Aula Aberta 03 | TESOUROS ARTÍSTICOS DE ROMA | Renascimento 27 07 2023

Nesta aula aberta, o apresentador Fábio San Juan conduz um tour virtual detalhado pela Capela Sistina, explicando sua história, a sequência de obras de Michelangelo e de outros artistas renascentistas, a iconografia dos painéis (criação, vida de Moisés, vida de Cristo, juízo final), a presença de profetas, sibilas e figuras nuas, e o impacto da restauração que revelou cores mais vivas. Ele também descreve duas igrejas franciscanas de Roma que farão parte da peregrinação de 2024 – San Francesco a Ripa, com obra de Bernini, e a Basílica Santa Croce in Jerusalem – destacando esculturas como a de Ludovica Alberti. O discurso inclui informações logísticas da viagem organizada pela agência minhaviagem.com, com a participação de Rogério, Sueli Aparecida Matias e outros, bem como um convite motivacional para que os participantes realizem seus sonhos de peregrinação. O conteúdo combina explicação artística, teológica e promocional, usando tom instrucional e entusiástico.
Chapters
Muito bem, boa noite para todos, para todas. Cida, Isabel, Cleusa, Rosa, Graziella. Quem mais é que eu não falei? Vanilde, Márcia Soares, Sônia, Sueli, Henrique. Muito bem, muito obrigado por estarem aqui. Graziella, né? Graziella, acho que tá entrando agora.
É isso, Graziella já tá.
Tá tudo bem. E Rogério também, né?
Eu—
muito bem, pessoal, nós estamos aqui então nessa terceira aula, nessa terceira aula aberta em que a gente fala um pouco dos tesouros. Um pouco, né? Porque a nossa proposta é dar uma pincelada no que é possível a gente ver quando vai a Roma, né, e a Itália de forma geral. E visando também ser uma formação para quem vai viajar com a gente no ano que vem, 2024, na nossa peregrinação franciscana e artística que nós fazemos, estamos fazendo, realizando com a agência minhaviagem.com, que é do Rogério, né, que tá aí com nossos parceiros, parceirões, que estão aí com todo o know-how, né, com toda a experiência de viagens que eles têm há muitos anos, que eles fazem de forma muito acolhedora, forma muito bacana, né, alegre, né, festiva, mas também muito atenta e cuidadosa, né, com todos os passageiros. E foi um dos motivos que eu fechei com eles, né, para fazer essa parceria, para levar o pessoal para Itália, junto com Frei Marcos, que vai fazer a parte franciscana, vai fazer a parte religiosa da viagem, e que vai falar o que ele sabe que é muita coisa, né, sobre São Francisco de Assis e sobre Santa Clara, né, e também todos os santos franciscanos, né, e toda a sabedoria, né, que vem do nosso Pai Francisco, Pai Seráfico Francisco, né, que trouxe tanta devoção, né, e que renovou a Igreja, né. Enfim, estamos aqui. Você quer falar alguma coisa já, Rogério?
Quero sim, dar boa noite, né, a Sueli Matias também, da nossa agência, né, tá junto com a gente, trabalha, viaja junto com a gente, tudo mais. A gente tá ansioso demais por essa viagem agora, com uma novidade maravilhosa, porque É, ano que vem é 800 anos dos estigmas de São Francisco, né?
Isso.
E nós vamos estar lá no Monte Alverni, né, para celebrar isso, né? Para celebrar os 800 anos dos estigmas de São Francisco. Vai ser uma alegria muito grande estar lá. A gente vai antes lá, né, antes da nossa viagem aqui, a gente vai antes com outros grupos Mas essa vai ser muito especial porque a gente vai estar com o Frei Marcos, né? E o Frei Marcos tem toda essa bagagem de São Francisco. Então eu não vejo a hora, né? Inclusive dia 16 de agosto agora tem a aula franciscana, né, com o Frei Marcos. Ele vai falar de São Francisco, né? Então eu tô muito feliz. Já tem gente aqui na sala que tá junto com a gente na viagem. E tem os novos aqui, e depois a gente vai dar o caminho para vocês, como é que faz para vocês saberem mais dessa viagem, tá bom?
Certo, muito bem. Então assim, quem, quem eu acho que é muito bacana também, é no dia 16 vocês agendarem Porque no dia 16 tem então essa formação de espiritualidade que o Frei Marcos está propondo. É uma preparação para viagem, mas também é aberto para quem quer conhecer a espiritualidade franciscana, né? Como chegar a Jesus através da Via Franciscana, né? Então, a primeira formação, ele vai colocar o que é espiritualidade. Para falar de espiritualidade: "Mas o que é espiritualidade? Ah, é só rezar? Tem que ser místico? Ou tem que ser uma coisa especial?" Então, ele vai colocar como que está ao alcance de cada um de nós se dispuser a trilhar um caminho, né, para ir ao encontro de Jesus, né. Então é muito bacana e dá esse sentido, né, que é o sentido maior da nossa viagem, né, que é encontrar através dessa espiritualidade, encontrar Deus, né, chegar até Deus através de Jesus por meio da espiritualidade franciscana. Então marquem aí, eu vou continuar, eu vou divulgar com mais força a partir dessa nossa aula essa formação do Frei Marcos, que vai ser com certeza muito bacana, muito proveitosa, muito edificante, eu acho que para todo mundo que se propuser a fazer, tá bom? Então vamos começar, né Rogério? Vamos lá, eu vou mudar a tela. Então aí, na telinha para vocês, a nossa primeira tela de apresentação da nossa aula aberta: Tesouros Artísticos de Roma. Eu estou propondo falar um pouco, muito pouco, mas o suficiente, acho que, para abrir o apetite, dar água na boca para quem nunca foi e também para quem já foi. A gente está se propondo, ousando também colocar para aqueles que já foram, dar um outro sentido, dar novos significados para essa viagem, para a gente olhar de outra forma para essas obras de arte, para os locais que nós vamos passar. São locais de devoção, são locais artísticos, são locais que são de interesse cultural também, mas é claro que o sentido maior, como eu falei, falando da aula do Frei Marcos, mas falando da viagem como um todo, realmente, assim como os artistas fizeram em todas essas obras, nós também ousamos, pretendemos que as pessoas utilizem essas formas de manifestação, no meu caso, apresentando a questão artística, as obras de arte, para levar as pessoas a Deus. Acho não, tenho certeza que esse é o objetivo maior. Dessa viagem, no meu caso, apresentar as obras artísticas com esse objetivo. E assim, já engatando, já colocando o assunto na nossa aula de forma mais clara, esses artistas todos tinham esse objetivo. Vocês podem dizer até alguns mais, outros menos, não sabemos exatamente porque, como se diz, a gente não consegue conseguem entrar no coração das pessoas, a não ser Deus, né? Deus que faz isso e que sabe o que vai no coração de cada um. Mas nós estamos num período aqui, falando de um período que é o Renascimento, né, em que normalmente se coloca, se coloca, se coloca a retomada da do homem como centro do mundo e coisa e tal. Que a gente fala, quando a gente faz cursinho ou está na escola, fala: "Antropocentrismo". Como se no Renascimento as pessoas tivessem esquecido de Deus, esquecido da religião, esquecido das representações artísticas. Alô? Alô? Quem tá aí? Rosa Maria, tudo bem? Oi, tudo bem. Então, como se tivesse esquecido completamente, né? E como se tivesse, como se tivesse substituído essa essa devoção totalmente por algo pagão, que se fala da retomada dos ideais da antiguidade greco-romana, onde havia o paganismo. Mas, na verdade, quando você vai estudar de forma mais aprofundada, que é o que nós não fazemos na escola, nós vemos que, na verdade, existe uma declaração até de um dos Artistas, que fala da— desculpa, não é do Mundo dos Artistas, é de um dos intelectuais dessa época, que fala o seguinte, ele fala mais ou menos assim: a nossa cultura hoje é completa porque nós temos a revelação cristã e a arte da antiguidade, né, e a cultura da antiguidade. Então estaria completa com o conhecimento dos antigos, dos antigos gregos e romanos, e