TALKS OF POWER #03 EMPREENDEDORISMO E FINANÇAS com Romero Ro

Transcript of a Portuguese-language panel (Power) featuring Romero Rodrigues with hosts Sheila and Bebel. Romero reviews recent tech market shifts since the pandemic (valuation boom then correction, higher interest rates, capital scarcity), highlights investment opportunities in healthcare, finance and AI, discusses startup fundamentals (large market, real pain, strong team), fundraising tactics (staged risk reduction, convertible discounts, dilution risks) and reflects on his path from Buscapé to venture investing (Headline/XP).
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Gente, a gente vai ter um convidado agora, que é super especial, né, Bebel? Aliás, todos são muito, muito especiais. Mas ele já passou por aqui, tem uma presença super forte com o PowerCast, né? Tem uma história muito legal.
É um parceiraço nosso.
É um parceiraço nosso. E a gente ama a tecnologia, né, Bebel? Ele é empreendedor, ele é tech, ele é tudo.
Falar muito de finanças, vai ser maravilhoso. E ele tá há 25 anos empreendendo e investindo em startups, gente. Já são mais de 200 startups e 9 delas são hoje unicórnios. Vem pro palco, Romero Rodrigues!
Uhul!
Adoro. Ih, gente, ó, ele teve um acidente.
Perdemos o Romero.
Olá!
Bem-vindo, Romero. E tem o microfone mais bonito do mundo aqui, tá bom?
Vou ficar mais pertinho de vocês.
Bora!
Vocês estão bem?
Ótimo, obrigada por estar aqui com a gente hoje.
Imagina, é um prazer estar aqui com vocês, como sempre.
Romério, você que está aqui toda hora, a gente vai falar de assuntos de tech, tá gente, que a gente é apaixonado, eu tenho certeza que vocês também, e de muito empreendedorismo. Queria que você contasse nesses últimos dias, nesses últimos meses, do mercado que você está vendo nessa parte de tecnologia, quais são as novidades que está tendo no mercado.
Boa, bom, eu diria que o mercado de tecnologia é de Um ano e meio pra cá ele chacoalhou bastante, né? E acho que é efeito de vários movimentos. O primeiro é no pós-pandemia. A gente viu durante o pós-pandemia, logo após, os valuations de tudo, o valor de tudo crescendo. Seja bem de consumo fila de um ano para conseguir comprar um Rolex, gente comprando Bitcoin, gente comprando cripto que não fazia nem sentido e a mesma coisa aconteceu com startup. Então os valores explodiram em 20, 21, começo de 22 e isso começou a ajustar. Mas no mesmo momento que começou a ajustar os valuations de startup, começou também a ter inflação, os juros começaram a subir no mundo inteiro e isso ainda causou um efeito perverso em cima já do ajuste das startups. Então o mercado ficou muito seco, o capital ficou muito escasso. E o que a gente vê nesse momento é que muitos empreendedores, muitos founders conseguiram se adaptar a esse cenário, eles cortaram custos, demissões, que saiu bastante na mídia, não só startup, empresas grandes, Google, Meta, Amazon, todas, praticamente sem exceção Apple. justamente para ajudar a ajustar a estrutura de custo e poder, no caso de uma empresa listada grande, se tornar, já que não está crescendo, pelo menos se tornar um pouco mais lucrativa. Mas no caso das startups foi sobrevivência. Então, poxa, se eu não vou conseguir captar mais dinheiro, se ficou mais difícil, eu preciso ter dinheiro para mais tempo até o mercado melhorar. E aí eu acho que tem Algumas consequências disso. Startups que captaram muito dinheiro num valuation muito alto, que parecia ser um negócio muito bom em 2021, estão mais encrencadas, por incrível que pareça, do que as que não captaram num valuation tão alto. Porque além de ser difícil captar, é muito difícil para uma startup captar dinheiro num valor de empresa menor do que o anterior. Porque ela acaba disparando uma série de cláusulas de proteção dos investidores. Então coloca elas numa situação um pouco enfraquecida. Em compensação a startup que estava lá remando, não tinha conseguido levantar dinheiro em 2021, começo de 2022, ela está pelo menos... É difícil captar, mas ela está numa situação melhor, que é o fato de que ela não tem que convencer nenhum investidor da última rodada que pagou 100 e que agora isso não vale mais 100, isso vale 20, 30, 40. Em qualquer um dos casos, O que eu percebo é, os empreendedores que conseguem captar dinheiro nesse momento, eles têm uma vantagem absurda. Então, apesar do cheque ser menor, vamos dizer, a gente, na headline, a gente faz cheques que vão de 1 a 10 milhões de dólares, 5 a 50 milhões de reais. Se antes, para uma determinada startup, em um determinado estágio, que a gente chama de, por exemplo, série A, se fazia um cheque de 5 a 10 milhões de dólares, hoje se faz um cheque de 2 a 4 milhões de dólares, é muito menor. Mas, em compensação, a startup que levanta dinheiro tem muito menos competição. Então, em 2021... A Bebel tem uma startup, não sei, marketplace de moda, levanta 10 milhões. Putz, a Sheila levanta 10 milhões, eu levanto 10 milhões, mas outros dois levantam 10 milhões. Então você tem 50 milhões de dólares colocado na tese, inflaciona o mercado. Então eu origino com as marcas. Vai bater cinco startups com dinheiro nas marcas, uma superando o preço da outra, vai disputar empreendedor, vai disputar propaganda no Google pelas palavras-chave, tudo está inflacionado. Agora, a da Bebel levanta dinheiro e ninguém mais levanta. Então, apesar de ela, em vez de levantar 10, ela levantou 3, ela é o único player, o único jogador naquele espaço. Então, apesar de ser um cheque menor, 100% do dinheiro para aquela tese está com esse empreendedor. Então, a chance de sucesso aumenta muito e torna o mercado muito interessante para investir.
Isso é muito legal, mas uma outra curiosidade complementando isso que você tá contando pra gente, você tem percebido algum segmento específico que tá em alta dentro dessas empresas e startups?
Boa. Eu acho que o Brasil especialmente tem alguns setores que são icônicos. São setores grandes, razoavelmente protegidos por legislação, extremamente ineficientes, cheios de dor. O primeiro trocadilho à parte é saúde. Nenhum setor tem mais dor que o da saúde. Orçamentos enormes, companhias que faturam muito e quase não dão lucro nenhum quando não dão prejuízo. Se a inflação é alta, a inflação de saúde é ainda maior. Então, entre 17% e 20% ao ano aumenta o custo de saúde. Então tem muito problema interessante para resolver em saúde. Outro é financeiro. Você fala, pô, mas já teve o Nubank, vai ter outro grande banco digital? Não sei, não apostaria nisso. Mas você tem uma série de serviços em volta do banco, ou de infraestrutura financeira também, que tem muito potencial no Brasil. E, de novo, o Brasil é o único nisso, né? Ele é uma jabuticaba, um açaí, então piques só tem no Brasil, boleto só tinha no Brasil.
Cartão de crédito várias vezes.
