Romero Rodrigues argues that Brazilian AI companies can emerge, drawing a parallel to the search engine market: large horizontal platforms (e.g., GPT/Google/Bing) coexist with more intelligent, efficient vertical specialists (e.g., Buscapé, Kayak, Tripadvisor) that focus on a single problem. He claims AI will follow a similar path and that specialization and depth are key for startups to train effective AI solutions, suggesting a promising opportunity for Brazilian startups.
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As pessoas costumam me perguntar se a gente vai ver empresas de AI, de Inteligência Artificial brasileiras. Eu acho que sim, mas que depende. Eu faço um paralelo muito grande com o mercado de busca, buscadores, que eu participei como fundador e CEO do Buscapé. Quando a gente volta para o mercado de buscas, a gente viu grandes mecanismos de busca horizontal, como o Google, como o Bing, ou lá atrás, a Alta Vista, a Lycos, a Excite, e depois mecanismos verticais de busca, especializados para resolver um problema. O próprio buscapé para comparação de preços, um caiaque para passagens aéreas, um tripadvisor para hotéis. E normalmente os mecanismos verticais são muito mais inteligentes e eficientes, só que eles são só para aquele problema. De uma forma muito parecida, AI deve evoluir. A gente tem os grandes mecanismos horizontais, como a gente viu, GPT e outros, e a gente vai ver mecanismos verticais especializados em um tipo de problema sendo desenvolvidos. E é aqui que eu acho que a gente pode ter uma notícia muito boa para as startups brasileiras, porque para o AI ser bem treinado, ele precisa de especialização, ele precisa de profundidade.