1 3 Iniciando um negócio com a mentalidade das plataformas — meu

Fábio Vera uses Buscapé's founding story to explain how platform businesses work differently from traditional companies. The platform started as a prototype on diskettes, grew through network effects, and relied on data integration and cloud technology to scale. Entrepreneurs can launch platforms by starting in a niche, building producer loyalty, and focusing on operational excellence.
Questions this video answers
June 1999
More than 70% market share
Up to 1.4 megabytes (size of a floppy disk)
He returned with 10 diskettes
Connected via modem to a BBS (dial-up) to transmit data
Chapters
Bem-vindo a mais um estudo de casa do Meu Sucesso. É um prazer estar com vocês novamente e hoje tratando de uma história tão incrível, tremendo pioneirismo, mas ao mesmo tempo com tantas lições de simplicidade em uma execução em constante progresso. Meu nome é Fábio Vera, sou especialista em inovação, com formação executiva nas universidades de Stanford, Berkeley e Harvard, sou PhD e já acelerei algumas centenas de startups. Na aula de hoje, você vai começar uma jornada sobre negócios plataforma. Não por acaso, nosso protagonista, Romero Rodrigues, é um precursor e tem centenas de lições como criador do primeiro negócio plataforma do Brasil. Um modelo que todos nós usamos, seja como consumidores, seja como empreendedores. A história de criação e crescimento do primeiro negócio plataforma do Brasil, nascido em junho de 1999, é sensacional por tantas lições intuitivas que trazem sua origem. Logo, você vai ver que os primeiros clientes foram amigos dos sócios e o Buscapé foi capaz de concentrar muito mais do que 70% de market share no Brasil. As chamadas plataformas digitais ou negócios-plataforma compõem a nova economia que vem transformando a maneira com a qual as pessoas consomem e se relacionam. E por isso, vamos mergulhar nesse oceano poderoso para o seu negócio. Nesta primeira aula, você vai aprender as diferenças entre modelos convencionais e plataformas, as vantagens e desafios aplicados a pequenos empreendedores e como iniciar os chamados efeitos de rede. Lembre-se que abraçar, procurar e facilitar a mudança está no centro da ação empreendedora e agora é hora de fortalecer a sua iniciativa. Vamos lá?
A ideia de empreender já estava ali no coração há muito tempo. Então, logo que eu entrei na faculdade, eu me mantive curioso e inventando. Cheguei a montar uma empresa que desenvolvia software com um amigo meu de faculdade. E um dia, num laboratório de pesquisa, onde eu fazia estágio como pesquisador, um amigo meu, Rodrigo, virou e falou, pô, você conhece algum site que compara preço de produtos?
Eu, o Romero e o Ronaldo, a gente fazia poli junto. E a gente trabalhava num laboratório na USP. E a gente queria mexer na internet. Nesse laboratório tinha internet lá de graça, né, e banda larga. Eu comecei a procurar uma impressora na internet e não achava essa impressora. Cadê? Yahoo? Não tinha Google na época. Achei os sites da Epson, sites da HP. Como recarregar o cartucho, mas a impressora em si, que eu tava procurando pra comprar, não achava.
E aí veio a ideia do Buscapé. Pô, e se a gente criasse um site de busca, só de produtos? Que ele vai trazer informações relacionadas à compra do produto, pras pessoas estarem mais preparadas na hora de comprar o produto.
Não havia compra online na época ainda. Não existia, era só realmente tomada de decisão. Você escolher a melhor impressora, o melhor modelo, dentro das características do produto, pra você depois ir se dirigir à loja e comprar. Foi assim que começou.
E chamei o Ronaldo, que era esse meu outro amigo que tinha a empresa de sorter comigo. Foi um tempo que ele chamou o Mário.
E aí a busca foi tentar achar alguém que fizesse isso e não existia, né? Pô, isso não existe, mas não é possível. Será que não existe mesmo? Olhou, procurou por lá e não existia. E daí... Então, vamos em frente. Vamos montar aí esse site.
E aí a gente começou a trabalhar lá meio de 98 até meio de 99, de madrugada adentro. Nossos calls eram via STQ.
