Duas perguntas para... Eduardo Carmello

Eduardo Carmello presents Design Thinking as a customer-centered, collaborative approach for finding opportunities and solving problems in complex, uncertain environments. He outlines six stages of the Design Thinking process (empathy, definition, ideation, prototyping, testing, validation) and argues the method trains leaders to think systemically rather than reacting quickly. Carmello links the approach to leadership readiness—citing the World Economic Forum’s framing of complex-problem management as a top leadership competency for 2025—and lists five essential leader abilities: problem-solving for complexity, empathy, analytical (data-driven) thinking, creativity (combinativity), and a digital mindset to integrate technology for optimization, automation, and scaling.
Chapters
A metodologia do Design Thinking, ou a abordagem do Design Thinking, ou seja, o Design Thinking é uma abordagem centrada no cliente, que é desenvolvida de forma colaborativa, a gente não diz que a gente faz um produto para o cliente, a gente diz que faz um produto com o cliente, e que é feito para encontrar oportunidades ou solucionar problemas em ambientes de complexidade e incerteza. Então, uma vez que você entende o conceito, nós organizamos essa abordagem em seis estágios. O estágio da empatia, que é reconhecer as dores dos clientes, os job to be done, as tarefas que eles precisam, A segunda estágio é a definição. Então, através do mapeamento da jornada, da experiência, você consegue compreender os pontos de oportunidade, os pontos de atrito que ele tem, é o que ele não está gostando. A terceira fase, então, é a fase do que a gente chama da IDEAÇÃO. Então, é a partir daí que eu vou ter ideias. Então, abre parênteses. Por que a abordagem é importante para a liderança? Porque o líder, naturalmente, tem a mente que nós chamamos do macaco com fome. Então a empresa tem um problema, o líder culpa alguém, ele tem uma ideia rápido e implementa essa ideia. Ele não consegue ter um mindset onde ele desenvolve a empatia, ele desenvolve a definição, ele vai desenvolver o pensamento sistêmico para entender qual é a sistemática daquela complexidade. Aí sim ele tem uma ideação, E dentro dessas 50 ideias que ele vai ter, ele vai fazer protótipos, que são pequenos modelos específicos para fazer a quinta fase, que é a testagem. Ele vai testar com o cliente para ver se isso acontece e, obviamente, ele tem a fase de validação. Então, o que a gente vê como o poder da abordagem é que você prepara a liderança para ter um pensamento sistêmico dentro de cenários que são cada vez mais complexos. O design thinking se tornou tão importante, mas tão importante para a criação de novos modelos de negócio, produtos, serviços ou mesmo experiências, que o Fórum Econômico Mundial detectou a criação de problemas, a gestão de problemas complexos, como a primeira competência de liderança para 2025. Então, o que a gente tem visto? Nós temos percebido e constatado que os líderes que aprendem Design Thinking, eles têm uma melhor preparação para conseguir capturar valor e entregar valor nesses ambientes de altíssima complexidade. Então, se a gente fizer uma sequência daquilo que é mais importante, você tem a primeira habilidade, que é a habilidade de resolver problemas complexos ou criar oportunidades. para os clientes em cenários de complexidade e incerteza. Então, tem que entender complexidade. Uma segunda habilidade muito importante é o que nós chamamos da empatia, que, para quem conhece design thinking, empatia é o primeiro estágio. Então, a habilidade que você precisa, que um líder precisa para entender e gerar valor nesse mundo VUCA, uma dessas habilidades é a empatia, que é o primeiro estágio do design thinking. Depois você também tem uma habilidade muito importante, cada vez mais, que é a habilidade analítica, que é o que nós temos chamado de negócio de uma empresa on leader data driving, ou seja, é um líder que trabalha baseado em dados. Então ele diminui a sua heurística, ele diminui o seu achismo, ele diminui as suas hipóteses não validadas para transformar isso numa hipótese possível, onde ele vai precisar testar. Então, ele é menos achista, menos guru, e muito mais alguém que está olhando dados específicos, porque são muitos agora, você precisa, talvez, de um big data, mas você tem que ter uma capacidade analítica para poder tomar decisões racionais frente a esses ambientes de complexidade. Depois, o quarto, que a gente tem falado muito, é a criatividade. Não é a criatividade de juntar isso com aquilo. É o que a gente chama de uma criatividade mais racional. Tem um amigo meu, que é o Murilo Gan, que ele chama isso de combinatividade. Ou seja, é você combinar elementos de valor para produzir produtos, serviços, experiências, desenvolver modelos de negócio de real valor para esse trabalho. E a quinta habilidade é o que a gente está chamando de um think digital, de um pensamento digital, de um mindset digital, ou seja, eu tenho, sou capaz de solucionar problemas, eu tenho empatia, eu tenho capacidade analítica, eu tenho a criatividade e eu vou integrar essas habilidades com ativos digitais. Então eu vou saber fazer integração, fazer a transformação digital, fazer integrações de qualquer tipo de tecnologia que vai servir para otimizar, para automatizar ou para escalar o meu negócio. Então, desde um projeto bem simples, que é, por exemplo, abrir um canal no YouTube, onde eu sei fazer vídeo e vou usar uma plataforma para exponencializar essa comunicação, de fazer uma plataforma de cursos online, de integrar a inteligência artificial ao meu e-commerce, ou seja, qualquer modelo de negócio que eu vá usar seria de extrema valia eu ter um pensamento digital, o que significa integrar minha inteligência com alguma tecnologia específica que me faça otimizar, automatizar e escalar o meu negócio. São essas cinco as mais importantes para um líder que quer se preparar para surfar as ondas de oportunidade.
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