Reinvenção da carreira: Você está preparado para o plano B?

A recorded live session (YouTube) hosted by Francis Nakaba with Fernando Carmelier and guests exploring career reinvention and the need for a career "plan B." The talk defines trabalhabilidade (ability to generate income from multiple sources), traces work-era shifts (emprego → empregabilidade → trabalhabilidade), presents the Produtive FAR program (Fontes Alternativas de Renda) and its outcomes, and shares participant case studies (transitions into startups, consultancies, diversified revenue streams).
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No final, no terceiro bloco da nossa apresentação, estarei aqui fazendo uma mediação, principalmente com o nosso especialista do tema, Fernando Carmelier. O termo previsto ali é 8h15, 8h20, algo nesse sentido, não mais do que isso. E também sinalizar que esse evento será gravado até o término da fala do Fernando Camilleira no segundo bloco. Ali no terceiro bloco, atrelado às perguntas, a gravação já não vai estar mais ocorrendo. Ok? Muito bem, falando então da Produtive, a consultoria de conexões com o mercado, de auto-placement de conexões com o mercado, ela atua há mais de 25 anos operando, no Brasil, 17 mil profissionais atendidos nesse período, por seis anos consecutivos, eleita fornecedora referência pelas 150 melhores empresas para trabalhar da OCSA, E foi o fundador e CEO, o Rafael Souto, que é um dos colonistas, os principais veículos de comunicação sobre o tema carreira no Brasil. Então, o valor econômico, o CCA, entre outros tantos. Até o final do ano passado, em 2020, foram trabalhadas quase 7 mil oportunidades, posições, pela equipe da Produtive, atrelada à transição, reposicionamento no mercado. Muito bem. Sobre os palestrantes, sempre é um prazer compartilhar uma fala, um bate-papo com o Fernando Carmelier. Eu digo que ele é a personificação do plano B, C, D, E, F, G, H. Falta a alfabeto ali para o conceito de FAR. Porque ele sempre foi empreendedor, teve negócios próprios, se preparou para isso, foi um, participou dos primeiros momentos do Empretec e segue até hoje o Golbido, Um programa das Nações Unidas, que o Sebrae tem a licença aqui no Brasil, então lá no início dos anos 2000 ele já estava bastante envolvido com isso, tem mestrado, enfim, é docente, tem sua consultoria de negócios e também é consultor já há bons anos aqui na Produtive de fato, o que é o programa que nós denominamos de fontes alternativas de renda, de receitas. E eu trabalho na Produtive desde 2006, trabalho com RH desde 2002. Nesse período, trabalhando com gestão de carreira, tive o prazer e a oportunidade de conduzir mais de 2 mil projetos, mais de 2 mil pessoas assessoradas. Também me envolvo com outros squads internos aqui, atrelado à transformação, inovação, principalmente. Sou de Porto Alegre, mas já há alguns anos aqui morando em São Paulo, mais precisamente desde 2013. Muito bem, e como será dividida a nossa programação hoje? Em três? em dois blocos. Então, o primeiro dele é a trabalhabilidade e carreira. O que é esse conceito da trabalhabilidade? Eu já vou emendar aqui, eu gosto um pouco de falar, já sigo aqui no front falando sobre ciclo corporativo e trabalhabilidade. E, em seguida, o Fernando Carmelier vai estar ali posicionando sobre a visão de consultor e empreendedor. dentro de uma carreira empreendedora, Dilemas e Plano B. E na segunda parte, no segundo bloco, a gente vai estar aí tendo alguns convidados, tem uma surpresa aqui que a gente vai estar introduzindo e também aqui perguntas e respostas através do chat. Ok? Vamos lá, deixa eu abrir aqui minha outra apresentação. Então, aqui, pensando em plano B. Não sei, Camilero, se você tiver alguma consideração, algum ponto.
Tranquilo.
Tranquilo. A vontade.
Vamos tocando.
Eu posso estar fazendo um bate-papo aí, trocando figurinhas.
Muito bem.
Então, acho que algumas questões norteadoras aqui, para que a gente possa estar iniciando essa live, esse bate-papo hoje. Trabalhabilidade, o que é e por que vem ganhando cada vez mais força no nosso mercado? Por que é essencial pensar no plano B de carreira? E refém do corporativo, quais os riscos de depender do emprego formal para a manutenção de sua carreira hoje e no futuro? Pois bem, aqui eu trago já de início Eu gosto muito do Taleb, o autor do Cisne Negro, Lógica do Cisne Negro, Antifrágil, são literaturas super contemporâneas e completamente conectadas com o mundo que nós estamos vivendo nessa pandemia e pós-pandemia. E tem uma frase que eu gosto muito que ele traz, que os três principais vícios, os mais prejudiciais ao homem são a heroína, pela questão do aspecto químico, evidentemente, dessa droga, o carboidrato pelo mercado capital da Gula e um salário mensal pela comodidade que ele acaba gerando. E esse ponto é muito importante. A gente não pode se tornar refém, escravo, hoje em dia, do salário do emprego da empresa. Fundamental, sim, pensarmos nessa carreira executiva corporativa, mas é extremamente importante pensarmos em alternativas. E hoje o tema, justamente, é de pensar essas alternativas. Primeiro ponto. evolução do trabalho, quais são aí os ciclos, as eras que se tem ali, pelo menos mais duradouras com relação ao trabalho. A primeira delas é o emprego, que começou no Brasil, principalmente nos anos 60, onde as relações eram estabelecidas por longos períodos dentro de uma mesma companhia, de uma mesma firma, como se falava naquele tempo. Então as pessoas ingressavam, esperavam que a empresa estruturasse o seu plano de carreira, então a empresa já adotava uma postura paternalista, assistencialista, e seguia a sua vida dentro daquele mundo. Então as pessoas ficavam 20, 30 anos numa mesma operação, se aposentavam numa mesma operação, não existiam outras referências além daquele círculo onde ela acabava habitando. Isso tudo começou a mudar nos anos 90, com a empregabilidade, que é importante também sinalizar um período de mudanças. A gente teve aqui a quebra de monopólios, as privatizações ocorrendo no Brasil, a abertura do mercado externo, economia mais competitiva, o plano real Enfim, ali o que acabou estabilizando a inflação e também impactando positivamente na nossa economia, a tecnologia, o advento da tecnologia tornando mais produtiva as relações de trabalho, os programas de qualidade, produtividade, as reengenharias. justamente fomentados em redução de custos. E aqui começam a surgir, de uma maneira mais frequente, as emissões em massa. Os PDVs tomaram corpo nesse período. Os PDVs não me refiro ao ponto de venda, pessoal de varejo, enfim, bem de consumo, conhece muito bem, mas sim o PDV dos programas de demissão voluntária. Então, mediante a ameaça de perder emprego, O profissional começou a investir na sua atratividade, na sua competitividade, na sua empregabilidade, ainda para o emprego, mas pensando em outras empresas, em outras corporações. Então esse foi um período que o profissional começou a ter mais voz ativa sobre o gerenciamento de sua carreira. E por fim, a partir dos anos 2000, aí sim um conceito disruptivo, que é o conceito da trabalhabilidade. a capacidade de geração de renda por fontes distintas. Isso é cada vez mais importante para que a gente não se torne refém aí do mercado. Então essa é a evolução que se tem aí do trabalho nesses anos mais recentes aqui no Brasil, principalmente. Bom, mercado de trabalho, esse é um ponto importante de poder estar analisando hoje. O que a gente percebe? As pessoas vivendo mais, tendo que trabalhar mais. Isso acaba sendo inerente. Então a gente percebe aí uma maior longevitude profissional. E o que a gente percebe? Menos episódios de troca de bastão entre as gerações. Hoje nós estamos em um período intergeracional. Nossa população economicamente ativa é vasta. Então, hoje, 2021, mais de 