2 3 Modelo de resultados como planejar e monetizar plataformas —

Fábio Vera and Romero Rodrigues from Buscapé break down how platforms create value and make money. They map four ways platforms deliver value, four monetization models from transaction fees to subscriptions, and the trade-offs of charging different sides of the market. The lecture covers platform design essentials like trust, search, ratings, and growth tactics.
Questions this video answers
Over 18 million students ("mais de 18 milhões de alunos").
Chapters
Olá, bem-vindo a mais uma aula do estudo de casos do Romero Rodrigues. Meu nome é Fábio Vera, sou especialista em inovação, com formação executiva nas universidades de Stanford e Harvard. Sou PhD e já acelerei algumas centenas de startups. Nessa aula, nós vamos tratar de como as plataformas geram valor a partir das interações e identificar como gerar receita a partir dessas trocas. Isso é fundamental para aumentar seu efeito de rede e gerar escalabilidade. Romero conseguiu desenvolver isso tudo no Buscapé. Preste muita atenção porque você vai conhecer as possibilidades para estabelecer seu modelo de monetização e as bases necessárias para colocar o seu negócio plataforma no mercado. Sem isso você dificilmente terá o lucro que espera. Então vamos começar?
O modelo de negócio naquele período era basicamente, traz gente fazendo qualquer coisa e a gente vai vender banner. O busca pé não, o busca pé você entrava e a sua ação final era clicar no resultado. E o modelo de negócio estava no clique, no resultado. Então você tinha uma conexão direta de modelo de negócio, usabilidade e intenção do consumidor. Que você não via em vários modelos de negócio. Que a gente não inventou, foi talvez o primeiro a usar no Brasil, mas a gente se baseou no MySimon, que lá nos Estados Unidos foi o primeiro comparador, cobrava por clique.
Bom, nós já tratamos no nosso último encontro que a definição do modelo de negócio da plataforma é ser um modelo de negócio que cria valor ao facilitar trocas entre dois ou mais grupos interdependentes, geralmente consumidores e produtores. Como então você, aluno do meu sucesso, conseguiria monetizar seu modelo de plataforma? A resposta? Você pode cobrar dos usuários pelo valor criado naquele ecossistema. Mas a cobrança deve ser feita na conclusão do negócio, não no momento do ingresso na sua comunidade. Os empreendedores têm de permitir a livre postagem das empresas, cobrando uma taxa apenas quando elas obtiverem o que buscavam ao entrar na plataforma. Anote aí, o valor de uma plataforma depende dos efeitos de rede que ela cria, mas monetizá-los é a chave do sucesso. Como já falamos, quanto mais os produtores criam valor na plataforma, mais consumidores são atraídos, o que funciona como chamariz para novos produtores que, por sua vez, aumentam a criação de valor. Ironicamente, essa dinâmica de crescimento positivo torna a monetização muito complexa. É um verdadeiro dilema, porque qualquer tipo de cobrança aos usuários provavelmente vai desencorajar sua participação. Se você cobrar pelo acesso, as pessoas podem evitar a plataforma como um todo. Se cobrar pelo uso, é a mesma coisa. Se cobrar pela produção, você tende a reduzir a criação de valor, o que diminui também a atratividade aos consumidores. E cobrar pelo consumo é ainda mais complexo, porque reduz o volume de consumidores, prejudicando a atratividade para os produtores. Então, como resolver isso da melhor maneira? Eu admiro muito o trabalho dos professores Parker, Marshall e Chaudhary. Eles foram pioneiros no aprofundamento das questões da monetização e vou me inspirar neles a partir de agora. Em vez de colocar a tecnologia nas mãos de clientes em troca de uma taxa, você precisa ter clareza que seu intuito é convidar os usuários a aderirem ao negócio, para só depois monetizar a atividade, cobrando pelo valor que a tecnologia cria para os usuários. Percebe a diferença? Vamos ver como esse valor pode ser percebido. Primeiro, por consumidores, acesso ao valor criado na plataforma. Os espectadores percebem valor nos vídeos do YouTube. Os usuários do Android percebem valor nas várias atividades viabilizadas pelos aplicativos. Estudantes, por exemplo, da plataforma Passei Direto percebem valor nos