Como vocês puderam ver no episódio, Romero fez no Buscapé uma revolução na forma de buscar preços no país, tentando primeiro através de disquetes distribuídos e rapidamente aprendendo uma nova forma de modelo de negócio pela internet. De lojas ameaçando processar para que o Buscapé não as incluísse em sua plataforma, até lojas ameaçando processar se não fossem incluídas, a missão do Buscapé deu tão certo porque chegou a ser o maior motor de vendas online do Brasil. Romero criou um negócio de plataforma onde precisava trazer consumidores e lojistas com a mesma intensidade para fazer essa forma de negócio que depende de dois públicos para primeiro andar e depois voar. Por que será que as plataformas se destacam cada vez mais no mercado? O que elas possuem de diferente? Será mesmo que os modelos tradicionais estão perdendo espaço? Bora ver como tudo isso se relaciona? Normalmente, pensamos em empresas competindo através de produtos, mas na era das redes de hoje, a competição é cada vez mais por plataformas. Construa uma plataforma com sucesso e você terá uma vantagem decisiva sobre a concorrência. Ao construir uma plataforma digital, outras empresas podem conectar facilmente seus negócios aos seus, desenvolver produtos e serviços com base nela e co-criar valor. Essa capacidade de plug and play é uma característica definidora do que os americanos chamam de Platform Thinking ou Pensamento Plataforma. Os modelos de negócio de plataforma estão se tornando rapidamente os filhos de ouro da revolução digital. À medida que as plataformas perturbam e dominam os mercados para criar comunidades de enorme escala, elas proporcionam experiências atraentes ao cliente e oferecem novas formas de inovação e criação de valor. Ainda assim, a maioria dos novos negócios de plataforma irá falhar, a menos que os jogadores adquiram uma nova mentalidade e abordagem de negócios. Muitas das empresas listadas em bolsa, mais dinâmicas, de maior valor global, como o Alibaba, o Facebook e a própria Visa de cartão de crédito, até startups como o Airbnb e Uber, são chamados matchmakers, casamenteiros, que conectam um grupo de clientes a outro grupo de clientes. Os economistas chamam os matchmakers de plataformas multifacetadas, porque fornecem plataformas físicas ou virtuais para que vários grupos se reúnam. Sites de namoro conectam pessoas com possíveis pares, por exemplo, e aplicativos de compartilhamento de carona fazem o mesmo para motoristas e passageiros. Embora os promotores de encontros ou conexões existam há milênios, eles estão se tornando cada vez mais populares e lucrativos devido aos avanços dramáticos da tecnologia. E muitas empresas que conseguiram quebrar o código desse modelo de negócio tornaram-se corretoras poderosas de hoje. A natureza a se destacar no negócio plataforma é o conceito de matchmaker, porque promove o fluxo de valor ao fazer conexões entre produtores e consumidores. Nele, a integração de dados está no centro de uma combinação bem-sucedida e distinguem as plataformas de outros modelos de negócios. O Matchmaker captura dados valiosos sobre os participantes e aproveita esses dados para facilitar as conexões entre produtores e consumidores. Dois exemplos do papel dos dados gerando valor gigante para as plataformas. A Amazon tem programas sofisticados de personalização orientada a dados para vender produtos e serviços aos usuários de sua plataforma. Os serviços de publicidade baseados em dados do Alibaba, para terceiros, Em seus vários mercados online, contribuem com cerca de 50% do total da receita do Alibaba. A força por trás das plataformas digitais reside em três recursos distintos. Primeiro, o efeito de rede, de reunir participantes do mercado, significa que mais clientes atraem um número maior de comerciantes e parceiros e vice-versa. Isso transfere o custo e a carga de risco da criação de mercados da empresa para a rede. À medida que a rede ganha seu próprio impulso dinâmico, o proprietário da plataforma atua como um facilitador para espalhar essa carga entre um número crescente de participantes. Em segundo lugar, a simultaneidade de tecnologias, nuvem, automação, analíticas, inteligência artificial, internet industrial, tudo isso está criando uma nova