ROMERO RODRIGUES - Extremos By G4 Podcast #07

Transcript of a Portuguese podcast episode where hosts Alfredo Soares and Bruno Nardon interview Romero Rodrigues about his entrepreneurial journey: founding and scaling Buscapé, surviving the dot‑com era, selling to Naspers, the emotional aftermath and phased exit (2013–2014), transition into angel investing and venture capital (announced partnership with Redpoint in 2015), and later forming Headline's VC vertical with XP. They discuss Buscapé’s business model, challenges (legal threats, infrastructure limits), notable investments (Hotmart early stake), his approach as an investor, trends in consumer behavior and tech, and personal reflections on family and purpose.
Questions this video answers
1,600 collaborators (employees)
R$720 million (referred to as '720 milhões de receita analisada')
2015 (he announced and became a partner of Redpoint in 2015)
He reported doing a phase-out during 2014
Pre-money ≈ R$700,000; post-money ≈ R$1,000,000; Buscapé held ~30%
Chapters
Fala, galera. Sejam bem-vindos a mais um podcast dos extremos. Aqui ao meu lado, ele, que é um dos hosts mais galãs do cenário de empreendedorismo nacional. Com vocês, senhoras e senhores. Fala com aquela sua voz, eu quero aquela voz.
Aquela voz Alfredo Soares.
Não, é doido, né?
Bruno Nardon aqui.
Bruno Nardon diretamente de São Paulo, capital.
Com a primeira voz, o maior cantor sertanejo do Brasil. Ele, Alfredo Soares.
Estamos aqui juntos hoje. Hoje é um dia especial.
Cara, hoje é.
Hoje é um episódio diferenciado.
Eu estava ansioso para esse vídeo.
Eu estava ansioso. Eu tento fazer um conteúdo com esse cara há quase década. Há quase década. Provavelmente você já comprou ou procurou alguma coisa em um dos sites mais famosos do Brasil, cujo esse ser humano, que também já estrelou campanha de TV da Nextel.
Sensacional.
Já foi garoto propaganda de empreendimentos no Vale do Silício. Você sabia dessa?
Não, dessa eu não sabia.
Eu vi com meus olhos. Ele foi garoto propaganda, sabe? Invista aqui, tal, empreendimento comercial no Vale do Silício.
Cara, assim, eu vou te falar, eu ia chamar de um dos dinossauros da internet, mas ele é tão novo.
Não, ele antes do dinossauro. Eu poderia chamar ele de Adão e Eva. da internet brasileira. Talvez ele seja o Adão.
Cara, eu vou te falar, a gente tem uma hora e meia para a gente conversar, eu queria ter cinco. Daria para ter dez horas. Dez horas mole.
Chegou quando era tudo mato. E hoje, liderando um grande movimento de democratização do investimento a startups no Brasil, Porra, essa foi... Cadê a propaganda aqui? Cadê a anunciante? E dono dos caixinhos de cabelo mais sensuais da internet brasileira. Senhoras e senhores, rufem os tambores! Romero Rodrigues e The House!
Obrigado, filho. Pô, que recepção, hein?
Essa foi a melhor até agora. Pô, Alfredo, pô... Sou de convidados que me desculpem.
Eu imaginei que ia tomar uma trolladinha, mas pô... Obrigado, gente. Uma delícia estar com vocês. Estava em falta mesmo. A gente precisava bater esse papo já faz tempo.
Mas agora está cheio de novidades também. Porque você viveu ali. Você foi o cara que começou isso tudo.
Você foi o cara que foi... 1998.
Você foi o cara que foi para a televisão, que foi para a imprensa. Você desbravou esse universo de startup, de empresa de tecnologia. Você viveu a bolha.com.
Você sobreviveu.
Você sobreviveu a bolha, tudo isso. E quando você vendeu o Buscapé ali no final, você deu uma afastada, não deu?
Dei. Você diz o quê? Do dia a dia?
Não, desse mainstream todo aí, você deu uma afastada ali?
Foi, foi. Eu acho que assim...
Eu lembro palestra, você veio numa pegada e aí na venda ali você meio que virou Sei lá, foi contar o dinheiro, era muita coisa. Ficou 10 anos.
Eu acho até que pós a transação do Buscapé, a gente teve bastante holofote. E acho que foi importante capturar um pouco disso. Depois de um tempo, quando eu fui para a Venture Capital, eu dei uma reduzida e muito planejado. Uma das coisas que eu sempre acho é que o empreendedor, tenha ele, a agenda dele, o ego dele, a vaidade dele, tem que responder à agenda da empresa. O Buscapé começou bootstrapping, eu brinco, você comentou bem, mas assim, 98, 99, não tinha nem IG, não tinha iPhone, não tinha... O Terra chamava no Tecnet, era só linha de escada, não tinha Google.
American Line, Marcelão.
American Line, o maior site de busca fora do Brasil era a Alta Vista, a Lycos, Excite.
Cadê?
Cadê no Brasil?
Cara, que loucura, cara.
Cara, que loucura. Era outro mundo.
Que época do caralho, né? A gente olha pra trás assim e eu falo, caralho, bicho. Que do caralho? Eu li um livro que, como que era? Era a história por trás dos bastidores da internet brasileira e você tá lá no livro. Cara, eu li o livro, eu ficava tão emocionado, sabe? Você vê, cara, quando começou, como começou.
É do caralho.
O Mandique é de uma geração antes da tua.
É, o Mandique, o Mandique é uma geração antes. Eu usava Mandique pra entrar na internet. Exatamente. O Mandique pega ali em 96, né? Começou dois, três anos antes.
Tem que trazer ele pro céu, né, meu amigo?
Mas Chico Xavier é a porra, a.
Gente comprou do Chico.
Grande Mandique.
Esse foi uma lenda.
Uma lenda. E super pedido.
Ainda é super homenageado até hoje.
Todo lugar.
Todo meio de internet.
Todo lugar. Aprendi muito com ele. Grande amigo, troquei muito com ele.
O Thales também. O Thales chegou a ser bem próximo.
É, ele adorava o Thales. Ele comentava. Eu tenho ótimas histórias com ele. Acho que a maioria é rated. Não dá pra falar. Mas voltando então à provocação, como a gente não tinha grana, a gente levantou um Série A e sabia que não ia ter mais série nenhuma, ia ter que equilibrar com aquele dinheiro, e era um B2C, precisava de consumidor, qualquer oportunidade de mídia a gente aparecia, porque era usuário no final do dia. Depois que eu vou para a Venture Capital, mudo um pouco o papel. Você tem que saber sair do holofote. Quem está no holofote agora são os empreendedores que eu estou investindo. Então, não é startup que o Romero investiu, é startup da Tatiana, startup do César, startup do Sérgio Furio e assim vai.
Você acha que o investidor ficar no holofote pode criar esse... Essa sombra.
Eu acho que pode.
Tem que tomar cuidado.
Tem, e acho que o papel do investidor... É curioso, acho que empreendedores que se tornam investidores, eles normalmente viram ou investidores muito bons ou muito ruins. E aí eu acho que vem do fato um pouco de gerenciar esse ego, você estava no Sendolofote, saber que você não está mais pilotando carro, não está no Sendolofote, você está agora no banco de trás dando dica, provocando e ajudando esse empreendedor a se destacar. Então precisa de humildade intelectual pra caramba, porque não é porque algo deu certo no Buscapé em 99-2000 que vai dar certo agora em 2022. Mas óbvio, você traz a referência. E você está ali não porque se apareceu pra caramba em capa de revista. Você tá ali porque o founder olha e fala assim, caramba, eu vou apanhar pra caraca. Quem é um cara cheio de olho roxo, cheio de cicatriz, tomou bullying pra caramba, apanhou de todo lado e sobreviveu. Pô, o Romero apanhou pra caralho. Deixa eu trazer ele, que eu acho que ele pode me ajudar a... apanhar eu vou, mas a pelo menos sobreviver.
Então eu acho que... Pode afalar, né? Vai tomar um soco, mas bota gelo que daqui a três dias tu parou de doer.
É isso. É isso. Empreender é tomar tapa na cara. Não tem jeito. Tem que ter o rosto grosso. Então eu acho que o empreendedor busca, quando ele está montando o conselho, gente que vai ajudar ele a passar pelos momentos difíceis. Muito mais do que gente que apareceu na capa ou não apareceu na capa.
Animal.
Muito bom.
Muito bom.
Alguma pergunta já?
Cara, não. Tenho milhões de perguntas aqui.
Esse podcast vai ser tempo curto, né? Vai ser pouco tempo.
Vai ser complicado. Você quer que eu comece aqui fazendo minhas perguntas?
Quero.
Ótimo. Ótimo. Cara, eu tenho uma super curiosidade que foi exatamente esse ponto que o Alfredo começou a provocar. Você passou por uma história de grande inovação, onde tudo ainda era floresta amazônica, não tinha nada. Você descobriu esse país novo, passou pelos altos e baixos daquela época, sobreviveu, criou uma empresa sensacional.
Quantos colaboradores chegaram?
R$1.600.
Cara, teve muito sucesso, teve muito sucesso. E daí depois, cara, a pergunta aqui é mais pessoal, né? Como que foi o pós, né? O pós venda, o pós... Porque assim, muitas vezes quando você começa algo, você começa por aquele sonho de criar, de construir, e daí às vezes construir uma cultura, às vezes construir um time bom, às vezes até ter sucesso financeiro. Depende, cada um tem uma motivação e eu respeito todas, porque cada um tem aquilo que motiva as pessoas. Como que foi esse dia após, né? O dia após que teve aquela saída, como que foi ir hoje, esse dia de hoje, e falar, cara, quero alçar novos voos? Porque uma vez que você voou longe, você já sabe como que é essa trajetória, né? Como foi pra você essa mudança? Como foi esse ato, esse aproveitar também a vida após?
