EP 7 - Mãe Executiva Financeira Matilde Wosnjuk do Utah Brazilian Festival
19 Jan 2023 · 50 min
Matilde Wosnjuk grew up poor in São Bernardo do Campo, Brazil, and built financial stability through bilingual work and interpreter jobs. She taught her kids to track household bills and understand prices early, avoided credit cards, and now runs the Utah Brazilian Festival while investing in real estate.
Chapters
Olá pessoal, aqui é a Madeleine do Strasbourg Coaching e vocês estão ouvindo o podcast O Dinheiro Não É O Seu Problema.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu uso o que mais amo, minha.
Fé suje, o bom senso do plano do Dave Ramsey e as ferramentas de coaching pessoal da Brooke Castillo para ajudá-los a identificar e superar os verdadeiros problemas por trás dos seus revésios financeiros.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá pessoal, estamos aqui mais um episódio e hoje eu tenho uma entrevista muito especial com a minha amiga Matilde Vosnick e nós vamos falar com ela porque ela é uma mãe executiva financeira. Ela tem todas as qualidades de uma mãe executiva financeira. Tudo bem com você Matilde?
Tudo bem Madalene, prazer em estar aqui com você.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que bom. Então vamos começar do passado. Conta pra mim um pouquinho da sua vida crescendo no Brasil e a sua infância, sua adolescência.
Bom, eu cresci em São Bernardo do Campo, São Paulo. Na verdade, no ABC Paulista. Morei em São Catano, São Andrés e São Bernardo, mas a maior parte da minha vida foi em São Bernardo do Campo. Cresci eu e mais seis irmãos e irmãs. Somos cinco meninas e dois meninos. E o meu pai, ele sempre trabalhou para sustentar a família e a minha mãe era dona de casa. Ficou com a gente o tempo todo que a gente cresceu. Ela tinha um projeto aqui ou ali de vender avô, morrer no campo power. Yakuti, mas eram coisas que eram esporádicas, mas eu lembro dela, desses pequenos empreendimentos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, que bom. Então, conta um pouquinho pra gente como é que foi esse aprendizado com o dinheiro que você teve com os seus pais.
Olha, a nossa infância era muito frugal, nunca... Primeiro, não teve uma educação financeira em casa. Nunca houve essa história de... de mandar dinheiro ou de economizar. Eu lembro, quando a gente era pequena, de poupança. A gente guardava aquele... Aquela coisa de criança, né? Você vai lá na poupança, leva um dinheirinho, colocava no cofrinho. Eu lembro disso. Isso aí era uma coisa que era interessante. A gente pegou o hábito de guardar. Mas era uma coisa bem infantil, bem simples. Não era nada... grande. Mas os meus pais sempre foram muito cuidadosos com o dinheiro, nunca se envolveram em dívidas, não era do tipo que ficava... como é que fala? Showing off? Que ficava...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Demonstrando. Demonstrando.
Sempre muito controlados. E o meu pai também era muito controlado com o dinheiro, e eu lembro quando eu era bem jovem, tinha quinta série, 12 anos de idade? Então, meu pai tinha um escritório organizado no canto da sala, e era tudo em ordem, as contas, os papéis, e ele comprou uma máquina de escrever, e eu viria a secar a dele. Então, todos os dias que tinha conta pra pagar, eu sentava com e eu bati o cheque da conta na máquina de datilografar... então eu tive todo esse... eu acho que um pouco disso de organização de conta e de agenda... eu peguei disso dele... porque ele era extremamente organizado com as coisas dele... e eu datilografava o cheque... eu lembro... eu datilografava o cheque... eu colocava no envelope... eu datilografava o envelope... e eu que colocava... deixava tudo pronto para ele levar para o correio... eu lembro muito disso... eu acho que até hoje eu faço isso... com as minhas coisas... com bastante cuidado. Mas foi isso. Era sempre muito frugal. Nunca faltou nada. A gente sempre teve o que a gente precisava, mas nunca teve nenhum tipo de ostentação.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nem de luxo, né?
Nem de luxo. Nunca teve exagero de presente. Presente era Natal. O presente de aniversário era a festa. No Natal a gente ganhava presentes muito bons, mas eram presentes brinquedo. Quando eu era criança tinha brinquedo, mas quando a gente ficou maiorzinha, 12, 13, 14 anos, a gente ganhava um presente que era útil, tipo um toca-discos para todas, uma caixa de som para o nosso quarto. Então era sempre coisa útil e relógio. A gente passava na escola, porque lá no Brasil a gente tinha mania de ganhar presente quando passava de ano, que era diferente do presente de Natal. E o meu pai dava um relógio pra gente, todo ano ele trocava o relógio da gente, e quando a gente fez 15 anos a gente ganhava uma joia. Ele dava pra gente uma corrente ou um anel, e desde criança ele ganhava anel. Então, tipo assim, nunca teve desperdício ou excesso de dinheiro com coisas extravagantes dentro da casa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você ainda tem essas joias que ele te deu?
Eu tenho os anéis, porque a minha cor era sempre rubi vermelha, a minha outra irmã gostava da pedra verde, que era esmeralda, e a outra tinha azuca, turmalina, não lembro, mas eu lembro disso. É bem pequenininha agora, né? Porque depois dos anéis a gente começou a ganhar gargantilha.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E qual era o trabalho do seu pai?
O meu pai, ele era um contador, mas não de formação acadêmica. Ele era um contador de experiência de vida, né? Ele trabalhou muitos anos como gerente de posto de gasolina e essa foi a área dele por muitos anos. Ele gerenciou vários postos de gasolina, de muitas redes, principalmente da Shell, e ele era o contador e o gerente. Ele sempre foi muito bom com o dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ele depois acabou trabalhando para outras companhias ou trabalhando Em casa, teve alguma coisa assim?
Depois de muitos anos como gerente de posto de gasolina, ele acabou abrindo o próprio negócio dele. Ele tinha uma distribuidora de bebidas. E ele fez isso até se aposentar, não. Ele se aposentou até antes, ele se aposentou cedo. Mas hoje ele tem uma fazenda no Piauí, que é onde eles moram agora. Depois que todo mundo saiu de casa, eles mudaram pra lá. E ele geminiza a fazendinha dele.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, que bom! E essas experiências, como elas afetaram como você pensava sobre o dinheiro na sua juventude?
Olha, na minha juventude o dinheiro era muito pouco, o meu dinheiro era muito pouco, porque no Brasil a gente ganhava salário mínimo, né? E na minha época no Brasil a gente podia trabalhar com 14 anos de idade, e eu comecei a trabalhar acho que eu tinha 15, e eu lembro que eu ganhava salário mínimo, Era registrada em carteira? Era registrada em carteira... tudo... eu lembro do dia que eu fui tirar minha carteira de trabalho... toda orgulhosa... com 14.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Anos... E onde você trabalhou primeiro?