materiais e conteúdos compartilhados entre os mais de 18 milhões de alunos. Segundo, o valor é percebido por produtores e fornecedores terceirizados, acesso à comunidade ou ao mercado. O Airbnb tem valor para os anfitriões porque eles dão acesso ao mercado global de hóspedes. Os recrutadores de empresa consideram o LinkedIn valioso porque ele permite a conexão com candidatos potenciais. Os comerciantes veem valor no Alibaba porque ele abre as oportunidades de vender para clientes de todo o mundo, como é o mesmo caso do nosso protagonista, o Buscapé. A terceira percepção de valor pode ser pelos produtores através do acesso a ferramentas e serviços que facilitam a interação com seu consumidor. Plataformas criam valor ao reduzir o atrito e as barreiras que dificultam as interações de produtores e consumidores. O eBay, por exemplo, combinado com o PayPal, que é uma plataforma de pagamento, permite a qualquer pessoa montar uma loja online para atender uma clientela mundial. Da mesma maneira, no Brasil, a Startup Bag permite a mesma coisa ao pequeno lojista. O YouTube ajuda os músicos a apresentarem seu trabalho ao público por meio de vídeos, sem ter de desenvolver produtos físicos, CDs ou DVDs, ou recorrer a varejistas intermediários. É o mesmo caso do busca-pé, em que os consumidores encontram o melhor preço e os varejistas têm seus produtos expostos para milhares de consumidores. A quarta percepção de valor pode ser pelos consumidores através do acesso a mecanismos de uma curadoria que aumenta a qualidade das interações. Os consumidores valorizam o acesso a bens e serviços de alta qualidade que atendem às suas necessidades e interesses específicos, enquanto os produtores valorizam o acesso aos consumidores interessados em suas ofertas e dispostos a pagar um bom preço por elas. Plataformas bem administradas constroem e mantêm sistemas de corredoria que conectam os consumidores certos aos produtores certos de maneira rápida e fácil. E esse era o grande valor que o Romero enxergava em seu negócio Busco a Pé. Você sabia que essas quatro modalidades de valor não existiriam sem o negócio plataforma? Em sua maioria, plataformas bem projetadas criam muito mais valor do que captam diretamente. É por isso que elas atraem grande número de usuários, que se sentem satisfeitos ao consumir os benefícios do valor grátis ali oferecido. Uma estratégia inteligente de monetização começa pela análise dessas quatro modalidades de valor para só então determinar quais fontes de valor excedente podem ser exploradas pela plataforma sem inibir o crescimento continuado dos efeitos de rede. O Buscapé fez exatamente isso. Ele foi agregando lojas relevantes no mercado com a promessa de dar a elas visibilidade, enquanto, na outra ponta, atraía consumidores mostrando a eles que sua plataforma entregava o que ninguém sozinho poderia, a escolha do menor preço sem a necessidade de andar por cada loja. Esse momento do ovo ou da galinha, ou seja, de qual parte da plataforma fica mais forte, é sempre muito tênue e desafiador. Mas Romero e seus sócios conseguiram chegar lá. Para reforçar esse ponto, que é muito importante nesse caso, quero trazer também como referência, em literatura técnica de qualidade, na minha própria experiência, alguns aspectos bem práticos de quatro alternativas para monetizar o seu negócio. A primeira opção, a taxa por transação. Antes de explorar os caminhos para desenvolver uma estratégia efetiva de monetização, vale relembrar as quatro formas de valor excedente criadas por plataformas. Acesso à criação de valor, acesso ao mercado, acesso a ferramentas e curadoria. As quatro culminam em algum tipo de interação. Em muitos casos, essa interação envolve troca de dinheiro, como quando o cliente do Uber paga o motorista pela corrida concluída, quando o comprador do mercado livre paga o vendedor pelo produto, por exemplo. Por que a caixa por transação é uma opção? Ela não afugenta compradores e vendedores, nem os desencoraja de participar da rede, uma vez que eles são cobrados apenas quando uma transação de fato acontece, ou seja, quando eles percebem que o valor se realizou. Os gestores, contudo, talvez precisem testar alguns valores de taxa até encontrar aquela que representa uma porcentagem justa do valor