Aula Aberta 01 | TESOUROS ARTÍSTICOS DE ROMA - ANTIGUIDADE | 09 02 2023

Nesta aula aberta, Fábio San Juan conduz um tour virtual pelos principais tesouros artísticos e arquitetônicos de Roma, explicando detalhes técnicos e históricos de monumentos como o Panteão, os arcos triunfais (Septímio Severo, Constantino e Tito), o Coliseu e as basílicas (incluindo a Basílica de Maxêncio e Constantino). Ele destaca como essas construções foram projetadas para a luz, a grandiosidade e a funcionalidade, abordando inovações como o óculo do Panteão, coberturas retráteis do Coliseu e a estrutura de arcos que sustentam grandes cúpulas. Também descreve a transição dos usos pagãos para cristãos, o papel das basílicas como centros cívicos‑religiosos e a importância das esculturas, mosaicos e pinturas que se encontram nos museus de Roma. Ao final, Rogério e os demais organizadores apresentam o itinerário da peregrinação de 16 dias pela Itália, detalhes de pagamento, apoio espiritual (presença do Frei Marcos) e informações de contato, incentivando a participação dos interessados. O tom é conversacional, informativo e entusiástico, combinando conteúdo histórico‑artístico com logística de viagem e motivação espiritual.
Chapters
Semana que vem a gente vai viajar para Europa novamente, né? Vamos fazer um passeio Portugal-Israel. É a terceira vez que eu viajo com a MinhaViagem.com e é uma experiência muito linda, é uma experiência. As peregrinações que eu fiz foi uma experiência com Deus muito forte, muito marcante na minha vida e estou voltando de novo. Semana que vem estou embarcando aí com eles para Fátima e Israel também, para Terra Santa, e estamos firmes aí. Eu gostei demais, tanto é que estou voltando.
Nossa, essa é fiel mesmo, hein? Toda reunião que a gente faz, ela está embarcando na semana seguinte com vocês de novo, né?
Fomos em setembro, fizemos Portugal, Itália e Israel. Itália nós conhecemos vários lugares também, foi uma viagem de 18 dias, então foi muito bacana, o grupo muito animado, muito unido, foi muito bacana mesmo, fizemos grandes amizades. Em novembro nós fomos para Roma e Israel e foi também muito bacana. E agora estamos indo para Portugal e Israel. Eu amo Israel, já percebeu, né?
Que bom!
E aí eu tô voltando de novo. Já fiz viagens com outras agências, mas eu gostei demais da minha viagem e agora tô fiel aqui.
É isso, legal. Tem o Glaucio Ramalho também, já viajou com a gente, né? Boa noite, Glaucio, tá ouvindo aí? Boa noite, tô ouvindo sim, Rogério. Tudo bem? Fala aí um pouquinho de como é que é viajar com a gente. É uma maravilha, né? Pessoal abençoado. Sempre prestativo, companheiro. Não tem muito o que dizer, né? Vocês são fantásticos, são parceiros mesmo. Agência, tudo, pessoal trabalha em prol do benefício da gente, não de vocês. É fantástico. Nossa, obrigado, viu, irmão? Deus te abençoe. Já sei, você sabe, você tá no coração da gente aqui, né?
Obrigado. É só falar para você, para todo mundo, né, Rogério? Tem o pessoal aqui de Americana, Campinas, tem bastante gente de Campinas aqui. O que mais? Pessoal de Piracicaba. Que mais? Que cidade que eu não falei aqui?
São Paulo.
São Paulo. Eu viro é de São Paulo, né? Eu viro. É isso aí, é, seja bem-vinda, sejam todos bem-vindos e bem-vindas. Que mais aí de alguma cidade que eu não falei?
Itatiba.
Itatiba, quem quer de Itatiba?
Ah, eu e o Alan.
Ah, o Alan também. Que mais, tem mais alguma cidade aí que a gente Não citou aqui que vocês—
Pompeia.
Pompeia.
Eu sou de Itapecerica da Serra.
Quem tá falando?
A Sueli.
Ah, tá, Itapecerica da Serra, onde o Rogério tá agora, né, Rogério?
Não, eu estou em Pirituba, perto do Pico do Jaraguá, tô na minha casa.
Ah, tá, Pirituba.
Nosso escritório é em Itapecerica, né?
Legal, acho que a gente pode começar, né, Rogério?
Que tal? Nós estamos em 18 pessoas no total. Ó, nova dessa, umas pessoas que vão chegar depois, mas acho que você pode começar até para não atrasar aqui, né? Ó, ela não apareceu aí. Boa noite, Alain.
Boa noite, boa noite, boa noite, boa noite, coisa boa! Boa noite, Fábio. Boa noite, tudo bem? A Sueli tá aqui também. Fátima Braga, peregrina já, né, dessa viagem.
Primeira viagem. Eita, você vai, a primeira de muitas, viu, Fátima? Você vai amar.
Eu espero.
Gente, o Alain é evangelizador, o Alain é músico, cantor, ele tava na Século 21, né, na semana passada, não é isso?
É artista.
Século 21, animou lá a tarde inteira, o dia inteiro, tá sempre com o Padre Eduardo lá, com os padres, tá sempre evangelizando o Brasil inteiro aí. E quando vai na Peregrinação, leva o violão e canta para nós. Maravilhoso demais! Olha, uma alegria! Vamos lá, Fábio San Juan!
Vamos lá, vou mudar então a tela aqui. Então, eu gosto sempre de deixar vocês à vontade. Se quiserem perguntar qualquer coisa durante a aula, Fiquem à vontade para perguntar, não deixe dúvida, fazer algum comentário, alguma observação, é sempre bem-vindo, porque eu gosto de fazer essas apresentações sempre mais como uma conversa. Claro que sou eu que estou conduzindo, mas vocês podem intervir no momento que vocês quiserem, tá bom? Combinado? Não fica ninguém com dúvida ou sem se manifestar se quiser. Tá bom? Então é isso. Sejam todos bem-vindos à nossa aula aberta Tesouros Artísticos de Roma número 1. Número 1 porque nós pretendemos fazer pelo menos uma vez por mês, a partir de agora, essa apresentação mostrando alguns dos tesouros. Daqui a pouco nós vamos ter tesouros franciscanos, também na Itália, começando por Roma, mas nós vamos passar pelas cidades franciscanas, vamos para Florença, onde termina a nossa viagem, e para mostrar para vocês um pouco aí da herança artística, cultural e religiosa da Itália. Aqui na foto que vocês estão vendo na capa, vocês veem o Panteão Romano, Panteão de Roma, que hoje é a Igreja Santa Maria Rotonda. Lembrando que Apreciando Arte é o selo sobre o qual eu trabalho, a minha empresa, e a minhaviagem.com é a agência do Rogério e do Alain, que está provendo toda a infraestrutura da viagem, da peregrinação. Passagem aérea, hospedagem, acolhimento, tudo isso, né, guias, todo transporte na Itália e muito mais, né, que eles estão providenciando, eles estão cuidando com muito carinho para que a gente tenha uma viagem muito bacana, proveitosa e inspiradora. Muito bem, falamos então, começamos falando de Roma, Cidade de Roma. Vocês estão vendo uma foto aérea atual da cidade, mais atualizada, em que, quando a gente fala na cidade de Roma, muita coisa vem à nossa cabeça. Roma faz parte da nossa herança cultural, não só italiana, não só europeia, mas do mundo inteiro. A cultura ocidental, ou seja, a cultura que se difundiu pelo mundo todo, ela tem como base a cultura grega, a cultura romana e a cultura judaico-cristã. Tudo o mais vem depois, a base é essa. E Roma traz a nós lembranças, recordações, herança de tempos diferentes, de tempos áureos, da lembrança de um grande império, que é o Império Romano, mas também da religião cristã. Além de ter sido o berço do Império Romano, da cultura romana, que depois foi a base de toda a cultura europeia, seguida— Só para lembrar, que todos sabem, que o latim, que era falado no Império Romano, que se originou de uma pequena cidade, de um pequeno agrupamento, de uma pequena tribo que se chamava a tribo dos latinos, nessa área aqui do Lácio, onde está situada a cidade de Roma, que se difundiu por toda a