Eu fui trabalhar numa empresa que chamava... aí eu não lembro do nome... mas era uma representação de sapatos de couro. Então era muito legal porque eles vendiam para o Brasil inteiro... e eu era recepcionista... inicialmente eu fui recepcionista... do local. Eu lembro do senhor Trevisan, que era um dos três donos, e eu trabalhava com uma outra amiga minha, Cláudia, a gente... ela trabalhava na recepção, eu trabalhava lá dentro, numa outra recepção que tinha para os clientes, e eu tinha 15 anos, 16 anos, 15, 16 anos, 15 anos quando eu comecei a trabalhar lá, e era o salário mínimo. E eu tinha 15 anos e eu queria comprar um carro com 18 anos. Aí eu lembro com a minha mãe, cheguei em casa chorando. Ela, o que foi? Eu falei, eu tô vendo as contas. Não vai dar nunca pra eu comprar um carro com esse salário mínimo. Nunca! E eu chorava, chorava. E a minha mãe, não, vai dar. Depois você muda de trabalho, depois você ganha mais dinheiro. E uma outra coisa interessante, eu vou comentar isso pra você ver como é que é o ser humano. O primeiro salário que eu recebi, eu recebi meio salário mínimo. E aí eu perguntei, que é a outra metáfora. Não, esse que é o salário. Aí cheguei em casa e vi a minha mãe, eles me pagaram meio salário mínimo. Nossa, o dia seguinte a minha mãe falou que era um bicho lá. Falei, vocês estão pensando que vocês enganam? Tipo assim, ela tem mãe, tem pai, tem família, não vai ganhar meio salário mínimo. Combinado, foi um salário mínimo. Ficaram espertinhos lá. Mas eu lembro desse episódio, porque ainda tentaram me enganar. Eu já estava chorando que o salário não dava, aí queria dar metade. E foi isso, assim, dessa parte de quando eu comecei a ganhar meu próprio dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, essa é uma boa pergunta, porque é um bom segue para a próxima pergunta, porque a minha próxima pergunta é... qual seria, se você tem alguma experiência ou um momento assim, uma coisa viva na sua mente que ajudou você na sua jornada financeira, uma coisa específica que aconteceu.
Olha, pra falar a verdade, uma coisa específica, eu lembro que eu ganhei salário mínimo por um bom tempo, mas eu era jovenzinha, então tudo bem, eu não tinha despesas em casa, o dinheiro que eu ganhava era só meu, eu não tinha que ajudar em nada na minha casa, o dinheiro era meu, meu pai ainda na época pagava curso de inglês pra gente, O que foi fantástico e foi o que me colocou no mercado, lá na frente de todo mundo, foi o inglês. Eu comecei a aprender inglês, eu tinha 9 anos de idade, numa escola particular de línguas. Pode falar 9? Eu aprendi inglês no CCA a minha vida inteira. E inglês no CCA é de long term, né? Não é assim... São vários níveis, é um processo. Não é um leio rápido de conversar, é um processo. Eu fiz 7 anos de CCA. Eu saí de lá praticamente formada, com TOEFL, com pontuação alta. Então, foi uma universidade a CCA e aprendi inglês muito bem. Depois eu fui professora de inglês e eu sempre achei a técnica deles muito boa, mas quando eu tava com 17 anos trabalhando nessa empresa... Eu fui trabalhar daqui em 16, com 17 anos trabalhando nessa empresa de sapatos, foi quando eu eu descobri que eu podia ganhar mais dinheiro fazendo outra coisa. Então, eu fui trabalhar na Coro Modas, que foi uma exposição de couro...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Na EMB?
Na EMB. E eu estava me sentindo assim a tal lá, com 16 anos, lá 17, representando a minha empresa, e eu fui para ser... para trabalhar no estande, com a minha empresa, ela tinha um estande bem bonito, de sapatos, e muita gente vinha na nossa barraca, e mais de repente uma americana... e tinha bastante estrangeiro na festa, no evento. E essa americana, ela veio falar com a gente, e ninguém falava inglês no meu booth, no meu stand, mas eu falava e eu atendi ela. E os meus chefes ficaram encantados, tipo, é, vende aí pra mulher aí, né, não sei o quê. E foi muito legal, mas aí ela pegou e falou assim, olha, você não pode ser minha tradutora aqui no evento? Eu falei, eu estou trabalhando nesse estádio com a minha empresa. E o meu chefe, acho que ela acabou fazendo uma compra grande lá com eles, e falou, Matilde, você pode acompanhar ela o resto da feira se você quiser. E foi quando eu comecei a trabalhar com tradução. Depois desse trabalho, dessa experiência, desse fim de semana, que eu ganhei, ela me deu um dinheiro super bom, Aí eu pensei, acho que não vou ser mais recepcionista não, é a mesma coisa com o idioma E foi daí que eu passei a ganhar mais dinheiro na minha vida Então, tanto como professora de inglês, como tradutora de vento E eu comecei bem cedo, eu era jovem, tinha 17 anos E foi aí que eu comecei a poder planejar de comprar um carro, porque eu comecei a ganhar mais dinheiro Então, essa foi a experiência, tipo assim... Quando você fica lá super deprê, tipo, não tem mais onde arrancar dinheiro E eu tive que descobrir sozinha, né? Porque não tinha ninguém me orientando Falando, agora você pode fazer isso, pode fazer aquilo, só tinha um sonho Então foi.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Um momento marcante, né?
Na prática foi nesse momento que eu falei, eu posso usar o meu inglês, esse meu talento E poder fazer mais dinheiro, e foi o que me carregou a vida inteira Foi o uso do inglês na minha vida profissional Que bom...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E me explica... a espiritualidade teve alguma influência no seu desenvolvimento nessa parte financeira... na sua carreira?
Ah... então... sem dúvida... porque foi, na verdade, foi na igreja que eu aprendi sobre educação financeira. Então, a gente tinha um grupo de jovens, um grupo de moças, e a gente sempre, toda semana, tinha algum tipo de aula, algum tipo de ensinamento prático da vida mesmo, de saúde, beleza e financeiro, de autossuficiência. Eu acho que era essa a palavra que eu aprendi na igreja e que eu achava fantástico. Como ser autossuficiente. Como a gente poder ter o nosso próprio dinheiro, não depender das outras pessoas e nem do governo e nem da igreja.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E você pode ajudar as outras pessoas.
