Maratona de Carreira Produtive - Recolocação estratégica através da marca pessoal

Transcrição de apresentação (YouTube) sobre marca pessoal aplicada à carreira: Deise e Cláudia explicam que reputação é a soma de entregas e comportamento (digital e presencial), defendem autoconhecimento, planejamento estratégico (curto/médio/longo prazo) e ações de marketing pessoal e networking contínuo para melhorar empregabilidade/trabalhabilidade. O conteúdo inclui exemplos (marcas famosas, cases, metáforas como vaso quebrado), passos práticos (identificar objetivos, autoimagem, metas SMART, preservar imagem) e sessão de perguntas e respostas sobre adaptação de comunicação e transição de carreira.
Chapters
A gente começa hoje falando desse tema que é extremamente importante e muito linkado com o que o nosso CEO ontem trouxe na palestra de abertura sobre marca pessoal, que está estritamente relacionada com o nosso pilar de reputação. E o que é reputação? Reputação nada mais é do que a soma das nossas entregas com o nosso comportamento. e o nosso comportamento muito no alinhamento digital e presencial. Hoje, muito fortemente, a questão digital se estabelece também quando a gente vai falar de marca pessoal. Então, a gente estabelecer a nossa marca digital também consiste, junto com a marca presencial, num conjunto fundamental de estratégias para que a gente possa potencializar o nosso projeto de carreira. Todos nós estamos no mercado, todos nós temos um alinhamento e deixamos algumas impressões aí, mas estratégia é fundamental para que a gente possa trabalhar melhor com esse aspecto. O que é a nossa marca pessoal, né? Ela faz uma referência aí à nossa identificação, à nossa comunicação, né? À difusão das nossas características, né? É aquilo que faz com que a gente se sobressaia como um profissional no mercado e um mercado que a gente sabe que está extremamente competitivo, né? Quando a gente está falando num momento que não é mais aquele momento para quem estava ontem conosco, né? da era do emprego, da empregabilidade, mas o momento da era da trabalhabilidade, onde a gente precisa demonstrar o nosso diferencial competitivo para que a gente possa se sobressair aí diante do mercado. O conceito de marca pessoal vai considerar todas as pessoas como uma marca A gente pode desenvolver e transmitir as nossas questões, as nossas características E trazer isso tanto como acontece no âmbito comercial Quando a gente vende produtos e serviços A grande questão, o grande diferencial aí É que a gente tem que entender se a gente é uma marca como uma dessas E a gente não precisa dizer nada A gente abre uma logo e a gente identifica fortemente Certamente pra cada um de vocês deve lembrar alguma coisa Deve fazer alguma referência quando eu vejo o símbolo da Apple Quando eu vejo o símbolo dos Rolling Stones, da Mercedes, enfim o que que passa, né? Passa a questão de alguns aditivos aí, né? Credibilidade, assertividade, segurança, entretenimento, né? Espetáculo, né? Então essas são atribuições que as marcas acabam trazendo pra gente de uma maneira muito forte, muito forte mesmo. E isso Não só é verdadeiro, como para muitas marcas, o produto passou a ser conhecido pela marca e não pelo nome do produto. Exemplos bons que a gente tem aí, né? Eu não vou usar uma lâmina de barbear, né? Vou usar uma gilete, né? Eu não vou buscar uma palha de aço, eu vou buscar um bombril. Assim como eu não vou fazer uma fotocópia, eu vou fazer uma Xerox Então, assim, esses são exemplos fortes de como uma marca bem trabalhada e bem representada Elas podem ser o diferencial aí pra qualquer um no mercado Então, podem existir outras palhas de aço no mercado A gente vai sempre chamar ela de Bombril Então, isso é importante para que a gente possa ter a dimensão aí de que as marcas, elas se tornam valiosas pelos adjetivos que ela tem, pelas representatividades que ela tem, mas também como elas se portam em termos de mercado Então Microsoft, Apple, Google, Amazon são marcas importantes E marcas que estão extremamente vinculadas ao digital aí também Que cresceu bastante no nosso mercado de trabalho Nos alinhamentos que a gente tem e nos formatos de trabalho Então essas marcas, elas são valiosas no mundo porque elas cuidam da sua representatividade frente ao seu mercado-alvo, frente ao seu mercado público, da mesma maneira que nós temos que lidar com isso. Um bom exemplo de uma marca que está na nossa cabeça há mais ou menos 130 anos é a Coca-Cola. A Coca-Cola começa lá atrás, Com aquela garrafa que era uma garrafa parecida com um remédio Com uma logo ainda pouco expressiva, enfim Vocês podem ver que a essência da marca, ela não se modifica, né? Ela é a mesma. Tu olha pra logo da Coca-Cola E tu consegue enxergar que é essa mesma marca de 130 anos atrás Mas ela vem se modernizando, ela vem se adaptando com o contexto de mercado E nós? Será que a gente tá fazendo isso com a nossa marca pessoal? Com a nossa marca profissional? Será que a gente vem se atualizando? e estabelecendo uma marca que possa ambientar o contexto, os direcionamentos que a gente está querendo para a nossa vida e carreira. Esses são pontos importantes para a gente poder pensar quando a gente alinha a questão de marca pessoal. Alguns pressupostos que a gente trabalha com marca pessoal. não existe uma marca dela, não vai existir isso, porque a gente tem que lidar com a subjetividade de cada um de nós. Quando