com a revelação cristã. Então, os renascentistas não prescindem, eles não negam a revelação cristã. O que existe mesmo aí, isso é fato mesmo, existe um olhar mais direcionado para o jeito que as pessoas do jeito que os artistas, principalmente, olham para o ser humano. Então, enquanto na Idade Média existia uma linguagem mais simbólica, e esse simbolismo procurava representar o céu, o mundo sobrenatural, aquilo que não se vê, ou seja, traduzir o mundo sobrenatural, o mundo sagrado, a esfera do sagrado, de uma forma que se via. Então, aquilo que não se vê de uma forma que se vê. E nessa mentalidade, as formas tinham que ser mais distorcidas, as cores tinham que ser diferentes, porque era algo de outro mundo. Assim como quem acredita hoje ainda, crê nisso, que é algo de outro mundo. Mas no Renascimento, nós olhamos, os artistas olham para mais para a face humana de Deus, vamos dizer assim. Então, enquanto na teologia cristã católica, principalmente, nós acreditamos que Jesus é Deus encarnado como homem, então ele tem uma face, ele tem a pessoa divina e ele tem a pessoa humana, vamos dizer assim, a face humana, ele teve um rosto, né, algo que era inconcebível antes da vinda dele, né. Os próprios judeus colocam, né, que não se podia olhar na face de Deus e deixar de ser fulminado, né. Então Jesus é Deus feito homem, né, com uma face humana. E no Renascimento, Então se olha mais para essa face humana, não só de Jesus, mas dos próprios santos, da Virgem Maria. Vocês veem aí na imagem uma das Sibilas do Michelangelo, que está na Capela Sistina. E nós vamos ver hoje, de forma rápida, infelizmente, mas de forma bastante instigante, que todo o espaço da Capela Sistina, principalmente na parte que o Michelangelo pinta, Ela é ilusionista, ou seja, ela quer dar a ilusão de um espaço real, de um espaço onde as figuras estão de fato. Então, ela simula a realidade. A arte do Renascimento procura fazer isso, dar a ideia, principalmente a pintura ou mesmo a escultura, de que aquilo é muito próximo da verdade. Então, é mostrar a face de Deus. Vou até um pouco para frente, lá na frente, tirando um pouco da sequência. Por exemplo, nós vemos aqui a Pietà, que está na Basílica de São Pedro. É Nossa Senhora com Jesus Cristo retirado, quando desce da Cruz. Então, ela está carregando Jesus, que acabou de ser retirado da Cruz. Depois do sacrifício que ele faz na cruz. Então ele está morto e Nossa Senhora, a Virgem Maria, está com ele nos braços, morto. Qual que é a questão aqui? A questão é mostrar uma mulher que pareça uma mulher real com um homem morto que parece, que tenha que parecer real também, o mais real possível, porque a mentalidade dessa época então exige que as representações na arte sejam realistas, ou seja, que Jesus e a Virgem Maria pareçam o mais possível como seres humanos e não se enfatizem, então, no visual, na forma que representa, na imagem que você está vendo, não está enfatizado a questão divina. Está enfatizada a questão humana, está enfatizada a forma de representar que lembre ser humano, lembrem dois seres humanos, uma mulher e um homem. Então, essa é a forma de representar. Mas está se prescindindo do divino? Ou seja, está se negando o divino? "Ah, não! Agora nós vamos só representar deuses pagãos." Existe essa representação também. No Renascimento, depois começa a cair isso, mas no Renascimento todas as representações pagãs, e nós vamos ver uma representação pagã hoje na Capela Sistina, que é justamente a Sibila. Elas sempre têm uma justificativa que remete a a revelação cristã. Então, as histórias mitológicas do paganismo, elas são sempre utilizadas com o objetivo de ilustrar algum conceito cristão, seja de moral, de virtude, virtudes teológicas ou histórias teológicas. Então, por exemplo, a figura de Sócrates, que é o filósofo que iniciou de forma mais marcada filosofia na Grécia Antiga, ele é visto como uma prefiguração de Cristo. O sacrifício que ele fez de tomar cicuta, que é o veneno, porque ele falou a verdade, e a verdade é contra os deuses pagãos, contra os deuses gregos que ele fala. Ele é acusado de piedade, né? Então isso, a forma como ele morre, né, não exatamente a forma, mas o fato dele morrer em sacrifício é visto como uma prefiguração de um martírio, né? Ou seja, prefiguração seria uma forma anterior a própria vinda do Cristo, né? Mas algo que antecede, né? É uma história que é um exemplo de vida que— Então, vocês veem, né? Hoje a gente já não fala mais isso, né? Mas no Renascimento, sim, existia essa ligação entre histórias da mitologia, ou no caso aí da própria história mesmo, né, do Sócrates, com a questão, com a teologia cristã, né? Enfim, eu vou mostrar para vocês hoje Vocês viram que eu coloquei aqui, coloquei aqui Renascimento e Barroco, por quê? Porque nós vamos falar de 3, de 4 lugares, na verdade, em que você tem tanto o Renascimento quanto o Barroco. Eu não vou mostrar igrejas que são as igrejas que originaram o Barroco, mas É como as igrejas normalmente, isso é muito comum, isso é muito normal, né, na Europa. A gente falou até um pouco disso na outra aula. Elas, não só na Europa, nos lugares também, mas principalmente na Europa, essas grandes igrejas, catedrais, basílicas, ou mesmo igrejas que não são nenhuma nem outra, elas, elas muitas vezes levam muito tempo para serem feitas, né? No caso da Basílica de São Pedro, por exemplo, ela levou, a atual versão, né, da Basílica de São Pedro, né, ela levou mais de 100 anos para ser concluída, né? Então o que que é normal de acontecer? Elas misturarem estilos. Então se ela começou na época do Renascimento, 1506, Alto Renascimento, né, É a época em que Michelangelo, Leonardo da Vinci, Botticelli, esses artistas estão em plena atividade e mudando a face da arte, né? E definindo o Renascimento, né? 100 anos depois, 1620 e pouco, nós já estamos em pleno Barroco. Já mudou tudo, já mudou, muita água rolou embaixo da ponte. Então assim, é normal que ela reflita essas mudanças ao longo de tanto tempo. Principalmente aqui, vamos ver, por exemplo, já começando aqui na Praça de São Pedro. Eu vou falar um pouco da Basílica, da Praça da Basílica, da Praça para falar da Basílica, em seguida a gente vai para a Capela Sistina, para dar uma ideia para vocês desses tesouros, né, alguns dos tesouros, né, porque esses lugares, só mesmo estando lá, né, para ver coisas até que muitas vezes não se fala, né, mas que a gente encontra dentro dessas igrejas, dentro de outros museus, né, ou você passando na rua, é que você, eu brinco, né, que a gente tropeça em coisas, vira uma esquina e dá de cara com um monumento lá que é da Roma antiga, né? Enfim, e dentro da Basílica de São Pedro também, né? Então aqui é a Praça de São Pedro, né? Muito conhecida, né? Muito vista mesmo por quem nunca foi até lá. Mas a gente vê aqui, muita gente não sabe mesmo por que que que você tem essa configuração, né? A Praça de São Pedro é o coração do Vaticano, né? O Vaticano é essa cidade-estado, né, que acabou— o território que antes era do Papa, né, do papado, né, ele acabou se reduzindo a esse pequeno espaço, né, diminuto espaço, que é a a sede administrativa, né, da mundial, né, da Igreja Católica Apostólica Romana, né, e onde está, onde reside o Papa, né. Nós vemos aqui então, perdão, nós vemos aqui ao centro a Basílica de São Pedro, o obelisco, né, o obelisco do Vaticano, que é um obelisco egípcio. Que foi trazido do Egito. Nós temos vários obeliscos na cidade de Roma, né? A maior, grande parte deles são originais do Egito, do antigo Egito, que são trazidos e ressignificados ao longo de séculos. Eles foram ressignificados aí no contexto cristão, é por isso que tem a cruz em cima, né? É um obelisco egípcio, mas com uma cruz e com inscrições e adições de esculturas. Nós