3 3 Como implementar estratégias de crescimento em plataformas —

Fernando Moulin and Romero Rodrigues break down how platforms grow through different life cycle stages, what metrics matter for staying competitive, and how to balance what consumers and producers actually need.
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Olá!
Seja bem-vindo à terceira aula do Estudo de Casas do Romero Rodrigues. Meu nome é Fernando Moulin e estou muito feliz por termos a oportunidade de conversar ao longo de algumas aulas juntos, para que você possa aprender e aprimorar seus conhecimentos sobre a construção de modelos de negócio baseados em plataformas. Também sou empreendedor, professor e especialista em transformação digital, aceleração de negócios digitais e gestão da experiência do cliente, com mais de 20 anos de experiência em grandes empresas, atuando em diversas áreas e setores de atividade. Na aula de hoje, você vai conhecer os elementos que contribuem para o crescimento das plataformas. Para que a execução seja bem-sucedida e a sua plataforma cresça com robustez e lucratividade, vamos analisar alguns aspectos essenciais, como as etapas do ciclo de vida das plataformas, métricas para avaliação da competitividade e como gerir os interesses de consumidores e produtores. Você vai perceber que quando uma plataforma estabelece um modelo de negócios que supera as expectativas de consumidores e produtores e providencia uma excelente experiência, é configurado um ciclo virtuoso de crescimento que potencializa a capacidade de gerar valor para todos os participantes deste ecossistema. Bora começar?
E aí E a gente entrou em 2002 fazendo tudo o que podia e não podia. Então, a gente começou a licenciar a tecnologia para vários portais. Então, a maioria dos shoppings naquela época dos portais, o shopping da MSN, o shopping do Yahoo, o shopping do Tesla, o shopping da Globo, o shopping do UOL, e assim por diante. Na verdade, era o Buscapé, toda a tecnologia do Buscapé por trás, e a gente cobrava FIIs de licenciamento. Começamos a vender informação para os fabricantes. Então, a Sony queria saber quem vendia câmera digital acima do preço, abaixo do preço. E a gente ficou valente também pra ir atrás das lojas e começar a cobrar as lojas. E assim foi, a gente foi convertendo as lojas todas em lojas pagantes. Menos uma. Aquela cujo diretor não atendia as nossas ligações desde junho de 99, quando a gente tinha lançado o site e que tinha pedido pra sair do resultado. E aí a gente teve que tomar uma decisão muito difícil. Foi a primeira vez que a gente tirou uma loja do resultado de busca. E numa terça-feira, essa loja passou o dia inteiro fora do resultado.
Alô!
Se você não me colocar de volta no resultado até o final do dia, eu vou te processar. Percebeu? Percebi, as vendas caíram. A gente percebeu, foi ver o que era e viu que não estava mais no resultado de busca de 1.600. Naquele momento eu falei, cara, essa história de não dar mais preço pro telefone, essa história de o consumidor ter que ficar assim, pra baixo, correndo atrás de preço, isso acabou de uma vez por todas. Se a gente ainda pequeno perto do que a gente pode ser, a gente conseguiu transferir esse poder da mão do varejo pro consumidor e com esses usuários que a gente tem, que não eram tantos ainda naquela época, a gente conseguiu convencer um lojista, um varejista desse tamanho a querer voltar, tem alguma coisa aqui.