2021, nós temos profissionais bastante competitivos para o mercado, nascidos nos anos 60, 70, 80, 90 e 2000. Todos eles buscando o seu espaço no mercado de trabalho. O que mais que nós temos aqui? Desligamentos por razões que vão além das nossas alçadas. Isso é o que a gente mais tem percebido nos últimos anos. Então, pessoas com bons resultados, profissionais com ótimas entregas, com aceleradores que são demitidos por motivos que vão além de suas responsabilidades. Hoje o mercado de trabalho está muito dinâmico, então tem o caso de uma grande empresa da área de tecnologia, uma multinacional europeia, que aqui no Brasil Tinham grandes clientes, setor bancário, setor de saúde, setor de educação, onde veio uma decisão top-down, da matriz, onde encerraram as operações locais no mundo. Então, aqueles profissionais aqui da área de negócios comercial, marketing, das regionais, acabaram sendo desligados mesmo, com performance ali bastante acima da média. Então, hoje, não é nada estratégico que a gente possa estar dependendo unicamente do emprego, do salário da empresa. Esse ponto também é importante, nós sempre lidamos com mudanças. O grande ponto aqui é lidar com a velocidade com que a mudança se dá hoje em dia. As coisas se tornam obsoletas, muito rápidas. Então é fundamental esse olhar com relação a tendência, possibilidades, para que a gente possa estar aí fazendo esses movimentos da maneira mais estratégica. Complementando, né? um ponto inicial ali, em contraparte da longevidade profissional, é que a gente tem as empresas cada vez mais enxugando as suas operações. Então, essa equação desses dois pontos não vai estar fechando. Cada vez mais eu tenho mais profissionais, uma população economicamente ativa maior e, ao mesmo tempo, as empresas procuram o quê? otimizar, digitalizar suas operações, automatizar seus processos. A indústria 4.0 vem aí a sinalizar isso. Tem uma empresa que nós, um cliente nosso, uma multinacional do setor de implementos agrícolas, em 2006 eles tinham quase mil funcionários e produziam 500 máquinas por dia. Agora, recentemente, eles tinham 500 funcionários e produziam quase mil máquinas por dia. Então, a gente precisa pensar em outras possibilidades. E o convite, a provocação que eu faço, não é entrar no mérito do julgamento, se é certo ou errado, se é bom ou ruim, e sim, que solução nós estaremos aqui buscando para lidar com essa realidade. ciclos menores dentro da empresa, ciclos de permanência menores dentro da empresa, essa acaba sendo uma realidade hoje bastante comum, e eu entendo isso aí pelos dois vieses. Tanto a geração mais nova fica muito mais conectada com o desafio e menos conectada ali com o emprego propriamente dito, como as empresas também mudaram já há algum tempo o formato do negócio, não pensando duas vezes quando for necessário promover reestruturações. Então esse ponto é muito importante também, a gente perceber como que as empresas estão se organizando para que a gente possa também tomar as ações mais adequadas mediante esse update corporativo. Até para ilustrar um pouquinho esse período de fixação, então aqui são as... o quanto tempo de permanência os colaboradores estão ficando nas 10 maiores empresas de tecnologia. Então, você vê mesmo operações mais sólidas dentro desse mundo tech, como a Microsoft, como a Oracle, você vê que são períodos relativamente curtos com o que se tinha de parâmetro há 5, 10 anos atrás. Então, um target, um período de um ano e ponto dois até dois, dois anos aí dentro de uma corporação, dentro de uma empresa. E o porquê da trabalhabilidade? O que é a trabalhabilidade? Então, quais são as razões que levam a isso? Acho que um ponto é justamente a imprevisibilidade, hoje a gente tem menos controle sobre as coisas, mas eu gosto de fazer essa observação, não é porque a gente tenha menos controle que a gente vai deixar de ter planejamento. A gente precisa ter ali uma estrutura, uma organização com relação aos nossos objetivos. O que acontece é que, muito possivelmente, a gente vai ter que replanejar. Então, a gente precisa contar com isso, mas a gente precisa estar atento a esse olhar mais flexível com relação aos modelos, as formas ali de se operar, seja com relação à nossa carreira, como o dia a dia da nossa vida no mundo atual. Ah, desculpa. E um ponto é antecipar. Eu brinco, uma coisa é eu receber uma abordagem para vender meu carro, alguém que queira comprar meu carro. Não, mas eu não estou vendendo. Não, mas eu me interessei, gostei, você está avaliando? Bom, o tipo de negociação vai estar ali em um patamar. Outra coisa é a necessidade, eu precisar vender. A minha relação de barganha vai ser outra. Então é muito importante a gente pensar nessa antecipação, estruturar essa antecipação para que eu sofra menos nessas passagens e que a gente possa fazer isso de uma maneira até mesmo menos traumática e mais fluida. Existem soluções, existem mundos. Muitas vezes é a gente que não está conectado com o nosso mindset atrelado a essas outras possibilidades. a transformação dos ciclos. Eu costumo colocar ciclo de vida das empresas mudam, ciclo de vida dos produtos mudam e ciclo de vida das carreiras mudam. Então é muito importante eu estar conectado, não somente com a minha entrega hoje, mas como é que vai ser minha cadeira, como é que vai ser meu papel, qual que vai ser minha função amanhã. ou algo básico, como eu posso estar introduzindo tecnologia na atividade que eu exerço. Seja eu um profissional da área contábil, seja eu um profissional da área de recursos humanos, seja eu um profissional ligado à área industrial. Porque se eu não pensar, se eu não fizer essas provocações, não só alguém vai estar pensando comigo, como vai estar aplicando essas aplicações no nosso dia a dia. Muito importante a gente pensar aqui no plural. Foi-se o tempo de planejar a nossa carreira. A gente planejava a nossa carreira quando nós estávamos lá na era do emprego. Hoje, a gente tem que organizar, estruturar e planejar as nossas carreiras, carreiras distintas. Então, a carreira executiva é um papel profissional. E a gente sabe que carreira executiva tem prazos de validade. Então, é preciso estar estruturando, organizando, construindo outros tipos de carreira. Seja uma carreira docente, seja uma carreira consultiva, seja uma carreira como franqueado, seja uma carreira de um comércio, seja mercado de capitais, bolsa, receita por imóveis, aluguel de imóveis. Enfim, eu preciso pensar em carreiras concomitantes. Isso é muito importante. E uma relação comercial estabelecida entre o profissional e a empresa. Então, é um contrato de trabalho. A gente tem que estar atento a isso. Então, muitas vezes a gente sabe, a gente acaba investindo muito mais na empresa, enfim, no produto dos outros do que na minha carreira. E a gente acaba alimentando essa relação, muitas vezes. Claro que a gente, não sei que a demanda corporativa é grande, que tem questões ali que a gente vai precisar trabalhar mais, enfim, mas o importante é a gente começar a ter uma disciplina para poder estar priorizando também a gestão da sua carreira e dos seus negócios.
Ok?
Então, isso aqui é meu LinkedIn também, se alguém quiser conectar, será um prazer aí conversar com você, o Francis Nakaba lá no LinkedIn fica à disposição e passo a bola aqui agora para Fernando Camilleiro, poder estar compartilhando bastante aquele conhecimento dele. Beleza.
Obrigado, viu, Francis, pela passagem aqui. Gente, eu vou compartilhar a tela aqui, de um jeitinho um pouquinho diferente, compartilhando de lado, para eu poder ver o rosto de vocês, né? Maninha de professor, aquele cara que precisa sempre ter um olhar pelo menos de uma parte do público para ver se está chegando a mensagem aí do outro lado. Vocês conseguem ver bem a minha tela? Maravilha.
Sim, sim, Camilo. É tudo ok aqui.