temos a Colunata de Bernini, que é esse... O que é? São esses dois braços que saem dos lados, das laterais da Basílica de São Pedro, com estátuas dos santos em cima. A colunata quer dizer conjunto de colunas. A praça aqui, não sei se vocês conseguem ver na foto, a gente nem presta muita atenção, né, mas tem duas fontes aqui, fontes com água mesmo, que são chamadas Fontes de Maderno. Maderno é um dos arquitetos, é o arquiteto que projetou essa fachada aqui, grande parte da basílica e essa fachada atual. Da atual, porque é do século XVI, né, que não foi alterada desde então. E também projetou as fontes, tá. Aqui ao fundo nós temos o Palácio Apostólico, né, que é a residência oficial do Papa. Mas até onde eu sei, no momento ele tá residindo na Casa Santa Marta, né, que é uma casa de hospedagem ali Vaticano. Então ele não tá ali, tá sendo utilizado para outros fins, né? Isso aqui é só uma, isso aqui é para vocês terem ideia de como era antes. Isso aqui é do século, do século, começo do século 17, tá bom? 1600 até 1610, né? Que é a Basílica a basílica, o obelisco, e não existia ainda a colunata, ou seja, esse conjunto de colunas. O papa na época, Urbano VIII, ele pediu ao Bernini, que é um grande escultor, nós vamos ver várias obras dele aqui hoje, que fizesse, remodelasse a praça de forma que quando fosse dada a bênção papal, que é "Urbi et Orbi", que é feita aqui da sacada do palácio, e que tivesse uma melhor visualização por parte das pessoas. Então, vamos dizer, ele deu uma limpada no visual e fez essa praça dessa forma, reprojetou a praça, para que fosse possível abrigar um número de pessoas. Então, olha só a visão tanto do Papa quanto do Bernini, que era arquiteto e escultor, mas que era um grande urbanista também, que visualizou, então, e até hoje é utilizada com esse fim, com bastante sabedoria. Enfim, acaba servindo até hoje para uma transmissão de vídeo. Em que você consegue ter essa visão melhor. Aqui, para mostrar para vocês, visto de cima, você vê que a colunata que sai da lateral aqui da Basílica— vocês estão me vendo apontar com o cursor do mouse— a Basílica vista de cima, a gente consegue identificar bem por conta da cúpula, né, que tá por cima da basílica. A escadaria, né, muitas vezes é feita, são feitas as missas, né. Quando houve a pandemia, o Papa Francisco fez aquela transmissão ali daqui mesmo, né, com a praça vazia, aquela consagração do mundo, né, a Nossa Senhora, que foi muito emocionante, né. Então, mas a colunata do Bernini, ela tem essa ideia de ser duas mãos, né, como duas mãos que acolhem o visitante, o peregrino, a pessoa que vem ver o Papa, receber a bênção aqui na Praça de São Pedro. Vocês notam também que você tem esse desenho, esse desenho da cruz. Seria uma representação, claro, tanto de uma cruz uma cruz latina, que tem os braços como a gente associa a cruz, também da cruz, de uma cruz radiante, que até tem a cruz em X, que é a Cruz de Santo André, mas também uma representação do Santíssimo Sacramento, como aquela representação da radiação dela, da glória divina de um ostensório. Muito bem. Aqui então nós vemos a Basílica de São Pedro vista de longe. Vista de longe. Não é a visão que tu consegue ter da praça. Tu não consegue ver a cúpula dessa forma, né? A gente vê de baixo. Então a gente vê menos, né? Ela é muito alta, muito grande. Então tem essa, é uma vista à distância. Então, para quem não sabe, né, a Basílica de São Pedro é a maior igreja cristã do mundo em medida interna, né? É, não existe outra igreja, né, até mesmo de outras denominações como as protestantes, que seja maior que a Basílica de São Pedro na parte interna. Não vou saber dizer para vocês qual seria a maior na parte externa, confesso que não fui pesquisar isso. Mas, enfim, o estilo dela é renascentista. Então, quando a gente vê esses elementos de colunas, colunas com capitéis, capitéis é essa parte de cima da coluna, a cabeça da coluna, que remete à antiguidade, que tem a ver com o capitel coríntio. No caso aqui, é um coríntio compósito. Mas esse frontão, ou seja, essa parte triangular aqui, quem lembra do Parthenon, aqueles templos gregos, é bem remetendo a isso. E a cúpula, a cúpula que lembra o Panteão da Grécia, romantica, ou seja, aqui mesmo de Roma, inspirado no Panteão, mas aí, claro, como aí numa igreja cristã, né? O Panteão era pagão, né? Depois foi também convertido numa igreja cristã, mas também com adições barrocas, né? Então, quando a gente tem todos esses enfeites, esses enfeites que são floreados, que tem esse monte de decoração que a gente diz que tem a ver com motivos vegetais, mas, como a gente diria, são imaginados, são muito abstratos até na forma como se faz, mas com muitos elementos, ainda que essa fachada não tenha tantos. Relógios, né? Vê aqui na frente, aqui dá para a gente ver melhor. Então vocês veem em volta dos relógios a quantidade de ornamentos que há, né? Bastante, diria, engenhosos, para usar um termo da época, né? Então eles são barrocos. As estátuas, as estátuas também nas igrejas góticas tinha muita estátua, né? Mas as Dessa forma, elas são mais de forma mais barroca do que, claro, não tem nada a ver com o estilo gótico. Então vocês veem aqui da vista da praça que a gente quase não consegue ver a cúpula. A gente não vê a cúpula dessa forma e sim dessa forma aqui, né? Muito rápido. Vamos lá, mas assim, passando para a gente chegar na Capela Sistina. Nós temos grandes obras de arte e enfim, dentro da Basílica de São Pedro, né? A Basílica de São Pedro é uma das quatro basílicas papais, né? Basílicas maiores, né? São as únicas basílicas maiores do mundo, né? São Paulo, nós, 4, e estão todas elas em Roma. Enfim, quando se decidiu então demolir a antiga Basílica de São Pedro, que tinha sido construída lá no século V, e refazer uma grande basílica, uma grande igreja, que não é catedral, porque não é sede do Papa, não é sede do Bispo de Roma. Não sei se vocês sabem, mas a sede do Bispo de Roma, ou seja, onde está a cadeira, a cátedra do Bispo de Roma, que é o Papa, é a Igreja de São João de Latrão, que nós vamos visitar também na nossa viagem. Ela sim, ela é a Igreja Mãe da Cristandade, ela é a sede do Bispo de Roma, o Papa. A Basílica de São Pedro é muito especial, tanto que ela é uma basílica maior, porque ela é a sede do— o lugar, não a sede, mas o lugar do sepultamento de São Pedro, que também é outro local que nós vamos visitar. Ali dentro da Basílica é onde está também a sede, a cadeira, a cátedra de São Pedro, Aqui nós vemos o baldaquino de Bernini. O baldaquino é o tabernáculo, é a estrutura que lembra, na liturgia católica, ela lembra o tabernáculo dos judeus que estiveram 40 anos pelo deserto vagando e que era a tenda que abrigava a Arca da Aliança, onde estavam guardados entre outras relíquias, estavam guardadas as tábuas dos Dez Mandamentos, das leis de Deus. O tabernáculo cobre a nova Arca da Aliança, que é o próprio Cristo, é o sacrário. Então, o tabernáculo nas igrejas tem essa função. Qualquer igreja católica, o tabernáculo tem a função de abrigar o Santíssimo Sacramento. Né, o sacrário com o Santíssimo Sacramento, que é o próprio Jesus, né. Esse tabernáculo, esse Baldacchino de Bernini, perdão, é enorme, né, imenso. Ele tem quase 30 metros de altura, né. Ele é feito de bronze. A parte que vocês estão vendo escura é bronze, é bronze bronze dourado, né, bronze com douramento, ou seja, com ouro, né. E a base dele, claro, é em pedra, né. Cadê o mouse? É em mármore, né, e mármore de outra cor, né, mármore branco e mármore vermelho. Enfim, e logo aqui abaixo então tá o túmulo de São Pedro, né. Você tem uma abertura, uma entrada em que você tem esse acesso. Mas aqui é o altar principal da, desculpa, da Basílica. Então é aqui que o Papa preside as missas