economia como serviço, onde os serviços são dinâmicos, sob demanda e direcionados, e tem um enorme impacto no custo para servir, níveis de investimento e velocidade para alcançar um mercado cada vez maior. Ao integrar processos de negócios, software e infraestrutura e disponibilizá-los sob demanda, grandes e pequenas empresas podem se beneficiar de serviços plug-in, modulares e escaláveis. Os empreendedores são beneficiários específicos aqui. Sem as restrições de financiar os custos totais de uma plataforma de negócios antecipadamente, eles têm acesso a novos mercados e canais de distribuição. Por fim, dados abertos e compartilhados podem ser explorados de forma inteligente por especialistas, incluindo aqueles de setores adjacentes para criar novas formas de valor. Os insights podem ser gerados a partir do monitoramento do comportamento do cliente, em escala, ou de produtos ou máquinas usados em campo. De fato, enormes volumes de dados estão sendo gerados hoje e estima-se que dobrarão a cada dois anos, mostrando a força da integração de dados. Essa nova forma colaborativa e ágil de trabalhar está deixando muitas organizações desequilibradas. Bom, para começo de conversa, anote aí. Por definição, negócios e plataformas atendem a vários grupos de usuários. Na prática, as plataformas criam valor ao aproximar essas pessoas e empresas e permitir que troquem valor. E isso é muito diferente do seu negócio unilateral típico, que atende apenas a um grupo básico de clientes para cada produto. A Visa fará 50 anos este ano e ofereceu um meio de pagamento a consumidores e uma rede de consumidores a lojistas, ou seja, sempre foi um negócio de plataforma. A Bolsa de Valores de Londres tem mais de 200 anos e oferece ações de empresas a investidores e concentra um local de atração de investidores a empresas que buscam investimento. O Grande Bazar de Istambul tem mais de 500 anos e levava consumidores aos lojistas e uma oferta segura de bons produtos em uma única plataforma, em um tempo em que a internet não existia. Isso significa que quem tem um negócio plataforma opera um modelo que torna mais fácil e eficiente para os participantes se conectarem e trocar valor. Ao contrário das empresas tradicionais, eles não compram Insumos fabricam ou vendem. Em vez disso, eles recrutam participantes e, em seguida, vendem a cada grupo de participantes acesso a outro grupo. Os participantes são os insumos que utilizam para produzir o serviço de intermediação. Hoje, porém, os negócios e plataformas são turbinados, alimentados por nuvem, banda larga, microprocessadores, software e outros sistemas modernos de tecnologia. Empresas como a Uber não existiriam, por exemplo, sem o desenvolvimento da banda larga móvel, plataformas de software móvel e internet. Daí minha admiração ainda maior pelo Romero e sua iniciativa do Buscapé, porque ele começou um negócio na época da internet discada. Ele olhou para onde todos estavam olhando e enxergou o que ninguém viu. Para você ter uma ideia do potencial das plataformas hoje, três das cinco empresas mais valorizadas do mundo, Apple, Google e Microsoft, obtém grande parte de seus lucros conectando grupos diferentes, como desenvolvedores e usuários, no caso da Apple Store, o ecossistema de negócios da Apple. O mesmo ocorre com sete dos mais valiosos unicórnios, as startups que alcançaram valor bilionário, como Uber e Airbnb. Mas por quê? Vou te explicar a partir de um modelo de negócio oposto. Pense, por exemplo, na Toyota, que fabrica carros e os vende aos motoristas, ou em uma empresa como a Adidas, que cria roupas e as vende aos consumidores. Essas empresas criam valor ao fabricar um produto e, em seguida, empurram esse produto para os consumidores. As empresas de serviços tradicionais são muito semelhantes. Veja o seu provedor de serviços de saúde, por exemplo. Ele fornece um serviço e você o consome. A mesma coisa vale para o banco de varejo. O banco empresta dinheiro a uma taxa de juros específica. A empresa fornece o serviço e você o recebe, bem simples. O ponto central é que, nesse modelo, a criação de valor é linear e unilateral. O caminho do produto ou serviço do fabricante ao consumidor é muito bem descrito por sua cadeia de suprimentos