Então, vamos lá. Eu vou começar uma conversa que tem muito o viés de fontes alternativas da Produtive, até contando um pouquinho da minha experiência. Eu comecei esse trabalho há 10 anos atrás no... no mercado aqui com a Produtive sem se preocupar, sem pensar o que estava acontecendo de verdade nesse mercado executivo porque eu sempre fui dono do meu próprio negócio. Era uma outra realidade que eu descobri. Uma coisa que a gente descobriu aqui na Produtive é que carreira executiva tinha começo, meio e fim. E você como empreendedor, você fica meio assustado com isso. Porque ela acaba num determinado momento, a carreira de empreendedor não acaba. Você não é mandado embora da sua própria empresa, quem te manda embora é o mercado. Então, isso por si só já me deu uma nova reflexão, um novo ponto de vista sobre o que era essa carreira executiva e como é que a gente poderia ajudar nessa transição que é uma transição muito importante. Então trouxemos alguns pontos aqui para a gente discutir hoje. O Francis tocou um pouquinho neles no começo. Eu vou dar um foco mais na questão do plano B. Na hora que você... Eu brinco que a gente tem que ter um plano B já desenhado para usar ele, começar ele quando eu não preciso. Então, sei lá, com 30, 40 anos, eu começar a pensar num plano B Quando eu ainda estou dentro da minha carreira executiva ainda em crescimento, a tendência da carreira executiva tem uma longevidade relativamente tranquila até uns 50 anos, a empregabilidade começa a abaixar um pouco após isso no mercado convencionalmente. Então seria muito importante a gente pensar num plano B antes de precisar. Então um pouco daquilo que o Francis também citou. Se eu deixo para pensar em cima da hora e aí nesses 10 anos eu vivi N questões diferentes aqui na Produtive, de gente que precisava rapidamente achar um plano B, e tinha gente que a gente conseguiu fazer um trabalho com uma transição muito mais tranquila. Enquanto não precisava ainda desse plano B, começamos a fazer esse plano B ser desenhado e preparado, e ele foi conduzido de uma forma muito mais tranquila. Então, pensar de uma forma antecipada, como mesmo o Francis disse, é fundamental para que a gente consiga fazer um plano B com mais tranquilidade. de vez em quando tem que molhar a garganta aqui que hoje foi um dia daqueles longos que eu comecei falando e sigo ainda em frente. Então esse aqui é um primeiro tema importante. Outra questão o que às vezes as pessoas me perguntam dentro do projeto de FAR dentro da Produtive, se o executivo consegue conciliar esses dois papéis. Tá tudo bonito pra caramba, mas como é que eu toco duas coisas simultaneamente? Eu já tenho uma agenda tão difícil no meu dia a dia da empresa, como é que eu ainda vou conseguir tocar alguma coisa paralela? Além dos exemplos vários que a gente tem dentro da própria Produtive, Eu trago um exemplo meu normalmente. A gente tem, eu tive durante minha carreira, então você é executivo de si mesmo, tem uma companhia, tive uma companhia industrial bastante grande. Dentro dessa companhia industrial, em paralelo, eu fui fazendo um plano B. Não porque o meu chefe fosse me mandar embora, porque o meu chefe era eu mesmo, não corria exatamente esse risco nesse momento. Mas eu percebia que você botar todos os ovos numa cesta só é uma coisa realmente difícil. Vocês como executivos raramente devem... ter visto alguma empresa que viva tranquila quando ela tem uma dependência de muito poucos clientes. No caso do executivo, ele tem uma dependência de um cliente, que é o empregador dele, que compra 100% do tempo dele. Então essa dependência Eu preciso diminuir. Como é que eu faço para diminuir? Eu começo a fazer alguma coisa paralelamente. Para se fazer isso, tem método. A gente aqui dentro da Produtive ajuda as pessoas e o projeto é muito tailor-made. O que serve para o Francis não serve para o Max, não serve para o Emerson. Então, a gente tenta construir uma coisa com as suas características para que você possa aproveitar e enxergar as possibilidades que existem para além da sua carreira tradicional. Claro, isso vai dar um pouco mais de trabalho, você vai se desgastar menos, mas quando houver um momento da transição, de você sair de uma posição para outra posição, você vai poder ter duas escolhas ali, sigo novamente na carreira executiva ou opto por fazer já esse meu plano B, que de repente já está bem encaminhado, é andar com um pouco mais de velocidade. Então acaba sendo um desenho bem importante que a gente tem que lidar no dia a dia. Uma outra questão, eu tinha alguns clientes aqui na Produtive mesmo que trabalhavam no mercado financeiro, um deles diretor de um grande banco e ele falava que ele estava preso numa algema de ouro, ele ganhava tanto dinheiro para ficar lá na operação, a operação já estava tão redonda que ele tinha uma grande dificuldade de pensar num plano B. Quando a gente começou a conversar, isso nem passava pela cabeça dele. E aí a gente conversando aos poucos no tempo, esse executivo acabou saindo dessa algema de ouro para montar um fundo que teve um resultado bastante interessante aqui no mercado brasileiro. Criou uma companhia realmente extraordinária. Mas, ou seja, teve que ter a coragem, porque demanda um pouco isso, ter um conjunto de comportamentos que identificam um empreendedor de sucesso e eles são muito parecidos com um executivo de sucesso. O que difere de um para o outro, fundamentalmente? É um comportamento que a gente chama de tomada de risco. O executivo tradicionalmente ele toma risco com o dinheiro do investidor, não toma risco com a sua grana. Você quando vai botar a sua grana na reta, você pensa um pouquinho mais do que você pensava no outro. Então esse mindset parece pequeno, mas não é. Então, uma das metodologias que a gente tem aqui dentro da Produtive, no projeto de FAR, é fazer essa transição, o que a gente brinca, de fazer um MVP. Vamos tentar fazer um modelo pequeno desse plano B, para ver se isso realmente faz sentido, e aí depois você escala ele com o tempo, fazendo com que isso entre dentro de uma fonte, uma diversificação de fonte de investimento, de receita, que você acaba tendo. Gente, se vocês tiverem alguma coisa muito pontual, vão levantando as perguntas aí que daqui a pouco a gente abre o chat para fazer o negócio ficar mais dinâmico. Outra questão que é muito importante e é central para esse nosso papo é que, fundamentalmente, existem duas maneiras de se empreender. Ou eu vou empreender por oportunidade ou eu vou empreender por necessidade. O que é empreender por necessidade? Empreender por necessidade é preciso faturar X mil reais no mês que vem e abrir o primeiro negócio que vem pela frente. A chance disso gerar sucesso é bem pequena. Do outro lado, eu tenho o empreendedorismo por oportunidade, que é o que eu considero o mais interessante, porque é aquele que a gente, com o tempo, estuda possibilidades que realmente têm a ver com a gente, porque às vezes eu tenho uma coisa que eu até sei fazer, até ganho dinheiro com aquilo, mas não gosto. Então, fazer isso ser mais perene, como a ideia de uma empresa, vai ser muito mais difícil. Então, eu tenho que juntar algumas coisas. Eu tenho que juntar o meu gosto pessoal, o que eu me divirto, o que eu gosto de fazer, e ainda olhar que oportunidades existem no mercado. O mercado tem sempre muita ficção em cima de que eu preciso sempre fazer alguma coisa absolutamente irrevolucionária. Não necessariamente. Eu preciso achar um nicho que está mal atendido. Eu preciso achar uma região que está mal atendida. Então, às vezes, coisas muito tradicionais podem ser feitas dependendo do que eu gosto de fazer e dessa oportunidade estar presente no mercado. Dentro do projeto, a gente tenta levantar um cruzamento entre as suas habilidades e as necessidades de mercado para construir questões que sejam interessantes para você, porque por mais que dê dinheiro, se isso não for gostoso de fazer para você, você não vai conseguir estudar o necessário para se aprofundar nisso e ter a vontade de tocar aquele risco para frente, porque daí ficam questões muito difíceis para se tocar no dia a dia. Um pouco da mensagem que eu queria deixar aqui hoje era um pouco nessa questão, esse plano B é uma coisa que pode ser feita com o