Então foi muito marcante. E na igreja começa de uma maneira que é bem interessante. O pagamento do dízimo, que é o nosso 10%, que vai para ajudar os pobres necessitados e manter a igreja, porque a gente acredita no que a gente faz e quanto que a gente deve guardar e economizar para o futuro e não gastar mais do que você ganha. Então foi na igreja mesmo que eu comecei a ter os primeiros princípios de educação financeira.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que legal! E fala para mim, fora essa pessoa que queria você para ser tradutora, Tem outras pessoas ou outra pessoa que te ajudou nesse seu desenvolvimento de evolução financeira?
Não, essa tradução quando eu fui tradutora dessa pessoa foi a mais marcante mesmo. Porque na época eu estava com 16, 17 anos e foi mais marcante.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mas vamos supor, você aprendeu algumas outras coisas de situação financeira da época? de evolução financeira em algum livro, alguém que você se inspirou, alguma coisa assim?
Naquela época, de jeito nenhum.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não, né?
Não, foi só depois mesmo. foi só depois... embora eu sempre tive uma agenda e colocava minhas contas e via o que acontecia... porque, por exemplo, eu sempre sonhei em ter um carro... aí finalmente eu comprei um carro... aí quando eu comprei o carro... o carro era a maior despesa da minha vida... a maior pesadela da minha vida... e todo o meu dinheiro ia para o carro... e aquilo começou a ser tipo... tudo bem... eu ganho bem... só que... bem para a minha idade... eu era jovem... mas o carro... não tá sendo uma coisa legal na minha vida, então eu acabava usando o carro só no fim de semana, que aí eu dividia minha vida com os amigos, porque na semana só o carro pra ir pro trabalho eu corri o risco de bater em meu carro, de furar pneu, então esse tipo de coisa também te dá uma noção de dinheiro, que você tem que tomar cuidado com os seus bens, que nem sempre estão lá pra te ajudar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade.
Quer dizer? Seguro. Era caro ter um carro, foi um sonho, que acabou sendo uma coisa cara, até realmente ter mais dinheiro vindo. E eu lembro também, nessa época, eu e minhas irmãs decidimos entrar num consórcio de carro. A gente falou assim, a gente não vai conseguir comprar um carro novo, a gente não vai conseguir comprar um carro bom só anotando dinheiro. Porque os nossos carros eram velhinhos E aí foi quando nós decidimos entrar no consórcio Eu, a Maria e a Marlene, cada uma de nós entramos no consórcio E a gente nunca era sorteada E a gente todo mês, uma vez por mês tinha o sorteio Acho que era dia 5 do mês, a gente ia lá na concessionária Esperar lá o sorteio, a gente nunca era sorteada Ele acha que pelo jeito a gente vai ser os últimos a pegar o carro. Mas foi isso assim, dessa parte de finanças, você sente o peso do dinheiro. De como o pouco não é suficiente para realizar seus sonhos, até quando você desenvolve algum talento que também pode ajudar a desenvolver os seus sonhos. E como eu disse, depois disso eu fui uma assistente administrativa bilíngue e eu também ganhava mais dinheiro do que uma assistente administrativa que não falava nenhum idioma. Aquilo também me colocou num patamar de finanças que já ia Agora eu posso guardar mais um pouco, agora eu posso viajar, agora eu posso... assim...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É o astroflano...
Mas... tanto é que a ideia era eu poder pegar o carro no consórcio e dar entrada em um apartamento Mesmo que eu estava jovem, estava projetando de casar e nada... mas, de alguma maneira, eu tinha aprendido com a experiência de algumas pessoas bem informalmente. Não que a pessoa falasse... é assim que você faz... eu vi alguém fazendo isso... ah... o João fez isso e é o jeito de ir... a Maria fez isso... é o jeito de ir... mas também eram pessoas mais velhas. Mas aí eu pensava... tem que comprar um carro... o carro tem uma entrada no apartamento... e aí eu consigo ter alguma coisa no meu nome no futuro... e eu era bem jovenzinha também... Mas... você fala assim de alguém incentivando... na verdade tinha gente que não incentivava. Ah, isso nunca vai acontecer. Ah, o seu dinheiro não vai ser suficiente. E era dentro da própria família. Era dentro da própria família falando... Ah, não vai dar certo. Ah, você não vai dar conta. Eu falei... não, mas eu estou mostrando que eu estou conta. As pessoas fizeram o que eu consigo. Mas não tinha esse incentivo, não.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não, né?
Não.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é muito interessante... você falou que você tinha essas metas... de dar entrada em um apartamento... de comprar o carro, porque a gente fala que uma mãe executiva financeira, ela tem direção para a família. E a direção talvez seria o ideal, mas assim, ter uma visão para a família, e a visão é o ideal, mas ela te dá direção e te ajuda a tomar algumas decisões ao longo do caminho. Então, se não ia te ajudar a comprar o seu apartamento, não ia te ajudar a juntar o dinheiro para o carro, era mais fácil de você falar... não, essa escolha não é para mim. E... com essa relação dessas pessoas que eram negativas... tem alguma experiência do passado que foi muito negativa para você em termos de dinheiro?
