Rafael Souto addresses what to do when offered a management position you don't want. He contrasts two corporate cultures—those that respect individual career choices (where refusal can be a frank conversation) and command-and-control environments (where refusal risks negative labeling)—and recommends seeking internal support and advocating for people-management policies that respect choice to avoid mutual dissatisfaction.
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E aí o que fazer se eu recebo uma proposta para uma posição de gestão e não quero? Se você está em uma empresa que lida bem com a possibilidade de escolha e que respeita as perspectivas de vida dos indivíduos, provavelmente isso vai ser uma conversa mais fácil em que você pode abrir de fato por que não quer, explicar por que não busca essa posição nesse momento e as relações ficam bem. Se você estiver em uma empresa em que a lógica é comando e controle e que quem não aceita uma posição de liderança é rotulado como uma pessoa sem ambição, sem interesse em crescimento e às vezes até descomprometido, realmente a sua vida nessa empresa vai ficar mais difícil. Nesse caso, é melhor buscar o apoio interno para tentar construir essa decisão e diminuir esse risco de ser rotulado como um profissional que não tem futuro. A minha visão é que cada vez mais as empresas vencedoras, que tenham de fato uma política de gestão de pessoas que faça sentido, terão que respeitar as escolhas das pessoas. Não faz sentido mais impor crescimento para as pessoas que não querem. Inclusive isso vira uma esquizofrenia. Se eu não tenho posições para oferecer para todos, porque as estruturas estão enxutas, e os que não querem posições de liderança são rotulados como sem ambição, nós não vamos ter satisfação em nenhum dos lados.