da liturgia. Aqui é um detalhe para vocês. Vocês veem essa ornamentação? Tem algo que é muito característico, que vai influenciar toda a arte barroca no mundo inteiro, principalmente no Brasil, que são essas colunas. As colunas, essas colunas a gente chama de coluna salomônica. Ou coluna "torsa". Coluna "torsa" quer dizer coluna torcida. Por que "salomônica"? Porque a descrição na Bíblia, no Antigo Testamento, quando se fala do Templo de Salomão, que é o templo que Salomão constrói em Jerusalém, o primeiro templo, as colunas, a descrição delas é que elas eram torcidas. Então, aqui se reproduz. Então, Bernini Utiliza então porque é o novo templo, né? É o novo templo. E não só porque— não é porque a Basílica de São Pedro tem a pretensão de ser o novo Templo de Jerusalém, mas a ideia é que o próprio Jesus é o novo Templo de Jerusalém, né? Ele— então todos os lugares do mundo onde há igrejas em que se quer repetir essa, usar essa simbologia, Então, você tem colunas torsas, por exemplo, no Barroco Brasileiro. O Barroco Brasileiro, Barroco Mineiro principalmente, mas também em outros locais, você tem as colunas salomônicas ou torsas. E não só no tabernáculo, mas também em outros elementos da Igreja em que se utiliza esse tipo de simbologia, esse tipo de representação. A Pietà, que está na Basílica de São Pedro, é muito curiosa porque é um dos primeiros grandes trabalhos, uma das primeiras grandes, para não dizer a primeira grande encomenda do Michelangelo, que era bastante jovem ainda nesse momento, e consegue fazer essa obra-prima maravilhosa, em que, enfim, Você olha para os detalhes e acaba vendo como que uma pessoa consegue fazer isso com pedra, com cinzel, que é tipo uma talhadeira que você usa com martelo, e você chega nesse resultado que parece mesmo duas pessoas. É muito, as dobras, tudo. Detalhe aqui, só como curiosidade, vocês veem que Nossa Senhora tem uma faixa atravessando aqui o peito, e é o único, a única obra do Michelangelo em que ele assina, né? É a única obra do Michelangelo que tem uma assinatura dele. Então ele coloca, né? Pode ser porque era uma obra, a primeira obra, grande obra que ele faz, e E ele talvez, né, por orgulho, não sei, por alguma coisa desse tipo, ele assina, né, coisa que ele não vai fazer depois. Então Michelangelo Buonarroti, né, "fetched", ou seja, fez, né, e coloca o ano. Enfim, o que é um pouco decepcionante é que na na Basílica, e dá para entender perfeitamente por quê, mas ela está com vidro na frente, então, a gente não pode chegar muito perto para ver. Mas, enfim, a gente estando lá vai ver de perto, coisa que a gente vê só por fotografia hoje, ou por vídeo, a gente consegue ver de perto essa maravilha. Aqui, mais uma obra de Bernini. Que é a Cátedra de São Pedro, é a cadeira de São Pedro. O que seria? Então vocês veem que a cadeira que está presente na Basílica não é a cadeira do Papa, mas sim a Cátedra do Papa. A Cátedra do Papa está em São João de Latrão. Aqui nós vemos, nós estamos vendo Na verdade, é como se fosse um relicário, porque aqui nós temos, aqui no centro, nós temos a cadeira, o que foi guardado durante muitos séculos, o objeto que se tinha como sendo a cadeira original de São Pedro. Muito antiga. A última vez que foi aberta para visitação Então, nós não temos nem fotografia dela, ela está guardada aqui dentro. É a cadeira da Antiguidade. A última vez que foi exposta publicamente foi em 1879. Então, ela está encerrada aqui dentro, como se fosse um relicário, e em volta da cadeira, então, o Bernini faz essa representação da glória. Então ele coloca a cadeira ladeada, ou seja, ela está acompanhada de 4 doutores da Igreja, 4 estátuas de doutores da Igreja, 2 representando a Igreja Latina, ou seja, a Igreja do Ocidente, da Europa Ocidental, e que é a que a gente associa normalmente com a Igreja Católica Apostólica Romana, do rito latino, rito, toda missal, ritos em latim, e dois doutores da Igreja, da Igreja grega, que também é a Igreja Católica, mas também cuja tradição também é adotada pela Igreja Ortodoxa, que se separou de nós, da Igreja Católica, no século XI, mas que ainda a própria Igreja Igreja Católica Romana, ela tem uma comunhão com essa Igreja. Então, enfim, tem toda uma tradição de teologia dos doutores gregos, dos doutores, dos padres da Igreja em língua grega. Então, vocês veem aqui mais de perto, vocês veem que o Bernini opta por fazer um vitral aqui, com o Espírito Santo. Aqui, não sei se vocês conseguem ver, mas tem uma pomba que representa o Espírito Santo. E ele faz de forma a entrar a luz do dia. Então, a luz entra aqui. Você tem tanto a luz natural quanto a representação da luz, mas aí da luz divina, na forma desses raios aqui dourados, com ouro. E com nuvens, né? Então assim, é o céu descendo à terra, né? Certo? Essa aqui, esse aqui é um dos dois. Então você tem dois locais onde você tem altares aqui na Basílica de São Pedro. Um deles é esse presbitério onde está a Cátedra de São Pedro. O outro é o Tabernáculo, onde está o altar papal. Muito bem, tudo bem, tá tudo bem aí? Como vocês estão? Vocês estão me ouvindo bem? Tá tudo certo? Dá um joinha aí para quem tá ouvindo bem aí, tá conseguindo, tá tudo certo? Tá bom, tá bom o som, o microfone tá dando para ver bem as imagens também? Certo, legal. A Elaine, eu não tinha visto. Boa noite, Elaine. Certo, ok, continuando, voltando. A Capela Sistina. Capela Sistina, sem dúvida nenhuma, é uma das grandes obras de arte no mundo, não é só da Igreja Católica, não é só da Europa, muito menos só da Itália ou só do Vaticano. A Capela Sistina é uma das grandes obras mundiais, patrimônio cultural da UNESCO, enfim, porque se reconhece a importância para a cultura da humanidade. Então é algo assim fora de série, né? É outro lugar que você entra e você vê como que seres humanos fizeram isso, né? Somente aí a explicação religiosa é que foram inspirados pelo Espírito Santo, né? A explicação humana, né, não religiosa, é que foram pessoas muito inspiradas, né, com Enfim, saber-se lá de onde, né? Eu prefiro a explicação religiosa, mas enfim. Aqui nós estamos vendo a Capela de Fora. Então, quem vê de fora não dá nada, né? Mais um dos prédios ali em volta da Basílica de São Pedro, né? Mas dentro é esse deslumbre que a gente está vendo aqui. Vocês estão vendo na imagem que tem uma seta aqui como se fosse uma marca d'água, né? Isso aqui eu retirei uma impressão da tela mesmo, da visita virtual que tem no Vaticano, no site dos Museus do Vaticano, né? Porque a Capela Sistina, ela faz parte, ela faz parte dos Museus do Vaticano, que é um conjunto de salas, não é só a Capela Sistina e não é uma sala só, né? Um prédio só. Mas assim, nós vamos lá também na nossa viagem, também estaremos lá visitando tanto as exposições do museu quanto a Capela Sistina, né? O que pode, o que pode assustar bastante, né, ou pode deixar a gente confuso, é a gente visitar a Capela Sistina e olhar para aquele monte, é maravilhoso, é lindo, é muito bonito, mas olhar para tudo isso e não saber o que está acontecendo, né? Assim como qualquer lugar que você vai, igreja ou qualquer, sei lá, palácio, patrimônio qualquer, e você entra e não sabe o que está acontecendo ali, né? Você tem toda uma história, uma narrativa que você não tem ideia do que seja. Então, assim, de forma breve, queria colocar para vocês que, em primeiro lugar, a Capela Sistina não é só obra do Michelangelo. Então, o que mais se fala da Capela Sistina, e eu acho que com toda razão, é sobre o teto pintado pelo Michelangelo, que nós estamos vendo aqui na foto. Em primeiro lugar, que não é só o teto, embora a maior parte trabalho dele seja o teto. São essas partes que ligam o teto às paredes de baixo também. Então, o que a gente vai chamar de pendentes, que são esses