tempo, pode ser fundamentalmente feita em paralelo com o que você está fazendo como executivo, eu diria que inclusive é o melhor desenho, é o que te deixa mais tranquilo, porque quando você precisar do plano B, ele já vai estar lá rodando, pode estar rodando a 60, 70% do que você precisa, mas daí você com um pouco de empenho. Você põe ele rodando no tamanho e na velocidade que você precisa e fundamentalmente separar isso. Não é ganhar dinheiro com qualquer coisa, é ganhar dinheiro com aquilo que você realmente tem um gosto. Isso implica no resultado final do negócio. Ah, tem gente que ganha dinheiro fazendo coisas que não gosta. Verdade, também é verdade. Mas é mais difícil, o cara sofre um pouquinho mais. Eu brinco com a maioria dos meus clientes e amigos que eu faria tudo que eu faço de graça, os caras me pagam pra fazer, então tá muito divertido. Então acho que o caminho que a gente tem que tocar hoje em dia é fazer esse encontro entre uma parte e outra. Pra finalizar, pra materializar um pouquinho do que eu... que estou trazendo aqui para vocês, eu trouxe um pouco... Porque o pessoal sempre fala, fonte alternativa, o cara vai virar consultor. Esse aqui é um gráfico de diversidade de negócios de 2019. Tem algumas consultorias, mas tem escola, tem investimento, tem partner em escritório de advocacia, tem reagente bioquímico especial, tem MBA, tem sistemas na área médica, tem loja de cosmético. Então, tem uma ampliação enorme do espectro de possibilidades que fazem com que existam negócios muito diferentes para se fazer. Um gráfico que eu trago aqui também é como é que esses negócios lá de 2019, no período, estavam andando. Então, ao terminar 2019, a gente já tinha, com o projeto de FAR funcionando, mais de 35% deles faturando. Tinha uma turma que conseguiu emprego, eu brincava, em 2019, que a gente lá em FAR tinha que ser mais eficiente que a turma de mercado da Produtive. Se o cara de mercado da Produtive conseguisse um emprego para o executivo antes, você volta para a sua zona de conforto, e como eu brincava com o pessoal, no próximo ciclo, daqui a quatro anos, a gente ia voltar ao mesmo papo de fontes alternativas, você não teria tido tempo de executar o programa. Por isso que eu brinco com o pessoal, mesmo que você consiga um emprego, continua aqui em Faro, porque a gente vai preparando essa canoinha em paralelo antes de você vir a precisar. Tinha uma turma que estava avaliando ainda a viabilidade do negócio. Tem gente que realmente vem a fara e acaba não achando 10%, 15%. Isso é normal em qualquer questão, porque o mindset de mudança nem sempre é muito simples. Tem gente que optou por área de investimento. Tinha gente que já estava faturando, mas estava pequeno. E tinha gente 11% iniciando com boas chances. Então esse era o índice de 2019. 2020, a gente criou, com a bagunça que foi 2020, que vamos combinar que não é um ano exatamente típico, 62 tipos de negócios diferentes feitos pelos assessorados. Então, uma multiplicidade enorme para sair daquela coisa que tem de casa de carnes, a Agritec Club tem de tudo quanto é segmento aqui. Então, porque é assim, não tem uma solução só, a solução é muito específica para a necessidade de cada um de vocês. E aí, de novo, uma estatística de Faro, no final de 2020, 34% desses negócios iniciados um ano, então num período relativamente curto, estavam faturando. Tinha uma turma com 26% com boas chances, tinha gente com faturamento pequeno em 10%, ainda tinha gente sem negócio com 18%, mas aí tinha uma coisa nova, tinha menos gente conseguindo emprego naquele ano, porque o ano não estava mole. Então, a tendência desse ano é um pouco melhor do que do ano passado, então aqui está bem refletido o que aconteceu. E trouxe um pouquinho do ano de 2021 já, também com uma diversidade bastante grande de setores, das pessoas já tocando, e um pouquinho dos resultados que eles têm. 37, óbvio, estamos no meio do ano, o processo nem terminou ainda, tocando as coisas no começo, tem 37% dos negócios com boas chances, o pessoal ainda tem 21% em definição, mas já tem 32% da turma já está faturando e tem 10% que está faturando, mas está pequeno dentro do negócio. Então, era um pouco isso que eu queria trazer para vocês aqui como uma visão geral do que são os principais pensamentos e fazer uma surpresinha aqui também para o pessoal, convidar o Emerson, para contar um pouquinho, porque eu contando do trabalho que eu faço é sempre meio estranho, então é melhor que o Emerson, que teve de me aguentar um durante um tempo, contar um pouquinho como é que foi a experiência dele de executivo e plano B ao mesmo tempo. Obrigado, Fernando.
Só me dá um toque, quanto tempo tem? Cinco minutinhos, menos? Você tá no mudo, você tá no mudo.
Cinco, seis, sete minutinhos. Conta-te um pouco da tua experiência aí, porque é legal. E aí a gente já pode depois... Acho que o Gustavo também é bonito, que tá por aí hoje. Se o Gustavo também estiver, a gente pode depois também falar com o Gustavo. Mas vamos primeiro com o Emerson, por favor.
Tá legal. Bom, acho que o Fernando já falou de uma coisa que é importante aí no background do que eu vou falar. Passei a estar no mercado no comecinho de 2020, basicamente janeiro de 2020. E enfrentei essa situação difícil que ele mostrou ali, obviamente. Entrei no mercado em janeiro e em fevereiro começou a questão da pandemia, então o negócio foi para mim, foi difícil. E eu estava justamente naquilo que foi mencionado por eles. Naquela fase, eu era diretor de automação de uma multinacional. E estava chegando nos 50 anos, que o Fernando sempre fala como um número meio mágico, mas tudo bem. E aí me vi numa situação que eu não esperava, um mercado fechado, comecei aí... Só que, por sorte, a empresa em que eu estava contratou um outplacement, que foi a Produtive, e acho que, por mais sorte ainda, contratou o programa de FAR junto com o pacote. e isso vocês vão entender que foi importante para mim. Por quê? Quando eu cheguei e comecei a olhar as oportunidades que tinham, com as orientações que a Produtivo estava dando e com a própria prospecção própria minha, o que eu via é que eu era um cara de automação e o que tinha no mercado era muito ligado tecnologia, era a única coisa que sobrou naquele momento do mercado era tecnologia, era indústria, era o pessoal de e-commerce, essas coisas. Mas também algumas coisas de indústria 4.0, que também foi citado aqui como uma das tendências. E eu falei, nossa, eu preciso dar uma reciclada, porque não tinha algumas das coisas que o mercado estava procurando e eu não tinha naquele momento. Então eu fiz curso de indústria 4.0, fiz curso de digitalização no MIT, e hoje em dia todas essas coisas são mais fáceis via remota, então tem mais oportunidades, tem curso interessante, fui aprendendo. Em paralelo, fui desenvolvendo esse trabalho com a Produtive. Quando começou o programa de FAR, Vocês já perceberam que o Fernando é bom vendedor. Ele começou a mostrar para mim que realmente existia outra possibilidade, que eu, com a experiência que eu tinha e com o conhecimento que eu tinha da área que atuava, eu tinha um valor intrínseco, intangível, que talvez fosse interessante para o mercado de outras formas que não uma forma CLT tradicional, que eu tinha que abrir meu olho um pouco para isso. Só que o trabalho de Faro foi interessante porque ele começou e, como ele falou, é customizado. mas acho que no meu caso ele entendeu algumas das coisas que eu precisava iniciar, pelo menos. E uma delas foi, por exemplo, quanto é que seria o mínimo que eu precisava para manter meu planejamento, meu dia-a-dia, minhas rotinas. Explicou exatamente como fazer isso, porque quando você está, e também foi citado por ele, quando você está numa situação em que você é diretor, normalmente você está ganhando mais do que você realmente necessita para o seu dia-a-dia, então você não faz muito essas contas, e ainda mais Algumas pessoas fazem, mas no meu caso, por exemplo, eu não sabia quanto era aquele mínimo. Então, se você está pensando num plano B, você tem que estar pronto para ter na cabeça mais ou menos o que é o mínimo que você precisa também. Tanto que se for empreender ou se você receber algum outro tipo de proposta, que foi o meu caso. Depois de estar procurando emprego