Ep.9 Sendo um Exemplo Financeiro Positivo para os Jovens com Sheila Queiroz
2 Dec 2025 · 55 min
Sheila Queiroz grew up in a large church family in Belo Horizonte and started working at 13. She lost savings during Brazil's Collor confiscation, tried running a restaurant that broke even, and invested in real estate in Orlando. Her parents taught her frugality and tithing, lessons she now passes to younger family members.
Questions this episode answers
February 16, 2023
Belo Horizonte, Brazil
13 years old
She is one of six children
Medical doctor (and long-time church bishop)
Chapters
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá pessoal, aqui é a Madeleine do Strasbourg Coaching e vocês estão ouvindo o podcast O Dinheiro Não É O Seu Problema. Eu uso o que mais amo, minha fé suje, o bom senso do plano do Dave Ramsey e as ferramentas de coaching pessoal da Brooke Castillo para ajudá-los a identificar e superar os verdadeiros problemas por trás dos seus revésios financeiros. Pessoal, estamos aqui começando mais uma edição do nosso O Dinheiro Não é o Seu Problema Podcast e eu tenho uma entrevista muito especial para vocês com a minha amiga Sheila. Tudo bem, Sheila?
Oi, tudo bem e você?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tudo jóia. Fala um pouquinho sobre você para o pessoal conhecer você e saber como a gente se conhece.
Eu sou do Brasil e a gente, eu, Madeleina, a gente se conheceu Quando eu morei aqui em 1996 ou 98.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Era 98 ou 99, né?
98 ou 99. E aí eu fui, arranjei um emprego. E eu era estudante, aí eu arranjei um emprego num restaurante. E eu conheci a Madeleine lá. E de lá, desde então, a gente se tornou amiga. A gente fazia várias atividades juntas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ia nadar, lembra? Meia-noite.
Ia nadar de noite, adorava. Tem que fazer isso de novo. E a gente fazia várias coisas juntas. Uma vez a gente morou juntas por um tempinho. Você morava num porão e eu fui, mas aí logo eu mudei de novo pra um outro apartamento. Eu voltei pro Brasil, a Madeleine ficou, não quis ir comigo. E aí eu agora tô de volta porque eu abri um business nos Estados Unidos, que eu não tenho mais. Mas eu abri um business e agora eu tô de volta aqui nos Estados Unidos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você é de Belo Horizonte, certo?
Sim. Mineirinha.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso. E você é membro da igreja?
Membro da igreja desde que nasci. Nasci na capela.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nasceu na capela. E a Sheila é comediante. Nas horas vagas ela é comediante.
Sou nada. Sou doida, eu acho.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Bom, então vamos falar um pouquinho sobre a sua vida quando você estava crescendo. Fala pra gente um pouquinho sobre isso.
Eu sou de uma família grande, nós somos seis filhos, então tinha meu pai, minha mãe... A minha avó morava com a gente, porque ela já era viúva. Aí eu não lembro exatamente quando, mas ela foi morar com a gente. Eu era ainda pequena, devia ter uns 7, 8 anos. Um monte de cachorro, de cachorro e gato, porque eu gosto muito de cachorro e gato. E essa era a nossa família.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Aí o outro falando aqui atrás, o cachorro latindo aí.
E essa era a nossa família, aí eu lembro que os meus pais compraram uma casa maior pra gente conseguir ter, cada um ter o quarto dividido com um irmão, porque antes era todo mundo tumultuado num apartamento que a gente morava. E a nossa vida foi sempre muito regrada. A igreja nos ensina que a gente tem que ter regras e que a gente tem que ter limite em tudo. E meus pais, como membros da igreja, eles nos ensinaram também que a gente tinha que ter as nossas regras. e que a gente tinha que ter limite em tudo, com dinheiro também, desde pequenininha.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E quais eram as ocupações, a ocupação do seu pai, a sua mãe trabalhava, como é que era essa dinâmica?
O meu pai é médico e ele tinha cinco empregos, então ele ficava fora e eu lembro que eu via meu pai nas quartas-feiras à noite, que era o dia que ele não atendia consultório à noite, eu via ele na igreja no domingo de manhã, que ele era bispo. Eu lembro que ele era bispo, ele foi bispo por muito tempo, Minha mãe, ela foi professora, mas depois que começou a ter a filha Arada, ela virou dona de casa e cuidava da casa e de tudo que tinha que acontecer na casa, porque meu pai era muito ausente, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E você também passou por um período, foi difícil, né, na sua adolescência?
Sim, aí teve a separação dos meus pais e meu pai saiu da igreja por um tempo e a gente, minhas irmãs mais velhas, eu sou a número quatro, As minhas irmãs mais velhas já tinham ido, uma já tinha casado, uma estava noiva indo embora, o meu irmão estava na missão. Eu era a próxima e tomava muito conta das coisas da casa, de tudo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Certo. E olhando assim para o seu passado, como que a sua família viu o dinheiro? Como eles falavam sobre dinheiro em casa? Como foi o exemplo deles para você?
Eu acho que o exemplo do meu pai e da minha mãe, por causa da geração deles, não foi um exemplo muito bom, apesar que eles ensinaram desde pequenininho que o que a gente queria, a gente queria trabalhar para conseguir. Então, em casa, apesar do pessoal falar assim, ah, você é filha de médico, E então você tinha todo tipo...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Berço de ouro.
Berço de ouro, tinha o dinheiro. Meu pai devia ganhar o suficiente pra ter talvez um pouco de berço de ouro, mas não era assim nem em casa não. Todo mundo tinha as obrigações. Desde pequenininho a gente tinha que ajudar na arrumação de casa, ajudar nas coisas do quintal, ajudar com os cachorros, ajudar com a minha avó. E a gente tinha que trabalhar quando a gente queria ganhar alguma coisa. Eu lembro que Tinha uma sorveteria do lado da capela que eu adorava, eu sempre gostei muito de sorvete. E eu queria muito tomar o sorvete porque a gente tinha sempre uma atividade no sábado. E eu, um quarteirão, falei assim, eu vou lá tomar aquele sorvete. E eu tinha que trabalhar pra ganhar o dinheiro daquele sorvete. E eu fazia uma outra coisa extra pra poder salvar um pouquinho mais de dinheiro. Eu ia a pé pra capela pra não gastar o dinheiro do ônibus pra eu guardar porque eu sou muito viciada em sorvete.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então você pode... talvez isso me dê a pensar que talvez você aprendeu mais Não só com esse processo de aprender a trabalhar para receber o dinheiro, mas também observando o seu pai. E a sua mãe mexer com o dinheiro?
Sim, aprendi muito. Eu vi que meu pai era sempre muito... Ele nunca foi gastador. Talvez eu possa até dizer que talvez seja um pouquinho pão duro. Mas ele sempre demonstrou que ganhar dinheiro não é fácil. Então, não vou ficar gastando ali com qualquer coisa. E minha mãe... pra manter o ritmo dele, fez a mesma coisa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, então foi uma coisa consistente, uma mensagem que foi consistente.