a gente pensa que carreira é um conjunto de experiências, cada um de nós constrói um legado aí. Então a nossa imagem, a nossa marca pessoal, ela vai depender muito do direcionamento que cada um de nós deseja impulsionar para a sua carreira. Agora é fato que sim, as marcas vão proporcionar desigualdade, ou seja, é isso que vai nos diferenciar. Depois a gente olha se é melhor ou de uma forma não tão adequada, alcançando os objetivos que a gente gostaria. planejar a marca vai requerer muito autoconhecimento. Eu preciso ter muita clareza de quais são as minhas potencialidades, quais são as minhas fortalezas, aquilo que eu mais me diferencio e também aqueles que são os meus gaps, onde eu tenho dificuldades aí, onde eu tenho que poder melhorar alguns aspectos para me tornar mais competitivo aí. Com certeza isso vai ser vital, né, para uma estratégia de sucesso em termos de carreira. A gente não está sendo transformado num produto, como se coloca aí, né? A gente já é um produto. A grande questão é se nós seremos um produto com marca ou um produto sem marca. Esse é o grande ponto, né? O Arthur Benner, que é um escritor que fala muito sobre personal branding, sobre marca pessoal, enfim, ele traz essa questão com um aspecto bem importante para que a gente possa trabalhar essa questão de marca pessoal. Eu posso não me diferenciar e aí eu ser mais uma. A força que tem a nossa marca pessoal, ela muitas vezes vai trazer essa questão do impacto no valor de uma marca. Deixa eu trazer um exemplo para vocês aí. Há um tempo atrás, Uma marca conhecida de cervejas teve um problema muito sério, muito grave, e ela foi simplesmente totalmente recolhida do mercado, e aquela marca não pode ser usada mais. Com frequência a gente tem na mídia produtos, principalmente da área de alimentação, Ou até o recall na área automotiva, por exemplo, que acontece Vamos ter que trocar o freio dianteiro da marca do carro tal O que acontece com a marca quando isso ocorre? Impacta em vendas, impacta em maior amplitude da marca no mercado, em conhecimento Ela já fica associada com uma marca que não traz tanta segurança Que eu não posso adquirir ela com mais facilidade Então, para nós A nossa marca pessoal, o impacto que ela tem, é como esse vaso aí que tá aí, né? Pode ser um vaso quebrado. Depois que o vaso quebrou, por mais que a gente remende o vaso, sempre vai aparecer as marcas desse remendo. Então, a gente tem que ter muito cuidado em como é o nosso comportamento presencial, em como é o nosso comportamento digital. A Cláudia depois vai falar um pouquinho para vocês mais dessas ações, né? Mas esse conceito, ele é importante que esteja claro, porque ele tem que estar direcionado e alinhado com o que a gente vai fazer, tá? Então, a nossa marca pessoal aí é o nosso grande cartão de visitas. Com o aumento das redes sociais, com o aumento da nossa, digamos assim, visibilidade de uma maneira mais rápida, mais efetiva, a gente hoje vive numa vitrine. Então, tudo que a gente faz tem que estar muito bem cuidado, porque a gente vai estar exposto publicamente. Tem alguns clientes aqui que nos falam, alguns amigos, pessoas da nossa rede que falam pra mim, pra outros colegas, enfim Ah, mas eu não gosto muito de trabalhar com rede social, eu não tenho Facebook, eu não trabalho muito LinkedIn Tenho lá a minha página, mas não funciona muito Mesmo quando a gente não é tão efetivo nas redes sociais, a gente tá sempre sendo postado A gente é que às vezes não se dá conta disso É uma fotografia de um evento da empresa que tu estás, ou um evento social ou familiar E mesmo que tu não coloque na rede, vai pra rede por uma outra pessoa Às vezes as pessoas te marcam, né? Então assim, é super importante a gente ser cuidadoso com isso E a gente refletir o que é o nosso comportamento presencial e digital Ele tá querendo passar como mensagem Às vezes até o fato de eu não me movimentar Eu ter uma página de rede social, de Instagram, de LinkedIn, de Facebook Pouco movimentada, tá falando um pouco de mim também Pode estar passando uma ideia de uma pessoa que não tá atualizada, né? Com as ferramentas digitais Que não tá sintonizada com esse novo modelo de comunicação E isso pode impactar no nosso alinhamento e direcionamento de carreira, tanto faz se eu esteja trabalhando, né, e alinhado aí, como fora do mercado de trabalho. E, de novo, eu acho que é importante reforçar uma fala que o Rafael Souto trouxe antes, né, porque será que a gente só deixa para se preocupar com a carreira na hora de uma emergência? Por que a gente não pode cuidar disso bem antes? Muitas vezes a gente alinha essa questão de marca pessoal só com as entregas, né? Só eu trabalhar, só eu fazer a minha entrega de trabalho já é o suficiente aí Então, como eu publico os meus resultados, como eu falo sobre isso, como eu transpareço essas questões, de que maneira eu me conecto, vai ser bem importante para que a gente possa ter uma estratégia fluída sobre marca pessoal. A importância de uma boa reputação, a importância de criar esse desequilíbrio nas negociações, ela se faz presente no nosso dia a dia Então, assim, uma boa reputação, ela vai gerar confiança, ela vai gerar melhor engajamento Ela vai criar uma conexão muito mais forte e, geralmente, quando eu transmito isso Quando eu passo isso, quando eu transformo essas questões numa importante referência pra minha rede de relacionamento a gente recebe