Maratona de Carreira Produtive - Trabalhabilidade: As oportunidades da carreira além do corporativo

Trecho de um painel em português sobre empreendedorismo (Maratona de Carreira Produtive). Os participantes discutem mitos do empreendedorismo (o “empreendedor-herói”), a importância de não empreender por exclusão, avaliar riscos financeiros e emocionais, usar competências acumuladas e buscar sócios/parceiros que complementem habilidades. Também abordam planejamento (modelagem financeira, pivot), ambiente hostil no Brasil (licenças, instabilidade), vida pessoal/familiar ao empreender, e perguntas práticas sobre vender para PJ vs PF, contratos societários, parcerias, franquias e empreender sozinho.
Chapters
Isso não é uma coisa improvável, impossível. Em algumas épocas, como eu comentei um pouco antes, era uma coisa meio inimaginável ou muito distante do alcance. Eu posso aqui citar vários alunos, ex-alunos, que não sabem nem o que é uma carteira de trabalho assinada. Eles já são empreendedores desde o início, e isso é uma mudança bárbara em termos de mais era. Importante, uma reflexão que eu gosto sempre de comentar, é que existem alguns mitos em relação ao empreendedorismo. Se fala muito em empreendedorismo, se comenta muito, se vê muito empreendedor andando de Ferrari, com situações que não são exatamente as reais, muitas pessoas falando sobre empreendedorismo e nunca empreenderam, que eu brinco aqui com o empreendedorismo de palco, não, às vezes, chamando a atenção das pessoas que o empreendedorismo é uma coisa tão complexa quanto um trabalho executivo. Qual é o mais fácil? Qual é o mais difícil? De fato, não existe isso. Existem dificuldades, muitas. O Camilé abordou uma palavra que eu gosto muito, que a gente vai citar um pouco mais à frente, que é a questão do risco. Embora o risco exista em tudo quanto é lado, mas tem o risco financeiro próprio. Mas assim, eu acho que é tomar muito cuidado com aquilo que a gente escuta em termos de perspectivas, vai dar tudo certo, é uma coisa maravilhosa, você vai ganhar tanto, 20% ao mês, retorno em 18 meses, como a gente ouve por aí algumas propostas que se dê. Então, muito cuidado com isso. a perspectiva brasileira, ela é sempre complexa, eu vou fazer 60 anos esse ano e eu não me lembro de um ano bom no Brasil, então, é sempre complexo, é sempre um ambiente de disputa pesada, de incerteza, e a gente tem que ter bastante noção do que a gente vai fazer, sem ilusões.
O Nelmar, aproxima um pouco mais seu fone também, abafado.
Melhor, agora sim?
Melhora quando tu aproxima.
É, vou manter assim, então. Tá. Não sei se o Camile aí quer comentar alguma coisinha.
Não, perfeito. Acho que tá na linha, Vacari. Manda bala aí. Se tiver alguma coisinha, dá uma entrada.
Ah, então tá. Então vamos fazer assim. É legal. Então, você, pessoal, muito importante com o que se fala, né? Muito importante com o que se, às vezes, se anuncia. Atenção, né? As coisas têm que ter uma ligação com a realidade. Vamos lá. Motivações que eu chamo para a gente empreender. Existem várias, a gente pode falar sobre isso, a maioria das pessoas divulgam bem isso. O que eu sempre comento, o que eu fiz assim, que me está chamando a atenção nesse slide aqui, é que a gente não deve empreender ou entrar numa linha empreendedora por exclusão. Ou seja, não consegui, estou há tantos meses na procura, então eu vou inventar alguma coisa para ser empreendedor. A chance disso dar certo é pequena. porque a gente não pode empreender porque eu chamo de exclusão, eu tenho que empreender porque realmente eu desejo fazer isso, porque eu visualizei uma ideia, eu tenho um modelo de negócios que eu posso testar, eu fiz alguns testes, a coisa tem algum sentido, a modelagem é clara, e por mais que haja alguma dúvida, e sempre haverá, eu vou tentar. Porque boa parte do sucesso dos empreendedores, ela tá linkada à motivação e à crença de que aquilo pode dar certo. Então, se a gente vai numa linha já meio assim, ah, eu não tô feliz, então eu vou tentar isso, porque é uma exclusão, é um caminho alternativo, não, é um caminho de saída, é quase um escape. Então a gente sempre toma cuidado com isso, a gente chama atenção, porque isso não é um bom caminho, é um caminho perigoso. por mais que eu já empreendo, já deixei de ser executivo faz uns 10 anos, e eu levanto de manhã com vontade de trabalhar, de fazer aquilo que eu estou fazendo. Não fiz esse movimento como um movimento de escape, um movimento que eu realmente acreditava na ideia que eu estava tentando colocar no ar.
Acho que é importante lembrar que a diferença que o Vakari está colocando é você não empreender por necessidade, estou simplesmente precisando, mas empreender por oportunidade. Enxerguei uma possibilidade, um diferencial, então acredito sempre que tem espaço para se inovar dentro do mercado, em serviços, em construir coisas interessantes. O brilho no olho que é a vontade de levantar de manhã. A partir do momento que você encontrou um empreendimento por oportunidade, realmente é muito mais forte. Então, esse é um caminho fundamental. Excelente, né, Vacari?