Foi muito consistente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E olhando pra isso agora, como que você acha que isso afetou como você pensa sobre dinheiro?
Eu penso que dinheiro é... pra ganhar dinheiro não é fácil, pra gastar dinheiro é muito fácil, principalmente hoje em dia, né, que a gente tem tantas facilidades, a gente não precisa sair mais de casa, Porque quando eu era criança, pra eu gastar dinheiro, eu tinha que ir até a padaria pra comprar alguma coisa. E aí, se eu estivesse com preguiça, se eu estivesse assistindo um filme na sessão da tarde, eu economizava aquele dinheiro naquela. Eu falava, ah, não vou, porque o filme tá muito bom. Mas hoje, enquanto eu estou na televisão assistindo um filme, eu entro no Amazon e falo, nossa, essa bolsa tá muito barata, eu vou lá e compro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Até a comida, né?
Ou comida, o delivery. tudo tá na minha porta. Então eu acho que eu sempre desde novinha, eu comecei a trabalhar com 13 anos, eu dei muito valor ao meu trabalho, meu suor e o dinheiro que eu ganhava que no final eu via poxa trabalhei tantas horas e o dinheiro que entra não era aquilo que eu achava que ia entrar né com aquela facilidade e eu sempre gostei muito de trabalhar e eu sempre gostei muito de ganhar dinheiro e eu tinha um sonho quando eu era adolescente que era fazer intercâmbio nos Estados Unidos e Eu juntei, meu pai falou assim, eu não vou pagar porque eu tenho seis filhos, porque que eu vou pagar pra você e eu não vou pagar pros outros? E eu lembro que eu falei com ele, falei assim, o outro filho não tem esse sonho, ele tá pedindo outra coisa, né? Eu falei, eles estão pedindo outras coisas e esse seria o que eu tô pedindo. Aí eu falei assim, então ele não vai pagar? Não tem problema. Eu tinha o meu trabalhinho desde novinha, e eu fui juntando o dinheiro. E uma coisa muito ruim aconteceu no Brasil, que foi o governo do... Collor. Collor, que tirou o nosso dinheiro e deixou 50 reais na nossa conta. Isso. E eu hoje vejo que isso afetou muita gente no Brasil, e eu fui muito afetada, mas eu vejo que eu não fui nada afetada comparado com os adultos, as pessoas, porque eu era apenas uma adolescente, né? E eu perdi, eu não pude realizar esse meu sonho de fazer o intercâmbio.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Naquele momento?
Não pude. Eu tive que vir, eu vim depois do high school, né? Depois do científico. Porque ele pegou todo o meu dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você também?
É, ele pegou. Eu lembro, eu tinha o dinheiro na caixa econômica, eu tinha já o dinheiro certinho pra passagem, pras taxas da escola, que tinha algumas taxas que eu não lembro exatamente o que que era.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Aí 20, essas coisas, né?
E eu ia morar com a minha tia. Então, eu tenho uma tia que mora aqui desde 1960 e poucos, eu morar com ela, então ia ser fácil nesse aspecto. Aí ele levou, me deixou 50 reais e eu fiquei muito chateada com isso, porque trabalhei anos e ele levou meu dinheiro. E isso eu aprendi que o dinheiro vai embora num estalo de dedo, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: As vezes não é a nossa culpa, as vezes, né? Simplesmente foi e tiraram, né?
Tiraram o meu dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E então, talvez esse seu momento leva... Pra próxima pergunta, né? Tem algum momento, alguma experiência que foi, assim, decisiva? Alguma coisa que aconteceu ou o exemplo de alguém que, assim, não, daqui pra frente eu vou fazer dessa maneira, ou isso aqui não funcionou, eu vou fazer desse jeito. Vamos supor, nessa situação do governo Collor, o que que te deu na cabeça? Você podia ter desistido e nunca mais querer juntar dinheiro porque vai acontecer de novo. Sim.
Aí, o que que eu fiz? Eu vou falar, então, dessa situação. Eu, como uma menina nova, eu lembro que eu fui no banco, cheguei lá, realmente eu tinha só os 50 reais. Eu não acreditei quando eu vi nas notícias. Eu lembro que eu fui com a minha avó e ela estava lá na minha poupança os 50 reais. E aí eu falei assim, não, eu vou trabalhar. Eu, muito nova, eu ainda não tinha nem carteira de trabalho, porque eu tinha menos de 18. Então, eu ganhava em dinheiro. E aí, o que que eu fiz? eu juntava na moda antiga, naquela época. Eu colocava debaixo do colchão, vamos dizer assim, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: No cofrinho.
No cofrinho meu e tudo, e eu falei assim, eu não vou colocar, eu passei a não confiar muito no governo mais, e eu fui juntando...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: No sistema bancário.
No sistema bancário. E eu falei assim, agora eu preciso juntar um pouquinho mais rápido, porque tá chegando a época de eu ir, que na verdade eu não consegui juntar o suficiente pra chegar na época, Eu não fiz o intercâmbio, mas eu consegui. Falei assim, eu vou trabalhar um pouquinho mais, eu vou na escola de manhã, em vez de ir na escola de manhã voltar pra casa, almoçar, ficar de tarde. e aí depois trabalhar duas ou três vezes por semana, eu resolvi que eu queria trabalhar mais. E eu resolvi também criar, a igreja ajuda muito nisso, várias atividades de arrecadação de dinheiro, igual a gente arrecada para acampamento, que arrecada para várias atividades. Eu falei assim, não, eu tenho que arrecadar para mim também, para as minhas atividades pessoais. Então eu fiz muitas atividades na época que eu era das muças, pra poder arrecadar um pouquinho mais de dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E que tipo de atividades você fazia?
Lavar carro, cuidar de alguém, limpar a casa de alguém.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Qualquer trabalho, né?
Que um adolescente pode fazer e que os pais autorizam fazer.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: A sua espiritualidade te ajudou no seu desenvolvimento dessa jornada financeira?