Europa, norte da África, Oriente Médio, até a Ásia, e que originou ou influenciou outras línguas. Como as línguas românicas, né, o português, o espanhol, o italiano, o francês, e as outras línguas europeias, né, que não são de base latina, mas que têm muitas palavras em latim. E toda cultura, né, o nosso direito, né, as nossas leis são influenciadas por Roma, a nossa literatura, nossa arte, a nossa religião, né, O cristianismo, ele se difundiu no começo, por quê? Porque tendo saído do Oriente Médio, onde surgiu, chamado pelos romanos de Palestina, se difundiu e teve que passar por Roma. Então os pais da Igreja, os primeiros pais da Igreja, São Pedro, o primeiro Papa, São Paulo, todos eles e outros, mas principalmente esses dois, o primeiro Papa e o Apóstolo dos Gentios, ou seja, o Apóstolo dos estrangeiros, eles viram que era necessário passar pela cidade de Roma, que era a capital do mundo conhecido, se não a capital política, mas tudo levava a Roma, né? Então você tinha aquela frase que falava: "Todos os caminhos levam a Roma", né? No sentido próprio, no sentido concreto, no sentido em que as estradas todas tinham origem em Roma. Então todas elas, você pegava uma estrada romana para andar, você chegava na cidade de Roma, né? Na cidade romana lá na uma estrada romana lá na Gália, que hoje é a atual França, você saía de lá muito longe, milhares de quilômetros, você seguia ela até o final e ela terminava, barra, começava em Roma. E no sentido simbólico também. Então, tudo levava a Roma, tudo se originava ou pelo menos passava por Roma para poder ser reconhecido, para poder ser validado, para poder ter a sua importância reconhecida no resto do mundo, no resto do mundo daquela época ali, dos países do Mediterrâneo. Então, aqui vocês veem a cidade atualmente, e é bem interessante porque eu achei essa foto em que mostra, quase no centro exato da imagem, Você tá vendo o Coliseu, né? Você vê o Coliseu e aqui, não sei se vocês conseguem ver o cursor do mouse, né, onde eu tô apontando aqui, é a área do Fórum, a área do Fórum Romano. Aqui do lado esquerdo da área do Fórum é o Circo Máximo. O Fórum era, vamos dizer, o que a gente chama hoje de centro da cidade, era o coração da cidade, onde você tinha o mercado, você tinha os tribunais, você tinha o Senado, você tinha os principais templos, no caso, os templos pagãos. Em volta disso tudo, então, a cidade cresceu. Por que a cidade cresceu aqui em volta? Porque aqui é o local da fundação fundação da cidade. Então lá desde— nós temos registros arqueológicos de 14.000 anos antes de Cristo de ocupação humana nesse local onde hoje é Roma. Então a cidade, mais ou menos lá pelo século 8º antes de Cristo, que é a época que os próprios romanos davam como tendo sido fundada a cidade. Os romanos fixaram, no século II d.C., a data de 753 a.C. Lógico que no calendário deles, não no nosso. Esse é o nosso calendário atual, o calendário gregoriano. Mas enfim, 753 a.C. Você tinha, no século 8º, melhor dizendo, você tinha então uma aldeia, agrupamentos de pessoas morando aqui nessa área, que é a área da colina, de algumas das colinas. Então você tem as 7 colinas de Roma, que são as colinas próximas ao Fórum, Monte Palatino, Monte Célio, e daí você tem o Quirinal, Capitólio, Esquilino, Viminal e Aventino. Essas são as 7 colinas de Roma. Você tem outras colinas, né, mas essas são as 7 principais. Vocês veem que 7 é um número importante, né, na antiguidade, não só no cristianismo, Mas para todos os povos antigos, os povos da Antiguidade clássica, o 7 é sempre um número que tem um simbolismo muito importante. Vocês veem aqui à esquerda o Rio Tibre. Então você tem o principal curso d'água que passa pela cidade de Roma, que na Antiguidade já era poluído, para vocês terem uma ideia. A poluição não é uma coisa atual, lógico que não na escala que nós temos hoje, mas pelo fato da cidade de Roma ter atingido, em determinada época, século II d.C., 1 milhão de habitantes, para uma cidade da antiguidade é muita gente, é muita gente, é uma estrutura urbana gigantesca. E o rio, Como muitos lugares ainda hoje, o esgoto da cidade era todo despejado no Rio Tibre. Então, o Rio Tibre, dizia que o Rio Tibre era fétido, ou seja, fedia por conta da poluição. Imagina que naquela época o esgoto não era nem um pouco tratado, então era jogado no rio, enfim, de qualquer forma. Mas, enfim, nós vemos essa visão da cidade mostrando o que a gente chamaria hoje de centro histórico, o centro que está aqui ocupado há milênios, que é identificado com o local de fundação da cidade mesmo. Então você tem escavações aqui que remontam até 10.000 anos antes de Cristo, com alguns vestígios de 14.000, até 14.000 anos antes de Cristo, Você só não consegue fixar melhor, você não consegue estudar melhor os mais antigos porque a cidade tem muitas camadas arqueológicas, muita ocupação humana ininterrupta durante milênios. Para vocês verem, 10.000 anos, pelo menos, são 10 milênios. Então é muito tempo. Então você tem aí toda uma ocupação intensa. Enfim, mas tem muita coisa, né? Tem muita coisa que todo dia é trazido de volta, né, para a luz do dia nessas escavações que nunca, provavelmente nunca terão fim, né? Sempre vai ter alguma coisa para escavar nesse terreno. Vocês veem aqui uma das duas tentativas de reconstituição que ainda hoje se faz de como seria a Roma antiga. Então, quando a gente fala de Roma antiga, vocês veem que de 14.000 anos antes de Cristo para cá é muito tempo. É muito tempo. Então, quando a gente fala Roma antiga, poderia ser qualquer ponto dessa antiguidade. Mas, enfim, quando a gente fala em Roma Antiga, normalmente a gente costuma falar da Roma Imperial. A Roma teve um período de monarquia em que haviam reis, depois teve a República, que daí já era um sistema de cidadãos se autogovernando, claro que não no nosso sentido de hoje, não que hoje também seja perfeito, Mas enfim, e depois da República você teve o período Imperial, né, que é o que a gente conhece mais por conta dos filmes, né, principalmente os filmes de Hollywood, por conta da história que a gente estuda, né, na escola um pouco, e que a gente lê por aí, né. É normalmente o período mais abordado se fala mais é da Roma Imperial. Então aqui nós vemos, como a gente sabe que essa reconstrução é da Roma Imperial? Porque nós estamos vendo aqui o Coliseu. O Coliseu, o chamado Amfiteatro Flaviano, ele não existia antes do século II d.C. Então dá para ver que É uma reconstrução já adiantada na história, vamos dizer assim, 2 séculos depois de Cristo. Então vocês veem grandes áreas vazias, uma área de campo, uma área campestre, vamos dizer. Hoje a gente chamaria de zona rural. Vocês veem o Rio Tibre aqui, dando a volta toda aqui na cidade. Vocês veem o aqueduto, né? O aqueduto era o sistema que levava água para a cidade, né? Então, para vocês terem essa ideia, Roma tinha água encanada, né? Roma tinha sistema de esgoto, algo moderníssimo. Então não é à toa, lógico que tem muito mais coisas, mas são duas coisas assim muito modernas, tão sofisticadas para uma cidade da antiguidade, que depois que o Império Romano caiu, e que Roma caiu no século V d.C., já Roma já fazia 2 ou 3 séculos que era cristã, mas que continuava com toda essa estrutura urbana. Depois que Roma caiu, somente no século XIX que a Europa voltou a ter água encanada no esgoto, né? Então assim, para vocês