Olha, eu brinco, a gente começou cedo, eu brinco, a gente não falava nem startup, falava tem um site, depois ali eu tenho uma .com, aí veio a bolha, aquele inverno nuclear, a gente acabou vendendo e eu brinco que a gente também vendeu antes de criar o termo unicórnio, senão dava pra tentar negociar um pouco mais pra cima. Mas encontrar um sócio que fosse adquirir a empresa foi um processo longo, também de autoconhecimento, de entender o que a gente queria, eu e meus sócios. E eu acho que a gente até escolheu certo entre todas as opções que a gente tinha, porque a Naspers ia trazer mais do que só um cheque, o pote no fim do arco-íris, ia dar continuidade pra gente eventualmente fazer a IPO da empresa, a gente ia continuar sócio da empresa, menor agora, mas ainda sócio. Não ia ser absorvido, se fosse uma grande empresa de tecnologia, ia provavelmente absorver a área de tecnologia, ia mudar pra Vale do Silício ou pra Seat ou onde fosse. A gente ia manter cultura, manter tudo, tocando dia a dia. E esse sócio, apesar de passar a ter 90% da empresa, ele ia se comportar muito similar aos sócios anteriores. Então vamos fazer reunião de conselho a cada trimestre, aprovar plano anual, com a diferença que ele tinha um balanço grande, ele tinha bolso fundo, então dava pra gente continuar brincando. Principalmente porque a gente já tinha feito 8 ou 9 aquisições quando a Naspers comprou o Buscapé, mas a gente tinha mais umas 10 que a gente queria fazer. E isso entre empresas de pagamento, de análise de fraude, EBIT, enfim, Lomadique é barato, que depois virou OLX, e assim vai. E foi muito bem. Os primeiros quatro anos foram super tranquilos. Do quarto pro quinto ano mudou. O CEO global, que era pra quem eu reportava, então tava ali reportando pra ele, e o cara no ovo falou, ó, nós vamos mudar tudo agora. não vai ser mais um comportamento de fundo, nós vamos integralizar isso numa grande empresa, vamos dividir em unidades e a gente vai separar, a comparação de preços do mundo inteiro vai ficar embaixo de uma caixinha, teu nome na caixinha, pagamento vai ficar em outra caixinha, classificado em outras. Falei, bom, legal, entendo. A Naspers na época tinha 70 empresas em 90 países. Contrário, 90 empresas em 70 países. Mas o bicho aqui não é um bicho que você classifica assim. A gente juntou tudo. O cara não paga mais clique, ganha relatório do EBIT, paga um percentual no cartão de crédito maior. Ou não, ele compra o EBIT, ganha a MID, ganha o cartão de crédito. Quer dizer, a gente tinha mesclado. Tinha feito um ecossistema. Um espécie de marketplace, ecossistema, só que aberto. E não dá mais pra separar, né? E não adianta você virar, pegar o cavalo e cortar e ficar com quatro patas, quatro pedaços de cavalo, que eles não vão valer um quarto, cada um. Eles vão valer nada, cada um deles. Não concordo muito com esse plano. Mas, obviamente, foi legal que você não concorda. Obrigado pela sua opinião. Volta pro seu lugar e vamos seguir. E eu lembro que eu voltei, isso foi 2013, final de 2013, eu voltei mal. chorando praticamente, sentei em casa super mal. E foi a primeira pessoa que se ligou? Não, eu cheguei em casa e encontrei a minha namorada na época, estava namorando há um tempão, e eu mal, assim, olhei um olhado e falei, pô, estão destruindo a minha empresa, isso aí vai tirar toda a relevância do busca pé e tal, não sei o quê. Ela falou, você não entendeu ainda, você já vendeu a empresa há quatro anos atrás. Então levou quatro anos pra eu perceber que eu tinha vendido a empresa, o que significa que foram quatro anos maravilhosos. E aí não por acaso, depois eu fiz o meu phase-out, decidi sair, fiz meu phase-out com muita calma durante 2014. Foi um phase-out super tranquilo, longo. Como tinha que ser, minha imagem tava muito associada à imagem da empresa, e fui fazer venture capital. E venture capital veio de uma forma também muito natural. sem querer ficar no lugar comum, mas trazendo sempre aquele commencement speech do Jobs, que você só entende a tua vida, às vezes olhando para trás e vendo como as linhas, como os pontos se conectam. O Buscapé tinha sido a primeira startup que passava por financiamento por estágio, que é Venture Capital Seed, Série A, Série B, que dava saída para todos os investidores e completava esse trajeto. Então, muito empreendedor começou a procurar tanto a mim quanto os meus sócios para pegar mentoria. E nisso de uma mentoria aqui, o cara fala, vamos fazer todo mês ou toda semana. Eu falo, não dá, sou executivo no Buscapé. Não, mas pô, te dou X% da empresa, pô, te deixo investir com 50% de desconto na última rodada. Quando eu vi, eu tinha 30 investimentos, Anjo, naquele período de Buscapé ainda. e me apaixonei por aquilo.
Tirando as que o Buscapé investiu, né?
Não, essas aí eu vou chegar, essas.
Aí eu vou chegar aqui.
Porra, o dedinho de ouro do cacete. Porra!
Não, e a gente tinha uma regra pra investimento anjo, que era eu investir em tudo menos o core business do Buscapé, pra não ter dor de cabeça, pra gente não ter conflito. Mas é o que foi mais legal, porque imagina que eu tinha... E eu.
Não podia investir com imagens, você também?
Com?
Ah, não, também não. Tipo, a Romélia Sosa não podia, eu não podia.
Também não.
Tem esse disclaimer aí.
Pode falar, pode estar lá num deck, mas não publicamente com a imprensa.
Eu nem no deck, nem nada.
Legal. Aí, o que aconteceu? Eu me apaixonei por aquela história de estar exposto a outros mercados. Eu tinha tido muita profundidade em comércio eletrônico, pagamentos e publicidade, mas não mais nada. Então, na hora que eu sentei, fui lá, um dos primeiros investidores antes da Jim Pesce, e fui entender de wellness, de bem-estar, de academia, e com um monte de paralelo com o Busca Pé, as grandes lojas que não queriam estar no Busca Pé, as grandes academias que não queriam estar no Jim Pesce, o que a gente sofreu e conseguiu colocar as lojas para dentro e o que o César e o time, o João e o Vini também estavam sofrendo. Então, tinha essa conexão que tem de founder para founder, a gente sabe disso. Cachorro anda com cachorro, como diz um amigo meu. E falei, pô, eu quero fazer isso na minha próxima vida. E aí, 2015, já estava em Venture Capital.
Como é que você equilibrava muito essa questão? Na época você ganhou muita... Cara, você teve muita visibilidade. Eu acho até que você foi o cara que logo depois criou o Gustavo Caetano, o Tales. Você meio que projetou eles e depois meio que eles seguiram nisso. Mas como é que era isso com os teus investidores, com os teus sócios, com o time? Cara, você palestrava em quase todos os eventos, você tinha uma agenda de palestra relativamente porra alta. Tinha evento, era inovação, tecnologia, você estava lá. Como é que era essa composição ali em termos, na época, em relação com a galera?
Ótima pergunta.
A galera via como valor agregado para a companhia ou... Que hoje é fácil ver, porque está mais popular, mas na época...
Eu tinha uma... Eu era muito reservado, eu nunca fiz praticamente investimento anjo, pouquíssimos, antes da venda do Buscapé e também palestras, tinha que ter muito claro o que aquilo ia trazer de retorno pro Buscapé, então eu sempre fui muito... Muito Caxias, muito Boy Scout de falar, não, pô, eu tenho que estar 100% focado aqui. E mesma coisa todos os outros sócios, então ninguém ficava pra lá e pra cá fazendo investimento, escutando founder, era, pô, vai falar com o startup que pode ser interessante pro Buscapé comprar. Era uma dedicação 100% Buscapé. Depois que teve aquisição, a gente começou, obviamente, a se... antenar um pouco mais no que estava acontecendo em volta, até porque é outro ecossistema, começou o burburinho todo. E aí a gente começou a criar algumas regras, como, por exemplo, não investir no mesmo core business do Buscapé, dedicar o mínimo de tempo para outras atividades. Mas, em geral, teve mais atividades que eu diria que eram fora da agenda do Buscapé, mas todas de certa forma ligadas. Então, pô... Eventualmente uma campanha publicitária. Sobre o quê? Uma campanha publicitária que tem um monte de gente bem sucedida e que vai contar a história do Buscapé. Pô, parece mídia gratuita em rede nacional. Coisa que a gente não tá com verba pra fazer. Pô, vambora.
Quando veio esse convite... Como é que foi? Como é que chegou esse convite dessa campanha? Porque essa campanha foi icônica.
É.
Você andando naquele morrinho...
Andando? Pô, eu tava quase morrendo ali. Foram 20 tomadas.
E você, qual é a sua próxima história? Foi maravilhoso. Bota aí Nextel Romero, que deve ter no YouTube.
É, foi isso mesmo. Foi muito do lado pessoal, mas eu me senti muito realizado. A gente estava falando sobre os objetivos do empreendedor e eu vejo uma correlação muito grande de negócios de alto impacto e muito bem sucedidos com empreendedores que, além de ganhar dinheiro ou independente de ganhar dinheiro, querem deixar um legado, querem realmente atuar em cima de um propósito. E nada de errado com quem não tenha, mas eu vejo uma correlação grande disso. E às vezes, pra quem tá buscando isso, esse tipo de resultado alimenta mais do que eventualmente o cheque um pouquinho mais gordo, um pouquinho menos gordo. Acabei recebendo aquilo com muito carinho. Foi...