Ah... teve... bom... teve quando eu comprei meu primeiro carro. Quando eu comprei meu primeiro carro... deu muito trabalho... consegui o financiamento... achar um carro que o meu orçamento desse e o meu pai não queria me ajudar a comprar o carro. Ele dizia que era muito caro, que era uma ideia... não ia dar, tipo, você não tem condição de comprar um carro. Aí eu fui lá e comprei o carro sozinha. E aí quando eu cheguei aquele carro velhinho em casa, meu pai ficou tão bravo, mas tão bravo, mas tão bravo, que eu falei, poxa, em vez de ele ficar legal e achar que eu comprei, ele ficou tão bravo que eu comprei o carro, que até a minha mãe falou assim, em vez de ficar contente que eu ia comprar um carro Então eu não sei, foi muito interessante porque talvez vocês se achavam que eu não tinha capacidade e fiz ou porque eu fiz sem ele Às vezes eu chego a pensar que ele ficou bravo porque eu fiz sem ele Mas ele não me apoiava, disse que não ia me ajudar E os meus pais nunca emprestaram dinheiro pra gente, nunca tiveram dinheiro pra ficar emprestando pro filho, porque acontece A gente era jovem, a gente ia trabalhar e conseguia nossas próprias coisas E o que ele tinha era pra família toda e pras coisas dele do futuro Quando ele tinha aposentadoria, essas coisas, também não tinha dinheiro sobrando pra poder ajudar a filha Tanto é que quando ele ajudou... nós fomos pra faculdade e cada um de nós pagava a sua própria faculdade Mas quando a minha irmã mais jovem foi pra faculdade, ele já assistiu a gente, a Marlene A gente, a Matilde, a Marlene e as outras vieram depois Quando a minha irmã mais jovem foi para a faculdade, ele chamou as outras duas que já eram mais velhas, eu e a Maria, e falou, olha, eu não paguei a faculdade de uma de vocês duas, mas a Marlene estuda de manhã, ela faz educação física na FEFISA, e ela trabalha meio período no banco. Então, embora eu não ajudei vocês duas, eu vou ajudar ela com a faculdade. Vocês estão bem com isso? Tudo bem, né? Sorte a dela, que bom. Então, Teve esse apoio, vamos dizer, mas nunca foi uma coisa que a finança fazia parte da nossa vida. O dinheiro era nosso, a gente fazia o que queria, mas a gente não tinha dinheiro para a família, mas a gente também não tinha esse cash flow vindo do meu pai. Essas coisas eram mesmo cada um por si. Mas que bom que aconteceu para ela. Mas eu lembro de um semestre também que eu estava apertada com a faculdade e eu estava com o meu carro, comendo o meu dinheiro, E eu tava meio chateada, aí minha mãe falou assim, pode deixar que eu vou dar um jeito, vou falar com o seu pai. Aí, essa história eu tenho que contar pra vocês verem como que é incentivo, porque eu sempre cresci acreditando que a escola, o estudo ia colocar a gente lá. Lá na frente, lá em cima. Que alguns anos atrás era bem assim mesmo. Ainda é hoje, né? Mas tem as suas ressalvas, porque tem tantas maneiras de você fazer dinheiro sem ter que estar numa profissão. Mas naquele tempo não, era a regra do jogo. E eu falei, por exemplo, que estava super chateada, que estava sem dinheiro porque o semestre estava super apertado. A minha mãe falou para o meu pai e meu pai veio. Ah, sua mãe falou que você está precisando de ajuda para completar o dinheiro do semestre da faculdade. Falei, ah é, tá, mas daqui a 30 dias eu vou receber o dinheiro e eu reponho. Só porque quebrou o carro, tive que arrumar o carro. Aí, estou esperando meu pai falar que ia me emprestar lá, sei lá, os mil reais que faltavam, nem lembro o valor. Mas ele fica, não, não fica assim não, filha, você já estudou tanto, e se tão esforçada, tão isso, aquilo, mas entendeu, já estudou tanto, tá sem dinheiro, para a faculdade, pra que continuar estudando, você já estudou tanto na vida. Menino, eu vi a minha mãe voando assim, vindo do quarto assim, voando, parecia meu pai, e sem conselho eu disse, filho, me subornei assim, de novo, me lembra só do carro, não me ajudou e me motiva a ter. Aí tem a faculdade. Difícil de me ajudar, e aí... Então, hoje, quando às vezes eu falo que... Quando eu cresci pensando, eu vou ajudar meus filhos. Mas eu não pensei em ajudar eles financeiramente. Eu ajudei assim, como é que eu posso ajudar meus filhos a estarem dez passos na frente. Dez passos na frente da vida financeira deles. Dez passos na frente do que eu tava antes. Porque pra mim foi muito difícil. Eu me desenvolvi financeiramente entre trancos e barrancos. O negócio é que eu tinha uma meta em mente, tipo assim, não, eu vou ter um carro, não, eu vou ter um apartamento, eu vou trabalhar para isso. E também escolha de carreira, porque chegou uma época na minha vida que eu era assistente administrativa e eu usava o inglês no meu trabalho o tempo todo, então eu sempre fui muito requisitada para fazer projeto extra no meu trabalho, por causa do inglês, tipo acompanhar gente que estava viajando, participar de convenção, e isso tudo me trazia dinheiro extra. E o interessante É que quando eu finalmente alcancei o ápice da minha carreira, foi como intérprete E ainda assim, eu tava trabalhando super bem, ganhando super bem, e o meu pai não tava... E.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Como que você reconcilia com isso? Como você fez paz com o passado ou com o seu pai?
Olha, pra falar a verdade, eu não sou uma pessoa de guardar fábula nem remorso de nada ali dentro, então não tive Na verdade, o que eu olhava era assim... Meu pai sempre incentivou a gente com o inglês Foi uma coisa que foi um sacrifício pra ele pagar inglês pra mim e pra minhas irmãs E depois de um tempo, foi interessante porque meu pai não precisou mais pagar... Eu me formei, mas aí eu já tava formada e no meu trabalho Eu tinha curso de especialização pago para a empresa mesmo Tive professores excelentes que já eram assim de nível já de tipo universitário Eu tinha aula particular exatamente para o meu inglês se desenvolver no trabalho E quando eu comecei a ser intérprete, meu primeiro trabalho foi como tradutor na intérprete de compradores de mina de diamante e de ouro no Brasil E foi uma referência de alguém que me conhecia aqui nos Estados Unidos E essa pessoa precisava de alguém para acompanhar ela uma semana na compra de mina de diamante que ela ia fazer em Cuiabá. Embora eu ganhava bem como associante administrativa, quando eu tive esse trabalho... Eu vou comentar os números para vocês verem o pulo que a finança deu. Porque assim, todo mundo fala que você tem pouco dinheiro, você consegue economizar e tal. Não realmente. Não é bem assim, porque quando o dinheiro é pouco e não dá pra pagar as contas, ou não dá pra você pagar a faculdade e ter um carro, é difícil guardar dinheiro. Então, uma hora você tem que ganhar um pouco mais pra poder fazer um pouco de tudo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Pra ter um pouquinho de margem, né?
É, porque pra realizar ações você tá precisando de dinheiro. Mas, de novo, eu trabalhei pra isso. Eu ganhei um pouco hoje, mas no ano que vem eu vou estar melhor, porque eu vou estar fazendo uma outra carreira, porque eu tô tendo trabalho. Então, quando eu comecei a trabalhar como intérprete, Eu ganhava um salário mínimo por dia. De repente, o solto na minha vida financeira foi gigante. Meu pai ficava horrorizado. Como é que eu ganhava tanto dinheiro? Como é que as pessoas pagavam isso? Mas ao mesmo tempo eu comecei a.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ver ele orgulhoso... Pela base que ele te deu?