triângulos, os pendículos, que são essas partes onde tem os profetas, os famosos enyudi, que são essas figuras nuas, que são inspirados na arte antiga greco-romana, esses medalhões, enfim, e essas lunetas, que são essas partes onde ele opta por fazer ancestrais de Cristo. Mas a Capela Sistina não tem só obras do Michelangelo, nós temos também obras de outros artistas que pintaram inclusive a capela antes do Michelangelo. Então, imaginem, Olha só essa imagem, né? Essa imagem a gente está vendo a partir da porta de entrada, olhando para o altar da Capela Sistina, porque a Capela Sistina é uma capela, né? Não vamos esquecer disso. Ela é um lugar consagrado para que haja missas, que haja sacramentos sendo ministrados ali, né? É claro que não é um lugar que tem missas para todo mundo, Ela é normalmente utilizada pelo Papa, utilizada por cardeais, utilizada pelo clero ali do Vaticano, mas principalmente ela fica aberta para as visitas. Mas principalmente também, vamos dizer que hoje a principal função dela é que ela seja o local do conclave, onde se dá a eleição de um novo Papa. Mas olha só, quando ela foi reformada lá em 1480, século XV, imagine que tudo isso aqui estava vazio, essas paredes estavam nuas. Então, a primeira camada de pinturas que é colocada aqui é essa que eu estou apontando com o mouse. Depois do primeiro nível aqui, No primeiro nível, nós temos o segundo nível, que a gente chama de pinturas, em que à direita você tem cenas de Cristo e à esquerda tem cenas da vida de Moisés. Então, o maior profeta do Antigo Testamento e o maior profeta da Bíblia, né? O maior profeta da Revelação, que é Jesus Cristo, né? No fundo da capela não existia nada, era espaço vazio onde está o painel aqui do Juízo Final, que também foi feito por Michelangelo anos depois do teto. A parte aqui, essa parte de cima, então ela foi pintada também. Ah, eu não falei, né? Essas duas faixas aqui, elas foram pintadas por vários pintores, vários artistas na época, os mais famosos, tanto a Ghirlandaio Perugino, Rosselli, Botticelli, que fez o Nascimento da Vênus, e que também esses pintores vão fazer esse terceiro nível aqui, que tem as janelas, e do lado das janelas você tem vários papas. Anos depois, então, anos depois, vamos ver aqui, nunca lembro exatamente a data, 1508, então começa a pintura. Então Michelangelo é contratado, ou seja, quase 30 anos depois que é feito esses dois níveis aqui, é feito, Michelangelo é contratado para fazer o teto, né, o teto e a ligação do teto, que é essa parte aqui, né, é com os níveis inferiores, tá? Então vocês já sabem, né? Entrando na Capela Sistina, que essa parte aqui, vida de Cristo, vida de Moisés, o juízo final lá no fundo. Em seguida, então, aqui eu não vou mostrar todas, né? Não tem como, a gente não tem tempo para isso, mas eu vou mostrar duas imagens que não são do Michelangelo, mas que são dessas faixas retratando a vida de Cristo e a vida de Moisés. Ah, espera aí, desculpa. Do lado esquerdo, então, vamos dizer em ordem cronológica, falando primeiro Moisés, um dos painéis aqui é retratando uma das passagens da vida de Moisés, que é a travessia do Mar Vermelho. Não é aquela imagem icônica que a gente tem do filme, dos filmes de Hollywood, principalmente aquele antigo, do Cecil B. DeMille, que o mar se abre e tem aquelas duas colunas de água do lado e o povo passando, o povo judeu passando no meio, no chão, no piso do mar, no solo do mar. Mas é a travessia do Mar Vermelho, momentos depois que o mar se fecha e leva os egípcios embora. Vocês veem que os soldados estão vestidos de uma maneira medieval. Você tem até a representação de uma cidade, uma representação de uma cidade também medieval. Então, vocês veem que a representação, mesmo da da história antiga, eles faziam com roupas da época. Isso é muito comum. Isso era comum na Idade Média, isso era comum na Antiguidade, comum no Barroco e continua sendo depois. Só hoje que nós temos essa preocupação de reconstituição histórica. Não, vamos vestir as pessoas do jeito que a gente sabe, que pesquisou, que se vestiam. Então essa pintura é do Rosselli. E aqui do Perugino, né? Do Perugino, que foi professor do Rafael Sanzio. Ele faz então a entrega das chaves, né? Jesus entregando as chaves do céu e da terra para São Pedro, que é bastante importante, né? Claro que na entrega não foi dessa forma, mas ele ilustra de uma forma física o que Jesus colocou de uma forma espiritual, de uma forma simbólica, falando das chaves, de desligar e desligar aquilo que está na terra, se é ligado e desligado no céu, que seria então a atribuição do papado, da chefia da Igreja de Jesus para São Pedro. E o teto da Capela Sistina, são vários, são vários. Então qual é o programa da Capela Sistina, do teto da Capela Sistina? Nós já falamos da parte de baixo, então falando da parte de cima, a parte do Michelangelo, nós temos no centro essas cenas desde a criação do mundo por Deus, passando pela criação do homem, de Adão, e a criação de Eva, o pecado original. Aqui não dá para ver, mas você tem as cenas, 3 cenas da vida de Noé. Nos cantos, nós temos cenas do Antigo Testamento. Nesses pendentes, ou seja, essas partes triangulares, nós temos cenas familiares, ou seja, representações de famílias, né? A gente não sabe, até hoje não tem exatamente a ideia do que seja, se são famílias específicas. Parece que são mais famílias simbólicas mesmo, né? Representações de família, porque você tem a ligação aqui na luneta, né? Essa parte aqui semicircular, que elas estão em cima das janelas, aí sim de ancestrais, antepassados de Cristo. Como que preenchendo— não, desculpa, ainda tem duas figuras que são muito importantes, dois grupos de figuras são importantíssimas, que são os profetas, né? Vocês veem aqui, desculpa, aqui os profetas do Antigo Testamento. Temos aqui também nas laterais. E alternando entre os profetas, nós temos as Sibilas. E aqui são as figuras que eu falei para vocês, são figuras pagãs. Não são as únicas, porque nós temos os Inyudi, que são os Nus, que são representações de pessoas que hoje se supõe que sejam anjos, Mas anjos bastante, vamos dizer, sem ser a representação mais esperada hoje, pelo menos, mas com asas e coisa e tal, mas são homens, pessoas, corpos perfeitos, o que traduziria a perfeição angélica. Mas as sibilas, a figura das sibilas são figuras pagãs, elas são completamente pagãs, Mas elas teriam, segundo Santo Agostinho, lá no século V, elas teriam predito a vinda de Cristo. Então, por isso, Michelangelo escolhe colocá-las, né? As Sibilas seriam profetas pagãos da vinda de Cristo e os profetas, claro, profetas judeus da tradição judaica, bíblicos, que predizem, que prenunciam a vinda de Cristo. Vocês veem aqui um close, uma aproximação aqui de uma figura dessas famílias. Vocês veem também que preenchendo os espaços nós temos essas figuras que também são figuras que não se sabe exatamente o que sejam. Parece que são mais para preencher espaço. Mas, claro, que ele escolhe fazer— o tema predileto do Michelangelo é a representação do corpo humano, então ele coloca essas figuras nuas. Aqui, uma aproximação de uma figura de uma das lunetas, ou seja, essa parte luneta na arquitetura, a gente chama esse formato, normalmente, sobre uma janela, sobre uma porta. No caso aqui, a representação de dois ancestrais de Cristo, que seriam Jacó e José. Normalmente, claro que se este for Jacó, o José, claro que não é a mulher, né? Isso aqui é uma mulher. Seria José, seria essa pessoa que está aqui meio oculta, né? Mas até hoje você sabe que não se tem certeza, né? Não se tem certeza quem é José e quem é Jacó aqui. Então supõe-se, normalmente se diz que essa pessoa aqui, bastante expressiva aliás, né, com esse rosto bastante expressivo, parece meio com medo, com