Rafael Souto argues that leadership selection is often short-sighted: people mistake visible self-confidence and authoritarian behavior for true leadership competence. He contrasts those chosen for their assertiveness and personal marketing with the actual desirable leader traits—listening and collaborative building—and warns that selecting autocratic leaders harms teams and sidelines better leadership talent.
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A escolha da liderança muitas vezes fica milpe porque, de maneira intuitiva, a tendência que nós temos é a entender que líderes serão mais eficazes e mais eficientes quando eles são autoritários, quando eles são autoconfiantes. Então a gente confunde autoconfiança com a competência de liderar. com competência para fazer, e muitas vezes a gente opta por líderes que são autocráticos, centralizadores, porque essas pessoas, por serem mais autoconfiantes, se expõem mais, falam mais, têm um marketing pessoal melhor, mas necessariamente não são os melhores líderes. Então nós sabemos, se nós fôssemos descrever quais são as características ideais dos líderes, nós colocaríamos capacidade de escuta, possibilidade de construir com o grupo, mas muitas vezes, na hora de tomar a decisão, vence o que tem melhor marketing, o que se impõe mais, o que acaba sendo muitas vezes mais agressivo. E no fim, todos perdem. Os talentos para liderança que acabam não sendo escolhidos e esses líderes autocráticos e autoritários que muitas vezes fracassam no projeto e prejudicam o todo.