É... pela base que ele me deu... e por tudo que eu tentava fazer e falava... não vai dar certo... tipo... está sonhando demais... não vai acontecer... mas de novo... ai que sorte... não foi sorte... é o que o ditado fala... Como é que fala? Sorte é você estar preparado pra quando o momento acontece. Então eu lembro que as pessoas vinham pra cá pra fazer a compra de brilho de diamante e eu cuidava de tudo. Eu cuidava de alugar o carro, de buscar os no aeroporto, de fazer as entrevistas com os funcionários que eles queriam contratar. E foi muito legal, foi uma aventura imensa, e foi uma época da minha vida muito boa, porque eu podia trabalhar só aqueles dias do mês. E isso foi um pouco antes de eu vir para os Estados Unidos. E aí, nesse momento, é que eu começo a me instruir através de livros. Na verdade, mais de palestras, que a gente ouvia assim. De livro mesmo, de seguir um plano, foi quando eu casei. Que eu comecei a ter tempo, e tipo assim, eu tenho que fazer alguma coisa com esse dinheiro que eu tenho, que é pra poder, não perder, é pra poder render. e para poder ajudar os meus filhos, não só com o dinheiro, mas o que eu posso ter de formação para eu dar para os meus filhos na prática, porque eu não tive. Tudo que eu tive na prática, acho que foi um pouco de muita boa vontade e desejo do coração. Então, eu falo isso, Não de uma maneira tipo assim, ah, tive instrução financeira, embora, como eu disse, na igreja foi onde me despertou mesmo, tipo assim, não, dá pra ser autossuficiente, é isso que eu quero ser, eu quero ter meu dinheiro, não quero depender de ninguém. E é engraçado também essa parte de dinheiro, porque eu era jovem, eu trabalhava, ganhava um bom salário, tinha 21, 22 anos, E era engraçado quando, às vezes, os rapazes estavam interessados, queriam falar comigo, primeira coisa que eles falavam, mas sem brincadeira. Ah, porque se eu casar com você um dia... Não era nem namorada ainda, tá, gente? Era só crush. Se eu casar com você um dia, eu fico em casa e você vai trabalhar, porque, na verdade, eu ganhava mais que os rapazes. Então, eles estavam meio assim, tipo, eu não sei se eu vou chegar nesse patamar. Mas também era outra coisa que eu observava. Falei, não, não, não vai dar, não vai rolar não aqui.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você mesmo já se selecionou fora.
Eu lembro que eu falei, não, não vou, não gostei do approach não. Eu falei, eu posso até trabalhar também, mas ele também... eu quero alguém que tenha uma mentalidade, tipo assim, vamos construir coisa juntos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é muito legal que você falou dos seus filhos, que você começou a aprender para ensinar. Quais as coisas que você ensinou para os meninos?
Então, eu vou te contar, só para você ter uma ideia, o que eu ensinei para os meus filhos desde pequenininhos. Desde pequenininhos sobre dinheiro, sobre valores das coisas, porque eu não queria que eles crescessem, sem saber quanto custava um litro de leite. Eu não queria que eles crescessem, entendeu? Sem saber o quanto custavam as coisas. Isso aí também vem da igreja, que é o que a gente chamava de as reuniões familiares. E entre os temas, a gente falava de finanças para as crianças, finanças da família, finanças do futuro. E para eles ter uma mentalidade sadia com o dinheiro. Nunca achar que era pouco ou nunca achar que o dinheiro não ia dar. Porque eu falei, dá. Ele trabalha, se prepara, que dá. Aconteceu comigo muito menos experiência e apoio e um do meu filho mais velho, o Wilson, estava na escola. Ele estava na Califórnia, na época, na Califórnia. A escola, a classe dele era kindergarten e first class. Então era kindergarten e primeira série juntos. Então eram os alunos avançados do kindergarten com os avançados do primeiro ano. E eles achavam bom fazer essa mistura, porque os mais velhos estavam os mais jovens. e o meu filho sempre foi muito desenvolvido academicamente... então você tinha que ser selecionado para ir lá nessa classe... e... a professora da classe fazia atividade com dinheiro... com dinheirinho de brincadeira... e ela fazia muita atividade... eu achava super legal.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso... Você ajudava na classe também?
Eu ajudava na classe... como voluntária lá várias vezes... na época a gente morava em San Diego... E eu lembro um dia... era muito comum, quando eu chegava na escola, a professora estava me esperando lá fora... para falar alguma coisa extraordinária que o Wilson tinha feito. Era muito interessante. E eu lembro desse dia específico. Ela estava ensinando as crianças a juntarem dinheiro. Então, elas faziam atividades, ganhavam dinheiro... e parece que o Wilson alcançou 100 dólares... juntando lá os 1, 2, 3, 4, 5 durante aqueles meses... E ela perguntou pra cada criança, o que que você vai fazer com esses 100 dólares que você ganhou? Então, o Wilson tinha 6 anos de idade, gente. Então, eu comecei cedo, ensinando. Então, perguntou pras crianças, o que que você vai fazer com o seu dinheiro? E ela disse, todas as crianças gastam. Com brinquedo, com isso, com aquilo. Mas na vez do Wilson, eu falei, o Wilson vai fazer com os seus 100 dólares. Eu vou juntar meus 100 dólares e mais 100, e mais 100, e mais 100, até eu ter mil dólares. E ela disse, e 25 anos de magistério. Eu nunca tive uma criança dando essa resposta. Então, eu comecei cedo com as crianças. Comecei cedo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E aproveitou isso que eles já tinham dentro deles mesmos, né?
Com uma professora e um meio que incentivava isso também, né? Que não era isso. E foi assim que eu comecei. A gente foi com livros, com experiências. Eu lembro, é interessante isso, eu digo ainda por causa das crianças, né? eu e os meus filhos até um relacionamento sadio e vê que o dinheiro vem, o dinheiro vem você trabalha, você se esforça e ele vem e ainda mais agora que a gente... Bom, eu digo assim, a nossa experiência aqui nos Estados Unidos que é um lugar tão cheio de oportunidades no Brasil, que era mais difícil, eu consegui quebrar a polha do salário mínimo do ganhar pouco, então aqui você tem mais oportunidades ainda. Mas você também tem que desenvolver seus talentos. E eu lembro de receita numa reunião familiar, e eu peguei leite, lata de alguma coisa, de atum, de milho, e aí eu fiz com eles qual é o preço certo, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: O preço certo.