criado a fim de não espantar os usuários. O que isso quer dizer? Bem, você como usuário de alguma plataforma já deve ter vivenciado a oportunidade de conversar com o provedor do produto ou serviço para que houvesse alguma facilidade de pagamento. Esse movimento de levar a interação pra fora daquele ambiente da sua plataforma, a fim de evitar o pagamento da taxa de transação, é comum e você precisa estar atento. Você deve se lembrar que no começo do Buscapé, essa já era a ideia do Romero para monetizar o seu negócio. Seu objetivo era cobrar por clique, mas enfrentou certa resistência dos varejistas por ser um sistema desconhecido na época. Mas mesmo assim, Romero insistiu até dar certo e oficializar como uma das formas de monetização a cobrança por clique, ou seja, a cobrança por transação realizada. Claro que pode não ser possível para a plataforma manter o controle de todas as comunicações entre o produtor e o consumidor, mas cobrar o consumidor antes que aconteça a interação pode não ser uma opção viável. Em casos assim, a plataforma deve estender seu papel facilitador da interação de modo a incluir mais atividades que criem valor. A segunda opção de monetização é cobrar pelo acesso. Em alguns casos, a monetização acontece por meio da cobrança aos produtores, pelo acesso a uma comunidade de usuários que os uniu à plataforma, não para interagir com esses produtores, mas por diversos outros motivos. Romero implementou esse sistema quando os varejistas estavam receosos de aceitar outras formas de cobrança. Então, o Buscapé cobrava uma mensalidade para que os fornecedores tivessem suas lojas expostas e participantes na plataforma. A UORCANA é um exemplo que rapidamente ganhou destaque na comunidade de designers como plataforma de alta qualidade para profissionais da área, artistas, ilustradores, criadores de logomarca, designers gráficos, tipógrafos, desenvolvedores e outros, exibirem seus portfólios de modo a granjear, a atrair a exposição, credibilidade e feedback valioso de seus pais. Os gestores da Orkana querem proteger a todo custo o valor de longo prazo dessa comunidade especializada. Por isso, não cobram acesso à plataforma, o que poderia enfraquecer os efeitos da rede. Os designers são motivados a colocar seus melhores trabalhos na plataforma, uma vez que isso pode gerar leads para novos trabalhos, enquanto as empresas conseguem acesso a profissionais da melhor qualidade com portfólios que já passaram pelo filtro de curadoria de toda a comunidade criativa. A terceira opção seria cobrar pelo acesso incrementado. Outra alternativa tem a ver com essa oferta de ferramentas que permitem a um produtor se destacar na multidão e ser notado dos dois lados da plataforma. Apesar da abundância de produtores concorrentes e da intensa disputa para atrair a atenção dos consumidores, as plataformas que vêm usando o acesso incrementado como técnica de monetização, cobram taxas de produtores por mensagens mais direcionadas, apresentações mais atraentes ou interações com usuários especialmente valiosos. Esse modelo também foi usado por Romero ao cobrar dos varejistas um plus para que aparecessem primeiros nos resultados de busca. Hoje, plataformas online usam um modelo similar, solicitando aos produtores que paguem por um destaque maior para suas mensagens. Um princípio importante consiste em garantir que os consumidores possam distinguir com clareza o conteúdo promovido, os famosos publis, daqueles que se impulsionaram organicamente. A quarta opção seria cobrar por uma curadoria incrementada. Que nome difícil, né? Mas só parece. Quando a gente pensa nos efeitos de rede, é fácil perceber que quanto mais, melhor. No entanto, os efeitos de rede positivos não consideram apenas a quantidade, mas também a qualidade. Quando uma plataforma atinge um patamar considerado ótimo em termos de volume de conteúdo, pode acontecer de os consumidores terem dificuldade de encontrar o conteúdo de qualidade que tanto desejam, ou seja, há uma redução no valor da plataforma. Nesse caso, talvez os consumidores se exponham a pagar um pouco mais pelo acesso garantido à qualidade. Em outras palavras, por uma curadoria incrementada. Olha esse exemplo. Existe uma plataforma de ofertas e serviços de babá nos Estados