linear tradicional. O valor é produzido à montante e consumido aos usantes. Já se você observar as plataformas, elas facilitam a troca de valor. Eles atendem a vários grupos de usuários que precisam uns dos outros de alguma forma e que dependem da plataforma para reuni-los. Isso significa que a criação de valor aqui não é linear e não é unilateral. Na verdade, ela é conectada em rede e mútua, como é o caso dos motoristas e passageiros do Uber. Então, como resultado, as plataformas criam ecossistemas valiosos e impulsionados pelo efeito de rede. Quanto mais usuários houver em um lado da plataforma, mais valiosa ela se tornará para outro grupo de usuários. e elas te permitem escalar de maneiras que as empresas tradicionais e unilaterais jamais conseguirão. As plataformas crescem principalmente ao adicionar participantes ao seu ecossistema, em vez de adicionar recursos físicos ou mão de obra direta. As plataformas de valor fornecem também escala à medida que crescem. Pense no seu negócio unilateral. Eles entregam a você um produto ou um serviço e você os consome. Isso fornece o que é chamado de valor inerente. Você obteve valor do uso do produto ou serviço. Mas as plataformas agregam outra fonte de valor, o valor da rede. Isso significa que o valor que você obtém da plataforma aumenta à medida que mais pessoas a usam. O que vimos até aqui, assinante, são apenas alguns exemplos do que torna as plataformas diferentes dos negócios tradicionais. Mas essas diferenças são uma parte essencial do motivo pelo qual as plataformas são capazes de criar muito mais valor hoje. Vamos ao caso do nosso protagonista, o Romero. Ele mostra, tanto no Buscapé quanto em seu papel atual como sócio-gestor no Fundo de Investimento Red Point Ventures, o lugar fundamental e talvez também o mais importante no empreendedorismo que é a experimentação organizacional, a gestão do negócio, do seu início até o sucesso. O negócio sempre é um experimento organizacional e seu desenvolvimento e implementação nada mais é que um motor, uma engrenagem, um sistema de criação e captura de valor. Bem diferente da imagem ilustrativa de um inventor solitário perseguindo obstinadamente uma visão de tecnologia, os empreendedores Como você, assinante do meu sucesso, devem desenvolver coordenação adequadas para uma equipe que cresce, para decisões em relação à concorrência, para a pressão dessa concorrência, para ter antecipação e criação de tendências no mercado. E o mais bacana do nosso caso é que Romero Rodrigues realizou tudo isso. Bom, agora que você já entendeu como as plataformas se diferenciam dos modelos de negócios tradicionais, vamos dar uma olhada em alguns passos para começar a sua. Romero Rodrigues e outros empreendedores posicionam-se para servir. Aqueles que se concentram apenas em seu próprio sucesso são aqueles que não têm sucesso. Para ser eficaz como proprietário de uma empresa, você precisa atender os seus clientes. Isso pode acontecer na maneira como seus produtos facilitam a vida deles ou na maneira como seus esforços de atendimento os encantam. Seja qual for o caso, definir o serviço como uma de suas principais prioridades é uma maneira infalível de prosseguir rumo ao sucesso do seu negócio. Romero Rodrigues está sempre em busca de oportunidades.
A ideia original do Buscapé era pegar preço de loja de rua, até porque tinham pouquíssimas lojas na internet naquele momento, na internet brasileira devia ter quatro ou cinco lojas online que a gente soubesse. E a nossa visão era desenvolver um software que ia caber num disquete, então tinha que ter até 1.4 megabytes. O disquete ia ser distribuído. Então, qualquer varejista poderia pegar essa discash em uma banca de jornal, alguma coisa assim, instalar no computador. Esse programa ia procurar dentro do computador por planilhas de preços ou software de gestão, ia esperar da meia-noite, que aí o pulso era único, conectar pelo modem na BBS e mandar os dados para o nosso banco de dados. E com a primeira versão desse software pronta, eu peguei uma caixa de disquete e fui andar pelo bairro, no paraíso, e voltei com os 10 disquetes que eu tinha saído de casa.
Me dá um tempinho, cinco minutos, eu já te retorno. E nunca retornava pra gente, né?