O preço certo, um salgadão de leite. Aí eles colocaram os números deles lá. Eu tenho quatro filhos, né, pra quatro crianças pequenas. Aí colocaram os valores. E quanto custa uma lata de atum? Aí colocaram os valores. E foi engraçado, porque na hora de revelar o valor real, alguns adivinhavam muito alto ou muito baixo. E todos chocados, porque eles não imaginavam que um leite custava isso. Porque eles iam fazer compra, mas você é mãe, você pega, põe as coisas no mercado, você não fala pra eles, né, isso aqui custa três, isso aqui custa dois, você tá fazendo compra. E aí naquele dia, eu tive consciência de que eles não tinham consciência de que era o custo do mercado. e a gente mudou o jeito de fazer compra, que é a gente fazer compra com um caderninho. Quanto custa o leite? Três e não sei o quê. Quanto custa isso? E aí começou essa consciência de que as coisas têm valores e você precisa de dinheiro e você tem que saber para onde o seu dinheiro tá indo. Isso é uma coisa que eu aprendi mais tarde também quando, entre vários livros, o David Ramsey foi uma coisa grande aqui em casa, porque eu gosto do jeito que ele ensina a gente. Mas eu já falava pra eles, a gente tem que ver pra onde ele tá indo, pra onde ele foi. Então quando o Deidre Ramsey veio afirmar isso de novo, eu falei, é isso mesmo, é bem assim que a gente tem que viver a vida. E outra coisa interessante também dos meninos, que foi um choque pra eles, crianças, foi quando a gente pegou as contas de casa, como meu pai fez comigo quando eu tinha 12 anos, mas eu fiz com eles bem mais jovens, E eu mostrei quanto custava a conta de luz, a conta de água, esgoto, lixo e tudo que a gente pagava de contas Eu achei que eles iam ter um ataque do coração Porque eles falavam, o quê? Nós temos que pagar pela luz da casa? Nós temos que pagar pela água da nossa casa? e foi muito estressante. A gente paga para ter luz na.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Casa da gente... Bom... agora vocês deram uma fundação... uma base muito importante para eles... que muitas das nossas famílias... eu também... a gente não tinha esse conhecimento em casa... a gente observava o que acontecia em casa. Me diz uma coisa... você foi uma mãe que ficou em casa por vários anos... E depois, quando eles começaram a crescer, e você ensinando eles sobre dinheiro, eles sempre seguiram os seus ensinamentos, você com o Tony, ou como é que foi esse negócio deles seguirem os conselhos financeiros?
Olha, de forma geral, eu posso dizer que eles sempre seguiram. É claro que aqui e lá gastou um pouquinho mais aqui ou ali, mas eles sempre seguiram assim. Aí, como eu estava falando, eu comecei a ter mais livros e a estudar mais coisas para ter mais material para poder passar para essas crianças. Eu gostava muito na época, era muito cash, deles guardarem o dinheiro da mesada ou dos trabalhos que realizaram na vizinhança ou com os a família, sempre coisinhas pequenas, divertidas, mas motivava. Ah, vem pra cá me ajudar com o jardim, eu te dou 5 dólares. Vem aqui, eu te dou 1 dólar. Então, eles sempre tiveram esse valor de trabalho e dinheiro, trabalho e dinheiro. E a gente sempre falou, junta dinheiro pra isso, que você pode comprar o que você quer. Então, a gente tinha um caderninho pra marcar quantos dias de dinheiro, onde gastou, o que tava querendo comprar. Então, a gente sempre fez meta. Então, eles sempre seguiram, sim. E quando comecei a crescer e ter o seu próprio dinheiro, aí foi interessante, porque eles mesmo comentaram que eu descobri uma coisa sobre o meu dinheiro. Eu falei o quê? Eu não gosto de gastar o meu dinheiro. E eu lembro quando eles eram pequenininhos e eles iam sair com os amigos, eles não tinham dinheiro pra sair com os amigos, então eu tinha que dar o dinheiro pra ir com os amigos, e eu ia junto, né, eu levava lá pra... Pra um arqueijo, pra alguma coisa... Arqueijo, até, algum lugar, e eu falei assim, ah, a gente vai sair daqui, e ele falou, ah, então vamos, eu levo vocês lá e dava o dinheiro pra eles gastarem, porque eu queria que eles estivessem com os amigos, tendo experiências diferentes, né, E eu lembro quando eles começaram a ter o dinheiro deles e aí ia sair mais com um grupo de amigas, né? Tipo, vamos dizer, com 13 anos, eles já faziam uns trabalhinhos que eles ganhavam um dinheirinho mais, né? Tipo, cuidar de jardim. Meus filhos até babysitaram. Eles eram tão bons com crianças que as vizinhas confiavam neles pra ficar com as crianças. Era fácil, geralmente a criança dormia a noite inteira, então eles passavam dois veículos Mas ganhavam dinheiro, era mais do que eles estavam de pesada, então eles faziam o que estavam E aí uma vez eles iam sair com os amigos e falaram... nós estamos saindo com os amigos X e tal Aí eu falei... ah, legal, vocês querem a carona? Não, a gente está indo a pé ou... a gente está...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Bicicleta?
É, nós estamos indo Aí eu falei... então tá bom Você não tem dinheiro pra gente poder gastar lá na loja?" Eu falei, ah, eu sou convidada? Não, é só a gente. Falei, então, se eu não vou convidada, eu vou investir meu dinheiro pra quê? Se eu não tô ganhando nada de volta, né? A companhia de vocês. Então, não vai ter. Desculpa aí. E foi muito engraçado ver eles descobrirem os valores das coisas. Tipo, vai, com 16 anos, ia fazer uma viagem pra acampar. E aí, nesse lugar, tinha que alugar sapato, tinha que pagar o tour pra levar lá pra cima. E aí, foi assim, nossa! Eu não sabia que estava tão caro para alugar o sapato, fazer isso, fazer aquilo. Não, porque quando a gente fazia viagem de família, a gente estava precluído no nosso orçamento.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você falou dos seus filhos, que eles geralmente seguiam os conselhos. Teve alguns conselhos que eles não seguiram de vocês? Que vocês tiveram uma diferença de opinião financeiramente?
Eu acho que uma delas foi quando eles quiseram pegar cartão de crédito para construir o crédito. E a gente falou que não era uma boa ideia, porque eles estavam muito jovenzinhos ainda. Essa foi uma coisa que foi difícil, porque embora a gente falou pra eles, olha, não precisa de um cartão de crédito agora, usa o seu cash, usa o seu cartão de débito, mas o mundo financeiro aí fora ensina que é a melhor maneira pra você construir seu crédito, que é não sei o quê. Então, nessa aí, a gente deu uma perdidinha com eles. Eles têm cartão de crédito, mas também tem essa história, esse, ai, pegar milhagem pra ganhar. Então, isso aí é uma coisa que não pega só eles, mas nós temos amigos que São bons administradores de cartão e aí acabam exibindo a viagem que ganhou na milhagem e tal. Então isso é uma coisa que a gente acabou tendo que falar, tá bom, vai. Contanto que saiba administrar o seu cartão e pagar quando tem que pagar e tudo o restinho, tudo bem. Então eles são bons de administrar essa coisa, mas é uma coisa que a gente achava desnecessária.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Certo. Foi difícil pra você aceitar essas decisões deles? Como que você fez paz com essas decisões?