Unidos, chamada Citercity, e ela cobra dos pais que a acessam para garantir qualidade e opções. O site, então, realiza um rigoroso trabalho de curadoria e seleção das profissionais, claramente uma fonte de valor adicional significativo para os pais clientes, que estão sempre preocupados com a segurança e bem-estar dos seus filhos. Esse valor percebido é o que permite a Citer City cobrar uma assinatura de seus usuários em vez apenas de uma taxa de transação associada à plataforma provedora do serviço. Você percebe como são possibilidades diferentes sem forçar algo que possa gerar evasão de usuários na sua plataforma. Bom, ainda temos uma outra pergunta crucial para responder. Então quem é que deve ser cobrado? Eu trouxe algumas hipóteses pra gente pensar. 1. Cobrança de todos os usuários. Plataformas raramente cobram de seus usuários da mesma maneira como fazem as empresas tradicionais. A cobrança generalizada, na maioria dos casos, desencorajaria a participação, reduzindo ou até destruindo os efeitos de hit. Segundo, a cobrança de um lado para subsidiar o outro. Como é que é isso? Algumas plataformas cobram de uma categoria de usuários, vamos chamá-los de usuários A, para que outros grupos de membros, o grupo B, possa participar de graça ou até sejam subsidiados ou incentivados a participar. A terceira categoria seria a cobrança da maioria para subsidiar as estrelas. Certas plataformas escolhem subsidiar e incentivar as estrelas, aqueles poucos superusuários cuja presença atrai muitos outros participantes. como, por exemplo, shopping centers fazem ao cobrar muito menos de algumas lojas âncoras maiores ou supermercados pelo valor de público que eles carreiam ao shopping. Mas no caso da plataforma, a estrela movimenta o fluxo online. O quarto modelo seria a cobrança de alguns usuários para subsidiar outros usuários que são mais sensíveis ao preço. A categoria de usuários sensíveis ao preço tem maior tendência de abandonar a plataforma quando é cobrada, matando os efeitos de rede. Assim, faz sentido descontar ou subsidiar esse grupo de participantes enquanto se cobra o preço cheio dos demais. Ah, e te digo uma coisa, a experiência do mundo real mostra que pode ser difícil predizer qual lado de um mercado de plataforma tende a ser mais sensível ao preço. Nunca podemos esquecer que a publicidade é outra forma importante de complementar as taxas de aceitação como uma estratégia de monetização para um mercado, um ambiente de transações. A publicidade torna-se essencialmente uma forma de tributação, onde o dono do ecossistema pode colocar em prática a medida em que o ecossistema amadurece. A Amazon, por exemplo, como marketplace, é um bom exemplo de um mercado muito maduro onde a monetização passa por um conjunto de elementos complexos. O Busca a Pé explorou várias dessas possibilidades, indo da publicidade no começo de sua trajetória como empresa até ampliar a oferta de valor e se tornar um espaço onde a experiência completa do consumidor se comprovava. No percurso do desenvolvimento de seus modelos de monetização, por estarem sempre explorando novas possibilidades, o Buscapé implementou o chamado upsell, ou venda adicional, oferecendo novos serviços como, por exemplo, um seguro a quem havia comprado um eletrodoméstico e por aí vai. O que eu considero muito legal no Buscapé, e em relação ao Romero e seus sócios, é que eles nunca pararam de buscar, inovar e crescer.
A gente estava adorando a pílula para começar a cobrar das lojas, para começar a monetizar. A gente ainda não tem clique suficiente, não tem consumidor gerando clique para o varejista suficiente para que o varejista perceba que ele não pode mais se dar ao luxo de não estar no buscapé. Mas a gente precisa pagar as contas porque o dinheiro vai acabar. E a gente criou modelos de negócio de transição. E, no fundo, foi isso que salvou a companhia da crise, senão a gente teria ficado tentando trazer usuário.
E a gente olhando o negócio do Buscapé e vendo os números e as coisas crescendo, porque o e-commerce crescia naturalmente. Era uma base muito pequena, mas sempre estava crescendo e as pessoas consultando o Buscapé.
Eu tinha convicção absoluta que o Buscapéia ia dar certo. Eu era cego em relação à possibilidade disso não acontecer.