Acho que sim. Sobre, por exemplo, o dízimo. O dízimo foi, por muito tempo, foi uma coisa muito difícil pra mim. eu ter que dar 10%... e eu ainda não tinha... eu não via as bênçãos... eu não conseguia enxergar ali na frente as bênçãos... eu não sei se eu já recebia elas e eu não queria ver... ou se talvez eu não recebia... eu não sei... é um pedaço que talvez pela imaturidade da época eu nem dava bola... e meu pai nunca foi muito bom em pagar o dízimo... eu lembro da minha mãe... falando tem que pagar o dízimo, tem que pagar o dízimo e isso foi um exemplo talvez ruim e eu escutei muito logo depois que eu vi que eu era muito fraca no testemunho do dízimo tantos testemunhos que eram na reunião desse testemunho que as pessoas falavam do dízimo e contavam as histórias que eu falei assim gente esse negócio é muito mágico e é verdade eu falei assim é muito muito mágico e uma das pessoas foi a Mariana minha irmã e eu lembro que ela falava assim gente não tinha dinheiro preparando para o meu casamento e eu não tinha dinheiro eu lembro da história agora mas não tinha dinheiro para isso que não sei que era né aí foi alguém me deu um dinheiro ali por causa de não sei o que o Pai Celestial realmente é muito mágico, né? Porque, que incrível! Ela falou assim, aí aquela semana eu fui lá e paguei o dízimo, nem tinha dinheiro, fiquei sem dinheiro, chateada, aí vem e entra dinheiro na semana. E eu fiquei pensando assim, como que é mesmo, né? Ou seja, as bênçãos do dízimo ajudam a gente demais. Então, eu falei, ah, então eu vou pagar essa porcaria desse dízimo. Eu tinha dinheiro! Aí de vez em quando eu até pensava assim, aquela semana eu ganhei menos, oba, vou pagar menos o dízimo. Pra você ver como é difícil a gente chegar no ponto de fazer as coisas todas certinhas. e eu lembro foi assim aí eu ganhei só 100 reais vamos dar exemplo né eu vou dar 10 reais ótimo aí na outra semana eu ganhei é eu ganhei 200 ai não tem que dar 20 meu sorvete que eu gosto lá da esquina da capela vai fazer aí eu vou ter que andar mais de ônibus essas coisas todas eu tinha que arranjar uma estratégia para entrar mais dinheiro ou para eu não gastar menos dinheiro Porque eu tinha que pagar o dízimo. Gostando ou não gostando, eu resolvi que eu ia pagar o dízimo. E às vezes eu pagava muito chateada, mas eu pagava. E aí, não fazia oração pro Pai Celestial arrepender, não. Fiz assim, tô chateada mesmo. de tá pagando o dismo, mas eu arranjei várias outras estratégias de economia do meu dinheiro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, você começou a ser criativa, né? Usou qualificações piores suas, né?
Exatamente, e usando o ônibus. Vou a pé, por que eu não posso ir a pé? Tenho dois pés, um tênis, vou a pé e vamos lá. Eu andei muito, eu adoro caminhar agora, hoje em dia talvez seja por isso. Muito a pé economizava muito, Eu amava muito sorvete.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sempre. O sorvete era a motivação.
Motivação. Eu lembro daquela sorveteria. Ai, eu preciso de sorvete. Gente...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sorvete de quilo?
Não lembro. Eu sei que o sorvete chamava sorvetão, o que eu gostava de pedir, que vinha numa casquinha, que eu nem gosto muito de casquinha, mas ele vinha numa casquinha, aí vinha a bola grandona de sorvete, aí você podia colocar algumas coisas. eu tava começando naquela época de colocar coisas no sorvete e um marshmallow maravilhoso que eu nunca mais comi um marshmallow gostoso igual daquela sorveteria. Olha só, é tristeza. E aí eu levava uma menina para a igreja que não era membro a pé porque ela gostou do sorvete do lado da igreja. Ela queria o sorvete também.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você pagava pra ela?
Não, ela pagava com o dela, eu não pagava mesmo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E no seu desenvolvimento aí do seu conhecimento financeiro, teve alguma pessoa, algumas pessoas que te ajudaram a desenvolver isso? Fora dos seus pais, assim, o exemplo dos seus pais?
Olha, eu li, às vezes eu li alguns livros que começaram a sair na época, né? E aí eu li alguma coisa aqui e ali, Meu pai sempre reconheceu que ele foi muito ruim pra investimento, e eu sempre tive um pouquinho do talento de, ah, eu vou pegar esse dinheiro e eu vou conseguir multiplicar um pouquinho mais. E ele via isso em mim, e ele falava assim, leia esse livro, leia essa passagem. Então eu fiz muito, muito, um pouquinho aqui e ali. E quando eu comecei, eu comecei a namorar muito nova, O meu namorado era muito gastador e eu pratiquei com ele pra eu treinar porque eu não ganhava o suficiente, mas ele já tinha emprego. Assim, se você não comer a empada à tarde e gastar aquele dinheiro, que tal a gente fazer isso? E eu comecei a fazer estratégias nele pra fazer ele economizar dinheiro. Até hoje eu tenho que fazer essas estratégias nele. Ele é meu marido hoje. Está à venda. para ver se eu ganho dinheiro e troco pelo sorvete.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Até o marido, ela está vendendo. Bom, então nesse ponto foi bom que o seu pai teve um contra-exemplo, né? Mas ele te indicou certas coisas, certo? Ele viu em você.
E até hoje, meu pai, ele fala assim, liga para o seu irmão que não sabe economizar dinheiro, liga para ele, ensina umas coisinhas lá para ele. Eu falei, pai, mas ensina o quê? Aí ele fala assim de novo, para o seu irmão, ensina ele montar um negócio e aí eu tenho que ensinar para o meu pai, por exemplo, esse irmão que ele queria que eu ligasse para montar um negócio e ter o próprio business, eu falei assim, pai, a gente tem que entender que nós somos pessoas diferentes, eu talvez que hoje eu até montei um business, eu tenho uma personalidade, um perfil, empreendedor, eu gosto, mas esse meu irmão não, esse meu irmão ele precisa trabalhar pra alguém, ele gosta, ele é excelente funcionário pra alguém e meu pai não aceita muito isso não, ele não aceita isso, mas e aí porque ele pede pra eu ensinar, eu acabo que ideias próprias pra mim mesmo, porque pra ele eu não consigo, ele tá longe, ele já é adulto, ele é mais velho do que eu.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É o que mora no Canadá?
É o que mora no Canadá. E aí eu falo assim, não, é ele que se vira, né? Claro que a gente quer ajudar os irmãos e tudo, mas ele tá bem, ele tem um emprego dele, a esposa dele tem um emprego, e não vamos montar business agora, tem que trabalhar agora pra alguém. E deixa ele quieto, e ele ganha o dinheiro dele, e ele consegue viver uma vida boa. Mas porque ser empreendedor não é pra todo mundo, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade.
E é exaustivo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E é muito sábio isso, é você identificar as qualificações de cada pessoa, os talentos da pessoa, né? o talento dele e tá tudo bem, não tem nada errado, né? Então, como você aprendeu a desenvolver essas estratégias, então é uma coisa que você carrega com você, esse aprendizado que você teve com seu pai. Você ainda usa isso hoje? Uso?
Uso até no meu trabalho. Eu trabalho hoje, eu atendo serviço ao consumidor, eles me ligam pra eu resolver os pepinos, é, pra JetBlue, a empresa aérea, e eles me ligam pra eu resolver os pepinos deles. E muitas vezes eles têm pepinos financeiros, várias ideias, e eu adoro, e eles gostam das ideias. E eu acho legal porque eu vou desenvolvendo em mim mesma, tipo, olha, essa ideia até que funcionou, porque às vezes eu dou uma ideia da cabeça que não vai funcionar mesmo, né? E às vezes eu dou uma ideia que a pessoa fala assim, Peraí, vamos tentar então aqui? E eu sei que é difícil para eu dar um exemplo, vai ser muito uma coisa muito específica, tem que estar na área, mas é muito interessante saber que mesmo com as ideias de bananas e ejes, funciona.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, porque às vezes precisa de uma pessoa de fora, uma ideia diferente, para a gente pensar, ah, talvez não isso, mas que tal isso? Ou então, ah, vamos tentar isso para ver se dá certo, ou você sabe que isso já não vai dar certo, então você elimina essa possibilidade também.