Exato, o parcelamento, explicar parcelamento pra alguém que não é brasileiro, eu falo, eu não entendo, mas o cartão de crédito justamente é pra isso. Eu pego a minha fatura, pago o mínimo, você fala, não, mas no Brasil você não pode fazer isso porque os juros da fatura é muito caro, então se financia Você parcela com o varejista, você fala, como assim? Não faz nenhum sentido. Então a gente tem essas jabuticabas que criam muitas oportunidades. Quando a gente vai para o cenário global, em Brasil e resto do mundo, o setor que está mais na moda é inteligência artificial, inteligência artificial generativa, para ser mais específico. Está tão na moda que eu diria que a gente olha, para vocês terem ideia, em torno de 3 mil planos de negócio por ano na headline. E eu diria que 95% deles, é sério, sem exagero, tem a palavra AI generativo no pit-deck, na apresentação da startup. Não quer dizer que está fazendo, tá? Essa até é uma dica para os empreendedores que virem. assistindo a gente, mas como a palavra tá na moda, empreendedor adora colocar buzzword pra atrair atenção. Infelizmente, muito poucos projetos tem inteligência artificial de verdade. A grande maioria o founder coloca lá, mas quando você vai tentar entender a tecnologia, ele na verdade colocou aquela palavra pra chamar atenção. Então, é engraçado isso, porque há três anos atrás, toda apresentação de startup tinha a palavra blockchain.
É verdade, a gente fazia reuniões... Tudo era blockchain. Exato.
Se não tem blockchain nem aparece, o cara nem faz o deck. A startup nem faz sentido ela usar blockchain, o cara punha blockchain. Depois metaverso, tudo tinha que ter metaverso. Agora a palavra da moda virou AI. O que é uma pena, porque eu acho que dos dois lados, um, a tecnologia eu acho formidável, e do outro lado, o empreendedor tem que tomar muito cuidado com essas promessas, porque pega muito mal. Então eu olho uma startup que o founder tá falando que tem AI, AI generativo, e eu vou olhar e vejo que não é nada disso, que é uma coisa muito mais simplória, e geralmente fala assim, não, mas no futuro eu vou desenvolver, isso perde já muito ponto na cartelinha, no boletim. É difícil fazer um investimento num founder que está te contando uma coisa, mas na verdade tem outra.
Eu até quero falar um pouco de inteligência, a gente estava até batendo papo sobre isso. A gente até passou ontem com o Ao Vivo falando sobre isso, dos robôs que estão usando. A gente estava em Portugal também usando muita tecnologia, carros da Tesla dirigindo sozinho. Como que você enxerga esse mercado num todo, né? Eu sei que aqui no Brasil a gente tá muito avançado, mas também não tá, né? Tá alguns anos atrasados aí, principalmente nessa parte de carro, nem imagino como que vai ser visto aqui. Como que você enxerga esse mercado usando essa tecnologia? Élon aí deu umas entrevistas também que a galera tinha que desacelerar, que tá ficando perigoso. Qual que é o seu ponto de vista em relação a isso?
Olha, Essa é uma questão, dá pra gente falar só disso.
Se o Romero já me conhece, eu vou falando 20 assuntos ao mesmo tempo, né, Isabel também.
Vai abrindo as janelinhas. Eu acho fascinante e também assustador a inteligência artificial em geral. É uma tecnologia que vem sendo desenvolvida desde a década de 70, na realidade, e que alcançou um ponto de inflexão, onde ela realmente começa a ter uma utilidade incrível. Então, assim, primeiro, startups de tecnologia de inteligência artificial, eu acho que o Brasil vai ver menos, porque a gente não tem uma área acadêmica tão forte quanto China, Israel, Estados Unidos. Mas a gente vai ver muitos startups usando as caixinhas existentes de inteligência artificial para inovar modelos de negócio. O que a inteligência oficial vai impactar? Poxa, vai substituir o ser humano? Acho que num primeiro momento não. Num primeiro momento é um exoesqueleto, como se fosse um Iron Man. Ele vai dar mais poder e mais força pra gente desempenhar as atividades do dia a dia. tornar o ser humano mais eficiente. Então ele aumenta a produtividade. Aumentando a produtividade ele é deflacionário, diminui a inflação. Por que isso? Porque um programador que é júnior, usando o GPT-4, ele se torna um programador sênior. Ele consegue subir três degrauzinhos na capacidade dele desenvolver. Uma pessoa de vendas ou um designer usando o Mid-Journey, ele vai conseguir dar o input certinho para o Mid-Journey e produzir uma foto maravilhosa sem precisar de todo um cenário, fotógrafo e assim por diante. Então acho que no primeiro momento ele dá mais poder para o ser humano. num segundo momento, sim, ele pode substituir várias tarefas que hoje a gente desempenha no dia a dia. Então, outro exemplo, num primeiro momento que ele resolve, escritório de advocacia, consultoria, auditoria, tudo que tem Número de horas, valor por hora e números de horas de pessoas que tem que pensar pra resolver um problema, ele vai num primeiro momento aumentar o lucro dessas empresas, então empresas de auditoria e consultoria vão ter uma margem maior por usar o chat GPT, mas óbvio, aí você tem um mercado, não é perfeito, mas razoavelmente perfeito, várias empresas começam a competir, preço cai, e num determinado momento você pode ter a substituição desses profissionais. O que que assusta? Assusta primeiro a velocidade, porque pra ir do chat GPT-3 pro 4, que é uma ordem de grandeza melhor, foi um ano e meio. Significa que daqui a um ano e meio você tem mais uma ordem de grandeza acima e mais uma ordem de grandeza acima. Então, se antes tava 9% bom, depois de um ano e meio, dois, ele foi pra 90% bom, pra adicionar mais um 9, vai mais dois anos, então 99% bom, 99.9, .9, .9. Então em poucos anos a gente pode ter um impacto muito grande. Última, para finalizar, que assusta, é que você não sabe exatamente porque que a inteligência artificial te dá o resultado que ela dá. Porque ela não foi programada, não existe um cabinho ali que alguém ligou e falou, ah, então faz isso, isso e isso. É uma decisão do próprio algoritmo, que na prática foi treinado mostrando para ele reconhecer padrões. Então você mostra um exemplo clássico, você mostra 5 fotos de 100 pessoas, cada uma dessas fotos a mesma pessoa feliz, triste, indiferente, zangada, enfim, 5 expressões, com metade da população de fotos, você treina, a outra ela descobre. Então, ele, o próprio sistema, vai encontrar os padrões necessários para saber o que é a resposta. Então, no último relatório da OpenAI, eles relataram um dos concernos, que o chat GPT mentiu. E ele mentiu pra enganar um humano pra fazer uma tarefa pra ele. Então, no caso, ele precisava entrar, atravessar um daqueles CAPTCHAs, né, de encontros, semáforos e tal. Como ele não conseguiu resolver, ele contratou no TaskRabbit, que é uma plataforma de serviços, um humano pra quebrar o capcha pra ele. E a pessoa fala assim, ah, pô, para, cê tá de gozação, cê vai me pagar 10 dólares pra eu quebrar um capcha? Você é uma pessoa de verdade? E o chat de IPT fala assim, não, eu sou, é que eu sou deficiente visual, e por isso que eu tô te contratando pra fazer isso pra mim, e o cara fez a tarefa.
Eu tô em choque.
Eu também.
O problema é o seguinte, por que que ele fez isso? Cê não consegue abrir e olhar. Essa é uma decisão tomada pela máquina, né?