durante algum tempo, e vendo que nada aparecia, essa questão de saber o quanto era o mínimo que eu precisava, entender, por exemplo, coisas simples, desde como você pode trabalhar como PJ, até como você emite uma nota fiscal, até isso, eu tive algumas noções com o pessoal de FAR, me apareceu uma proposta de ser um representante comercial para uma startup. Eu já não imaginaria isso se não tivesse feito uma lavagem cerebral leve pelo Fernando, de nem levar em consideração. Mas ele falou, não, dá uma olhada nisso, parece interessante. Por que parecia interessante? Olha o que você está procurando. Ah, você quer talvez voltar um pouco para a área de software, porque aqui tem mais, o mercado é melhor no momento, você gosta, E a empresa de startup é de software. Tem sentido. Bom, só que... E o dinheiro? Como é que é isso? Porque aparentemente as propostas iniciais que fizeram pra mim não eram tão boas. Mas eu já tinha aprendido a calcular qual seria esse mínimo. Então eu comecei uma negociação, falei, cara, pode ser interessante para mim uma startup, eu vou aprender mais, é um mundo diferente. Nesse momento, e ainda é assim, é uma área que tem muito dinheiro no mercado, tem fomento de vários oficiais do governo e as próprias empresas investem nisso. Pode ser interessante, então vamos começar. Eu comecei devagar, me aproximando do pessoal. Tá bom, então vamos fazer um teste, né? Ainda que fosse... Ainda sem saber exatamente quanto ia ser o que eu ia receber por tudo isso. Mas eu comecei a fazer um teste pra entender um pouco o mundo de startups, de empreendedorismo, e comecei a trabalhar com esse pessoal. Rapidamente, eu consegui levar, trazer para eles um negócio novo, em cima do mercado que eu tinha experiência. Ao trazer esse negócio novo, eles se interessaram ainda mais por mim. E eles vieram me procurar, aliás, não mencionei isso, mas vieram me procurar justamente por essa experiência que o Fernando me ensinou a olhar como algo que poderia ser interessante para alguns players do mercado. Bom, eu consegui trazer esse negócio para eles, Trouxe valor rápido e aí, só que assim, falei, cara, não dá para continuar desse jeito assim, sem um contrato bem feito ou sem uma perspectiva futura. E aí eles fizeram uma proposta que foi interessante para mim. Eu negociei para chegar em um valor que tivesse pelo menos aquele mínimo que eu tinha calculado como algo garantido. que também era muito aquém do que eu ganhava como diretor, mas tudo bem, dava para tocar, mas abrir uma possibilidade, que era o seguinte, em cima de desafios anuais, eu passar a ter, é claro, atingindo esses desafios, passar a ter parte da empresa como sócio, que foi uma proposta bastante interessante, de passar a ser proprietário dessa startup e ser parte integrante do desenvolvimento dela. Eu estava ajudando ela a desenvolver, tinha uma perspectiva boa, eu avaliei a perspectiva que a gente tinha e a possibilidade de se tornar um dos sócios dessa startup. É uma coisa que foi uma preparação e uma situação que não... que eu não levaria em consideração e não estaria aqui falando com vocês hoje se eu não tivesse feito esse aconselhamento ou coaching, até como eu chamo, porque é quase um coaching que a gente faz com o pessoal de FAR, sobre esse tipo de possibilidade. E hoje, uma das coisas que foi falada aqui, inclusive na startup, com o pessoal mais novo, Tem muito estagiário, tem engenheiro recém-formado. Eu tenho 50 anos e me considero um vovozinho lá, porque o CEO lá da startup tem 40 e... Não sei nem se ele tem 40, acho que ele tem 38. Mas eu falo muito para eles o seguinte, que essa questão da relação comercial entre você como profissional e uma empresa, eu alerto muito eles sobre isso, sobre eles usarem a experiência que eles estão tendo ali para aprender, entender o que gostam, porque eles estão começando a carreira, saberem avaliar as coisas que são interessantes para eles procurarem aprender dentro do ambiente de trabalho, mas assim, não se iludir de que aquela coisa ali é uma... é pra sempre, né? Como falava, uma startup, além do mais, pode quebrar daqui a pouco, pode não ir bem pra... Então, eles têm que estar preparados pra ter um plano B ou, na verdade, até o plano A deles. Eu diria que o profissional hoje em dia, eu diria que o profissional mais novo, não sei se o Fernando concorda com isso, acho que o plano A dele é o plano B da minha geração. O plano A deles é saber, desde o começo, trilhar os caminhos que sejam mais convenientes para unir a questão de trabalhar em coisas que te agradem e que te tragam mais felicidade e que te tragam dinheiro. Mas acho que talvez seja até uma pegada diferente desse pessoal mais novo. Eu falo isso para eles. olhar um pouco isso. Então, sim, eu agradeço bastante essa questão do FAR e me ajudou muito mesmo a poder avaliar outras possibilidades. E depois, nesse momento que eu estou agora, isso o Fernando nem sabe, mas eu comecei a receber propostas de consultoria internacional, então, que eu nem sabia que existia, né? Então, hoje, por estar no mercado e por ter participado de uma multinacional grande, eu sou procurado para consultorias de uma hora com o pessoal do exterior, vendendo a minha hora para isso.
Que bacana, Emerson. Inclusive, é uma das perguntas aqui, mas depois a gente entra nessa esfera do Luiz, sobre consultorias de negócios internacionais, com interesse no Brasil, não é?
Sim, na verdade, com interesse, no meu caso, Brasil, mas no mercado em geral. Trabalhei muito em celulose e papel, muitas perguntas sobre esse tipo, mas é uma coisa que eu desconhecia, e é interessante. Por quê também? Porque a partir do momento que você começa a olhar você como um produto que tem um valor, você começa a dar mais atenção, por exemplo, ao seu LinkedIn. Coisa que eu não olhava muito, mas eu estou lá hoje. É uma ferramenta de trabalho, mas ali tem o meu histórico e como é que esses caras me acham? Por ali, né? Então, era isso que eu tinha para falar, Fernando. Não sei se... Você tem mais alguma coisa?
Acho bem bacana. Você tem uma história, eu lembro no dia que você veio para mim e falou assim, vou ter uma negociação com eles. Eu falei, beleza. Enquanto pedir você já sabe. E dá para pedir mais. Dá para pedir uma participação lá no negócio. E a pergunta é essa. Você é importante para os caras? Não, eu sou importante para os caras. Você é importante para os caras, os caras não querem te perder. A melhor chance de não perder você é te manter dentro. E aí eles vão ter que te dar alguma coisa. Negociar uma participação pode ser um negócio. Eu lembro que você saiu da reunião.
Fala. Não, eu nem acreditava que seria possível isso. Mas também tem uma outra coisa legal, que a gente falou muito de empreendedorismo, então é o que falou, o Fernando mostrou, ele tem vários aspectos distintos, várias maneiras de ter um plano B. Eu não sou um empreendedor típico, não sou um cara corajoso, mas acabei tendo que empreender de uma maneira um pouquinho diferente, mas não deixa de ser algo que é distinto de ter uma carreira CLT ou um emprego normal.
Excelente, excelente. Acho que o exemplo é fantástico. Obrigado, Emerson, pelo depoimento aí. E pela bondade em dizer que eu ajudo em alguma coisa.
Tá bom.
Falou. Obrigado. Francis, com você.
Também, cumprimentando, acho que a gente podia contar aqui com com o apoio também do Max, Max Freire também, que usufruiu da assessoria, da Produtive, Max, para, também, uns 5, 7 minutinhos, fazer um pouquinho das suas percepções sobre a FAAR e a trabalhabilidade. Obrigado, Max.
Imagina, muito a honra. Primeiro, o Francis e o Camélia são dois grandes mestres E eu me sinto honrado de ter dividido e divido essa jornada com eles pra gente construir um FAR. Eu tenho muita informação, então eu vou ser bem compacto. Eu fui diretor de algumas multinacionais, falando Motorola do Brasil, depois fui pra Taico, que é uma empresa com braço nos Estados Unidos, em outros países. Depois eu migrei pra Bostique Arkema, que eles têm 125 anos de mundo, estão presentes em mais de 100 unidades em vários países ou continentes. Fui 12 anos diretor de uma operação no Brasil para isso, cuidando de América Latina e depois eu ganhei ou fui presenteado como todo bom executivo com o bilhete azul, né?
Valeu, você é bacana.