A gente fez paz porque, de novo, é tão parte da cultura que só ficou mais uma coisa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, você falou antes que você, assim que começou a ter as crianças, você começou a ler mais e aprender mais sobre a parte financeira. Como você continua crescendo nessa parte hoje em dia?
Da mesma maneira. alguns livros agora com esse GodTube, faz tempo. Tem muito curso de educação financeira que dá uma atualizada no que eu já aprendi no passado, vendo o que tem no momento. O meu marido também é muito na aposentadoria. Ele toma muito conta dessa parte da nossa vida. É uma coisa que eu mesmo acabei nem... Aprendi um pouco tudo, mas ele acabou se aprofundando mais e eu fiquei mais na parte de investimentos de imóveis.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Essas coisas... Gerenciando o orçamento da casa...
Isso, sem dúvida. E orientando as crianças também, para que eles possam ter um... uma vida financeira sadia, e tem muita coisa boa online, não só os cursos, mas também canais do YouTube, que falam sobre dicas de finanças, e também acaba deixando a gente mais alerta. Mesmo que a gente não é expert em algum assunto, você fica interessado em saber o que está acontecendo com o mercado imobiliário, o que está acontecendo no stock marketing, na bolsa, e você acaba entendendo um pouco de cada coisa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Agora, lembra do seu momento mais difícil com as crianças pequenas, você ficando em casa, Toni trabalhando. Lembra desse momento e se você pensa nas mães que estão em casa, que querem apoiar os maridos e querem ensinar as crianças, qual seria um conselho que você poderia dar para essa mãe, para você no passado? Alguém que está passando pelo mesmo tipo de situação.
O que acontece sim, tá? A sociedade de hoje tá bem diferente da minha vida de 26 anos atrás, quando eu era uma dona de casa. Eu tinha meus projetos, né? Eu tenho uma organização de eventos. Então, eu sempre fui envolvida com eventos. Então, sempre tinha um extra que não fazia parte do orçamento familiar, mas era meu extra ou pra gastar com as crianças ou pra fazer coisas além do que a gente fazia no orçamento do mês. Mas também assim, eu não tinha um trabalho que era das 9 às 5. eram projetos escorádicos, mas era legal porque também era uma forma dos meus filhos viverem fazendo dinheiro de uma maneira também criativa e diferente. Não era um trabalho das nove às cinco. Era um talento que eu tinha de fazer talento, de trabalhar com a comunidade. E isso foi importante para eles verem também. Como é que fala? Ganhando dinheiro de uma forma diferente. Outra coisa interessante também, falando como a comunidade era diferente há 25 anos atrás, quando eu comecei a minha vida familiar com meu marido e com os meus filhos, a gente também decidiu que eu não ia ter um trabalho formal. Então, isso aí também colocou a gente num outro patamar de quanto vai custar a casa que a gente vai comprar, que tipo de luxos a gente vai ter, como viagens e gastos, comer fora, comer fora. Então, tudo isso, a gente, nós trabalhamos juntos. Foi muito fácil, porque nós dois estávamos na mesma página, mas de frente foi tudo um comporçamento. Então, a nossa maior compra, que foi a nossa casa, eu queria uma casa maior, eu queria uma casa num outro bairro, eu queria uma casa assim, né, sabe? E a mesma gente falava, mas a gente precisa de uma casa desse tamanho, a gente quer pôr todo o nosso dinheiro nesse imóvel, a gente tem quatro filhos pra criar, então vamos dar com a idade de dar custos pra eles, de poder colocar eles em esportes e poder gastar dinheiro com isso, que a gente vê importante pro desenvolvimento deles, né? A aula de piano, aula de música, essas coisas tudo tem um custo. a gente vai poder ter oferecido tudo que a gente achou que era importante para o desenvolvimento dos nossos filhos. Viagens também, a gente morava nos Estados Unidos, para mim era importante estar no Brasil pelo menos uma vez por ano com a nossa família, para mostrar as crianças para a família lá. Então a gente colocou Isso é um papel quando a gente casou. Sempre foi parte da nossa vida financeira nunca ter dívida, nunca gastar mais do que a gente ganhava. E é tentador, se você não tem essa mentalidade, porque você sempre quer mais. Mas também, quando você tem a mentalidade que você tem o suficiente, o que você tem é muito bom, e a gente sempre teve em mente a nossa aposentadoria, então a gente acha que a gente teve um bom plano de vida financeira.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é ótimo. Esse é um conselho que nunca vai perder a validade.
E tem outra coisa que hoje eu falo para todas as mães, para as minhas amigas, sobrinhas, filhas de amigos que estão começando a vida agora, principalmente de casado. Porque quando é solteiro, cada um tem a sua vida, mas quando é casado, eles acabam vindo mais próximo da gente, participam mais da nossa vida. E eu falo para as meninas. Hoje em dia, é muito difícil você começar a vida só com o salário, só com o salário do marido. Então, eu falo pra elas, é importante que vocês tenham um projeto, é importante que vocês achem uma maneira criativa de adicionar o orçamento da família. Algumas querem ficar em casa com os filhos por um tempo, porque não trabalham. Você ser mãe, ter filho, trabalhar... E.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tem o custo do daycare, né?
Também. Então, fica elas por elas. Você tem que ver o que vale a pena. Mas, uma coisa interessante aqui dos Estados Unidos, é uma coisa muito boa, você pode trabalhar em qualquer função, alguns dias da semana, algumas horas, se você tem o talento na área de beleza ou na área de finanças, vamos dizer que você é uma contadora ou você é uma organizadora de casa, você pode trabalhar algumas horas, e esse dinheiro é um instrumento extra. Então eu falo assim para elas, desde o começo, sempre ajudem o seu marido que está em começo de carreira profissional, que ainda está estudando, terminando de escola, ajuda nele com esse pouquinho extra, porque é uma grande ajuda. E também evita frustração, porque às vezes as pessoas ficam esperando demais. do marido em começo de carreira, que tá jovem, que tá começando a trabalhar e a esposa fica frustrada que não tem isso, que não tem aquilo. Então é responsabilidade sua também poder adicionar no orçamento da família de alguma maneira.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ajudar a ajustar ao padrão de uma nova vida, né?