Legal, vamos lá. Outra coisa que eu acho importante, a gente comenta também bastante, a gente vê bastante nas nossas ondanças aí, é motivações para a gente não empreender. O que a gente fala é do empreendedor-herói. A gente ouve as histórias improváveis, aquele cara fez assim, assim, assada, era impossível e deu certo. Essa é uma das histórias. Por trás dessa história tem 99 de empreendedores amadores ou heróis, que eu vou chamar aqui de heróis, que foram porque acharam, por alguma intuição ou por algum motivo não, qualitativo, quantitativo, mensurado, e se deram uma E é como o Carmelo Dias falou, aí vai se dar mal com o dinheiro dele, com o tempo dele. Então, assim, a gente tem que usar a cabeça. Eu acho que esse trabalho a gente consegue fazer por aqui, é um trabalho que a gente faz com bastante critério, por mais que a gente saiba que é difícil prever todo o futuro, a gente entende que a gente não pode ser herói, não tem espaço para isso. Tá cheio de herói morto, a gente só vê a notícia de que aquele herói deu certo, mas essa aí não é a média. A média não é essa. Então a gente, às vezes pensando, fazendo conta, organizando, prevendo, a gente acaba e não dá certo. Porque alguma premissa estava errada. Agora, nessa linha de aventura, a gente não recomenda. Não recomendo porque isso pode dar certo e passa a ser um fato curioso e não aquilo que a gente realmente busca. Deixa eu avançar aqui. Então sim, na linha da carreira executiva, a impressão de empreender tem que ser uma coisa bastante lógica, normal, que eu chamei aqui de normal. Então quando eu decidi fazer esse movimento lá alguns anos atrás, não foi um rompante emocionalizado, foi uma coisa pensada. Eu botei aqui o 1 mais 1 é igual a 2, entendeu? Foi uma coisa organizada, eu pensei no meu modelo, eu procurei sócios, eu fui entender o que era, o que tinha de concorrentes, que são esses trabalhos que a gente faz aqui com o Cameleê, a gente pensa no modelo, a gente define qual vai ser, eu gosto muito de falar que é o cardápio que nós vamos oferecer para os nossos clientes, claro. O que a gente vai oferecer de sensacional, de bacana, que me dê orgulho de chegar e montar um material que eu vou mostrar para o cara, ou algum comércio, alguma coisa na linha de serviços, o que for o caso. Então, assim, não é uma coisa novamente emocionalizada. Então, se eu vou avaliar minha carreira e vejo que eu posso fazer essa movimentação, que eu tenho condição financeira, que eu tenho condição emocional de fazer isso, então essa é uma decisão madura. A decisão que a gente acha sempre aconselhada a fazer. Então, de novo, fazendo referência até ao slide anterior, não tem nada a ver com atos de heroísmo ou de alguma coisa que vem do espaço sideral, alguma inspiração não lógica. Ela é uma conta de um mais um que é igual a dois, nessa linha. Estou avançando. O que é importante, né? Opções que não devem ser planejadas, né? Opções em momentos de crise. Quando eu falo crise, não crise econômica. Eu falo de crise pessoal, de um momento instável, de uma situação... Normalmente, quando a gente faz isso, a gente vai fazer isso de uma coisa não lógica, né? E as coisas não lógicas, no mundo dos negócios, normalmente, ela tem um resultado bastante... ruim. Pode de novo, pode de novo dar certo, mas aí a gente está na linha da exceção e não da regra. Então pessoal, pensem sempre nas carreiras de vocês, se isso tem sentido, a gente sempre recomenda, se isso tem sentido, se isso tem uma lógica de fazer essa alteração, ok, é uma coisa de novo lógica, mas não um movimento que eu posso te falar de espasmódico. Olha, eu resolvi Eu briguei com um, eu saí dali, eu resolvi fazer alguma coisa, agora eu vou empreender. Normalmente isso, de novo, pode dar certo, mas não necessariamente isso é uma coisa que possa a vida dar certo. Então assim, eu gosto muito desse comentário, eu acho bem bacana. Quais são os critérios que a gente tem que tomar para essa decisão? E eu gosto muito de... Agora haja casos de pessoas que resolvem fazer uma inversão completa, a gente tem sempre que pensar nas competências que a gente acumulou na nossa carreira. Bom, eu acumulei competências na área financeira, na área tributária, na área de gestão, então eu faço isso. Eu empacotei o mesmo conhecimento que eu tinha na linha de vender. Isso agora de um a outro formato. Eu não vou tentar ser competente em alguma área que eu não tenha essa experiência. Ah, algumas pessoas não têm competências na área de vendas, tem gente que tem competências em uma área mais técnica. Bom, mas para isso que inventaram as sociedades. Por que eu não posso me associar? Se eu não tenho uma competência comercial muito desenvolvida, por que eu não posso me associar? Bom, por que eu não posso me associar com alguma pessoa que tem uma habilidade financeira que, às vezes, é uma habilidade mais reduzida? Eu conheço várias empresas extremamente competentes na questão técnica, mas que financeiramente vieram ter problemas, porque faltou, dentro do quadro societário, alguém que pelo menos discutisse o assunto financeiro. Ou empresas que, às vezes, não têm um perfil comercial, tecnicamente são fantásticas, têm bons produtos, mas que não têm um deslanche comercial importante. Por quê? Porque está faltando gente, está faltando essa americana, Então, porque tem um perfil comercial baixo, isso pode atrapalhar. Então, algumas competências podem ser desenvolvidas, de fato. mas a gente tem que encarregar algumas coisas e não tem nenhum problema. E aí tem uma discussão enorme se é bom ter sócio ou se não é bom ter sócio. A gente pode dizer sim antes. É bom e é ruim. O importante é a gente conseguir fazer com que esses sócios possam nos complementar nessas questões de competências que possam nos soltar. Eu mesmo não tenho uma grande competência comercial, acabei desenvolvendo nesses últimos anos, mas procurei me associar com pessoas que tivessem essas competências, que pudessem me ajudar, me jogar para frente e pudesse impulsionar o negócio que eu tenho. Esse é um caminho. Mas dificilmente a gente vai fugir das competências. E eu sempre falo, na realidade, a gente está sempre empacotando as nossas mesmas competências que a gente entregava para um outro, para um empregador único. Na realidade, a gente vai entregar para vários. Eu tinha, durante a minha carreira, acho que eu trabalhei em umas seis empresas, no total. Eu tinha um chefe. Aqui na minha empresa, eu tenho um de 70. Na realidade, eu vim da mesma coisa, só que eu vim para 70. Eu empacotei a mesma coisa. Eu não abri uma pizzaria. Nada contra, mas se eu fosse abrir uma pizzaria, eu ia ter que procurar alguém que entendesse de pizza, porque eu só entendo de comer pizza, não entendo de fazer nada, não conheço esse negócio. Falo isso porque uma vez a gente teve aqui um caso parecido na linha de pessoal da área do direito que queria abrir uma pizzaria. Eu falei, ótimo, legal, com quem? Não, nós vamos abrir. Ele disse, mas só com quem? A gente não entende nada disso. Então, como é que você vai? A gente já leu aí os negócios do Google e vai dar tudo certo. Você fala, ah, vai sim. Eu quero te ver lá na Seragés, às 5 horas da manhã, comprando tomate. Eu quero ver se você vai achar legal. Ah, não sabia que tinha que fazer isso. Então, se você não sabia disso, como é que você vai empreender um negócio? Então, a gente tem que usar as nossas competências, não me delongando muito aqui, mas assim, usar as competências que a gente tem, não que a gente acha que a gente possa vir a ter. Eu não tenho nenhum problema de ser sócio.