Fui chamado de louco, de pirado. O pessoal achava que era pegadinha, mas não faz nenhum sentido isso. A gente não dá preço nem pelo telefone, que é justamente para o consumidor vir aqui. Ele já veio, ele vai comprar mesmo. Por que eu vou dar todos os meus preços para você e você vai colocar na internet? Depois que a empresa não deu certo com o software em disquete, pegando preço de loja física, veio a ideia de pegar os preços que já estavam disponíveis na internet.
Uma dica valiosa que quero trazer para você que pensa em iniciar um negócio de plataforma é, comece com um nicho de mercado. Por exemplo, plataformas de financiamento coletivo, como Catarse, Brota e Benfeitoria, tem o objetivo de atrair investimento, facilitar o encontro entre empreendedores, projetos sociais, startups e investidores certos para cada negócio. Então, eles usam essa tendência de utilização da tecnologia para diminuir os custos de transação e maximizar o efeito de rede potencializado pela internet. Diferentes modelos e plataformas de financiamento coletivo estão transformando sonhos em realidade. Recentes no Brasil, os sites de crowdfunding são unanimidade para quem precisa de um pontapé inicial em um novo projeto. São inúmeros os casos de startups que conseguem entrar para o mercado por meio do crowdfunding ou financiamento coletivo. É recentemente uma das formas que mais tem tirado ideias do papel e ajudado empreendedores pelo país. O modelo funciona com parceria entre a plataforma de financiamento, patrocinadores que investem dinheiro no projeto a cada vez que alguém ajudar a financiá-lo. Por exemplo, se projeto arrecadar R$ 50 mil Pela multidão de pequenos investidores há, em alguns casos, um patrocinador que investe a mesma quantidade e o projeto fecha com R$ 100 mil arrecadados através desse negócio de plataforma. É uma relação ganha-ganha. É bom para o empreendimento que ganha fôlego, é bom para a plataforma que arrecada mais e para o patrocinador que ajuda a realizar projetos relevantes. Vou trazer alguns exemplos de estratégia que gigantes, que começaram pequenos, usaram para gerar o efeito de rede. Primeiro, a estratégia de seguir o coelho se baseia em um sucesso existente fora da plataforma, usando uma demonstração do histórico da empresa. Considere a Amazon, por exemplo, que antes de se tornar um negócio plataforma, operava simplesmente um pipeline eficaz que usava uma listagem de produtos online para atrair consumidores. Depois de trazer uma base de cliente próspera e fiel, ela se converteu em uma plataforma ao iniciar o Amazon Marketplace, abrindo seu sistema para produtores externos, o que permite que os comerciantes vendam para seus clientes, enquanto a Amazon obtém uma fatia da receita de cada transação. A segunda estratégia é a estratégia de evangelização do produtor. Ela envolve projetar uma plataforma para atrair produtores que podem, ao mesmo tempo, persuadir seus clientes a se tornarem usuários da plataforma. Plataformas de crowdfunding, como nos Estados Unidos a Indiegogo e a Kickstarter, prosperam nesse sentido, direcionando criadores que precisam de financiamento com a infraestrutura para hospedar conteúdo sobre sua ideia e gerenciar campanhas de arrecadação de fundos. Uma terceira espécie de estratégia é a chamada estratégia do Big Bang, que envolve o uso de um marketing oportunista, tradicional, para atrair a atenção inicial para o seu negócio. Vou dar o exemplo do Tinder, um aplicativo de namoro baseado em localização, alcançou seu sucesso em 2012, com seu lançamento inicial durante uma festa dentro de uma universidade no sul da Califórnia. Ali, num ambiente de jovens, homens e mulheres procurando se conectar, o Tinder facilitou no processo e atingiu uma massa crítica de percepção de valor durante a festa, se espalhando como marca e como mensagem de eficiência a partir de um local pequeno e contido. Com base no pequeno começo do Tinder, essa estratégia de micromercado começou a funcionar a partir dos membros já existentes e das interações bem sucedidas, acontecidas, permitindo que a plataforma provasse sua eficácia na correspondência. A quinta estratégia pode ser baseada na estratégia de micromercado. Foi utilizada pelo