Rafael Souto says companies can't promise the career paths they used to. Markets shift, companies merge and restructure. Now managers need to talk with employees about growth instead of guaranteeing promotions, and workers have to own their own development.
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O que a gente observa na prática é que nós estamos numa fase de transição das relações de trabalho e com uma mudança muito profunda. A média do que a gente vê no mercado é que as pessoas ainda esperam sim um plano de carreira da empresa. e ainda esperam por vários motivos. Um deles é porque até pouco tempo atrás esse era o mantra do mercado. Entre aqui nessa empresa que você vai ter um plano de carreira. Com todas as mudanças do mercado, fusões, aquisições, reestruturações, as empresas não conseguem mais oferecer esse plano sequencial, prévio, estabelecido. Só que ninguém explicou para as pessoas como é que faz para crescer nesse novo mundo do trabalho. Então do ponto de vista do indivíduo tem uma mudança de modelo mental porque ele tem que começar a assumir o protagonismo dele e não esperar que isso venha pronto da empresa. E do ponto de vista da organização precisamos explicar para as pessoas que não existe mais esse sequenciamento automático como havia no passado, tal plano de carreira, e que a estratégia para desenvolvimento passa a ser diálogo de carreira, passa a ser a presença do gestor apoiando o colaborador no desenvolvimento e ele como indivíduo desenvolvendo a sua prontidão para quando surgirem posições ele esteja apto para assumir. Quando? Nós não sabemos, pode ser a qualquer momento. A boa notícia é que não tem aquele sequenciamento automático, mas o crescimento pode vir inclusive mais rápido do que vinha nos modelos antigos.