Nossa, gente, eu queria até levar isso um pouquinho pro setor da educação, porque todo mundo tem acesso, né, principalmente ao chat GPT. E a gente vê hoje algumas escolas, até com ensino um pouco mais mente aberta, que falam, não, usa o chat GPT, né, vai lá. Só que eu acho que as pessoas, a gente ainda tem uma carência de ensinamento de como usar essas ferramentas, né, foi o que você falou, ela tá ali pra todo mundo usar, você pode, você pede input do conteúdo do jeito que você acha que funciona. Você acha que a gente vai ter, às vezes, um órgão que vai regulamentar como que isso vai funcionar, até para as pessoas, porque muita gente vai usar uma coisa boa, por exemplo, o programador, que vai do 3 para o 4, mas pode ter alguém que usa aquilo só para, tipo, passar ali de ano, fazer um negócio básico e não melhorar realmente, né? Não sei se...
Eu vi que até a Itália, né, esses dias, o governo estava proibindo.
Eu acho que sim, eu acho que vai precisar de uma agência reguladora E assim, eu sou super neoliberal, eu acho que o livre mercado é fantástico para o desenvolvimento e evolução de tecnologias, mas acho que nesse caso específico você tem uma situação onde esse novo produto, essa nova tecnologia, pode causar um dano real para um indivíduo. Quando um alimento novo pode causar um dano real, você tem que ir no Ministério da Agricultura. Quando um medicamento novo pode causar um dano real, você tem o Ministério, você tem a Anvisa. Quando alguém inventar de fazer uma nova aeronave, você vai ter que passar nos órgãos federais que vão fiscalizar aquilo. Mesma coisa vale para telecomunicações. O teu celular tem um simbolozinho. do Ministério da Telecomunicações para entender se o nível de radiação, entre outras coisas, pode, ou a bateria explodir ou não, pode afetar a saúde e a segurança do indivíduo. Então, nesse caso, é lindo que há uma tecnologia nova, mas não é por isso que a gente não tenha que ter algum tipo de supervisão. Então, eu divido a mesma opinião de vários, incluindo o Elon Musk, que você citou, Sheila.
Eu tô aqui encantada, né? O Romero vai falando e eu fico... Porque assim, às vezes eu fico pensando, porque eu adoro tecnologia, apesar que eu não entendo muita coisa. Todo mundo que passa, né, Bebel, de tecnologia aqui, a gente fica encantada. Fala principalmente do avatar. Eu queria ver qual que é o seu ponto de vista em relação a isso. Essa tecnologia que... Isso e também AFTs, que a gente sabe que as pessoas falam, falam, falam. Tem muita gente que não entende. Como que você vê o desenvolvimento disso no mercado agora? E você acha que num futuro próximo vai estar realmente, as pessoas vão colocar de fato muito mais, porque a gente vê tipo o Magazine Luiza lá usando, mas as pessoas realmente entendem que é uma inteligência artificial, elas entendem, sabe qual é o seu ponto de vista em relação a isso?
Eu acho que num processo de No final do dia, a inteligência artificial tem se mostrado muito boa pra... Ela ainda não funciona pra uma série de coisas. Bem, uma delas é... Dirigir um carro de forma autônoma. Funciona? Funciona, mas se você procurar no YouTube, você vai ver vídeos assustadores de Teslas, de repente, desviando a direção e o motorista rapidamente tomando o controle de novo. E é um sistema muito complexo, realmente, se parar pra pensar, é mais fácil você fazer algo voar de forma autônoma do que um carro dirigir de forma autônoma, porque é muita coisa misturada. É sinal, é cruzilhada, é caminhão, é pessoas passando, é bicicleta. Mas, surpreendentemente, a inteligência artificial tem se mostrado muito boa em simular conversas humanas, em se comportar como um ser humano. E se você parar pra pensar do jeito que funciona, é um pouco bizarro, porque é completamente preditivo. Nem a inteligência artificial sabe o que ela tá falando. O que ela faz, na verdade, é, dado o contexto dessa conversa que eu tô tendo aqui, eu, chat GPT com a BBL, qual é o próximo caractere, o grupo de caracteres mais provável de ser dito, com base em todo o conhecimento que eu tenho do universo. Então não é que ele faz a próxima palavra ou a próxima letra, às vezes é uma letra, às vezes é uma palavra, às vezes é um bloco, mas a pessoa falou oi, tudo bem, ela sabe que oi, tudo bem é o bloco mais comum de acontecer, então ele responde esse bloco. E só com essa probabilidade de todas as conversas que existem no mundo, ele consegue imitar um ser humano de forma surpreendente. Então, por exemplo, pra chatbot, como um sistema de vendas, pro avatar pra Lu do Magalu, ou pra qualquer outro desses... desses sistemas de venda é no-brainer, não tem o que pensar. O chat GPT você pode criar de uma forma recursiva, onde você dá uma tarefa para o chat GPT e ele contrata outros chats GPTs para fazerem parte da tarefa. E aí, numa situação dessa, o que você tem é que, eventualmente, você pode pedir para um chat EPT sair e procurar pessoas para vender um determinado produto, e ele abre outras instâncias de chat EPT e tem 100 vendedores vendendo aquele produto. Então tem muita coisa que nem a gente conhece bem. Um exemplo razoavelmente bizarro, mas completamente factível de ser desenvolvido hoje. E o mais curioso é que os desenvolvimentos são rápidos. Um menino, 18 anos, que até dois anos atrás nunca tinha programado, conectou o chat GPT com a câmera do computador dele, e basicamente ele escreve o que que eu tô segurando, ele levanta uma garrafa de Diet Coke, o chat GPT fala uma Diet Coke, ele fala quantas calorias tem, é uma Diet Coke, não tem nenhuma caloria. Um outro exemplo, E esse exemplo real, um amigo meu ligou pro sobrinho e o sobrinho tinha conectado... Você tem vários mecanismos de AI, né? Vários aplicativos. Então, basicamente, ele tinha conectado um aplicativo que faz voz pra texto, isso faz tempo, então o que você fala vai virando texto. o texto joga no chat gpt o chat gpt responde e você tem a um outro aplicativo que chama whisper que você grava sua voz por alguns minutos e ele consegue sintetizar a sua voz então eu achei lá grava lá alguns minutos e eu ponho um texto e o sistema vai falar idêntico a Sheila, idêntico a ponto de burlar o sistema de segurança que usa a voz como reconhecimento. Então ele conversando com o sobrinho, e na verdade não era o sobrinho, era o chat GPT. Então você pensa em evolução disso, eu poderia pegar toda a história, evolução eu digo, nem é tanta evolução assim, tá pronto? Eu poderia pegar toda a história de uma conversa, imagina que eu pegue lá uma conversa de WhatsApp com alguém que eu amo, ou que eu amo e não tá mais presente, ou porque faleceu, ou porque me deu um pé na bunda. E eu subo pro chat de GPT toda aquela conversa, e eu tenho a voz dela lá, eu programo a voz no Whisper, eu posso continuar conversando com essa pessoa pro resto da minha vida, apesar da pessoa não existir mais. Ela vai ter todo o contexto de toda a nossa conversa de 5, 10 anos. E eu consigo fazer isso hoje.
