Nesta aula 5 do curso “Apreciando a História da Arte”, o professor conduz uma visita virtual à Caverna de Chauvet, destacando a arte rupestre paleolítica. Ele explica que, ao contrário da entrada atual, os primeiros visitantes entravam por outro ponto da caverna e que muitas pinturas foram feitas sobre argila úmida formada pela água que escorre pela rocha. O professor descreve, em detalhe, vários painéis: uma coruja cuja cabeça está virada para trás, um conjunto de cavalos, um mamute, bovídeos (possíveis auroques ou bisões), rinocerontes em luta, e caprídeos como íbex ou cervos. Ele enfatiza a notável realismo das figuras, a correspondência das proporções com fósseis da época e como cientistas usam essas imagens para inferir a evolução de espécies extintas. Também alerta para a extrema fragilidade das pinturas, que poderiam ser apagadas por um simples toque. Ao final, menciona a câmara final como a mais impressionante e misteriosa da caverna, possivelmente a mais notável entre as cavernas pré-históricas europeias.
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Nossa aula 5 do nosso curso de História da Arte, Apreciando a História da Arte, com mais uma aula de pré-história. Estamos então falando de arte rupestre e hoje nós falaremos especificamente, faremos uma viagem, uma visita virtual, uma visita pela Caverna de Chauvet. Essa é a entrada atual da caverna. A entrada paleolítica, ou seja, o lugar por onde as pessoas entravam na época do Paleolítico, não era este, era outro lugar. Mas temos, em alguns pontos de Chauvet, nós temos as pinturas que, o que é bem legal, que é bem interessante, que também há em outras cavernas, que é um desenho feito sobre argila úmida. Então aqui vocês têm essa coruja, aqui você tem um cavalo, aqui também do lado, um mamute. Aqui tem um desenho na frente, depois tem uma tela mostrando isso em contraste. Isso aqui é o teto da caverna, na verdade é uma saliência do teto da caverna, A água escorrendo, que vem da superfície, escorre pela parede e decompondo a rocha que está aqui, forma uma argila úmida. E alguém teve a manha de subir lá para poder desenhar esses animais sobre uma camada de argila. E essa, essa, essa superfície solidificou e ficou marcado esses desenhos nessas saliências. É claro que isso é muito frágil. Vamos supor que se alguém fosse louco de passar a mão hoje lá, você vai até chover, passa a mão, isso tudo ia desfazer, né, porque é bastante frágil. Mas ficou preservado esse desenho aqui, certo? O que é bem interessante nesse desenho dessa coruja é que ela, a gente sabe que a coruja, eu não sei se todas as espécies de coruja fazem isso, mas a coruja ela vira a cabeça 180 graus, né, ou 360, não, ela fica com a cabeça, ela vira a cabeça totalmente para trás, né, ela fica com o rosto voltado para trás, e aqui ela mostra justamente isso. Por que que nós sabemos disso? Isso aqui é o bico dela, com a orelha, mas o bico que mostra que ela tá de frente. Essa formação da asa é a formação da asa vista de trás. Então ele tá mostrando a coruja vista de costas, só que a cabeça voltada para trás. Legal, né? Aqui é a vista mais distante, você tem um cavalo, você tem o mamute aqui, e aqui é uma outra parte embaixo que não dá para ver direito na foto, que tem outro cavalo. Tudo feito na argila úmida. Aqui a vista desse painel dos cavalos, que é muito bonito. Você tem vários animais numa caminhada, numa debandada juntos. Você tem bovídeos, pode ser auroques ou bisões, você tem rinocerontes e também, claro, tem os cavalos, por isso chama Painel dos Cavalos, mas também você tem caprídeos, tipo íbex ou cervos. Um close, vocês veem o que eu falei dos cavalos, né? É interessante porque eles, como a gente sabe que eles são realistas, né? Os desenhos são bastante realistas. Você tem até os cientistas utilizando algumas dessas imagens para fazer suposições sobre a evolução dos animais, né? Das espécies de vários animais nessa época, espécies que não existem mais e que são confrontadas com fósseis e que batem, que você tem a ver com as dimensões, as proporções dos cavalos, você tem uma similaridade, uma correspondência com os fósseis dos cavalos dessa época. Aqui você tem dois rinocerontes que parece que estão lutando, que estão brigando. Certo? E aqui nós chegamos à câmara final, talvez seja o lugar onde há as imagens mais bonitas e talvez uma delas a mais misteriosa da caverna de Chauvet e talvez de todas as cavernas pré-históricas europeias.