Entrevista de emprego por vídeo ganha força no Brasil - Olhar Digital

Trecho de um vídeo jornalístico (Olhar Digital) que descreve a crescente adoção de entrevistas de emprego por vídeo e por celular no Brasil. O conteúdo apresenta relatos de candidatas (Otávia), orientações práticas (testar câmera/Skype, cuidar de iluminação, evitar interrupções) e opiniões de headhunters/RH sobre vantagens (redução de custos e tempo, acessibilidade) e limitações (importância da entrevista presencial na fase final, dificuldades com tecnologia).
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Primeiro foram os currículos digitais, depois vieram os portfólios. Agora é a vez das entrevistas em vídeo e pelo celular. A tecnologia está alterando de novo o jeito de procurar emprego e de contratar novos funcionários.
Confira! É verdade, a tecnologia vem mudando também os processos de recrutamento e seleção. O uso de ferramentas de videoconferência como o Skype para entrevistar candidatos à distância é cada vez mais frequente. A Otávia já se acostumou com a dinâmica. Ela passou por diversas entrevistas virtuais, algumas inclusive com empresas de fora do país. Ela diz que, assim como qualquer entrevista de emprego, é preciso se preparar e, mais do que isso, transformar sua casa em um ambiente formal para receber, mesmo que virtualmente, o profissional que irá lhe entrevistar.
Eu deixo sempre papel e caneta à mão, meu currículo à mão, para tratar com a pessoa como se fosse A.
Preparação é a mesma do que para uma entrevista presencial, só que com alguns cuidados extras. Ele vai ter que cuidar do equipamento que ele vai utilizar, fazer um teste antes. Ele vai ter que cuidar da iluminação do ambiente, da organização. A roupa que ele vai, enfim, utilizar é a mesma como se ele fosse numa entrevista presencial.
É importante que não haja qualquer interrupção durante a conversa. Livre-se do cachorro, das crianças, do telefone e, muito importante, esteja certo de que seu equipamento e conexão estejam funcionando perfeitamente.
O nervosismo pra mim, o que dá, é sempre com a tecnologia. Assim, por exemplo, quando eu tenho essas entrevistas, eu testo o Skype antes, testo a câmera antes, Até porque teve uma entrevista que eu não testei a câmera antes e ela não funcionou.
Daqui a pouco a gente volta nessa questão de preparação para contar um caso engraçado de gente que pagou mico na frente da câmera. Na opinião dos headhunters e profissionais de RH, a entrevista presencial ainda é muito importante na fase decisiva do processo seletivo. Mas as entrevistas em vídeo já dominam boa parte das fases iniciais do recrutamento de profissionais. Interessante é que essa conversa virtual já acontece em todos os níveis, do estagiário ao diretor. E segundo análises do mercado, a prática otimiza o custo e tempo gastos no processo de seleção em até 70%.
O olho no olho ainda é a chave do processo. Não tem como fazer um processo seletivo todo por não presencial, por meio não presencial. Eu já vi isso ao longo da nossa experiência, em 18 anos, alguns casos da pessoa, principalmente nos processos de empresas fora do país, que as entrevistas todas foram ou por telefone ou por videoconferência, salvo a proposta final. Então é uma tendência, acho que isso vem acontecendo.
É, nada substitui o feeling e o calor do momento. Mas enquanto as empresas economizam e ganham agilidade no processo de escolha, o candidato tem a vantagem de não ter de se locomover até a sede da empresa para participar de uma seleção. E nisso, são eliminadas as chances de atraso, o trânsito e possíveis custos. Por outro lado, as entrevistas em vídeo podem ser um grande risco. Afinal, nem todo mundo tem tanta facilidade frente às câmeras, né? É preciso se preparar para enfrentar um novo desafio. E, por mais que há quem discorde, a primeira impressão ainda conta muito.
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