro na rua... assim... e eu morei com uma prima que era uma prima na época... a gente fala primo rico hoje em dia e tal... e essa palavra rico... ela tem outro significado para mim... né... Mas essa minha prima, na época ela tinha recursos financeiros e eu acabei ficando um tempo com ela porque pra minha mãe se recuperar de um... Ela teve uma paralisia cerebral que afetou o rosto dela. E a gente se separou. Eu morei com meus irmãos apenas por quatro anos juntos. Quando as minhas irmãs saíram desse orfanato, vieram para uma casa que minha mãe morava com... nós moramos com um padrasto... ela teve um outro relacionamento... então a gente conviveu por quatro anos juntos... Todos os dez? Não. As três irmãs do colégio, do orfanato. Minha mãe teve filhos de três pais diferentes... então nós seis... de pai e mãe... essas irmãs que ficaram no orfanato eram de pai e mãe... nós moramos juntas nesse período... meu irmão... cinco morando juntos... e os outros... eles já tinham... eu tenho uma irmã que tem 19 anos a mais... e mais velha... então ela já tinha casado... já estava fazendo a vida dela... e... eu transitei por conta dessa minha prima, a Biga... que na época tinha bastante recursos financeiros... ela me dava roupa... eu levava pra restaurantes, aquela coisa toda, e eu achava que aquilo era ser rico, né, na época, quando eu era criança, mas eu também transitei na parte da miséria, então assim, eu passei, nós passamos necessidade, uma época, quando eu morei com a minha mãe e com esse padrasto, a gente ia no feira, no final da feira, e a gente catava alimentos ali que os feirantes descartam, porque estão amassados, passados a fruta, e teve uma época que eu fazia isso com o meu irmão. Então eu cresci numa família desestruturada... a minha adolescência também foi desafiadora... como toda adolescência... e estudei... estudava e trabalhava... aí depois eu engravidei do meu filho... que tem 31 anos hoje... mora no Brasil... eu estou morando aqui em Utah... e aí o pai do meu filho... a gente se separou... nós moramos juntos por cinco anos depois nós nos separamos e a parte financeira eu sempre trabalhei e estudei desde criança então a minha relação com o dinheiro era assim se as pessoas frequentavam um restaurante alguma coisa assim eu já achava que era rico imagina e para a Disney então era uma coisa de sonho né era muito distante da minha realidade então eu cresci com padrões... que era tudo muito longe de mim. Mas eu tive muito assim... eu não sei se é sorte ou se foi do destino aí no caso... vamos dizer assim... eu morei em muitos e muitos lugares... eu morei com essa minha prima... eu também morei com uma madrinha minha... que eu ajudava ela a limpar a casa dela... ela tinha muitas dores no corpo... ela me ensinou a cuidar da casa... e aí nessa parte eu acabei aprendendo muito como é que funcionava... as famílias, então eu observava muito isso. Eu sabia que tinha outros mundos. E aí eu começava a pensar o que eu queria ser. Eu sabia que eu tinha que estudar, que eu tinha que continuar meus estudos. Só que eu engravidei na adolescência, com 19 anos. Então eu parei meus estudos na época e retomei meus estudos com 29 anos de idade. Foi aí que eu retomei minha faculdade, me formei aos 34 anos, 33 para 34. E... essa é a minha parte... em que eu consegui fazer muitas transformações... mas foram muitos desafios também vencidos. Essa é a primeira parte em que eu honro essa história... porque eu sinto que a gente nasce na família certa... com as pessoas certas... para a nossa evolução. Então eu procurei sempre fazer dos limões que a vida foi me dando as limonadas mesmo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E desse seu passado até o momento em que você ficou grávida e aí foi morar com o pai do seu filho, como que as pessoas que te criaram, que te acolheram, qual era o relacionamento delas com o dinheiro e como que isso afetou o jeito como você pensava sobre o dinheiro?
Pensei nisso, Madeleine, assim, de... nunca... o dinheiro... era uma questão assim... eu tinha na minha cabeça... essa pessoa tem recursos financeiros... essa pessoa não tem... sabe... era muito assim... se alguém frequentasse o restaurante e fizesse uma viagem... eu já achava que era um outro nível... e as pessoas que eu me relacionava nessa época... da infância e da adolescência, elas não tinham também tantos recursos. Então era raro eu estudar em colégio público. Ninguém ia para a Disney em colégio público quando eu era criança ou adolescente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mas elas conversavam sobre dinheiro em casa, era sobre tensão... Alguém te ensinou alguma vez... ah, eu tenho uma conta no banco... um dia você tem que abrir uma conta no banco... Alguém te deu alguma instrução desse tipo?
Não. Eu nunca tive uma referência de... Eu tinha essa prima que era casada... que eles tinham muito dinheiro... viajavam bastante... então pra mim a referência de riqueza era essa minha prima... que cuidava... que eu morei um ano com ela... que me dava roupa... então pra mim a referência de quem tinha dinheiro... eram pessoas que se vestiam bem... pessoas que iam a restaurantes... porque eu não tinha isso... era muito diferente... eu não tinha... Não tive essa educação, essa cultura.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E ela nunca te passou?