Mas como é que foi? Como é que foi? Aqui a gente tem que saber os detalhes. Foi uma ligação? Foi uma agência?
Um e-mail? Foi. Não, foi agência. Entrou em contato.
E-mail, e-mail.
E-mail. Depois ligou, pegou meu telefone e falou, pô, tal, você quer... Cara, eu acho que quero, né? Tinha só... tinha um monte de gente que eu sempre fui... Sempre me inspirou naqueles filmes.
Tu ligou pra alguém pra se consultar, pra falar, tô pensando...
Não, essa eu não precisei ligar pra muita gente, não. Pra mim tava bem óbvio o que eu tinha que fazer. Aí foi muito maneiro, tipo umas três horas de entrevista sobre a minha vida inteira com a direção de criação. Aí o cara falou assim, eu vou fazer a tua biografia inteira em 20 segundos, porque não é nem 30, porque tem que ter a cabeça, o pé, não sei o quê. Eu olhei e falei, não tem a menor chance do cara conseguir fazer isso. O cara voltou de primeira com o texto, eu li o texto e falei.
E você doou o cachê, né? Eu lembro.
Doei, doei o cachê.
No anúncio saía.
Sim, sim, doei o cachê.
Tá tudo bem como eu lembro, pô.
É, é.
Te marco essa, hein?
Cara, eu sempre fui fãzaço. Falei pra ele já, a gente trocou ideia algumas vezes. Ele foi o cara que eu lembro de ver na Pegni. Na época que saiu uma capa dele, do Buscapé e tal, foi na época que eles levantaram 430 milhões, eu lembro do valor. E a partir dali, eu comecei a acompanhar, eu tinha agência ainda. Então, para mim, eu até via ele muito como publicitário digital, que era parada de anúncio com paradão de preço. Desde então, eu sempre acompanhei. Eu ia nos eventos aqui em São Paulo, ele estava lá. Quando eu comecei a ver Vetex, E aí entrei no mercado de e-commerce, eu tinha que integrar com o Bcash. E aí eu lembro de eu fazendo as reuniões... Você lembra do Bcash? Ele passava no corredor assim, falando no telefone, porque tu fala no telefone andando, né? Ele passava no telefone andando assim e voltava. Eu lá, fazendo reunião com o Bcash, olhando assim e falando, porra, caralho. Aí teve um Black Friday, que foi o que a gente caiu, que deu aquela confusão toda. que eu malandramente virei pro Rotonto, o Thiago Rotonto hoje tá na Oliste, virei pra ele e falei assim, falei, pô, vou gravar o podcast aí do Busca Pé, eles contratavam o Jovem Nerd pra fazer o Black Friday, e aí eu malandramente fui pra lá, na esperança de que, pô, eu ia cruzar com o cara, ia poder trocar ideia e tal. E aí a X-Tech ali no segundo ano, terceiro ano, não, no segundo ano, era nosso segundo ano, primeiro ano oficial, a X-Tech. E aí, cara, mó correria, mó maluquice do cacete e tal. Aí eu nunca vi o cara. Eu fui trocar ideia com ele no RD Summit.
No RD Summit.
Eu cheguei, a gente tava lá na área de palestrante, eu ia palestrar ele também. Eu cheguei e falei, pô, mano, e tal, e contei a história. A gente começou a trocar ideia, aí a gente se conectou.
Eu já gastei muito dinheiro, viu, com busca pé.
Ah, economizou mais que gastou.
Não, no bom sentido.
Gastar é de anunciar.
Anunciar é muito canoe, cara.
É verdade.
A gente era parceirão lá na Xtec.
Quando eu decidi sair do Buscapé, dezembro de 2013, a gente estava com 720 milhões de receita analisada. a 1.600 colaboradores e tinha 30% do comércio eletrônico passando por alguma das 25 propriedades.
E eu lembro dessa parada. Era muito bizarro. A gente, o mainstream, olhava o Busca P. Mas a quantidade de blog, de site que esses caras tinham, que eles rodavam anúncios, é surreal. Cara, e eu lembro até de uma... Eu estava no dia, que já era P.U. Já era P.U. E veio a notícia que o Hotmart ia desligar no dia seguinte. Não foi assim a história?
Foi.
Tipo, não teve meio que aviso, isso meio que... Sei lá, eu tava no dia que o nego falou assim, fudeu.
Isso foi janeiro, fevereiro de 2014. Foi logo depois, porque aí a decisão era dividir ou buscar pé em diferentes negócios. O que não encaixava em um dos cinco verticais ia ser vendido. Então, o que tinha embaixo da holding do Buscapé que foi vendido? Hotmart. A Inloco.
A Inloco, depois passou para a Aspen.
A Inloco, o valor é sensacional.
Vetex. Vetex.
A Vetex. A Vetex.
A Heiferwood foi a melhor deal do Jopka.
Foi. Eu fui sócio do Mariano e do Geraldo umas duas vezes. Porque lá atrás, em 2005 ou 2006, eu tinha uma holding de investimento com o Eduardo Castro, que era da SACS, com o Dudu.
Pô, gente boníssima.
E a gente investiu na Vitex quando ele chamava E-Plataforma.
E-Plataforma, isso aí.
Aí depois ele foi... Deu muito certo um projeto com a Globex, com o Punto Filho. Ele foi montar a Full Commerce. Eu estava em busca a pé na hora que fechou esse projeto, conflitado.
Era E-Franquia.
É isso aí. Eu tinha que ou ir lá com o Errub, Errub.
Errub, que virou Errub.
Errub. Com ele, com o Xalita, com o Drummond Quiroga, ou eu tinha que ir pra buscar pé. Então, não, eu vou pra buscar pé ali. A gente desfez e ficou algumas coisas ali no meio. All In, do Popper, a Vtex, que era a plataforma. A gente basicamente devolveu as participações. Falou, gente, vamos crescer, vamos fazer com a vida e vamos que vamos.
Que loucura, cara.
Muito louco, essa geração é muito brava.
A gente acha que é brabo, os.
Caras eram muito brabos.
Como busca pé Naspers, de novo a gente fez um investimento na Vitex, pegou uma participação para integrar, ia ser a plataforma que integrar para virar o nosso marketplace fechado e não aberto. Mas aí nesse disparate todo, a Naspers falou, isso aí é software, a gente não quer ter nada de software.
E aí foi onde entrou, eu lembro, na época entrou a Riverwood, foi praticamente, já tinha um, dois anos, mas praticamente pagou a mesma coisa que a Nath pagou. Trocou o dinheiro só, sem correção. E aí o Geraldo e o Mariano até recompraram um pedaço e voltaram a aumentar a posição.
Que loucura.
É isso aí.
Foi essa história.
Romero, nessa sua história toda, que tem muita, qual foi o pior dia da sua vida?
Pior dia da minha vida?
Pode ser pessoal, profissional.
Tem uma coleção de dias difíceis.
É difícil elencar um, mas aquele que você acha... Cara, esse foi o pior da minha vida.
Eu acho que no começo a gente teve uns dias bem punks. Teve um dia que eu sempre conto, que é o dia que ligaram pra processar a empresa pra tirar do ar. Foi no terceiro dia de buscar pé no ar. E ligou um grande varejista e falou, você não me tirar, eu vou te processar. A gente recebeu um processo bem grande uma vez e soube pela Gazeta Mercantil, cheguei no escritório, tinha um monte de ligação dos investidores.
Mas isso no começo?
Bem no começo, 2000. Tinha acabado de anunciar Merrill Lynch e Unibanco como sócios. E veio assim, capa da gazeta, nem ligaram pra pegar a minha opinião. Buscapé processado em dois bilhões de reais. Isso em 2000 era muito dinheiro. Hoje bilhão é troco. Dois bilhões de reais. por estar usando dados de lojas, comparação de preço e tal. Teve uma noite bem difícil também naquela época. A gente fez a matéria para anunciar que o Buscapé estava recebendo a Série A e ia ser capa também na Gazeta. E oito da noite o servidor morreu. Você tinha que comprar servidor naquela época. Boa parte do teu cheque é para comprar. O pessoal não entende isso, mas é para comprar servidor, montar data center ou pegar um data center dedicado. Era assim, 70%, 80% do cheque. Não era pra gastar em marketing, nem nada disso. E pra engenheiro, pra desenvolver tecnologia. Não dava pra fazer o MVP antes do Série A, se fazia após Série A, muitas vezes. E a gente pegou todos os computadores que dava ali perto, botou no carro, levou pra STI, que era o provedor de internet nosso. Passou uma noite consertando, cinco da manhã conseguimos subir o servidor de novo. Saí de lá cansado, passei na banca de jornal, peguei a Gazeta Mercantil, tava lá na capa, o site tava no ar. Falei, ufa. Imagina, todo mundo vê a notícia e o site não tá funcionando. Então ali a gente teve bastante notícia difícil. Depois, pô, não sei.
Pode ser pessoal também.
Pessoal?
Aquele dia assim que, cara... Deixa eu pensar. Isso é o que a gente quer.
É, não. Um dia difícil foi o dia quando eu soube que não ia dar pra fazer o IPO do Buscapé. E que o Buscapé ia ser dividido em diferentes unidades de negócio.
Aquele dia, pô... Uma palavra pro dia, assim. Pá, uma palavra.
Luto. Foi quando eu comecei a viver o luto. Até antecipado, mas eu sabia que a gente tinha muito concorrente. O nosso diferencial é de concorrer com o Google de um lado, com o PayPal e todas as empresas de pagamento que iam entrar do outro. E a beleza estava em a gente ser esse bicho diferente, que não era... Era você ser o Iguatemi e o American Express ao mesmo tempo.
O cara tinha que estar. Eu lembro disso.