Agora que já falamos de modelos de monetização, podemos entrar nesse tópico de nossa aula que envolve as plataformas, o design. A estrutura visual e de informação é essencial para garantir a conexão entre os consumidores e produtores. Por isso, vamos entender algumas premissas que favorecem essa relação. 1. A facilidade de navegação. Quanto mais fácil é comprar algo, mais coisas são compradas. Alguns cliques aqui e ali e pronto. A navegação simples e manobrável não só promove as vendas, mas torna a experiência muito melhor do que ter que descobrir como comprar algo em um site. 2. A segurança. Lidar com informações confidenciais não é fácil, especialmente nos tempos atuais, quando o acesso às informações é importante para a vida cotidiana. Redes seguras e bancos de dados que armazenam informações de clientes precisam ser protegidos por uma empresa confiável. Isso fará com que o seu consumidor relaxe, pensando que suas informações como cartão de crédito não serão roubadas ou seu endereço residencial comprometido. O nível de conforto com uma determinada empresa pode fazer as compras aumentar quando o consumidor se sente seguro e protegido. O terceiro ponto são os relacionamentos. Construir relacionamento com clientes atrai novos negócios e é uma espécie de anúncio. Os depoimentos e avaliações dos clientes são resultado do negócio realizado e ter boas relações com o cliente para que haja um feedback positivo. As diferenças entre comprar em casa e online são muitas, mas um aspecto importante é ver o produto ou serviço real em ação. A interação humana sempre parecerá pessoal quando se trata de compras, mas os designers precisam fazer isso digitalmente. O quarto ponto muito importante é a visibilidade. A experiência de compra online ou por meio de um aplicativo depende mais de pistas visuais do que de pistas gestuais ou sonoras. A equipe de design deve pensar em uma maneira criativa de envolver logotipos, fotos, texto e anúncios que tornem o site visível para os clientes. Usar o espaço e as cores de maneira eficaz proporcionará uma experiência mais suave ao usuário, assim como faria com um layout de loja bem planejado. Logotipos de empresas, ícones de sistema de pagamento, logotipos da marca podem ser utilizados para tornar o mercado familiar e a experiência memorável. O cinco ponto é que os seus processos sejam simples. As pessoas não gostam de preencher longos formulários para se registrar em um site no qual não estavam investindo muito. As pessoas compram online porque é fácil e requer menos trabalho, tornando todo o processo simplificado e apelando facilmente para os compradores online. Simplificar a página de inscrição para o endereço de e-mail ou número de telefone é mais fácil do que fornecer o endereço, detalhes de cobrança, etc., mesmo antes de finalizar a compra. Para Romero, isso era um dos diferenciais do Buscapé. Para os varejistas, pois eles ofereciam diversas facilidades e serviços que contribuíam para otimizar os processos de compra para os lojistas. O item 6 seria a confiabilidade. Um cliente sempre retorna quando confia em um produto. Então não é surpresa que ser um site ou aplicativo confiável continuará a permitir que cada vez mais bons negócios aconteçam. e também é confiar a uma empresa informações confidenciais, como seus dados de cartão de crédito e outros. Além disso, pesquisa com testes A-B sobre cores, posição dos botões na tela de compra, compõem essa experiência de encontrar a boa usabilidade da plataforma perante o usuário. Nessa mesma direção, há três elementos muito importantes no processo de escolha através do qual o design que você vai considerar é relevante. Primeiro, a pesquisa dos usuários. Conhecer o usuário ajuda a projetar maneiras de satisfazê-lo. Ter maneiras exclusivas de fazer compras atrai novos clientes e faz com que outros voltem. Mas, como este é um mercado para itens novos e usados, as necessidades serão sempre diferentes. O outro ponto é o design de produto. Apresente esta plataforma como uma experiência de compra e navegação únicas, dando aos usuários a capacidade de personalizar sua experiência. Um feed que se baseia em seu histórico de pesquisa, seguidores e pedidos anteriores, oferece uma experiência de personalização. A facilidade do aplicativo também cria uma experiência desejável para o usuário, pois tudo o que ele precisa está a apenas alguns cliques de distância. Outro ponto são as singularidades do design do aplicativo móvel, a chamada plataforma mobile, alguns recursos inovadores, são mais bem usados para uma experiência no aplicativo móvel. O Marketplace, por exemplo, pode ter um rastreamento de pedidos em tempo real para garantir que os usuários tenham olhos em todos os produtos vendidos e comprados. Isso permite um melhor fluxo de comunicação entre usuários, tendo um feed aberto que desperta seu interesse. Eles também criaram uma forma de analisar os insights da plataforma, como e quem está interagindo com seus itens e lojas. Isso ajuda as empresas e os usuários a ver que tipo de item atrai a atenção e quais vendem melhor. Ah, não se esqueça de trabalhar bem as fotos, pois isso também influencia muito a atração