A ideia do sócio é, como o Bacari está falando, de complementar as competências necessárias para o negócio funcionar. Em geral...
Teu microfone desligou.
Desligou aqui, não sei por quê. Historicamente, o empreendedor sempre gostou muito de empreender sozinho. É muito normal ter um cara. Só que o mundo ficou tão complexo que é muito difícil que você consiga empreender num negócio novo sem necessitar de gente estrategicamente na posição de sócio. Então, modernamente, cada vez mais, você vê novos negócios começando com mais de um sócio para gerar justamente isso que o Vacaré está dizendo. uma complementariedade para manter a lógica do negócio sob controle, né? Então, porque o sócio não sai tão rápido da empresa, né? Então, é um jeito também de eu garantir que um determinado grupo de competências estejam junto comigo, porque vão participar do resultado. Agora quem está sem áudio é você, Vakari.
Vakari? Vakari aqui, Vakari aqui. Então, só complementando aquilo que o Ramiro tá falando, tem muita gente empreendendo na área de tecnologia, né, da informação, e aí nenhum dos sócios entende nada de tecnologia. Então é sensacional. A chance de dar certo, ela acaba se reduzindo. Não tô condenando. É realmente bastante perigoso. Avançando e tomando Está aí a palavra que a gente tinha comentado um pouquinho antes, o risco. E é um tipo de risco diferente, porque nós estamos trabalhando com o capital da gente agora. Como o Camille falou, se você desse alguma coisa errada dentro de um negócio, de um projeto, dentro da empresa, bom, perdeu o acionista. Nesse caso, o acionista é você. Então, a gente tem que ver isso. Tem, e isso não é ruim nem bom, pessoas com um grau de aversão a risco maior e outros com grau de aversão a risco menor. Não tem nada errado com isso. É uma questão pessoal. Tem gente que gosta de pular de paraquedas, tem gente que gosta de jogar xadrez, são coisas diferentes. Então, se você tem um grau de aversão a risco muito grande, talvez a gente tenha que repensar bem quais são os negócios a serem tocados. Porque isso é uma coisa importante, tem que ser respeitado. Então a gente tem que ver qual é o grau de aversão a risco, qual é a sensação que a gente tem com a coisa que pode não vir a dar certo. Porque pode não vir a dar certo. Se perguntar assim, eu posso perder o capital todo que eu investi? Sim, pode. Mas não é só esse o problema. Você pode perder todo o capital que você ainda está devendo, se a gestão não for boa. Então, a gente tem que trabalhar com essa possibilidade. Se a gente não trabalha bem com isso, a gente tem que pensar em algumas outras opções. Mas isso é um fato a ser considerado. Bastante forte. Começando. Momento certo para fazer isso, né? Acho que a gente comentou um pouquinho antes e eu reforço, né? Uma decisão de convicção interna, né? Forte. Eu acredito nisso. Certeza absoluta. infelizmente, não há. A gente tem que ter uma convicção, eu tenho que estar convencido de que esse negócio é um negócio bom, que tem sentido, que se eu trabalhar, se eu fizer as coisas certas, se eu me cercar bem, como ele estava falando um pouco antes, essas coisas estão acontecendo e eu tenho, mas assim, esse é o momento certo, é o momento que vai me fazer eu eventualmente abrir mão de alguma alguma oportunidade de carreira, né, do ponto de vista formal, certista, eu algumas vezes fui cooptado nesse meu caminho, né, de tentar fazer, não quero, porque eu tenho certeza do que eu tô fazendo, porque eu tenho um projeto lá na frente, né, de continuar, de ser um empreendedor. Então, essa é a ideia. Então, esse que é o momento, né, que pode demorar um pouco mais pra uns, um pouco mais pra outros, agora é uma convicção que é importante para todos esse momento chega. Então isso é uma coisa bastante importante, seja lá qual for o momento, é importante que chegue num momento maduro, como a gente falou um pouco antes, que tenha uma questão lógica colocada para fazer essa modificação, se for o caso.