Não era tudo junto, o cara tinha que estar. Foi triste.
Como é que foi pra você ver isso assim? Porque é teu filho, né? É. É teu filho que vai pro mundo. Ou não, né?
Foi... Foi doído. Óbvio que se você pega net, foi super positiva a aquisição do Buscapé e tudo que aconteceu. Mas foi a primeira vez que me fez pensar, tipo, se eu voltasse num tempo, será que eu venderia ou não?
E aí? E a resposta?
Difícil, com as informações de hoje é fácil. Não. O Buscapé era 30% do comércio eletrônico, a gente era 40% do tamanho do mercado livre. Se eu fosse 40% do tamanho do mercado livre hoje, eu estava falando em 20, 30 bi de dólar.
Hoje tu já está em cashback fortíssimo pra cacete.
A gente tinha, né? O Méliuz era um afiliado do Lomadi naquela época.
Que loucura. Como é que você convive com isso, brother?
Essa é a pergunta.
Porra, é muito foda.
Cara, mas no fundo é uma delícia você ter esse tipo de oportunidade. Imagina que... Poderia ter dado tudo errado também. Então, o fato da gente ter a Naspers como sócia em 2010, 11, 12, 13, E usar o balanço deles propiciou um crescimento para o pagamento digital, para o bi-cash, que não ia ter. Porque imagina o seguinte, o busca pé tem um working capital negativo, eu recebo antes e gasto depois. Então é lindo, quanto mais eu cresço, mais eu aumento caixa. Mas a empresa de pagamento é o contrário, porque eu preciso deixar a lojinha competitiva com a B2W, com o Walmart, com quem for. Então, eu tenho que ajudar ele no parcelamento. Então, a principal ferramenta, quando o lojista instalava a biquecha, é poder parcelar em 12 vezes. Mas parcelar em 12 vezes significa que eu vou pagar ele no dia 14 e vou receber em média em 6 meses. Então, quanto mais eu cresço, mais eu preciso de linha de crédito. E com o balanço que eu tinha, os bancos provavelmente vão começar a apertar. Até porque os bancos, na época, que podiam me dar crédito, eram os bancos que tinham os adquirentes.
Era competidor deles.
Também deles. Não bastasse o Google, o PayPal e todo o resto. Então, era um cenário muito competitivo. Não dá pra saber o que aconteceria. Mas, de qualquer forma, se você parar pra pensar, se não tivesse tido o Buscapé, não teria tido todos os investimentos antes, não teria tido o Venture Capital, teria sido, acho que, uma história muito legal também. A parte boa é que eu estou numa nova vida fazendo algo diferente, então é gostoso. E nessa nova vida é muito gostoso porque, como investidor, basicamente, se eu fosse resumir meu trabalho, é conversar com gente mais inteligente do que eu para me ensinar sobre mercados que eu nem sabia que existiam. Então é super rico intelectualmente.
Como que é esse momento agora que você está? Você já vinha fazendo investimento anjo por você, capital próprio, Daí em 2015 você oficializou isso, passou um tempo na Redpoint. Foi em 2015 que você entrou lá?
Em 2015 eu anunciei e fiquei como sócio da Redpoint Ventures. Bom, ainda sou sócio, mas até agora, recentemente, há um ano atrás, que a gente anunciou que a Redpoint Ventures não vai levantar um novo fundo na mesma configuração e que cada um vai seguir de forma independente. Então primeiro, acho que em setembro, se eu não estiver enganado, No final de setembro, eu anunciei que eu, Headline, que é o novo nome da Adventures, e o Jeff Brody, que é o sócio fundador da Redpoint, íamos levantar um fundo, nós três. E agora, mais recentemente, os outros dois sócios, o Manuel e o Anderson, anunciaram que vão fazer alguma coisa com o Itaú. Então, Redpoint e Adventures, os cinco ainda são sócios. Como se fosse um legado, o fundo está investido, o portfólio está montado, agora é cuidar do que a gente plantou. Graças a Deus, está um portfólio maravilhoso. E agora cada um vai pra uma história nova seguindo seus caminhos. Aí quando eu anunciei isso, o Guilherme Bechimol me ligou, o Pires, que trabalha também lá com ele, e falou, pô, vamos conversar? Acho que tem coisa pra gente fazer junto. Falei, pô, vamos, legal. E aí a ideia foi, pô, vem fazer a headline aqui dentro. Vem ser o vertical de venture capital da XP. E óbvio, a autonomia é completamente independente, a gente não vai optar em nada. mas eu acho que tem muito valor para a gente tirar junto da plataforma.
Eles estão mandando muito bem, estão mudando o papel do banco no desenvolvimento econômico do país, de só olhar para o que é seguro, para o imóvel, para o prédio, para a construção, para a infra e estão olhando para restaurante, para futebol. Agora essa com você, tem que dar a mão para o amatório, os caras sabem tomar risco.
É muito, o clima é muito legal, a cultura, acho que tudo isso acaba vindo de uma cultura muito forte. E que vocês viveram isso já, estão vivendo hoje no G4, super bem, tive no Buscapé, então é um ambiente muito gostoso, muito empreendedor. Então você tem muita liberdade pra trabalhar e acaba saindo inovação o tempo todo. Seja na frente de futebol, seja na frente de venture capital, seja onde for. Então eu tenho, pra mim, encaixa como uma luva. É o tipo de ambiente que eu sempre tentei criar no Busco a Pé e sempre fazer uma manutenção de uma mente desse que promova a inovação constante. O resultado é velocidade, empreendedorismo, todo mundo ali com faca na boca e querendo criar alguma coisa.
Quando você viu a ideia do Hotmart, pra mim hoje talvez uma das maiores potências do Brasil no mundo. Pra mim vai ser um estouro surreal. Você já sentia que era essa capacidade toda?
Não, nem se errando.
Foi tipo, ganharam o concurso, toma aqui um cheque de um milhão.
A gente fez um... Na verdade, não tinha um monte de coisa. Não tinha corporate venture, nem tinha esse termo. O que a gente fez era um corporate venture program que, na verdade, chamava a sua ideia Vale um Milhão. Então, em 2010, 2011, teve duas edições e a gente convidou empreendedores para promover empreendedorismo. a submeter um plano de negócio. Podia ter só ideia, podia ter alguma coisa rodando. A gente fez 800, 900 planos por edição e selecionamos cinco empresas no final. E a Hotmart foi uma. Então, a gente já foi sócio da Hotmart num pre-money de 700 mil reais, num post-money de um milhão de reais e teve 30% da empresa.
Você ia falar isso.
Quanto está valendo 30% da Hotmart hoje?
Cara, hoje eu chutaria de 1 a 2 bi de dólar.
1 a 2 bi de dólar. Não está ruim.
Não, cara, o que vocês fizeram... Se.
Eu não estiver fazendo uma conta muito errada, isso deve dar uns 5 mil vezes de retorno ou mais. Não, mais, imagina. Agora, 50 mil vezes, eu acho. Agora, eu não acreditava que ia chegar tudo isso.
É o que eu espero da Norte. Só sem querer botar pressão.
Eu não esperava. A gente, na verdade, investiu com a seguinte visão. A visão ali era estratégica. A gente falou, pô, o que esses meninos estão fazendo é muito legal. Os meninos são muito bons. A gente tem o Lomadi. A gente pode estender os produtos digitais deles para os blogs do Lomadi e vice-versa. Pode, de repente, usar os parceiros que eles estão usando para distribuir conteúdo. a gente distribuía as ofertas que a gente distribuía no Lomadio, as publicidades. Então a gente falou, pô, não tem nenhuma competição direta, mas tem muita sinergia. No final a gente não conseguiu capturar tanta sinergia, porque o Rotmar estava muito focado em produtos digitais. Graças a Deus, então ele cresceu separado. E acho que foi a sorte dele, porque se tivesse sinergia com o Lomadi, talvez a Naspers, quando resolveu mudar a regra do jogo, não teria falado, pô, se desfaz e vende. E eles teriam ficado presos ali, a Naspers a buscar pé, a Lomadi e tudo mais. Então acho que foi muito bom não ter encontrado sinergia nesse caso.
Hoje, o que você pode falar dessa gestora nova que você está fazendo junto com a XP?
Me fala se vai ter cheque pequeno, porque eu só posso botar cheque pequeno. Se puder, eu já queria deixar reservado meu 13º. Pequenininho, seu 13º.
A gente está super empolgado. A ideia é combinar a combinar aí forças com XP, a plataforma global da Headline e o time de gestão que eu tô montando. E de certa forma é algo inédito no Brasil, mas que já foi testado, então é muito positivo. Então, o que a gente tá dizendo aqui? De um lado vai ter eu, Track Records, tudo que eu aprendi, tudo que eu origino de deals, o time que eu estou montando. A gente vai ter a XP não só ajudando, eventualmente, a captar, mas principalmente ajudando a originar. Então os 10 mil assessores da XP Brasil afora vão poder trazer oportunidades de investimento para o nosso time. Eu acho que isso se torna especialmente interessante agora, aqui no pós-pandemia, Às vezes startups antes de Série A não tem porque ter local físico. Então saiu do eixo Rio-São Paulo. Então você tem startups que você encontraria...
Do Nordeste é muito bizarro.
Você tem o Nordeste, você tem Centro-Oeste...
Lá, cara, a quantidade de startups que você conhece lá faturando acima de um milhão de reais por mês com software é gigante.
Interior de São Paulo, nordeste, Manaus, que tem faculdade boa de engenharia, o sul do país. Então a gente tem startups pecando em todos os lugares e a cobertura começa a ficar mais difícil, porque essas startups tinham que achar um lugarzinho num co-work para pelo menos os co-founders estarem aqui em São Paulo ou Rio, talvez Floripa.
