Do zero ao Buscapé (02/15): Empreendedorismo

Romero Rodrigues and colleagues describe starting at USP, convincing professor Wilson Ruggiero to let them intern unpaid in a network lab with Fernando Redígolo, and building tools to monitor internet speeds before joining Borges and Ronaldo to create Buscapé.
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Desde o primeiro dia de faculdade eu estava sempre pensando em alguma coisa que eu poderia fazer, alguma coisa que poderia ser desenvolvida, e eu encontrei esse perfil parecido tanto no Rodrigo quanto no Ronaldo.
Sempre fomos muito curiosos.
E os três compartilhavam uma sede muito grande por aprendizado.
Eu e o Romero já trabalhávamos juntos em um laboratório de arquitetura de redes dentro da USP.
Acho que levou uns três meses até a gente convencer o professor Wilson Ruggiero, que é o coordenador, a nos dar um estágio junto com o Fernando, que era o administrador da rede, o Fernando Redígolo, e no começo, obviamente, não remunerado.
Nem pelo retorno financeiro, e sim para ter conhecimento de novas tecnologias e, principalmente, internet que estava surgindo.
E, naquela época, a rede acadêmica tinha três links só que conectavam o Brasil ao resto do mundo.
Onde iniciou a internet no Brasil foram nas universidades. E a Poli, como referência em tecnologia, também tinha sua divisão.
Eu lembro da primeira vez que eu vi a internet, era uma tela preta, tudo escrito, texto, como se fosse sendo um terminal. E os links eram um texto mais clarinho. Eu falei, cara, é isso que eu quero estar envolvido.
A nossa bolsa inicial era para o desenvolvimento de um software, uma bolsa não remunerada, que monitorasse a velocidade dos links de internet.
E no caso, eles estavam imersos 100% do tempo já em tecnologia e também internet. Quando surgiu, eles surgiram juntos.
A gente começou até a ter contato com os outros profissionais, começou a conhecer como é que funcionava desenvolvimento de software, desenvolvimento de administração de servidor.
E aí veio naturalmente a ideia de tentar diferentes negócios juntos.
O Romero, o Ronaldo e o Rodrigo já tinham outro projeto, né, quando eles estavam na pole de uma software house.
Teve cliente, a gente conseguiu vender um software e tal.
Mas era um projeto que não... ele precisava ter escala, precisava ter muita gente, precisava ter investimento pro negócio continuar seguindo. Então chegou um momento ali que a gente parou.
Foi bacana, deu pra gente aprender muito, teve muita coisa errada.
Então... Eu acho que foi uma questão até de tempo de realmente surgir a ideia certa e a gente sentar e falar, vamos investir nisso.
Depois a gente acabou juntando eu, o Borges e o Ronaldo pra construir o Buscapé, com a ideia do Buscapé.
Eles me chamaram aí num Franz Café e falaram, olha, você ajuda a gente, não cobra nada, você não quer ser nosso sócio e tal.
Aí foi aí que a gente resolveu se juntar mesmo e unir forças aí pra implementar o Buscapé.
Não foi uma coisa planejada, foi espontâneo, foi surgindo.
E aí.
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