Eu acho que é importante para agregar, acho que o momento de empreender tem que estar conectado com o teu momento de vida. Outro detalhe importante, ninguém empreende sozinho, você empreende com a tua família, inclusive. Porque assim, a família toma o risco junto com você, é uma mudança. de fluxo de caixa num determinado tempo, o que impacta, de repente, que tipo de escola das crianças, se você não tiver muita reserva, impacta quantas vezes você vai viajar naquele período, ou por trabalho, ou por sobra financeira. Então, esse momento tem que ser um momento de reflexão conjunta. Quando isso é tomado uma decisão? oportunidade, num momento de vida que isso está adequado, onde as suas oportunidades de carreira já são menores, ou como eu gosto de dizer sempre, a gente deveria fazer fonte alternativa de renda enquanto você está inclusive mais novo, começar nos 40 anos. Em paralelo, você não precisa desse dinheiro, então você pode ter uma tranquilidade ali no meio do caminho. E à medida que esse negócio vai se fortalecendo, você, quando chegar lá na frente, tem mais chance de optar, né? Quero continuar com uma carreira executiva ou o negócio já está maduro o suficiente para eu seguir com ele sozinho, porque eu fui tocando ele no meio-tempo. E às vezes aí, justamente, a... ter um sócio para tocar mais de perto a operação enquanto você está se dedicando part-time com isso, pode ser um caminho. É alguma coisa que a gente ajuda na reflexão junto, mas tem que ser num momento de vida que seja adequado. Então, a empresa, o novo negócio, entra para dar suporte no modelo de vida que você vai ter daqui para frente. Qual é esse modelo de vida? Que tipo de empresa cabe ou não cabe dentro dessa estrutura? Isso é importante de levar em.
Perfeito, Camille, perfeito. Até porque o resultado que vem desses projetos, ele não é de curto prazo. Bom, é esse caminho. Também comentamos um pouquinho antes, a reforça, assim, que pra mim foi uma... Talvez, pro Camille, eu posso dizer que foi diferente, porque ele começou numa outra linha. Essa mudança no mindset da gente, que começamos como pessoas que entraram, como estagiários, trainees e foram... Essa mudança é uma mudança complicada na cabeça da gente Ela é uma mudança de costumes, de hábitos, né? Eu tenho meu elite, eu tenho lá meu plano de saúde, eu tenho umas coisas assim, né? Fazer uma quebra dessa lógica, às vezes ela pode ser complicada E eu sempre acho que é muito importante todo mundo respeitar isso Isso não é uma coisa que acontece de uma hora pra outra Eu mesmo passei por isso. Na hora que eu saí, eu falei, pô, engraçado, né? No dia 30 não tem mais nada, né? Pô, estranho. Até a gente entender que isso não é estranho e isso vai ser o seu normal, é duro. E eu respeito. Isso a gente tem que respeitar. E por isso que isso tem que ser previsto antes de fazer essa infecção. Se eu tomar essa decisão, eu tenho que projetar. Por mais que eu tenha projetado, a sensação é uma sensação complexa. Eu não faço mais parte de uma grande organização, não tenho área jurídica, não tenho área de compras, não tenho área de nada. Então eu virei aqui, eu sou da área... Ontem deu problema nos servidores, quem foi resolver? Eu. Porque até o cara de TI chegar aqui, eu me viro um pouco aqui, se eu conseguir resolver, eu resolvo. Área de compras sou eu, RH sou eu, área de vendas também sou eu. Então assim, a gente tem que se virar, tem coisas que a gente tem que pensar nessa linha, então é bastante importante, é uma quebra, e eu respeito muito essa sensação, às vezes, de não aceitar isso de bom grado num primeiro momento, mas depois vai mudando, isso é uma coisa que vai se acostumando, mas a gente tem que respeitar que isso pode ser uma barreira psicológica que a gente tem que dar um pulinho. Quem pode ajudar? Olha aí, quem pode ajudar? Quem já passou por isso? Então, assim, é muito bacana a gente conversar, eu acho que eu, tanto eu como a família, a gente faz muitas reflexões com algumas pessoas, a gente apresenta outros empreendedores, eu mesmo aprendi com tantos outros, eu aprendi, até humildemente aprendi com os meus alunos, esse rapaz que uma vez me disse, mas professor, eu não sei nem onde é que faz carteira de trabalho, e o cara não era exatamente um garotão, ele já tinha uns 24, 25 anos. Com 24, 25 anos a minha carteira já estava amarelada e ele não sabia nem como é que fazia. E pra ir, essa mensagem pra mim foi um soco. Olha só como eles são diferentes, olha como o mundo tá diferente. Então, conversar com essas pessoas. Tem umas palestras muito bacanas que você deve conhecer também, tem algumas palestras de empreendedorismo, são aquelas que não deram certo. É sensacional, né? Porque a gente sempre ouve as que deram certo e a gente começa a analisar as que não deram e a gente vê como isso é importante, entender com o erro, né? Aprender isso. Então, acho que essas pessoas que podem ajudar, né? Claro, A Camilene aqui a gente faz o possível para ajudar nessa linha, mas assim, claro, todo mundo tem que ter suas fontes, buscar, entender, e eu acho que os erros, as coisas que deram errado, as histórias que deram certo, tudo isso é muito bacana e tem que ser bastante buscado.
Acho que tem uma coisa importante, Macari, para lembrar. Você achar um negócio, por mais interessante que ele seja, por mais inovador que ele seja, ele também tem prazo de validade. Você fica deitado em Berkshire Splendid lá, achando que o teu produto vai durar para sempre e você dançou também. Então na hora que você está empreendendo sempre você vai revisitando esses produtos ou esses serviços porque senão você vai ficando velho e aí acaba tendo um problema porque tem aquela velha brincadeira no mercado do acionário que você tem que saber a hora de entrar e a hora de sair. no mercado de empreendedorismo também. Você, às vezes, está num negócio super bom, você está na crista da onda do negócio, mas tem que entender qual é a tendência desse negócio. Se você já não deve montar um plano B, um plano C, do seu fato. Então, eu tomo por mim, durante minha carreira de... Comecei na indústria, mas você mudava estratégia o tempo inteiro dentro da empresa e mesmo assim mudava segmento de produto. E aí a gente passou a um outro negócio de serviço e agora estou num negócio de empreendedorismo social. Então, em cada época tem as suas virtudes. E o grande risco do empreendedor é que ele fica meio apaixonado pelo próprio negócio. e vê ele como uma espécie de filho dentro da história e não quer matar o filho, claro. E aí, às vezes, se alguém vai matar o teu negócio, que seja você. Então, você tem que ter coragem de reinventar a partir daquilo. Então, a solução de empreender também não é uma solução infinita. Então, ela tem que ser revisitada.