As Stock Options, né? Você tem, assim, todas aquelas benesses, né? o American Express, os internacionais, as milhas, tudo que você tem de bom e do melhor direito no mundo do universo executivo. E beleza, sem constrangimento, me sinto lisonjeado e nisso me deram produtíveis também junto. E foi um presente porque eu gosto de empreender, eu tenho um DNA, uma veia em cima disso e eu acredito muito num processo híbrido. Eu acho que o executivo, ele pode e deve ser executivo, não precisa desconstruir, mas é importantíssimo construir o seu FAR para que ele não tenha aquela sensação de estar a pé, sem suporte, de pôr todos os ovos na mesma cesta. Isso o Cameleer frisa muito e divide e usa metodologias para que a gente possa evoluir no processo e é altamente construtivo, porque se você tem um planejamento, se você tem uma visão. Eu costumo dizer que quando você perde o seu CNPJ, que é a empresa que que está por trás de você, você tem que construir o seu CPF de uma forma madura, segura, e que ela se empodere, vamos dizer assim, mudando o mindset, porque você vive num mundo digital. Então, o seu digital tem que conversar com o seu analógico, vamos dizer assim. Você tem que apresentar aquilo que você construía com uma carreira executiva na sua pessoa física. E eu acabei indo para outros mercados. Eu fui para áreas de saúde, fui para áreas de seguro, fui para áreas de ESG, sustentabilidade, governança corporativa, trabalhando com stakeholders, shareholders. Hoje eu atuo de maneira, costumo dizer, uma inter-management, com uma diretoria de gestão e marketing e sustentabilidade junto a Fensa, Coca-Cola, com América Latina. Em contrapartida, eu tenho mais algumas cestas que me permitem ser executivo. Mas como eu atingi esse estágio para poder prestar esse tipo de serviço? ou maturidade. Eu fui através de metodologias que eu muita coisa agreguei junto à produtiva e com a forma de abordar, de desenvolver, de trabalhar, sem desconstruir uma perspectiva de mercado que possa me levar para um âmbito executivo, mas pegando aquilo que eu imaginava, que eu já estava acostumado a receber, a ganhar do mercado executivo, em cestas que me permitem rentabilizar o que eu faço. Então, em uma empresa eu estou aplicando gestão, Numa outra empresa, eu estou aplicando programas de qualidade. Numa associação, eu estou trabalhando metodologias ágeis, estou trabalhando SaaS, estou trabalhando omni-channel, estou trabalhando UX, estou trabalhando inbounding, estou trabalhando uma proposta voltada para governança corporativa. Numa outra, eu estou trabalhando gestão de risco. E aí, as pessoas falam, mas no que você foca? Eu sou especialista em planejamento estratégico e gestão comercial. Então, eu expando a empresa, eu pego o pequeno, e cresço, e eu vou para startups, vou para fintechs, e isso te dá muito mais trabalho. Talvez eu trabalhe três vezes mais do que eu trabalhava quando eu era um executivo de carreira, um CFO, um CEO, mas eu agrego valor à operação e rentabilizo o meu negócio. Então a Produtive dentro das características, metodologias e processos, trouxe para mim uma governança no meu processo de FAR, para que eu consiga priorizar aquilo que me rentabiliza, melhorar o meu network, agregar valor usando o meu LinkedIn e construir um processo que me permita mentorar outras pessoas que estão tentando encontrar esse mindset, esse estágio de maturidade e se financeiramente e monetizar as suas competências e habilidades, porque às vezes a pessoa quer fazer muita coisa. Quem faz muita coisa não faz nada, muitas vezes. E quem diz que faz muita coisa é pior ainda, porque também não consegue trazer. Então, criar os indicadores, criar os KPIs, fazer uma projeção, mudar o planejamento. E a palavra que eu gosto e que talvez faça sentido para muitos é a desconstrução. Aquilo que você fazia em outras empresas, em outros lugares, necessariamente você hoje talvez não tenha que fazer aquilo ou não é daquela forma que faz. Então, trabalhar com uma geração Y, com uma geração milênio, trabalhar com jovens empreendedores que têm uma carência de experiências de contato, de conversação, de resiliência comportamental, isso agrega muito, porque você também mostra para eles que A velocidade que eles têm pode ser tangibilizada de uma maneira mais prática, mais objetiva, direta, e você pode ser assertivo. Então, essas competências que cada um de nós, com certeza, temos, cada um na sua área, a Produtive faz com que você consiga potencializá-las e monetizá-las, seja ela na carreira executiva, seja ela no FAR. Espero poder ter ajudado aí. Obrigado, Francis, e muito obrigado, Camille, pelas pessoas que vocês são aí.
Muito obrigado, Max, pela sua participação, pelo seu depoimento, que realmente é importante para trazer os cases. Bom, já temos algumas perguntas aqui, Camileta.
Vamos lá.
O André dos Reis, Francis Fernando. Quanto à trabalhabilidade, penso que a capacidade de adaptação e realização em eventos diferentes são pontos-chave para o sucesso. Onde e como o empreendedor pode aprender a se estruturar nesse sentido? Como esse mindset, essa atuação, essa virada-chave do mundo executivo frente à trabalhabilidade?
Tenho altos estudos sobre isso. Eu mesmo faço parte de um curso da ONU que se chama Empretec. Talvez algum de vocês conheça. Esse é um estudo que vê o sucesso do empreendedor muito ligado aos comportamentos que ele tem. Então, o que a gente tenta aqui dentro do processo de farda produtivo é olhar um pouco esses comportamentos nas várias dinâmicas que a gente vai tocando com os assessorados. para que esses comportamentos que a gente vai percebendo das pessoas se conectem e a gente desenvolva alguns comportamentos, alguns olhares, como o Emerson e o Max disseram. Às vezes, o executivo não está acostumado a olhar isso porque olha o mundo com outra lente. Então, a gente consegue ajudar a visualizar essas possibilidades porque o mundo muda muito. A gente, minimamente, vai viver uns 80, 90 anos. E se a carreira executiva fica com mais dificuldades nos 50, a não ser que você tenha guardado muito dinheiro, também tem essa possibilidade, mas ultimamente parece não ter sido exatamente a média geral e a vida dos executivos normalmente é cara, a gente tem casa, tem filho, esse negócio não é brincadeira. e vai ter que viver 30 anos. Então se você não tiver uma fonte preparada ali pra te dar essa perenidade, e até como uma maneira de viver bem mesmo, ter alguma coisa que te faça se valorizar como profissional, como pessoa. Então tem grandes caminhos aí pela frente pra se fazer isso. Tem método pra fazer tudo isso.
Bacana. Tem um livro interessante também do Gustavo Cerbasi, que é o Adeus Aposentadoria. Então, ou seja, aquilo que funcionou lá atrás não necessariamente vai estar funcionando hoje e amanhã. O Luiz, até o Luiz já tinha comentado sobre isso. Eu vi uma matéria no jornal aqui em Campinas, onde entrevistaram alguns profissionais que prestam serviços para empresas estrangeiras, algo que foi fomentado com a pandemia. Vocês enxergam isso como uma tendência? Não só lá fora, mas como aqui também. Então, parte das posições que nós abrimos, que a equipe de mercado da Produtive mapeia e prospecta, já indicam o que? O trabalho remoto. Então, isso acaba sendo... Claro, tem algumas áreas. muito mais comum um desenvolvedor, um programador ser contratado por uma empresa de fora, ainda mais com a relação cambial que se tem hoje, mas a gente já percebe aí uma prática já efetiva para próximas contratações, na aquisição de talentos, de executivos para seus quadros funcionais. E também, até pegando o gancho do Emerson, essas consultorias pontuais de nicho. Já tínhamos dois, três assessorados que foram abordados, na área de telecom, com 5G, muitas operações lá de fora querendo entender como é que se dá esse nicho, como é que se dá esse mercado. Então, se faz questão tributária, o pessoal lá de fora quebra a cabeça para entender como é que funciona aqui no Brasil, questão trabalhista. Então, esse tipo de ação, de vínculo, como a gente tinha colocado lá no início, cada vez mais é comum. Depois aqui, Camille, o João Tenório coloca aqui também uma pauta, se eu posso estar trazendo, tem 44 anos, trabalha em uma agência, há um ano ele é publicitário, mas não sinto que estou indo para frente, trabalhei em outros lugares, mas estou com dificuldade para recolocar no mercado. Queria fazer uma postura ecoprodutiva, não quero criar meu próprio negócio e sim entrar em uma grande corporação. Como vocês podem me ajudar?" Acho que a ideia, João, é a gente pensar num viés excludente e sim somatório. A gente pensar a sua transição, trabalhar as ferramentas, ações de mercado, mas também já ir pensando, você com 44 anos, que outras possibilidades você pode estar explorando justamente para não chegar lá com 55 anos, enfim, onde a sua empregabilidade não estiver tão atrativa, para começar a pensar nesse estágio mais avançado. Então, a recomendação é que você possa estar pensando aí de uma maneira concomitante, e o próprio Emerson e o Max sinalizaram isso, não é porque você também decidiu uma frente que vai fechar outras portas. Pouco pinta o convite, uma proposta que você pode estar avaliando e considerando frente ao seu plano de carreira.
Deixa eu complementar uma coisinha, Francis? Tem um exemplo bem interessante na área mesmo dele, na área de publicidade. Eu lembro, alguns anos atrás, um assessorado nosso chegou, trabalhava também numa agência de publicidade, chegou fechado. A agência estava com dificuldades, a agência ia fechar e tal. E o projeto dele era ser executivo em outra agência de publicidade, né? Passava bem longe de Fá. E aí eu brinquei com ele, falei, mas você não sabe tocar esse negócio? Eu sei uma parte, eu preciso de uma outra parte. Uma das coisas em Fá também, que é muito importante, Antigamente, o empreendedor gostava muito de empreender sozinho. Hoje, às vezes, não dá. Às vezes, você precisa complementar os seus conhecimentos com o grupo e aí montar efetivamente o negócio. No caso prático desse nosso assessorado, ele acabou sacando que ele tinha competência para montar o negócio, se juntou a mais uma... uma pessoa e cresceu tanto o negócio dele que anos depois ele foi meu cliente na minha consultoria. Eu dei consultoria para ele porque o negócio dele tinha crescido tanto que já estava com quatro, cinco multinacionais trabalhando com ele, trabalhando em duas cidades no país, unidade em São Paulo, unidade em Ribeirão, porque ele tinha muita relação com agro e tal. Então, é bem interessante, cara, porque o que a gente tenta fazer aqui na Produtive é dar um espectro amplo de possibilidades. Ninguém te empurra nada, você não é obrigado a fazer coisa nenhuma, mas enxergar de um outro prisma é bem interessante. Como eu aprendi muito, e aprendo muito, eu brinco que eu deveria quase pagar pra fazer esse trabalho na Produtive.