meio retraído, né, seria Jacó, né? Jacó é Israel, né? É o próprio patriarca da Bíblia que dá nome à nação de Israel, né? Aqui eu mostro para vocês os 4 profetas maiores, né? Você tem os menores também, mas não vai dar tempo da gente ver. Isaías e Jeremias. Vocês notem que ele, como eu tinha dito, ele faz de uma forma ilusionista, ou seja, como se essas pessoas estivessem sentadas nos tronos e você olhando de baixo visualizando como se elas estivessem reais, como se esses elementos existissem, como se eles fossem de pedra. Então, ele vê que ele simula todo um espaço com volume, como se tivesse afundado mesmo essa parte aqui, com as estátuas dos cupidos à frente, com as figuras dos cupidos atrás do Isaías, as pessoas lá atrás do Jeremias. É toda uma representação ilusionista de volume. Aqui, Daniel e Ezequiel. Cê venha, olha só que interessante, né? Uma figura aqui, um nude ou um anjo, né? Como queira, um cupido talvez, segurando o livro, segurando o livro para Daniel, né? E Daniel parece que, assim como eles estão interagindo com o espaço, né? Então parece que Daniel olha Ele olha para o que está acontecendo em volta dele como se fosse, gente, como se isso aqui fosse um imenso teatro, entende? Como se isso aqui fosse uma grande representação de uma peça, como se fosse um grande palco, enorme, claro, que na verdade isso aqui acaba pronunciando o Barroco, porque o Barroco é que tem essa visualização. Das coisas, como se fosse tudo um grande espetáculo. E na verdade é, é um grande espetáculo, aqui uma representação visual, mas que ele monta como se fosse um espetáculo com pessoas reais num grande palco, grande espetáculo do mundo, da criação, da história sagrada, que culmina, claro, no juízo final, na segunda vida de Cristo, lá na outra parede. Aqui a Sibila, duas Sibilas, essas figuras proféticas da antiguidade. Aqui a Sibila da Líbia e a Sibila de Cumas, que é a cumaica. Observação aqui só dessas Sibilas: a maior parte delas são muito feias. Então, elas são figuras que na antiguidade já eram descritas como muito feias. A Líbia que é mais bonita, né? Ela tem um, enfim, uma fisionomia mais bela, né? As outras são não só feias como são velhas, né? São idosas. Não estou dizendo que todo idoso é feio, né? Não é isso. O Michelangelo representa essas Sibílias dessa forma, né? Vocês veem que elas também são muito musculosas, tanto a Koumaika quanto a Líbia. O Michelangelo tinha essa questão de representar as mulheres com uma anatomia que lembrava muito a masculina, porque não só a ele interessava muito o corpo humano, mas a ele interessava mais ainda o corpo humano masculino. Que é a preferência dele, a estética. Aqui um close da Sibila Líbia, para vocês verem mesmo a beleza da figura. A grande observação que hoje nós não nos damos conta é que essas pinturas são todas restauradas recentemente, recentemente em termos da história da arte, da história da Igreja, da história da da Capela Sistina, né, foi concluída na década, no final, no começo da década de 90, e ela foi bastante limpa, né. A cor dela se aproximava mais a, inclusive essa foto aqui acho que é da anterior à restauração, né, ela era mais escurecida. Depois da restauração, todas as figuras se tornaram ficaram mais claras, porque se descobriu que você tinha uma camada de 400 anos de fumaça de vela que tinha se acumulado nas pinturas e que tinha escurecido. Então, foi removido com muito cuidado toda essa camada de fuligem, e aí se revelou que as cores eram muito mais luminosas do que se imaginava, que é essa maravilha que a gente está vendo aqui. A criação de Adão, conhecidíssima imagem em que os dedos do homem e de Deus não se tocam, porque ainda, na verdade, Deus ainda não criou o homem. Ele cria o homem quando ele toca o dedo de Adão. Então, é um momento antes. Então, é como se Adão estivesse ainda na mente de Deus aqui, no plano de Deus. Nesse momento é que Michelangelo o retrata. E aqui, a criação de Eva, né? Vocês veem que Eva, de uma forma muito sutil, está saindo das costas de Adão, mas não de uma forma explícita, de uma forma grosseira, né? Muito sutil, ela está saindo das costas aqui, obscurecido por essa sombra, ela sai e já sai numa postura de oração. Olha que interessante, né? Enfim, vocês veem aqui já nessa imagem, vocês veem os "nude", né, os nus, né, em volta aqui. Esses medalhões aqui são cenas do Antigo Testamento. Aqui é um close, né, dá para ver melhor. Então, aqui, isso aqui é um close de um nude, de uma pessoa nua, né? É uma figura que hoje se supõe que sejam anjos, né? A intenção, talvez, do Michelangelo fosse retratar anjos, ou talvez fosse só mesmo preencher os espaços com figuras nuas, porque ele via essa beleza, a beleza divina mesmo, da perfeição que Deus colocou no corpo humano, num corpo perfeito. E esses medalhões que eu mostrei para vocês aqui, um desses medalhões, que são medalhões que a gente chama de— é tipo grisalha, que é numa cor só, monocromático, mas aqui é para simular bronze, como se fosse um medalhão feito de bronze. Na Itália, nesse momento, era muito comum se fazer escudos de bronze com cenas da antiguidade, E ele faz esses escudos, só que pintados e não de bronze, para simular bronze e cenas da antiguidade. Rapidamente, porque o nosso tempo já está acabando, falar um pouco do Juízo Final, que é para onde culmina tudo. Então, vocês veem que toda a Igreja, a decoração da Igreja, ela sempre tem um objetivo, toda a Igreja. Se ela não faz isso, é porque tem algum problema ou escassez de recursos, talvez. Mas quando a Igreja é toda decorada, seja com esculturas, seja com pinturas, ou seja com os dois recursos, com as duas técnicas, o objetivo é sempre um só: é mostrar a história da salvação. É levar, na verdade, é mostrar a história da salvação para levar o fiel a Deus. Então, todo o objetivo da imaginária religiosa na Igreja Católica é levar o fiel a Deus através da beleza, que é um reflexo da beleza de Deus. Então, vocês viram que começa, Michelangelo começa com a criação do mundo, toda, não só as imagens que ele pinta, mas as outras também mostram desde o Antigo Testamento, passando pela vinda de Cristo, tudo, né, até chegar no Juízo Final, né, que é, então, se completa, então, a história da salvação. Anos depois, né, 30 e poucos anos depois do fim da, quase 30 e poucos anos depois do final da conclusão da pintura do teto, o Papa Paulo III chama que é outro Papa, né, tinha sido o Papa Júlio, né, que tinha chamado para fazer o teto da capela, o Papa Guerreiro, né. Michelangelo pinta contra gosto o teto, né, porque ele falava que ele não era pintor, ele era escultor. Enfim, foi grande nas duas artes. E imagina se ele não fosse pintor, né. E aí, depois, anos depois, ele é contratado para fazer o Juízo Final nessa parede, que é a parede do altar, né. Vocês veem aqui embaixo A cruz do altar em que se descreve o juízo final. Então se fecha a história da salvação. Você vê Cristo, então a segunda vida de Cristo, mas aqui é o juízo. Então aqui é o momento em que separa os justos dos injustos. Então tem todos os salvos que já estavam no céu, que são os santos e santas, as pessoas que estão ascendendo ao céu, as pessoas que estão ressuscitando aqui embaixo, pessoas que estão no purgatório. Então, tem pessoas aqui que estão sendo puxadas por um anjo na parte de cima e puxadas por um demônio na parte de baixo. Tem as pessoas que estão sendo condenadas porque estão indo para o inferno. Então aqui à esquerda, à direita de quem vê, né, estão indo para o inferno. Então aqui tem uma abertura do mundo subterrâneo, né. Aqui tem uma lição pagana que é o Caronte, né, o barqueiro do rio Estige, que é na mitologia greco-romana É quem levava as almas para o inferno, mas o inferno no paganismo não era o lugar de punição, o lugar