Como vocês puderam ver no episódio, Romero fez no Buscapé apostas muitas vezes ousadas junto com seus sócios em momentos de dificuldade. Mas sempre procurou manter a essência de alguns dos valores que nortearam a fundação da empresa, como dar poder ao consumidor. E também o fomento ao que a gente chama de cultura do fracasso. Essa é uma forma super interessante de praticar a inovação contínua, por deixar claro que o fracasso é algo que tem que ser considerado parte da realidade de uma plataforma que está sempre buscando novas maneiras de crescer e trazer relevância para os seus usuários. Se você tem interesse em ganhar mercado como o BuscaPé conseguiu, é hora de entendermos um conceito cada vez mais atual e de enorme relevância para o seu sucesso. conceito de crescimento contínuo e escalável. Como definir em que consiste esse crescimento, ou se ele está concorrendo a taxas maiores, iguais ou menores do que o próprio crescimento da concorrência e do próprio setor? Para entender isso melhor, é válido retornar à definição do próprio conceito de plataforma, que em si é muito simples. Plataformas nada mais são do que lugares em que produtores e consumidores podem entrar em contato, e estas interações geram valor para ambas as partes. Com o advento do mundo digital, a internet e as tecnologias a ela associadas passaram a proporcionar às plataformas contemporâneas uma capacidade de transformar aceleradamente o modelo de negócios em que elas estão inseridas. tornando até mesmo o próprio setor econômico a que pertencem completamente diferente. Ser capaz de aproveitar essas possibilidades e crescer rapidamente, atraindo novos consumidores e produtores para a plataforma a taxas interessantes a partir de um determinado momento no tempo, que nós chamamos de ponto de inflexão, que se tornam cada vez mais rápidas, é o que define um crescimento contínuo e escalável. Neste contexto, é importante explicar que no mundo das plataformas, a internet deixa de ser um mero canal de distribuição, em inglês a gente chama isso de pipeline, e passa a operar como uma poderosa infraestrutura de criação e desenvolvimento de novos modelos de negócio. Ou seja, traz um potencial alavancador de ganhos de eficiência e receita em escala. Além disso, com a convergência entre ambientes físicos e digitais, a internet também passou a conectar e a coordenar objetos no mundo real. Por exemplo, quando você utiliza o seu celular para coordenar o funcionamento de um eletroeletrônico, vamos dizer, a sua televisão ou qualquer outro aparelho na sua residência, você está transformando essas plataformas em realidades multidimensionais que ampliam esse poder de gerar crescimento e monetização para todos os constituintes desse ecossistema. Pois bem, mas como isso funciona na prática? Vamos imaginar que você está planejando o lançamento do seu novo e muito sonhado empreendimento, uma loja de produtos para o segmento PET. Afinal, este setor parece não vivenciar crises, ele cresce a taxas superiores ao duplo dígito ano após ano. Pois bem, certamente nesse processo de planejamento você já procurou maiores informações sobre locais e poderia abrir sua loja e descobriu que vai ter que arcar com custos de aluguel, com instalações, com os custos de abertura, documentação, funcionários, água, luz, enfim, todos os outros custos necessários para iniciar suas operações, não é mesmo? Porém, e se nós mudássemos o seu planejamento e resolvêssemos transformar as características desse seu novo negócio? O que aconteceria se ao invés de abrir aquela loja física que você vinha planejando, o seu objeto de desejo passasse a ser fazer uma rede social que aproximasse os clientes daquela região geográfica de todos os prestadores de serviço pet que ali atuam? disponibilizando informações, produtos, serviços, trazendo todos os principais parceiros que atuam no setor, que estão nessa região, dentro dessa rede social, para que qualquer consumidor interessado possa fazer uma melhor escolha daquele parceiro que vai ser capaz de cuidar melhor do seu animalzinho de estimação tão amado. Você percebe que os custos para incluir um novo fornecedor da região ou um novo cliente nessa nova rede social que a gente vai agora, dentro do nosso exercício, da nossa aula, passar a chamar de plataforma, seriam infinitamente menores do que aqueles custos que você teria de abrir a loja física, em cada ponto necessário para atender ao mesmo volume de clientes? As plataformas possibilitam o crescimento com custos marginais próximos de zero de forma extremamente eficiente, bem como potencializam as oportunidades oriundas do efeito de rede para garantir o crescimento em escala. Quanto mais usuários na plataforma, mais fornecedores. E quanto mais fornecedores, mais clientes em potencial, gerando maior valor para todos os participantes desse ecossistema. Legendas Bem, para que possamos entender cada vez melhor como funciona o processo de evolução dos negócios de plataforma, é fundamental estudarmos juntos quais são os pilares que definem o seu crescimento desde o início, que normalmente é muito pequeno, mas que pode chegar a transformar completamente