Essa referência eu não tive. Essa minha prima não passou e até porque ela também, não sei, hoje ela não tem esses recursos financeiros que ela tinha, ela perdeu, se separaram e ela não teve, ela não manteve. Eu acho que assim, essa coisa de educação financeira, quando eu era criança, eu tô com 51 anos de idade, vou fazer 52 agora em dezembro, Nós estamos em 2022... e... quando eu era criança eu não ouvia as pessoas falando assim... eu tinha minha madrinha... que agora você está falando eu estou lembrando dessa situação... ela tinha... tipo aquelas cômodas... é um móvel antigo... nem sei se usa mais falar isso... tinha umas gavetas e ela guardava dinheiro embaixo das calcinhas da gaveta... que eu lembro que ela separava o dinheiro para pagar o aluguel... era tudo com dinheiro que ela fazia... Mas não tinha cartão de crédito, ela era super simples... então... eu lembro que tinha as moedas... eu lembro que eu... eu ia pra escola e elas às vezes me davam umas moedinhas... assim, sabe... pra comprar... sei lá... alguma coisinha... na escola... pipoca... refrigerante... docinho... aquelas coisas... mas eu lembro de moedas... que hoje em dia a gente quase não... e ela tinha muitas moedas... a relação que eu via com o dinheiro era essa... E cheques... também a gente trabalhava muito com cheques... mas eu não tive educação financeira... eu nunca tive. Na verdade eu fui aprender com as cabeçadas que eu acabei dando... porque eu não tive referência familiar nessa parte. Certo. Não tive o básico... você vê... a nossa família foi desestruturada... então...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não estava lá, né? Era só o que você observava das outras pessoas à sua volta... só essa da riqueza e não ter recursos. Exato. E daí, teve algum momento, alguma experiência específica que determinou, que teve uma influência grande no seu desenvolvimento da sua jornada financeira?
Ah, quando eu me tornei mãe, né, foi um grande marco, porque eu não tinha muita noção, eu achava que ser mãe era 10% do que é, né, na verdade, porque eu acho que a maioria de nós, né, a gente engravida, a gente acha uma coisa, mas a teoria sempre é uma coisa e na prática é outra. Então, ter me tornado mãe me trouxe muitas responsabilidades, assim, quando eu olhei pro meu filho, que eu amamentava ele, eu olhava e falava, nossa, agora eu tenho que ser pra poder ensinar, né, porque é através de exemplos. Então ali é que eu comecei a pensar, mas mesmo assim eu não sabia lidar com dinheiro ainda. Eu fui aprender a lidar com dinheiro depois dos meus 33 anos de idade, que eu me enfiei em dívida no banco, no cheque especial e aquilo vira uma bola de neve e eu na época tava pra me formar na faculdade e... Bacharelado? É, bacharelado e eu lembro que eu não tava conseguindo pagar as mensalidades e pra eu pegar o diploma, eu só fui pegar meu diploma depois de seis meses de formada que foi quando eu fui quitar a última prestação eu fui, me formei e tal, só que o diploma eles só me deram depois que eu quitei Então, quando eu entrei nessa dívida, eu senti porque eu às vezes também pegava dinheiro até pra ajudar um irmão meu, da minha família e tal, sem poder, isso era uma coisa que também foram muitos aprendizados que eu tive com o dinheiro, tá? Eu já cheguei a pegar dinheiro emprestado pra ajudar pessoas e isso é um grande erro que a gente comete A gente só pode ajudar alguém quando a gente tá bem Mas não é responsabilidade de ninguém, era totalmente minha Só que eu ficava naquelas, ai não, deixa eu fazer Depois eu me viro, porque eu sempre fiz o dinheiro entrar Mas eu acabava gastando mais do que eu ganhava Entrei em dívida no banco, aquilo cresceu E foi muito difícil quitar Assim, foram cinco anos pra eu conseguir, sabe? Quando eu quitei aquilo, eu prometi pra mim Nunca mais eu vou me enfiar em dívida e eu nunca mais me enfiei em dívida, porque foi traumático, foi muito traumático, situações que você não precisa passar, é um dinheiro jogado fora, é um juros que depois quando você faz as contas racionalmente, você desperdiça muito dinheiro, só que na emoção, as vezes a gente vai lá ou compra uma roupa, ou vai lá e faz uma viagem que não pode, aquela coisa que Eu queria justificar e não tive isso quando era criança então vou fazer isso agora.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu mereço.
O famoso eu mereço que é uma falta de educação financeira. Então eu me reeduquei. Aí a partir desse momento eu comecei a... eu não sou uma expert em dinheiro ainda... quero me tornar... porque eu sinto que o dinheiro ele é uma energia também. E o que eu tenho sentido que eu venho praticando... que mudou muito na minha vida, é essas crenças que eu tinha, né? De, sabe, eu mereço gastar antes de ganhar, gastar mais do que deve, então coisas que... porque, ah, eu não tive quando eu era criança, então agora eu vou fazer. Não é assim que funciona.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É uma questão de desenvolvimento emocional também, né?
De maturidade, desenvolvimento emocional, de responsabilidade, de maturidade. De terapia, é um conjunto de coisas. De você saber onde você quer chegar principalmente, né? Porque se a gente olha onde eu quero chegar e onde eu tô, você consegue controlar, mas isso vale pra tudo. Desde, sei lá, se você quer perder peso, alguma coisa, onde eu tô, onde eu quero chegar. Ah, isso vai me levar... É gostoso, somos prazeres momentâneos. Só que o prazer, ele vai te trazer consequências que vai te desviar daquilo aonde você quer chegar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Exatamente. E a sua espiritualidade, teve alguma coisa que ajudou você nesse processo, sair da dívida, ou estabelecer esse novo rumo?