verem a sofisticação, a organização da civilização romana, né, da cultura romana. Enfim, vocês veem aqui uma outra reconstituição em que mostra a cidade, em que a cidade estaria mais ocupada, né, o terreno da cidade estaria mais ocupado. É claro que aqui falta um pedaço dessa reconstrução, porque essa aqui é uma maquete que tem no museu lá em Roma, que é o Museu da Civilização Romana, que é uma maquete com 200 metros de comprimento, para vocês terem uma ideia da escala que foi feita essa maquete, tentando mostrar a partir dos relatos, principalmente dos relatos escritos que nós temos da antiguidade, de como era Roma na época do Imperador Constantino, né? O Constantino foi o imperador que começou a abrir a oficialização do cristianismo, né? De tirar da ilegalidade o cristianismo. Enfim, para vocês verem então que existia uma estrutura muito grande, né? A cidade era muito desenvolvida, muito grande, com muita gente morando nela e com muitos equipamentos de serviços urbanos, a gente poderia dizer, né? E sempre, mas o que é bem interessante, né, ao contrário de hoje que você tem, nós temos uma cultura, mas uma civilização, nós temos cidades muito desenvolvidas tecnologicamente, mas muitas vezes por conta da funcionalidade, ou seja, da utilidade prática das coisas, nós abrimos mão da beleza para poder as coisas serem funcionais, para serem até mais baratas, para que mais gente tenha, até por conta da facilidade de se vender isso, enfim, ou para que todos, muita gente possa ter acesso. Na Roma antiga, eles tinham a vamos dizer, como requisito de projeto, que também fosse belo. Então, nós vamos ver daqui a pouco vários edifícios que tinham essa preocupação, embora os romanos fossem muito práticos, fossem muito práticos. São um povo que tem uma... Se tem algo que a gente possa dizer deles, em primeiro lugar, é esse pragmatismo, essa praticidade. Essa coisa de fazer as coisas que funcionem. Lógico que você não abre mão da beleza, mas primeiro tem que ser funcional, depois tem que ser bonito. E costuma ser os dois. Enfim, herdaram isso dos gregos, mas também uma praticidade que os gregos muitas vezes não tinham. Muito bem. Vocês estão vendo aí na tela. Está tudo bem? Tá tudo bem para vocês? Estão vendo bem as imagens? Estão conseguindo ver? Tudo certo aí? Bom, muito bem. Vocês estão respondendo, eu tomo então que tá tudo, tudo ok, tá bom? É que eu tô, eu tô, eu tô na tela do PowerPoint, né? Agora tem que voltar para alternar para tela do Zoom. Eu não estava conseguindo ver vocês. Agora eu vi que vocês estão aí ainda. Muito bem. Vou falar bem rapidinho, bem rapidamente, sobre a origem de Roma, da cidade, porque tudo se radia da cidade de Roma. Então, o Império Romano é um império calcado nas tradições que foram criadas, forjadas, melhor dizendo, foram desenvolvidas num ambiente de uma pequena cidade que foi crescendo, que aos poucos foi tomando corpo, foi tomando forma, um povo de agricultores, que eram os latinos, que escolheram esse terreno próximo do Rio Tíber, nessas 7 colinas, Principalmente no Monte do Capitólio, né, que é capitolino, que é um povo muito rígido, né, muito duro, porque assim, a agricultura ali não é fácil, né. Então a terra ali do Lácio e grande parte da Itália não é uma terra fácil de cultivar, né. Então a muito cedo os romanos desenvolveram outras habilidades, como as habilidades militares, como a habilidade de comércio. Mas enfim, a origem de Roma, nós temos duas origens mitológicas. Eu falei mais ou menos até agora da origem histórica, que é testada pela arqueologia, mas nós temos a própria a própria, o próprio povo romano tinha várias histórias de origem da cidade e que ao longo do tempo foram sendo, foram convergindo, foram sendo juntadas para chegar numa narrativa única. As principais são a do Enéas, né, do Enéas, que não é o Enéas Carneiro, né, aquele político brasileiro, do meu nome, Enéas. Ele tem esse nome por causa do herói romano, melhor dizendo, herói troiano, que teria lutado na Guerra de Troia. Troia, a gente sabe que foi a parte derrotada na Guerra de Troia. E ele tendo fugido de Troia, acabou, depois de várias peripécias— Enéas era Era filho da deusa Vênus, a deusa Vênus ou Afrodite dos gregos, a deusa do amor. E foi parar na Itália, na Península Itálica, que na época da cultura grega, do auge da cultura grega, era conhecida como Magna Grécia, ou seja, a Grande Grécia. Grande não porque era grande em realizações, que era grande mesmo, era muito maior do que a Grécia clássica, a Grécia onde está a cidade de Atenas, de Esparta, enfim. E aí, tendo chegado lá, segundo essa história mitológica, ele teria fundado, teria se casado com uma, tomado por casamento uma filha de um rei local, ele funda uma cidade com o nome da mulher, que a mulher é Lavinia, então ele funda a cidade de Lavinia e aí ele se torna o rei dessa cidade. Os filhos depois vão fundar outra cidade chamada Alba Longa, né? Não é uma cidade, é uma cidade mitológica também, assim como a cidade de Lavinia. E Alba Longa, enfim, de Alba Longa vem Rômulo e Remo. Então, isso aqui eu já estou ligando duas histórias. O poeta Virgílio, que escreveu a Eneida, a Eneida é o grande poema épico, poema épico que conta a história dos heróis, que os Lusíadas dos Camões, do Luís Vaz de Camões, baseado muito no modelo da Eneida, né? Enfim, mas o que eu dizia, a questão do Rômulo e Remo, né? A mãe dos gêmeos, né, do Rômulo e do Remo, ela foi proibida de se casar porque ela era Francesa, herdeira do trono de Alba Longa. E aí o tio dela, irmão do pai, colocou ela na época num convento, ou melhor dizendo, o templo da deusa Vesta. Ela foi se tornar uma vestal. Uma vestal não podia se casar. Então, uma vestal, ela estava presa no templo de Vesta porque não podia se casar. De qualquer forma, ela teve relações com o deus Marte, que é o deus da guerra. E daí surgiu, ela engravidou do deus Marte e Rômulo e Remo nasceram. Ela tinha que ocultá-los, porque senão o tio ia matá-los. Ela, enfim, acabou colocando eles dentro de uma cesta que desceu o rio. Vocês veem que essa história tem semelhança com a história de Moisés, né? Desce o rio e uma loba encontra os dois gêmeos. Então vocês estão vendo aí uma escultura de bronze que nós achávamos, nós digo na nossa cultura, achávamos até pouco tempo que essa escultura era da época da Roma da Antiguidade, mas hoje nós temos Há muitas dúvidas, se coloca até que essa estátua, essa escultura é medieval, e que mais os gêmeos são uma adição posterior, do Renascimento, é do escultor italiano Polaiuolo, foi feita no século XV para complementar justamente a loba com os gêmeos. Então eles teriam sobrevivido porque a loba teria amamentado, a "lupa" capitolina, a loba do Capitólio, teria amamentado os dois. Enfim, eles acabam crescendo, enfim, e depois de várias peripécias, Rômulo e Remo matam o tio e acabam fundando a cidade de Roma. Acontece que Rômulo se desentende com o irmão Remo e mata o irmão, né? Também uma história de irmãos, talvez um pouco semelhante à de Abel e Caim. E então Rômulo teria fundado Roma. Então Rômulo, para os próprios romanos, era o fundador oficial de Roma e era descendente de Enéas, que era um herói troiano derrotado, mas herói, filho da deusa Vênus. Sendo ele mesmo filho do deus Marte. E Rômulo então funda a cidade que se chama Roma, então por isso o nome de Roma. Os pesquisadores, na