The video is a Portuguese‑language eulogy delivered by Munir in honor of the late jurist Carlos Aurélio. Munir recounts their shared history, beginning with the founding of the União e Direito movement, where Carlos Alberto (likely a relative of Carlos Aurélio) was a co‑founder, and their early collaboration as a judge and a prosecutor. He recalls meeting Dr. Carlos Amorim in the 1980s, the launch of the Famílias Humanas/Famílias Novas initiatives, and the humanitarian work they performed for impoverished families and children, including adoption. The speech emphasizes the spiritual foundation of their work, repeatedly invoking Christian and evangelical values as the moral compass for transforming the Brazilian justice system into a fraternity. Munir describes the 2008 National Congress on Law and Fraternity, organized with Tiago Moutinho, which called for law to serve love, justice, and social cohesion. He details the creation of a Conciliation Sector within the courts, a group of retired judges and prosecutors aimed at turning conflict into harmony, and notes its influence on the current Civil Procedure Code’s preliminary conciliation requirement. The address concludes with a personal dedication to André, son of Carlos Alberto, urging him to continue the legacy of “comunhão de direito” and to keep turning justice into fraternity across courts, prisons, and society.
Chapters
Bom dia a todos. Você disse que você não só é um dos fundadores do movimento União e Direito, no qual Carlos Alberto foi um dos fundadores, mas se tornou também, talvez com uma certa empatia, do Poder Judicial, no qual Carlos Alberto foi um brilhante magistrado. O magistrado deve ter classe e o homem. Quem foi o homem que foi expulso? Carlos Meirelles, filho da Biguinha. Eu gostaria de recordar as palavras utilizadas pelo Padre André inicialmente, que uma metáfora, um rastro de luz, que o Carlos Meirelles foi manchado pelo nosso luz. Para cada um de nós. Mas gostaria de dizer e apoiar nesse aspecto nas palavras do Evangelho, está lá na Escritura: O fervente receberá tudo. A FIFI, eu conheci o Dr. Carlos Amorim por volta de 1980, quando os filhos eram crianças e nós fomos finalmente com uma colega já falecida Mas cujo seu índice encontra aqui também, nós fomos visitá-lo no Chaco Velho e anunciar a ele o movimento e o movimento Famílias Humanas. Houve uma grande generosidade, uma grande abertura, uma grande solidariedade, um grande desejo de se dispor àquilo que Deus pediu para ele. E assim que iniciamos a nossa carreira, eu, ele como juiz e eu como promotor de justiça, numa caminhada. Uma caminhada que é cheia de desafios, de conquistas, de derrotas, mas com a nossa perseverança. Eu me recordo que o Centro de Desenvolvimento Popular Estadual iniciava uma situação uma ação do Movimento Famílias Novas, que se chamava Ação para Famílias Novas, e que estava preocupado com a situação de pobreza, de miséria das nossas crianças naquela ocasião. Isso por volta de 1990, 1995. E não só apoiando financeiramente, mas apoiando humanamente, com o calor humano, com braços abertos de acolhimento, essas famílias e essas crianças. E por que não adotando crianças quando fosse o caso? O Carlos Aurélio continuou comigo essa longa caminhada que eu identificaria como pós-combate. E ele recordou que eu estou conversando com o Fernando, que o Carlos Aurélio, quando era juiz em Santo André, juntamente com o Fernando, Iam publicar aos presos de Santo André a palavra de Fernando e pensavam nas celas onde se encontravam esses presos. Imaginem vocês, muitos desses presos poderiam ser, poderiam ter sido condenados pelo Carlos Aurélio, mas ele abria a alma e ia com o Fernando. De sempre serem aulas próprias de diferentes áreas. Em 1908, aliás, no início do século, Pierre Lamy lançou um movimento, a necessidade das montações, que nada mais eram os profissionais de cada uma das áreas disseminando como iluminação A palavra de Deus, ideal, evangélico. Eu me recordo que logo no começo nos reunimos no escritório do Carlos Alberto, um pai da Divina Mariana. Nos reunimos ele, o Lafayette, o Pierre, a Fifi, a Rosalina e Para iniciarmos o alimento dessa assinatura que foi a comunhão de direito. E depois que entraram as pessoas apaixonadas, apaixonadas para serem fermento, para serem semente. O fermento se difundiu, aqui está a comunhão de direito representada