Tudo, total. Com 33 anos eu tive a depressão, porque eu tava com dívida, eu tava trabalhando num lugar que eu tava sendo muito pressionada por um chefe, que eu tive na época, eu não sabia que era sédio, mas depois que eu encerrei esse ciclo eu vi, porque ele aumentava a minha meta de uma forma ridícula, meio ir fazendo umas insinuações, né, então aquilo me deixava... e eu não podia pedir as contas porque eu precisava do dinheiro... então eu ficava... não sabia lidar com aquela situação... entrei numa depressão... eu fui parar no psiquiatra... comecei a tomar medicação... aí eu estava muito abaixo do meu peso, tipo oito quilos abaixo... só que em uma semana engordei oito quilos... aí eu liguei para o médico e falei... olha, olha, doutor... a minha vaidade é maior do que a minha depressão... Na verdade eu sentia anestesiada... eu só tomava sorvete... potes de sorvete... e sentia que eu não tinha mais aquela angústia... que a depressão nos traz... mas eu estava muito anestesiada... então o que que eu fiz? Eu comecei a cuidar da minha espiritualidade com os meus 33 anos de idade... e ali eu fui na raiz dos meus problemas... foi ali que eu conversei muito com Deus... e desde então Ele tem sido o meu melhor amigo... E aí eu falei, eu preciso me curar dessas minhas feridas, não repetir. Os padrões da minha mãe, que eu já vi minha mãe adoecer com câncer. O câncer definhou o corpo da minha mãe. Então eu estudo doenças e toda essa parte emocional desde quando minha mãe fez a passagem dela. E a espiritualidade foi para mim a minha melhor medicina, a minha relação mais divina, mais preciosa que eu tenho é Deus.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que bom, né? E nesse seu processo, dessa sua evolução, tem alguma pessoa ou algumas pessoas que te ajudaram nesse processo da evolução financeira?
Todas as pessoas que cruzam o meu caminho, eu sempre... não antes, isso também veio com a espiritualidade. Você vai vendo que as coisas vão se conectando uma com a outra. Quando você passa a ver Deus em tudo e em todos, até aquelas pessoas que ou tentam te prejudicar, acabam te ensinando. ou o que você não deve fazer, ou te inspirando a subir um degrau a mais na sua vida. Então todas as pessoas, sem exceção, que passaram pela minha vida me ensinaram alguma coisa. Sempre tem aquelas que ficam mais, por exemplo, você. Quando eu vim pros Estados Unidos, eu tô morando aqui há seis anos, eu lembro de conselhos teus, que você falou, ó, tá chegando. Você vai ouvir um monte de gente te assediando pra você que você vai ter, você precisa fazer crédito, que você vai subir o seu score, não caia nessa porque 90 ou 95% dos americanos tem dívida, aquilo me marcou de uma tal forma porque me lembrou as minhas memórias do passado, então eu falei não, eu não vou fazer dívida aqui, eu não tenho dívida, quer dizer, a gente tem a casa, hoje eu tô casada com o Mark, meu marido que é americano Só que assim, até eu tenho trazido algumas consciências pro Mark também. Tipo, a gente poderia trocar de carro, mas fazendo outra dívida. Eu falei, não, nós vamos ficar com esse carro o tempo que for. Esse carro vai levar a gente pra onde qualquer Tesla da vida vai levar. Só que não vamos fazer dívida. Vamos quitar, porque eu quero planejamento pra ele se aposentar menos tempo. Porque se compra um carro novo, você vai ficar cinco anos pagando um novo carro. Três, cinco anos, seja lá o que for. Então, tudo me ajudou, até as minhas situações de cai e levanta, foram as minhas escola. E o processo ele é lento. O que eu aprendi de tudo isso, que eu acho que é paciência. Sabe? Porque as pessoas hoje, a gente quer tudo resultado imediato de tudo. E não vem nesse estalar aqui de dedo, que eu estalei o dedo aqui agora, porque a gente quer tudo muito rápido. A nossa mente, a tecnologia, ela tá nos estimulando muito a ter consciência. E as coisas, o nosso processo de transformação, ele é lento. Então eu vejo por mim. Por isso que eu já tenho muito mais paciência com os jovens, com as pessoas à minha volta. Porque eu falo, eu passei por essa fase também, né, de você se deslumbrar com grife, com marcas, com gastar dinheiros, sabe? Aquela velha história... as pessoas falam assim... ah... se eu pudesse voltar atrás eu não mudaria nada na minha vida... faria tudo igual porque eu não seria quem eu sou hoje... eu mudaria... eu guardaria dinheiro, por exemplo... eu não teria gasto dinheiro com... restaurantes como eu gastei... eu preferia ter poupado mais... para realmente você viver com mais conforto... porque o dinheiro... ele não é que ele te traz a felicidade... Mas ele te ajuda em muitas questões.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, a falta dele deixa você numa situação meio difícil, né?
Não, te deixa literalmente infeliz. Então assim, ele te traz uma certa felicidade, sim. Não é a razão de tudo, porque não adianta você ter dinheiro e não ter saúde, por exemplo. Então eu me sinto hoje muito rica porque eu tenho saúde. Eu tenho saúde física, mental, emocional, espiritual. Eu tenho, sabe, eu contemplo a natureza e não preciso nada das coisas de marca que eu precisava, porque é isso que é, mas são ciclos da vida. Então, também entendendo hoje, né, que eu falo que são ciclos, é o processo de cada um.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade. Isso é muito interessante, esse de você encontrar... essas lições com as pessoas com quem você interage. Tem sempre algo que a gente pode aprender com cada uma das pessoas que Deus põe no nosso caminho. Existe alguma coisa, alguma coisa que você aprendeu de alguma dessas pessoas que você encontrou na vida que marcou você? Você falou de mim, eu agradeço, mas tem alguma outra do passado ou mesmo atual?