verdade, dizem que provavelmente Rômulo, o nome Rômulo é que vem de Roma e não o contrário. Enfim, não sabemos, como é uma história mitológica, Provavelmente foi uma criação literária, uma criação do povo que virou algo literário depois, na mão dos poetas. Enfim, isso aqui eu queria mostrar para vocês. A deusa Roma. A deusa Roma, olha só que interessante, além daqueles 12 deuses principais do panteão pagão romano, politeísta, Você tinha o que vem dos deuses gregos, são todos equivalentes aos deuses gregos com nomes romanos, então Zeus vira Júpiter, Afrodite vira Vênus. Nós temos outros deuses que são próprios dos latinos, dos romanos, e que não têm equivalentes nos gregos. Um deles, desses deuses é a deusa Roma. A deusa Roma é a encarnação da cidade de Roma. Aqui, embora ela tenha essa estátua aqui, na verdade ela é uma apropriação moderna, moderna digo do século 19, com a restauração do reino da Itália do século 19, muitos monumentos foram restaurados, Depois, quando veio o fascismo, Mussolini também mandou restaurar muita coisa, mandou reformar, restaurar, arrumar muita coisa, porque ele queria fazer um país que lembrasse o Império Romano. Mas enfim, no século XIX se apropriou dessa estátua de Minerva, que é a deusa Atena dos gregos, e se perdeu, se colocou na Piazza del Campidoglio como personificação da deusa Roma, desculpa, como uma representação da deusa Roma, que na antiguidade era cultuada. Então, não é que não existia, que no século XIX passou a existir, não, existia sim. E os italianos, no século XIX, Fábio San Juan, somente, vamos dizer, lembraram-se disso e fizeram esse levantar dessa estátua aí como símbolo da Roma antiga. Então vocês veem, ela tem normalmente, as estátuas que nós conhecemos, que nós lembramos mais, elas são de mármore, normalmente o mármore branco, mas essa estátua aqui ela tem uma roupa de porfiro. O pórfiro é uma pedra colorida, roxeada, que era uma pedra muito nobre, usada para estátuas, usada para decoração, para revestimento de prédios, de edifícios, e era associado ao imperador, algo nobre, algo da autoridade imperial. Então é chamado de pórfiro Imperial, que tinha a ver com o púrpura, né? O púrpura puxa mais para o vermelho, né? Mas você vê que não tem, vou dizer, não tem uma gradação sutil nas cores. Então, tanto púrpura quanto pórfiro roxo, eles estão ali na língua latina próximos a ponto de ser identificado o pórfiro ou púrpura, né? Enfim, causa um efeito muito bonito, né? Um efeito de revestimento, de coloração, né? Lembrando, né, não sei se vocês sabem, já ouviram falar disso, que as estátuas da antiguidade, elas eram pintadas. Então a gente está acostumado a pensar nas estátuas da antiguidade como brancas, do mármore, Porque elas chegaram até nós, e até nós eu digo até o século XV, 1400 e pouco, quando estourou, quando explodiu o movimento do Renascimento, em que todas essas estátuas antigas foram desenterradas. Na própria cidade de Roma, o Papa e outros nobres na cidade promoveram o desenterrar, porque tinha muita coisa enterrada. Até então, e essas estátuas todas tinham perdido a cor, né? Elas eram pintadas. Então se achou que na Roma antiga e na Grécia também as estátuas não eram pintadas e que eram na forma que a gente vê hoje, né? Só com o mármore. Lógico, elas já são muito bonitas só sendo de mármore, por conta da forma realista, né, que a gente admira tanto. Mas elas eram pintadas, né? Não sei se vocês sabiam disso. Então essa estátua aqui, certamente, além da coloração do próprio, da própria pedra, da própria rocha, né, do pórfiro, as partes que vocês estão vendo brancas eram pintadas com a cor da, chama cor de pele, né, a cor de uma pessoa, de um romano, né? Da pessoa daquela época, assim como os outros acessórios. O próprio orbe, essa bola que ela segura na mão esquerda, é a representação do mundo. É uma forma de dizer que ela tem autoridade. Os imperadores romanos também eram representados com o orbe, com esse mundo na mão, com essa bola. Então, para vocês verem que na antiguidade também se Se sabia que o mundo era redondo, ninguém achava que a Terra era plana, já se sabia que o mundo era uma esfera, era redondo, a Terra não era plana. E depois essa representação, essa forma de dizer visualmente que a autoridade estava nas mãos é passada para o cristianismo, quando Jesus Cristo é representado com o orbe nas mãos. E até hoje é representado com o cetro numa mão, com o orbe na outra, para dizer que é o rei do universo. É um símbolo muito antigo que já vem da mais alta antiguidade. Aqui, no caso, a deusa Roma está com uma lança, porque ela é uma deusa da guerra. Também é a É a deusa que representa a virtude, a virtu. E não é virtude no sentido cristão. Lógico que está associado a algo bom, algo que se deseja que as pessoas alcancem. Mas a virtude nessa época, o que incluía na virtude da deusa Roma? A deusa da cidade. Todas as virtudes necessárias para você morar numa cidade. Então, você ser valente, corajoso, sim, porque você vai lutar pela cidade nas guerras. Você ser honesto, você ser— sim, certamente, né? Mas você ser— você tinha que ser também severo, né? Então você tinha a virtude da gravitas, né? Gravitas, gravitas. Que é a gravidade, ou seja, a seriedade. Então, a pessoa não podia ficar rindo à toa, não é coisa de gente séria ficar dando risada ao torto e direito. Isso também fazia parte da virtude. Enfim, então aí vocês veem uma das representações da deusa Roma. Aqui, mostrar para vocês o coração da cidade de Roma na antiguidade. E na antiguidade mesmo, né, é até mais ou menos o século 5º, 6º, né, quando a cidade deixa de ser a capital do Império Romano, ela para ser somente a capital de um dos reinos bárbaros, né, o fórum deixa de ter importância, né. Mas até essa época Esse era o coração da cidade. Então, aqui nós vemos o que sobrou do fórum. Fórum, na verdade, quer dizer simplesmente praça. Hoje nós temos o sentido de fórum como centro judiciário. E não é à toa, porque no fórum você tinha os tribunais também. Você tinha as basílicas no fórum. Nos fóruns, porque não é o único fórum que tem na cidade de Roma, mas o central, principal deles era o Forum Magnum, né? A pronúncia em latim é essa, né? Forum Magnum, o Fórum Magno, o Fórum Grande, né? Magnum, magnum quer dizer grande, então é a praça grande, é a praça maior de estudam. Então, na antiguidade, ninguém chamava de Fórum Romano, o Fórum Romano, né, chamava de Forum Magnum. Era a praça, era a praça central, a Praça Grande, né. Então nós vemos aqui estruturas de várias épocas, né. Nós vemos estruturas de várias épocas ao longo de muito tempo, né. Como eu falei, a cidade começou aqui, né, Os primeiros aldeamentos eram aqui, mas nós vemos aqui principalmente o que está mais visível, da esquerda para a direita. Não vou falar de tudo, né, porque senão a gente só faz uma aula sobre o Fórum Romano. Nós vemos aqui o Tabulário. Tabulário era, vamos dizer, o arquivo do Império. Então aqui se guardavam todos todos os documentos, os escritórios de arquivo, né, que ainda tem aqui o prédio, lógico, modificado tudo, mas basicamente vindo da antiguidade. Aqui também não é, aqui também não, aqui não é da antiguidade, né, mas é uma igreja que é a Igreja de São Lucas e Martina. Aqui atrás Atrás do Arco nós temos a Curia Julia, que foi uma das sedes do Senado Romano. Então, o Senado Romano era aquele conselho das