Exatamente. Ainda mais nesse mundo maluco de quatro em quatro anos, de três em três anos, as lógicas estão totalmente... alteradas, oportunidades aparecem, e a gente fica... É a famosa zona de conforto. Ah, encontrei uma zona de conforto, aqui tô vendendo bem, tá dando tudo certo. Mas isso não quer dizer que isso, em 2027, seja uma lógica verdadeira. Perfeito. Estabelecer conexões, né, e aqui a gente tá fazendo exatamente nesse momento, a gente tá fazendo isso aqui agora, né, fazendo conexões, conhecendo pessoas. Eu tenho... O ambiente empreendedor, né, o Camilo vai confirmar, Ele é extremamente cooperativo, tem muita gente se ajudando, isso é muito bacana, mas a decisão é bastante pessoal. é você com o espelho. Porque as coisas que vão acontecer, aquilo que o Fernando comentou, o Camilo comentou, assim, da família, das coisas que estão negociadas, a gente não ser pressionado ali na frente. Então, isso é bastante importante, é uma decisão bastante pessoal. Por mais que a gente converse, por mais que a gente fale, as pessoas que já fizeram, mas, assim, decisão pessoal, porque depois os riscos, as coisas que deram certo ou que deram errado questões bastante pessoal. Para avançar nessa linha, do ponto de vista um pouco mais prático, aquilo que a gente faz aqui direto, eu e o Camilleiro, é avaliar as alternativas do negócio. Tudo se resume em uma modelagem naquilo que tem sentido, pode evoluir por uma mandelagem financeira, para ver se tem sentido do ponto de vista quantitativo, mas a gente tem que avaliar. Em alguma dessas alternativas ela vai brilhar o olho, vai ter sentido. Por mais que a gente possa pensar que pode dar certo, aí depois vai lá, faz a conta, e o Excel ele aceita tudo, mas depois que a gente vai olhar direitinho com mais calma, a gente tem que ver se vai dar certo mesmo, ou em que tempo. Então, uma avaliação fria é bastante boa, uma avaliação calma é o contrário. Mas avaliar negócios, nem que seja para dizer que não. Olha, testei, fui lá, olhei o negócio e disse, não vou fazer. Isso já é um grande aprendizado, um grande aprendizado. Olhar e dizer, não serve. Isso aqui realmente eu avaliei, mas eu avaliei e aí no próximo negócio eu posso avaliar, eu já vou estar mais experiente nas avaliações, isso é bastante bom, é bastante bom e é bastante necessário. Bastante importante também o trabalho que eu e o Camillei fazemos, essas três palavras que aparecem aí pra gente poder avançar. Já falamos competências, eu tenho que usar as minhas competências ou as competências dos sócios que me cercam, eu tenho que avaliar o meu mercado, se eu tô entrando num mercado que tem sentido, que tem espaço, e tenho que avaliar o que já tem lá naquele mercado os meus concorrentes. Ah, mas é difícil de fazer isso? Sim, pode até não ser muito fácil, mas assim, por menor que seja a informação, alguma a gente tem que ter, e a gente não pode avançar tentando queimar algo mental, olhando, esquecendo que eu não tenho as competências, entrando no mercado que pode já estar eventualmente saturado ou em decadência, aquilo que o Camilo já estava comentando, ou entrando no mercado que está em decadência, ou no mercado que tem concorrentes que eu não consigo me diferenciar, ou que eu não consigo entrar. Claro, tem estratégias de nicho de mercado que a gente pode procurar, e isso é bastante importante, mas a gente tem que ir avaliando e chegar a alguma conclusão. Quer comentar, Camiliano? Perfeito.
O que eu brinco sempre, o grande risco do empreendedor é ele se apaixonar pelo produto antes do mercado. E ele se apaixona pelo produto, e daí quando você fala... Eu lembro de uma história que eu sempre conto pro pessoal, um amigo há anos atrás me chamou pra avaliar, tinha comprado uma patente de um produto novo. Daí eu fui lá olhar o produto e ele tinha acabado de sair da vida executiva e tava com a homologação dele lá toda em cima da mesa pra gastar naquele produto. E eu vi um monte de problemas naquele produto e ele ficou bem bravo comigo porque ele falou, poxa, eu chamei aqui você para me incentivar. Eu falei, então, eu estou tentando te mostrar que esse produto tem alguns problemas e se você resolvê-los, você pode ter um mercado que vai ser bacana. Mas antes de resolvê-los, acho que você não tem mercado. cobrava comigo, ficou uns dois anos sem falar comigo. E depois, eu sei que ele não rendeu um produto daqueles, botou toda a grana dele naquilo. E anos depois ele voltou e falou, cara, se eu tivesse te ouvido. Então eu brinco assim, que fara é bem barato, viu, gente? Porque quando o cara faz, a gente evita que o cara perca um dinheiro de bobeira, ajuda a construir caminhos em mais de 30 anos de carreira como empreendedor. eu já vi de tudo, né? Eu não tô aqui porque eu só faço coisa certa, eu já fiz um monte de coisa errada. Então, se você aprender umas coisas erradas com a gente, você poupa um puta de um tempo.
Exatamente. Eu me lembro de uma entrevista de seleção...
Essa dupla é terrível, hein?