Olha, de novo você, porque é outro marco, você tá me ensinando um processo agora, eu tô com 52 anos, meu marido tá com 53, eu vou fazer né, 52. A gente a planejar nossa velhice, por exemplo, todos nós, a gente sempre acha que, esquece que a gente vai morrer um dia, e todos nós vamos morrer um dia. E, Deus queira, permita que a gente envelheça juntos um com o outro, assim, até, sabe, os 90, 100 anos, o que for, né? Mas a gente... eu comecei a ter medo, a lidar com medo, que eu acho que ele estava inconsciente, que começou a vir esse ano. Foi quando até meu enteado, descobrimos a diabetes dele, para o hospital, eu falei, gente, ele quase morreu, ele foi descoberto com diabetes tipo 1. Eu falei, mas e aí, se acontece alguma coisa? Comecei, ai não, ai eu ficava assim, para de pensar isso, não vamos pensar isso, ai eu falei, pera, a minha volta, uma amiga minha ficou viúva com a minha idade, a minha vizinha aqui do lado é viúva, eu falei, se acontece eu morrer, e ai, eu vou ser enterrada aqui, eu vou pro Brasil, Não, eu vou morrer um dia. E eu acho que a melhor forma de você viver melhor é você planejar a sua vida. Aí eu comecei a conversar com você e você de novo me marcou muito com isso. Você tem toda a sua vida planejada. O dia que você falecer, o Rob sabe se você for antes dele, ele sabe o que ele tem que fazer e vice-versa. Você sabe o que tem que fazer, o que vai ficar pra cada filho. E isso é uma grande lição porque à nossa volta eu sou rodeada por amigos, por alguns membros da família. que não fizeram esse planejamento e que também me ensinaram. Porque pode ter discórdia entre família, de não se falarem. Então eu estou começando a planejar agora. Se eu falecer primeiro com o meu marido, o que ele deve fazer? E ele vice-versa. O que fica, o que... Organizando tudo. Porque aí a gente vive melhor. É um tabu mesmo. Até pra nossa cultura, né? Que a gente tem do Brasil. A gente... Aquela coisa... Ai, não vamos falar disso. Isso é pecado. Você tá querendo que eu morra? Não, não é.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: As pessoas acham que fazendo planejamento elas vão morrer mais rápido.
Não, é ridículo e é engraçado e eu acho que a gente precisa trazer essa suavidade e esse bom humor pra gente falar de coisas sérias porque você vive melhor, você tem mais qualidade de vida. Então me vem muito você. Eu aprendo sim, eu tenho várias pessoas assim, mas se eu for citar um nome ou outro, eu vou ser injusta. Eu vou te dizer que todos, eu aprendo até com as crianças que param aqui na minha porta de casa. Eu tenho uma frase, que eu não sei de quem é, que fala que quando o discípulo está pronto, o mestre sempre aparece. Então eu sempre tive essa curiosidade de querer aprender. Então todas as pessoas, até as que me ensinaram, não façam isso, não seja como eu. Eu aprendi e para mim foi bom, porque eu falava, nossa, isso daí não é legal, eu não vou fazer. Entendeu?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então... Que bom que você falou das crianças, porque agora eu quero saber... O seu ensinamento de relação com o dinheiro e com o seu filho. Como que você ensinou o seu filho sobre o dinheiro?
Estou dando risada porque eu ensinei com as minhas cacetadas, né? Com as minhas... Eu ia falar uma palavra feia aqui agora, mas não vou não, né gente?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não pode ser explícito, vamos deixar o podcast lindo.
Eu fiz muita besteira, né? E o que eu acho muito linda na minha relação com o meu filho é a verdade. Eu sempre ensinei o meu filho, eu gosto muito da verdade, que eu sinto que é a minha maior aliada, mas também me prejudicou muito, porque tem muita gente que não gosta de ouvir a verdade, enfim. E eu falava com o meu filho, filho, tô numa situação agora, a mãe tá com uma bola de neve, né, foi aquela... a viagem que a gente fez lá pra Disney não foi legal, então aprende com os meus erros também. Mas eu tive muita sorte, Madeleine, meu filho nasceu. Eu acho que tudo que eu fui desestruturada da minha família de origem, eu acho que não sei se foi um presente que Deus me deu em forma de ser mãe com o Rodrigo. Ele é mais assim, não é que ele é muito melhor que eu, ele é infinitamente melhor que eu com o dinheiro. Desde criança é dele. Chegava pra ele e falava assim, Rô, seu aniversário tá chegando, o Natal tá chegando, o que você vai querer? Tem gente me perguntando de dica. Falando, perguntou o que você quer ganhar, tal, o que eu falo? Dinheiro! O Rodrigo sempre... mas filho, eu não posso pedir dinheiro! Mas você perguntou o que eu quero! Eu tô sendo honesta, me ensina a falar a verdade, agora você vem me falar... E o Rodrigo sempre foi muito de questionar e argumentar, e isso é uma relação muito legal, porque foi aí que eu vi que o quanto ele... Aí eu ia para as pessoas e falava, ele falava, olha, é porque ele junta e aí ele compra o que ele quer... o Rodrigo sempre teve dinheiro guardado... meu filho... pra você ter uma ideia... até hoje eu devo dinheiro... ele me empresta... se eu preciso de dinheiro... e eu sei que não tem juros ali... Rodrigo, eu tô precisando de tanto emprestado... você me ajuda... quanto você precisa, mãe? Aí ele transfere pra minha conta... então eu acho que o meu filho... se eu tiver que falar que eu ensinei alguma coisa com ele... pra ele foram meus erros... foram meus erros... eu aprendi mais, aprendo muito mais com ele, porque ele tem, ele faz uma conta lá de cabeça, por exemplo, o negócio de comprar imóvel, Rodrigo, eu sou da época que, não filho, tem que ter um imóvel, no Brasil você tem que comprar um imóvel, e fui ensinar isso pro Rodrigo, ele falou assim, mãe, quando você vai comprar um imóvel, seja lá, por exemplo, vamos pegar um imóvel de 500 mil reais, se você deixa esse dinheiro investido, Esse dinheiro vai render muito mais se você alugar. Você pode pagar o aluguel e ainda desse aluguel ainda te sobra tanto que você faz o dinheiro trabalhar tanto pra você. E ele me convence, né? Só que eu sou da época que tem que ter um imóvel, entendeu? Então eu não sei se eu sei lidar muito bem. Eu acho que eu tenho ainda alguns... Eu tô aprendendo, Madeleine. Eu tenho ouvido muito Primo Rico, o Rodrigo me passa um monte de podcast legal, livros... Adoro o Tiago Negro, assim, sabe? Livros né, pai rico, pai pobre, como é que é o nome? Casal que enriquecem juntos, Napoleão Rio, eu sou muito estudiosa, mas eu te diria que eu não sei se é por conta da falta de referência, não vou dar justificativa, desculpas, porque eu tô com 51 anos, é hora de lidar de uma forma, mas eu venho melhorando, muito!