por milhares de pessoas e profissionais do direito no Brasil todo. Carlos Alberto e eu, que fomos os primeiros profissionais do direito, percorrimos esse Brasil afora, semeando o credo do movimento, do ideal do Evangelho nessa estrutura fria que é a justiça. O que nós queríamos era transformar a justiça como uma fraternidade, essa mesma justiça. Eu me recordo que em 2008, no primeiro seminário, nós organizamos um Congresso Nacional de Direito e Fraternidade com pessoas vindas de todo o Brasil e também com funcionários do tribunal e da bancada. Nessa ocasião, 2008, Tiago Moutinho enviou uma carta A todos os organizadores e a todos os participantes desse grande congresso nacional, eu tomo a liberdade de ler para vocês. Leiam como se Carlos Favela estivesse, como está, ouvindo o conteúdo dessa carta. Diz que ela diz: os homens frequentemente se encontram neste mundo definido como aldeia global, uns ao lado dos outros. Mas não junto com os outros, e muitas vezes com medo e desconfiança dos outros, e portanto em grande solidão. Isso porque na crise da civilização 2008, autêntica noite cultural que estamos vivendo, que atinge todos os seres humanos da vida, vai se perdendo o sentido e o valor da relação. E coloca aquela indagação: saberá o direito do redescobrir da própria função de instrumento útil para a construção de relações justas entre os homens e a sociedade e responder à exigência de justiça presente em cada coração humano? Saberá produzir leis que promovam relações animadas pela lei circunstância? E alicerçadas no amor fraterno e sugerir comportamentos ditados pela observância desse preceito fundamental colocado como base da convivência. Estou certo, dizia Tiago a todos os participantes, de que vocês assumem com honra este compromisso e gostaria, se me permitem, de oferecer-lhes a nossa experiência. E conclui aqui, ó: Conheço os brasileiros, a sua generosidade, a sua exigência de justiça social e o seu desejo de superar toda forma de discriminação, a sua abertura para os valores verdadeiros. Sei que vocês são capazes de amar aquela fraternidade que deveria estar subjacente às normas. E isso será função daqueles que entre vocês poderão contribuir para o que é elaborado nesse, mas que já podem estar na base da vida jurídica concreta, transformando universidades, tribunais, presídios e ambientes onde se demonstra, se nos deixarmos guiar pelo Evangelho, que é possível viver como irmãos. Inclusive entre advogados, juízes, réus, vítimas, entre detentos, policiais e assim por diante. Esse encontro, assim como os eventos que nós realizamos, realizamos cá no Sodério, junto de juristas, operadores do direito, esse encontro produziu frutos. E quando eu digo por vocês juntos, eu não me refiro somente à parte ambientalista, onde nós criamos há uns anos atrás, talvez há 10 ou 15 anos, o chamado setor de conciliação. Considerando a grande demanda de processos que existe em toda a Vale, considerando o volume de processos que o conjunto de juízes sóciais deve decidir, Nós propusemos, Carlos Weber e eu, à juíza da época, que criássemos o Setor de Conciliação. O Setor de Conciliação nada mais era e é um grupo de magistrados, juízes, promotores de justiça, que estavam aposentados na ocasião, que residiam aqui e que queriam transformar aquele ódio, aquele sentido de vingança, aquele rancor, que muitas vezes existe uma separação violenta entre marido e mulher, que existe relação brusca de filhos, que existe a relação de alimentos que uma mulher desesperada e os filhos necessitados promovem contra o pai, transformar esse fato de humor em harmonia, em paz, em concórdia, em busca de uma solução humanamente justa. E Carlos Moreira veio com um grupo de juízes e promotores ali da região, trabalhamos esse tema financeiro. Qual foi o resultado desta e talvez de outras pequenas experiências feitas por nós? Hoje, o Código de Processo Civil, todos sabem, estabelece a conciliação como uma fase preliminar do andamento dos processos. É um fundo para a Coreia também em sua educação. E eu não poderia deixar algum livro sem antes deixar um legado de comunhão de direito que faz parte do caso coreano. Não poderia deixar de oferecer Esse, esse documento para o André, filho do Carlos Alberto, que é um profissional do direito, para que ele também na sua atuação continue a transformar justiça em direito e fraternidade. Obrigado.