São Paulo e BH, foram os dois lugares.
É isso. Agora não precisa mais, o cara tá remoto, ele fala, pô, eu vou ter esse gasto lá depois do Série A, no Série B, lá pra frente, os devs vão ser remotos pra sempre, não tem jeito. Então acho que vai trazer um alcance tremendo. E a headline entra com duas frentes, uma é de insight, então a gente vai ter o fundador da headline, e o fundador da Redpoint dando insights, trazendo um pouco de inteligência de outras regiões. Então, nove de dez vezes, quando eu estou olhando um negócio no Brasil, tem um negócio parecido que eles já olharam fora do Brasil. O próprio Martins Kobari, que viu na XP um super potencial de investimento, ele brinca, ele fala, pô, investir no Brasil, a maioria das vezes, é olhar pra trás, investir no passado. Vale pra startup? Claro que a gente tem nossos açaí super bem-sucedidos que vão buscar o mundo afora, tá aí, a gente falou de Hotmart, Tem Jim Pez, são açaís.
Jim Pez saiu bem depois da pandemia?
Saiu. A Jean Pez conseguiu... Foi um trabalho muito legal, muito rápido. Eles conseguiram mudar muito a oferta. Incluíram serviços digitais. Então hoje você faz de meditação, aí eventualmente personal trainer, aulas gravadas. Então ele saiu muito mais forte. Foi sofrido nos primeiros meses, mas depois veio um rebote forte. Que animal. Então, a Headline traz isso e a Headline traz uma plataforma de tecnologia muito forte. Então, eles têm uma plataforma quante que está constantemente analisando 300 sinais de todas as startups do mundo e simplesmente aparece no nosso dashboard, tipo, Romero, você tem que falar com esse cara aqui, porque ele acabou de encontrar a Product Market Fit.
Sensacional.
Que irado.
Porque a derivada dele de crescimento é pequena, mas a derivada é alta.
Você tem um radar.
O painel de cartão de crédito mostra que tem repetição dos mesmos usuários. O LinkedIn mostra que ele está contratando time de vendas. Ele acabou de instalar o HubSpot e está instalando o Salesforce. Então, se o cara está instalando o HubSpot, contratou cinco pessoas de vendas, ele está montando máquina de venda. Ele vai levantar um serial daqui cinco meses, seis meses. Bate agora. Esvazia. Então, é usar dados a favor. Então essa combinação a gente acha que vai ser muito legal. Então a ideia é conseguir cobrir todo o mercado brasileiro de early stage e investir-se de série A, preferencialmente entre os dois. Esvaziar o série A que vai acontecer daqui seis, nove, doze meses e investir antes.
Se você a partir de amanhã tivesse que ser professor, qual matéria você daria? Acabou tudo amanhã. A partir de amanhã, você tem que ser professor, você tem que escolher uma matéria. Que matéria você faria?
Pô, eu não sei.
Pode ser Venda, pode ser Gestão, M&A.
Não, talvez... Pô, boa. Eu acho que... Eu acho que, obviamente, investimento em tecnologia e inovação é algo que eu venho estudando muito nos últimos sete, oito anos, então eu tenho muito conforto em falar e ajudar. Então, pô, eu quero começar a investir como anjo, eu quero montar o meu family office, uma estratégia disso ou daquilo, quer dizer, é algo que eu tenho um trânsito muito bom. Na minha vida de empreendedor, a gente não tinha muito framework quando a gente começou lá atrás. Tinha Lean Startup para ler e saber o que seguir. A gente fazia na intuição. E essa academia que a gente tem hoje está escrita em cima de tudo que foi feito na intuição nos últimos 20 anos. A academia, daqui a 10 anos, vai estar sendo escrita pelo que está acontecendo agora e não necessariamente o que já está escrito. Mas eu acho que toda essa parte de inovação, em geral, startup, principalmente acho que cultura é algo que eu gosto muito, que eu adoraria ensinar.
Coincidência, o Dia 4 tinha uma vaga de mentor nisso.
Vambora, vambora.
Coincidência. Vambora, impressionante.
Adoro quando você faz esses convites ao vivo, entendeu? Que dali...
Impressionante. Vai ser uma honra.
Logo aqui tá faltando pra lançar esse ano aí, mano.
Não, eu acho que assim, falando... Cultura Romero Rodrigues Israel. Acabou.
Sold out três anos já sem vaga.
Vambora, ainda mais com Israel, pô. Eu acho que... Você para pra pensar, o nosso cheque, quando a gente investe, no estágio que a gente investe, Ele é usado pra duas coisas. Ele é usado pra contratar talento. Geralmente a empresa, a startup, tem os founders e tem técnicos muito bons nas diferentes áreas. Um cara bom lá de marketing, mas ainda júnior. Um cara bom lá de produto, design, mas ainda júnior. alguns devs, o que falta é aquele primeiro nível que vai ajudar os founders a irem pra próxima etapa. Então a gente ajuda muito nessa contratação. E a segunda coisa é ajudar em máquina de vendas. A gente entra, depois que ele já testou um pouco de modelo de negócio, que já tem um pouco de receita, que eu consigo olhar os números e falar, pô, eu acho que dá pra tornar o processo de vendas aqui um processo repetitivo e escalável. E aí depois que ele escala vendas e monta o time, a gente vai ajudar ele a levantar a próxima rodada. Então são É um espaço muito gostoso, é um espaço que você ainda consegue atuar com muito insight e muita referência de outras experiências e que a startup já passou um pouco aquele vale da morte de encontrar o product market fit que aí sim você precisa de uma intuição do founder, né? Eu brinco, é que é o Guilherme Benchimol quando ele falou, putz, o caminho não é aquilo, o caminho é a educação.
Nem...
Esse tipo de insight são frameworks mais difíceis. Você faz, pô, design thinking, mas você precisa de uma intuição. Pós isso, você tem mais academia e você consegue colocar mais máquina pra funcionar.
Muito bom.
E aí? Ele falou de um dia ruim e o dia bom.
E agora o dia bom? Qual foi o dia... Qual foi o melhor dia?
Foi o náufrago?
Não, ele tem o nascimento da filha que ele já tá pensando ali que deu pra ver na pupila.
É, não. Vida pessoal... Qualquer coisa. Filhota.
Não, vamos pra vida profissional.
Mas vida profissional, olha... Quais foram, assim.
Três dias que você falou, cara...
É isso.
Porra, é essa parada.
Foi pra isso que eu nasci, caralho.
Bom, eu acho que, sem dúvida nenhuma, O dia que todo mundo considera e realmente foi um dos três dias mais importantes, mas eu não diria que necessariamente o primeiro, foi o dia do anúncio da aquisição do Buscapé. Não pela parte econômica, não que tenha sido ruim, mas pelo momento de ter conquistado, a gente nem sabia o que estava acontecendo, a gente não queria que fosse divulgado o número, era uma época que tinha muito sequestro em São Paulo ainda. E a gente chegou a pedir em contrato pra não ter divulgação de número, mas a Naspers era listada, era obrigado a anunciar. A gente não fez prejuízo.
Tu era meio excêntrico, né? Tu andava no Mustang, não era?
Não, o Mustang eu comprei como um presente pra mim pós... Pós-M&A. Pós-M&A, é, foi... Que era o Mustang vintage. Foi meu presente. É, é um Mach 1, 1969.
Ainda tem?
Tem, tem. Tá lá guardadinho. Mas foi um dia que, no final, foi emblemático porque, até então, as pessoas não entendiam muito bem, quem tava no mercado entendia, mas eu, jornalista, eu lembro que quando aconteceu o Dia, o jornalista ia falar assim, mas eu não tô entendendo, um site pode ser comprado? Porque não tinha transação, internet desde 2000, praticamente, ficou aquele inverno nuclear, o estouro da bolha, então acho que foi um dia que, que a gente conseguiu mostrar um pouco do protagonismo que a gente tava ali fazendo há 10 anos.
Foi o sinal de esperança.
Foi, foi a primeira fruta de tâmara que saiu da árvore 20 anos depois. No nosso caso, 10, 11 anos depois. Esse foi um dia legal.
Quando você assinou, quem foi a primeira pessoa que você ligou?
Meus pais.
Teu pai é gente boa demais.
É, meus pais. Gente boa demais.
Faz Google Ads até hoje. Cara forte.
Ele que pilota, ele que gosta de pilotar a campanha lá dele.
Tava lá em Angra, tá achando o dedo nas campanhas reclamando, se Google só ficar mais caro...
É isso aí. Segundo dia, eu acho que teve dois dias no começo, mas que deram muita satisfação. Um dia foi o dia que aquele varejista que quis processar a gente, a gente, depois de três anos, acabou tirando ele do ar, porque era o único que não pagava. E aí, no final das contas, ele ameaçou processar de novo. E a gente tava assim, ferrado aquele ano. A gente tava... prestes a fechar a empresa, o board tinha falado se não tiver ponto de equilíbrio até dezembro de 2002, nós vamos fechar, mas aquilo falou, meu, estamos no caminho certo, tem alguma coisa aqui que está rolando, que está indo para o caminho certo.
Pra quem não conhece a história, nesse dia o varejista que ligou mandando ele tirar, ligou ameaçando se ele não botasse.
De volta, exato. Ele tinha ligado em 99, terceiro dia do 7 no ar, ameaçou processar se a gente não tirasse. E aí ele ligou três anos depois que a gente tirou, ameaçando processar se não colocasse de volta.
Esse sentimento de guerra, de competitividade, cara, ele não tem como. É difícil falar isso, mas ele é diferente. É real, a gente não tá aqui pra ser hipócrita. O sentimento de vitória em cima de alguém, de algo, de algo. É bom, irmão.
É verdade.