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tem algum conselho que você já deu pro Rodrigo que ele não seguiu o seu conselho financeiro e você achou que era besteira que ele devia seguir o seu conselho? Como que você lhe deu vários que ele não aceitou o seu conselho?
Vários, ele foi fazer faculdade de música, né? E aí eu falei, mas você tem certeza que você vai fazer faculdade de música? Porque será que isso vai dar dinheiro e tal? E primeiro ele ia fazer publicidade e propaganda, porque ele achava que ia dar dinheiro e tal. Aquela coisa, a gente começa a estudar pra ver o que vai trazer resultado, né? Escolhas e consequências. É uma fase muito difícil. Eu falo, bem-vindo à vida adulta. E aí ele, mãe, deixa comigo. Aí ele começou a trabalhar num bar. Foi o único trabalho que o Rodrigo teve de funcionário registro na carteira por seis, acho que um ano, um ano e meio. Ele foi trabalhar num bar à noite. Imagina o meu coração. E eu, filho, mas você vai trabalhar num bar? juntava o dinheiro e começava a comprar instrumentos e na época eu tava casada né e esse meu ex-marido ele falava assim mas Rodrigo não fica gastando esse dinheiro e eu acabava me deixando influenciar pelo que eu ouvia porque você vê que tudo é padrão né é crenças limitantes mas você fica comprando essas coisas para e ele ficava buzinando no meu ouvido ele tá gastando dinheiro com isso aí o Rodrigo ele não ouvia a gente e foi ótimo... porque o que ele estava fazendo era investimento. Hoje ele colhe... ele é totalmente independente... mora num apartamento maravilhoso... tudo que ele investiu lá atrás... quando ele comprou... ele comprou uma BMW... não sei o que... 4... Z4... eu ficava com o coração na mão... mas Rodrigo, pelo amor de Deus... é investimento. Aí ele veio... eu falei... mas filho... eu ficava com aquelas crenças... Então, graças a Deus, ele não ouviu nada, porque ele falou, mãe, tudo que vocês me falaram, graças a Deus, eu fui contra, porque a BMW, por exemplo, que eu comprei, e ele pintou ela de verde, então, onde ele chega, Rossi, tem gente que na rua chama ele, foi tudo estratégico, né, de uma certa forma, claro que era coisa que ele gostava, que ele se divertia, mas, ele falou assim, eu paguei a BMW em dois meses, com um dinheiro que as pessoas chegaram em mim e eu dali fiz networking, Então, se você faz as coisas com estratégia, planejadas, é uma coisa. Agora, se você faz na vaca louca, sabe assim, tipo, eu mereço, que nem o meu caso, aí você vai ter as consequências disso. Então, tudo tem que ter uma estratégia mesmo. Então, eu acho que meu filho não seguiu um monte de conselhos meus e observou muita coisa que, tanto eu quanto o pai dele, os dois, tivemos dificuldade de lidar com grana. E ele presenciava isso e de uma forma muito sábia... ele... já... eu acho que até na minha família eu vim também para mostrar... que a gente pode muito mais do que a gente pensa... que a gente pode... então assim... eu tenho outras qualidades... e aí eu acho que o meu filho... se eu tenho uma coisa para ensinar... o que eu ensinei para ele foi isso... coragem... vai... faz o que todo mundo pode fazer... você também pode... e vamos... é importante a gente olhar para os erros... e aprender com eles. Porque a gente fala, não é errando que se aprende, não. É aprendendo com os erros mesmo. Então assim...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Refletindo, né?
Procurando opção. O que que essa pessoa me trouxe? O que que essa situação me trouxe? Por que que eu tô passando por isso agora? Se a gente olhar pra tudo e todos, vendo Deus ali, ou um professor, se você não acredita em Deus, mas você... isso é um professor pra mim, você vai tirar aprendizado de tudo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, muito legal essa sua sinergia com o Rodrigo, de vocês dois aprenderem um com o outro, né? E como que você continua aprendendo nessa jornada financeira? Como que você continua aprimorando esses ensinamentos?