Uma vez, numa entrevista de seleção, o cara me perguntou se eu já tinha perdido dinheiro e estava entrando como diretor financeiro. E aí eu falei, poxa vida, tem que dizer que sim, ótimo, excelente, senão você aprendeu alguma coisa A gente não tá aqui falando que a gente sabe tudo, a gente já errou E é por isso que a gente, por ter metido a mão no 220, a gente sabe onde é que dá um choque mais forte É bastante importante isso, a gente ajuda, não somos donos da verdade, mas a gente ajuda bastante nessas reflexões Alternativa correta que resolverá a necessidade de mercado. Essa é a famosa história, aquela brincadeira que tem, né? Qual é o problema de um milhão de dólares que eu estou resolvendo? Se eu não tiver oferecendo nada que resolva o problema de alguém, provavelmente aquela história que o Camille tá comentando é verdade. Se eu não tô resolvendo nada, não vai ser uma coisa boa. eu não tô levando nada legal, quando eu tinha uma ideia na minha mão que eu achava que eu poderia oferecer para todas as pessoas que eu conhecia, isso aqui resolve um problema bacana, eu tenho um negócio que pode vir a ser bom, isso de novo é potencialmente bom, mas aí eu vou investir, mas antes disso se eu não tiver resolvendo nenhuma necessidade, se eu não tiver fazendo nada e aquela história da paixão, mas meu produto é legalzinho, meu serviço é legalzinho, mas legalzinho não é comprar. Se a gente se aparecer na frente de um cliente, seja ele PJ, uma pessoa física, e eu não estiver satisfazendo isso, é simples, a coisa não vai funcionar. Porque não resolve nada, então eu vou só ser legalzinho. Até para algumas necessidades que às vezes nem existem. Entrando na linha da tecnologia, quem tiver um pouquinho de curiosidade, e quiser pesquisar um pouquinho nas fintechs, edutechs, inchutechs, vocês vão ver soluções para coisas que vocês nem imaginavam. E esse pessoal que está trabalhando nessa área, posso falar de cadeira, porque eu participo de aceleradoras de negócios também, a gente vê ideias que a gente fica com o queixo caído. Soluções para coisas que a gente nem imaginava. Só que a gente tem que ampliar um pouco a nossa visão, pesquisar um pouco mais, e sair daquela linha mais clássica, pensar em alguma coisa um pouco mais avançada. Isso é uma coisa bem importante pensar. Dilemas comuns. Eu tenho que fazer uma coisa rápida, mas eu também tenho que planejar. Ué, faça as duas coisas. Planeje rápido, faça a coisa rápida. Tem aquela velha brincadeira do do empreendedorismo, né? Pense grande, comece pequeno e aja rápido, mas pense. Então, pensa bastante antes de fazer uma ação rápida, né? Mas é um dilema. Se eu demorar muito, bom, pode ser que eu tenha um problema lá na frente, mas se eu planejar pouco, também terei problemas. Isso é um dilema bastante importante, né? Nessa linha do planejamento, tem uma expressão que é bastante usada no empreendedorismo, que é o chamado pivotado. Ótimo! O que é o pivotar? Eu planejo, planejo, planejo e a gente sabe que nem tudo que a gente planeja sai certo, saiu exatamente como a gente planejou. E aí é aquilo que a família estava comentando, tem horas que eu tenho que repensar e tem que pivotar. Ou seja, pegar uma variação, pegar um caminho alternativo, entender e ser humilde e não apaixonado pela ideia para cair fora, tentar sair fora daquela linha. Por que aquela linha não está dando certo? Então isso é bastante importante saber, ser humilde para entender que não deu certo e rapidamente fazer uma ação de correção.
E é importante lembrar que isso é cada vez mais frequente com essas mudanças tecnológicas. Nós estamos em cima de uma grande mudança tecnológica que vai impactar todos os negócios. A inteligência artificial está em tudo. Então, se você não tiver essa visão e não é problema nenhum você mudar de direção. O problema é você quebrar no meio do caminho porque você foi teimoso em insistir numa coisa que claramente já não está dando certo. Eu brinco sempre que empreender tem uma vantagem sobre a carreira executiva. Se você não deu certo, se o diretor ou o presidente ou o CEO da companhia mudou, você tem 30 dias de estabilidade. Na empresa, você tem muito mais. Você não quebra em 30 dias. Então, se você tiver um bom conjunto de indicadores, você vê exatamente para onde o negócio está indo. Então, acho que o segredo é você ter um bom conjunto de indicadores e não ficar apaixonado demais pelo próprio negócio.
Esse lado a gente já chegou a abordar a questão dos sócios e não sócios, não esqueçam também, é bastante importante, é um dilema, de fato que é, tem coisas boas e coisas ruins em relação a essa questão. Também coloquei aqui uma... Essa aqui a gente aprende lá na faculdade, né, Camille? Esse aí é o Minsberg, né? É só aquilo que a gente imagina, que a gente vai ter uma estratégia pretendida, a gente quer realizar, mas, na realidade, a realidade vai mudando, no fundo, a realidade vai mudando, e a gente tem que fazer coisas diferentes porque a realidade está sendo alterada. Então, ter essa percepção, um gestor tem que olhar para a janela, tem que olhar para o lado de fora e entender o que está acontecendo no mundo. Dificuldades, muitas. O ambiente brasileiro para empreendedorismo pode estar um pouquinho melhor, mas, em comparação com o resto do mundo, ele é extremamente hostil ainda. Demora tempo, tem empreendedores que demoram, às vezes, um ano, um ano e meio para conseguir uma licença. Uma menina que tentou fazer um negócio na área da saúde demorou um ano e meio para conseguir uma maldita licença da Anvisa. Então, o ambiente no Brasil é bastante complicado, sem contar a questão econômica, que é sempre um sobressalto atrás do outro, mas isso aqui não é uma coisa que a gente não seja difícil de prever. Mas a gente tem que tomar muito cuidado, é um ambiente às vezes hostil para o empreendedor, embora seja um pouco menor do que alguns anos atrás, ainda é uma coisa diferente. O que a gente acha