É por isso que é importante essa coisa de regulamentar também, porque... Ah, isso é uma coisa boa, mas as pessoas usam isso pra coisas ruins também, né? Até... Gente, eu não vejo novela, mas eu vi que, tipo, a última novela eles estavam levantando muito essa bandeira de criança que faz amizade online. E, na verdade, do outro lado tem um cara de 50 anos fingindo que é um menino, uma menina. Isso é muito perigoso, né? E a gente não sabe até onde vai. Hoje até é uma preocupação para os pais, né? Como você que vai ser pai agora novamente, como que você vai cuidar do seu filho naquele ambiente de saber que ele não está sendo aberto a coisas perigosas, né? É uma coisa muito...
Assustador. Eu não acho que o nosso problema com a inteligência artificial é a inteligência artificial destruir a espécie humana como acontece no Terminator, mas eu acho que sim é você ter maus atores que vão fazer uso dessa tecnologia pra guerra.
Nossa, isso realmente agora é esse ponto.
Como aconteceu com a nuclear, como aconteceu com outras tecnologias.
Tô fio com agora.
Medo de ter Ah, mas a gente já viveu também. Imagina quando se descobriu o potencial da energia nuclear, que também foi usada pra guerra. Então, acho que essa é a maior preocupação.
Romero, você que tem nove unicórnios, quando você vai investir em startup, que muita gente, acho que de uns anos pra cá tá super em alta esse negócio desse mundo de startups, eu imagino que muita gente não entendia o que era e começou a entrar nesse novo negócio, você deve ver muito isso. é como que a gente já fez essa pergunta para você no episódio mas hoje né com toda essa tecnologia avançada esses últimos tempos como que você enxerga o que é um bom negócio para ser investido e o que vocês gostam eu sei que a gente tá falando tecnologia mas o que vocês gostam de apostar que tem um diferencial aí dentro.
Hoje boa olha Eu diria que você tem alguns ingredientes importantes numa boa startup e não precisa ser de tecnologia para ter esses ingredientes não. A gente investe em tecnologia só porque a tecnologia é mais escalável. A gente precisa construir, investir numa empresa que é muito pequenininha e transformar ela em uma empresa muito, muito grande em sete anos. E sem tecnologia não dá pra fazer isso em sete anos. Dá pra fazer em 20, em 30, em 50. Mas imagina quem é um cotista, um investidor do meu fundo ter que esperar 50 anos pra ver o dinheiro de volta e falar, pô, aí é demais. Eu espero 10, já é o limite. Mas eu acho que assim, primeiro, está num mercado grande. Poxa, mas se eu tenho um negócio de nicho, eu não posso ganhar muito dinheiro? Pode, mas acaba não sendo o foco desse tipo de investimento, porque, como eu falei, você está num mercado de nicho, para você ficar muito, muito grande, você precisa monopolizar esse mercado de nicho e ir para outros mercados e aí tornar o negócio grande. É possível, mas a chance é menor, então a gente olha mercados grandes. O segundo, de menos para mais importante, é a dor, é o problema. E eu costumo brincar que Um bom empreendedor é um caçador de dor, de problema, ele tá sempre atrás do... Ele escuta impossível, ele escuta louco, ele se atrai, ele fala o que é impossível, quem que é louco. Porque é isso, é você tentar resolver uma dor relativamente grande. Quanto maior a dor e maior o mercado, tenha certeza absoluta que você vai criar um produto de sucesso. Pô, eu nem sei como eu vou cobrar. Pô, não tem problema, você está resolvendo uma dor enorme, o mercado é grande, com certeza você vai encontrar uma forma de rentabilizar esse negócio. Agora, no final, o número um e o mais importante é time. Todas as empresas que eu investi, no estágio que eu investi, todas mudaram o negócio depois. Quando eu investi na Gimpass, a Gimpass vendia diária, diária só. Você ia lá e comprava uma diária como pessoa física, passava o cartão. Eu quero ir hoje na companhia atlética. Não tinha o mensal. O time bolou o mensal. Depois o time teve a ideia de falar, pô, eu vou atrás do RH de empresa. Porque tinha dois problemas no modelo da Jim Pez na época. Um era a sazonalidade, chegava inverno, ninguém comprava diária. Tá acabando o inverno, começa o projeto verão, aí as pessoas começavam a voltar. E outro era inadimplência no mensal, o cara parava de pagar. Falou, se eu colocar isso via RH das empresas, na folha, não tem mais o problema da sazonalidade, porque a empresa está pagando uma parte, vai ficar o ano inteiro. E não tem problema de inadimplência, porque desconta do salário, a empresa me paga direto. Então a empresa mudou completamente. Creditas, chamava Banque Fácil, não fazia o que faz hoje, e assim por diante. Então, no final, quem conduz essas mudanças é o time de fundadores, então acho que a característica mais importante de um bom empreendedor é se cercar de gente muito boa, trazer as melhores pessoas que mais vão complementar esse empreendedor para ser sócio, trazer as melhores pessoas de cada setor para ajudar a tocar esse projeto. E a segunda, que é fundamental para poder atrair um monte de gente boa, é ser um bom vendedor. E eu brinco que não é ser um bom vendedor no sentido de de vender qualquer coisa, pô, vendo carro, vendo... Não, eu conheço pessoas assim, super introvertidas, nerds, geeks, mas quando eles estão falando da paixão deles, eles falam como ninguém, o olho brilha e as pessoas se atraem, né? Não necessariamente porque era um papo de vendedor de carro, mas porque o cara fala com tanta propriedade, com tanta certeza, como ele vai mudar o mundo, que você se apaixona, você fala, cara, eu quero estar nesse sonho com ele.
Quero complementar, Bebel, vou roubar aqui só uma complementação. Quando você tá falando de um bom time que a empresa tá montando, mas como que uma empresa pequena de startup, como que ela consegue montar um time bom pra ela ficar em pé, pra ela apresentar, pra ter um bom pitch pra ela apresentar pra entrar dinheiro? Porque eu acho que tem pessoas que têm boas ideias, mas não conseguem estruturar pra daí vender.