Olha, tudo mudou, né? Eu sou formada em publicidade e jornalismo, trabalhei 23 anos em publicidade e propaganda, eu trabalhei em revista, jornal, mídia impressa. em grandes veículos de comunicação, fui muito feliz nessa área, mas eu lembro que quando eu trabalhava na revista Caras, em 2001, eu lembro que eu assisti um workshop com um americano, e o meu diretor e o meu gerente, a gente foi fazer o café, né, que tinha aqueles intervalos, fomos tomar o cafezinho, comer pães de queijo, aquela coisa toda, e aí eles riram do americano, falando assim, esse cara cheirou meio, foi chulé pro cérebro. Por que que o americano falou? que daqui 20 anos vocês vão se comunicar com um aparelho de telefone, que vocês vão ver a imagem do outro, vocês vão se falar por FaceTime, as revistas, os jornais, eles vão acabar se eles não se reconstruírem. É tudo impresso. E eles riram, e eu não sabia, né, pra mim, imagina o meu chefe rindo, o outro rindo, eu era super Maria vai com as outras nessa época, então eu ria também, né, E eu vi essa transformação toda acontecendo. E eu venho dessa mídia impressa. E hoje eu tô transitando pra esse mundo online. E a pandemia, ela só acelerou tudo. Ela tá vindo a nos ensinar que o online digital, ele tá aí pra ficar. Tanto que eu criei um estúdio de jogo online hoje. Eu tô apanhando bastante coisa. Tô fazendo vários cursos online. E o meu filho e essa geração, o Tiago e o Nigro, é tudo jovem. Eles pegaram a mão muito rápido. porque eles não tinham esses preconceitos que eu tinha, o Rodrigo me falou de um monte de coisa há 5 anos atrás e eu duvidava, eu não acreditava, porque as minhas crenças eram de mídia impressa, então eu acho que tudo isso tá sendo muito bom hoje pra eu ver Que é bom a gente olhar pra gente e falar, tudo bem, faz parte, mas que bom que agora eu tô aberta pra aprender. Então, é pedalar de bicicleta, se reinventar o tempo todo. E ter humildade, eu acho que a humildade além de ser uma grande virtude, Ela é um exercício. Porque não é que a gente é humilde o tempo todo. Ah, não. A gente é arrogante muitas vezes, né? Essa é a verdade. Então, eu acho que se a gente lembrar e usar a humildade pra exercitar e falar o que eu tenho pra aprender com isso e tal, a gente vai evoluir. Então, eu tô reciclando o tempo inteiro, Madel. Eu tô fazendo vários cursos online. Agora, eu tô fazendo um da fórmula de lançamento com o Érico Rocha. É pra aprender a lançar produtos na plataforma Hotmart, por exemplo, né? Tô aprendendo a fazer parcerias, como é que faz parcerias, porque eu vejo que a gente tem que tá trabalhando muito hoje com cooperação, eu vejo um universo muito forte feminino crescendo, de mulheres se apoiando mais verdadeiramente hoje, as mulheres descobrindo seu verdadeiro papel que é muito, muito forte, tanto nas finanças quanto em uma série de questões Eu acho que a gente tá se desconstruindo e se reconstruindo. Eu acho que a gente tá vivendo uma transição do velho mundo pro novo mundo. Então é constante, além de nada. É constante.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que bom. Então vamos voltar lá no seu pior momento de mãe, sozinha com o filho, indo pra escola, deixando o filho no day care o dia inteiro. E pensa nessa pessoa. Pensa em você naquele momento. Qual o conselho que você passaria agora para aquela mãe que está passando pela mesma situação que você passou?
Essa é uma pergunta profunda, né? Primeiro de tudo, olhar para os desafios de uma forma ressignificadora. Tudo é uma energia, tá? A prosperidade é uma energia, o dinheiro é uma energia, Se você entrar no sofrimento, o que eu diria é a frase do poeta, resumidamente, a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Essa frase, pra mim, ela é um mantra, como várias outras que eu tenho, tá? Porque tudo passa. Então assim, primeiro, saiba que se tá passando por aquela situação, é pra se nutrir, pra descobrir a sua força, a sua coragem, que você pode, Deus não dá nada pra gente que a gente não pode carregar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Qual é a verdadeira? Entendeu?