aquele seno ali, ah, eu recomendo trabalhar com a Deyse, eu recomendo trabalhar com a Cláudia porque elas conhecem tal e tal aspecto, né, elas fazem tal E cada um de nós? E vocês? Como é que vocês estão trabalhando com uma boa reputação de vocês? Hoje, com o nível de competitividade que a gente tem no mercado de trabalho não basta somente que a gente possa fazer entregas potentes A gente tem que poder também ser capaz de gerar vitrine para essas entregas potentes, para que a gente possa se diferenciar. Então, quando a gente fala que a gente não está tendo audiência, é muito pelo contrário. O nosso valor de mercado está sendo muito visualizado, mesmo que a gente ache que a nossa porta não está fechada. a gente tem uma janela ampla. Então, quando a gente fala, quando a gente se comporta, quando a gente tá num evento social, quando a gente tá num evento de família, quando a gente tá lá na reunião da escola dos filhos, a gente pensa, mas o que isso tem a ver com a conexão da minha carreira? tudo, né? Porque é a imagem que a gente tá transmitindo para as demais pessoas, é a referência que a gente faz. E essa marca pessoal, ela tá muito relacionada também com o nosso pilar de networking. Então, essa imagem que a gente tá consolidando a nosso respeito, ela vai fazer muita diferença para o nosso planejamento, de curto, médio e longo prazo. Em carreira e, por que não dizer, de vida também, né? Isso é bem importante porque cada um de nós tem um pilar de propósito, um pilar de satisfações aí que pode estar bem conectado com as nossas ações de vida e de carreira. O que é a nossa marca? A nossa marca vão ser as experiências que a gente proporciona para as pessoas Daqui a pouco eu posso ter um colega que ele é excelente, por exemplo, mas ele não tem uma habilidade boa de fala, de discurso Como é que é isso? Como é que essa pessoa trabalha essas questões? o que que ela faz para ter essas melhorias, né? Então assim, se experiências são o que eu proporciono para as pessoas, o que eu estou falando, como eu estou falando, com quem eu estou falando, aonde eu estou falando, né? E que postura eu tô adotando nesses lugares, que tipo de atitude eu tenho, que reações, o que que a gente defende, o que que a gente usa, o que que a gente veste, aonde a gente circula, tudo isso tá imprimindo uma ideia de quem a gente é. Então assim, eu tenho que ter clareza que, às vezes, mais do que causar uma impressão para as pessoas, eu tenho que prestar atenção também na percepção que elas estão tendo de mim. Então, o feedback das pessoas em nosso entorno, ele é muito importante, porque a gente acaba recebendo Adjetivos de quem a gente é. Ah, o fulano é mais assertivo, o fulano é mais falante, o fulano é mais introspectivo, ah não, o fulano é uma pessoa que entrega, que faz as coisas, mas ele é mais reservado. Então a gente ganha adjetivos. A pergunta é, com qual adjetivo eu quero ser identificado? Como é que eu quero poder estar trabalhando nisso? E, de novo, citando o Arthur Bender mais uma vez, ele fala bastante disso, esse é um livro que ele fala sobre marca pessoal, a gente não pode culpar ninguém sobre o nosso fracasso ou sucesso com a nossa marca pessoal, porque são as nossas atitudes, é o nosso empenho, é o nosso alinhamento em relação a isso que vai definir o nosso melhor resultado. O que define a nossa marca ainda? A gente tem uma marca definitiva? De novo, vou trazer o exemplo de vocês que eu trouxe antes da Coca-Cola. Como é que eu estou hoje? É dessa maneira que eu quero estar em 2025? Então, eu preciso ter um plano de ação, eu preciso criar uma estratégia. Se hoje os adjetivos pelos quais eu sou conhecida em termos de mercado, de vida, não são favoráveis para o momento de carreira que eu quero para fazer, seja uma transição interna, uma transição para uma outra empresa ou para migrar para um outro alinhamento de trabalho com a parte consultiva, com a parte de montar um próprio negócio. Como é que eu quero ser conhecido? Então, isso tem a ver com montar um planejamento estratégico e estar alinhado aqui com onde eu quero chegar, qual vai ser a minha visão em relação a isso. Como eu vou chegar? Como é o meu plano para isso? Tem que ter plano A gente não pode simplesmente partir de uma atitude sem pensar, sem estruturar a forma como a gente vai atingir os nossos objetivos Então, ter altitude aí vai depender da nossa atitude em termos de mercado com a nossa marca pessoal Então assim, tomar uma atitude, entrar em ação em relação a isso vai ser bem importante. Não dá pra ficar a gente só parado olhando e não se diferenciar aí em termos de mercado. Tô quase no final aqui, né? Então assim, coloco pra vocês que esses são os conceitos importantes de trabalhar nossa marca pessoal. E passo a palavra agora para a Cláudia Monar, que vai falar um pouquinho das ações nesse alinhamento e em cima desses conceitos aí. Cláudia, tudo contigo.
Bom dia, pessoal. Muito obrigada aí desde pela introdução. Sejam bem-vindos todos vocês. É muito legal falar de um tema que a gente gosta bastante, que é tão importante para a nossa carreira. Aproveito, eu tô vendo aqui que muita gente tá deixando no chat o endereço do LinkedIn. No final, acho que a Samanta vai deixar tanto o meu LinkedIn quanto o da Deise, mas até onde eu sei, eu não tenho nenhum homônimo no LinkedIn.
Eu já coloquei ali, Claudia, depois eu reitero.
Já reforço aqui o meu também, já coloca aí.