de condenação, mas era somente o lugar onde todos os mortos iam. Mas aqui não, aqui ele é reinterpretado na história divina, na revelação cristã. Então aqui ele está, claro que ele toma várias liberdades no sentido que Caronte, então, né, que não faz parte da história da salvação, mas ele coloca aqui como uma liberdade, batendo com o remo nas pessoas que estão no barco para: "Lola, saiam do barco porque agora é hora de vocês irem para o inferno", né. Aqui é um close do grupo central onde está Jesus Cristo e a Virgem Maria, né. A Virgem Maria do lado de Jesus, né? Então, sabemos pela teologia católica que Maria é co-redentora, né? Jesus é o Redentor e ela é co-redentora. Então, ela está aqui do lado de Jesus Cristo. Jesus é representado não com aquela imagem mais tradicional europeia que a gente conhece, com a barba, né? Barba e bigode, mas mais como se fosse um deus Apolo. O deus Apolo, uma pessoa com corpo, um homem com corpo perfeito e sem barba, mas no gesto de julgamento. A mão direita julga, é ela que direciona, vamos dizer, ou condena, seria a palavra, aqueles que estão no inferno. Vocês veem que ele está direcionando para onde estão lá embaixo o pessoal do inferno. E a mão esquerda aqui, ela está abençoando, então é o pessoal que está na direção, que está sendo salvo, que está subindo para o céu. Aqui você tem vários santos, santos importantíssimos, né? E que são mostrados com instrumentos de martírio. Vocês sabem que até hoje ainda não se identificaram, não se identificou todas as figuras que Michelangelo representa, né? Mas dentre as que a gente já sabe, são mais óbvias, vamos dizer assim, nós temos São Bartolomeu com a pele, ele foi martirizado, ou seja, foi sacrificado em nome de Cristo, ele foi esfolado, ou seja, foi retirada a pele dele. Então, ele está com a forma de martírio, que é uma faca e a pele dele arrancada. A tradição diz que esse rosto que está na pele é o rosto do Michelangelo. Bate bastante com os retratos que nós temos dele, que são poucos. Aqui do lado não é instrumento de martírio, mas é o símbolo maior de São Pedro, que são as chaves. São Pedro está devolvendo as chaves para Cristo. Então aqui é o fim dos tempos, né? A função dele de ligar e desligar está completa. Então ele devolve as chaves para Cristo, né? Ele está devolvendo as chaves. Aqui nós temos São Brás com instrumentos de martírio dele, né? Que foi decapitado, né? Isso aqui seria mais instrumento de tortura, na verdade, né? E Santa Catarina de Alexandria, que foi martirizada com uma roda dentada, né? Então ela tá aqui com a roda dentada, quebrada inclusive, né? E aqui também São Lourenço com uma grelha, né? Grelha mesmo de queimar, né? No caso, né, a gente usa grelha para fazer churrasco. Fábio San Juan, você tem a história dele, né, do martírio dele, que se diz que ele fez até piada na hora do martírio, né, que puseram ele para assar na grelha. E aí ele pediu para o carrasco dele, falou: olha, já queimou desse lado, pode virar, né. Então ele, vamos dizer, é uma piada, mas também é um sinal da fé dele, né. Que ele estava aguentando firme ali. Uma cena dos salvos, né? Aqui então, lá para a esquerda, né, que a gente viu o grupo das pessoas subindo, né, sendo levadas para o céu, né, as pessoas que foram salvas. Você vê que tem aí, entra a questão humana, né? Vocês veem que o Michelangelo, ele coloca os anjos puxando as pessoas também, né? Como se precisasse, né? Se fosse algo totalmente simbólico, você não precisa de alguém puxando você para o céu, né? Mas aqui ele enfatiza o aspecto físico mesmo, né, das pessoas sendo puxadas, né? Ao mesmo tempo que elas estão subindo, ou seja, elas estão levitando, né, flutuando para cima, elas ainda também têm os anjos aqui para ajudar para elas subirem, né? Vocês veem que a cara com um rosto de êxtase, sendo elevado, olha só, a pessoa extremamente bem-aventurada, sentindo muito bem. E aqui, um condenado, você vê a cara de condenado da pessoa, a pessoa muito— Oi? Ah, não, desculpa. O demônio aqui abraçando as pernas enquanto ele se lamenta pelo fato de ter caído em si, que está condenado, né? Aqui eu posso passar para vocês depois um link dessa visita virtual da Capela Sistina, que é muito interessante, né? Mas agora vocês têm, vamos dizer, uma chave aí para entender melhor o que podem ver lá, o que vão ver também lá na visita presencial que nós vamos fazer na nossa peregrinação 2024, né? Muito rapidamente eu quero mostrar para vocês agora, para fechar mesmo, prometo, que é mostrar para vocês duas igrejas que nós vamos ver nos dias que nós vamos estar em Roma, que são duas igrejas franciscanas, né? São Francisco a Ripa, né? San Francesco a Ripa. A Ripa mesmo, não é la Ripa, mas é a Ripa. Ou seja, a Ripa quer dizer a margem, né? A margem do Rio Tibre. O Rio Tibre é o rio que passa por Roma. Então é São Francisco perto da margem do rio do Rio Tíbio, então se colocou esse nome, ela se tornou conhecida por isso. O que é bastante interessante, entre outras coisas, é que nós temos uma outra obra do Bernini nessa igreja, na Capela Alberti, que é a capela onde está sepultada a Beata Ludovica Alberti. Ludovica Alberti bem-aventurada, beata, que recebeu essa escultura feita por um seu descendente, que era o cardeal Alberti, que encomenda ao Bernini então que faça essa escultura em que a representa em êxtase místico. Ela entrou para a Ordem Terceira de São Francisco depois que falece o marido. Então, ela se consagra e ela era uma pessoa muito caridosa, ajudava muito os pobres, bem dentro do carisma franciscano, mas também tinha esses êxtases místicos. O que é um êxtase místico? É quando a pessoa sente um estado tal de ligação, não é que se sinta, até uma ligação tão forte com Deus, vamos dizer que ela é como se fosse uma ligação direta com Deus, em que ela sente um pouco, que já é muito para nós, para um ser humano, da presença de Deus e toda a felicidade, em que, no caso aqui, Bernini representa de uma forma física. Então, que lembra também uma outra obra de Bernini, que é o Êxtase de Santa Teresa d'Ávila, que também ela está representada nessa contorção, ainda mais, na verdade, desse êxtase místico que também a Santa Carmelita também recebia. E a outra igreja que nós vamos visitar vai ser a Basílica Santa Croce em Jerusalém, ou Santa Cruz em Jerusalém, que é essa igreja aqui também, igreja franciscana, cuidada pelos franciscanos. Que tem aí uma fachada muito barroca, bastante, aí sim, extremamente barroca, e que é uma das 7 igrejas peregrinas de Roma. Você tem um circuito de peregrinação em Roma, que é as 7 igrejas peregrinas, e ela faz parte desse circuito de peregrinação. Nós temos aqui, é bem interessante, para mostrar para vocês um outro tabernáculo, né, que diferente do Bernini, esse aqui ele é todo esculpido em pedra, né, ou em mármore, que é um dos arquitetos que fez, é um dos arquitetos que passou pela Basílica de São Pedro, né. Passaram vários arquitetos, inclusive o Michelangelo, né, que também é arquiteto, mas também o Maderno, né, arquiteto moderno que projetou a fachada e projetou aquela também, aquelas duas fontes, né, que sobrou da praça original. E nós vemos aqui então, aqui, o presbitério em que tem esse tabernáculo e tem os relicários, os túmulos na verdade, né, desses dois santos, né, que é Santo Anastácio Mártir e São Cesáreo de Terracina. Certo? Muito bem, é isso, gente. É um pequeno, uma pequena amostra então do que veremos, uma pequena amostra do que nós vamos ver em Roma, mas também o que é possível ver visitando o Vaticano e visitando Roma. Alguma pergunta, alguma colocação? Não, Rogério quer falar um pouco da viagem, dessa oportunidade, né, que nós temos de visitar pessoalmente esses tesouros, né? A proposta, a nossa proposta, alô? Alô, pode falar, Rogério.