pessoas mais velhas de Roma, que ajudavam a governar. E depois de uma certa época, teoricamente ajudavam a governar, ajudavam o imperador a governar o Império. A cidade e o império. O Arco do Triunfo de Septimio Severo, né, o Sétimo Severo, como queiram. Aqui o templo, o que sobrou, né, do Templo de Saturno, né. Saturno era pai, pai de Júpiter, né, ou Zeus. O que sobrou também do templo, peraí, do templo de Castor e Pollux, que são dois heróis, né, da mitologia grega. Mas aqui, aqui na extrema esquerda, na extrema direita, uma parte da Basílica Basílica de Maxêncio, que daqui a pouco nós vamos ver com um pouquinho mais de detalhe, que foi a última grande basílica construída na Antiguidade. A basílica, hoje nós usamos o termo basílica como uma igreja cristã, uma igreja católica, principalmente, que é, acho não, a basílica é aquele templo aquela igreja que é consagrada pelo povo. Então é local de peregrinação. Na cultura romana, foram os romanos que inventaram o edifício, basílica, era outra coisa. Mas daqui a pouco a gente vai ver o que era exatamente. Aqui tem outras tantas coisas muito interessantes. Por exemplo, aqui no Fórum Romano, para vocês verem a importância do local, você tinha dois lugares que marcavam o início geográfico do Império Romano. Um deles era o umbilicus urbi, ou seja, o umbigo da cidade, que era um local que na verdade era uma caverna, era uma caverna em que 3 vezes por ano eram jogadas ofertas de alimentos, se dizia, para poder aplacar os maus espíritos. Mas ali se dizia que era o umbigo da cidade, ou seja, dali partia, na antiguidade mais remota, se partiam as medidas miliárias, que se fala. Então, quando você ia medir a distância de Roma até Ostia, por exemplo, ou Roma, até qualquer outra cidade, você partia do umbilicus urbi. Depois, mais próximo do século I d.C., se instituiu um outro marco miliário, que é o miliário aureum, ou seja, o miliário de ouro, dourado, que é o marco miliário, quer dizer, de onde se parte as medidas de estrada, de rodovia. Na Praça da Sé, em São Paulo, nós temos o Marco Zero. É dali do Marco Zero, da Praça da Sé, que se fazem as medidas de distância de São Paulo para outras cidades. Vocês veem que São Paulo tem essa Esse marco zero, de onde vem essa ideia? Vem de Roma, vem do miliário áureo, certo? É daí que vem. Aqui é uma imagem que eu achei, que é outra tentativa de reconstituição do fórum, como seria por volta do século IV. Mostrando vários prédios, né? Templo de Castor e Póloco. Cadê o cursor aqui, né? A Basílica Júlia, né? Aqui não aparece ainda, não aparece, mas é o Templo de Hércules Victor, né? Hércules vencedor, que a gente vai ver daqui a pouco, que hoje, que depois se tornou uma igreja. Enfim, esse local aqui, ele foi sendo aumentado. Cada imperador que chegava, né, depois que o Júlio César— Júlio César é o primeiro, tecnicamente é o primeiro imperador, embora não tivesse sido coroado, vamos dizer assim, como imperador. O primeiro imperador oficialmente é o Otávio Augusto, né, que recebe justamente esse título Augusto, né, que não era nome, era um título, né. O nome dele era Otávio, né. Augusto quer dizer aquele que está acima de todos, né, assim como príncipes. Que em latim quer dizer primeiro, o primus inter pares, ou seja, aquele, o primeiro entre os primeiros. E também imperator, imperator, aquele que tem o poder do império, ou seja, o poder do mando sobre todos. Uma espécie de ditador, que ditador, existiram ditadores na antiguidade, na Grécia, em Roma também, que era aquele cara que tinha o poder temporário de mandar em tudo sem precisar se reportar a ninguém, né? Dictator, né? Ou seja, aquele que dita as regras. E o imperator é o imperador, né? Ele acaba sendo isso na prática. Mas é, cada imperador que veio foi aumentando o número de edifícios, embelezando, colocando Arco do Triunfo. Então chega um momento que a praça mesmo, ou seja, o nome do lugar, que é "forum", ou seja, praça, acaba ficando reduzido, acaba ficando pequeno, de tanto prédio que tinha nesse lugar apertado. E às vezes eles derrubavam uma parte derrubar um prédio antigo para poder construir por cima desse prédio antigo. Enfim, então você tem várias camadas aqui também, né? Uma coisa que é interessante também dizer é que durante a Idade Média, por conta da, por conta do abandono de Roma que houve, né, então as pessoas começaram a fugir de Roma. Imagina, uma cidade com 1 milhão e tanto pessoas que moravam aqui, que começou a ser invadida por bárbaros. Imagina, pessoas que chegam do nada e começam a atacar a cidade, conseguem entrar na cidade. Antes do Império Romano cair, a cidade foi invadida 3 vezes. Isso ao longo de mais ou menos 100 anos. Foi invadida 3 vezes por bárbaros. Numa delas, até o Papa na época conseguiu impedir O que seria a quarta invasão, conseguiu impedir a invasão desses bárbaros. Então, na Idade Média, ela foi abandonada, de 1 milhão baixou muito, porque as pessoas fugiram, fugiram para os campos, para zona rural, e se aliaram, e foram trabalhar para quem tinha fugido antes deles, que eram os nobres, os nobres, aqueles que tinham tinham dinheiro, que tinham propriedades no campo, eles fizeram o quê? Se fortificaram, fizeram as fortalezas, que eram os castelos, né? E as pessoas que queriam trabalhar para eles foram trabalhar para eles. E aí começou o feudalismo, né? Isso é o feudalismo. Os feudos eram isso, o pessoal fugindo para poder ficar vivo, fugindo dos bárbaros, né, e sendo protegido por nobres que tinham condições de ter armas. Basicamente é isso, né.
Oi, você sabe mostrar aí nessa foto onde ficava o milharium, o marco aí, o umbílico, nessa foto do fórum?
Na verdade, é uma suposição que eles fazem. Né, então é mais ou menos que o que eu li, parece que é mais ou menos por aqui, né. Mas também, na verdade, você tem que descer aqui e olhar de frente, porque é meio que uma caverna, sabe. E foi construído o templo por cima. Então esse tempo aqui do Castor e Pólux, você tem, então assim, já no final do Império Romano você já não tinha mais um umbilicus urbi. Eles tinham substituído pelo miliário áureo, que também não existe mais, entende? Se supõe hoje onde teria sido, mas não se tem certeza, tá certo?
Veio aqui uma pergunta, né, de uma pessoa que tinha me perguntado o seguinte: Para essa viagem, ela vai servir como curso? Vai ter certificado das aulas? Que você pensou em alguma coisa? Pode ser feito um certificado? Como que você pensou disso?
Para viagem ou para o curso?
É para viajar. Na verdade, é o curso terminando com a peregrinação. A pessoa queria saber se vai ter um certificado, alguma coisa assim.
Olha, é que tem gente que precisa ou que gostaria de usar, né, um certificado desses para comprovação de atividades, né, que alguns cursos universitários pedem, né. Seria para isso?
Não sei. Ou ela deve ser para isso, a gente pode fazer, tem problema nenhum.
Eu faço, faço certificado, tudo, porque é só, é só ter o número de horas, o nome da atividade, quem fez, quem ministrou, né, e assinatura com datado. E tem problema, dá para fazer sim.
Agora, seria bonito também para os nossos peregrinos ter isso, né, porque em Israel, por exemplo, quando a gente viaja, no final da peregrinação O Ministério do Turismo de Israel, eles emitem um certificado de que a pessoa foi lá, conheceu e tal. Seria bonito uma Itália artística franciscana, um certificado aí, né?