Exatamente. Então às vezes esperar que você vai ter tudo que você tinha que estar na casa dos seus pais é uma coisa que é legal de lembrar. as crianças quando os jogos estão a começar. Outra coisa que também é interessante é que há um tempo atrás, eu vou comentar isso porque parecia uma brincadeira ou piada no momento, mas hoje, no momento da sociedade hoje, é uma coisa muito importante. Eu lembro que um dos meus filhos falou que quando ele casasse e tivesse uma família, ele ia querer muito que a esposa dele homeschool as crianças, que pudesse ser a professora dos filhos em casa. E meu pai falou assim, porque ele queria viajar pelo mundo. Era o sonho dele viajar pelo mundo para o trabalho dele. E ele queria que as crianças fossem homeschooled, que fosse uma educação do lar. E o meu marido falou assim, isso vai ser ótimo, mas pra isso você vai precisar de muito dinheiro. Eu falei, muito dinheiro pra poder ensinar as crianças em casa? Ele falou, não, muito dinheiro pra manter uma esposa na sua casa, que não precise trabalhar e ajudar você em forçamento. Então isso é verdade hoje, nos dias de hoje. E outras coisas também que hoje as jovens, eu digo isso porque há muito tempo, na minha época, 26 anos atrás, Ficar em casa, com a mão de casa, era uma escolha boa, era uma escolha que dava para a gente fazer. E hoje em dia, as jovens, elas crescem querendo ter uma carreira, querendo se desenvolver, foram para a escola há muito tempo. Então, isso é também um outro ajuste de você ter duas pessoas trabalhando, salário e cuidando dos filhos. Então, tudo isso entra em conta na vida financeira da gente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, essa é uma conversa boa pra ter mesmo antes de casar, né? Porque se um tem uma ideia e o outro tem outra, pode dar um conflito aí que poderia ter sido evitado, né?
Exatamente, porque parece que não, mas estar na mesma página na vida financeira evita muitos problemas na vida do casal, principalmente frustrações.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E tem indo pra mesma direção, né? Não precisa ser tudo igualzinho. mas tendo a mesma direção e acertando isso é muito importante, né?
Juntos, porque na verdade, durante o caminho a gente faz alterações, durante o caminho a gente muda de ideia, durante o caminho a gente descobre que fez mais dinheiro do que esperava, ou descobre que tem menos dinheiro do que a gente esperava nessa fase da vida. ajustando.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Muito importante. Bom, essa conversa tem sido fantástica. Pra terminar, eu quero fazer uma sessão de perguntas rápidas com você. O que vier na cabeça, responde, tá bom? Assim, da melhor maneira possível. Primeira pergunta pra você é qual foi a pior decisão financeira que você já fez na vida?
Foi vender o nosso primeiro imóvel. Então, na época, a gente tava mudando de estado, saindo da Califórnia pra Utah, saindo de Utah pra Califórnia, E a gente estava para logo deixar a casa alugada. E o meu marido não queria, não queria ter a responsabilidade de landlord. E falou, não, quando a gente voltar da Califórnia, quatro anos depois, a gente compra. E, lógico, quatro anos depois, a gente não conseguiu mais comprar aquela propriedade. Então, a nossa pior decisão financeira foi vender o imóvel. A gente aprende hoje de que a gente não vende imóvel.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ainda mais numa área que era tão nobre, perto do templo.
Então foi a nossa pior decisão financeira, que a gente concorda até hoje, foi ter vendido o nosso primeiro imóvel.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Segunda pergunta. Qual foi a coisa que você comprou que foi mais sem valor? Que não valeu pra nada? Você gastou dinheiro e depois ficou brava, que não serviu pra nada.
Tem que contar isso, Tietchan? Um aspirador. que custou bem caro. E eu fiquei encantada porque o órgão estava lá mostrando, demonstrando, e limpava. É bom, é bom o aspirador, mas eu não uso tanto assim para ter investido aquele valor no aspirador. Fiquei muito brava. Na verdade, eu mal uso porque é extremamente pesado, então eu uso quando tem uma limpeza profunda na casa, porque ele é bom porque ele aspira até coxão, né? Mas eu não precisava, não precisava.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E a última aqui. Qual foi uma coisa que você comprou... que saiu melhor do que a expectativa... que... bem melhor do que você esperava?
Olha... se tem uma coisa que eu gosto de comprar... e me deixa feliz de comprar... são móveis... assim... sofá... então eu lembro que por muito tempo já teve um sofá bem belinho... e não era nem porque a gente não tinha dinheiro... é porque as crianças eram pequenas... e eu ficava morrendo de dó de comprar um sofá novo... que ia cair comida... que ia vir com mão suja... então por um tempo eu já tive o sofá tipo assim... não... daqui a pouco eu te conto... E aí quando eu comprei o primeiro sofá, tipo assim, um sofá bonito, legal, que cabe na minha sala, eu pensei, se durar dois anos em boas condições, já valeu. E não, durou oito. Durou oito, os seus estavam maiores e eu tenho um apego muito forte quando eu compro sofá, eu gosto de comprar sofá.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que joia. Então tá bom, Matilde, muito obrigada por essa conversa. Fala um pouquinho sobre algum projeto que você tem aí com Viva Brasil, alguma coisa que... que você tá trabalhando agora e como as pessoas podem conhecer mais sobre você, sobre os seus projetos?
Então, eu tenho essa organização Sem Físicos Ativos, que é uma non-profit chamada Viva Brasil, que é o meu pequeno projeto desde que as crianças nasceram, que é uma coisa que sempre fez parte da minha vida, passou de um hobby, deixou de ser um hobby e virou um negócio, e é um pequeno negócio. Eu tenho um grande prazer em fazer eventos dentro da comunidade, eventos brasileiros ou que mostram a cultura brasileira dentro do estado de Utah, onde a gente mora, ou dentro dos Estados Unidos. E vocês podem saber mais sobre o Brazilian Festival no meu Instagram, o Tha Brazilian Festival, e o meu Instagram pessoal, que é Mathilde W. E no Facebook também, tem Tha e o Tha Brazilian Festival no Facebook. e Matilde Teixeira Voz, que é o meu pessoal.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tanta jóia! Então tá bom, gente. Vamos terminar por aqui hoje. Muito obrigada por terem ouvido e a gente se vê na próxima semana. Até breve e obrigada!
Espero que tenha gostado do episódio de hoje. Lembre-se de seguir, avaliar e comentar. E se você está pronto para investir em si mesmo, confira meu site strasbourgcoaching.com para agendar uma sessão de coaching ou tentar meu grupo de membros gratuitamente. Estarei de volta na próxima semana com mais um episódio lucrativo do podcast. O dinheiro não é o seu problema. Até breve e obrigada!
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