Rafael Souto explains why corporate workplaces are becoming more toxic. He attributes this to external market pressures (frequent economic oscillations, restructurings) that increase workload and responsibility, and to internal organizational issues such as short-term incentive metrics and hypocrisy between stated corporate purpose and day-to-day practices—factors that raise stress, inter-team conflict and emotional exhaustion.
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E Os ambientes corporativos têm ficado mais tóxicos por um conjunto de fatores internos das organizações e de mercado. Os externos são sabidos aí em função das reestruturações, crises econômicas cada vez mais frequentes. Então os períodos de economia positiva e crise acabam oscilando muito rápido. Isso pressiona o ambiente de trabalho e torna as estruturas cada vez aí menores com as responsabilidades maiores. Isso aumenta o nível de pressão interna, aumenta o nível de estresse das pessoas, de desgaste entre as áreas. Outro fator que determina esse aumento da toxicidade são as relações de curto prazo que se estabelecem nas empresas. As métricas salariais estão ligadas a resultados de curto prazo, isso faz com que as pessoas tentem alcançar resultados de qualquer jeito, isso vai aumentando muito a pressão. E outra questão que torna o ambiente tóxico é que muitas empresas ainda constituem, fazem discursos de propósito, de missão, de contribuição para o mundo, mas internamente não são assim. São ambientes muito pesados, carregados de conflitos. Isso torna a percepção das pessoas, além de contraditórias, muito emocionalmente desgastantes. Então problemas de estrutura, mudanças econômicas e nas relações dos indivíduos vem tornando o ambiente cada vez mais difícil de trabalhar.