Ele tá sempre na nossa frente, nos conduzindo. Então assim, só seja responsável, saiba onde você quer chegar. Se você souber aonde você quer chegar, aonde eu estou, não importa onde você tá, desde o nível lá embaixo, eu sabia onde eu queria chegar. Eu acho que isso fez toda a diferença na minha vida. E eu sempre quis grande. Porque se o outro pode, eu também posso. Eu sempre sonhei grande, porque é o mesmo preço que você paga pra sonhar pequeno e grande, é a mesma coisa. O que vai fazer a diferença é a tua trajetória, o como. E esse como é se cercar de energia. É se nutrir de fé, de espiritualidade, dessa base. Responsabilidade, conhecimento. Hoje em dia a gente tem a tecnologia, então você pode se nutrir com pessoas muito boas. Tem aí, acabei de citar, tem filósofos, tem aquela professora de filosofia, Lúcia Helena Galvão. Os filósofos do passado que nos ensinam, sabe? Desde filósofos que foram escravos, que lidaram com guerra, que passaram fome, miséria. Como que eles conseguiram atingir patamares maravilhosos e que hoje a gente aprende com esses ensinamentos? Então se nutrir de escolhas, né? A gente tem hoje um supermercado de monte de tranqueira e o monte é que nem fast food e comida saudável é nossa escolha então você escolhe o que você vai ouvir o livro que você vai ler as pessoas que você quer se envolver que você vai então se eu pudesse dar um conselho para mim naquela época eu teria feito melhores escolhas de amizades eu teria feito melhores escolhas não teria gasto dinheiro à toa quando eu comecei a ganhar fazer o dinheiro entrar porque a gente se empolga e vem aquele eu mereço que eu já passei necessidade, então agora nossa vou comprar uma roupa tal, tudo isso passa, mas se você souber investir, ganha primeiro, faça o dinheiro, não que seja errado, o meu filho me ensina muito isso, é muito interessante porque o meu filho teve uma fase que hoje ele se tornou influencer né e muita gente conhece ele e acha que ele Nossa, é aquilo? Não, ele era super assim. Eu falava, Rodrigo, se você sai com essa roupa, eu não saio com você. Ele tinha camiseta furada, super... Eu comprava roupa pra ele e tal, ele não tinha zero vaidade. Ele foi despertar pra esse negócio de roupa de marca agora aos 27 anos, ele tá com 31, quando ele começou a fazer o dinheiro entrar. Depois que ele comprou o carro dele, que ele viu que isso é um negócio que vai trazer pessoas e tudo mais. Nossa, até ele me assustou o dia que ele foi comprar um do filho, ele falou, mãe o que você acha de eu comprar esse tênis? E aí eu fico mordendo a língua, né, tipo, eu fico assim, trabalhando as minhas crenças, eu falo, filho depende se você acha que isso, não mãe, isso eu preciso ir pra eventos, as pessoas chegam pra mim, gente que eu não conheço, pra vir perguntar do meu tênis, eu não opino mais, eu tenho hoje responsabilidade pra opinar, né, então eu acho que assim, É você entrar em contato com a sua essência divina, saber onde você tá e onde você quer chegar. E saber que os desafios vão sempre fazer parte. É que nem joguinho que eu não jogo, de videogame, que você vai melhorando de fase, os desafios vão aumentando.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: A fase vai ficando mais difícil, né?
Vai ficando. Então essas tentações, elas vão acontecer. Então é você assumir um compromisso de, sabe, com você mesmo. Eu acho que esse é o maior conselho que eu daria pra mim e as dificuldades vão passar, como também os bons momentos vão passar, por isso que é bacana você ter sim um investimento, você planejar sua velhice, se acontece de eu morrer agora, eu vou morrer super feliz, eu quero, vou deixar fazer até um artigo pro meu blog, lê lá meu artigo filhão que vai tá tudo planejadinho pra ninguém ter dor de cabeça, vai saber o que vai fazer com o meu corpo, onde vai, onde não vai, Para as pessoas viverem melhor, porque a gente tá aqui de passagem mesmo, se a gente viver muito, a gente vai viver 100 anos, e olha lá! Então assim, eu já tô com 50, já tô caminhando pra segunda metade, então eu acho que assim, eu teria feito melhores escolhas e teria... não indo tanto pelas emoções, né? Acho que a gente tem que equilibrar alguns pilares. Não ser só emoção, não ser só razão, mas a gente também sentir a conexão com a espiritualidade, que tem a intuição, que eu acho que... quando a gente fala de intuição, é Deus falando com a gente. Quando você está com o coração em paz, vem aquela... faz isso. Só que você vai estar em harmonia com a emoção, com a razão e com a sua intuição. E aí você vai fazer melhores escolhas. Mas isso é muito fácil falar aos 51 anos, né? Você falar isso para os meus enteados, por exemplo, não tem a menor possibilidade. Eu vejo, então, com o meu filho eu ensinei fazendo as coisas erradas, com os meus enteados eu sou a bonus mother, eu não gosto de stepmother, eu não gosto de madrasta, eu acho que as duas palavras elas tem Conotação negativa! Na minha terapia ela falou bônus madre, eu já adotei, adorei! Eu sei o meu lugar, então assim, se eles me pedem conselho que eles não me pedem, eu vou dar! Mas é o processo de cada um, é a vida deles, eu não tenho como interferir!
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade. E eu acho isso muito interessante que você falou da direção, de saber onde você quer ir. Uma mãe executiva financeira, uma das características é ela ter uma visão para a família, uma visão para o futuro. Porque a visão ajuda você a definir o que você vai fazer ou o que não, o que vai te levar mais perto daquela direção onde você quer ir. Às vezes a gente tem o ideal, mas o ideal é só para dar direção.
E a melhor forma da gente ensinar alguém sabe qual é? Crescendo. É através de exemplos. Porque eu lembro que eu ouvia muita coisa, entrava pelo ouvido, saía pelo outro. E é a mesma coisa. Então hoje eu poupo muito a minha energia e eu falo, não, a melhor forma de eu fazer hoje é crescendo. Então eu tô num processo de crescimento porque eu quero deixar pra eles as minhas atitudes.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá certa. Que conversa boa, Adriana. Eu aprendo sempre tanto quando a gente conversa. Tão maravilhoso. E eu sei que... A minha audiência também vai gostar muito de ouvir essa conversa. Agora, para terminar, eu tenho uma sessão aqui de perguntas rápidas, tá bom? Que eu não te preparei.
Tipo Marília Gabriela?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não é tirar tema, né?
Mas rapid fire.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu falo, você responde. Pinga e beronga.
Pinga e beronga.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Qual foi a pior decisão financeira que você já fez na vida?
Empréstimo no banco.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Muito bem. Qual a coisa mais emprestável que você já comprou na vida?
Nossa, Madeleine! Eu não consigo lembrar de nenhum paciente bate e pronto! Mas pensa aí um pouquinho, então! Ai, meu Deus do céu!
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Alguma coisa que você comprou, que você queria e depois não era nada daquilo.