Tá bom. é só me convidar lá, será um prazer tê-los na minha rede. Como disse a Deise, eu acho que marca pessoal, né? Marketing pessoal, tá muito ligado com networking, né? Com o pilar de networking, que é tão importante a gente manter os dois sempre ativos. E não é muito fácil, tá, pessoal? Antes de eu compartilhar aqui com vocês, eu queria só dar um dado pra vocês. Eu acredito que de oito a nove, em cada dez clientes que eu atendo, colocam a dificuldade em fazer o marketing pessoal. E quando eu pergunto, né, mas por que é tão difícil? A maioria vem com a resposta, eu não gosto, acho que é ruim quem faz muito marketing, aquela pessoa, a gente tem aquela imagem, né, de fazer política nas empresas, E assim, pessoal, fazer sem... Como é que eu posso dizer para vocês? Se a gente fizer, não fizer e falar que faz, é ruim. Mas fazer e não falar também é tão ruim quanto. A gente, de alguma forma, precisa se diferenciar. A gente precisa mostrar o que está fazendo. Foi-se o tempo daquela pessoa que apenas aquilo que ele entrega, aquilo que é colocado como meta, é o suficiente para se destacar. Então, é muito importante fazer. Então, agora eu vou começar a compartilhar uma apresentação. Só um minutinho aqui. Vou ver se entra. Ainda não entrou. Tá entrando, né?
Tá entrando.
Agora já entrou, né? Então, vamos lá. Eu vou tentar dar um passo a passo para vocês, algumas dicas, inclusive em alguns processos de coaching que eu faço com alguns profissionais que têm essa dificuldade de trabalhar a marca pessoal. O conceito é muito bonito. A Deide acabou de falar que a atitude é fundamental, que as empresas gostam, o mercado gosta da pessoa com atitude. Eu sou do tempo que entrou no mercado de trabalho que funcionava mais a regra do manda quem pode e obedece quem tem juízo. Mas ao longo desse tempo, são mais de 40 anos que eu estou atuando no mercado de trabalho como um todo, eu fui percebendo essa mudança, que a atitude é fundamental, que mostrar aquilo que se está fazendo é muito importante. Então, assim, a primeira coisa que a gente tem que fazer quando a gente quer trabalhar a nossa marca, é a gente ter uma autoimagem de quem é a gente mesmo. Aquilo que eu sou bom, aquilo que eu não sou tão bom, aquilo que eu preciso desenvolver. Então, fazer um processo de autoanálise, buscar uma identidade. Quem sou eu? A Deise mostrou algumas marcas que, só de olhar o logotipo da marca, A gente sabe exatamente o que nos transmite. Quando eu me olho no mercado, eu sou conhecido pelo quê? Pelo que as pessoas me conhecem, aquilo que eu faço bem. Ou até mesmo aquilo que eu tenho que buscar algum desenvolvimento. Então, somente através do autoconhecimento que a gente pode começar a traçar quais são os nossos objetivos. Porque não adianta eu querer ser algo que está muito longe das minhas competências, do meu jeito de ser, das minhas atitudes. Eu tenho que, de fato, ser honesto comigo mesmo e também fazer essa autoanálise para saber exatamente quem sou eu. Então, esse é o primeiro passo para começar a trabalhar a nossa própria marca. Um segundo passo. Quais são os meus objetivos? É muito interessante quando eu estou trabalhando com algumas pessoas e perguntar o que você quer em curto, médio e longo prazo em relação à sua carreira. É muito comum eu ouvir muitas pessoas e dar uma resposta muito de curto prazo e sem considerar o médio e longo prazo. E às vezes eu faço o exercício contrário, né? Eu tento fazer a pessoa refletir o que ela quer lá na frente. Porque o passo a seguir, o passo de curto prazo, ele pode estar muito linkado àquilo que eu quero no futuro. E se eu não sei o que eu quero no futuro, muitas vezes o meu passo de curto prazo pode ser um passo que não me ajude a alcançar o meu objetivo futuro. Então, identificar o objetivo, eu vou, inclusive, saber o quanto de esforço eu vou precisar, se eu preciso mudar de rota, se eu preciso me desenvolver muito, se eu já estou pronto para esse passo. Então, assim, me dá uma visão muito boa daquilo que eu preciso fazer, naquilo que eu preciso investir, naquilo que eu preciso colocar a minha energia. Então, primeiramente eu ter um autoconhecimento e depois identificar quais são os meus objetivos. Um terceiro ponto, e às vezes esse não é tão fácil, é identificar a imagem que eu transmito aos demais. Então, se eu fizer uma pergunta para as pessoas que trabalharam com vocês, que conhecem vocês, de quais são pontos fortes, quais são pontos a desenvolver, será que vocês têm uma real noção, um conhecimento do que o mercado sabe a seu respeito, ou pelo menos acredita? Não é incomum a gente ter uma alta imagem, achar que a gente tem uma imagem de um jeito? E quando a gente pesquisa com algumas pessoas da nossa rede de relacionamento, a gente tem algumas surpresas. E não necessariamente surpresas desagradáveis. Muitas vezes, a gente até é mais autocrítico com a gente do que as pessoas nos enxergam. Então, o que essas pessoas veem ao meu respeito? Que imagem de confiança eu passo? Que imagem de credibilidade eu passo para o mercado? ou não, como é que está o meu pilar de reputação. É muito comum nos meus processos de coaching eu receber alguns clientes para desenvolvimento em coaching nessa competência especificamente a marca pessoal. E eu gosto de ilustrar muitas vezes aqui como fazer com alguns exemplos. No passado, eu tive um cliente de coaching E era exatamente isso que ele precisava desenvolver. Ele estava na linha de sucessão do CEO