os setores econômicos em que atuam, bem como os hábitos dos usuários e da sociedade em geral. O protagonista do nosso estudo de casa, o Romero, começou a entender ainda melhor o tamanho do impacto que o busca-petinha pela comunidade Amara.org na vida das pessoas Quando ele teve uma conversa informal durante os primeiros anos da empresa e os seus amigos diziam que tinha um novo hábito sendo criado, o hábito de comparar preços pelos consumidores que usavam a internet para realizar compras ou pesquisas de preço. E esse é um sinal qualitativo de que a plataforma do Romero, no caso o Buscapé, estava trazendo um impacto muito relevante. Da mesma maneira que a expressão pegar o Uber ou dar um Google se tornaram vocábulos recorrentes em nosso dia a dia, a gente às vezes nem sabe mais como viver sem, não é? Mas como você pode chegar lá ao conceber seu próprio negócio como uma plataforma? A criação de uma plataforma demanda uma aplicação muito diferente das estratégias de marketing utilizadas pelas empresas tradicionais, que são aquele modelo pipeline que a gente já falou. Estas empresas costumam fazer uso bastante recorrente de técnicas de marketing que estão baseadas no modelo que a gente chama PUSH, ou seja, um marketing de impressão em que a gente empurra os consumidores para que eles sejam acessados por intermédio de canais específicos de comunicação que a empresa possui ou contrata. Em uma época anterior, em que havia escassez e opções limitadas para os consumidores, bastava aos profissionais de marketing repetir com frequência os seus apelos comerciais para serem ouvidos pelos consumidores em potencial. Porém, atualmente, esse modelo não funciona mais tão bem de maneira isolada, porque o nosso mundo está cada vez mais interconectado. E neste mundo interconectado, as redes permitem um acesso democratizado aos canais de marketing e comunicação. Portanto, no marketing de plataforma, as estratégias pull, ou seja, de atração, são mais importantes e eficazes que as estratégias push, porque as pessoas ficam mais dispersivas diante de uma infinidade de alternativas que estão a nosso alcance a apenas um clique. Além disso, no caso de uma plataforma de negócio, o comprometimento do cliente à regularidade de uso acabam sendo mais importantes para definir a verdadeira adoção do produto ou serviço oferecido do que o próprio número de cadastros, downloads ou vendas pontuais. Por isso que um ambiente de acesso a democratizadas redes, no qual impera esse marketing de atração ou marketing pool, que a gente comentou agora há pouco, tornam-se menos importantes as vantagens que as grandes empresas têm. Por sua própria natureza, como o tamanho do seu negócio, a experiência acumulada no setor ou a ampla disponibilidade de recursos financeiros, técnicos e pessoais que possuem. Portanto, se você é um empreendedor iniciando seu projeto, não se deixe intimidar pela presença de um concorrente gigante ameaçando seu espaço. Como há novas regras do jogo, se você souber dominá-las, terá boas chances de sobreviver e prosperar. De acordo com os estudiosos sul-coreanos Yoon Hee Kim e Yeh Wook Yeo, conforme os negócios de plataforma vão se tornando mais importantes, passa a ser crucial tomar decisões estratégicas assertivas que considerem os fatores de influência mais relevantes ao longo de cada estágio do seu crescimento. pensando tanto em termos de usuários quanto de receitas. Ainda segundo esses pesquisadores, entender como constituir um novo negócio com a perspectiva de uma abordagem dinâmica que explique como entrar e expandir a atuação em um mercado específico passa pela análise de quatro estágios distintos de crescimento de uma plataforma. Esses quatro estágios são Número 1, o início, o modelo de entrada. Número 2, o crescimento. Número 3, a expansão. E o quarto estágio, o estágio de maturação. A correta execução estratégica em cada um desses estágios possibilita o estabelecimento de um modelo de crescimento da plataforma, que vai ser sustentável, exponencial e escalável. Nesse contexto, diferentes elementos-chave precisam ser examinados para entender melhor o ciclo de vida de um negócio-plataforma. Através da boa aplicação desses elementos e princípios, é possível atingir crescimento sustentável com inovação, ao mesmo tempo em que se reduz as taxas de falha ao estabelecer e criar seu empreendimento. Nós vamos agora falar um pouco mais de cada um dos quatro estágios de crescimento durante o ciclo de vida de uma plataforma. Estágio inicial. É fundamental realizar análises de mercados internas, que constituem as fortalezas e fragilidades do negócio, bem como as externas, que trazem as oportunidades e ameaças. para selecionar o modelo de negócio de plataforma mais adequado para que você lance e inicie o seu projeto. Entender as estratégias de marketing pool, de atração, e analisar as propostas de valor da concorrência são elementos fundamentais para se lançar uma nova plataforma com êxito. Estágio número dois, estágio de crescimento. Nessa fase, é necessário resolver o clássico dilema do ovo e da galinha, que o próprio Romero comenta nas aulas dele e que está