Deu uma travadinha, né? Eu sempre fico na dúvida.
Agora voltou.
Eu estava comentando que eu sempre fico na dúvida, se é o meu computador, se é a minha conexão aqui que travou. Mas agora voltou já, Camila.
Porque assim, eu aprendo um monte com toda a experiência executiva que vocês têm. E que a gente, como empreendedor, sempre bebe na fonte e troca. O que a gente precisa enxergar é os dois mundos. Tem muitas possibilidades e que quem tem um pouco mais de experiência em empreender vê com mais facilidade no outro. Porque o cara está na sua frente. A gente, quando dá o seminário do Empretec, você tem 30 pessoas, normalmente, na sala. São 30 negócios absolutamente diferentes que estão na sua frente. Às vezes, você tem o maior empresário da cidade e um rapaz que vende bala no farol. Os dois têm tanto comportamento de empreendedor quanto o outro. O que faz a diferença é quem põe isso para rodar. Então, o fazer faz muita diferença. Então, acho que tudo vale a pena conversar um pouquinho para ter uma perspectiva diferente.
Perfeito, isso é necessário hoje em dia, a gente ter essa amplitude. A Silvia coloca aqui que, na opinião dela, deve-se trabalhar o CPF, independentemente do CNPJ, a marca pessoal é o que diferencia o profissional.
Tinha até uma revista, o CSA.
Exato, a Silvia está coberta de razão. Só que a gente sabe, Silvia, que a gente vem no modelo do emprego, da empregabilidade, onde se tinha o sobrenome corporativo. e até trazendo o taleb, o quanto que a gente acaba também entrando nessa esfera. Então, você tem total razão, trabalhar o personal brand, a sua marca. O que eu digo, independentemente do seu viés, é poder estar gerando leads. Sejam leads de negócio para o seu negócio, ou leads de oportunidade de convite de emprego, ações de headhunter, Então, aguente sacada, não é ficar caçando vaga e sim trabalhar para que você seja acessado pelo seu público-alvo. Então, você está coberta de razão aqui, Silvia. A Carla também sinaliza aqui. Boa noite. Queria dicas para identificar o MVP, esse MVP. Em que vale a pena a caminhoneira investir? Na minha área, comunicação, muitas ideias beiram o custo zero, mas tirar do papel custa tempo e tempo nunca é gratuito.
Perfeito. Dá um exemplo pessoal aqui nessa história. Eu tenho, eu vim transitando desde a indústria, comércio, serviço na área de consultoria, carreira acadêmica, porque eu dou aula nas universidades também. Então eu sempre fui fazendo um pouco de fara aí, sem saber até que chamava isso até chegar na produtiva. O que a gente precisa perceber é que a gente tem que deixar... É que nem nas empresas, né? Tem uma área de desenvolvimento lá dentro, ou deveria ter uma área de desenvolvimento de produtos e serviços dentro das empresas. Essas áreas, elas normalmente estão cutucando as coisas que vão ser. A maioria dos ambientes corporativos tem grande dificuldade de inovar. E as pessoas físicas também um pouco se acomodam no salário, na estrutura que eles têm, que nem o Francis falou lá no começo. Se você desacomoda um pouquinho e vai pro novo, eu tô em dois projetos, tem uma questão social aí no meio, mas tô com um projeto com uma startup relativamente grande, de uma área que era absolutamente fora do meu dia a dia. Então tô na área financeira, tá na área de serviços de internet, com umas coisas muito fora. E a gente investiu, eu pessoalmente, investiu um bom tempo nisso. Isso vai ter dois retornos que pra mim são importantes. vai ter um retorno social interessante, porque esse projeto vai ajudar muita gente. E vai acabar, eu brinco que eu tenho 56, que eu quero, a partir dos 60, só brincar disso. O negócio está funcionando bem, a gente está com o piloto, e já estamos convidados para mais 30 cidades na sequência. Então, é esse investimento que tem que ser feito. As áreas de inovação das empresas de P&D também fazem isso. Gasta uma grana, a tua grana e o teu tempo. Ok, põe um pouco de dinheiro nisso, que você vai poder colher lá na frente. No ano passado, na consultoria mesmo, a gente tocou N projetos novos, muito das questões virtuais e tudo mais, que estão dando frutos hoje. Tem um tempo de plantar, né? O problema de plantar é que você tem que cuidar da plantinha até ela nascer, né? Não é só botar a sementinha no chão. Dá um pouco de trabalho, mas garanto que dá resultado. Sempre na minha vida funcionou assim. E conheço muita gente que fez assim também. Eu não sou uma exceção. Tem muita gente que conseguiu fazer esse trabalho.
Isso é interessante, esse tempo de maturação. Não existe mágica. Carreira executiva é isso. Eu não caí na cadeira que eu estou hoje. Eu fui estagiário, fui assistente, enfim, cresci. E por isso que é importante essa antecipação, para que eu possa estar projetando já lá, a médio e longo prazo, essas frentes, os frutos que você estará colhendo. Perfeito, bacana. Depois disso, aqui a Natália coloca, perfeita definição de Pharmax, muito bom. O Paulo, muito interessante essa live, importantes conceitos de experiência para nos inspirar em uma possível carreira empreendedora, mesmo não estando mais no Brasil. Clarice Andrade, ele coloca aqui. Aqui eu também faço um adendo, que todo mundo fala, empreender não é fácil no Brasil. Claro que não é. Mas também, se a gente for parar para pensar, o que é fácil no nosso país também? Então acho que a gente tem que, independentemente do momento econômico, toda a situação que é muito complexa que a gente está vivenciando, eu não tenho como criar vaga, não tenho como melhorar o PIB, não tenho como sair aplicando e distribuindo a vacina em todo mundo, mas eu tenho como fazer aquilo que me convence. E é essa a nossa responsabilidade, a atitude em cima desse panorama, desse cenário. Isso, sim, é de nossa responsabilidade, é esse foco que a gente tem que dar.
Eu costumo dizer que essa história, a gente nunca consegue mudar o vento, mas a gente sempre consegue ajustar a vela do nosso barco. Nos vários clientes que a gente tem na consultoria, a gente trabalha muito isso, e com os próprios assessorados da Produtive. Então, assim, para onde está indo o vento? O Emerson tem um exemplo bem bacana, porque ele não só aproveitou o vento, como ele foi se especializar em coisas nesse meio tempo. Então, sair da área de conforto e se mexer na vela, Ficar reclamando do vento não resolve. Resolve mexer a vela de posição. Isso faz você andar.
Bacana. Depois aqui, a Fernanda Coutinho que gostou, adorou. A Deise também, coloca aqui. Aquela fã aqui do Alinhamento de Faro, do Plano B. Também aqui para analisar o Maxi Emerson. Aqui o Empretec, né, já foi disponibilizado aqui o site. O Tiago. Ô, Tiago, tudo bem, Tiago? Quais os primeiros passos para trabalhar a empregabilidade e ou como identificar, eu acho que deve ter sido a trabalhabilidade aqui, né, e ou como identificar esse momento durante minha trajetória? Qual o momento de virar a chave, né, de empregado para empreendedor? Posso iniciar aqui, Camilo, se você quer assunto, mas acho que é muito importante o quê? Não necessariamente virar a chave, mas pensar em virar a chave. Isso é muito importante. Então, eu me sensibilizar com aquele assunto. Eu brinco aqui. Antigamente, se trocava carros, enfim. A gente trocava de carro. Puxa vida, mas como tem esse carro na rua? Informação da gestação, enfim. Mas como tem carrinho de criança? Como tem mulher grávida na rua? Muito possivelmente, esses fatores aumentaram. É a sua percepção que está mais conectada com aquelas pautas. Então, acho que um ponto-chave aqui antes de querer, é começar a circular em fóruns, ter acessos a conteúdos, informações atreladas a esse assunto. Camile, fica à vontade para escorrer.