E hoje eu gosto de saber que eu dou as ideias e eu gostaria muito de pessoas falassem isso pra mim também. Olha, você não acha que se você fizesse isso, porque as pessoas, principalmente no Brasil, elas não gostam. Ninguém gosta de dar palpite na vida dos outros, né? E eu, hoje em dia, eu gosto. Você gosta de dar palpite ou te dão palpite? Não, eu gosto que me deem palpite. Eu até não dou muito palpite, não. Eu dou ideias, mas eu não dou mais muito palpite, não, porque eu sei que as pessoas não gostam. Mas eu gosto que me dê palpite, e tipo, que me corrijam. E até, por exemplo, no meu trabalho, eu tenho uma supervisora, e eu falo com ela, me corrija essa porcaria, porque às vezes eu tô achando que eu tô fazendo, eu tô brilhando naquele ponto, fazendo assim, nossa, eu tô todo dia, tá dando certo. E aí, você vem pra mim fazendo um coaching, falando, olha, o que você tá fazendo tá tudo errado. Eu não tava sabendo, por que você não me avisou? E aí eu adoro receber esses coachings. E eu comecei a criar essa, talvez, posso falar, humildade quando eu vim aqui morar aprender inglês. E foi lá no restaurante que eu vi que como eu era ruim na minha pronúncia, eu às vezes recebia as correções. daquele menino do bar ou de uma menina do do alíquote gastonete que a gente tava e fala sim não fala assado e aí eu falei assim gente eu tô gostando desse negócio porque tão rápido eu consegui melhorar tão mais rápido, do que se eu tivesse sozinha e ninguém me desse o palpite.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Esse feedback é muito importante, né?
Adoro, até hoje, e me corrijam, e se eu tô falando com a pronúncia errada, me corrijam, se eu tô fazendo alguma coisa errada, me corrijam, se eu tô andando num passo muito feio, me corrija. Eu adoro isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é muito bom, e em inglês fala ser coachable, né? Você aceitar a pessoa te dar esse feedback é muito importante, bem legal, porque você desenvolve mais rápido do que se você estivesse sozinha tentando descobrir coisas que já alguém pode te ajudar, né?
É, alguém que já sabe. Eu descobri que eu não sei nada, e se alguém sabe, por que não? não me falar. E eu tento, às vezes não tá certo não, ou às vezes eu tô temosa naquele dia pra aceitar, mas às vezes não. Às vezes eu tô, ah não, gostei dessa ideia.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E tem alguma coisa do seu passado financeiro que você teve que fazer as pazes? Alguma decisão que você tomou que não foi certa? Alguma coisa assim que você fala, ah, essa doeu, né?
A do restaurante, foi. Eu tive que, a gente montou esse restaurante, vendeu um apartamento em São Paulo, que a gente tinha. Aquele perto do aeroporto, que era um flat, na verdade, né? Que era o do Ibis, em frente ao aeroporto de Congonhas. Aí vendemos, pegamos todo esse dinheiro e transformamos ele em dólar e investimos no restaurante. E o restaurante sempre ficou patinando, ele nunca chegou a dar prejuízo, mas ele nunca chegou a dar lucro e a gente Eu montei esse restaurante em 2013, ficamos patinando e hoje eu vejo todos os erros com muita claridade que a gente cometeu, mas não teve como voltar e corrigir, porque financeiramente a gente não tinha mais como, porque ia ser caro a correção. Então, eu e o meu marido tomamos a decisão de sair do negócio. e a gente saiu com zero. Então, a gente fez um acordo com a pessoa que ficou de, então tá, a gente vai sair com zero, não vamos ganhar nada.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nem perdemos.
Mas também não vamos perder, porque na época foi antes da pandemia, na verdade, mas tava começando a dar um pouquinho de conta negativa. Então, a gente falou assim, vamos sair. Saímos fora e todas as pessoas vêm atrás, né? Como que você fez isso? Por que que você fez isso? Meu pai falava, tipo, dia após dia. E você rasgou esse dinheiro fora? Você não vai receber nada? Até hoje, às vezes, ele fala, né? E eu e meu marido fizemos muito bem essas pazes. Rasgamos o dinheiro, tentamos. Foi ótimo! Eu aprendi tanta coisa que foi uma escola pra mim. Mas não tem o que fazer, né? Perdemos dinheiro, perdeu, acabou.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade. Então, vocês tiveram as pazes, pegaram o aprendizado e seguiram.
É, seguimos pra frente, não temos nenhuma mágoa de ter aberto o restaurante, de termos tentado, tipo, ai, podíamos... Sabe quando a gente fica falando assim? Aí a gente, em vez de ter feito isso, podia ter feito aquilo. Eu sou uma pessoa que faço muito isso, sabe? Mas do restaurante eu não falo. Porque eu gostei muito de ter tido essa experiência. Foi muito bom.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que bom, porque às vezes a gente carrega essas coisas negativas com a gente e fica só atrapalhando o nosso progresso, né? É.
Eu fechei... ele me deu esse prejuízo, eu perdi um apartamento. Quando eu conto isso pra alguém, a pessoa morre e eu tô bem.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tendo essa mentalidade, essa claridade de pensar, é muito importante, porque assim, quando você faz outras coisas, independente do resultado, ou você está ganhando ou você está aprendendo. Você não vê como um fracasso. Você vê, ou você tava ganhando porque deu certo, ou então você aprendeu.
É, e eu aprendi. E se eu montar um outro restaurante hoje, ainda não quero não. É mais ou menos igual relacionamento, né? Tipo assim, não é que eu tomo aguada nem nada, mas é um business que dá muito trabalho.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Requer muito de você.
Requer muito, 24 horas. E eu não achei que ia ser isso. E eu quero ter, eu gosto de viver, eu gosto de ir visitar gente. Eu gosto de sair com meus cachorros, eu gosto de estar com meus sobrinhos, eu gosto de ficar com a família e ele me tirou muito esse tempo. Então, hoje eu não gostaria de abrir um outro restaurante, mas hoje eu sei como que seria bom, o que eu tenho que fazer, que tipo de pesquisas, onde abrir, tudo certinho e eu acho que aí daria certo. Mas espero mais um pouquinho, espero ficar mais rica.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E isso é ótimo que você trouxe uma coisa muito importante, né? Você falou sobre os seus sobrinhos e eles são uma alegria na sua vida, né?