sempre presente na construção de um mercado que efetivamente seja bilateral para que se potencializem os efeitos positivos de rede. O que é o dilema do ovo e da galinha? Como cada parte depende da outra para existir, começar a construir uma base de usuários recorrentes é geralmente um enorme desafio que demanda um correto entendimento dos fluxos de valor entre compradores e produtores e como nós vamos fazer para romper essa inércia que pode impedir o desenvolvimento da plataforma, fazendo com que uma parte interaja com a outra. Assim sendo, um dos maiores desafios enfrentados pelos negócios de plataforma na fase de crescimento consiste em definir qual desses dois grupos de participantes deverá ser estabelecido como o grupo inicial foco de usuários, a partir do qual posteriormente se encorajará a adesão de novos participantes do ecossistema ao mesmo tempo. Para resolver essa questão, a maioria das plataformas oferece um modelo de subsídio indireto ou de subsídio cruzado, de acordo com os atributos do seu modelo de negócio. É fundamental nutrir e reconhecer adequadamente os primeiros grupos de usuários da plataforma, pois a adesão de outros membros depende substancialmente da coragem e resiliência desses primeiros clientes e usuários que estão lá. No caso do Buscapé, Romero e seus sócios rapidamente entenderam que quem teria os maiores custos para usar a plataforma seriam os clientes finais. e que para os vendedores qualquer custo com cliques no buscador estaria efetivamente embutido no valor de venda do produto ou serviço, seria uma pequena parte do custo de aquisição. Esse entendimento adequado do fluxo de valor na plataforma possibilitou seu correto desenho estratégico e operacional. Assim sendo, para facilitar a adesão de cada vez mais clientes finais, que despertaram o interesse amplo de inúmeros varejistas de variados portos em participar da plataforma de negócios, foi sendo constituído esse crescimento. Estágio 3 – Estágio de expansão Nesse estágio, é essencial atingir a massa crítica de usuários, que é necessária para acelerar o potencial ganho dos efeitos positivos e multiplicadores de rede. Uma vez resolvido o dilema do ovo e da galinha, como falamos no nosso estágio 2, seja do lado da oferta, seja do lado da demanda, em algum momento se atingirá um número de usuários crítico, a partir do qual haverá uma rápida curva de inflexão e crescimento exponencial. Este ponto de massa crítica de usuários é atingido quando passa a ser mais interessante para o consumidor procurar o seu fornecedor de um produto ou serviço dentro da plataforma, porque ele sabe que lá irá encontrar as melhores opções sem precisar ampliar o seu leque de buscas. Da mesma maneira, também fica mais interessante para o produtor estar nessa plataforma fazendo novos negócios do que em outros canais ou em outros estabelecimentos. Estes movimentos são fundamentais para criar uma força de crescimento motriz acelerada e extremamente poderosa. Bom, você já viu que os efeitos de rede são um dos determinantes essenciais do sucesso, ou não, de um negócio de plataforma. Quarto estágio, estágio de maturação. Por fim, no estágio de maturação, se consolida a estratégia de gestão da qualidade da plataforma, bem como toda a estrutura de geração de receita recorrente, sendo ambas essenciais para o estabelecimento do ecossistema de negócio de um modo mais consistente e transformador. Uma plataforma irá fracassar se os seus participantes não estiverem continuamente alimentando ela e participando ativamente do ecossistema, criando interações, mesmo que ela já esteja consolidada no mercado. O negócio de plataforma deverá gerenciar a qualidade dessas interações em todo o ecossistema criado, sempre considerando como melhorar a fidelidade dos participantes, assegurando fluxos contínuos e otimizados de geração de valor em novos negócios. No caso do Buscapé, o nosso protagonista sempre procurou desenvolver obsessivamente soluções para o cliente final, que era o seu público-alvo primário. Em paralelo, ele trouxe condições similares para que os pequenos e grandes varejistas pudessem ofertar seus produtos e serviços com excelência e lucratividade em condições justas de competição. Essa dinâmica tênue e gerenciada continuamente foi fundamental para manter o crescimento e sucesso do Buscapé ao longo dos anos. Agora que nós entendemos um pouco melhor as etapas do ciclo de vida de uma plataforma, torna-se muito importante analisarmos juntos como medir se a evolução deste negócio de plataforma está ocorrendo em linha com as nossas expectativas de resultados. Como dizia um dos maiores especialistas em gestão da história, William Edward Damien, famoso professor Damien, não se gerencia o que não se mede. Não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia. O protagonista de nosso estudo de caso, o Romero, procurou ir ajustando os indicadores de gestão e monetização acompanhados por sua equipe, conforme o negócio do busca-pé crescia e evoluía, acompanhando dados como a receita gerada pelo licenciamento, depois o número de cliques e transações, o número de usuários e acesso dentro dessa plataforma, o