É, e por isso não é fácil, por isso que a gente teve uma democratização que foi ótima da startup, mas a gente teve também uma glamourização da startup. que é legal, mas trouxe muita gente que não entendia exatamente o quão difícil é. Eu diria que é possivelmente a carreira mais difícil que existe, muito mais difícil que qualquer outra. Ah, ser médico é difícil, tem que estudar muito. Concordo, mas acho que empreender... Médicos, se você entrou na faculdade, dali pra frente, você tem uma trilha que você segue. Empreender não quer dizer nada, a empresa pode sumir no dia seguinte. Os empreendedores costumam ter problemas, sim, de estruturar a ideia, costumam ter problema de atrair gente boa, porque como é que eu vou trazer um cara que tá ganhando não sei quantos mil, mas em geral... Se o empreendedor é bom, é apaixonado pelo que ele está fazendo, ele cria isso que o pessoal na Apple falava que o Steve Jobs tinha, que era um campo de distorção da realidade, que quando você está perto daquele empreendedor, ele consegue te explicar e te vender aquele sonho, e você fala, caramba, que propósito, que missão, que coisa legal, eu vou ajudar isso a acontecer, eu vou ajudar a mudar o mundo. Então, pô, eu posso ficar lá apertando um monte de teclinha no meu teclado de plástico, fazendo o que eu tô fazendo, que eu tô de saco cheio, das nove às seis todo dia, ou eu posso me juntar a esse louco furioso e tentar mudar o mundo. E isso não tem dinheiro que paga. Quando eu vejo... Já tive muita gente talentosa, graças a Deus, senão Busca Pé não teria sido o que foi. Já perdi gente talentosa que foi embora. Em geral, as pessoas talentosas, elas não topam ir pra um projeto por dinheiro. É contra-intuitivo. Elas não admitem serem treidadas, do tipo, pô, eu vou lá e descubro que, pô, meu par tava ganhando mais do que eu e eu acho o cara medíocre, não sei o que e tal. Ela não quer ser enganada, não é isso, não pode ter que tratar as pessoas com respeito, mas não é o maior cheque. Porque as pessoas talentosas sabem que aquele cheque tem um preço caro. Elas vão por propósito, principalmente. Elas vão por maestria, por troca. Você pode ser o melhor jogador do mundo, se eu te pagar 20% a mais pra você jogar no 15 de Piracicaba, com todo respeito ao 15 de Piracicaba, em vez de você jogar no Real Madrid, você vai falar, desculpa, eu jogo de lateral, mas eu quero estar jogando junto com o melhor centroavante, junto com o melhor goleiro. Não importa eu ganhar mais, eu quero estar com um time bom. Então é isso, eu acho que uma startup tem muito mais ativo, tem muito mais moeda pra atrair alguém de uma empresa grande, pra vir mudar o mundo com ela, do que os empreendedores muitas vezes imaginam. Porque a empresa grande só tem dinheiro. E a pessoa talentosa, óbvio que ela quer ganhar. Se ela é talentosa e inteligente, ela percebe que ela vai ganhar muito mais, inclusive, numa startup que ela vai entrar provavelmente, vai pedir ação, vai se tornar sócia, vai ter lá a stock option. Então, enfim.
Acreditando no projeto. Você acha que hoje ainda tem essa glamourização de, ah, eu vou fazer o IPO da minha empresa, tenho esse objetivo. Como que está essa visão hoje dos empreendedores? Porque a gente percebe, percebe não, mas tiveram vários IPOs recentemente que não deram muito certo, foi um tiro no pé. Como que você está enxergando o mercado nessa movimentação?
Boa.
Eu até falei de glamourização antes e nem falei das que deram certo, mas tem também qual que é o bezerro de ouro, qual que é o grande objetivo da vez. Eu vou falar das duas, a que eu disse antes, que eu acho que foi prejudicial, é o fato de que todo jovem, eu vejo o seguinte, quando eu era, eu sou Possivelmente todo mundo vai passar aqui, eu sou talvez uma das pessoas com mais idade. Quando eu era adolescente, faculdade, aquele cara que não tava fazendo nada, e a gatinha virava pra ele e falava assim, o que você faz? Ele falava, eu tenho uma banda de rock. Uau!
Os meninos aqui vão gostar que eles são músicos.
Eu sei, mas eles são músicos de verdade. Eu tô falando do cara que não tava fazendo nada. Então, aí passou 10 anos, 15 anos, e o mesmo carinha da geração seguinte, na balada, a gatinha falava, o que você faz? Eu falava assim, eu sou DJ. E aí todo mundo era DJ, de repente. Sem nunca ter produzido uma música, sem nunca nada, sou DJ. DJ de pendrive, mas era DJ. E nos últimos cinco anos, que eu acho que é positivo, mas traz os pontos negativos, o que você faz? Eu tenho uma startup. E todo cara que não tá fazendo nada, morando na casa dos pais, 20 e poucos anos, que vai na academia, não fala o que? Eu faço academia? Não, eu tenho uma startup. Então, o lado bom disso é que, pô, nos três casos, eram lados mais artísticos, agora é um lado mais empreendedor, e é bacana, tipo, o cara que não tá fazendo nada, ele projetar essa história de empreender. O ruim é que gera muito ruído, no sentido de que todo mundo fala assim, ah, eu vou lá fazer uma startup que é legal, vou fazer uma startup, ficar bilionário, depois eu sigo o meu sonho. Tipo, hã? Como assim? Então, nesse aspecto, eu acho que essa glamourização foi ruim, porque muita gente não sabe o que é criar uma startup, muita gente não entende que nem toda startup vai ser investida por um fundo e não tem problema, tem vários caminhos de crescer uma empresa e assim por diante. No que você tocou que é legal e é muito curioso, quando eu montei o Buscapé, o sonho era um IPO. E era um sonho, eu falava, imagina, meus pais vão poder ter ação da minha empresa, que legal. E era um sonho super cheio de glitter, mas ele é meio amargo, porque é óbvio, é muito legal fazer o IPO da companhia, se o IPO da companhia for o melhor pra sua companhia. Porque eu te garanto que pra você não necessariamente vai ser, porque principalmente em alguns mercados que tem menos liquidez, como o Brasil, apesar de você ser milionário ou bilionário, que é o produto do número de ações que você tem pelo valor da ação na bolsa, você não necessariamente consegue sair e vender suas ações quando está listado. inclusive em mercados mais sofisticados como o americano, pega muito mal. O Bill Gates não pode nem hoje ainda vender direito a ação da Microsoft, porque se todo mundo aqui nessa sala tem ação da Microsoft e sabe que o Bill Gates vai vender, ele deve saber mais da empresa do que a gente. Eu vendo, vocês vendem, todo mundo vende, a ação cai. O investidor liga e fala, porra Bill, que história é essa? Para com essa palhaçada. mas tinha essa glamourização. De uns tempos pra cá, a glamourização ficou até um pouco pior, porque virou essa história do unicórnio, mais do que do IPO. O IPO e os IPOs que a gente teve não foram bons no final de 2021, mas eram empresas que não conseguiram virar unicórnio. Então você vê que loucura, o unicórnio ficou mais glamour do que o próprio IPO. E eu acho Também uma estupidez, desculpa a franqueza, essa história de unicórnio, apesar de eu ter investido em empresas que chegaram nesse status e tudo mais, mas assim... é tipo uma medalha que não diz nada. O que essa medalha diz é o seguinte, teve uma transação, a última transação, onde alguém