sempre, que a gente sempre chama atenção das dificuldades é uma gestão importante, uma gestão forte, uma gestão presente. A gente fala assim, ah, não, mas eu vou fazer um negócio aqui e de vez em quando dou uma olhada. Isso realmente quase até não quebrar, mas também não vai para frente. Então, uma gestão forte, uma gestão presente é um segredo importante para a gente falar. E como o Fabrílio tinha comentado, olho no futuro. Aquilo que está resolvido hoje, não necessariamente vai se resolver nos próximos meses ou próximos anos. A gente tem que fazer mudanças. A gente tem sempre que alterar. Avançando, senão a gente vai queimar o tempo. Mensagens finais. Isso é uma verdade. O Camilé vai concordar comigo. A quantidade de trabalho não diminui. Pelo contrário, a gente trabalha para chuchu. Eu trabalho bastante. A pandemia acabou. Acabando com as fronteiras do início e de fim de trabalho, a gente trabalha para a BU, então não acreditem que a gente vai andar de Audi em Miami, a gente vai trabalhar para a Xuxu, isso é bastante, ele é bastante forte na responsabilidade de amenda. Lembrando que o grana que está colocado ali é uma grana que está colocada, é a nossa, então é bastante importante entender isso. Milena, me avisa se eu estou tentando ir para o final aqui. A qualidade de vida pode aumentar, e isso é uma verdade, mas ela também pode diminuir se a gente não souber ter limites. A pandemia quase que matou quase todo mundo. Eu fui um dos caras que mais sofri, até entender o fim do expediente. Quando é que eu tenho que fechar a trânsito do computador? Acabou. Mas a gente tem que ajudar, tem que evoluir um pouco isso. Isso é um processo de evolução, dar tempo para as coisas pessoais. Isso é importante. É claro, tem alguns negócios que têm horários complicados, principalmente quem trabalha com varejo de alimentos, são as coisas mais complicadas que a gente tem uma vida um pouco mais complexa. Gente, era isso aí, não sei se você queria comentar alguma coisa de final, mas na minha parte eu agradeço muitíssimo a oportunidade. Estamos no tempo, né, Dona Samantô? Estamos no tempo.
Estamos no tempo. Agora a gente vai correr para algumas perguntinhas.
Pode falar, Fernando. Não, é isso que eu ia falar. Acho que seria bacana a gente lidar.
Com as dúvidas do pessoal. Olha só, tem duas aqui da Meire, tá? Existe alguma mira no empreendedor enquanto a fonte de crente PJ ou PF?
Não entendi a pergunta.
Eu não entendi muito bem a pergunta, viu, Meire? Se quiser fazer aqui... Posso falar no áudio aqui? Pode. Então tá. A minha pergunta para vocês é muito mais no sentido assim, né? Pensando na estratégia da parte financeira, eu miro mais para vender para pessoa física, CPF ou CNPJ? É nesse sentido, entendeu?
Depende muito do... Pode falar. Depende muito do teu negócio. Tem negócio que claramente você vai vender só para PJ e tem negócio que você vai vender para os dois. Não tem um melhor ou pior. Tem você achar uma oportunidade que realmente seja interessante para esse público-alvo. Se esse público-alvo gostar do teu produto, seja ele PJ ou pessoa física, vai dar certo, não tem problema nenhum. Tem gente que ganha muito dinheiro vendendo para pessoa física e tem gente que ganha muito dinheiro E, às vezes, tem um ponto a ver com o teu perfil, inclusive, o perfil da equipe, se se adequa mais a um tratamento com PJ. Então, é tudo variável. Então, o que determina é o tipo de produto ou serviço que você está vendendo.
Meire, aproveita e faz a tua segunda pergunta que você tinha colocado ali. Eu não sei se é a sétima segunda, porque eu fiz trilhões de perguntas, mas já lá está.
Eu vi a pergunta dela.
Como funciona a questão da sociedade? É materializada por um contrato entre as partes?
Sim, sim, necessariamente um contrato entre as partes. A gente sempre recomenda que isso seja feito. E que seja feito logo no começo, porque é bom acertar quando está todo mundo amigo. Porque depois você não vai conseguir nada, né? Então, o que tá combinado não é caro. Olha, a gente acertou que vai ser assim, é tanto pra mim, é tanto pra você, vou fazer isso, vou fazer aquilo. Em alguns casos a gente faz alguns contratos simples, depois faz um acordo de sócios que defina bem quais são as regras do jogo, né? O que não pode ter novidade lá na frente. Ah, não, mas isso aqui... Então, façam isso, a gente quase pede de joelhos, né? Que as pessoas façam isso. principalmente quando a empresa é familiar, não sei o quê, então é melhor falar quando está tudo bem. Quando está tudo mal, não rola nada.
Tem aqui uma outra pergunta, né? O Mari Fernando, sobre fazer parceria com outras empresas que têm as competências que sua empresa não tem.
É uma novidade, se você olhar, se alguém já brincou de fazer Canvas na vida, O campo dá um peso enorme em parcerias estratégicas que podem ser pessoas físicas como podem ser pessoas jurídicas. A ideia do movimento hoje em dia é que não dá tempo de você ter tudo internalizado ou às vezes o custo de ter tudo internalizado não viabiliza e você tem que... os parceiros-chave são fundamentais tanto para custo como para você, às vezes, testar a ideia. Porque você está tentando viabilizar a primeira rodada do negócio, ele funcionou e aí você vai escalar. Você pode escalar com esses próprios parceiros ou pode escalar sem eles. Aí depende muito como é que você... Você pode querer internalizar uma parte disso. Por isso tem muita fusão e aquisição, porque às vezes uma empresa maior ou uma empresa até menor se associa com uma empresa maior para viabilizar o negócio numa outra escala.
Perfeito. Incentivo muito isso, custo fixo ou menos.
Bora lá, tem aqui a Sandra Travassos. Sou representante comercial há 17 anos no ramo de aço. Implica em autogestão e administração de empresa? Acha que isso é empreender?
Sem dúvida, porque, no fundo, o que ela está fazendo é uma empresa de representação comercial. Ela não tem salário.
Ela vai ganhar a renda dela.