número de varejistas cadastrados e ativos e muitos outros indicadores. Mas quais seriam os principais indicadores e métricas a acompanhar e gerenciar enquanto você concebe o seu próprio negócio como uma plataforma? O fato é que as métricas tradicionais, que organizam e orientam as empresas de pipeline, pouco se aplicam ao conceito de plataforma. Segundo os autores do importante livro, Plataforma, a Revolução da Estratégia, priorizar e medir as coisas erradas consiste em um recorrente fator de fracasso de promissores modelos de negócio plataforma. Talvez um dos principais indicadores de sucesso seja medir o volume de atividade, isto é, o número total de interações satisfatórias que os usuários da plataforma trocam entre si. Como as plataformas geram valor efetivo devido ao impacto dos efeitos de rede que são capazes de proporcionar, as suas métricas de gestão devem procurar medir assertivamente o índice de sucesso de interação e os fatores que contribuem para isso. Aí você pode estar pensando, puxa, ok, eu entendo tudo isso. Mas qual o indicador que eu acompanho objetivamente para medir o êxito do meu negócio? Um interessante estudo realizado pela Constituiria de Gestão Deloitte, que foi desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial, analisou diferentes plataformas que tiveram muito sucesso em todo o mundo e sugeriu algumas métricas-chave que são bastante importantes para acompanhar a evolução e o crescimento de um negócio de plataforma. Veja agora comigo algumas dessas métricas e quais são os seus significados. Por exemplo, a receita. Ainda que não seja uma métrica específica para o negócio de plataforma, a gente não pode evitar o fato de que o negócio que não gera receita se torna um negócio insustentável. Então, qualquer negócio de plataforma precisa gerar receita, seja no presente ou demonstrar um grande valor potencial e futuro de geração de negócio. Assim sendo, é importante acompanhar esse indicador desde o início. Um outro indicador muito importante é o número de usuários ativos da plataforma, tanto dos consumidores quanto dos produtores, ao longo de determinado período de.
Tempo.
Um indicador que é bastante importante para qualquer plataforma é a taxa de conversão que ela possui, ou seja, o percentual de buscas que ocorrem e que resultam em interações ou vendas. Enfim, eu chamo a sua atenção para um outro indicador que eu considero bastante importante, que é a quantidade e a qualidade das avaliações de produtos ou serviços que são realizadas na plataforma. Como, por exemplo, avaliações, ratings, pesquisas, likes, isso é muito importante. Veja, existem infinitas formas específicas de medir o sucesso de sua plataforma, ou não. Elas dependem integralmente do tipo de produtos e serviços oferecidos. Como exemplo de mercado, eu posso te mencionar que o Alibaba, por exemplo, acompanha com muita atenção um indicador que se chama Share de Receita da plataforma que é capturado pelos fornecedores. E compara isso com a receita que fica com a plataforma em si. Desequilíbrios nesse indicador indicam quando a plataforma pode ficar pouco interessante para o próprio Alibaba ou para os seus parceiros. Ou, vamos dar um outro exemplo, o Uber. O Uber acompanha intensivamente a relação entre novos usuários trazidos pelas mídias orgânicas e próprias, que não tem custos ou tem baixíssimos custos, versus o número de novos usuários trazidos pelas ações de mídia paga, porque ele precisa garantir um equilíbrio adequado na equação de custos de aquisição de novos usuários para o seu serviço. Mas, em linhas gerais, esses indicadores que eu acabo de listar poderão dar um bom norte para o seu planejamento do negócio plataforma. Nunca se esqueça de medir se a sua plataforma gera interações positivas e frequentes, garantindo aquele ciclo virtuoso dos efeitos de rede. Se você está sendo capaz de atrair e manter consumidores e produtores que transacionam frequentemente dentro da plataforma e se ela gera valor efetivo a esses participantes do.
Ecossistema. Então, a gente foi muito focado de 99 até final de 2005. 2003, a gente triplicou. 2004, a gente triplicou de tamanho. 2005, a gente triplicou de tamanho. Lucrativo todos esses anos, margens altas, 40% de margem Bidá. Final de 2005, eu queria muito expandir. E a gente só fazia comparação de preço, comparação de preço, comparação de preço. Mas o nosso plano de negócio original, lá de trás, tinha quatro pilares. Era preço, era loja, fazer certificação de loja, era fazer review de produto, avaliação de produto e fazer pagamento. E nesses anos, a gente viu o PayPal crescer, a gente viu o PagSeguro surgir e a gente falou, agora é a hora. E os nossos sócios, investidores, estavam super felizes com a companhia. Mas eles falaram, olha, a gente, se achar um investidor que compra a nossa parte, a gente prefere. Sai agora, você segue plano com o próximo investidor. O founder, ele é inquieto e ele é razoavelmente paranoico, como dizia o Andy Groove, que foi da Intel, porque a tecnologia é implacável. Se ela é implacável com negócios da economia tradicional, ela é muito mais implacável com outras empresas de.