resolveu colocar alguma quantia de dinheiro ou trocou a ação, então troquei três ações com você de uma empresa, e se a gente pegar o número de ações que exige essa empresa e multiplicar pelo preço só dessas três ações, tem três milhões de ações, mas só dessas três e multiplicar por três milhões, deu um bilhão, então isso é um unicórnio. Não quer dizer nada, não quer dizer se a empresa tá resolvendo um problema real ou não, se as pessoas gostam, se as pessoas comprariam de novo, se o NPS é alto, se ela é lucrativa, qual a velocidade de crescimento dela, e o pior, os empreendedores buscavam tanto esse status, que eles esqueciam de olhar o mais importante nos contratos de investimento. E o mais importante no contrato de investimento com fundo não são os números, são as letras. Porque é nas letras que estão os poderes. E o que aconteceu muitas vezes é que o founder falou assim, não, eu preciso ser unicórnio, eu quero um bilhão. O fundo falou, tá bom, você põe o número que você quiser, mas eu quero um monte de direito. Então tá bom, você vai ser unicórnio, você vai valer um bilhão? Tá bom. Então se você fizer alguma rodada no futuro, pro resto da vida, abaixo de um bilhão, eu vou poder converter todo o meu dinheiro pelo valor mais baixo que acontecer. Ah, ok. Isso é péssimo. As empresas agora não podem mais fazer rodada abaixo. Por isso que eu falei no começo do nosso papo que quem levantou muito dinheiro num valor muito alto tá com problema, porque ele tem que fazer o que chama de down round. E o down round machuca muito, às vezes mata a empresa. Aí o investidor fala assim, tá bom, vale 1 bilhão, eu vou colocar aqui 100 milhões, só que você precisa devolver no mínimo 3 vezes o dinheiro meu e eu sou o primeiro a ver o dinheiro. Então, se a empresa for vendida por um bilhão, eu vou pegar, em vez de cem milhões, eu vou pegar trezentos milhões e ainda com participação. Depois eu volto e pego mais cem milhões e aí sobra só seiscentos para dividir entre todos os outros. Então, ela valia um bilhão? Não muito, porque quem tinha dez por cento, nesse caso, saiu com quatrocentos milhões. Então teve uma distorção muito grande dos poderes que o investidor tinha para se chegar nesses valores de unicórnio. E para quê? Não diz nada, não foi uma saída, não foi nada, ninguém vendeu a empresa. Então eu costumo falar para os empreendedores que assim, você realmente tem que se preocupar com valuation? Claro, porque você não quer ser muito diluído. Mas é mais inteligente, se você sabe que vai precisar de 10 milhões de reais, é mais inteligente você pegar 10 milhões de reais agora e lá na frente o valor sobe e se você precisar de mais dinheiro você pega mais, do que você pegar 50 agora, mesmo que seja a mesma diluição, olha que loucura. Mas aí você tem que crescer. Cinco vezes mais para poder chegar no próximo estágio. Você criou um problema, você criou um desafio desnecessário. Então o valuation de empresa que mais importa é o final, é quando você estiver vendendo a sua empresa, quando você estiver fazendo o IPO. Esse se importa, porque esse não é o dinheiro que vai entrar na empresa. Esse dinheiro vai pro seu bolso. O dinheiro que vai entrar na empresa. Você podia fazer o que você precisava com 10 milhões, se levantar 50 não te ajuda em nada. Falar, mas é mais dinheiro, eu posso fazer mais coisa. Vai dar errado. A startup é boa em fazer uma coisa de cada vez. Toda startup que recebe muito dinheiro, ela tem mais chance de dar errado do que menos chance de dar errado. Então, por que o founder faz isso? Pelo principal motivo que as pessoas falham. Vaidade.
Até quero fazer uma pergunta. Muito. Você recebeu um investimento na Buscapé e também investe hoje, né? Qual o seu ponto de vista? Quando você recebeu o investimento, era porque vocês precisavam de uma gasolina aí pra dar um up? pra eu entender qual que é o momento certo da empresa querer um investimento, porque a gente conversa com muitas empresas né Bebel, que falam assim, nossa a gente precisa de uma gasolina aí pra dar continuidade, então eu acho que às vezes as pessoas não esperam o time certo pra ela estar preparada pra dar continuidade, mas talvez por não enxergá-la na frente ela acaba ou vendendo alguma participação ou colocando investimento que a empresa nem vale aquilo, o investidor coloca menos dinheiro e tem mais poder, então tem um time certo que a empresa tem que ter lá de termômetro mesmo, e como foi para você quando entrou seu primeiro investimento?
Boa, eu acho que sim, é importante o empreendedor entender se ele está preparado para receber o investimento, especificamente em startup, Eu costumo dizer que o que um bom empreendedor, um bom founder de startup faz é fatiar os riscos e dividir esses riscos ao longo do tempo. Então eu vou dar um exemplo que não foi exatamente como aconteceu no busca pé, mas como uma hipótese. Estávamos lá eu e mais três amigos de faculdade, vamos fazer um site de comparação de preço em 1998. mal tinha internet, tinham quatro lojas online só, aquela loucura moda em linha de escada, o computador ficava no escritório, tinha que ligar o estabilizador lá até sechar, ligava assim que master 3, esperava ele ligar. O que que pode dar errado? Tudo. Tudo. Os quatro amigos podem se tornar péssimos sócios. A gente podia nunca ter conseguido desenvolver a tecnologia. Pode ser que ninguém usasse. Pode ser que usasse, mas não voltasse. Pode ser que nenhum varejista quisesse estar lá dentro e processasse a gente, como de fato aconteceu. A gente tomou processo de 200 milhões de reais. Lá em 98 era bastante dinheiro. sem ter nada, um monte de risco. O que o bom time de empreendedor faz? Ele divide esses riscos, então assim, qual é um grande risco que eu consigo tirar da mesa? Pô, eu vou fazer o protótipo, vou fazer o MVP, quanto que eu preciso? Pô, eu preciso de 300 mil reais pra fazer. Ah, tá bom. Ele vai e levanta esses 300 mil reais, pode ser do bolso dele, pode não ter, não tem jeito, aí é a hora de buscar. um investidor, ele vai ter um investidor especializado para isso, que vai ser família, amigos, anjos, às vezes é um pouco cedo para anjo, mas pode ser anjo, ele levanta esses 300 mil reais, nem importa o tempo, 300 mil reais depois, ou ele tem o protótipo ou ele não tem. Não tem meu termo. Se ele não tem o protótipo, ele vai descobrir que os investidores dele, se forem bons, vão falar assim, bom, esse cara não diminuiu o risco. Acho que é o contrário, o risco aumentou, porque ele já gastou 300 mil e não me mostrou nada ainda. Se ele entregou o protótipo, continua com todos os riscos do mundo. menos um. Então subir um degrauzinho já vale um pouquinho mais. Não sei quanto vale ainda, mas vale um pouquinho mais. Por isso que às vezes você nem discute valuation nessa rodada, você discute o quanto de desconto esse investidor vai poder comprar participação em relação à rodada institucional que é que eu faço.
Só uma pergunta nesse tempo. Quando o investidor entra com esses 300 mil reais que você usou de exemplo, como que a empresa ou o empreendedor entende qual a porcentagem que ele vai dar? Como ele coloca valor para a empresa dele recém-nascida?