Todo mundo gosta. Ainda mais quando...
Não é à toa que o esporte é um dos negócios mais assistidos do mundo e a galera torce pra alguém perder. No final do dia é isso. O cara tá torcendo pra alguém ganhar, tá torcendo pra alguém perder, porra. Não tem hipocrisia. Tá torcendo mal pra alguém.
Eu concordo 100% e eu diria que ali o que foi também muito legal é que a nossa visão, o nosso propósito era da poder ao consumidor. Na hora que nenhuma loja queria estar no busca pé, muito menos pagar, a gente teve que entrar num plano kamikaze, porque a gente tinha um mercado de dois lados, um marketplace, uma plataforma, É.
Um modelo de negócio extremamente complexo e difícil.
Exato. Geralmente, você tem um problema de ovo e galinha, quem se começa primeiro. E o lado que vai pagar, não só não vai pagar, como quer te processar. Então, o único jeito da gente resolver essa equação era, obviamente, desistir. Seria ótimo. Se fosse a academia de hoje, você falaria assim, você não conseguiu o produto market fit, você não conseguiu testar a hipótese que o cara quer te pagar, vai pagar. Então, esquece, desliga e vai embora. O que a gente fez foi bem kamikaze, ele falou assim, não, então vamos fazer o seguinte, porque não vai ter outra coisa, é isso aqui ou é isso aqui. Vamos conseguir um número de consumidores tão grande, mas tão grande, mas tão grande, que ninguém vai poder se dar o luxo de não estar dentro. E essa foi a estratégia. Então, marketing era importantíssimo. Está em qualquer lugar. O que a gente inventou de marketing de guerrilha, rede de afiliados, Lomadiz saiu daí. Sei lá, festa universitária, a gente colava adesivo. O Thiago Lobão foi o meu primeiro cara de marketing, depois virou gerente de marketing, diretor. Ele saía em festa universitária colando adesivo Buscapé na altura do olho imitório. Não tinha aquelas mídias de imitório. A gente inventou, de certa forma, aquela mídia de imitório. E colava adesivo Buscapé com BR, Buscapé com BR, porque precisava de audiência. para o lojista que queria não estar, passar a querer estar e aí pagar. E foram quatro anos para isso acontecer. Acho que o terceiro dia foi agora, eu acho, quando em fevereiro a gente anunciou a parceria com a XP. Sempre tive uma identificação com o Guilherme enorme e vice-versa. E assim, um capítulo novo de uma história bem-sucedida já de investimento, acho que você pega o Red Point 1, Red Point 2. Empresas grandes, no primeiro fundo tem quatro unicórnios, no segundo fundo está indo super bem também. E agora montar isso numa plataforma grande, que vai dar muito alcance e vai democratizar muito o investimento em startup. Então a gente quer que o brasileiro possa ter acesso a essa classe de ativo, que hoje é restrita a quem só tem grandes cheques para investir.
Com conhecimento para entrar na startup ali.
Exato.
Você acha que hoje a Local Web... Rapaz, vai perguntar, senão eu vou aqui...
Não, vai embora, vamos embora.
Você acha que hoje a Local Web, ela tá pegando meio que o seu... Eu percebo isso, tá? Ela pegou o teu playbook e tá dando continuidade. Depois do IPO, as aquisições que eles vêm fazendo... me parece muito o que Buscapé fez lá atrás. Você acha que tem uma similaridade nesse plano de execução?
Eu acho que tem, não sei se de propósito ou sem querer, mas tem. O Fred Trajano, da Magalu, que eu adoro, tem um carinho restreito.
A gente tá tentando trazer ele aqui. E aí a gente tá convenciando.
Puts, é incrível o trabalho deles, foi nosso primeiro cliente. Foi o primeiro varejista que acreditou. Lembro que a gente pegava busão 5 da manhã pra ir pra Franca, encontrar com ele, encontrar com a Luísa, que eu adoro de paixão, foram super parceiros. E mesmo recentemente ele falou, cara, muito do que eu tenho feito nos últimos anos, Deu lembrar daquele quadro que você tinha na sala de reuniões, que a gente tinha um quadro que falava, pô, awareness, interest, decision, action, post-sale, resale. Então vamos atuar ao longo do ciclo. Hoje é o famoso funil, mas ao longo do ciclo de compras de um produto. E fiquei super feliz de falar, pô, que legal que, apesar do Buscapé não ter conseguido dar sequência a isso, o mercado está vendo dessa forma. Então acho que sim, tem uma inteligência muito grande no que tanto a Magazine Luiza quanto a Local Web está fazendo, que é entender Não é muito diferente do que uma startup faz, mas pensando aí na floresta e não na árvore, entender um pouco, se eu estou conversando com esse usuário, esse cliente, o que seja, que outras dores ele tem que está no meu core business que eu posso prover. É muito aquela história do Golden Circle até, do Simon Sinek, que é, pô, qual que é o meu why? Entendeu? Porque a Dell ficou presa no why eu sou monitor e a Apple ficou presa no why eu vou destravar o potencial da cabeça das pessoas. E quando você pensa maior, você pode falar, pô, não sou só computador, eu sou smartphone, eu sou relógio, eu sou fone de ouvido, é um ecossistema. Então acho que todos, nesse caso, esses dois estão pensando em criar um ecossistema em volta do core business. O Mercado Livre tem feito isso super bem também.
É, são maneiras operantes diferentes, mas eu acho que o playbook que você começou tem estado do lado da cabeceira dessa galera ali até hoje. Pelo menos eu, no mercado de e-commerce, percebo muito isso. Já até provoquei muito o próprio Mariano sobre essa avenida. E aí, óbvio, ele tem uma tese completamente diferente, ok. E aí tem que acreditar em alguém e seguir.
E tem espaço para diferentes estratégias.
Exato, exato.
Cara, uma coisa que eu me pergunto aqui muito é, você teve do lado do construtor, agora você está do lado do investidor. Eu também estou nesse lado do investidor e do construtor aqui. Só que, cara, para mim, construir... Não quer dizer que investir não é construir, é ajudar as pessoas no dia a dia, mas você quer também uma energia muito diferente, uma vontade, um commitment de tempo que é bem diferente. E aí, você está construindo, querendo ou não, a sua gestora, né? Não tem ainda aquela vontade de, pô, vamos lá, vamos construir, eu ali na frente, guiando esse negócio.
Tem duas derivadas dessa construção. Primeiro é construindo a gestora. E o segundo é ajudando a construir os negócios que a gente investe de uma forma mais indireta. E é curioso, vou contar um caso aqui que é muito legal. Eu tive a honra de, alguns anos atrás, três ou quatro anos atrás, ser chamado para ser paraninfo da minha turma, da minha alma mater, da Poli, para uma turma. E fiquei super honrado de voltar lá como Paraninfo. E acho que foi um dos discursos mais nervosos que eu já fiz na vida. Acho que foi um dos discursos que pra mim eram dos mais importantes. Isso e um grande amigo meu, o Mário, que é cofundador do Buscapé, que eu casei ele, que fui o padre. Então aquele discurso também foi foda.
No primeiro discurso de casamento meu, eu chorei e não consegui fazer.
É, não é fácil.
Muita expectativa de que eu fazia palestra, tal, tal, tal, ia arrebentar. Eu escrevi, saquei o celular pra ler e não conseguia ler.
Não dá.
Gaguejava.
RD Summit, TED, tudo isso é fácil nessas horas. E aí eu encontrei com um professor meu, que me inspirou muito, e que me deu o primeiro emprego meu, que era no LARC, no Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores, onde a gente começou o busca-pé durante essa fase. E eu falei, pô, professor, eu imagino voltar um dia pra academia, dar aula aqui, pô. O senhor sempre teve essa vida de jornada dupla, porque ele fundou a Scopus, né, o Patinho Feio, o primeiro computador do Brasil, foi energizado ali na mão dele, de outros professores ali da Poli. E você sempre continuou como um grande executivo da Scopus e continuou na vida acadêmica e tal. Eu imagino um dia voltar e tal, não sei o quê. Ele falou, ah, poxa, vamos falar mais disso. Fica à vontade pra quando você achar que tá pronto, E eu falei, pô, como que é isso? Ele falou, olha, eu acho que você vai perceber agora que você está investindo que tem uma similaridade muito grande, porque quando eu vejo um aluno meu começando um negócio como vocês começaram o Busca Pé e isso dando certo, eu me sinto empreendendo através das suas mãos. e você vai sentir isso agora com os teus empreendedores, que você vai apoiar. E realmente é isso. Então, óbvio, você tem que saber o seu papel, o seu lugar, como a gente falou antes, e você está ali para apoiar, para ver alguém que está passando por um monte de coisa que você passou e você está muito melhor posicionado para entender qual a aflição daquele founder, daquele empreendedor, e tentar ajudar ele a resolver aquele problema. Então sim, você não tem a Operação, não tem o Olaforte, não tá lá fazendo o All Hands Meeting, o Town Hall, seja lá qual for o nome do evento, mas ao mesmo tempo você tem uma coleção ali de empresas que vão te procurar também para aqueles momentos mais legais. Então eu sempre gostei de resolver enigma, de pensar em estratégia, de resolver... Eu sempre fui capitão de tempestade. Então, pô, tá com problema. A gente esteve lá, uma vez os dez maiores varejistas do Brasil se reuniram na câmera neta e saíram no mesmo dia todos do Busco a Pé. Mesmo dia, por coincidência, depois de uma reunião. Então, pô, puta crise, como é que resolve isso? Então eu tenho isso de 20 empresas, esses 10%, 5% de tempo que você tem que resolver um problema grande, eu tenho... 100% desse tempo, de diferentes empresas. E eu não tenho a burocracia, eu não preciso ficar assinando contrato, eu não preciso ficar revendo balanço, eu não preciso fazer feedback, follow-up no time, founder. Mas o founder acaba chamando a gente para os momentos gostosos.