Que... Ah, roupa de marca! Nossa! Eu comprava roupas assim... Eu trabalhei na revista Casa Vogue... Ai, aquela época, sabe? Eu olho pra trás e falo... Nossa, que dinheiro mau gasto!
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá bom, e a última! Qual foi alguma coisa que você comprou que... Foi melhor do que você esperava?
As viagens que eu fiz, os livros que eu leio, né? Sempre é... Livro é barato e te traz um benefício indescritível. E viagem também, porque você aprende com cultura, com pessoas diferentes. Eu gosto muito... relacionamento é o que é mais importante na nossa vida. É o que traz a verdadeira felicidade pra gente. Então qualidade. E é muito legal quando você para pra olhar como as pessoas a sua volta vivem em outras culturas. Então as viagens. Ótimo, muito bom.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então tá bom, só pra terminar o nosso papo aqui. Fala pra gente os seus projetos, onde as pessoas podem te achar e...
Meus projetos. Eu tenho o Estúdio Yoga Online, que eu ensino, dou aulas de yoga, de vinyasa, kundalini. Tenho mais dois parceiros esse ano que eu contratei... amigas e parceiras... que também estão com a gente... somos quatro instrutores... e a gente está com alunos aí no mundo, né... porque o que acontece é o seguinte... que as pessoas hoje não têm desculpa para cuidar da sua saúde, do seu corpo... porque eu acho que essa é a maior riqueza. Quando a gente fala de riqueza... a gente... veja a história do Schumacher... lembra do Schumacher, aquele piloto? que trouxe grandes vitórias pra gente na Fórmula 1 e teve aquele acidente e com todo o dinheiro do mundo não tem vida, né? Então assim, não adianta você ter dinheiro e você não ter saúde. Então hoje eu acho que pra mim riqueza é isso, são esses pilares. E eu trabalho, eu tenho hoje a sorte de poder trabalhar com o que eu amo, que é esse cuidado da saúde, pra mim e poder ajudar as pessoas também no mundo. Até tem a autocura, que é uma coisa muito interessante. O esporte, seja independente do ioga, eu não vou ficar, eu não gosto de fanatismo, eu não gosto de nada, eu acho que assim, você tem que ter alguma coisa que você goste de fazer, porque vai te trazer uma autocura aquilo, mental, emocional, então o esporte, não tem negociação, tem que fazer. A alimentação também, eu sou da matemática, do 80 a 20, 80% saudável, 20% relaxa, sabe? Vou comer uma pizza, vou comer se eu tiver vontade de tomar sorvete, não importa, mas eu preciso desses 20% relax para me manter nos 80% para poder usufruir de uma vida boa. Então, hoje eu tenho esse projeto, estou indo para o Hotmart agora, para o final do ano, para as pessoas darem de presente experiências de Natal. Então é um curso?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ou é as suas aulas?
São as minhas aulas, mas as aulas dos meus parceiros, mais meditação. É um pacote que tem 25 aulas, mais 5 meditações, mais mantras. Eu tenho uma das instrutoras que ela é PHD em música, então ela tem uma voz linda, faz concertos de cura. Tô indo pro Brasil agora em janeiro e vai ter um retiro. Esse casal que a gente tá hoje como parceiro, eles tão no décimo ano de retiro. E eles convidaram o Yoga Online pra participar. Então eu tô indo. Eu sempre quis participar de retiro, de fazer retiro. Então tá muito interessante. Tô no Instagram, arroba Adriana Java. Tem o blog adrianadiava.com no qual eu compartilho as minhas histórias de vida, de cultura, os perrengues, as lições, né, eu quero deixar até pra minha família, sabe, pro meu filho, pros que virão, tem um histórico mesmo, tem o LinkedIn, TikTok, todos os vídeos, tudo Adriana Diava, bota lá que cês me acham! E vem fazer aula de yoga comigo, enfim, é... E eu sou uma pessoa super acessível, quem quiser conversar, eu tô sempre interagindo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você sempre faz uns lives também, né, no Facebook?
Faço lives, eu até quero fazer live com você, pra gente dar essas dicas financeiras, porque a Madeleine me deu tanta dica, gente, quando eu vim pra cá, tipo, tudo que é Quando vocês vierem para os Estados Unidos, vai em alguma loja, passa o telefone que vocês tem desconto. Então hoje eu vou em loja, só tomar cuidado para não fazer cartão de crédito, porque é muito fácil fazer dívida, né? A sedução é muito grande. Então, mas muitas famaças aqui, tudo que eu vou, é tudo uma N, entendeu? Tudo desconto.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá certo. Nossa, muito bom, Adriana. Foi ótimo ter você aqui no O Dinheiro Não é o Seu Problema Podcast. Obrigada por vocês ficarem com a gente. E eu vou ver se eu arranjo um cupom aqui de desconto pro Yoga Online pra vocês e coloco no show notes, tá bom?
Já tá, ó. Já os seus seguidores todos, quem assistir, ouvir tudo e mandar lá um e-mail adrianajava.com vai ganhar uma semana pra vir participar do Yoga Online. Graças! Acesso livre em todas as aulas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Opa, olha só que legal, hein? Então manda aí a mensagem e a gente manda aquele acesso pra vocês, tá bom? Então tá, até a próxima semana, até breve e obrigada!
Namastê, gente, obrigada!
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Espero que tenha gostado do episódio de hoje. Lembre-se de seguir, avaliar e comentar. E se você está pronto para investir em si mesmo, confira meu site strasbourgcoaching.com para agendar uma sessão de coaching ou tentar meu grupo de membros gratuitamente. Estarei de volta na próxima semana com mais um episódio lucrativo do podcast. O dinheiro não é o seu problema. Até breve e obrigada.
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