Eu já tava aqui viajando, você tava falando aqui, eu já tô viajando, só viajando. É maravilhoso, né? A Capela Sistina é isso mesmo, né? É impressionante quando a gente entra lá, é uma coisa de tirar o fôlego porque é tanta coisa para ver. Que você nem se dá conta, né? Bom, sobre a viagem, então agora a gente tá numa fase aí, né, falta um ano para nossa viagem, né, e a gente já tem várias pessoas no grupo e tudo mais, né. Agora o Frei vai fazer as aulas para nós aí a cada mês, a cada 15 dias, ele tem uma agenda aí, né. E a gente vai fazer o quê? A gente vai mandar— o Fábio tem o contato de todo mundo, né, Fábio, que participou da live hoje, né?
Isso.
Então o que que o Fábio vai fazer? Ele vai mandar para nós os contatos e o Alain, né? O Alain não tá aqui hoje porque ele tá num compromisso da igreja, né, porque ele é músico e ele tá tocando numa missa hoje. Mas ele vai entrar em contato com cada um para mandar o roteiro, mandar arte, tirar dúvidas de valores, forma de pagamento, como que faz, como que não faz. E a gente vai criar um plano para cada pessoa individual, né? Cada um tem um, quer pagar à vista, o outro quer pagar assim, o outro quer pagar parcelado, o outro quer dar uma entrada. Aí ele vê o plano de cada um, para cada um poder ver. Vou dar uma passada rapidinha aqui no roteiro, né? Então nós vamos Italia Franciscana e Artística, 800 anos do signo de São Francisco, Roma, Rieti, Greccio, Bonaregio, Orvieto, Assis, Perugia, Monte Alverni e Florença, né? 10 a 21 de junho de 2024 a gente vai viver, tem um roteiro para cada dia, tem uma, todos os lugares nós vamos ter um guia de lá também, né? Da Itália, em cada cidade, falando português. O Fábio vai trazer toda essa experiência, né, do Professor Fábio aí, das aulas. O Frei vai trazer toda a espiritualidade franciscana, porque nós vamos passar em muitos lugares, vamos ter esses momentos de espiritualidade, tudo mais. Eu tenho certeza. E também as aulas, né, de arte, Eu tenho certeza que nós vamos enriquecer muito, né, o nosso patrimônio de conhecimentos e tudo mais, né. Então isso tudo que o Fábio falou do Vaticano, né, a hora que você tá lá no Vaticano e com esses conhecimentos, aí você lembra do Obelisco, lembra da Casa do Papa, lembra disso, lembra daquilo, do Obelisco e tudo mais, né. O Obelisco é uma coisa impressionante, né? Dentro da Basílica também você fica, e quando chega diante da Pietà e vamos no túmulo de São Pedro, é uma coisa impressionante, né? Então, é, paro aqui, né, porque acho que o Fábio já foi mestre aí, né, colocou tanta coisa linda para nós, e agora é viver esse sonho. Eu costumo dizer sempre, né, que realize os seus sonhos. Por quê? Porque a nossa vida passa tão rápido e às vezes a gente deixa de realizar nossos sonhos e depois chega uma hora que não pode mais. Mês passado aconteceu com a gente uma coisa muito triste, né, porque tem uma passageira que ela foi em 2018, 2019, ela foi com a gente para Israel a Rosana de Itatiba. E o que que aconteceu? A Rosana, o sonho dela era voltar agora esse ano com a gente, né, na peregrinação. E ela teve dois AVCs nesse período agora de pandemia e tudo mais. E infelizmente esse mês passado ela faleceu, né, já com a viagem paga e tudo mais, né. E isso mexeu muito no meu coração, porque quantas pessoas, né, que vai adiando os sonhos, vai adiando os sonhos, vai adiando os sonhos, e depois não tem mais oportunidade de viver, de viver esses sonhos. Então a gente pede para você, se você tem o sonho de ir nessa viagem, realiza. Se você tem outros sonhos, realiza também. Por quê? Porque a nossa vida pertence a Deus, né? E ele pode ali, como no painel ali do juízo final, nos chamar hoje à noite, né? A gente não sabe. Então, se você pode realizar, realiza teu sonho, tá bom? Então o Alan vai fazer de tudo para que isso caiba no teu orçamento e vai montar um plano para você. E a gente tá à disposição junto com o Fábio, se tiver dúvidas também, né? E a gente já tá preparando tudo, já estamos conversando com o pessoal da Itália, já estamos Preparando várias surpresas para quem vai, né? Então se prepare, porque vai ser maravilhoso, certo? Sueli Aparecida Matias sempre viaja com a gente, né? Sueli, fala um pouquinho aí para eles de como que é viajar na minhaviagem.com. A Sueli começou com a gente como peregrina, né? E depois se apaixonou. Ela já viajou com o Padre Léo, hoje o Padre Léo é beato. Já viajou muito com o Padre Alberto Gambarini, né? E hoje ela viaja com a gente a gente e depois agora se tornou uma parceira da gente também. Então fala aí para o povo, como é que é isso? Como é que é essa viagem que o Fábio tava falando aí? Vale a pena realizar esse sonho?
Vale sim, com certeza! Eu tô ansiosa depois dessa aula do Fábio aqui, meu, eu vou voltar para lá com outros olhos. Foi muito legal, Fábio, gostei demais, viu?
Muito obrigada!
Gratidão. E é muito lindo mesmo quando você tem essas aulas aqui, quando você vai para lá e vai fazer a viagem, você já vai sabendo daquilo que você vai conhecer lá, o significado é mais profundo, então é muito lindo, eu gostei muito da sua aula. E viajar com a minhaviagem.com para mim não tem palavras para dizer, é muito bom, É uma viagem assim bem tranquila. O Alan e o Rogério são pessoas assim que estão sempre cuidando dos passageiros e fazendo o melhor, dando o melhor para que todos façam uma boa viagem e curtam o passeio e aproveitem os momentos que são oferecidos. E é muito legal, e espero que vocês tenham desejo de ir também, assim como eu.
Se alguém quiser falar alguma coisa, alguma pergunta, e aí a gente encerra. Pode ser, Fábio? Você encerra com a palavra aí, sei que é o nosso mestre. Tamo aqui, certo?
Muito obrigado, muito obrigado a todos pela presença. Obrigado, Rogério. Obrigado, Sueli. Obrigado, Alan, também, que que não tá aqui, mas que é a ponte aí entre vocês, eu e a minhaviagem.com também. Ele, pessoal todo vai atender vocês muito bem porque eles são muito bons, são muito acolhedores, são muito cuidadosos mesmo. E assim, estou nas mãos do Rogério, do Alain, da Sueli, Toda turma aí tá nas mãos de Deus, porque é um pessoal muito, muito bacana mesmo, né? E enfim, eu tô à disposição de vocês, continua à disposição de vocês pelo WhatsApp, né? Tem todo, todo o contato de vocês, né? Acho que a única pessoa que eu não tenho contato é do Henrique, que acho que tá ainda presente aí, né, Henrique? Mas depois você passa para gente aí, para gente continuar o contato, porque daí a gente, a gente depois manda a gravação para quem quiser também, né? Se quiser olhar, voltar, né, tanto na parte da aula quanto na parte da viagem, né? Mas a gente tá à disposição e espero, espero vê-los também na tanto na próxima aula sobre arte, a próxima eu pretendo fazer sobre tesouros artísticos franciscanos, começando sobre a parte franciscana ligada mesmo diretamente à vida de São Francisco, Santa Clara, que nós vamos ver lá na Itália, e também espero ver vocês na próxima, na primeira aula da formação do Frei Marcos, né? No dia 16 de agosto, tá bom? Mas aí eu vou divulgando e mando o link para vocês também e para quem mais tiver interessado, tá certo? Muito obrigado! Boa noite! Deus abençoe a todos, viu?
Você também!
Obrigado, obrigada! Tchau, tchau!
Deus abençoe todos!
Tchau, gente!
De boa tarde!
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