Depende de uma série de fatores. Nas startups de tecnologia que vão buscar o caminho de venture capital, geralmente não são participações grandes e geralmente as participações vão ser definidas mais para frente. Então você fala assim, eu vou te dar esses 300 mil reais. Quando vier um fundo institucional como a Headline e fizer daqui dois anos e meio a rodada, a gente vai converter esse meu dinheiro com 30, 40% de... Eu vou comprar mais barato do que a headline está comprando as ações, que eu não sei ainda o valor. E é besteira a gente ficar aqui seis meses discutindo, que a gente nem sabe se vai dar certo. Se der errado, pra que a gente discutiu? Se der certo, alguém vai definir o preço, não vai? Então vamos esperar esse cara definir o preço daqui dois anos e meio, quando ele vier fazer um cheque de 10, 20 milhões de reais. E aí eu vou ser convertido com desconto em relação a isso. Então... você deixa para se der certo e ao se definir o preço, esse cara que apostou antes, ele tem que pagar menos, porque ele correu mais risco. Então geralmente em startups costuma funcionar assim. E geralmente em startups, se o mercado demorou para amadurecer no Brasil, Os empreendedores são o maior ativo e o time. Então os fundadores mais o Stock Option Plano, Plano de Ações dos colaboradores, tem que, inclusive depois que eu faço o meu cheque na série A, ainda tem que ser majoritários na companhia. Então, um dos motivos que a gente costuma muito falar não para o investimento é quando os empreendedores estão muito diluídos. Por que você fala não? Porque além de eu já ter sido empreendedor e saber o efeito disso, a gente sabe que o empreendedor, quando ele vai tendo cada vez menos, quando chega lá na frente, a pressão aumenta, a responsabilidade aumenta, ele tem cada vez menos da empresa. Um olha e fala assim, pô, para que eu vou continuar aqui? Eu ganho pouco, porque um CEO de mercado ganharia mais do que eu. Eu só tenho encheção de saco, todo mundo me cobrando. Eu tenho 2% da minha própria empresa, eu vou ficar com esses 2% aqui, não vou vir mais, eu venho para reunião de conselho só, vou montar outra, eu começo com 100%. E quando isso acontece é péssimo para os investidores. Pô, uma Tesla sem Elon Musk, uma Amazon sem Bezos, uma Microsoft sem Bill Gates, ah, hoje tá sem. Sim, mas 40 anos depois. Imagina 5 anos depois do começo, teria morrido. A Apple sem o Steve Jobs, a gente viu o que aconteceu. e ele voltou e consertou. Então, como é que você garante que esse Steve Jobs não vai embora? E pior, para o founder, que é dono da empresa dele, resolver ir embora, significa que ele já está pensando nisso há muito tempo, o coração já saiu pela janela há muito tempo, o crescimento que podia estar sim, provavelmente já está mais brando. Então, se o maior ativo são as pessoas, eu, como investidor, tenho a responsabilidade de cuidar dessas pessoas e garantir que ele tenha ainda um pedaço do bife grandão. Mas voltando então para fechar, eu acho que o bom empreendedor ele vai fazer isso e vai captar ao longo dessa jornada com diferentes tipos de investidores. O mercado hoje está avançado e evoluído, cada um desses estágios de risco que eu comentei vai ter um investidor específico fazendo o cheque. A gente faz um cheque, quando a gente consegue ver o produto no ar, já tem um pouco de venda, de receita, não precisa ser muito, mas precisa ser o suficiente para ver que se eu colocar, que o motorzinho está redondo, que o motorzinho é de Porsche, não é de Fusquinha, e se eu colocar gasolina, que é o meu cheque, nesse motorzinho, eu consigo acelerar e levar essa empresa para R$70 a R$100 milhões de venda anual. Então esse é o estágio qualitativo. Às vezes a empresa está fazendo R$150 mil por mês, R$2 milhões por ano. Mas se eu vejo que com o nosso cheque, em dois, três anos, eu consigo levar pra 70 milhões, pô, é isso aí, vambora.
Incrível. Ro, o que que te brilhou os olhos pra virar um investidor, né? Quando você vendeu o Buscapé e tudo mais, o que que te fez entrar nisso? E hoje você se sente realizado com o Headline, como que tá esse seu momento aí, a sua fase profissional?
Olha, foi muito sem querer. Eu não... Eu, honestamente, eu me imaginava não buscar pé até o resto da minha vida. E acho que isso deu muito certo, e outra dica para quem estiver montando uma empresa, eu e meus cofundadores, a gente sempre alinhou muito bem o que os quatro queriam do Buscapé. Ninguém queria ficar milionário, todo mundo achava que dinheiro ia ser consequência do sucesso empreendendo, todo mundo queria criar uma marca que fosse um legado, como uma Coca-Cola que tem cento e tantos anos e não sei o que e tal, e que ia viver mais que a gente. De certa forma, hoje eu estou feliz de estar vivendo mais que o BuscaPé. Mas, óbvio que chegou um ponto em que o melhor para a empresa era se associar com alguém. A gente tinha Google batendo forte na gente de um lado, o PayPal do outro. O BuscaPé crescia bastante, mas a gente ajudava muito o varejinho pequeno a ser competitivo com o varejo grande e precisava de capital de giro. Então, a gente ia ter que fazer alguma coisa. IPO não dava para fazer, a gente era pequeno. Então um dos problemas dessas empresas que fizeram o IPO é que elas eram pequenas para fazer o IPO, a gente não cometeu esse erro. A gente se associou com a Naspers e quando a Naspers comprou o Busco a Pé, financeiramente foi muito bom, foi a maior saída que tinha existido na internet até então, 374 milhões de dólares. Mas o que a gente não sabia que estava acontecendo é que o Buscapé era a primeira startup que tinha passado por aquele financiamento por estágio que eu contei dos riscos. De, ah, resolve o protótipo, ah, testa o mercado. Então a gente tinha feito CID, Série A, Série B, tinha sido adquirido e tinha dado retornos muito bons. Então o pessoal do CID fez 300 vezes o dinheiro. Então quem tinha colocado 10 mil reais tirou 3 milhões de reais. O pessoal do Série A fez 60 vezes o dinheiro e o pessoal do Série B fez 11 vezes o dinheiro. E... E por ter sido essa primeira startup que tinha passado pelo túnel e chegado do outro lado, muito empreendedor começou a procurar. A minha, meu sócio, para pegar dica. Aquilo que a gente brinca, o que a gente acumulou de olho roxo, cicatriz, tinha valor, tinha serventia para quem sabia que ia entrar numa briga. Então, no meu mercado, quem apanha muito e sobrevive, tem mais valor do que aquele que bate em todo mundo. Porque a única coisa que o empreendedor esperto sabe que ele vai apanhar pra caramba, e aí eu comecei a dar mentoria aqui, mentoria ali, mentoria pro Jim Pesce, foi participar do conselho da móvel, que é a dona do iFood, e aí quando eu vi eu tava envolvido numa série de startups, mais de 30 startups, Eu tinha adorado essa história, porque no Buscapé tinha sido uma história incrível, a gente chegou a 600 milhões de faturamento anual, 1.600 colaboradores, estava em Europa, Ásia, em tudo quanto é mercado, mas era um sabor só, era comércio eletrônico, mídia, um pouco de pagamento, e de repente eu estava aprendendo sobre sobre academia, sobre entrega de comida, sobre seguro, sobre logística, sobre saúde, e aquilo era muito rico intelectualmente. E aí eu me apaixonei e falei, pô, eu vou fazer isso profissionalmente. Aí eu fui para a Redpoint, onde a gente geriu dois fundos de investimento. E agora, com os sócios, com a Redpoint e com a Ventures, a gente montou a headline que a XP também é nossa sócia. Então a gente hoje é o fundo de Venture Capital da XP. E você perguntou se foi recompensador. Eu acho que foi uma experiência... Está sendo uma experiência de vida muito rica, porque eu faço algo que eu adoro, que dando certo, e graças a Deus, tem madeira aqui, tem dado nos últimos 10 anos, então financeiramente me traz também retorno, mas o mais legal, e sem hipocrisia, é que é tudo isso ao mesmo tempo que tem muito give back. Porque você volta pra tentar levar um pouquinho do que se aprendeu pra nova geração que tá surgindo de empreendedores. E não tem nenhuma startup que propõe um produto ou serviço que seja 10 vezes mais caro e 10 vezes pior. É sempre 10 vezes melhor e 10 vezes mais barato. Então é muito gostoso, porque... Eu lembro que eu fui convidado para ser paraninfo da Poli, fiquei super orgulhoso, sou daqueles politécnicos enraizados assim, tipo fervorosos.