Facebook ao decidir lançar a sua plataforma em uma comunidade restrita, apenas dentro da Universidade Harvard. foi um golpe de mestre que lhes permitiu resolver o dilema da plataforma, do ovo ou da galinha. Atraíram 500 usuários nessa comunidade universitária concentrada e garantiram a criação de um início de uma primeira pequena comunidade ativa já no seu lançamento. Trazer usuários para a plataforma é uma das etapas mais cruciais para o sucesso inicial de um negócio plataforma. Mas o marketing de uma plataforma deve ser diferente dos negócios tradicionais de pipeline, em um aspecto crucial. Criar consciência por si só não leva à adoção e ao uso dessa plataforma. Os bens e serviços devem ser projetados para serem tão atraentes que puxem naturalmente os clientes para a sua óbita. Eu quis mostrar com esses exemplos de plataformas grandiosas como todas elas, sem exceção, começaram muito pequenininhas, como o próprio Buscapé. Então assinante, por que você também não pode começar a sua? Agora que já entendemos a diferença entre modelos convencionais e plataformas, assim como as vantagens e desafios aplicados em negócios de qualquer tamanho, quero aprofundar um pouco mais para identificar como iniciar os efeitos de rede no seu negócio. Vamos lá? Primeiro quero começar explicando como funciona o efeito de rede. Quando se alcança um efeito de rede positivo, ele pode levar a uma experiência de engajamento crescente à medida que mais pessoas participam, mas também encoraja a entrada de novos participantes à medida em que procuram se beneficiar da rede. Um bom exemplo de um efeito de rede pode ser encontrado nas redes sociais. Por exemplo, quanto mais usuários postam conteúdo no Twitter, no LinkedIn ou Instagram, como links e mídias, mais útil a plataforma se torna para o público, que fica mais tempo e enxerga mais valor naquela plataforma. O efeito de rede criou taxas de crescimento exponenciais para plataformas como Facebook, YouTube e Instagram. Vários efeitos de rede ocorreram com a adesão de indivíduos a plataformas de mídia social. Na mesma razão, à medida que mais usuários ingressam e participam, as empresas que procuram anunciar seus produtos e serviços correm para se associar a esses sites para capitalizar essa tendência. O aumento de anunciantes gera mais receita para os sites de mídia social. Com isso, esses negócios-plataforma evoluem e passam a oferecer mais serviços ao consumidor. Os efeitos de rede podem ser negativos ou positivos. Em alguns casos, podem ser responsáveis pela concentração de poder de mercado por uma empresa e, em outros, podem ajudar a acelerar o declínio de um player dominante anteriormente. Os efeitos de rede não se referem apenas à obtenção de mais clientes, mas ao tipo certo de cliente que receberá o maior valor de plataforma. Por fim, os efeitos de rede costumam ser limitados às interações do usuário com a plataforma digital, e não a toda a base de usuários. Para atrair usuários para a sua plataforma, sugiro estar atento às seguintes etapas. 1. Crie recursos de produto que criem uma proposta de valor diferenciada e exclusiva para todos os usuários. 2. Faça parcerias com indústrias que desenvolvem produtos complementares. Eles podem ser adicionados à sua plataforma para criar valor para os usuários e impulsionar o valor geral da sua plataforma. Isso atrairá ainda mais usuários e fará com que outras empresas criem produtos complementares para o seu negócio. Isso resulta no aumento de efeitos de rede indiretos, criando benefícios mútuos para todos os envolvidos. 3. Desenvolva uma estratégia go-to-market. Para atrair seus clientes iniciais, escolha o segmento de mercado primário como um nicho de mercado especializado para validar o ajuste do produto ao mercado. Em seguida, planeje uma expansão gradual para outros mercados. Por exemplo, se você cria um marketplace de produtos para restaurantes, deve primeiro ter alguns fornecedores de qualidade e em volume em sua plataforma para começar depois a buscar os restaurantes. Não tem problema você fazer cadastros prévios para ir populando a plataforma aos poucos no início. 