E não precisa ficar só num produto. Às vezes, a oportunidade que o pessoal não está vendo é que, sem entrar num conflito de interesse, vender produtos complementares pode aumentar a tua renda dentro do dia a dia.
E como sugestão para ela, essa semana eu falei com um colega dela de outra região do país e ele está aproveitando os mesmos canais de distribuição para vir, ao invés de vender aço, vendendo outros materiais de construção. Foi uma discussão de uma reunião nossa e foi bem legal, porque ela está usando os mesmos compradores para vender outros produtos.
Que bacana.
Aproveitar aqui e agradecer a presença do Fernando Vargas aqui, prestigiando a gente hoje.
Pois é, doutor Fernando.
Isso, nosso diretor executivo está na área. Vou fazer então aqui a última pergunta, pode ser? Tem qual a opinião de vocês sobre franquias, Marcelo Acevedo?
Bom, eu vou falar, depois o Fernando fala, assim, assim como tem coisa boa, tem coisa ruim, né? Tem filme bom e filme ruim. Existem franquias boas, ótimas, senão algumas não teriam fila para entrar, uma conhecidíssima. Tente ser franqueado do Boticário. Nem para remédio. Não entra, não consegue. Agora, tem engodo. Tem coisas que são verdadeiras Arapucas. Então, o modelo está certo. Agora, a gente tem que ver, e eu acho bastante importante entender como é a vida do franqueado. É uma vida Diferente. Tem que entender, tem que provar isso. Sempre que alguém fala assim, ah, eu quero ser franqueado. Então, é o seguinte, vai lá na loja que você não monta o franqueado e vê como é que funciona. Quais são as relações. São relações, às vezes, um pouco tensas, até do ponto de vista jurídico. Mas não dá pra gente botar uma resposta genérica, ah, franquia é boa ou franquia é ruim. Tem franquia boa e tem franquia ruim.
Tem uma última aqui também depois, se der. Pode falar que a mulher está atropelada.
Perfeito, acho que é bem isso. A franquia não é boa, não é ruim. Algumas coisas a gente tem que olhar. Se o franqueado está mais preocupado em vender franquia ou olhar a operação dele, então se o franqueador tiver preocupado realmente com o negócio dele, porque do mesmo jeito que o empreendedor tem que reinventar o negócio, o franqueador também precisa reinventar. Então, essa é uma boa franquia, onde o cara está preocupado com o negócio, porque você está amarrado na lógica dele. Então, não tem jeito. Outra coisa que você tem que ver, porque o que você está comprando numa franquia é uma curva de aprendizagem. esse negócio está testado, ele funciona. E uma parte desse resultado fica com o franqueador e outra parte fica com você. O que você tem que avaliar é se essa curva para você vale e esse resultado financeiro que você vai ter é suficiente para o projeto de vida que você tenha nos próximos anos. Por isso que eu falo sempre, sem um projeto de vida não dá para falar que é bom ou ruim. Então, qual é o meu projeto de vida nos próximos anos? Quais são as outras fontes que eu tenho, eventualmente? Aplicação financeira, uma aposentadoria, outro dinheiro. Isso tudo me dá um montante. Quanto que eu preciso, de verdade, empreender? Que tamanho esse negócio vai ter que ter? Então, isso tudo é muito importante para não sair na louca.
Tá, então, a última aqui do Tarcísio, ele fala, Samanta, gostaria de saber o quão difícil é empreender em carreira solo?
Carreira só. Quer dizer, se empreender sozinho, solitariamente, né?
Exatamente.
É aquela história. A gente estar sozinho não é legal, né? Mas também não precisa ficar perguntando se ele precisa fazer, ele não tem só isso para discutir, né? Mas eu acho sempre, eu nunca vou bloquear um processo desse, mas eu vou sempre incentivar que ele tenha, no mínimo, parceiros. Eu acho que as discussões de uma, duas pessoas, eu acho que sempre é uma coisa que vai ajudar. E aí, claro, também uma resposta genérica. Depende muito do projeto que ele está tocando. Se for um projeto de múltiplas competências, provavelmente ele não vai ter todas, e isso pode ser ruim. Mas, assim, uma pergunta genérica, talvez a gente tenha que contextualizar.
Eu brinco que tem uma fórmula para você olhar se você precisa ou não de sócios. Eu já tive vários negócios diferentes e já comecei negócios com sócios, já acabei sem sócios, já comecei negócios sem sócios e fiquei com sócios. Por quê? Porque o negócio vai mudando. À medida que eu preciso de uma competência interna que eu não tenha e que eu não consigo contratar no mercado a hora que eu quiser, eu preciso manter ela dentro do jogo. Aí tem que achar alguém com perfil, que caso o meu, e trazer esse cara para manter a perenidade desse negócio por mais tempo, porque senão eu fico com risco sistêmico do negócio. Se o cara for embora, uma parte do conhecimento vai embora junto com ele e a empresa desande. Então esse cara precisa estar no negócio, então ele deveria ser sócio. Então é uma competência que eu não consigo contratar a qualquer tempo, porque o empreendedor, lembro sempre, prefere tocar sozinho. Gosta do jeito dele. Se ele puder contratar as pessoas, ele contrata as pessoas e toca. Se não, ele tem que internalizar essa competência porque o risco do negócio fica grande se esse cara for embora. Então eu tenho negócios hoje em dia que eu tenho três sócios, que é uma novidade, quase quatro dentro da história, porque é tão complexo o negócio que um sem o outro não adianta. A gente até brincava anos atrás num negócio assim, já que vai viajar de avião, viaja todo mundo junto, porque se caiu o avião, já cai com a empresa inteira, porque se caiu o avião com o cara, acabou o negócio do mesmo jeito, entendeu? Então já viaja junto.
More from Rafael

Empreendedorismo | Está buscando novas formas de gerar renda além da carreira formal?

Reflexão | Quer desenvolver um plano estruturado para a evolução de sua carreira?