É, faz bagunça, eu gosto de apertá-los. Pra isso eu falo assim, você existe, você nasceu para que eu possa te apertar. Só pra isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E você é a tia favorita de todo mundo. Até as crianças que não são seus sobrinhos de sangue, você é a favorita e a tia. Fala um pouquinho sobre essa sua parte da vida.
Ah, eu adoro. Eu não sei se eu posso falar se eu sou a Xuxa, porque a Xuxa não é muito bem vista por muita gente, né? Mas ela, na minha época de infância, ela era, pra mim, ela era ótima. Eu nunca adorei ela, mas eu também nunca falei... Nunca vi defeitos nela, né? Eu sempre, desde os meus 14 anos, eu dei aula na primária. Todas as crianças iam para a minha sala. Aí eu tornei presidente da primária. E eu, com 18 anos, eu era presidente da primária. Eu não lembro o que eu fazia, mas a minha primária era bem pequenininha, porque a minha aula era muito pequena, mas as crianças não saíam da minha saia. Eu tinha que usar vestido, porque se eu usasse saia, minha saia ia pro chão, porque ficava puxando. Aí eu morei aqui, eu fiquei um pouquinho sem contato com criança e eu senti um pouquinho de falta com criança. E eu ia muito na casa da minha tia, eu tinha 18, 19 anos, quando eu vim morar aqui a primeira vez. E a minha tia tinha a filha dela mais nova de 13. E eu adorava ficar com ela, cuidar dela, a gente no clube, a gente no Seven Peaks, junta. Foi a primeira vez que eu fui assaltada.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: No Seven Peaks?
É, por causa disso. Roubaram a nossa toalha. A gente ficou sem toalha.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Era bonita a toalha?
Eu devia ser bonita nada. Minha tia deixou a gente no Seven Peaks. Era o Raging Waters. Antes do Seven Peaks, lá de West Valley. Aí ela deixou a gente lá e a gente foi só de maior. Nem chinelo a gente tava. porque a gente não queria ficar tomando conta de nada. Mas aí, aqui em Salt Lake, mesmo no verão, tem muito vento, então fica frio, né? E a água é gelada, então a gente sai da água e quer enrolar na toalha. Aí a gente foi lá nos escorregadores, não sei o quê, cadê a nossa toalha? Roubaram as duas toalhas! Absurdo! Aí, ligamos para a minha tia de volta e fomos embora só de manhã. e aí quando eu voltei eu morei aqui um pouco e aí eu voltei resolvi voltar para o Brasil e logo eu fui dar aula de inglês e eu dava de aula de inglês nessa escola e era muito engraçado era assim eu dava eu fazia faculdade de manhã e a minha primeira aula minha primeira turma era as duas da tarde e eram a turma das duas da tarde três da tarde quatro da tarde geralmente a criança né por causa do horário da escola Aí os professores, os crianças sumiam da escola. Então tinha, acho que éramos quatro professores só, era uma escola pequena. Aí a gente era, éramos quatro turmas naquele horário, as duas, depois quatro, as três. E aí as crianças sumiam da escola. Aí os outros professores, gente, cadê meus alunos? Ninguém chegou na minha sala. Eles iam olhar, eu fechava a porta, porque eu sempre fui muito barulhenta. Aí eu fechava a porta, né? Eles iam abrir a porta da minha sala e estavam todas as crianças lá. E eu xingando elas, sai daqui, beliscando. Não tava nem aí. Mas elas gostam de sofrer. E aqui, hoje eu sou da primária de novo. E as crianças toda semana. Posso fazer playdate na sua casa? Posso sexta-feira na sua casa? Posso dormir na sua casa?" E hoje eu sou um pouquinho mais velha, não tenho tanta essa energia. Falaram, não, minha filha, vai dormir na sua, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E nem os cachorros gigantes assistam elas, né?
Não, querem ficar do meu lado. A minha irmã tem três filhos e nós somos da mesma ala. Quando eu chego na igreja, eles não têm mais mãe. Aliás, quando eles chegam aqui em casa, eles não tem mãe. Eles esquecem que tem a mãe. E aí a Mariana fala assim, tá na hora de ir embora pra casa. Não posso dormir aqui. Aí dorme um dia, nas férias dorme dois, três, quatro. E aí, gente, vocês não querem ir pra casa, não? Ah, não? Por que a gente tem que ir pra casa? Querem, não. E não é porque eu mimo, não. Porque eu não mimo, nem dou de comer. não não se vira tá com fome a geladeira dali eles têm que se.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Virar melhor que isso não existe né.
Não vai dar trabalho não nem E.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Outro que é uma das suas paixões são os animais, né?
É, amo os animais. Sempre resgatei animal de rua, puxei da minha mãe. Minha mãe nunca conseguiu viver sem um bicho e eu também não. Quando eu casei, eu mudei para São Paulo e aí eu fui para um apartamento pequenininho e eu sempre morei em casa com quintal e sempre brinquei na rua. E aí eu fui morar nesse apartamento. Aí, a primeira semana, Eu falei, ah, gente, que casar tá muito ruim. Eu vou voltar porque meu marido é piloto, então ele viajava. Aí eu ficava sozinha, sem bicho. Aí eu ficava lá embaixo com o porteiro, conversando com o porteiro. Aí eu falei assim com meu marido, falei assim, olha, eu acho que eu vou voltar pra Belo Horizonte, lá pra casa da minha mãe mesmo, porque, ah, essa vida de casar tá boa não. Ou vou manjar o bicho. Aí eu fui numa clínica veterinária, lá no bairro de Perdizes, e a menina tava com dois gatinhos que ela ia colocar pra dormir, porque um não tinha rabo. Eu sempre peguei os bichos feios. Quando eu mudei aqui pros Estados Unidos também, eu peguei, eu fui lá pra Flórida, aí eu fui num lugar, tinha uma gatinha preta, feia.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, eu pensei que você tinha adotado um crocodilo.
Adotei. Adotei siriema também. E o veado. Três veados iam comer na minha casa da vizinha. Verdade? Eles iam todos os dias no mesmo horário. E as siriemas também. E elas comiam na minha mão. Se você conseguir colocar o vídeo no podcast, eu dei o vídeo delas comendo na minha mão.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu ponho o link, as pessoas podem assistir no meu site. É, e... Que nem a foto do seu cachorro aqui, que ninguém vai acreditar no tamanho dele, né?
É, não é cachorro, não. Aquilo ali é um cerdo. É um cerdo. E eu gosto muito de bicho. Eu não consigo viver sem bicho. Eu acho que o Pai Celestial dá os bichos pra gente cuidar. Eles precisam da gente. Ele ensina o tanto que eles amam, a gente sem nada em troca, e o tanto que eles perdoam a gente todo dia, porque a gente às vezes faz maldade, por exemplo, eu prendi ele ali fora, porque ele tá fazendo barulho, mas aí ele entra e ele me ama do mesmo jeito, né? Não é igual às pessoas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não é da rancor, né?