da empresa, mas o CEO da empresa comentou comigo que ele não conseguia convencer os demais que ele era a pessoa certa para estar no lugar dele. Porque ele fazia as coisas muito bem, era um excelente profissional, mas ele era ali um cara mujo, ele não se expunha, ele não falava. E, pelo contrário, sabe aquela história? Eu não faço e tenho raiva de quem faz, daqueles que se projetam, daqueles que fazem o seu próprio marketing. E a gente começou ali numa conversa de desenvolvimento, começamos a estabelecer alguns passos e, de repente, no meio do processo de coaching, o que aconteceu? Essa pessoa ele era um diretor de operações nessa empresa, uma empresa de tecnologia. E ele tinha criado, junto com a equipe dele, a ideia foi dele, a equipe o ajudou a implementar uma sala de tecnologia onde o cliente, antes de adquirir o produto, o serviço que eles vendiam, poderiam fazer uma visita nessa sala para entender qual era a entrega do produto barra serviço. Era uma coisa, no passado, isso eu estou falando em termos de 10, 12 anos atrás, que era totalmente inovador. Tão inovador que isso caiu na mídia. E aí, numa das reuniões de coaching, ele me disse o seguinte, o Cláudio, a Rede Globo me procurou para fazer uma entrevista, vai aparecer uma reportagem no Jornal Nacional sobre essa sala que nós criamos. E ele falou, mas já está tudo resolvido, porque o fulano de tal era um par dele, esta pessoa irá falar, dar a entrevista, porque ele é o cara de tecnologia, e ele vai falar com mais propriedade sobre a sala. E eu falei, não, não, não, meu amigo, quem vai falar é você. A ideia não foi sua, o projeto não está na sua área. Sim, mas o diretor de tecnologia me ajudou. Ele te ajudou, mas não foi ele. É ele que tem que falar sobre isso. Bom, foi um desespero total para ele, porque ele nunca tinha feito isso antes, mas aí ele chegou no CIO, comentou que ele gostaria de ele falar e ele quebrou essa barreira. Ele foi, deu a entrevista, O projeto foi muito bem reconhecido e mais do que no mercado, a própria equipe dele ficou muito feliz de ele ter feito, de ele ter exposto, falado sobre não só a marca pessoal dele, mas junto com ele carregou toda a equipe para falar desse feito. Então, gente, não é muito fácil. Muita gente precisa desenvolver isso. Mas eu espero que, com esse passo a passo, vocês consigam começar a pensar no seu próprio desenvolvimento de marca, tá? Bom, estabelecer os objetivos. Como é que eu faço isso? Primeiro, faço uma lista das minhas metas que eu quero alcançar e coloco o prazo. A gente faz tão bem isso na empresa, né? A gente, todo ano, senta ali com o gestor, com a equipe, estabelece meta, estabelece prazo. E quando a gente fala do nosso próprio objetivo, muitas vezes é aquela tal história do regime. Ah, segunda-feira eu começo. Só não fala segunda-feira de que mês, de que ano, e vai postergando. A mesma coisa com as nossas metas de carreira. Quando é que eu quero começar? Quando é que eu quero fazer um movimento? E até mesmo Por que eu quero terminar? Por que não? Minha meta de longo prazo pode ser, sim, a minha aposentadoria. E a minha aposentadoria, pensando ou em parar completamente, não tem nada de errado nisso, ou até mesmo mudar de rota, mudar de carreira. O que eu posso fazer hoje no meu desenvolvimento de carreira que vai me levar para essa meta futura no prazo que eu estipulei? Tudo acontece de acordo com aquilo que eu programei, que eu me organizei, nem sempre, mas quando eu sei onde eu quero chegar, mesmo que eu tiver algum desvio, eu consigo voltar na minha rota. Acrescente perguntas relacionadas especificamente ao seu desempenho profissional e suas atitudes. Qual o serviço que eu ofereço? Em que aspectos ele é especial? Em que aspectos eu sou especial? Como eu posso ser confiável? No que eu faço diferença? E como eu posso me diferenciar dos outros? Desculpa, pessoal. Quando eu estou no mercado, quando eu estou fazendo uma transição de carreira, eu estou concorrendo com uma série de outros profissionais que provavelmente tem, talvez muito parecido, o mesmo conhecimento e as mesmas habilidades. Se eu voltar no conceito ali da competência do CHA, que é conhecimento, habilidade e atitude. Então, provavelmente, quando eu me candidato para uma vaga, tem várias outras pessoas que têm o mesmo ou parecido rol de conhecimentos, o mesmo tempo de experiência ou parecido, e o que vai me diferenciar desses profissionais são minhas atitudes. Então, é isso que eu tenho que identificar qual é o meu diferencial. O que eu ofereço de diferente, além de ser, sei lá, um bom gerente financeiro, um excelente profissional de marketing, uma pessoa muito competente na área de recursos humanos. Quais são as minhas características de fato que me diferenciam? Fazer o marketing pessoal, trabalhar a minha marca pode ser um diferencial que me coloca num patamar diferente dos meus concorrentes, tá? Aí eu tenho que partir para a prática. Defina o que você vai fazer. Se precisar, mude sua atitude. Se não está funcionando, o que eu posso fazer de diferente? Todos nós temos algo a desenvolver, todos nós temos pontos que a gente ainda pode melhorar, mesmo fazendo um bom trabalho, tá? Não queira fazer perfeito, não busque ser o melhor, mas a perfeição, realmente, muitas vezes, a gente não consegue alcançar. E priorize aquilo que você precisa fazer, né? Defina o que você vai fazer com prazo, né? Aquelas metas smarts que a gente fala, que você tem, o que você vai