Animal, sensacional. Cara, outra coisa aqui que eu vou aproveitar. Você foi um dos primeiros caras a pegar... essa mudança do consumo no mundo. A internet veio. E você também pegou a mudança para mobile. E agora a gente vê que cada vez que passa, parece que não vão inventar nada novo, mas as melhores ideias ainda nem foram inventadas. Isso é um negócio muito louco. Olhando para frente, o que você imagina? Você consegue fazer esse exercício? Você faz de vez em quando esse exercício de futurologia? Para onde o mundo vai? O que vai ser? Como você olha para o futuro em termos de tecnologia?
Boa. Eu faço, mas eu tenho que dizer que...
Eu faço, mas não compro.
Eu tenho que dizer que não é tão útil no nosso dia a dia, por quê? como venture capital e sim a gente tem investimentos que são baseados em tese então 2018-2019 eu comecei a avaliar duas teses que eu achava importante pensando nisso como ia evoluir o mundo em 10 anos não precisa ser em 100, eu olho um horizonte de 10 e tinham Duas coisas que me pareciam muito quebradas. Uma era a parte de saúde mental. Isso antes de pandemia, 2018, 2019, você tinha 50% da população economicamente ativa sofrendo de problema de saúde mental. Fosse burnout, fosse estresse, fosse ansiedade. É um mercado gigantesco. E pessoas que estão tomando decisões muitas vezes importantes. Porque pode ser um piloto de avião. Pode ser um contador fazendo uma revisão de uma auditoria de uma empresa que vai ser listada, pode ser um advogado revendo uma cláusula importantíssima de um contrato. E o principal equipamento dessas pessoas tá quebrado. E aí a gente desenvolveu uma tese, conversou com todas as startups no mercado, só que não adianta você fazer isso, conversar com todas as startups e tentar mudar alguma das startups pra fazer o que você acredita que vai ser o mundo. Você tem que ficar passivo e você tem que esperar encontrar alguém que pensa que o mundo daqui a 10 anos vai ser que nem você pensa, que seja um time muito bom e que esteja preparado pra ganhar esse jogo. Sim, a gente monta a tese. A outra tese foi no espaço de condomínio. Tem dor pra caramba.
Nem precisa começar.
A gente também mapeou e ficou esperando e olhando. Na hora que apareceu alguém que encaixava exatamente no que a gente procurava, a gente foi e investiu. Mas, para ser muito sincero, 80% do portfólio é montado de uma forma reativa. A gente vai atrás de um espaço de um setor ou o founder vem. A gente vai atrás de um espaço de setor não, a gente vai atrás de startups ou os founders vêm e aí a gente analisa de tudo que a gente viu, a gente vê 1.200 por ano para investir em seis. a gente vai tirar as 1.194 que são menos propícias a virar uma empresa de 1, 2, 3 bilhões de dólares. Então a gente depende muito da inovação vindo do empreendedor. Aí sim, quando vem, principalmente quando é alguma coisa de tecnologia de fronteira, aí precisa parar, sentar e falar, pô, será que faz sentido isso? Será que esse mercado vai existir daqui a 10 anos? E aí a gente traz o Jeff, o Matias, traz o pessoal da headline do mundo inteiro, faz essas discussões em grupo, um fala, pô, aqui na Europa a gente tá vendo assim, na China a gente tá vendo assado, não vale de silêncio é desse jeito. Leva tudo isso em conta e decide investir ou não. Então assim, não é tão sexy esse exercício de futurologia.
Eu acho que o Nardon tava curioso pra saber do lance da tua capacidade de prever o comportamento do consumidor. Você previu a comparação, a compra inteligente, depois você previu o mobile, foi a mudança no momento da compra. E tipo, para onde você está vendo agora Metaverse, NFT, Alexa, voice commerce? Para onde você... O que você está apostando assim?
Qual seria os seus apostos?
Acho que aposto é difícil de falar, mas sim, acho que... Para onde você.
Está vendo o comportamento do consumo?
No fim do dia, quando você está ali no dia a dia vendo as coisas acontecerem, você dá dois passos para trás, você consegue, você vai mais ou menos para lá. Logicamente que cada vez mais essa previsão diminui de prazo. É impossível você conseguir ver 10 anos para frente, você consegue ver talvez seis meses, um ano, antecipar, ver na hora que você está... Está vindo, agora tem que pular dentro.
Boa. Acho que especificamente em consumo, eu arriscaria algumas tendências mais de longo prazo. Primeiro, acho que assim, a gente tá cada vez mais num mundo de experiência de uso e não de posse. E uma série de problemas não foram resolvidos. As pessoas não sabem, se eu perguntar aqui, vocês não sabem como escolher uma televisão. Vocês não vão saber o tamanho certo, não vão saber a diferença entre os oito modelos da Samsung, os cinco modelos da LG naquele mesmo tamanho de tela, porque tem lá mil modelos, e você leva isso pra tudo que é bens de consumo, e a gente pode até exagerar, ir pra roupa, ir pra coisas que são muito menos duráveis, e eu vejo que essa geração que tá começando agora a entrar na faculdade, sair da faculdade, eles não querem ter apartamento, eles não querem ter carro, vocês acham que eles não querem ter TV ou sofá ou qualquer outra coisa? E eu vejo pouca alternativa nisso. Eu, por exemplo, adoraria alugar todos os eletrônicos que eu tenho em casa ou fazer um leasing, sei lá qual vai ser o formato financeiro. E ninguém me provê esse tipo de serviço ainda. Então eu acho que a relação de consumo vai mudar nesse sentido. A gente começa a ver gente experimentando isso, acredita-se, do certo, que a gente investiu no fundo um, tá fazendo com o iPhone. Então você tá lá, paga um valor e tem um iPhone pra sempre. E vai mudando o modelo, você vai tendo um novo iPhone. E pronto. Então eu acho que essa coisa de você adquirir, comprar, eu acho que vai diminuir muito. E vai ser muito mais você usar.
Sensacional.
Eu acho que a gente tá falando, Agregando nessa pergunta do Nardão aí, eu acho que a gente está muito, muito mais do que sempre vivendo uma era da comunidade, sabe? As pessoas querem usar o produto só pra participar de grupos. E talvez se o site de compra coletiva nascesse hoje, ele seria muito mais abraçado pelo consumo do que na época que foi, que foi uma questão de desconto só. E hoje não foi aquela questão de social, de viralizar, etc. Então, eu vejo isso cada vez mais. As pessoas não estão conhecendo as marcas mais pelos caminhos tradicionais. São muitos caminhos. É grupo de WhatsApp, por exemplo. Hoje, cara, todo dia tu conhece uma marca nova pro grupo. Teve os meninos da Minimals. né, que a Marcela tava aqui, os caras tão vendendo 1.5 milhões de reais por mês de camisa básica. Quando isso era possível, porra? Qual é o principal canal do cara, entendeu? Tipo, é TikTok, é influenciador, ou seja, o cara usa o influenciador, escala aquele influenciador no TikTok porque sabe que tem aderência e bum, tem uma empresa de moda que fatura um milhão e meio que era algo Porra, cinco anos atrás, só a rede ia faturar isso. Era uma coisa impensável. Então eu acho que isso aí é uma coisa... O G4 é isso.
Acho que as cadeias todas de distribuição estão em jogo. Então quando você pensa isso, não precisa mais ter uma rede de lojas, não precisa mais estar no shopping, porque eu sou D2C, eu sou uma DVNB ou whatever. Você tem exemplos, que eu acho que aqui ainda está um pouco no começo, mas na China com o Pinduoduo, que está redesenhando a cadeia de hortifruti, quer dizer, se você parar pra pensar, hortifruti não faz nenhum sentido do jeito que a gente consome hoje. Você perde 50, 60% do produto entre a produção e a gente chegar na tua prateleira, na tua casa, porque vai para o seu agéspio, cai no chão, perde, vai para a central do pão de açúcar, distribui nas lojas, na loja fica velho, quer dizer, está quebrado.
E você tem algumas soluções agora surgindo, né? Diferente agora.
Eu acabei de assumir como advás da mantequeira, lá dos ovos da mantequeira. Pô, os caras estão construindo no mercado de ovos e é absurdo. Você tem o clube do ovo, que você assina o ovo e recebe o ovo fresco da granja de galinha solta, que é tipo tudo da melhor qualidade em casa, agendado na data que você quer. E agora eles estão fazendo loja de bairro e estão com o carro do ovo. Ou seja, os caras estão conseguindo fazer o ovo ter marca. Não vai ser mais uma questão. Tu não vai querer comprar ovo. Tu vai querer comprar manteiqueira. Então, isso que você falou ainda tem muita oportunidade.
Cara, eu quero saber de história maluca. História maluca. História maluca. Você tem muita história maluca. Você deve ter muita história maluca que já aconteceu. Não precisa contar um santo, conta o milagre. Conta o milagre, mas conta o santo. Cara, as histórias mais malucas que você já viu nessa internet brasileira.
Teve uma vez que eu cheguei em um lugar, achei que era o continente, Depois, um hotel. No final, eu descobri que era uma casa. Eu tive essa história uma vez.
De repente, era uma ilha.
É, era uma ilha. Uma casa, então. Era uma casa numa ilha.
Muito louco.
Essa história foi muito louca.
Mas, cara, eu quero ouvir histórias malucas que você já ouviu na internet, cara. Pensa em duas aí. Você deve ter um monte, né?
Ah, eu tenho uma boa.
Conta, você.
Você lembra desse cara? O moleque, na época, tinha 25 anos, que tinha um site que vendia 3 milhões por ano de coroa de enterro.
