Do zero ao Buscapé (08/15): Primeiros Investidores

Trecho de um vídeo/transcrição em que os fundadores do Buscapé narram o período dos primeiros investimentos: a criação de um press release, a repercussão inesperada, o surgimento de propostas de investidores entre julho e novembro de 1999, e reflexões pessoais sobre trabalho intenso e surpresa com o interesse do mercado.
Chapters
Acho que o primeiro momento que não.
Foi um investimento foi na hora que a gente preparou um press release. Eu e o Romero escrevemos com o Ronaldo um texto, mandei para um amigo meu que era jornalista, nem era jornalista, estava fazendo o ECA na época.
Amigos nossos que eram jornalistas, advogados, todo mundo ajudou um pouquinho na construção do início.
Compramos todos os serviços de tecnologia da banca, entramos em todos os sites de tecnologia da internet, montamos um release e enviamos aquela notícia para o mercado.
Chegou a assustar um pouco até porque quatro moleques, na época, realmente ter uma repercussão como girou naquela época realmente foi uma coisa bastante assustadora.
Aí a gente falava, poxa, que bacana, tá surgindo um mercado que a gente nem imaginava.
Foi engraçado porque era um momento que, assim, foi tudo muito caótico, muito maluco, porque... Acredito que foi assim, surgiu, não foi vamos procurar um investidor, de repente surgiram pessoas interessadas, olha vamos conversar tal, poxa interessante esse projeto.
Como qualquer boa mãe o seu filho é o mais lindo do mundo, então a gente obviamente ficou surpreso, chegamos a ter oito, cerca de oito propostas de investimento, isso lá por volta de julho a novembro de 99.
Quando a gente teve a primeira reunião com o investidor, eu até lembro que... né, conversamos, apresentamos a ideia, eles tinham adorado a ideia.
Era uma coisa normal naquela época até, e a gente acompanhava muitas notícias de internet, e não chegou a ter esse grande susto e falar, nossa, estão querendo investir no Buscapé, porque a gente lia notícias, sites que eram com apelo muito menor que o Buscapé, e aqui no Brasil e fora, que recebem no Capital pra investir.
Terminada a reunião, tava indo pra casa, até lembro que Tava lá dirigindo, eu nem sabia direito pra onde eu tava indo, mas eu lembro que na minha cabeça passava um filminho, começou a passar um filminho. De todas as madrugadas que a gente ficou ali fazendo, ficamos desenvolvendo o negócio, dormir duas horas por noite por um ano inteiro, finais de semana, domingo, até... abrimos mão de lazer, de relação familiar, então a gente abriu mão de muita coisa, então naquele momento passou um filminho na minha cabeça ali, falando, poxa, realmente todo aquele trabalho que eu tive, todo aquele esforço que eu fiz naquela época, culminou exatamente naquela reunião.
Eu falei, caramba, realmente né, se os outros estão acreditando, porque que só validou que a gente estava Buscando, né?
Então, o primeiro investimento do Buscapé foi divertido porque a gente estava completamente despreparado. Nós tínhamos um plano de negócio interno, mas era um plano de negócio nada vendedor, nada estruturado, com algumas ideias. Mas é engraçado, porque ao mesmo tempo que ele é completamente amador, completamente desleixado até, ele tem todas as ideias centrais lá.
Uma coisa que a gente acreditava era, o negócio tinha potencial.
Quer dizer, se você espreme, faz um concentrado do nosso business plan atual hoje, ele estava lá naquele business plan também.
Independente se ele podia gerar dinheiro, se ele realmente iria ser usado ou não, o negócio em si, a prestação de serviço em si que o Buscapé faz é realmente excelente.
Mas eu não fiquei tão surpreso, eu não fiquei tão surpreso.
Mas você ajudou a fazer uma empresa desse tipo, caramba!" Eu falo, é, mas a gente trabalhou tanto, por que que não... né? Por que não, né?
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