Acho que é bem isso. Acho que o dia-a-dia de INFAR na produtiva é muito interessante, porque quem vem do mundo empreendedor, conhece muito empreendedor, e isso é meio... normal, né? Empreender, tocar um negócio é do dia a dia. Quando você encontra sistematicamente uma série de pessoas que nunca pensaram nisso, é até engraçado. Porque, dada a realidade, eu sou administrador e economista e economista é uma desgraça nesse negócio, porque a gente fica sempre vendo cenários. Dado o bendito cenário que a gente tem, entender essa transição é bastante importante e eu diria segura. Porque, do mesmo jeito que eu também não indico ninguém empreender num segmento só, depois com o tempo é bom também diversificar, Você está na sua cadeira executiva se aproximando dos 50 anos e não está fazendo nada para mexer isso? pode ligar o alerta que vai ter problema. Dificilmente você vai se ver 60 anos lá na mesma cadeirinha e os caras vão tentar te sacudir dos 50 aos 60, uma molecada nova que está chegando atrás para fazer mudar isso. Então pensar nessa transição mais do que é uma constatação de realidade. Muito mais do que um discurso do tipo, poxa, tem que se cuidar disso porque senão você vai ter problema. Vai ter problema. Tem exceções? Tem. Em todos os lugares tem. Mas a regra é que a sua empregabilidade desce e é melhor se preparar para esse momento antes de precisar. Porque depois é a tensão, gente. Porque assim... os dados, as pessoas têm muito pouca grana para fazer essa transição no tanque. Eu brinco que o combustível para fazer essa viagem de transição normalmente é curto. Então você já ter feito uma parte do trabalho de transição ou fazer um trabalho como esse que a gente faz na produtiva e antes, porque pelo menos já abriu a reflexão. E aí você fez sem precisar. É muito ruim você abrir um negócio e precisar do resultado dele. Então, ter a calma de esse resultado ser um a mais é maravilhoso. Entendo a oportunidade de fazer antes, eu aconselho.
Até nessa linha também, eu sempre brinco, eu e minhas analogias. Isso é fundamental, o S&A. A gente tem que descentralizar o nosso faturamento, isso é importante. E um ponto aqui também, Thiago, acho que é analisar a sua empregabilidade. A sua competitividade no mercado, acho que esse é um balizador concreto. E um outro ponto é fazer benchmarking. Quem que você conhece que virou assessor? E lá, convidar o Emerson no LinkedIn, pô, Emerson, posso te ligar dez minutos para ver como é que foi essa virada de chave, ver quem são as pessoas da tua rede que fizeram isso, ex-colegas, enfim, até para ter alguns insights. Claro que você não vai estar replicando 100%, nem deve, aquela realidade, mas certamente vai ter uma ou outra dica ali, algumas dicas de ouro que você vai estar levando consigo para fazer essa transição de uma maneira adequada e estratégica. Muito bem, evoluindo aqui nas questões, o Thiago colocou essa, teve o João Penor também colocou sensacional, o Silvio, exato. O Carlos, aqui Camília, também em linha, né? Parabéns pela live, por favor. Como posso obter mais conteúdos, ler mais sobre Fá? Grato, Carlos Godoy.
Tem uma do Alexandre Seste aqui também interessante, que está dizendo que tem 59 anos e nunca pensou em FAR. E está perguntando se... Ele está dizendo que está em um ciclo de fim de carreira ali, de gerente de engenharia, e se ainda dá tempo para pensar em FAR. Eu gosto sempre de casos, acho que os casos são mais explicativos. Eu tenho um assessorado, tive um assessorado, que quando ele chegou na produtiva ele estava com 60 anos. Ele tinha um plano de ficar na cadeira dele até os 65 e ele tinha grandes condições de manter a cadeira dele até os 65, pelo menos antes do que aconteceu. Ele era vice-presidente mundial de uma grande companhia, veio para o Brasil para o Greenfield. Montou a operação, a operação foi super rentável, tudo funcionou super bem, super bacana. Ganharam participação de mercado, tava dando tudo certo. Foram vendidos internacionalmente. Perdeu a cadeira. Então, assim, tá tudo certo, gente, mas isso tá fora do radar. E o cara que saiu de uma posição confortável de vice-presidente mundial pro Greenfield, um Brasil que ele queria voltar, que tinha uma filha que entrou na faculdade de medicina, ele falou, bom, mais cinco anos no meu salário de diretor, tá tudo beleza pra pagar a faculdade de medicina.
Rodou.
E aí, chegou com 60 anos para fazer. Ajudamos ele a achar um caminho. Então, acho que é um pouco isso. Sempre tem tempo, cara. Não tem... Porque assim, a competência não desaparece. Depois de um tempo, eu brinco sempre com os assessorados da Produtive. O nosso assessorado, em geral, é um cara bem colocado na carreira executiva. E ele é o último bolacho do pacote até ser demitido. E aí normalmente ele pensa que em dois meses ele tá de volta no mercado. Nem sempre é assim. Pode levar um pouco mais de tempo.
E a estatística não diz isso, né? Isso, exatamente.
Cada vez mais longo o tempo em função disso. Então, o que ele precisa fazer? Olhar as competências que ele tem, porque daí ele também começa a achar que ele também não sabe nada, que também não é verdade. Eu brinco que a Revolução Industrial fez um grande desfavor para a humanidade. Aquele artesão que sabia fazer tudo, em N ações, N fatias de processo, e cada um acha que só sabe fazer aquilo. Não é verdade. Dá pra fazer uma coisa bacana juntos, a gente precisa sair só do quadradinho aí que normalmente o executivo tá pensando e não pensa em farem. Então, na minha opinião, não tem idade.
Bacana, bacana. A Maria Séria coloca aqui também, parabéns, um momento muito aprendizado. A honra é nossa, né, Camileira, a Maria Séria, para quem não conhece, referência nacional, manter uma carreira. Muito obrigada pelo prestígio.
Obrigado pela presença.
Pessoal, tem algumas outras questões. Cíntia também coloca aqui sobre os sites, sobre o momento dela, LinkedIn, pensar no plano B, isso é muito importante. Ela fala aqui de nunca estar nos preparados, mas é aquilo também, né, Kabilé? Quando a gente já está preparado, passou o tempo, né?
Meu pai tinha uma frase ótima sobre isso, cara. Meu pai falava... Toda vez que eu tinha uma dúvida pra fazer alguma coisa... Meu pai não tinha terminado o terceiro colegial, né? Mas eu nunca consegui explicar nada pra ele que ele não soubesse, né? Eu falava pra ele assim, pai, não sei se eu tô pronto pra determinada coisa. Ele falava, bom, se você estiver absolutamente pronto pra fazer alguma coisa, você tá atrasado, né? A gente fica pronto no processo, não tem jeito.
É legal. Aí tem o Alexandre, também, que você comentou, o Marcelo, também, para a visão da Carla. A outra, a Carla Mandetta, fala do LinkedIn, ainda o melhor canal para construir o marketing pessoal. É um dos canais, não pode ser o único. Mas sim, é um dos canais onde a gente pode estar. Hoje, o Brico, a gente tem que ser omnichannel. Então, se vê com um negócio, a gente precisa ser omnichannel. Até utilizar o Instagram em prol disso. Muito bem, o Thiago coloca também agradecendo, a Maria Patrocínio também agradecendo, o João Fenório.
Acho que a gente pode encerrar por.
Aqui, até para a gente manter o horário, né, Camilé?
Perfeito, perfeito.
Puxa vida, super agradeço aí a participação de todos, o prestígio. Foi uma grande honra, um grande prazer poder compartilhar esse talk, dessa live aqui com o Camilé, com o Edson, com o Max. Eu não sei, Camile. Gostaria de sinalizar algum ponto?
Não, acho que sempre... Empreendedor é um bicho meio estranho. A gente acredita muito nesse negócio de empreender. E empreender no Brasil não é exatamente a coisa mais fácil do planeta. Mas parece ser uma necessidade em um determinado momento. Como tem várias áreas, com vários riscos de tamanhos diferentes, sempre tem um risco que cada um pode tomar. Cada um toma um risco do seu tamanho. Então, acho que é um caminho interessante a se fazer.
Bacana, superobrigado. Pensem em uma alternativa no plano B, é muito importante isso, estratégico e necessário. E conte conosco, né, a Produtive. O site da Produtive também tem N materiais e artigos, conteúdos importantes e bastante atualizados sobre práticas.
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