4. Busque diferenciais competitivos tanto do lado da oferta quanto da demanda e ofereça tecnologia de ponta para os fornecedores do lado da oferta. Isso cria uma proposta de valor única e diferenciada para seus usuários resolvendo suas necessidades não atendidas. Construir uma marca ajudará a atrair muitos clientes por conta própria. Veja o console de jogos, por exemplo, do Microsoft Xbox. O console é atraente para os usuários do lado da demanda se houver um grande número de jogos que eles possam jogar no console. Se houver um grande volume de pessoas usando o console, os fornecedores de indústrias de jogos estarão interessados em criar jogos dentro da plataforma. Isso aumenta as economias de escala, tanto do lado da oferta quanto da demanda. 5. Reter clientes. Reduza seus custos para manter o volume de sua base de clientes. Comprometa enormes lucros no curto prazo para sustentar o crescimento no longo prazo. 6. Vença a competição. Ofereça aos seus clientes tecnologia de ponta que crie um valor diferenciado com baixo custo. Isso torna mais difícil para seus usuários migrar para outras plataformas e captura grande participação no mercado. 7. Esforce-se para alcançar a excelência operacional. Forneça a melhor experiência do cliente a todos os usuários de sua plataforma para retê-los e fazer com que eles voltem. Certifique-se de que seus sistemas sejam estáveis e possam lidar com o crescimento à medida em que você escala seus negócios. e reforço aqui o desafio do curso tecnológico para você ter uma gestão de dados adequada. Essa barreira de entrada simplesmente gira em torno da capacidade da plataforma de acessar, coletar dados relevantes e transformar esses dados em um produto útil que pode levar à criação de valor. Quanto mais eficientemente uma plataforma puder acessar, coletar e processar dados, maior será o sucesso que ela terá sobre aqueles que não podem processar os dados com a mesma eficiência. Para ser imparável, esteja sempre atento à sua próxima oportunidade. Você, assinante do Meu Sucesso, deve identificar novas tendências em seu setor ou procurar uma nova aplicação de uma ferramenta antiga. Você nunca ficará preso ao antigo quando priorizar cuidar do novo. Como todo negócio de sucesso, o negócio plataforma exige mais do empreendedor. Então, caro assinante, eu quero recapitular aqui alguns dos comportamentos empreendedores que geram resiliência para que você reflita se está praticando a maioria deles. Vamos lá? Senso de direção e energia alta. autoconfiança, auto-iniciativa e responsabilidade pessoal, local interno de controle, tolerância à ambigüidade e à incerteza, baixo medo de fracasso e inclinação a correr um risco moderado, envolvimento de longo prazo, dinheiro como medida e não apenas como fim, uso do feedback com a sua equipe, resolução de problemas de forma pragmática e contínua, uso da estratégia dos recursos adequada e disciplina na definição de metas claras. Mas eu gostaria também de explorar com vocês os fatores motivacionais associados à história do Romero e empreendedores especiais como ele. São características comuns das quais cada um dos assinantes pode observar e verificar aquelas com as quais se identifica e aquelas com as quais poderá eventualmente trabalhar e desenvolver. Além disso, as variáveis de realizar um sonho e desenvolver uma ideia e autorrealização pessoal vinculam-se claramente sempre à nossa necessidade de autoaperfeiçoamento. Há ainda um fator motivacional que vale a pena citar que concentra-se no referenciamento em alguém, seja numa tradição familiar, uma figura paterna ou em alguém que admiramos e também algum peso é atribuída variável ao desejo de ser independente. Nesse contexto, algumas experiências moldaram a vida do Romero, marcaram a sua infância, como a elaboração escrita dos planos de desenvolver um mercado de produção de minhocas e vender os para sua avó. São experiências assim que determinam sonhos, marcam ritos de transição para uma cultura de criação de valor. Corante líquido Espero que você tenha gostado e absorvido as lições desse esquenta, dessa primeira aula sobre um breve início do que será esse estudo de caso. Até a nossa próxima aula!
More from Romero

COMO CONSTRUIR UMA EMPRESA DE BILHÕES (SEGUNDO O CRIADOR DO BUSCAPÉ) | Second Level #07