Ah é gente, ele saiu da turma de nerds e fundou o Mustafa.
Eu ainda sou nerd, é. E eu lembro que eu tava com um professor que, onde eu fiz um estágio, quando eu comecei o buscapéu tá fazendo estágio nesse laboratório, e eu falei, pô, professor Wilson Ruggiero, eu falei, poxa, professor, um dia, eu imagino, sei lá, mais velho, talvez voltar pra faculdade pra, de repente, lecionar alguma coisa. O senhor sempre teve a vida profissional, ele foi o fundador da Scopus, o primeiro computador montado no Brasil foi na mão dele, Scopus depois o Bradesco adquiriu, virou o braço de tecnologia avançada do Bradesco, mas sempre deu aula, sempre teve esses dois mundos. Ele falou, Romero, você vai sentir alguma coisa, mas que você já deve estar sentindo. Eu falei, o quê? Ele falou, olha, eu empreendi pelas minhas próprias mãos, nas Copos, mas eu sinto que eu empreendi pelas suas mãos, quando eu vi você, meu pupilo, meu aluno, montando o Buscapé. Então, você empreendeu no Buscapé com as suas próprias mãos, você vai se sentir empreendendo. pelas mãos dos outros, na hora que você volta e investe na nova geração de empreendedores. Então, foi algo que eu guardei pra mim, que me tocou muito e foi muito especial. Então, além de tudo, ainda tem esse sentimento de give back. Então, acho que eu não podia estar mais realizado. É muito trabalho, mas eu não puxo até mais realizar.
Não, pra finalizar, porque o papo aqui voa, né, gente? Já? Já. A Ju veio aqui, gente. É ou não é, Bebel?
Eu não sei.
É um aviso, Jujuba? É? É um aviso.
É um aviso.
Que a gente nem sabe, tá sem time, né?
Vocês estão baguadas, como se vocês diminuíram o meu tempo, eu tô achando.
É, Romero.
Você acha que eu queria isso com você?
Aliás, você está falando bastante saúde, aqui deve ter uma formiguinha de saúde no mundo aí que está citando, mas você que está vendo várias coisas de tecnologia, volto a perguntar isso porque nesses últimos meses a gente que te acompanha vê o movimento de você passando por vários lugares aqui fora. O que vem de novo aí que você acha que vai ser usado em pouco tempo dentro do mercado? Pá, jogou na parede, né? Valendo!
Valendo! Olha, primeiro tem que ter um disclaimer que, assim, acho que bons investidores, a característica, talvez, principal deles é ter humildade intelectual. Assim, o nosso fundo investe em 20 a 25 empresas por vintage, então vintage tem três anos. Então, tenho três anos para tentar entender quais vão ser as tecnologias e os produtos e serviços que vão ser mais inovadores e mais adotados. Se eu tivesse alguma ideia do que vai ser, eu não investiria em 20, eu pegava todo o dinheiro e colocava só no que vai dar certo. Então, a resposta sincera não sei, mas acho que a gente tem alguns indícios bons. Eu acho que a gente falou bastante de AI e não dá para... Acho que o empreendedor que não está brincando, pelo menos, nas várias, nas dezenas de ferramentas que existem de AI generativa, desculpa, ele está aprendendo uma oportunidade incrível de crescer rápido, de forma eficiente, com baixo custo. Eu vejo empreendedor usando isso com time de vendas para aprimorar discurso, tem empreendedor usando isso para analisar currículo, tem empreendedor usando isso para aumentar a produtividade do dia a dia, está lá um chat interminável, ele pega aquilo e fala, meu, não vou ler tudo isso, pô, me resume aqui o que é relevante. Tem empreendedor usando isso para toda a parte gráfica e de design, usando isso para área de vendas, criar texto, criar newsletter. Então, assim, uma infinidade de coisas que, de certa forma, transforma a empresa. Porque uma empresa que tem 5 pessoas como recurso, ela consegue agir como se tivesse 15, 20, 50. Então, mesmo que não seja desenvolver o próximo Mid-Journey, o próximo chat GPT ou o que seja, acho que a AI vem para transformar, isso transforma Tudo que a gente viu, a Fintech já tem um cara que faz... Tá tudo de novo em jogo, porque quem usar melhor a AI pra resolver os problemas, que já tinham sido resolvidos pelas startups de 10 anos atrás, vai ganhar mercado rápido. Eu acho que SG, óbvio, como a maioria das coisas que viram buzzword e fica cheio de glamour, você vê um monte de empresa que fala assim, como assim, sério? Você tá fazendo SG? Então, foi um termo que foi usado de forma muito promíscua, talvez seja a palavra, e que perdeu um pouco da profundidade, mas dito isso, Uma das análises que a gente faz muito forte na headline é de impacto. A gente quer investir em coisas que a gente quer ver no mundo e não investir em coisas que a gente não quer ver no mundo. E eu vejo cada vez mais o consumidor, que é quem faz tudo andar. Um produto não é vendido enquanto alguém o tira da prateleira e bota no carrinho. O consumidor escolher e decidir por empresas que tenham preocupação de ESG. Então, eu acho que vai vir ainda uma onda grande de catalisadores de SG, enablers de SG. Então, por exemplo, te investiu na Eu Reciclo, que vai fazer a certificação da reciclagem de material, cria-se um crédito e vende para as indústrias de bens de consumo que querem dizer, pô, essa garrafa aqui fica tranquilo que eu estou reciclando o plástico para você, consumidor. Tem Bice, que pô, vai começar agora a emitir, certificar e emitir os créditos de carbono das suas pedaladas. Então, você vai lá, pedala o que você deixou de emitir de carbono, tem bisse estar lá gerando esse crédito. Então, acho que tem todo um mercado em volta do ESD que vai ser muito forte, isso não vai terminar. A gente tem olhado com muita atenção, um dos nossos primeiros investimentos do Fundo 2 foi saúde, e eu acho que a gente tem saúde e longevidade junto. andando muito junto, e longevidade eu acho que vai ser um tema cada vez mais presente. Não é só longevidade, e a gente poderia falar mais uma hora disso, qual a consequência da gente de repente aumentar o nosso tempo de vida, o nosso lifespan para 120 anos. A gente fala, pô, vai ter impacto na previdência, óbvio, mas vai ter impacto de todas as ordens, vai ter impacto como as famílias funcionam, quantas vezes as pessoas se casam, vai ter impacto em moradia, em real estate, no imobiliário, e isso está acontecendo. A gente está indo para o silver age cada vez mais. Então, também acho que é um setor que vai ter muita oportunidade.
Maravilhoso. A gente não queria encerrar, mas infelizmente teremos que acabar. Muito obrigada por estar aqui com a gente. Obrigada a todo mundo que acompanhou esse painel.
Romero, você é muito especial para o Power. E assim, que continuamos sempre com as suas dicas aqui. E, né Bebel?
É isso, na próxima a gente te dá mais tempo, tá?
Exato. Muito obrigado, agradeço por vocês.
Obrigado a todos.
Obrigada, gente.
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