Do zero ao Buscapé (01/15): A Amizade

Rodrigo, Mário, Romero Rodrigues, and Ronaldo met in high school and at USP's Escola Politécnica, then formed a tight group that studied and socialized together. A memorable bus ride during their first week brought Romero and Ronaldo closer, setting the tone for the friendships that would later fuel their shared projects.
Chapters
Eu conheci os outros três Buscapés aí. O primeiro foi o Mário mesmo, desde o colegial.
Eu estudava no Bandeirantes, no colegial, junto com o Rodrigo.
O pessoal pediu pra ele trabalhar lá como professor de geografia, porque ele me manjava muito.
O vestibular, a faculdade, ele foi pra engenharia e eu fui pra administração.
O Romero e o Ronaldo eu acabei conhecendo na classe da faculdade.
Eu estudei engenharia na USP, na Poli.
No caso do Romero, eu conheci ele um pouco antes.
Na verdade, o Ronaldo foi a primeira pessoa que eu conheci. Eu estava indo para a faculdade, achando que eu estava indo para o meu primeiro dia de aula.
Isso porque já era a segunda ou terceira semana.
Peguei um ônibus ali na Augusta, estava descendo em direção à cidade universitária, e eu vi um japonêszinho careca.
Escolhe um lugar ali para sentar e, coincidentemente, ele vai lá e senta do meu lado.
Eu não sabia nem qual ponto eu tinha que descer, nem nada, já sentei do lado dele.
Poxa, deixa eu te perguntar uma coisa. Você tá indo pra polia? Eu falei, eu tô.
Em cinco minutos de papo, eu descobri que, na verdade, já estavam tendo duas semanas de aula. Uma semana ou duas, e eu já tava completamente atrasado.
E, né, eu não conheço nada, não sei pra onde eu tenho que ir, o que eu tenho que fazer e não sei o quê.
Os dois fazendo o mesmo curso de engenharia elétrica, ele falou, você tá na minha classe com certeza, que é dividido por letras e tal. Me segue. Eu falei, beleza. Ele soltou do ônibus, eu soltei atrás dele. E a gente entrou ali numa área que tem da escola politécnica, que chama Bienio, bem no intervalo, explotado de gente.
Um monte de oriental careca, e aí você imagina um monte de oriental careca ali.
E obviamente eu me perdi dele, então eu entrei seguindo ele e saí seguindo outro cara.
E começou a acompanhar, e começou a participar das aulas daquele cara.
E ainda assisti alguns dias a aula em outra classe de elétrica. E aquele cara simpático que tava no ônibus comigo se tornou um cara quieto, estranho. Ele não falava mais nada. Lá pelo terceiro, quarto dia, não foi surpresa que eu tava num desses intervalos. Chegou um japonês, já um pouco mais cabeludinho e falou... Pô, meu, você sumiu aquele dia depois do ônibus.
Aí ele dá uma olhadinha e ele fala... Pô, Ronaldo, é você, cara! Pô, meu, cara, você não vai acreditar, mas eu te perdi no meio da faculdade. Eu achei que você era um cara ali, até que depois de uns dois dias eu perguntei pra você. Pô, Ronaldo, por que você tava chamando de Ronaldo?
Foi engraçado essa história.
Eu não lembro exatamente o dia que a gente se conheceu de amizade. Tinha um grupo de amigos e a gente se deu melhor.
Afinal a gente acabou se identificando, os três.
Tem até a liga aí de querer sempre estar buscando fazer projeto novo, querer fazer coisa nova.
Formamos um grupo que acabava saindo junto, discutindo junto, estudando junto.
Às vezes a gente até revezava aí algumas... algumas aulas, então, hoje eu tô super cansado, eu vou dar uma dormida ali no sofá da faculdade, você vai lá na aula e assina pra mim.
E aí veio naturalmente a ideia de tentar diferentes negócios juntos.
E aí que surgiu a amizade dos três.
O Rodrigo tinha uns amigos da faculdade dele, então em festas de faculdade, que geralmente era onde a gente se encontrava, né, os amigos, Ele trazia o Romero e o Ronaldo.
E foi aí que a gente conheceu o Mário. Na verdade, eu conheci o Mário numa balada da GV.
E aí, no churrasco, nos festas, eu fui conhecendo o pessoal. Então, ficamos aí amigos os quatro.
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