Sim.
Mas aí você pensa.
Tá bom, não, mas não tem problema nenhum, dá para a gente fazer sim.
Legal.
Olha só, eu vou um pouco mais rápido então, né, porque a gente precisa terminar daqui a pouquinho. A gente, digo eu, começo a falar e a gente se entusiasma. Tem coisa para falar, tem muito o que falar, muito o que dizer, tem muitas histórias, enfim. Mas a gente não consegue nesse tempo falar de tudo, então vou ter que pular algumas coisas aqui. Eu queria só mostrar para vocês aqui esse, então eu falei agora há pouco desse templo, É o único templo redondo, em que o formato dele principal é redondo, que é o Templo de Hercules Victor, ou seja, do Hércules vencedor. Hércules era um semideus muito admirado, muito venerado pelos romanos, e que nós só temos o que nós estamos vendo aqui porque ele virou uma igreja. Na Idade Média, ele estava no Forum Boarium. O que é o Forum Boarium? Era um dos fóruns, dos lugares, ou seja, uma praça em que havia comércio de bois, comércio de bovinos. Boarium é de boi mesmo, a praça dos bois. Enfim, mas existia uma lenda que dizia que por ser um templo de Hércules, não entrava nenhuma mosca dentro. Então Hércules era limpinho, não deixava entrar mosca dentro do templo dele, segundo dizia a tradição. E essa aqui é a Boca della Verità, a Boca da Verdade, que antes estava aqui nesse templo, mas que hoje está na Igreja está na Igreja de Santa Maria em Cosmedim, que é provavelmente, não se tem certeza, ela foi deslocada do templo. Você tem a suposição que isso aqui era uma tampa de bueiro. Olha só, até as tampas de bueiro na antiguidade tinham essa preocupação estética, essa preocupação com a beleza. Ou até com uma coisa, vamos dizer, até divertida. Por quê? Porque é uma representação que tem muito a ver com os deuses do mar antigo. Então você tem essa exposição que era o deus oceano. E o deus oceano recebia o quê? Recebia água. Então era uma— a boca, os orifícios aqui do rosto eram onde escoava água da chuva. Você tem uma outra suposição que se dizia que os sacrifícios do templo, o sangue que escorria dos sacrifícios, e eles faziam sacrifícios de animais, como todos os povos antigos, o sangue então, isso aqui serviria para escoar o sangue. Não se sabe, não se tem certeza, mas enfim. E hoje, na Idade Média, Aí começou a história que se você colocasse a mão dentro da boca, da boca da verdade, e se a boca mordesse, é porque você era mentiroso. Até hoje você tem isso em Roma, as pessoas vão lá para botar a boca, botar a boca não, botar a mão dentro da boca da verdade. Queria mostrar aqui então para vocês ainda O panteão, né? Panteão hoje é a Igreja de Santa Maria Rotonda, né? Santa Maria e Santos Mártires. Mas antes de ser igreja, era o templo de todos os deuses. Por isso, panteão. Panteão vem do grego pantheon, que quer dizer pan, todos, theos, deus, e ion quer dizer casa, né? Então é a casa de todos os deuses. Essa inscrição aqui no frontão, aqui na fachada, quer dizer que foi o cônsul Agrippa, Marcos Agrippa, que mandou fazer. Então, eles colocavam nos monumentos o crédito. Assim como os nossos governantes fazem placas de inauguração, os governantes romanos colocavam também nos seus monumentos que tinham feito. Aqui na frente, na Piazza della Rotonda, você tem um obelisco egípcio trazido lá do Egito mesmo. Você tem vários obeliscos que vieram do Egito antigo que estão na Europa e em Roma também. Enfim, o Panteão tem uma característica bastante marcante que é Essa cúpula, a cúpula interna, esse domo, essa estrutura em forma redonda, que é a maior cúpula da antiguidade, foi a maior cúpula construída num edifício da antiguidade. Na Europa, somente no século XV, na cúpula da Igreja de Santa Maria del Fiore, em Florença, que foi feita uma cúpula Se fez de novo uma cúpula na Europa e na própria Itália, né, que é a maior. Então essa cúpula, você vê que tem uma abertura na parte de cima, né, e que entra mesmo, é para entrar luz, é para iluminar lá dentro. Ela é toda revestida de mármore, mármore colorido, mármore travertino, no cantinho, né, a gente chama de cachotões, né, que são essas estruturas quadradas, retangulares, né, que são feitas para aliviar o peso. Elas eram revestidas com bronze, né. Esse bronze foi todo retirado ao longo dos anos, né, ao longo dos séculos, e hoje ela tá toda decorada com motivos cristãos, porque ela virou uma igreja, né, ao longo, depois, principalmente depois do Renascimento. Enfim, isso aqui é uma foto de baixo, né? Você olhando, né? Uma—
Oi, Fábio, é a chuva.
A chuva entra, né?
Cai água lá dentro?
Sim, mas não é muito. Cai água lá dentro. Eu não sei se hoje eu não tenho essa informação, mas se hoje tem algum sistema de se fechar isso para que não entre chuva.
Neve?
É, sim, mas é desde a antiguidade, é assim, aberta, é aberta em cima para poder entrar luz. Apesar de ter janelas, mas a principal forma de entrar essa luz é por esse óculo que a gente chama, né? Essa abertura a gente chama de óculo, certo? Isso aqui é a parte de fora, né? Ao contrário das cúpulas modernas, modernas eu digo depois do século XV, né? Até hoje a forma de fora não segue a forma interna, né? Então toda essa estrutura que vocês veem, ela serve para poder existir aquela cúpula lá dentro, né? Isso tudo é porque não existia ainda, isso aqui é engenharia extremamente sofisticada, mas não é o mesmo tipo de engenharia que depois se desenvolveu para se ter uma cúpula externa aparente também. Então isso aqui é desgraciosa, ela não é bonita do lado de fora, ela é bonita do lado de dentro. Ela é feita para ser bonita do lado de dentro e ter essa forma semiesférica do lado de dentro. Muito bem. Passando rapidinho para os Arcos do Triunfo. Os Arcos do Triunfo, que a gente, quando se lembra de Arco do Triunfo, a gente lembra do Arco do Triunfo de Paris, né? Só que o Arco do Triunfo de Paris foi mandado fazer por um imperador que queria ser um César dos tempos modernos, que era quem? O Napoleão, Napoleão Bonaparte. Então o Arco do Triunfo é diretamente, o Arco do Triunfo de Paris é diretamente inspirado nos arcos de triunfo romanos, que não existem somente na cidade de Roma, tem vários arcos de triunfo em outras cidades romanas da antiguidade, mas enfim. Você tem vários na cidade de Roma. Eu vou mostrar para vocês 3 desses arcos. Claro, nós não vamos ter tempo de ver eles com detalhes, mas enfim, no Fórum Romano nós vemos o Arco de Septimio Severo, Septimio Severo, que foi mandado construir pelos filhos dele, os filhos dele, o Caracalla e o Geta, Eles se tornaram co-imperadores, ou seja, os dois eram imperadores ao mesmo tempo, depois que o pai morreu. E foi mandado construir para homenagear o pai, mas também a eles mesmos, porque eles tinham feito uma campanha militar numa parte do Oriente Médio que se chamava Pártia contra os partos. Só que o Caracalla depois mandou matar o irmão, depois mandou apagar todos os registros do Geta, né? Era algo que chamava, como chamava, damnatio severa, se eu não me engano, que era uma prática que acontecia muito comum, tinha até nome, né, que era apagar dos registros alguém que tinha caído em desgraça. Então, com o imperador Geta, caiu em desgraça, foi assassinado, se mandou apagar inclusive do Arco do Triunfo de Séptimo Severo. Aqui nós vemos o Arco de Constantino. Constantino, aquele imperador, como eu falei, que começou a oficializar o Império Romano, né, o Império Romano não, o cristianismo. A mãe dele, né, que se converteu ao cristianismo, Enfim, ele supostamente teria se convertido no momento da morte, né? Não temos certeza, não sabemos. Enfim, esse aqui já é um Arco do Triunfo feito com outros elementos de outros Arcos do Triunfo de imperadores que tinham morrido há 200 anos, como Adriano, Marco Aurélio, Então tem estátuas tiradas, roubadas, entre aspas, de outros monumentos para compor o monumento