Inteligência Compartilhada | Perspectivas para Venture Capital com Romero Rodrigues

Romero Rodrigues at XP Asset breaks down Brazil's VC crash: deal counts dropped from 210 quarterly deals in late 2021 to 70 by end-2023, and invested volume fell from $2.5 billion to $0.5 billion. His fund is hunting growth-stage deals in the second half of the year as startups that raised big in 2021-2022 need fresh capital.
Questions this video answers
March 14, 2024
About 210 investments per quarter
About 70 investments per quarter
From roughly $2.5 billion to $0.5 billion
End of 2023
Chapters
Olá, tudo bem? Eu sou Romero Rodrigues, sou gestor de Venture Capital aqui na XP Asset e vim aqui para compartilhar um pouquinho com vocês o que a gente tem visto no mercado de Venture Capital. Bom, como muitos sabem, a gente sofreu um desaquecimento muito grande ao longo de 2022 e 2023, tem sido positivo para as nossas estratégias, dado que o nosso fundo é um fundo fresco, um fundo novo, começou a investir em final de 2023, já com os valuations corrigidos e as rodadas com valores mais baixos. Para vocês terem ideia do tamanho da queda, no terceiro quarto trimestre de 2021, a gente teve cerca de 210 investimentos por trimestre no Brasil. Em final de 23, esse número caiu para 70, três vezes menor. Mas quando a gente pega o volume investido, a queda foi muito mais brusca. De 2.5 bilhões de dólares, a gente caiu para meio bilhão de dólares investidos num trimestre em startup de tecnologia em qualquer estágio, desde o early stage, onde a gente atua, até growth e pré-IPO. Falando um pouquinho do que vem pela frente, a gente entende que boa parte da correção já aconteceu no early stage, onde a gente vem alocando o capital do fundo, mas ótimas oportunidades podem surgir no segundo semestre, num espaço de growth, num espaço de crescimento, quando as startups já estão um pouco maiores. Isso acontece porque muitas dessas startups captaram muito dinheiro em 2021 e 2022 e mantiveram boa parte desse dinheiro em juros, em Selic. Com juros com CDI alto, a gente obviamente aumenta o tempo de vida dessas empresas, elas conseguem ficar mais tempo sem outras rodadas, mas elas devem vir a fazer rodadas no segundo semestre, apresentando excelentes momentos de entrada nesse ativo. Bom, vamos falar um pouquinho sobre setores. O nosso fundo é estrategicamente agnóstico de setor. A gente pode investir em qualquer setor que tenha founders muito bons, utilizando tecnologia para fazer a estrutura de grandes mercados. Dito isso, tem setores que, sim, a gente olha com muita atenção e muito carinho. Fintech é sempre um deles. Fintech é um setor muito quente. Há dez anos já, desde 2014, segue quente com muitas oportunidades, dado o tamanho do mercado financeiro brasileiro e o tanto que tem de multicompetitivo, de fossa competitiva para concorrentes internacionais entrarem. Isso é devido à regulamentação que existe no Brasil, assim como características específicas do brasileiro, do consumo brasileiro, como por exemplo parcelar no cartão de crédito, o boleto, o PIX ou mesmo o consórcio. Outro setor que a gente olha com muito carinho é o de saúde. As health techs estão num espaço gigantesco, também regulado, com muita ineficiência, e a gente acha que para os próximos 10 anos o que a gente vive em fim de tempo deve acontecer em health tech. Terceiro setor que a gente tem uma história muito forte é o setor de software. Recentemente vendemos a Pismo para a Visa por um bilhão de dólares, éramos investidores na Pismo. O setor de software é um setor que, depois do início do desaquecimento, ele sofreu muito. Muitas empresas listadas de software ainda apresentam suas ações a 80% abaixo do que foi o valor de pico, mas mesmo assim a gente continua acreditando em software, principalmente no impacto que a AI pode ter em muitos modelos de SaaS, de software as ações. Então, seguimos muito confiantes e olhando boas oportunidades no mercado. Por último, consumo. Consumo é um setor superimportante, o B2C em geral, seja em comércio eletrônico, seja em qualquer outra solução, assim como plataformas de gigaworker e aplicativos, estão no nosso radar. A gente tem visto excelentes companhias nesse espaço, muitas delas já tentando utilizar a inteligência artificial para criar diferenciais competitivos. Então, esses são os quatro maiores setores que a gente tem mantido no nosso radar e olhando com muito carinho para poder alocar o fundo nos próximos trimestres. Bom, foi um prazer estar aqui com vocês hoje. Fiquem atentos aos próximos drops de inteligência compartilhada e sigam a gente nas redes da XPAsset. Obrigado.
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