fazer, em que prazo, que ferramenta você vai usar, o que você precisa fazer. E coloque coisas, pessoal, aqui muito importante, que estejam ao seu alcance. Porque às vezes a gente coloca a meta baseado no que o outro vai me oferecer. Quando a gente está no mercado, a gente sempre trabalha um tripé. Aquilo que está sobre o meu alcance, que eu tenho condições de trabalhar, Aquilo que está ao alcance do outro, que eu posso até influenciar, mas existe aquilo que está sob influência do meio que a gente vive. Então, por exemplo, a economia do nosso país é algo que eu não tenho controle sobre o que vai acontecer, né? As coisas vão acontecendo. O contratante, o meu entrevistador, eu não posso totalmente controlar as atitudes deles, mas de acordo com o que eu trago, de conteúdo que eu trago, eu posso influenciar uma decisão dessa pessoa, tanto para o positivo quanto para o negativo, tá? Então definir o que a gente vai fazer é muito importante. E por último, preserve a sua imagem, né? Aqui eu falo muito como é que eu faço para manter a minha marca pessoal. Como é um pilar, o pilar reputação, muito atrelado ao pilar de networking, preservar a minha imagem está muito relacionado a eu continuar tendo atitude dentro da minha rede de relacionamento. Infelizmente, a gente percebe que muitos profissionais deixam para alimentar a rede num momento que mais precisa, num momento que está fazendo uma transição de carreira e não mantém isso no dia a dia de trabalho. Eu sou uma pessoa que, desde que eu aprendi a importância da marca pessoal e do networking, eu tento manter essa coisa ativa, tá? Se vale para muitos, eu costumo falar até com os meus assessorados diretos, meus clientes diretos, eu tenho uma receita que funciona muito bem para mim, tá? Sobre networking e manter a minha marca pessoal. Eu penso assim, são cinco dias na semana, puxa, seria legal que a cada dia da semana eu tivesse o contato com uma pessoa que é importante para eu manter a minha marca pessoal viva, que é importante para eu manter o meu networking funcionando. Aí vocês devem estar pensando, poxa Cláudia, mas quem está trabalhando muitas vezes tem o dia a dia, que nos consome, que é pesado. Como é que eu vou encontrar cinco pessoas uma por dia? Calma, eu não faço cinco presenciais. Eu faço um presencial, então na semana eu me esforço a tomar um café com alguém, almoçar com alguém, ou até mesmo encontrar com alguém num happy hour. Então, um contato eu tenho que fazer presencial. Em cinco dias, gente, não é uma coisa tão sofrida. Pense que almoçar todo mundo tem, tomar café todo mundo tem. Então, se você incluir isso na tua rotina, não fica pesado. Dois contatos eu tento fazer por telefone, tá? Que não é tão efetivo quanto presencial, mas também funciona bem. E aí eu faço uma ligação. Às vezes o LinkedIn me ajuda muito, né? Você liga pra quem, Cláudia? Poxa, o LinkedIn me lembra que hoje é aniversário do Zezinho da Silva, que é uma pessoa importante pra minha rede, tá? Poxa, por que não ligar pro Zezinho da Silva e dar os parabéns? E também aproveitar. Zezinho, o que você tá fazendo? Poxa, até atualizando. Olha, eu tô aqui, tô trabalhando com carreira, com isso, com aquilo, tá ok? E dois, eu faço pelas redes sociais, tá? Que é um comentário no post de alguém, que é um incentivo pra alguém. que é um e-mail de uma pessoa que talvez não seja tão ativa na rede social e mais funciona com e-mail. E quem são essas pessoas importantes para eu manter o networking, a minha marca pessoal? São as pessoas que me conhecem no mercado de trabalho. Que se eu precisar, eu tenho como recorrer a essas pessoas sem me sentir que, poxa, faz dez anos que eu não falo com essa pessoa. E agora que eu tô precisando de um favor, que eu tô precisando fazer uma transição, vou procurá-la só por isso. Eu mantenho. É como se a gente estivesse regando uma plantinha, tá? Eu espero que esse tipo de dica de... que eu tô dizendo pra vocês, não precisa funcionar desta forma. mas cada um vai achar o seu próprio jeito de preservar a sua imagem dentro da sua rede social, dentro do seu networking. Eu sempre falo, se você não fez, nunca é tarde para começar, tá? Sempre vá atrás, porque hoje em dia a marca pessoal é muito importante para eu manter a minha trabalhabilidade no mercado. A marca pessoal é um importante aspecto do seu desenvolvimento de carreira. Se você não estiver comprometido com você mesmo e acreditar nos seus projetos, dificilmente você conseguirá comprometer outras pessoas. Se eu não acredito na minha própria marca, como é que eu vou me vender? Como é que eu vou vender esse produto para outra pessoa e passar credibilidade, ok? Bom, então é isso, agora a gente vai, eu vou parar aqui de compartilhar, para a gente poder... e para as perguntas, a gente tem um tempinho para as perguntas, tá bom? A Samanta vai facilitar, né?
Tem uma pergunta aqui do Elmar, tá? Que eu já anotei aqui, que ele começou, e quem quiser vai colocando mais aí que eu já vou na sequência também mandando para as meninas. Daí tem uma pergunta aqui do Elmar, que é para a Daisy, tá? Ele pergunta assim, como panfletar CVs não é a melhor estratégia? A forma como você vende a sua marca deve mudar de acordo com o público? Não estou falando de fazer teatro, mas conversar com uma startup onde os recrutadores têm, em média, 22 anos de idade? É diferente de conversar com uma multinacional tradicional americana, por exemplo? Estou certo? Como fazer essa adaptação?