Não é da rancor nenhuma, aí tá lá me lambendo, me amando, mas assim, eu até falo pros meus cachorros, não precisa me amar tanto, Você pode me amar um pouquinho menos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Um pouquinho menos.
Fala isso pra eles.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E como seus sobrinhos, e os cachorros, mas como seus sobrinhos estão sempre perto de você e outras crianças, você tem algumas oportunidades de falar sobre dinheiro ou compartilhar alguma coisa? Eles te veem fazendo alguma coisa com dinheiro, fora trabalhar, que eles sabem que você trabalha, mas tem alguma outra influência nesse aspecto pra eles?
Com criança eu até não tenho muita influência não eu já eu lembro que quando eu estava no Brasil na primária eu fazia algumas atividades e se agora até me deu uma ideia porque eu sou líder de atividade e eu podia fazer alguma coisa sobre a parte financeira, sobre pagadismo, sobre como ganhar dinheiro, coisinhas assim. Mas, por exemplo, a Ana, da Mariana, ela é muito, tipo, ela não gosta que gaste o dinheiro, e se a Mariana fala que alguma coisa é cara, ela fica muito chateada, não quer que compre, porque fica preocupada. Então, ela já tem essa preocupação que eu acho que ela nem precisava ter. A gente talvez tinha que fazer uma orientação pra falar com ela que tem algumas coisas que são caras e que a gente precisa gastar sim. E outras não. São supérfluas, né? Mas os meus sobrinhos, em geral, não sei se é por causa de exemplo que a gente deu e eu não percebi que eu dei ou que minhas irmãs deram, mas são todo mundo bem... Tem ideia boa de dinheiro, ninguém gasta igual a Raquel, minha irmã contando outro dia, ela falou assim que o filho dela mais velho na faculdade ele estuda na universidade de Utah, faz engenharia e é caro e ele que paga. E ele mora em casa e as pessoas aqui nos Estados Unidos falam assim, nossa, mas o menino mora em casa? E ele fala, eu moro mesmo porque eu não quero gastar. Ele quer juntar o dinheiro dele. E ele paga a faculdade e ele não pediu empréstimo pro governo. Aí ele estudando, ela disse que chegava às vezes, ele estudava no computador, que fica na sala, porque aqui é a sala de jantar, a sala de família, né? Tudo junto, né? computador dela ficava lá e ele falava assim gente sai daqui cala a boca porque isso é muito caro em vez de falar eu preciso estudar porque eu preciso não sei o que a prova é muito difícil não é muito caro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ele sabia do valor do valor que.
Ele tava pagando eu vou repetir essa matéria é muito caro de perto ou seja eu acho que o pessoal aqui da família Todo mundo sabe o valor do dinheiro. Talvez seja o exemplo do meu pai.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, isso é ótimo. E eles veem consistente com a família, né? E hoje em dia, como que você continua crescendo o seu conhecimento financeiro? Quais as coisas que você usa?
Sim, acho que eu sempre crescendo, principalmente com o meu marido. De vez em quando a gente tem que dar os chiliques, né? Tipo, eu sempre tento planejar com ele. Como é que vamos pagar a casa? Não quero ter dívida. Por exemplo, carro. A gente nunca compra carro novo pra financiar, nem morta. A gente não quer financiamento. Ah, mas ele é piloto, ele ganha bem, não sei o quê. Por que ele não te dá um carro mais novo? Não, me dá um carro velho, mas que tá pago. A casa a gente não conseguiu fazer isso, mas a gente... Ainda. É, mas eu aprendi um pouquinho. Aqui ó, minha professora depois me ensina, que ainda não quis ter a aula. Eu fico enrolando ela. Por exemplo, eu fazendo as contas, tipo, se eu coloco 50 dólares no principal ou 100 dólares no principal, quando a gente comprou a primeira casa lá em Orlando, a gente tinha um financiamento de 30 anos e a gente quando foi vender a casa, o nosso financiamento, a gente ficou naquela casa 3 anos. O nosso financiamento de 30 anos já tinha diminuído pra 18. Aí eu falei assim, como assim? E eu quis ver a estrutura daquilo, porque pra mim foi... gente, mas como a gente conseguiu diminuir pra 18? E depois você me ensina, porque eu li a estrutura, mas o Mauro, ele entendeu, mas eu não acho que ele também tenha o conhecimento. Ele sabe que adiantou muito e hoje a gente faz isso, mas...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É a redução do principal porque reduz o quanto calcula os juros.
É, a gente não paga os juros, você fica lá... Aí depois você me ensina até como ler estrutura porque eu achei aquilo muito legal. E eu nunca consegui, por exemplo, eu quis passar isso, essa informação pro meu pai e eu não consegui explicar pra ele. e ele queria aprender, porque o meu pai adora as aulinhas sobre financeiro, porque ele Ele queria investir, mas meu pai não consegue investir.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tem medo?
É, muito medo. Eu acho que é a geração. Essa geração...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Quantos anos ele tem?
Ele vai fazer 80.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, então a pessoa fica mais ressabiada com o dinheiro, né?
Hoje ele tá fazendo umas casinhas lá no Brasil. Eu não sei quantas que são, acho que uma ou duas pequenininhas lá no Brasil. Tá super orgulhosa. Mas eu lembro que, por exemplo, lá em São Paulo, quando eu comprei o flat, falei, pai, se você comprar o flat, aí você paga tanto. E eu lembro que eu e o Mauro, a gente conseguiu quitar o flat e aí entrava o dinheiro, porque era em frente ao Aeroporto de Congonhas, não tinha uma noite que não tinha gente dormindo lá. Então a gente ganhava o dinheiro do aluguel toda noite.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Vocês alugavam como se fosse Airbnb ou vocês alugavam... Por mês?
Não, a gente já alugou por dia. O negócio lá era o seguinte, a gente deu para a administração do hotel e o hotel fazia se era por dia. Aí o hotel fazia se era por dia, às vezes a pessoa ficava mais de um mês ou dois meses. O nosso dinheiro entrava igual. Mas aí a gente, porque o Mauro como ele não tinha tempo de estar lá e ir administrando, E eu também trabalhando, e eu não queria, eu não tinha experiência. Então, eu falei assim, eu não vou ficar mexendo, porque depois dá efeito.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, gerenciando.
É, não vou fazer isso, não. Então, a gente passou para a administração do hotel, porque tem um acordo, se você compra isso, você pode fazer ou com o hotel ou fazer o separado, mas aí você ganha um pouquinho mais, mas você corre o risco, né? E eu já aprendi na vida que todo mundo que corre o risco, acaba que ganha mais, mas a pessoa tem que saber. Não pode correr o risco na ignorância de jeito nenhum.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Na ignorância não dá certo, é verdade. Então, você continua crescendo, aprendendo, e isso é muito legal do seu pai também, que ele gosta de aprender. Ele adora. Mesmo com 80 anos aprendendo, tá interessado na amortização, nessas coisas que são bem legais. Então, isso é uma coisa que vem de família também, né?