dele. Lembrando que os Arcos do Triunfo eram feitos, no início, eles não eram de pedra, eles eram temporários. Então eram como se fossem guirlandas de flores, eram usadas flores, vegetais, galhos de árvore e um monte de coisa, outros elementos para fazer um arco na estrada, na rua em que ia passar o desfile dos generais que voltavam das campanhas, das guerras, que tinham feito alguma conquista para Roma. Com o tempo, começaram a ser feitos de pedra, se tornaram de pedra, de mármore, de alvenaria, começaram a ser decorados com as estátuas, com esses alto-relievo em mármore, e para se passar então um desfile militar, né? Constantino mesmo ficou muito tempo fora de Roma, a ponto de esperar terminar o Arco, né, para ele poder entrar num desfile triunfal na cidade de Roma com seus exércitos, e logo depois voltou Ele ainda chegou, o arco ainda estava inacabado, mas ele entrou em Roma, passou por baixo do arco, e depois, isso em 312, ele só voltou para Roma em 326. Essa aqui é uma outra visão do arco. Aqui o Arco de Tito. O Arco de Tito é bem interessante. Opa, cadê? É, não coloquei a imagem, mas enfim, é o Arco de Tito. Ele foi construído para comemorar a vitória de Tito sobre quem? Sobre os judeus, né? É Tito quem manda, que invade a cidade de Jerusalém e que invade a cidade de Jerusalém, já era dos romanos, invade para poder conter uma revolta e ele acaba arrasando, destruindo o último templo, né, o último templo que já era o templo de Herodes, né, mas o templo da religião judaica é destruído e sobra somente o que hoje, né, lá em Jerusalém, o Muro das Lamentações. E aqui é mostrado então mostrada a conquista, o saque de Jerusalém no Arco de Tito. O interessante é que o Papa Pio VII, em 1821, manda restaurar o Arco de Tito porque ele tinha sido parcialmente destruído durante a Idade Média, porque tinha sido feita uma torre uma torre com objetivo militar, né, de defesa militar durante a Idade Média. E ele manda reconstruir uma parte do monumento que tinha sido destruída, né, inclusive colocando colunas, né, capitéis que tinham sido retirados do arco original. Muito bem, acho que a gente pode acabar então com o Coliseu, né, Rogério? E depois a gente fala um pouquinho da viagem, lembrando que a maior parte do que eu estou mostrando aqui para vocês nós vamos ver ao vivo, pessoalmente, na nossa Peregrinação. Vocês veem que vários desses locais passaram tanto os pagãos, como eu disse, milênios de história, mas também os cristãos, Primeiro, de uma forma trágica. Então, o Coliseu é um desses lugares em que se mistura a história pagã e a história cristã. Hoje vocês veem aqui, não sei se conseguem ver na imagem, você tem uma cruz lá em cima, na entrada do Coliseu, porque marca o local de martírio de muitos cristãos que eram atirados às feras ou eram executados por gladiadores, ou enfim, eram mortos para diversão dos pagãos. Enfim, o Coliseu deriva o nome de Colosso. Então Coliseu é uma adaptação para o português de Colosseum. Colosseum é colossal, aquilo que é colossal. O nome oficial era Teatro Flaviano porque foi feito pela dinastia dos imperadores Flávio, Vespasiano e Tito. Enfim, vocês veem também que está faltando um pedaço, né? Está faltando um pedaço, um bom pedaço. Tudo isso aqui era uma volta inteira, então você tinha uma parte uma interna, outra externa desse anel. Vocês veem aqui uma reconstrução do que teria sido o Coliseu. Por que que tá faltando? Porque as pessoas, depois do fim do Império Romano, as que ainda moravam ali, muita gente tirava material de construção daqui. Então, não só do Coliseu, mas de outros monumentos, era retirado pedra, retirado tijolo daqui do Coliseu. Então, aí você vê que uma parte ruiu depois, era uma fonte fácil de material de construção. Você vê que o Coliseu tinha estátuas decorando, milhões, milhões não, mas dezenas de estátuas, Você tinha uma cobertura, essa cobertura ela podia ser removida, ela era colocada, você tinha um sistema de "hold-down" que fazia isso aqui abrir ou fechar de acordo com a conveniência, então era possível você assistir aos espetáculos quando estivesse chovendo ou até nevando, por exemplo, né? Então você vê que era bem moderno, bem avançado nesse sentido, bastante sofisticado, né? Tinha todo um maquinário aqui dentro, não só da cobertura, né, como nos nossos modernos estádios, né? Você tem umas coberturas retráteis, mas também todo um maquinário lá dentro, na parte do que seria o palco, vamos dizer assim, a arena, onde Onde existia um maquinário para apresentações teatrais. Para vocês terem uma ideia, dentro do Coliseu existiram— você teve um imperador, se eu não me engano foi Nero, que fazia até espetáculos e que mandava encher o Coliseu, uma parte, a parte central do Coliseu, de água e fazia batalhas navais com navios de verdade. Lógico, os navios não eram grandes que nem os de hoje, mas com navios suficientemente— que coubessem ali para poder fazer batalhas navais, para você ter uma ideia da sofisticação. Enfim, espetáculos de gladiadores, de exibição de feras, de bichos exóticos que vinham de partes distantes do Império, como a África ou a Ásia, e também, enfim— infelizmente, né, o martírio de muitos cristãos, né, principalmente depois do Nero, né. Enfim, e para terminar rapidamente, a basílica. Eu falei da basílica. A basílica era o local, ao contrário do uso moderno, né, religioso, A Basílica era basicamente uma mistura de shopping center com tribunais, com repartições públicas. Ou seja, era um local onde você tinha lojas, onde você tinha o assento dos juízes, você tinha inclusive os assentos dos imperadores, você tinha o local para o imperador sentar-se, É como se no centro das basílicas você tinha uma praça central, como uma praça de alimentação de um shopping, em que você tinha o local onde o imperador sentava e daí podia receber as pessoas, podia julgar, assim como outros tribunos que faziam também julgamentos e decidiam questões, contratos eram fechados. Enfim, você tinha banho público, você tinha ritual religioso, você tinha templos dentro desses locais, eram as basílicas. A partir do projeto das basílicas que as basílicas cristãs se constituíram. Então você tinha uma nave central, você tinha o local onde é o altar hoje, o altar principal, o altar mór, era o local onde sentava o imperador, né? Então é em forma de semicírculo. Então, no lugar do imperador, quem é que sentava, ou seja, estava ali colocado? A Sagrada Eucaristia, né? O sacrário, né? O altar principal, que era onde estava o rei, o imperador, né? A autoridade máxima do universo, que é Jesus Cristo. Então vocês veem como que as ideias vão e os usos vão se adaptando e vão sendo transmitidos de uma cultura para outra. E para a gente terminar, a maior basílica de todas e a última a ser construída na antiguidade, que é a Basílica de Maxêncio e Constantino, que é um edifício colossal, que sobrou somente uma pequena parte. Para vocês terem uma ideia, esses arcos enormes né, arcos enormes com altura, né, altura 35 metros, né, 35 metros de altura. Então era muito grande. E você tinha ainda 3 cúpulas aqui em cima, uma sobre cada arco. Mas você tinha todo o edifício aqui que acabou ruindo com o tempo, e o que sobrou foi essa parte aqui que nós vemos um imenso edifício, de tão grande ele precisou ser feito com o arco, né? O arco, ele é uma estrutura que suporta muito peso, né? E para suportar o peso de toda a estrutura do telhado e das cúpulas, foi necessário então fazer esses arcos gigantescos, né? Muito bem. Isso foi um pouco, então, dos tesouros artísticos da cidade de Roma. Muita coisa, muita coisa que a gente poderia ter falado, a gente não falou por conta do tempo, mas que é possível ver lá também pessoalmente na própria cidade de Roma. Alguma pergunta, alguma colocação? Fiquem à vontade para falar, para perguntar, Elvira. Não, nada.
