Rafael Souto explains that rehiring people who previously resigned was traditionally stigmatized—seen as betrayal—because older career logic favored lifetime employment and strict command-and-control structures. He argues this view has shifted: shorter career cycles, focus on development, and collaborative workplace cultures make rehiring sensible when skills and roles align, benefiting both parties.
Chapters
A recontratação das pessoas que pedem demissão, até pouco tempo atrás, era visto como um problema na empresa. porque a lógica do trabalho estava baseada em permanecer na organização para a vida toda. Se alguém pedia demissão era lido como um traidor. Alguém que já não pode mais merecer confiança e a empresa tinha muitas vezes regras implícitas ou até explícitas de não contratar uma vez que a pessoa pediu demissão e não pode voltar. Isso deixou de fazer sentido com todas as mudanças que vivemos no mundo do trabalho. Os ciclos estão mais curtos, as pessoas podem sair e se desenvolver e depois retornar numa posição ou agregando mais valor do que faziam no período anterior. Muitas empresas evoluíram e determinam que se faz sentido A posição que ela ocupa hoje, para a posição que nós temos, não importa se ela já trabalhou na empresa, pediu demissão ou não pediu demissão, porque faz parte dos ciclos profissionais a entrada e a saída de uma empresa. Isso também tem a ver com uma mudança na lógica da carreira. A lógica dos anos 70, anos 80, do século passado, era comando e controle da empresa. Então o colaborador pouco espaço tinha para construir o seu futuro, que dirá pedir demissão. Nesse novo mundo do trabalho, onde a visão é mais construtivista, mais baseada em diálogo e colaboração, se o ciclo dele terminou na empresa, pode ser bom para os dois que ele saia. E se num momento futuro faz sentido retornar, que bom que seja e pode ser uma oportunidade de desenvolvimento para os dois lados. Essa é uma visão que vem cada vez mais ganhando força e me parece que combina com este novo mundo do trabalho.