Sim. Ele adora.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é ótimo. Então, vamos supor, pensa no seu momento mais difícil da sua vida financeira e pensa em alguma membra da igreja que está aí passando pela mesma situação que você. O que você poderia falar para ela para que pudesse ser um conselho que ajudasse?
É... acho que uma parte financeira da minha vida que foi difícil foi quando o Mauro tava lá na Gol, ele trabalhava na Gol, e eles estavam fazendo muita sujeira com ele, e o piloto lá no Brasil ganha um salário base e mais a hora de voo. Então ele tava ficando muito sem hora de voo, apesar de ficar muito fora de casa. E a gente... Naquela época a gente tava morando num apartamento bem bacana, a gente até pagava pouco, porque nesse ponto eu gosto de correr o risco. O apartamento tá vazio há um ano, era de um velhinho, apartamento ótimo, eram 180 metros quadrados, vazio, empoeirado até a alma. E aí o porteiro, bem simples, lá do Nordeste, falou assim, ó, o cara é muito velhinho, e o cara precisa alugar, porque o condomínio é alto. Aí, eu lembro que o aluguel era quase 4 mil dólares e o condomínio era mil. Eu falei, nossa, mas a gente passava na porta, que eu fazia caminhada lá, passava a porta, via aquele apartamento, assim, gente, esse apartamento ia ser muito legal. E aí, a gente falou, vamos fazer uma proposta? Mil. E o cara aceitou.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ô louco!
Porque ele aceitando, E aí que a gente vai aprendendo, né? Se ele aceitar, ele não tem que pagar o condomínio. E ele tava tendo que pagar o condomínio. Pela idade dele, eu não sei o estilo de vida dele nem nada, mas ele pelo menos tirou aquele condomínio da reta dele. E aí a gente tava morando lá naquele apartamento super bem, mas como o apartamento é maior, gasta mais luz, E gasta mais isso. Sempre as contas vão... E você não.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tinha que pagar o condomínio? Eles tinham que pagar o condomínio?
Nós que tínhamos que pagar o condomínio. Era mil mais mil. Então, o condomínio era nosso. Aí, a gente tava morando lá e o Mauro, o salário não entrava. O salário não entrava, o salário não entrava. E aí, começou num apartamento maravilhoso. Foi uma época muito ruim que eu fiquei meio... O pessoal falou assim, gente, você mora num apartamento lindo. E eu nunca fui feliz naquele apartamento, porque foi uma época ruim financeira nossa, né? E aí a gente decidiu voltar pro apartamento do que a gente morava antes, que era pequenininho. 50 metros quadrados e tudo, que aí a gente ia dar conta que o condomínio era bem baratinho, o aluguel era o mesmo preço, mas o condomínio era baratinho, e aí a gente resolveu. Então, a gente, o negócio é o seguinte, a gente tem que ver quanto de dinheiro tá entrando e quanto de dinheiro a gente pode sair. Eu e o Mauro, a gente sempre teve a nossa poupança. Você pode ter a poupança do jeito que você quiser, né? Eu coloco a poupança na poupança. No Brasil dá juros, né? Aqui nos Estados Unidos a poupança não dá juros nenhum. Então, a gente pode fazer outro estilo, né? Coloca, por exemplo, aqui nos Estados Unidos a gente colocou o dinheiro uma vez num carro, um carro antigo, porque o carro foi baratinho. só aumenta o preço. Então a gente comprou carro por 3 e vendeu por 10. Então isso foi uma ótima poupança. E comprar uma casa também foi uma ótima poupança. E a gente, por exemplo, quando eu tava lá em Orlando, a gente não queria vender a casa, a gente queria alugar. porque a gente tava vendo que o mercado tava subindo. E isso que eu falo pros meus pais, eu falo, se você compra, investe num negócio e o dinheiro tá subindo, então você tem que ficar ligado. Se o dinheiro começar a descer, vende e usa o dinheiro. Então, pra gente manter o dinheiro, fazer o nosso dinheiro crescer, a gente tem que ficar ali à par do que tá acontecendo no mercado, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, e isso é muito importante, né, de você aceitar que se o dinheiro não tá entrando, você tem que cortar dados a mais.
Foi o que a gente fez, então a gente resolveu cortar, voltamos pro apartamento, aí as coisas começaram a melhorar, eu lembro que eu falei assim, troca de emprego, aí ele procurou outro emprego, e aí no Brasil nunca é fácil arranjar emprego, mas a gente conseguiu arranjar emprego, tudo tem que ter muita paciência, né? Um conselho que eu dou é que nada tá perdido, a gente tem que ter paciência, esperar vai ser este aula ajudar a gente tudo mas a gente tem que fazer a nossa parte não quero falar mal de outra religião mas eu sei que muita gente fala assim a esse se Deus quiser que eles falam né mas não é bem assim porque Ele quer tudo que a gente tá pedindo, que a gente merece, que é justo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ele quer nos dar boas coisas.
Mas eu sentada no sofá não vai me dar. Eu preciso de fazer a minha parte, né? E eu conheço muita gente, às vezes de outra religião, que não reconhece isso. Que tá sentada no sofá e fala assim, mas não bateu. É igual a história do barco, né? tão conhecida a história do barco, que passa o barco, o cara afogando, e aí eu vim aqui te salvar. Não, mas Deus falou que vai me ajudar. E aí passa outro barco, Deus falou que vai me ajudar e o cara morre. E aí chega lá e fala, mas e aí? Você não foi? Não, eu fui três vezes, né? E a gente tem que reconhecer que horas que é que a gente tá sendo ajudado. E às vezes a gente não reconhece não, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, né? A gente tem que tá procurando e também tá se preparando pras oportunidades, né? Você tá numa situação difícil, mas você vai continuando fazendo as coisas aos poucos e quando uma oportunidade aparece, você tá ligado, né?
É, e assim, eu aprendi, eu sempre fui muito faladeira e hoje eu aprendi que eu tenho que ser muito escutadeira. E a gente, na igreja, a gente tem tanta gente de tantos níveis sociais diferentes que veio de lugar, né, veio de bairro muito pobre, ou que veio de casa muito chique, ou pessoa que viaja muito, que não viaja, gente com estudo, sem estudo, mas a gente consegue aprender de todo mundo, que às vezes a gente fala assim, ah, a gente só vai conseguir aprender daquela lá que estudou na universidade, e não, às vezes uma pessoa lá bem pobrezinha que não sabe nem falar português direito, né, fala tudo errado porque não teve estudo nenhum, ela às vezes, numa conversa da igreja, numa aula, a gente consegue aprender. Então, a gente tem que ser, não sei, esperto o suficiente pra poder tentar aprender de todas as pessoas, né? Falar, olha, aquilo vai servir pra mim.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, e não ter esse bloqueio que a gente põe na cabeça da gente, que a gente não pode aprender com as outras pessoas, porque pela nossa percepção de que aquela pessoa não tem nada pra contribuir, né?