Boa, Marco.
Primeiro, obrigada pela pergunta. É sempre importante quando vêm esses questionamentos porque a gente tem que estar muito atualizado com o contexto aí De novo, vou reforçar aquela imagem que eu trouxe da Coca-Cola Sim, é muito importante que a gente possa se, digamos assim, misturar ao ambiente, poder estar alinhado com isso Isso não quer dizer que a gente vai perder a nossa essência e que a gente vai ser diferente do que a gente é A gente brincava numa outra fala que a gente tinha, eu e a Cláudia, que nós somos 50 a mais Os 50 a mais aí, com toda uma diversidade de novidades e coisas diferentes E a gente estar se adaptando, ou seja, se adaptar, contextualizar uma vestimenta, uma fala um comportamento não quer dizer que eu tenho que mudar a minha essência, mas eu não preciso também continuar usando aquela roupagem que eu tinha, sei lá, de 10, 15, 20 anos atrás Quando eu falo vulpagem, eu tô falando de atitude, de apresentação, do adjetivo Ou seja, os nossos adjetivos vão mudando ao longo do tempo E a gente também tem que poder se adaptar a isso para que a gente possa ser competitivo, né? Eu não posso, às vezes, querer ter uma fala com alguém de 22, 23 anos com um repertório que está mais antigo do que isso, né? Porque senão qual é a imagem que eu vou passar também, né? E quando eu falo não mudar a essência, a gente não vai perder aquilo que a gente construiu, né? A gente vai ter isso de uma forma muito clara e muito evidente, mas eu penso que sim, eu penso que a gente tem que poder contextualizar aquilo que a gente quer, até para entender qual é o nosso plano estratégico naquele contato com aquelas pessoas, com que tipo de transição ou que tipo de rede eu quero estabelecer com eles, mesmo que não esteja relacionado a uma transição. Acho que é isso. Não sei se a Cláudia tem alguma complementariedade.
Não, acho que tá perfeito, Daisy. Tá mudo, Samantha.
Temos uma outra pergunta aqui da Meire Matsunaga, nossa parceira, perguntando para a Cláudia. Como desconstruir rótulos que geralmente alguns profissionais acabam ficando reconhecidos?
Oi, Meire, obrigada pela pergunta. Realmente, assim, rótulo é uma coisa bastante complicada, né? Quando a gente adquire... Eu fiz uma associação ali com a figura do vaso quebrado, né? que a Deise colocou, muitas vezes é difícil a gente mudar a imagem, mas não é impossível. Eu acho que a gente tem que trabalhar seguindo aquelas regras que eu passei para vocês, o passo a passo, e cada vez mais mostrando dentro da nossa rede de relacionamento aquilo que eu estou entregando, aquilo que eu estou fazendo, Porque com isso, se as pessoas sabem o que eu estou fazendo, aquela imagem que você quer mudar, daquilo que você não faz mais ou faz diferente, ela começa a ficar para trás no tempo e começa a vir na mente da pessoa aquilo que é mais recente. Então, por isso que é importante sempre fazer o marketing pessoal e se adaptar conforme a Coca-Cola fez. Ela começou lá como remédio, né? Só que remédio não estava vendendo uma imagem legal e ela foi se adaptando, foi mudando e ela conseguiu mudar essa própria marca. Então é mostrando para a sua rede de relacionamento o quanto você consegue fazer diferente. Não é fácil, mas é possível, tá bom?
Agora temos a Dilson Dutra aqui. Como se destacar em uma empresa engessada e com pessoas centralizadoras? Não sei quem pode responder de vocês.
Posso falar. Primeiro, a primeira pergunta é, quero continuar nessa empresa? Será que essa empresa está alinhada com os meus próprios objetivos? E aí, poder entender se internamente podem acontecer mudanças e a gente pode se adaptar Ou, se isso não é possível, é super importante a gente poder pensar numa estratégia de transição Então, uma estratégia de transição, ela vai considerar como a Cláudia trouxe os meus objetivos de curto, médio e longo prazo Aonde eu quero chegar, de que maneira eu quero chegar E a marca pessoal que a gente tá trazendo aqui, ela não deixa de estar atrelada aos outros blocos temáticos que são os pilares de carreira E um pilar extremamente importante é o pilar de satisfação e propósito Assim como uma empresa escolhe alguém para estar num lugar, a gente também escolhe aonde a gente deseja estar Então será que eu quero que a minha marca esteja associada com um lugar que é mais engessado, que é mais difícil? E às vezes até o sofrimento que a gente tem de trabalhar num lugar assim Então como é que eu posso traçar uma boa estratégia para mudar? Ou internamente ou externamente E aí a busca por fazer um bom plano, um bom planejamento de carreira Buscar uma boa assessoria em relação a isso Se preparar, olhar suas competências, suas questões Pode ser um plano bem executável Obrigada, Daisy.
Agora temos aqui o Pedro, o Pedro Barreto. Por favor, gostaria de saber qual é o maior desafio sobre a perspectiva de marca pessoal em um processo de transição de carreira? Qual seria o maior desafio?
Posso responder, Daisy?
Claro, fica à vontade aí.