Tecnologia. Agora que entendemos um pouco melhor as etapas do ciclo de vida de uma plataforma e também como medir com indicadores o sucesso ou não de nosso negócio, torna-se muito importante analisarmos juntos o que fazer para gerenciar os interesses de consumidores e produtores neste tênue e poderoso equilíbrio bilateral do modelo de negócio consumidor e produtor. Nunca demais reforçar que não existe plataforma que cresça exponencialmente sem haver interações frequentes e em volume entre consumidores, que são a demanda, e produtores, que representam a oferta, que levarão como consequência a alavancagem do potencial de negócios causada pelos efeitos de rede, sobre os quais já falamos nesta e em outras aulas do estudo de casos. Então, o que podemos fazer para garantir que nossos consumidores e produtores seguirão usando cada vez mais a plataforma, sempre bem atendidos e satisfeitos? Em linhas gerais, quem produz quer vender, cada vez mais, com mais frequência. Altos volumes e para consumidores fiéis e recorrentes. Da mesma maneira, quem compra quer uma plataforma que tenha as melhores condições possíveis para resolver rapidamente o seu desejo ou necessidade de consumo, onde sabe que vai poder consumir com rapidez produtos e serviços de qualidade, dentre outras coisas, por exemplo. Parece óbvio, e é, mas realizar essa gestão é muito tênue e exige uma operação robusta e monitorada o tempo todo. Portanto, eu vou deixar algumas dicas simples que talvez possam te auxiliar para realizar essa gestão da relação produtor-consumidor com maior propriedade e foco. Primeira dica. Garanta que, do lado da oferta, haverá benefícios e vantagens parecidos para os produtores de maior e menor porte, desde que eles assegurem a qualidade e a boa entrega dos produtos e serviços que oferecem. Somente assim você fomentará um ecossistema justo e atraente para ter muitas ofertas, as quais, por sua vez, possibilitarão a amplitude de escolhas dos consumidores, dentro de regras claras e bem definidas. Segunda dica. Monitore o número de transações e interações realizadas por cada produtor e mensure a receita que efetivamente sua plataforma traz para eles, pois ela precisa ser importante no faturamento previsto por esse participante para que ele se interesse em fazer cada vez mais negócios na plataforma. Disponibilizar painéis de relatórios que o produtor possa acompanhar, com estes indicadores e outros que o ajudem a ver como a plataforma apoia o próprio crescimento da sua empresa, em geral, são ferramentas extremamente úteis e que fazem toda a diferença. Terceira dica, acompanhe a qualidade, via avaliações ou pesquisas, dos produtos e serviços oferecidos aos consumidores, sendo incansavelmente obsessivo na gestão dessas interações de excelência e eliminando produtores que não atinjam os padrões estabelecidos e definidos pela plataforma. Fornecedores que não tragam experiências excepcionais aos seus clientes não deveriam fazer parte do seu modelo de negócio. Quarta dica. Assim como é fundamental monitorar o volume de transações e valor gerado para cada fornecedor, que foi a minha segunda dica, faça o mesmo para o consumidor. Clientes satisfeitos fazem cada vez mais transações na plataforma e sempre a visitam, além de indicar o seu uso e viralizar a sua satisfação, ou os problemas, para outros potenciais clientes. Eu espero sinceramente que essas recomendações te ajudem no desafio diário de manter um saudável relacionamento entre produtores e compradores em seu negócio de plataforma. Bom, vimos várias questões que podem te ajudar a impulsionar o crescimento do negócio plataforma. Antes de finalizarmos a aula, eu gostaria de lembrar que temos um material complementar disponível para download. Neste material, você vai encontrar o exercício de fixação desse nosso encontro e vai poder verificar o que aprendeu. Aproveite e compartilhe com a gente o que você achou. Te vejo nas próximas aulas e eu espero que você tenha curtido o que comentamos hoje. Um abraço e até.
Logo! Vamos ao passo a.
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