É, e eu acho que até criancinha, eu aprendo na primária, é incrível como elas nos ensinam coisinhas todos os dias. De tudo, né? Por exemplo, outro dia meu sobrinho, ele tinha dois, ele agora tem três. Ele nem fala. O menino não fala, mas ele sabe quase dirigir. Mas ele tava mexendo no iPad e ele fez uma coisa no iPad, eu não lembro o que que é agora, mas ele fez um negócio no iPad que eu tava tentando descobrir como é que faria aquilo. E aí ele foi sentado vendo um filminho, um videozinho, ele foi e fez um negócio no iPad. Eu falei, olha só, então a gente tem que passar a ser... observar a todos, né? Ou seja, eu agora descobri que eu aprendo das crianças, principalmente essa geração nova, né? A gente aprende de todo mundo, todo dia.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, né? Tem sempre alguma coisa pra gente aprender se a gente tá prestando atenção, né? Se a gente procura pela... onde tá a lição, né? Ou como que eu posso usar isso, né? Muito legal. Para a gente terminar a nossa conversa, eu tenho aqui três perguntas para você que são assim, o que vier na cabeça você tem que responder, tá bom? Não pensa muito não, tem que falar e tem que falar a verdade, tá?
Verdade?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não pode mentir.
Não, tá bom.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Pode mentir, tá bom. Em inglês a gente fala rapid fire questions, né? Então, aquelas bate lá, volta cá, tá bom?
Ixi Maria.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então lá vamos. Qual é a pior decisão financeira que você já fez na vida?
Talvez a compra de algum carro que foi fora do preço do nosso orçamento. E foi daí que eu aprendi. Vamos parar com isso. Vamos comprar os carros que a gente consegue pagar ali na hora e não ter... Continuar o dinheiro na conta e não ter problema.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Verdade, né? Que você recebe a conta todo mês e você... Ah, que horror, né? E aquilo perde tanto preço, né? Deprecia tanto o carro, né?
Vale o salão, né? Você compra o carro zero, Aí, estacionando do outro lado da rua, perdeu já o preço, né? Não, fácil não.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Próxima. Qual foi a coisa mais sem importância, mais inútil que você já comprou?
Isso tem várias coisas pequenas, né? Roupas, às vezes. Ai, pra que eu fui comprar essa roupa? Principalmente no Brasil que não pode devolver, porque aqui a gente arrepende e a gente devolve. Nossa, no Brasil eu fazia isso lá naquele shopping Morumbi, eu morava ali perto e aí eu já comprei roupa, tipo assim, ah, que bonita, que linda essa roupa, tava na vitrine, ficou ótima. Ah, não. E fica no armário. Odeio isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Dá com uma raiva, né?
Eu odeio isso e hoje eu não faço isso mais não mas ai que raiva que dá hoje a gente mora morando nesse país eu acho que eu devolvo né ficou dois meses no armário já tá lá na loja deles.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E qual foi alguma coisa que você comprou que você não tinha uma certa expectativa, mas que você gastou dinheiro e que foi melhor do que você ainda esperava?
A minha casa, a casa lá, a segunda casa lá em Orlando. A gente comprou num valor muito bom, fiz um bom negócio, o valor subiu e eu achei que a casa ia ser uma coisa Boa, mas a casa foi maravilhosa. E a casa foi maravilhosa em todos os sentidos. A casa foi gostosa, eu pude receber muita gente e eu ganhei muito dinheiro na casa.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Quando você vendeu? Vocês acabaram vendendo?
A gente vendeu, porque o mercado contribuiu, né? Então a gente acabou que vendeu a casa bem. E se eu tivesse esperado dois meses mais, a gente teria vendido muito, muito melhor.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá aí, pode ser o seu arrependimento, né?
Nossa, mas aí a gente arrepende mesmo, porque a gente ficou com pressa de vender, porque eu tava ansiosa pra comprar alguma coisa aqui, porque eu tava morando no apartamento da minha mãe, com uma cachorra de 40 quilos. E aí eu morava no quartinho, cabiam minhas coisas, e as minhas coisas ficaram na Flórida, então pode ter sido essa resposta mesmo. Nossa, e eu, o Mauro tentava me segurar, calma, a gente vai conseguir comprar, e... E aí... e eu tava com muita pressa...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É o desespero... E eu olhava a.
Casa... a primeira casa que eu olhava... Ah, amei! Segunda casa... amei! Ah, essa aqui... amei! Todas as casas eu amei!
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Só pra sair de lá... Só pra.
Sair de lá... E assim... a casa que eu estou hoje... é uma casa boa... mas eu não amo a casa... e eu me arrependo... porque a minha ansiedade me colocou numa situação... e ter vendido a casa tão rápido podia ter esperado. um pouquinho, porque o mercado tava subindo e eu sabia disso. Mas eu não tive, eu não tive, a minha ansiedade não deixou.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você fez a adição na emoção, né?
Muito na emoção, muito.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: O Dave Ramsey fala assim, quando você vai comprar casa, você tem que ficar com House Fever, né? Você fica com febre de casa. Você vai visitando as casas e no seu caso ainda era pior, porque você tava num quartinho que não cabia suas coisas, então era mais calmentado, né?
Nossa, gente! e olha eu quando eu olhei a minha primeira casa lá em Orlando que eu ia comprar a primeira vez Eu olhava com exigência, como é que vai ser aqui? Se eu colocar meu móvel aqui, eu vou estar feliz aqui? Eu queria um quintal, eu queria isso. Então eu olhava com muito... Olho crítico, né? Muito crítico. A segunda casa com um olho mais crítico ainda. Porque eu falei assim, tudo que eu me arrependi da primeira casa, que eles sempre falam que a primeira casa não é ideal, né? Tudo que eu me arrependi, eu falei assim, não, eu não tive isso que eu queria.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso era importante.
É, e eu não tinha, mas eu quero aquilo, eu queria isso. Aí a segunda casa, comprei melhor ainda. E eu, tudo que eu aprendi, eu erguei aqui em Salt Lake. Eu vou melhorar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Essa é a segunda casa, né? Vai melhorar. Ai, tá ótimo então. Poxa Sheila, muito obrigada por passar esse tempo aqui comigo, com a gente. e compartilhar sua história, foi muito válido e ajudar várias pessoas que estão por aí. Então, tentando se achar, né, e fazer paz com as coisas do passado e seguir em frente e continuar crescendo.
É, vamos continuar crescendo. Peraí que eu vou ali comer um brownie.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, tá bom. Um beijo, Sheila. Obrigada, Jan.
Tchau, gente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tchau, gente. Obrigada. Até a próxima semana. Espero que tenha gostado do episódio de hoje. Lembre-se de seguir, avaliar e comentar. E se você está pronto para investir em si mesmo, confira meu site strasbourgcoaching.com para agendar uma sessão de coaching ou tentar meu grupo de membros gratuitamente. Estarei de volta na próxima semana com mais um episódio lucrativo do podcast. O dinheiro não é o seu problema. Até breve e obrigada!
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