dos usuários. Agora vamos entrar nesse último ponto que tem a ver com o planejamento e a estruturação do lançamento de uma plataforma. Bom, entendemos como gerar receita e como proporcionar um ambiente e um design útil ao usuário. Mas antes de colocar sua plataforma no ar, você precisa considerar algumas questões bem essenciais. Lembre-se que este é um modelo de negócio digital, então requer muito cuidado e atenção aos recursos e à tecnologia que você quer utilizar. Além disso, você precisa assegurar que as características que eu vou falar agora estejam sempre super bem resolvidas antes do lançamento. Papel e lápis na mão? Vamos lá! Segurança e autorização Registro para fornecedores e compradores Mecanismo eficaz de gerenciamento do perfil e os dados do usuário Lista de itens de controle Pesquisa e lista de filtros Relatórios de estatísticas e análises Opções de itens de impulso avaliações e resenhas e funcionalidade de pagamento muito clara. Isso significa que se você escolher as ferramentas erradas, poderá ter problemas técnicos ao iniciar, ou seja, velocidade lenta de carregamento da página e assim por diante. Quando se trata do desenvolvimento do zero, sugerimos o uso de tecnologias recentes. Como regra, eles fornecem ferramentas e recursos atualizados e profundo suporte desta comunidade. Como você pode ver, a jornada do usuário e a navegação intuitiva são dois dos princípios componentes da usabilidade. Portanto, se você facilitar a compra de produtos em sua plataforma, o número de vendas vai aumentar e, consequentemente, sua receita. O que mais você deve considerar? Eu te conto. Vamos lá? 1. Estabelecer confiança. Faça o seu melhor para fornecer informações importantes apenas nas páginas do seu site e não sobrecarregá-las com leituras longas. Salve a narração de histórias para outros espaços. Aumente o envolvimento do usuário. Certifique-se de que sua ideia de mercado seja clara para os clientes e de que você tenha a combinação certa entre fornecedores e compradores. Forneça aos usuários uma compreensão completa das vantagens da plataforma e uma variedade de produtos e serviços. Outro ponto diz respeito a como conquistar fornecedores e compradores. O problema do ovo e da galinha é muito comum nos mercados de plataforma. Inclusive o próprio Romero já falou disso nas suas aulas. Portanto, a melhor estratégia aqui é cuidar desse aspecto do lançamento no mercado o mais cedo possível. Incentive avaliações e classificações. Elas provam que o cliente pode confiar em um fornecedor específico quanto à qualidade do produto que irão comprar. E tem uma política de reembolso. Lembre-se que muitas vezes algo pode dar errado e um cliente insatisfeito pode gerar efeitos de rede negativo. Por isso, é essencial estabelecer uma política dessas em plataformas de comércio eletrônico. Essa opção favorece a sensação de segurança do cliente na hora de comprar. E por fim, trago a vocês uma visão sobre as táticas que serão eficazes se você quiser construir um negócio plataforma como o da Amazon e o Buscapé que revolucionaram o mercado. Primeiro, contate e convide vendedores e compradores de outras plataformas. Segundo, pense em alguns guias úteis para o seu mercado. Terceiro, pesquise e forneça a oferta exclusiva para fornecedores e compradores. Quatro, configure modelos de comissão claros e justos. 5. Implemente uma funcionalidade útil para ajudar os fornecedores a controlar a venda de suas mercadorias. 6. Forneça suporte para resolver todos os problemas possíveis. 7. Promova sua plataforma, seja com o SEO do Google, o Search Engine Optimization, a ferramenta de otimização da visibilidade em redes sociais, através de e-mails ou anúncios pagos. 8. E claro, selecione a equipe de desenvolvimento certa. Certifique-se de que a equipe que você escolheu sabe como desenvolver uma plataforma que agregue valor para compradores e vendedores. Preste atenção na organização do processo de desenvolvimento e na tecnologia aplicada. Busque construir soluções confiáveis e de carregamento rápido. Dê preferência às empresas que adotaram a metodologia ágil, um conceito que já foi tratado aqui no Meu Sucesso. Essa abordagem ajuda a fazer alterações em qualquer estágio do desenvolvimento, porque ela te permite responder com mais rapidez e eficácia as demandas do mercado. Dessa forma, você elimina o risco de perdas de mercados que podem ser muito caras. Para resumir, construir um mercado de vários fornecedores, como a Amazon ou como foi o Buscapé, parece ser um verdadeiro desafio. É verdade que requer seu tempo, energia, recursos e habilidades. Mesmo Roma não foi construído em um dia. Ainda assim, espero que, com essas dicas, você lance uma plataforma de sucesso e prospere, como Romero Rodrigues fez de uma maneira incrível. Bom, estamos terminando o papo de hoje, mas não se esqueça de baixar o material complementar dessa aula com o exercício de fixação para reforçar tudo o que falamos. Eu te vejo novamente na última aula desse super estudo de casa e que você tenha muito sucesso até lá. Abraços! E aí.
More from Romero

COMO CONSTRUIR UMA EMPRESA DE BILHÕES (SEGUNDO O CRIADOR DO BUSCAPÉ) | Second Level #07