É, gente, o maior desafio, na verdade, é começar a fazer, tá? Então, assim, num processo de transição de carreira, eu sempre comento com aquelas pessoas que têm uma dificuldade maior de se vender, de fazer o seu próprio marketing pessoal. O maior desafio é dar o primeiro passo. Depois que você dá o primeiro passo e começa a enxergar os resultados, eu acho que tudo se torna mais fácil. Voltando naquela coisa que eu gosto de dar exemplos, eu tive no passado uma cliente que ela foi demitida de uma empresa, a gente foi assessorá-la no processo de transição, e quando chegamos na parte de marketing pessoal, networking, ela falou, nem me fala disso, eu não vou fazer, eu não gosto de fazer, e tenho raiva de quem faz. Bem assim. Eu não gosto. Eu vou me candidatar só na internet, não vou fazer". E eu fui, aos poucos, mostrando para ela a importância, até com alguns exemplos. Comecei facilitando com alguns outros clientes o contato de pessoas que faziam isso de uma forma mais tranquila. Ela foi vendo. Para resumir a história, hoje ela é uma das pessoas que, de vez em quando, me manda uma mensagem no LinkedIn. O Cláudio, tem ninguém não aí para eu fazer networking? Faz tempo que eu não conheço alguém novo. Eu sei que você conhece bastante gente. Me apresenta alguém interessante, porque hoje ela é networker. Ela gosta de fazer isso, tá? Então, assim, o principal desafio é começar e acreditar que isso pode dar um resultado diferente para o seu processo de transição, para o seu processo de ascensão na carreira, mesmo que não for uma transição, mas que você está querendo crescer na sua carreira, é dar o primeiro passo. Como disse a Daisy, atitude.
É, mudar a atitude, né?
Estamos aqui em cima, né, do horário, são 10h02, mas a gente vai fazer mais a última pergunta, ok, para vocês, meninas Daisy e Cláudia?
Isso, sabe.
Deixa eu aproveitar aqui e já reforçar. Estou colocando aqui no nosso chat o super bônus do dia para os guerreiros que ficaram até agora. A gente vai estar disponibilizando um book que fala sobre marca pessoal nas redes sociais um material que foi inclusive elaborado com apoio da Deise e da Cláudia. Então a gente vai disponibilizar agora para vocês e quem porventura ainda não conhece os serviços da Produtiva e tem interesse em conhecer mais sobre gestão da carreira programas de transição também vou colocar aqui um link para vocês.
Tem bastante gente levantando a mãozinha ali, mas devido ao tempo, acho que a gente não vai conseguir atender todo mundo, mas vocês podem nos passar ali, tem o meu LinkedIn também, Samanta Morina, as questões, que depois a gente também responde para vocês. offline, tá bem? Tem a pergunta aqui da Sandra Piccoli, tá? Ela fala, falando em investimentos, como se apresentar de forma adequada atualmente quando da seleção tem empresa mais liberal, outras mais formais e nem sempre sabemos claramente como são? Fora isso, tem cargo, faz diferença?
Boa, Cláudia.
Pode ir.
Vamos lá. De novo, né? Eu acho que a gente tem que respeitar muito a nossa essência. A gente vai falar amanhã com a Cíntia Tubarão sobre processo de entrevista, mas só pensando nisso enquanto marca pessoal. De novo, a gente não pode perder a nossa essência, mas a gente tem que poder sempre fazer o tema de casa, né? Primeiro, aonde eu estou indo? Que empresa eu estou indo? É um lugar mais informal? É um lugar mais formal? Então, como que eu vou me vestir pra isso? Nós hoje, por exemplo, eu e a Cláudia, né? Pra gente vir aqui hoje e fazer esse trabalho da maratona, apresentar o trabalho? Certamente, ontem a gente tava lá preocupada com qual é a roupa que a gente vai comprar.
Eu acho que era isso. Travou, Deise.
Oi, estão me ouvindo agora?
Agora sim, Deise.
Sim, eu estava falando que a gente tem que se preocupar com como que a gente vai se apresentar e a imagem que a gente vai passar. Então, sim, a gente tem que se adequar. Claro que tem coisas que são mais clássicas quando a gente pensa num processo de entrevista, né? Mas, por exemplo, não se usa mais hoje, na maioria dos lugares, terno e gravata para os homens ou aquela coisa mais formal para as mulheres. A gente tem que estar adequada, né? Maquiagem adequada, a cor da roupa com uma cor que possa passar a imagem que a gente tá querendo Se eu tô indo numa empresa mais descolada, mais informal Eu posso, às vezes, ir muito colorida, né? Com uma roupa mais alegre, enfim Agora, se é uma empresa mais conservadora, mais formal, talvez eu vá desse jeito Não é a impressão que eu vou passar de primeiro tópico aí para que eles possam me ver como um candidato alinhado com a cultura da empresa Então a gente tem que fazer muito tema de casa antes e trocar, né? Eu acho que, assim, conversa, pede feedback, pede a opinião de outras pessoas Investiga como é que aquela empresa trabalha, vê como é que é mais ou menos a indumentária das pessoas Até porque também se for muito diferente do que como a gente é, o que a gente faz Eu também, de novo, tenho que me perguntar se é o lugar em que eu quero estar.
É, só complementando, Deise, eu acho que o visual não pode ser mais chamativo do que o teu discurso, né? Então, assim, o bom e velho formal, menos é mais, né? Eu acho que é mais adequado. E na dúvida, se não tiver informação nenhuma sobre a empresa, eu sempre oriento, vá mais formal. Porque se realmente você for bem informal e chegar lá e está todo mundo formal, é mais difícil. Se você está muito formal e chega lá e é um ambiente mais informal, tem como você arregaçar uma manga, de repente dar uma relaxada, sei lá, botar uma camisa para fora, fica um pouco mais informal. Agora, se você está totalmente informal e chega e o ambiente é formal, aí é mais complicado de se recompor. Tá bom?
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