Rafael Souto argues that mobility and home-office work are an irreversible trend but currently in transition: companies often cling to a command-and-control mindset preferring co-location for team problem-solving, while some roles and leaders legitimately require in-person interaction. Conversely, many professionals struggle to adapt to home-office routines (more solitary work, less informal exchange). He says firms should recognize remote work's benefits (lower costs, better quality of life, reduced commuting) while professionals must learn new work habits; overall he views the shift as ongoing and growing.
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E aí As questões de mobilidade, o home office, as novas formas de trabalho são irreversíveis. A questão que tem aí é, de um lado as empresas que ainda tem a ideia de comando e controle, então os líderes ainda gostam de ter as equipes próximas e isso para muitas atividades faz sentido mesmo, quer dizer, você vai trabalhar em equipe, precisa resolver problemas em conjunto e a distância pode complicar. Mas existem atividades que poderiam ser feitas à distância, em home office, e muitas vezes o líder da organização não está preparado para isso porque o modelo mental ainda é um modelo mental mais antigo de comando e controle. Por outro lado, nós temos profissionais que mesmo tendo a liberdade e a concessão desse movimento dada pela empresa, eles não se adaptam ao modelo de home office porque ele exige um outro jeito de trabalho, uma organização na rotina da casa, uma outra forma de trabalhar porque é mais solitário, você tem menos troca, então tem uma caminhada dos dois lados. As empresas precisam entender que para algumas posições isso faz sentido, é mais barato, economiza custo, dá mais qualidade de vida para as pessoas, evita deslocamentos e o profissional precisa se adaptar. Então certamente a gente pode dizer que nós estamos numa fase de transição, que a mobilidade e essas novas formas de trabalho ganham cada vez mais espaço e é uma tendência.