Muito bem.
Oi?
Só abrir o som e falar, quem quiser falar.
Isso, é só abrir o som.
Pode falar. Bom, enquanto o pessoal pensa aí, vou falar rapidinho, tá, Fábio? Tá bom. Uma notícia muito boa. Primeiro que a gente queria fazer um sorteio de um texto de Jerusalém só para quem tá aqui, tá bom? Que a gente trouxe de Jerusalém, já está abençoado. Então quem quiser, eu vou colocar um link aqui Você preenche o link, nós vamos fazer um sorteio, tá bom? Aí quem tiver no sorteio, quem tiver no link, quem fizer o cadastro lá, ganha um terço, a gente manda por correio. Aí a gente entra em contato, pega o endereço, tudo direitinho de vocês, tá bom? Legal. Bom, falar rapidinho da viagem, né? Acho que esse caminho que nós vamos fazer aqui de arte é maravilhoso, eu amo isso aqui. Quando eu vou no Museu do Vaticano lá, eu por mim ficava uns 4 dias lá dentro só olhando as coisas, né? Eu amo aprender e tudo mais, é maravilhoso.
Bom, só colocar uma coisa, Rogério, pode, uma coisa que eu ia falar e acabei esquecendo. Vocês viram que eu mostrei hoje basicamente arquitetura, né? Lógico que nós temos esculturas, principalmente esculturas, né? Que é o que sobrou da antiguidade, mas tem muita coisa que também está presente nos museus que a gente vai visitar nessa peregrinação, principalmente nos museus do Vaticano, mas também na Villa Borghese, no Museo Borghese, Galeria Borghese. Então tem muita coisa da antiguidade que a gente vê nesses locais, e mosaicos também que a gente tem. Mosaicos e algumas pinturas, principalmente lá da época de Pompeia e Herculano, que não é da cidade de Roma, então não quis mostrar aqui, né? Mas enfim, só para dizer que hoje a gente focou em arquitetura e na próxima aula aberta que nós vamos fazer em março eu vou mostrar mais vamos mostrar mais, vou mostrar pintura e escultura também, tá bom? Mas enfim, só para frisar que pessoalmente lá em Roma, né, nos locais que nós vamos ver, não só essas ruínas, o que sobrou da antiguidade, né, esse passado glorioso do Império Romano, mas também nos museus, né, nos museus e muito, muito lugar na rua, né, Rogério? A gente tá andando na rua e tem muita coisa para ver, né?
É um museu a céu aberto, cada pedra lá tem 4 horas de explicação, né?
É verdade.
Vamos lá, gente, é assim, é uma fonte inesgotável, né? Mas queria uma salva de palmas para o Fábio. Que aula maravilhosa! Obrigado, viu, Fábio? Bom, gente, o roteiro, nosso roteiro são 16 dias só de Itália. O Fábio já falou aí aonde que nós vamos: Roma, Rieti, Grécia, Urnese, Orvieto, Assis, Perugia, Monte Alverno e Florença. Eu não vou ler o roteiro aqui, tá bom? São 16 dias, tem o roteiro de cada dia, onde que nós vamos cada dia e tudo mais. Esse roteiro eu vou— o Alan depois ele vai entrar em contato com cada um de vocês, vai mandar o roteiro, vai mandar o material, vai esperar, vai explicar como que paga, como que dá, o que que dá para fazer, porque cada caso é um caso, né? Um quer pagar à vista, o outro quer pagar parcelado, o outro quer dar uma entrada. Então cada um é particular. Aí o Alan ele entra em contato com cada um e vai explicar, tá bom? A gente tem um plano para cada um, então a gente vai se adaptar a você, a gente vai ver a tua realidade, a gente vai estudar uma maneira, a melhor maneira para que você não perca essa viagem. Uma coisa eu te digo, olha, vai ser inesquecível. Ainda tem aqui a parte do Frei, que não conseguiu estar com a gente hoje para falar um pouco dos franciscanos e tudo mais. É sempre maravilhoso ouvir ele. E a gente vai ter missa todo dia, vamos ter momentos de oração todo dia, né? O Frei tá preparando isso também, é trazer sempre a espiritualidade junto com a arte, vai ser uma coisa maravilhosa. O que vocês vão perceber é o seguinte: o dia, você viu que aqui uma hora não deu para o Fábio explicar nada, a gente pensa assim: nossa, ainda bem que lá nós vamos ter um dia inteiro, né? Aí o dia inteiro lá também não dá. Tá bom? É sempre corrido e nunca dá tempo de ouvir tudo porque é muita informação, mas é maravilhoso, né? Isso que o Fábio falou, né? Cada pedra, cada rua que você passa, cada árvore tem uma história. Mas eu tenho certeza que você vai voltar de lá com muito conteúdo, milhares e milhares de fotos, vídeos e tudo mais, e as explicações do Fábio, dos guias que vão ter também, Porque fora o Fábio e os guias, vai ter a gente da agência que sempre conta alguma coisa, vai ter os guias locais também que pode trazer outras informações. Vai ser uma grande riqueza, pode ter certeza.
E vai ter o Frei Marcos, né?
Tem o Frei Marcos, tem bons hotéis, sempre a gente vai estar em bons restaurantes também. Então é com turismo, com espiritualidade, com arte, tudo junto. Tenho certeza que você vai gostar. Então, o Fábio tem o contato de todo mundo que tá aqui, né, Fábio? Vou dar um print na tela aqui para depois você saber quem veio. E teve outras pessoas também que já saíram, né, porque por causa do horário. Mas o Alan, depois, aos pouquinhos, essa semana aí, vai entrar em contato com cada um para mandar o material para vocês. Tem gente aqui que já está na viagem, então bem-vindos, né, maravilhosos. E os outros que não estão, a gente vai explicar.
É isso, Fábio?
É isso aí, é isso aí. Também passou o telefone dele, quem quiser anotar aí, ó, 11 999 47 43 26. 11 999 47 43 26. Adiciona ele no WhatsApp e a gente, e ele vai mandar todo o material para vocês, tá bom? Porque senão a gente vai ficar mais uma hora aqui e depois tem as particularidades cada um. Aí não precisa disso, certo, Fábio?
Certo. Eu queria agradecer, queria agradecer a todos vocês que ficaram até agora, né? E agradecer muito a presença de vocês. Deus abençoe a todos. E agradecer ao Rogério, agradecer ao Alain, né? E agradecer ao Frei Marcos também, que não está aqui, mas com certeza está rezando por nós e por todos, né? E espero que a gente se veja na próxima aula e também na nossa viagem, né, Rogério?
Eu vou estar lá, quem vai estar?
Com certeza!
A Sueli já está, a Sueli de Fátima Braga já está, a Vanilde já está, então quem já está, está garantido, está lá, vamos beber dessa fonte, né? E aí vamos ver os outros também que ainda não estão e que vão estar. Gente, boa noite!
Muito obrigado, boa noite a todos.
Até a próxima, se Deus quiser. Tamo junto.
Boa noite, fique bem.
Boa noite.
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