Caramba!
Você lembra dele? Era a case da Pegne direto. E aí depois ele lançou o Flores pra Maternidade, faturava 6 milhões por ano. Eu me lembro que na época, cara, a gente tá falando de uma época, cara, foda assim, que o cara tinha um site pra quem nasce e quem morre, e faturava oito milhões por ano. Tu lembra dele?
Lembro.
E era um sistema muito inteligente. Ele não tinha o site. Ele pegava os produtos mais vendidos, subia no site, você comprava, ele ligava para a Floricultura do endereço que você comprou, comprava da Floricultura e mandava entregar. Cara, isso nessa época que, porra, não existia nada. Tinha nada. Tinha nem loja integrada.
Maravilhoso. Alguma história maluca? Não precisa ser de negócio. Pode ser alguma festa que aconteceu. Tipo as histórias do Mandique.
As histórias do Mandica eram boas.
Eu... Como é que tu foi parar.
De falar em garoto de programa?
Isso eu ainda não precisei. Acho que eu não ia fazer muito sucesso.
Como é que você virou garoto de propaganda de um empreendimento de negócios no Vale do Cícero?
Foi o seguinte, um amigo meu falou, Era a minha agência, na verdade, super parceiro, o pessoal da Jotacon. E ele falou, meu, pô, eu vendi pro cara que eu ia te colocar como garoto propaganda pra conseguir a conta. Eu falei, cara, desculpa, mas não vou, não tenho tempo, não faz nenhum sentido. Não é que até fazia sentido, porque, pô, era contar minha história. Então ele falou, cara, tô te pedindo um favor. Eu prometi pro cara que eu vou perder a conta, eu ganhei a conta. Pô... Nunca te pedi nada. Sabe aquele famoso? Nunca te pedi nada. Aí eu, caramba, tá bom. Falei, mas eu não vou, não tenho tempo, não dá, não sei o que. Ele falou, não, não tem problema, eu pego tua foto de divulgação oficial, edito, recorto, coloco. E foi isso, cara, foi isso.
Foi muito bom. Eu não tinha...
Eu não tinha, não fiz nada, mas pô, foi lá, pingou lá um cachezinho. Mas foi esse favor, foi esse favor pra esse brother.
Foi demais.
Deixa eu pensar em alguma história boa.
Vai, conta todos.
Vai pensando, eu vou fazendo as perguntas fáceis pra caramba. Qual é a notícia que você já recebeu no mundo, assim, que mais mexeu com você? Acontecimento global que mais mexeu com você?
Puts, global.
Pode ser do Brasil, pode ser do Brasil. Mas notícia sim, sabe? Tipo, o Nardão falou que foi a morte do Senna.
É, a morte do Senna, assisti ao vivo, foi punk mesmo. Eu lembro bem, muito bem, do 11 de setembro. Eu tava no busca pé e eu tinha acabado de descer no boteco da esquina, então vi meio ali na hora que aconteceu ao vivo. Foi punk. Outra coisa que dava vista, eu lembro até hoje, tava trabalhando tarde, tava chovendo e, de repente, um puta clarão, assim, enorme, fogo, fumaça. Foi o acidente da TAM, que deu pra ver ali. Porque o nosso escritório, nessa época, não era na Paulista ainda, era na Vila Olímpia. Ali, bem na Vila Olímpia, quase marginal, ali, Bandeirantes. E deu pra ver também, foi bem punk. Do mercado, em geral, Como é que.
Você sai tão bom?
Do mercado, acho que o que mais me pegou ultimamente foi a do WeWork. Quando não teve o IPO, saiu esse ano.
Já viu a série?
Estava assistindo esse fim de semana. Faltou um capítulo. Animal, WeCraft.
Está muito maneiro.
Tem que ver, está incrível.
Sensacional.
E eu dei uma procurada online, as entrevistas, aquilo ali é idêntico.
Cara, eu acho que a gente deveria fazer uma série dessa dos bastidores da internet brasileira. Você quer ver outros livros igual aquele lá? O livro do Bach tem as histórias...
Eu tô rabiscando aí uns causos da época de Buscar Pé pra contar. A gente teve uns bons causos, né?
Ó, eu tenho mais uma bomba aqui.
Manda, manda.
Um superpoder pra acabar com o problema do mundo. Qual problema você acabaria?
Puta... Um superpoder pra dar pra todas as pessoas?
Um problema. Não, tu vai escolher um problema do mundo pra acabar agora.
Falta de educação. Dá educação pra todo mundo. Só isso que resolve tudo.
Great.
Boa.
Por que você tá me paquerando? Tá me olhando com essa carinha, tipo, vai, vai.
Você tá com essa camisa jeans aí, cara.
Não fala marca, irmão. Não fala só. Falo marca pagando, brother.
Eu acho que tem duas coisas.
Isso aqui não é ONG não, meu irmão.
Isso aqui não é ONG não. Você tá com essa camisa jeans aí, ó.
Mas eu acho que tem duas coisas que transformam o mundo. Óbvio, você pode colocar esforço em saúde, é super importante, ou em fome, mas eles remediam, eles não mudam a sociedade de patamar. Educação e empreendedorismo mudam, quer dizer, uma sociedade mais empreendedora não admite um monte de coisa, uma sociedade mais educada não admite um monte de coisa, escolhe melhor seus governantes, tudo progride. E é transformador pra sempre. Não volta atrás quando você tira aquele investimento. Por isso.
Você tem uma filha, né?
Tenho.
Qual é o conselho que você mais torce pra ela entender cedo e absorver?
Puts... É difícil ser pai, viu? Pra quem... Pra quem acha que é difícil empreender em startup, eu tô achando...
Quantos anos ela tem?
Três anos e meio. Eu tô achando na paternidade assim... Me encontrei. Depois que eu tive ela, diminuiu a ansiedade, diminuiu tudo. É uma delícia. Eu acho que a coisa mais importante que eu tentaria deixar pra ela é que no final do dia, os grandes problemas, que a gente acha que são grandes problemas, não são tão grandes problemas. Um amigo meu disse, se dinheiro resolve pra começar não é problema. Problema é quando nem o dinheiro resolve. E que a capacidade dela de encarar o mundo, de ver o mundo, é a maior ferramenta que ela tem pra felicidade. Então assim, o cérebro, a nossa mente, ela é o maior vilão ou é o maior super-herói pra gente ser feliz. É tudo o quanto a gente consegue controlar a mente e não deixar ela controlar a gente. Então eu sou muito fã de estoicismo, sou muito fã de Vedanta. Vedanta é mais religioso, mas é menos a mesma essência de uma filosofia estoica. E se você consegue entender esse equipamento que você tem aqui em cima do pescoço, você passa por essa vida super bem, feliz, curtindo, entendendo os desafios que você tem, respeitando e resolvendo esses desafios.
Pois dessa já dá pra fechar, cara. Não precisa nem pedir mensagem final. Caramba, vedanta. Vou procurar ele aqui.
Muito bom. Mas não tem acho que nada mais honesto que a mensagem final ser a mensagem que eu deixaria pra minha filha.
Exatamente. Por isso que eu fiz essa pergunta já pensando. A última era hambúrguer ou pizza?
Sacanagem. Puta, hambúrguer. Hambúrguer mal passado. Não tenho nem o que pensar. Eu sou carnívoro, infelizmente. Eu não consigo ficar sem.
Bom, então, galera, esse foi mais um episódio aí dos extremos. Nardom, quem quiser te encontrar na rede social, vai aonde?
Bruno.Nardom, lá no IG, no Instagram.
Comeara você.
Romero Rodrigues, tudo junto no Instagram. Linkedin também.
Bastante conteúdo. Linkedin é o Marco Forster do Brasil, né?
Sou, sou. Linkedin é... Bastante gente ali me seguindo, bem gostoso. Compartilho bastante coisa lá.
Olha aí, teremos divulgação desse podcast no Linkedin do homem.
Olha aí, olha aí. Não tem nem dúvida.
Galera, é o seguinte, o meu é arroba Alfredo Soares, não esqueçam de seguir o canal, de curtir esse podcast, deixar o comentário, qual foi o principal insight que você teve nesse bate-papo, deixa aqui pra gente, pra gente poder ver, pra gente poder preparar os cortes pra vocês e quem são os nomes que vocês querem que a gente convide pra estar aqui. Hoje recebemos esse garoto propaganda do Vale do Silício, esse menino Nextel, o dinossauro da internet brasileira e agora o democratizador de investimento das startups do Brasil.
É isso aí, galera.
Obrigado por ter vindo, irmão.
Obrigado. Parabéns pelo trabalho de vocês. Não por acaso, eu falei poder da educação para mudar o mundo e acho que vocês têm desempenhado um papel incrível em formar toda uma geração que está vindo de super empreendedores. Parabéns.
Obrigado, obrigado você.
Mensagem final, Nardon?
Obrigado por começar toda essa história da internet brasileira, cara.
O Nardon é o melhor host de qualquer podcast. A moral, chupa flow.
Mas obrigado, sinceramente, você é um cara que marcou uma geração e continua marcando. Você não só teve sucesso, como está em sucesso. E eu agradeço aqui em nome de todo mundo que... Em nome da geração toda. Da nossa galera, exatamente. As gerações novas só conseguem alçar voos maiores porque estão no ombro de gigantes como você. E que, cara, obrigado mesmo.
E pra fechar, tá? A gente agora já sabe onde o Thales inspira o cabelo dele.
Ah, garoto, tem que passar o creminho aí para nós, mandar para ele. Obrigado.
Valeu, galera.
Até o próximo episódio, compartilha nos grupos, compartilha para todos os seus amigos empreendedores, para o seu time e bora se ver no próximo. Valeu!
Uhul!
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